quinta-feira, junho 14, 2007

Poison The Well - You Come Before You


Já fazem umas duas semanas que este belo CD não sai do rádio mp3 lá de casa.
Poison The Well é uma banda que toca um estilo até que popular, o famoso "metalcore americano", mas de uma forma única e extremamente marcante. Enquanto muitas bandas costumam mandar sempre a mesma linha composta por versos agressivos e refrãos melodiosos, o PTW manda tudo muito misturado, de maneira inesperada e imprevisível, adicionando ainda vários elementos para criar seu jeito único.
Jeffery Moreira realmente é um ótimo vocalista, dotado de um timbre agressivo muuuito difícil de imitar e versátil a ponto de conseguir mandar uns limpos harmoniosos que casam perfeitamente com as linhas de guitarra de Ryan Primack, que são ora caoticantes ora harmônicas e melodiosas.
You Come Before You é o quarto álbum da banda. É interessante o fato de que os caras já tem 5 álbuns e todos conseguem soar diferentes um dos outros, porém seguem o mesmo estilo. É algo que entende-se melhor quando se escuta, pois palavras são pouco para representar o potencial dessa banda.
As letras da banda são geralmente direcionadas aos sentimentos e às experiências de vida humana, algumas vezes de maneira muito poética, outras vezes de maneira trágica, mas sempre misturando em doses exatas o peso e a harmonia, com instrumentais que passam exatamente a mesma sensação que a letra. Esse é um dos pontos mais fantásticos deles, os caras conseguem fazer algo a mais com o instrumental, que é passar sensações diversas. Eu, honestamente, viajo bastante às lembranças de momentos amorosos que foram decisivos e angustiantes em minha vida quando estou escutando sons como "Loved Ones".
Sabe-se lá o porque, mas a maioria dos fãs do PTW não curtem esse CD. Creio que não tem nem comparação com o Opposite Of December, que é uma obra-prima, porque, como já foi dito, cada álbum é diferente.
Baixe clicando aqui e conheça (ou escute mais) uma das minhas bandas preferidas, aquelas que possuem sons que estão guardados no S2.

quarta-feira, junho 13, 2007

Disrupt - Unrest


Curte hardcore old school mas acha que o mesmo carece de um pouco de peso? Curte grind mas acha um tanto quanto barulhento demais? Meu amigo, seus problemas acabaram, pois agora você poderá ter em seu HD um CD de uma banda de crustcore, gênero extremo do hardcore old school que quase beira o grind, mas não soa tão extremo.
O Disrupt foi criado em Boston, Estados Unidos, e é uma das bandas mais importantes do gênero crust. Suas letras, sempre de conteúdo hardcore, costumam soarem violentas. O que predomina é a temática anarquista, sempre criticando por todos os lados, seja na política ou religião; o que importa é que elas são foda, um soco na cara da sociedade em geral. A banda não teve vida longa, e esse Unrest é o único full-lenght do grupo (e bota full nisso, são 30 músicas para ninguém reclamar), entretanto a banda tem aproximadamente mais uns 7 splits lançados por aí com outras bandas do sub-mundo do underground.
Após o término da banda, os ex-membros foram para bandas como State of Fear, Grief, Consume, Noosebomb, Chicken Chest and The Bird Boys, The Sqwags e Superpower.
Francamente, nunca ouvi falar de alguma delas, mas devem ser boas se manterem a linha do Disrupt.
É mais uma daquelas bandas que não existem mais, mas deixou esses grandes materiais que tendem a ser odiados pelas grandes massas e adorados por aqueles que gostam de sons curtos, grossos, gritados e empolgantes!
Download.

terça-feira, junho 12, 2007

Alice In Chains - Live

É com muito prazer que eu estou atendendo mais este pedido, Alice in Chains, uma das bandas de Seattle que mais me chama a atenção. De toda aquela galera do grunge, cada banda tem sua diferença, e o que difere a Alice dos outros é seu som pesado, e certas horas, lento. Com uma enorme influência de rock setentista, misturado com punk-rock e Heavy Metal, numa mistura fudida, e desta vez, num registro ao vivo.
Nunca fui muito chegado em discos ao vivo, mas pra quem curte, esse aqui é um prato cheio, lotado de clássicos da banda, como "Rooster", "Dam That River", "Man In The Box", "Them Bones", "Angry Chair", "Bleed The Freak", entre outras. Músicas dos três cds de estúdio (Facelift, Dirt e Alice In Chains) são as que predominam o set-list do disco, que não foi gravado em apenas um show, é uma compilação de gravações ao vivo, como normalmente se faz. Algumas foram gravadas durante o último show de Layne Staley, e também há uma canção que não havia saído em nenhum registro antes: "Queen Of The Rodeo", uma música muito louca, com ritmo doidão, que certas horas, tem uma levada hardcore, e com uma letra que só pode ter sido escrita por alguém que tem problemas mentais.
Foi lançado em 2000, dois anos antes da morte do vocalista, e junto com o acústico, de 96, são os únicos registros ao vivo oficiais da banda. Até um tempo atrás, a banda dizia que não iria voltar a tocar mais, em respeito ao vocalista, porém, este ano os caras voltaram com um vocalista que eu não tenho a mínima vontade de saber quem é, assim como o Blind Melon, pois há pessoas que são insubstituíveis. Se ficou afim de conferir uma das melhores bandas de rock alternativo da década passada, num registro ao vivo, clica na capa ae.

