Domingo, Dezembro 28, 2008

HORSE the Band - R. Borlax


HORSE the Band é uma das bandas mais legais das que surgiram nos últimos 10 anos!
R. Borlax foi lançado em 2003. Sua importância na carreira deles é indescutível, apesar de não ter feito o mesmo "sucesso" que o The Mechanical Hand. Isso fica evidente por vários fatores. Primeiro: Por se tratar do primeiro longa, foi o álbum que mais chegou ao ouvido da galera, na época. Segundo: "Cutsman" sempre será uma das melhores e mais pedidas músicas deles! Até hoje, em qualquer show, a galera sempre faz uma coreografia muito louca durante esse som. E para quem não conhece o som deles e notou uma certa semelhança com games (quem não lembra do Cutman, aquele robozinho do Mega Man???) nos títulos, saiba que a influência é maior ainda na sonoridade. O tecladista usa uma parafernália dos infernos para deixar tudo com som de 8-bits! Bugigangas como um teclado incomum e um cartucho de Game Boy estão na lista. Incrível e original, não? De fato, foram a primeira banda do estilo "nintendocore". Retornando ao assunto principal, o álbum, obviamente, não possui somente "Cutsman" como destaque. "The Immense Defecation of the Buntaluffigus" (hauheuha! Lindo nome!), além de ser uma viagem de pouco mais de 1 minuto, possui o mesmo tema da parte 'underground' do game Legend of Zelda. "Pol's Voice" também é uma referência ao game, mais precisamente ao coelho inimigo.
Com todo esse esquema de prestar homenagens líricas e sonoras aos jogos antigos, conquistaram uma imenso público de jovens e adultos, trazendo ainda uma enorme nostalgia para aqueles que jogaram o famoso nintendo 8 bits! Realmente é muito lindo e emocionante escutar várias das músicas que eles fizeram, pois é como um salto mental para a infância. E por mais que muitos neguem e até digam que isso é uma "idiotice", quem não tem saudade dos tempos de pegar 50 centavos e ir ao fliperama jogar meia-hora de Super Mario ou Street Fighter? Download.

Sábado, Dezembro 20, 2008

Napalm Death - Time Waits For No Slave


Napalm Death é o nome que sempre será lembrado pela maioria como o de "banda criadora do grindcore". Apesar de alguns alegarem que já havia uma banda japonesa fazendo isso, ou até que o Terrorizer já tocava antes deles, o Napalm leva o trunfo, e ainda rodeado de alguns fatos estranhos. Por exemplo: lançaram o álbum Scum com duas formações diferentes, uma em cada lado do LP. E nesse clima seguiram... Hoje, já não há sequer um membro original!
Times Waits For No Slave chega 2 anos após Smear Campaign. Na contramão do que muitos imaginavam, ele não segue inteiramente a mesma linha dos álbuns anteriores, que foi de repetir a mesma fórmula constantemente. De início, com a matadora "Strongarm" (porrada do início ao fim em todos os instrumentos, com direito a um ótimo revezamento do vocal gutural com rasgado) e as duas faixas seqüenciais a ela, pode até ser essa impressão dos anteriores. Todavia, do meio ao fim, fica claro que há elementos incomuns na história do grupo, como a adição de breakdowns e de umas passagens mais cadenciadas. A mistura entre os andamentos lentos, mornos ou velozes também é notável, e, francamente, isso não soa bem, pois torna as músicas indefinidas e bem medianas, sem aquele pique que deixa cada vez com mais vontade de escutar, encontrado na maioria dos demais álbuns. E como possui 50 minutos de duração, a maioria deles sem nada demais a acrescentar, o álbum acaba por se tornar demasiadamente decepcionador, vindo do Napalm. Escute "Downbeat Clique" e "Life and Limb" para entender. Lá no fim, ao menos, há mais um pico de empolgação, com "A No-sided Argument", dotada de um dos solos mais legais já registrados por eles.
Infelizmente, esse acaba por ser mais um na lista dos poucos álbuns do Napalm que não serão tão cultuados. É uma pena, pois tenho certeza de que a maioria aqui gostaria de poder presenciar um grandioso lançamento e vê-los tocando pelas terras brazucas, mas fazer o quê se a época do Scum e do Harmony Corruption já passaram? Download.