Azaghal - Helvetin Yhdeksän Piiriä (The Nine Circles Of Hell)


A oposição ao tal de Jesus Cristo sempre foi sufocada pela Igreja como um todo, principalmente na antigüidade, época na qual um homem era morto simplesmente por contestar a tal palavra sagrada. Os povos que viviam na Europa, tais como os vikings e os saxões, ou qualquer outro que fosse considerado "pagão", foram dizimados e/ou massacrados pelo cristianismo. Esse fato criou uma enorme sede... Sede de vingança! Essa sede ficou muito tempo guardada na garganta (memória) dos nórdicos, que, até hoje, em sua grande maioria, não aceitam Cristo como um salvador e o vêem como uma figura malígna.
O ser humano, com o passar dos séculos, foi se desenvolvendo. A música, sem sombra de dúvidas, acompanha os homens desde o seu início, entretanto foi apenas há algumas décadas atrás que alguns homens começaram a usar a música como algo que vai além de um simples divertimento. Protesto e contestação hoje em dia são intimamente ligados em vários estilos musicais, e é isso e um pouco mais que o Azaghal faz. Um black metal que é encarado como algo muito mais profundo do que simplesmente música; para eles, black metal é um estilo de vida, e a mensagem que eles desejam passar é que o cristianismo é algo sem fundamento, algo que irá acabar sufocado pelas próprias mentiras, algo que morrerá pelos demônios que criou, no caso a invenção do Diabo.
Direto da Finlândia, os caras executam um som ríspido, sujo, pouco pesado (muita sujeira = pouco peso), blasfemador e até assustador. Cabreiro mesmo, pois os riffs são tirados de escalas que a Igreja considerava como "algo proibido por ser satânico" há alguns séculos atrás. Quem toca algum instrumento ou estuda música, certamente sabe do que estou falando. Já quem não faz alguma coisa disso, bom, talvez não ententa o que digo. A bateria é rápida e os vocais são extremamente rasgados e vomitados, tudo cantado em finlandês. A gravação remete a um clima totalmente old school, nada moderno.
Me arrependo de já ter tido a chance de comprar esse play usado de um camarada meu. Na época eu não curtia, dae o cara vendeu pra outra pessoa. Azar, pois é um tanto quanto raro achar CD original deles e em bom estado.
Aviso: Só baixe se ficou interessado. Eu não recebo dinheiro algum para ficar postando CD's aqui, portanto, se você não gostou, saiba que a minha intenção não é te agradar.
Download.

segunda-feira, junho 11, 2007

Sonic Youth - Daydream Nation

O que mais ando lendo ultimamente são posts reclamando de Death Metal e afins, e que o posts do Nails eram melhores e até que nos estamos afundando! Bom, já explicamos tudo nos comentárioss esses dias, sobre nossas divergências e o assunto tá encerrado, desejamos toda a sorte pra ele. Apesar de termos a mesma proposta de divulgar sons pro pessoal, fazemos de modo bem diferente, e o que sempre nos diferenciou, desde o início, é postar coisas mais underground e músicas que nós gostamos, e claro, atendendo pedidos na medida do possível, e sempre passando um breve release sobre o disco ou a banda, que é a parte mais legal e mais difícil, pois consome algum tempo, porém, é o que gostamos, trocar informações e conhecimento.
Então to aqui pra postar exatamente isso, uma banda que é sinônimo de underground, e igualmente, uma banda que eu gosto: Sonic Youth.
Formado em 1981 em Nova Iorque, pelos três integrantes-líderes da banda: Thurston Moore (Guitarra, voz, baqueta, chave de fenda e principal letrista), Kim Gordon(Baixo, voz, letrista e mulher de Thurston), Lee Ranaldo (Guitarra, órgão, voz e letras, e também usa a chave de fenda), e com contínuas trocas de bateristas, até que em 85, se estabeleceu Steve Shelley, e com esta formação, permanecem na ativa até hoje (Lançaram disco ano passado ainda).
Na época da formação da banda, o somo que eles faziam era algo extremamente experimental e extremamente sujo e barulhento, algo como um noise-experimental-rock, meio pós-punk, uma viagem musical (Os dois guitarrista alteravam seus captadores para conseguir timbres diferentes e usavam ferramentas, como as ditas para também tirar sons anormais) que eu dúvido que até o maior fã da banda goste de verdade, mas que teve seu valor, o pessoal do punk estava mudando seu som, para o que mais tarde teriamos com o chamado alternativo, o rótulo, talvez mais usado para a banda, que até então não era usado.
Sempre tiveram problemas com gravadoras, passaram por várias gravadora independentes, dentre elas, a SST e a Enigma, selo pelo qual lançaram este disco grandioso: Daydream Nation, em 1989, e é com certeza, um dos melhores discos desta década.
Aqui o som não é mais a barulheira dos primeiros discos, mas o noise continua sempre, também não há um grande experimentalismo de álbuns posteriores, mas claro, há a presença de viagens musicais. A primeira faixa já vale pelo cd, o maior hino da banda: "Teenage Riot", é o grito de uma geração entediada, que sempre cita o Sonic Yout, como uma das maiores influências, pois conseguia passar por som, toda a melâncolia, raiva, angústia, de modo barulhento e incomum. Escute "'Croz The Breeze" ou "Kissability" e veja o poder do Sonic Yout. Clica na capa e saiba por quê.