Quinta-feira, Dezembro 18, 2008

Outlaw Order - Dragging Down The Enforcer


Outlaw Order é uma super-banda. Formada por quase todos os membros do EyeHateGod, pelo baixista do Crowbar (o antigo, também do EHG, teve de deixar a banda para cumprir sentença em uma prisão) e pelo guitarrista do Soilent Green, fazem o que era de se esperar: Som sujo e denso com a cara dos 3 grupos embrionários.
Dragging Down The Enforcer é o primeiro longa, vindo 5 ano após o EP de estréia (Legalize Crime). Aquelas guitarras cadenciadas bem doom e stoner estão presentes, juntas com o baixo super grave e a bateria largada, de sonoridade bem intrincada. O vocal grita para caralho, com uma tonalidade marcante e de característica rasgada, num estilo bem hardcore. Essas são as principais características, mas logicamente há momentos beirando o grindcore, com os versos de guitarra no melhor estilo do Soilent Green. Como é de se imaginar, também existem momentos que parecem um verdadeiro tributo à fase Master of Reality, do Black Sabbath, justamente porque a sonoridade e os riffs soam absurdamente e absolutamente muito, mas muito parecidos com aqueles que o tio Toni Iommi retirou de sua guitarra no início dos anos 70. "Safety Off" é um grande exemplo disso! É só escutar para relacionar e ter certa nostalgia. Mesmo com vários momentos macabros e soturnos, ainda tem espaço para o momento "alegria no boteco", como em "Alcohol Tobacco Firearms", que é bem animada e com um bom punch, incluindo uns discretos solinhos de guitarra.
Prato (quase) cheio para os fãs das três bandas citadas lá em cima, e também de Down, Superjoint Ritual, entre outros. A única má impressão vinda do disco refere-se à produção, levemente normal. Desse modo, dá a impressão de que o Outlaw Order não vai passar de um projeto paralelo que os próprios membros não querem levar muito a sério. Download.

Quarta-feira, Dezembro 17, 2008

It's All Red - Vicious Words From The Heart


Vermelho é a cor que vem à mente quando qualquer tipo de emoção intensa toma conta.
Certamente foi pensando nisso que nomearam banda. Os porto-alegrenses chegam com uma atitude enérgica, ousada e interessante com o debut Vicious Words From The Heart.
Prepare-se para gostar ou repulsar o som deles, porque as referências aos sentimentos não estão só no nome da banda e das músicas, mas nas melodias e estruturas em si, sejam de ódio ou frustração (ao menos soam com essa tonalidade). O lance aqui é recheado de influências, com predominância do death metal, do NY HC e do alternativo. Tudo muito extremo, para lhe deixar com pensamentos extremos. Pegamos, por exemplo, "Poisonous (His darkest wishes made flesh)". Tem uma forte pegada hardcore, passagens com blast-beats, vocal super podrão, coros no melhor estilo gangueiro e um refrão muito limpo, levemente chorado e emotivo. Parece até uma aperfeiçoação de It Dies Today com Throwdown. Para muitos é o fim; a outros, porém, é excelente! Encontro-me na segunda das opções, pois eles conseguiram juntar coisas bem distintas sem agredir os nossos ouvidos. "Inventory Of The Missing Things" possui um refrão super viciante, uma letra excelente e um final contagioso, de tão empolgante! Vão mantendo o clima dessas no CD inteiro, tendo como outro pico a faixa "Crime Room", na qual há a participação de uma excelente vocalista, dividindo tudo na dose exata com o vocalista. A única coisa estranha desse som são uns barulhos que parecem ser uma caixa de "bateria eletrônica". Meio ocultos, mas presentes em vários momentos. "A party is not a party unless someone gets home devastated" é outro destaque, recheada de atraentes linhas de guitarras e um refrão no estilo "hey hey hey", em coro. Para finalizar, "The Arrival Of Ages" dá uma parada para dar mais uma pincelada do grande talento dos guitarristas, onde tocam algumas notas limpas e marcantes. É o mesmo esquema de bandas como o Callisto, ou seja, excelente (na "... And So On" também rola um lance assim).
Atualmente, passaram por uma mudança de formação: Troca do vocalista. Segundo a maioria dos ouvintes, foi para melhor. E o segundo álbum será melhor ainda!
Mesmo com a produção bem crua e levemente abafada, Vicious Words From The Heart mostra uma banda promissora! E isso não é só dito por aqui, como na edição #2 da revista HORNSUP, mas em vários sites gringos. Quer saber mais? Procure, então. Download.

Terça-feira, Dezembro 16, 2008

Kreator - Hordes Of Chaos


O grande ápice do thrash metal foi nos anos 80. A recaída e a extinção de quase todas as bandas foi em 90. E a volta? Em 2000, ué.
Kreator
, Sodom, Destruction, Tankard, Metallica, Exodus, Slayer e diversas bandas conseguiram lançar trabalhos de volta às origens - ou quase isso, já que muitas incrementaram toques novos à musicalidade.
O Kreator voltou em 2003, com Violent Revolution. Foi um álbum bom, marcando a volta ao estilo (porque em 90, passaram por uma fase mais experimental. Quem lembra da música com a Lacrimosa?), mas faltava algo. Esse algo veio com Enemy Of God, em 2005, um grande exemplo de brutalidade!
E Hordes Of Chaos vem só para fixar de vez tudo isso! Vamos aos fatos: O vocal único do Mille está aqui e em grande estilo, a bateria veloz de Ventor continua marcando presença com sua técnica, e os riffs de Sami Yli-Sirniö (ô nome fácil, hein?!) continuam marcantes. Mas a presença deste trio acaba por esmagar o pobre baixista. Quem mesmo? Bom, nem adianta saber, porque o que fizeram é sacanagem! O baixo só se escuta com muito esforço (muito mesmo). Ele fica oculto pelos riffs em dupla, pelos solos e por tudo mais. Apesar deste grande ponto negativo, faixas como a título (que refrão viciante!), "Radical Resistance" (lembrou muito a época do Extreme Aggression) e "To The After Burn" (começa na manha, mas o fim é de foder com os ouvidos)
tornam a audição do álbum bem prazerosa!
De fato é exagero esperar mais um Endless Pain - lembre-se, lá se vão mais de 20 anos! -, portanto não vá com tanta fome ao prato! Hordes Of Chaos traz muito da agressividade das antigas, assim como excelentes riffs, solos e o vocal único de Mille, mas peca em ocultar o baixo e impor as guitarras limpas e em dupla. Download.

Segunda-feira, Dezembro 15, 2008

Gorgoroth - Ad Majorem Sathanas Gloriam


Gorgoroth é um dos grandes nomes do black metal mundial. Possivelmente é o maior e mais ativo da cena norueguesa, pelo que podemos ver hoje. Surgiram em 1992, e até hoje continuam firmes, apesar da justiça nunca largar do pé deles (já deixaram de fazer turnês devido à prisão de alguns integrantes).
Ad Majorem Sathanas Gloriam, oitavo disco da carreira, apresenta-nos meia-hora de som ríspido e sujo, mas pouco pesado (como no caso de quase todas as bandas do estilo). É a base de quase todos os álbuns da década de 90 para cá, e tende a continuar sendo. Faixas como "Prosperity and Beauty" e "Sign Of An Open Eye" são as mais legais, justamente por incorporarem uma atmosfera que vai além das características normais do estilo. São melodias e ritmos de guitarras bem marcantes, sem soarem piegas ou fora da brutalidade emanada pelas músicas como um todo. Logicamente o CD não possui uma faixa ruim sequer, pois, se avaliarmos dentro do estilo e da proposta de som da banda, é quase nota 10! Mas também seria injusto não citar essas como destaques.
Até o momento, é o último álbum do grupo. Resta a nós aguardar por mais uma paulada na nuca! E caso você goste, procure pelos álbuns Pentagram e Antichrist - considerados os melhores, pela maioria dos fãs. Download.

Sábado, Dezembro 13, 2008

Lääz Rockit - Left For Dead


Lääz Rockit é uma banda americana de thrash metal, oriunda da mesma área do Metallica, Exodus e Slayer: Bay area.
Apesar de existirem há tempo, ficaram vários anos parados. Do mesmo, nunca atingiram o sucesso da maioria das bandas da região, sabe-se lá o motivo, pois a música é competente, ao menos nesse novo álbum. Os anteriores também tiveram uma boa repercussão pela crítica especializada, mas não caíram no gosto dos ouvintes. O mais curioso de tudo é que eles declararam que não haveria mais álbuns, lá no início dos anos 90, e agora estão aqui,
detonando uma sonzeira rápida, sem frescuras, energética e furiosa. Quem é fã de Destruction e Nuclear Assault vai adorar, pois o vocal é muito semelhante!
O instrumental permanece no mesmo estilo dos anos 80, ao contrário da produção, a qual ficou mais "viva" e moderna. Faixas como "Brain Wash" e "My Euphoria" são propícias a um bom headbangin', já que são dotadas de guitarras muito rápidas, vários solos no feeling e bateria com duas metralhadoras. Por outro lado, "Ghost in the Mirror" é uma semi-balada, com vocal limpo e guitarras melódicas, algo que destoa muito do resto do disco, mas não é ruim.
Ela dá uma pausa à porradaria que retorna com tudo em "Turmoil". No geral, vão repetindo a fórmula das músicas citadas logo acima.
É um bom álbum, mas é de se esperar muito mais de uma banda cujo último álbum foi lançado em 1991. Download.