Libido Airbag - Miss Melanoma


Uma simples brincadeira iniciada por 2 sexomaníacos residentes na Alemanha.
"Tudo começou como um simples projeto paralelo e hoje em dia somos ricos!", brinca "Didez el Vaginal Conquestadore", programador e vocalista. Ao seu lado, "Rodriguez Cohonez" também manda uns gritos e tá feita a bagaça!
Libido Airbag é uma banda de "cyberporn" ou "cybergore", estilos compostos por batidas eletrônicas de techno underground, letras pornográficas ou violentas e vocais na linha death metal. Geralmente, tudo é feito apenas no computador, como é nesse caso. Tudo (com exceção dos vocais) é sampleado. Existem também várias partes voltadas àquela tendência experimental, cheia de bizarrices e esquisitices, tais como barulhos de coisas inimagináveis e outras um tanto quanto... Ah, deixa pra lá!
Miss Melanoma é um dos tantos álbuns e ep's que a banda lançou. Na discografia, existem também alguns materiais com nomes como Knee Deep In Her Pussy e Barrel Blow Job (este último com uma capa bem sugestiva).
É surpreendente o fato de que a banda já exista há vários anos, pois, como dá pra perceber pela frase irônica do senhor "Didez el Vaginal Conquestadore", não ganham um puto de centavo fazendo isso, entretanto são mundialmente conhecidos no mundo underground e desfrutam de mais fãs do que bandas sérias! :O
Achei bem massa o som, coisa de outro mundo! x)
Sinta-se livre para baixar. Download link.

domingo, junho 10, 2007

Septicopyemia - Vomiting Swamp


É muito provável que você nunca tenha ouvido falar do Septicopyemia, e é mais provável ainda que não ouça algo sobre eles em nenhum outro lugar que esteja fora do mundo underground da Rede Mundial de Computadores, conhecida vulgarmente como "Internet". É uma pena, pois o som da banda é realmente muito bom! Apesar de aparentar ser uma tosqueira de fim de mundo, o som dos caras vai bem na contramão disso. Ah, não é bem assim também, é em partes. As letras dos caras são na linha dessa linda capa ae, todas falando sobre nojeiras e idéias doentias que só um bando de homens que passaram a adolescência escutando bandas de porn e gore como Carcass conseguem criar; o instrumental, por sua vez, é muito bem feito e a gravação - acredite se quiser - deixa muita banda renomada mundialmente no chinelo.
Septicopyemia vem da Rússia, e, infelizmente, é muito ruim achar material ou info sobre eles. Esse CD em questão é de 2006, e não sei sobre mais nenhum material deles, mas vou procurar.
Tenho quase certeza que não serão um grande nome do som pesado mundial porque o país de onde eles vêm não tem reconhecimento algum, e as gravadoras "major" só dão importância à cena européia ou americana. Sendo assim, esqueça ver eles em lojas de CD's ou revistas. Pena, pois curti pra caralho essa banda! Estou até ficando meio viciado, porque o som é realmente muito bom! Uma mistura de death, grind e hardcore muito bem feita. As velocidades alternam bastante e o lance não fica saturado. Em algumas passagens, reina até uns climas meio experimentais, cheios de sons de filmes, gente vomitando, gritando de dor, trepando, peidando... Hauhehuahuw! Isso é muito doentio, mas eu dou risada. Sim, dou risada mesmo, porque levar isso ae a sério é caso para tratamento psiquiátrico à base de remédios com tarja preta. Duvida? Dê uma lida em títulos como "The Anal Spasm Compressor-His Prostata Cuminjector" ou "Malignant Ex-Vulva Incubator"! ;)
Som muito bom, bem feito, bem gravado, empolgante e nota 10 naquilo que se propõe a ser. Baixe clicando aqui e divirta-se! Ou fique apreciando essa capa e regurgite seu almoço.

sexta-feira, junho 08, 2007

Suicidal Tendencies - Suicidal Tendencies

A idéia de postar mais um disco do Suicidal Tendencies veio no Domingo, eu tava no computador conversando com o Julio e, como quase sempre, estavamos falando de música, naquele cd do CBJr, e coisas sobre a banda, e dai ele me contou uma estórinha interessante, sobre com o Chorão começou a cantar. Ele disse que ele tava numa festa, ou show, não sei, e o vocalista deu uma saída no meio do show pra fazer sei lá o que, nisso o pessoal começou a gritar pra banda tocar Suicidal, então, já que não tinha ninguém para cantar, aquele gordo bastardo subiu lá em cima e meteu o som do Suicidal.
A conversa não parou por aí, quando eu fiquei sabendo disso, não foi nada muito impressionante, pois a banda tinha mais ou menos a mesma "filosofia", de andar de carrinho, de tá metida em tretas e no estilo Cyco de se vestir, roupa larga, no estilão rapper maloqueiro e tal, grande influência pra banda, mas o que eu vi escrever aqui é sobre o Suicidal e não sobre esses Santistas vagabundos.
Um pouco da história deles já foi contada quando eu postei o segundo disco deles, o Join The Army, então não vou falar muito sobre isso. Este disco auto-intitulado é o primeiro disco do grupo, que é para mim a melhor fase, a fase mais HC da banda, mais podre e mais rápida. Um ano depois da formação da banda, lançaram este disco, que incrivelmente, virou sucesso de venda e garantiu o presígio para a banda, com a música "Institutionalized", começaram a chamar a atenção, é uma das músicas mais conheçidas da banda.
O som é bem parecido com o segundo álbum, um som bem no estilo Hardcore Old School americano, rápidão, com algumas influências metálicas, que ficariam bem mais evidentes nos álbuns que viriam, quando se envolveram com o Crossover. Há outros clássicos nesse disco como "I Shot The Devil" (Originalmente seria "I Shot Reagan", assim como na letra, mas há rumores que os tiras meteram uma pressão pra eles mudarem, se não iam se fuder), "I Saw Your Mommy", "Suicidal Failure" (Ótima letra) e "Memories Of Tomorow"(Que foi gravado pelo Slayer pro cd Undisputed Atittude, porém não saiu na versão final, uma pena). Enfim, mais um clássico para nossa coleção de discos de Hardcore Old School e pra baixar, basta clicar na capa.

Total Fucking Destruction - Zen And The Art Of Total Fucking Destruction


O nome da banda é auto-explicativo, mas vale a pena comentar algo mais.
Os caras já estão na ativa faz certo tempo, desde 2002, se não estou enganado. A banda foi formada pelo ex-baterista do Brutal Truth, e eu não sei o nome dele. Conheci a banda esse ano, procurando por nomes de bandas gigantes. Ultimamente tenho procurado muito essas "tosqueiras" assim, e encontrei várias, tais como "Gore Beyond Necropsy" e "Extreme Napalm Terror". O bom de todas essas bandas é que elas são curtas e grossas, tocando sons ríspidos de, geralmente, 1 minuto! Tudo muito empolgante, empolgante mesmo, som pra banguear até saltar a veia do pescoço!
Porém, o Total Fucking Destruction tem um diferencial. É estranho, arrisco a dizer que é mais que isso; bizarro, no mínimo. Algumas músicas não são grind, parecem umas músicas escocesas, uma porra louca do inferno que sabe-se lá o porque dos caras colocarem no CD. Não é só uma, são várias músicas assim. Bom, pelo menos não é metade da música assim e metade grind; é mesma linha do começo ao fim. Eu não curti essas faixas assim, curti mesmo as total grind. O grind da banda pende mais para o lado do hardcore do que para o lado do death metal, sendo assim, muita gente classifica como "power violence" ou "speedcore". Independente de rótulo, o som dos caras realmente é muitoooo bom! :D
Destaque também ao cover do Terrorizer com a música "Enslaved By Propaganda".
De todos os CD's que foram postados até o momento nessa semana, essa aqui é a recomendação mais sincera! Quem curte bater cabeça na frente do pc, sair pulando como doido e dando voadeiras de 2 pés ou simplesmente escutar uma destruição total, baixa logo o CD clicando aqui que o negócio é classe A! Agora, se você for desses que não curte esse tipo de som nem a pau, faça a fineza de nem congestionar o servidor fazendo download à toa.

quinta-feira, junho 07, 2007

All Shall Perish - Hate, Malice, Revenge


Essa é uma das bandas que apareceram para provar que o metal não precisa ser extremamente trabalhado nem veloz para soar bom e pesado!
O All Shall Perish é uma banda americana que, a princípio, executa um death metal mesclado com o hardcore de NY. Essa mistura está ficando popular nos dias de hoje, mas não existe há muito tempo. A idéia da banda, era fazer um som que ninguém rotulasse como "death metal", "hardcore" ou "metalcore", e eles conseguiram. Rotulagem é algo inútil, mas é legal ver gente brigando com frases do tipo: "Claro que eles são death, mas não é muito trampado!"; "Afff, isso ae é NYHC extremo! Deu!"; "Metalcore, mano! Metal e hardcore, difícil de entender?". São vários estilos extremos que compõem o som deles, e eu curti, entretanto não viciei.
Algumas músicas empolgam e outras intimam para criar um mosh-pit. O mais legal desse CD é que ele consegue usar a mesma fórmula do início ao fim, mas, devido às influências diversas, as músicas não se repetem na mesma estrutura. Entende?
Hate, Malice, Revenge é o primeiro full lenght dos caras, lançado em 2005. É surpreendente a explosão que ocorreu com a banda em tão curto tempo após o lançamento do mesmo. No mesmo ano, vários fãs foram conquistados bem como uma turnê enorme pelos EUA. Claro que o selo (Nuclear Blast) dá uma puta ajuda, mas muito disso deve-se ao trabalho da banda.
Hoje em dia, a banda está em turnê após o lançamento do CD The Price Of Existence. Som legal de curtir, tende a agradar desde os death bangers aos fãs de hardcore passando pelos fãs do famoso new/nu metal.
Download.