Quinta-feira, Dezembro 11, 2008

SPLAtterpinK - Industrie Jazzcore


Um narrador italiano de futebol, um baixista que domina o instrumento num ritmo funkeado, um baterista/percussionista cheio de ritmo e muito mais. O que isso tem em comum? Bom, poderia ser uma banda de funk, né? Mas onde se encaixa o narrador? Não sei responder, mas ele está na faixa que abre esse grande exemplo de CD! É sério, pô! Escute o comecinho que você entenderá.
Como deu para notar, esse grupo vem da Itália. Infelizmente, são ultra-underground e já acabaram, mas lançaram 3 álbuns entre 1995 e 2000. Não há como dizer o que os guia musicalmente, pois o experimentalismo é total. Mas bebem - e muito - na fonte do jazz e do funk! Declararam ter várias influências, entre elas os caras do Primus (acho que esse baixista quer ser o Les Claypool). E isso resulta em algo que não seria exagero chamar de avant-garde nos dias de hoje, mesmo que foi produzido em 1995!
As músicas exploram os instrumentos de cordas como um todo, ou seja, os caras vão da primeira à última casa. A progressividade, portanto, vai ficando evidente já nesses traços. Depois, mais características são incorporadas, incluindo uma certa dose de humor - mas não que isso domine, pois "Soffocare il topo nella sabbia" tem uma introdução realmente linda e reflexiva. "Pericolo!" é uma das mais agitadinhas. Por qual motivo eu realmente não sei dizer, mas lembrou muito o som da banda do Miles Davis.
Enfim, se você é fã de jazz de sax, funk de contra-baixo slapeado, vocais estilosos e com um belo sotaque italiano, alta progressão e experimentalismo, aqui já está um presente de Natal bem adiantado! Download.

Quarta-feira, Dezembro 10, 2008

Ambassador 21 - I Wanna Kill You.com


E após alguns meses, eis que eles retornam! Ambassador 21, o duo doentio vindo de Belarus, esteve aqui com o álbum Ambassador 21 VS The World. O CD é legal, mostra certo terrorismo eletrônico e muito mais, mas nem chega perto de I Wanna Kill You.com .
Aqui o negócio é extremo mesmo! Muito mais noise, muito mais gritos, uma tremenda energia e até surpresas. É, a barulheira tá rolando e, repetinamente, surge Joey Ramone cantando "I'm not Jesus" - logicamente com muita modificação e mais uns samples, mas é impossível não sentir saudade dos Ramones. Para quem é fã do Atari Teenage Riot, o álbum agradará em cheio, vide linhas vocais com bastante revezamento entre Natasha e Alexey, ambos cantando no mesmo tom de Hanin Elias e Alec Empire. Além disso, estão presentes alguns remixes de músicas deles, como a faixa-título, feitos por DJ's de lá. O que mais? Ah, pense em digital hardcore, breakcore, noise, EBM, techno tradicional, rock e muitas outras coisas atiradas dentro de um liquidificador com força total. O resultado dessa mistura deve chegar perto do som deles.
Um álbum que deixa definitivamente provado que música eletrônica é como metal: Tem sub-gêneros bons e ruins. A maioria dos sons eletrônicos que toca nas rádios são ruins (na verdade, apenas não nos agradam), mas não é por isso que toda eletrônica seja ruim. E caso alguém duvide, o download é a serventia da casa. Download.