quarta-feira, junho 06, 2007

Isis - In The Absence Of Truth

Acho que já adiei a postagem desse disco umas trêz vezes, no mínimo, acabava postando outro no lugar ou não sobrava tempo, mas hoje eu acordei decidido a botar esse puta cd no ar.
O Isis foi formado em 97, em Boston e se encontra atualmente em Los Angeles, quando não está em turnê ou gravando. É uma banda relativamente nova, mas que anda chamando muito a atenção com sua música moderna e nada convencional, principalmente em seus últimos discos, Oceanic de 2002, Panopticon de 2004, e In The Absence Of Thruth, último disco, lançado ano passado.
Vêm chamando a atenção principalmente da crítica, que sempre dão notas altíssimas pro discos e dão milhares de elogios, graças ao trabalho que a banda faz, um tipo de som novo, que é meio inclassificável, porém há rótulos que o pessoal fala, por exemplo: Post-Metal, Post-Rock, Progressive Metal, Atmospheric Sludge, Avantgarde Doom, enfim, uma infinidade de maneiras de tentar rotular esse trabalho, que é de certo modo, de vanguarda pós moderna.
Se é difícil achar uma definição para a banda, tu imagina então, tentar dar idéia do som que a banda faz? De Pós Rock ou Pós Metal, a banda tem características, como por exemplo, a forma das músicas, foge do tradicional verso-refrão-verso-outro-refrão-refrão, dificilmente alguma música tera uma estrutura da maneira tradicional e muito menos você vai encontrar refrãos. A banda tem sua origem no Hardcore e no Sludge, que mantém traços até hoje, com certas partes o vocal é agressivo, e a presença de riffs do Sludge. O Isis flerta muito também com o Drone e um musical ambiental, resultando em músicas compridas, e por isso, taxados de Progressive Metal, mas não há nada, absolutamente nada, do Progressive Metal virtuoso e farofento, não há sessions de solos inacabáveis, e sim a presenaça de melodias suaves, junto com uma bateria tribal que acompanha boa parte do disco e faz você viajar pra bem longe.
Letras profundas, e relativamente curtas, levando em consideração o tamanho das músicas, são meio subjetivas e certas horas tem há ver com temas de livros e temas culturais, e boa parte desse material vem da cabeça do líder da banda, Aaron Turner, que já trabalhou com outra banda que é comparada com o Isis, que é o Pelican e também com o caótico Converge, porém, estes trabalhos foram na criação da arte das capas, que é sempre uma obra. Este detalhe é sobre aquilo que eu falava no post do Trivium, sobre o tal "Metal Inteligente", e dessa vez, eu devo concordar, pois o Trivium e Mastodon são bandas de som bem mais extremão, que fazem alguns discos conceituais, e o lance do Isis parece bem mais sério, pelo som, tu já nota que rola um lance intelectual. É progressivo? É, mas não nada tão massante quanto o tradicional, é um progressivo Ambient-Drone, muito legal.
Além de tudo isso, mais um detalhe que me chamou a atenção para buscar material da banda, foi que eles gravam os discos pela Ipecac, gravadora de propriedade de Mike Patton, que grava com artistas de vários estilos, mas que normalmente são sons loucos, que vai de Fantômas até o querido Ennio Morricone. Enfim, um disco que eu achei simplesmente demais, e vale a pena conferir, um som novo, que eu nunca havia escutado antes. Se ficou afim de conferir, clica aí na capa.

I-Doser.com - Recreational Simulations


Que tal "usar" drogas sem correr riscos? Pois é, até isso já inventaram.
O I-Doser é um programa de sons binaurais que foi criado com o intuito de deixar as pessoas com efeitos semelhantes aos causados por drogas como maconha, morfina, cocaína, heroína, etc... Inicialmente, o que existia era um programa que reproduzia as doses. O sucesso do mesmo foi tão grande, que os caras decidiram lançar o CD para as pessoas poderem escutar no rádio ou em qualquer aparelho semelhante. Para isso, reformaram algumas doses e acrescentaram um instrumental ambiente em todas. Caso alguém decida baixar o programa, vai perceber que as doses são apenas ruídos e sons semelhantes, diferentemente do CD que, como já foi dito, possui trilha sonora ambiente inclusa.
"Mas como funciona isso?". Não é simples! Para obter bons resultados, siga as seguintes dicas:

*Use fones de ouvidos bons e confortáveis.
*Fique, de preferência, em uma sala escura e isenta de barulhos externos.
*Deite-se ou sente-se, o importante é ficar numa posição confortável.
*Concentre-se apenas na música e nos ruídos.
Atenção: Você NUNCA ficará sob efeito se não escutar da maneira correta.
Caso fique sob efeito, é recomendado dar um intervalo de 2 horas entre uma dose e outra.

Honestamente, escutei a dose "Peyote" e não senti nada. Leve em consideração que escutei com fones simples, e eles realmente são ruins. O ambiente estava com barulhos externos e minha cama não é muito confortável. Entretanto, a dose de cocaína do programa me fez viajar bastante! :O Senti dormência nas pernas, peso no restante do corpo e parecia estar girando e caindo em nada.
Na comunidade do I-Doser no orkut, você pode conferir vários relatos de experiências vivenciadas por pessoas; algumas surpreendentes. O jeito é escutar você mesmo e ver o que acontece! ;)
Doses que compõem o CD: "Maconha", "Cocaína", "Peyote" e "Ópio". Todas com 15 minutos de duração.
Caso não sirva para te deixar chapado, você terá, pelo menos, excelentes músicas ambientes para escutar na companhia da avó! :)
Baixe e escute drogas!

terça-feira, junho 05, 2007

Iggy Pop - Lust For Life

Primeiramente a dúvida era: "Postar Lust For Life ou The Idiot?", depois dessa questão resolvida, veio a parte mais difícil e que ainda não está bem clara: Como eu iria começar escrever algo sobre um disco tão bom, tão fundamental, tão clãssico: Tão Iggy Pop. Simples, decidi começar como todo mundo.
James Newell Osterberg Jr. é o verdadeiro nome de uma das maiores figuras dentro da cena do Rock, que com seu jeito "diferente", mudou, de certa forma, o modo de se fazer música, com sua lendária banda, os Stooges. Bom, desta parte eu vou pular, pois se você não conheçe a história de Iggy e dos Stooges, dá uma olhada nos posts do discos Raw Power e Funhouse, duas pérolas do rock.
É de conhecimento de muitos que Iggy sempre teve bastante envolvimento, e problemas, com seu vício em heroína, álcool e derivados, e foi apartir daí que começou uma das parcerias mais produtivas, como comentada no álbum Raw Power, entre Iggy e Bowie, que buscou Iggy, levou para a Inglaterra e ajudou toda a produção do disco. Bom, após o lançamento desse disco os Stooges se despedaçou, cada um foi pra seu lado e Iggy entrou fundo nas drogas novamente, então Bowie foi lá novamente, buscou o rapaz, levou para uma turnê sua, e depois trabalharam juntos em Berlin, isso tudo em 76. Em 77, Iggy lançava dois discos com produção e vários instrumentos tocados por Bowie, que são justamente os dois que eu citei no início: The Idiot e Lust For Life.
Até hoje, esse são os dois álbuns mais aclamados de sua carreira solo, e não só por ser sucesso de crítica que este disco tá aqui, eu tô postando justamente por ele ser bom pra caralho! Grandes músicas como "Lust For Life" (Música que após quase 20 anos do seu lançamento, ficou famosa na trilha sonora do filme Trainspotting, que têm muito a ver a história de Iggy com a da turma de Edimburgo, ainda mais pra quem já leu o livro, pois em certa parte da trama, os caras vão pro show dele no dia do aniversário da namorado do Tommy Gun, o que não aparece no filme, apenas o quadro enorme de Raw Power pendurado em sua parede). Há destaque também para canções como "The Passenger" (Aqui no Brasil, conheçida como "O Passageiro", que o Capital Inicial fez cover, em versão português), "Some Weird Sin"(Meu som preferido do disco) e "Tonight".
É um disco que deixa um pouco de lado o proto punk garageiro do Stooges de lado, e rola um som bem mais Rock'n'Roll de primeira linha, com ótima letras e ritmos, uma verdadeira pérola musical, que dispensa qualquer comentário, o melhor que você tem a fazer é escutar o som ao invés de ficar lendo essa babozeira toda. Clica na capa do Iggy garoto maníaco sorridente e faz o download.

Infected Malignity - The Malignity Born From Despair


Não curte vocal gutural? Então fica longe! Digo isso pois estou farto de ver nêgo reclamando do vocal ali nos comentários. Sim, é extremo, sujo e muito grave.
----------------------------------------------------------------------------
Peso bruto e sólido vindo sabe de onde? Han? Han?
"Estados Unidos ou Europa?"
Não! A resposta certa é Japão.
Não que seja uma raridade, mas é difícil encontrar bandas de metal extremo vindas do Japão, já que a maioria é americana ou européia.
Sabem, após escutar esse CD aqui algumas vezes, percebi que os japoneses não esbanjam conhecimento só na área da tecnologia. Os caras têm em seu país bandas de todos os gêneros, e olha que essa aqui em questão é fodástica, por isso que eu digo: A música não escolhe país para nascer!
Brutal death metal ríspido, grosso e sem frescura! :D Sem muita técnica, apenas com o suficiente para não deixar o material totalmente reto. Porra, o som dos japas tem peso de sobra, tornando a audição uma beleza para pessoas que curtem som realmente pesado (tipo eu ;P ). Alternância de velocidades, para não deixar o lance saturado existem também. São basicamente esses elementos que compõem o som do Infected Malignity, essa puta banda que arrisca parecer um new-metal modernoso pelo modo dos caras se vestirem. Imagina a cena: Japinha, bonézinho, canguru, calça larga e uma guitarra. Parece-se com os caras do Limp Bizkit, não? Pois é, mas dae eles sobem no palco e tocam esse de atordoar a muitos, para você ou eu nunca mais julgarmos as pessoas pela aparência!
A meu ver, a única coisa que falta aqui são solos de guitarra, porque o restante das composições são excelentes. A gravação então, puta que pariu, coisa de primeiro mundo e feita por quem realmente manja do assunto.
Se existe alguma banda que faça som parecido e que já apareceu aqui no blog, essa uma é o Hate Eternal, mas nem compare muito, pois as diferenças são gritantes. A semelhança está no peso mesmo, negócio classe A, bruto ao extremo com a caixa da bateria soando como um canhão!
Recomendo pra quem curte. Download link? Este aqui que está azul.