Segunda-feira, Dezembro 08, 2008

Vários Artistas - Necronomusick, Vol I: The Death


A Internet tem seus altos e baixos. Algumas pessoas a utilizam por boas causas; outras, para más. Realidade seja dita, hoje em dia não se vive sem ela. Tudo está sendo feito via Internet! Compras, sexo, consumo de drogas, conversas e... União de artistas. Aí é que entra o CD de hoje.
Necronomusick - Vol I: The Death é fruto da união de vários artistas (donos e membros de projetos) de dark ambient do Brasil, via Internet. A idéia foi lançada por um rapaz com o pseudônimo de Caos, na maior comunidade de dark ambient (orkut), visando a divulgação da cena como um todo. Então, como era de se esperar, os artistas foram aparecendo e enviando suas músicas. No fim, hospedaram em alguns sites e, voilà, já havia até russo apreciando o nosso trabalho - poucos dias depois, diga-se de passagem!
É difícil descrever as músicas. Cada projeto fez sua música inspirado em alguma face da morte, ou em alguma crença relacionada à ela. Encontramos músicas das mais depressivas e tenebrosas (escute Silentio Deum Cole e Xirthüm), passando por algo mais moderno, mas nem por isso menos dark (Fafnir, por exemplo); jamais esquecendo a profunda e progressiva viagem despertada com a música "Inferno", do projeto Profunda, e as atmosferas mais densas que ouvi nos últimos tempos, com "Bullets", de Sobota.
Uma bela iniciativa! E para quem gostar, em Janeiro de 2009 vem o Volume II: Obskure Water. Baixe e aprecie música feita com a mente, sem intenções comerciais. Ou seja, a verdadeira intenção da música. Download.

Sexta-feira, Dezembro 05, 2008

Delirium Tremens - Thrashing Warthogs


Limita-se quem pensa que a Alemanha seja restrita somente ao famoso "Trio Alemão" (Kreator, Sodom e Destruction). Antes que alguém diga, não estamos falando do "Quarteto"; pois, para muitos, o Tankard está à mesma altura dos já citados. Conheça agora uma das tantas bandas do underground germânico, mas que fazem som realmente competente! Com vocês: Delirium Tremens.
A quantidade de informações referentes a eles são escassas! Não obstante, existem, no mínimo, quatro grandes bandas com esse nome, em diversos países. Esses aqui em questão surgiram em 1996, com a proposta de fazer música voltada à velha guarda do thrash 80's, bem influenciados pelos conterrâneos, lá de Bayern.
Thrashing Warthogs é de 2004, o segundo full deles. Reina a sujeirada punk nas guitarras, o vocal desafinado - com direito a agudos fora de escala à la Schmier, do Destruction -, a bateria socadona e o baixo Motörhead (não pelo volume, mas pela sujeira). Essa fórmula vai sendo bem trabalhada no decorrer do álbum, o qual possui severos minutos somente de instrumental, bem trabalhados. Não são faixas unicamente dedicadas aos instrumentos, mas eles predominam mais que o vocal, deixando bem trabalhado, com direito a solos dilaceradores e bases veloz de banguear até doer o pescoço. Temas como "Worship Satan" e "Twisted Mind" empolgam muito, a ponto de te obrigar a dar o play novamente nessas faixas!
O mais interessante de tudo é que, com o tempo, vamos percebendo certas coisas... Não há necessidade de saber de onde uma banda é, pois há como perceber isso pelo instrumental. Quero lhes dizer que o thrash americano tem um estilo, o alemão tem outro, e pelo mundo vão surgindo misturas. No fim é tudo thrash, mas é interessante notar essas coisas. E neste caso aqui, é aquele thrash de se escutar muito bêbado! Cheers! Download.

Quarta-feira, Dezembro 03, 2008

Aphex Twin - Windowlicker


Richard D. James, vulgo Aphex Twin, é um dos mais bem-sucedidos artistas do ramo eletrônico. Considerado por muitos como o criador do "IDM" (isso já foi explicado em um post do Monolake), além de um dos principais criadores do "ambient techno" (escute o álbum Selected Ambient Woks), foi eleito "a mais influente e criativa figura da música eletrônica contemporânea - pelo jornal inglês The Guardian.
Windowlicker, EP lançado em 1999, é uma boa amostra de tudo isso. Começamos pela faixa-título: Temos de tudo aqui! Ambient, glitch, experimentalismo, IDM e até algo futurístico! Sim, futurístico! Já se vão quase 10 anos, mas a sonoridade continua mais que atual. Essa faixa será a trilha sonora do meu verão. Predomina um clima sexy, graças às vozes femininas que sussuram em coro, com leves batidas e uma linha de baixo eletrônico bem charmosa. Como é uma música super-progressiva, logo vão aparecendo os "glitches" (barulhos estranhos, como se fossem 'erros' de algum programa ou equipamento, distorção digital, reverse, etc), que ficam até o fim, e na última parte temos uma sonoridade distorcida ao extremo, com batidas camufladas e altamente viciante! Sem dúvida alguma, é um clássico da discografia dele! Mas não pára por aí, não. "ΔMi−1 = −αΣn=1NDi[n][Σj∈C{i}Fij[n − 1] + Fexti[n−1]]" (vai saber o que é isso?! Seria a fórmula dele para compor?!) é uma mistura de drum and bass bem rápida, com muitos glitches, vozes e sons indescritíveis. Por fim, "Nannou" é como uma viagem ao passado, mais precisamente até o dia em que você abriu uma caixinha de música e ouviu aquele sonzinho limpo, como o de um piano, a tocar.
Foi criado um vídeo para a faixa-título, dirigido por Chris Cunningam (esse cara faz cada obra!), que rendeu um prêmio de melhor vídeo no Brit Awards 2000. Esse vídeo é uma paródia para com os artistas de rap que vivem naquele estilo 'rico'. No clipe, dois rappers estão passeando até encontrar duas mulheres, as quais se recusam a entrar no carro deles. Discussão vai e vem, o carro deles acaba atropelado pela limusine de 38 janelas, onde está Richard, que logo sai do carro e começa a dançar. Se eu for contar o clipe inteiro, vai longe! Procure no youtube que vale a pena! Além disso, diversas imagens são perturbadoras, e há também cenas bem picantes - fatos que levaram o vídeo a ser censurado.
Windowlicker soa como um trabalho original e ousado, muito adiantado para a época em que foi feito, permanecendo assim até os dias de hoje. Download.