segunda-feira, junho 04, 2007

Blind Melon - Soup

Blind Melon, um nome estranho para uma banda, uma banda não convencional, uma banda conheçida por "banda de um único sucesso", mas que eu prefiro chamar de uma banda "tesouro escondido", Blind Melon é o tipo de banda que fez o sucesso com um single, o "No Rain", não há quem não conheça, e sempre é um dos temas principais quando se trata de Blind Melon, não tem como falar de Blind Melon sem falar de "No Rain", e também não há como falar de Blind Melon sem tocar no nome de Shannon Hoon, o líder da banda. Este dois (E as drogas) foram os pontos de argumentação no post do primeiro disco e sempre estão presentes em qualquer conversa Blind Melon.
Então, pra ler a história da banda, você pode entrar no post do disco anterior, e baixá-lo, é lógico, pois vou fazer algumas comparações. Lá eu conto que eu conheçi ele ainda esse ano, e aconteceu o que eu comentei no início, encontrei um "tesouro escondido". É uma banda que me surpreendeu e me surpreende a cada audição dos discos, e que não são poucas, escuto, escuto e escuto novamente e não enjôo, incrível.
Quando eu escutei esse disco pela primeira vez, tive uma péssima impressão, assim, de cara, pois a primeira música, "Galaxie" era uma baita avacalhação, um instrumentos de sopros descordenados e Shannon cantando qualquer coisa: "Putz, que merda é essa?" Aí que entrava as guitarras e batera e baixo, num som que eu não tava acostumado escutar deles, mais pesado, mais ousado, mas que no refrão, de forma maestral, soava uma melodia doce e maravilhosa, assim como a maior parte do disco.
Porém, na parte das letras do disco, que sempre é algo legal da banda, esse disco se mostra bem mais obscuro que o primeiro, como a segunda música "2x4", que é um puta som, com um riff viciante, fala exatamente de um vício: As experiências de Hoon com as drogas, que irão ser comentadas em seguida. Ou então o som chamado "Skinned", um country bluegrass, que parece ser uma música totalmente inofenciva, mas se for ver a letra, ela fala de um Serial Killer, para o pessoal que curte filme, devem saber quem é, Ed Gein, personagem real, que foi inspiração para personagens fictícios como Leatherface (Massacre da Serra Elétrica), Norman Bates (Psicose), entre outros. Há outra também que é bem "Dark", chamada "St. Andrew's Fall", com um ritmo pop acústico característico, trata sobre suicídio, mais específico como um pulo de um prédio, num clima meio assustador, com uma passagem louca, que dá arrepios.
Enfim, um disco bem mais experimental ("Car Seat", um som Jazz com atmosfera de música erudita) que o primeiro, com ótimas canções, que não fogem muito da proposta sonora da banda, com músicas com instrumentação de cortas acústicas, riffs de guitarras extremamente criativas, aparições de banjos, gaitas de boca e violinos, cozinha de acompanhamento com muitos grooves e levadas funkeadas certas horas, com algumas quebradas afude. Apesar de tudo isso, o disco não fez nem 30% do sucesso do antecessor (Mas há uma enorme importância para os fãs), pois não havia nenhuma "No Rain" aqui, e além disso, houve um outro fator importante para que o disco não fosse reconheçido pela massa, foi o fim prematuro da banda.
O CD foi lançado em Agosto de 95, e em Outubro do mesmo ano, Shannon foi encontrado morto por overdose de heroína, sua companheira desde jovem, e assim acabava de forma inesperada e muito comum mais um ótima banda. A banda chegou a lançar ainda outro disco, Nico, nome da filha de Shannon, que tinha apenas 13 semanas quando aconteceu o fato, com algumas gravações perdidas e que ficaram de fora, mas que não deu em nada, e a banda realmente não tinha vontade de continuar, então em 99, oficialmente, o Blind Melon estava acabado.
Mas como nada é pra sempre, ano passado os membros resolveram fazer uma reunião com outro vocalista e essa estórinha de sempre, mas eu não tive a mínima vontade de ir atrás pra escutar, não troco estes dois discos por nada. Se ficou afim de ver qual é do disco, clica aí na capa e escute até não puder mais.

Misery Index - Retaliate


Misery Index, uma banda que tem tudo e mais um pouco para me agradar.
Death metal de qualidade, músicas trabalhadas e com arranjos simples (porém eficazes), velocidades alternadas (entretanto é quase sempre no melhor estilo grind), gravação sem erro algum e... e... Alguém arrisca a chutar o que falta? Aparentemente nada, né? Mas os rapazes aí em questão possuem letras bem construídas, estruturadas e de conteúdos infinitamente melhores do que aqueles abordados pelas bandas mais tradicionais do estilo. Nada contra letras gore ou satânicas, mas dou preferência às letras de um conteúdo mais realístico e presente no dia-a-dia. As letras do Misery Index são na linha hardcore, ou seja, protesto, realidade cruel, abordagem de fatos históricos que causam impacto até os dias de hoje (em "Great Depression" dá para conferir bem isso) e muito mais. Com uma audição profunda, percebe-se que o hardcore aparece não só nas letras, mas também em algumas partes do instrumental. Geralmente, o death metal ruleia com suas escalas técnicas e peso, mas o hardcore aparece em alta dosagem com suas bases simples e empolgantes. Sendo assim, não vejo erro algum em classificar a banda como "deathcore", mas dae já é outro assunto que geralmente só serve para criar conflitos.
Sinceramente, muito bom e empolgante! Entretanto, parece que faltava alguma coisa mínima e eles alcançaram isso num trabalho futuro, o Discordia, de 2006.
Aguardem, vou postá-lo em breve! Enquanto isso, baixe esse Retaliate de 2003 clicando aqui.