Terça-feira, Dezembro 02, 2008

Musicbox Superhero - The Scars Collection


Após cinco punhaladas, nada mais lógico que uma coleção de cicatrizes. Talvez foi pensando nisso que os catarinenses da Musicbox Superhero decidiram nomear o primeiro longa, pois, em 2005, lançaram um EP de 5 músicas, chamado de The Five Stabs.
E eles voltam com tudo! "Some Kind Of Mistake" - a primeira faixa após a intro - já mostra a banda focada naquilo que se propõe a ser: Uma leva de sentimentos, agressivos ou calmos, muito bem representados por vocais muito gritados ou muito chorados; levados por guitarras marcantes, caóticas ou belas, as quais se complementam junto ao baixo e a bateria.
Digo que a fórmula do EP foi muito bem aperfeiçoada. E apesar de declararem possuir influências de Underoath, Thursday e várias outras, não há grandes similaridades. Claro que todas possuem gritos e vocais melódicos, mas a Musicbox Superhero não soa como cópia de nenhuma delas! E no Brasil e dentro do estilo, é a mais atraente das bandas, principalmente ao-vivo, porque possuem tremenda energia que só vendo para entender. Outras faixas, como "Like Ghosts and Snow" (grande interpretação vocal na primeira parte) e "All The Time I'd Lost" (caoticagem comanda!) vão tornando a audição bem agradável.
Sem dúvida alguma, estamos diante de um nome promissor. Se será aqui ou lá fora, não sabemos ao certo, todavia oportunidade de ser lá não faltou. Quer saber por quê? Leia a entrevista na edição #4 da revista HORNSUP! Download.

Segunda-feira, Dezembro 01, 2008

Legion Of The Damned - Cult Of The Dead


A "Legião dos Amaldiçoados" não é uma banda comum. A começar porque consideram o responsável pelo merchandise, o técnico de som e o responsável pelas artes gráficas como "membros da banda". Segundo porque, apesar de toda a "pose" e letras malvadas, encaram tudo com um bom humor - logicamente não são o Massacration, pois fazem isso na medida certa. Como disse o Mille, vocalista do Kreator: "Eles são os Misfits do thrash metal!".
Cult of the Dead é o quarto full lenght dos holandeses. É surpreendente que já tenham lançado um álbum nesse ano e agora vêm com mais esse, que não deixa nada a desejar. E tem mais: Formaram a banda em 2005!
A sonoridade é mais suja que pesada, com guitarras bem estridentes - semi-punks - bateria veloz e tudo de bom que há no thrash metal, somando ainda um vocalzão vomitado, oscilando entre black e death. É colocar a tocar o CD e curtir até o fim! As músicas possuem uma boa fórmula, com elementos cativantes e alternam bastante entre a super-velocidade e a convencional, não saturando nossos ouvidos.
Sem dúvida alguma, essa é uma banda que merece a atenção de todos e o respeito de muita gente! Além do já dito Mille, agradaram bastante ao Jason (Misery Index), Raymond (Fear Factory) e Scott Ian (Anthrax). Tudo isso fica evidente em declarações que podem ser lidas no site oficial da banda. Pode confiar! Download.