domingo, junho 03, 2007

Amon Amarth - Fate Of Norns


Não sou grande conhecedor da banda e nem de seus álbuns, mas uma coisa eu aifrmo: Não precisa conhecer muito deles, aliás, não precisa conhecer muito de música para ver que os caras têm talento e fazem algo muito acima do padrão. Se é bom ou ruim, fica a seu critério. No meu, é algo excelente.
O Amon Amarth é uma banda de viking metal. Suas letras falam sobre temas épicos relacionados à mitologia nórdica, mas a banda não é "viking" só por isso. O instrumental é algo profundamente marcante, principalmente pelas guitarras e alguns ritmos da bateria. O trabalho na melodia é intenso, ocupa quase 100% do tempo, mas, felizmente, essa melodia não soa forçada ou exagerada em momento algum (vivaaaaa, pois eu odeio metal melódico do estilinho do Hammerfall e outros). O trabalho das guitarras realmente é lindo, nossa, eu pago o pau pro trabalho que os caras fizeram aqui, e creio que não seja exagero. Dou um prêmio para quem me trouxer uma intro mais marcante que a de "Where Death Seens To Dwell". O vocal, mais felizmente ainda que as guitarras, é gutural e agressivo, passando longe daquelas, digo, daqueles vocalistas de bandas como a já citada Hammerfall. Na boa, se tem alguém ae que curte bandas como essa que estou a esculachar, por gentileza não continue lendo o post! xD Zoeira, só peço que lembrem que "opiniões são opiniões e cada um tem a sua". Então, quando digo que a banda tem um trabalho intenso na melodia, não leve para o lado ruim.
Como eu estava falando lá em cima, esse instrumental é exepcional. Não à toa, creio que cairia perfeitamente de trilha sonora em filmes épicos como Rei Arthur, principalmente na parte que os romanos duelam com os saxões sobre o gelo. Esses sons, esses ritmos e essas melodias, não sei explicar o porquê, mas tem uma ligação com os países nórdicos. Parece algo que faz parte da identidade desses povos, e talvez seja. Caso alguém não saiba, o Amon Amarth vem da Suécia, por isso que talvez eles saibam encarnar completamente esse espírito nórdico. Novamente repito que essas linhas de guitarra são lindas! Cara, são tão lindas que me emocionam! Estou escutando nesse exato momento e é até difícil expressar o que sinto! *-*
Curti bastante esse álbum, por isso não vou ficar destacando faixas. Cada uma tem algo de bom a apresentar, então escute com ATENÇÃO! Só digo isso. Ah, esse post também serve para atender ao pedido de Amon Amarth que fizeram há algumas semanas. ;)
Baixe clicando aqui e vista seu chapéuzinho viking com guampinhas! Hihi!

sábado, junho 02, 2007

Charlie Brown Jr. - Nadando Com Os Tubarões


Já consigo ver pelo monitor a expressão de desprezo em seu rosto. Consigo também ler seus pensamentos, e sei que você pensa algo do tipo: "Porra, Charlie Brown?! Ah, vá se foder!".
Mas vá se acalmando e, por gentileza, leia esse post atentamente até o final.
Ok, começarei pelo término. Hoje em dia, a banda faz um popzinho manjado e distorcido que só tende a agradar os fãs de Malhação. Não por coincidência, a música que toca na intro da novelinha infantil é tocada pelo Charlie Brown. A formação não é a mesma do princípio, quer dizer, creio eu, porque nem acompanho mais a banda, então não sei a formação com certeza. Creio que só o Chorão remanesce, e os bons músicos como o Champignon (baixista) foram para outras bandas ou pararam de tocar, justamente devido às brigas com o Chorão que é muito conhecido pelas suas outras brigas com outros músicos (leia-se Los Hermanos).
É, galera, dá para perceber que os últimos tempos não foram bons para o Charlie Brown, ou melhor dizendo, foram excelentes (para eles, é claro). Nunca a banda fez tanto sucesso, apareceu tanto na mídia ou vendeu milhares de cd's como acontece hoje em dia e começou a acontecer há algum tempo atrás, mais precisamente do quinto álbum em diante.
Eu digo, sem vergonha alguma, que curto Charlie Brown Jr., mas faço questão de especificar que curto só até o terceiro disco, porque até aí eles realmente faziam músicas legais e tinham letras boas.
A maioria deve conhecê-los apenas pelas letras mais zoadas, chapadas ou sem noção; porém, poucos sabem das suas letras sérias.
Nadando com os Tubarões é, na minha opinião, o CD que mais nos mostra essa cara séria e protestante da banda, a começar que no encarte existe a seguinte citação: "Muitos pensam que o diabo é um ser feio, vermelho e com um tridente; na verdade, ele se veste bem, fala bem e pede seu voto pela TV!”.
Não é bem assim a frase, pois faz tempo que não pego esse CD em mãos, mas expressa algo mais ou menos assim.
Esse é o terceiro deles, já muito diferente do primeiro, o Transpiração Contínua Prolongada, que era na linha SKA! Sim, isso mesmo. Era uma mistura de surf music com rock, etc... No segundo, Preço Curto... Prazo Longo, a banda investiu em algo mais pesado, algumas horas até beirando o metal e em outras umas bizarrices puras, uns efeitos meio "alternativos" e o escambau, até que chegou esse terceiro para mostrar a banda mais versátil no quesito de fusão de estilos.
São vários que compõem o CD, não necessariamente misturados dentro de uma música, pois isso é muito raro aqui, mas sim uma música +/- em cada estilo.
Começa com um som que, provavelmente, a maioria já ouviu, que é uma das responsáveis pelo sucesso deles. Alguém se lembra? "Rubão, Rubão, pagou pra ver !*&#@$!@&*$@" (até hoje não sei o que o Chorão canta ali, mas beleza...).
"Rubão" é um som legal, tem um riffzinho maneiro, um pouco de velocidade e conta a história de um sem-futuro que foi atropelado por um ricão, que, sem querer, deixou a carteira cair na rua de bandeja para o Rubão que aproveitou e fez a farra.
Na seqüência, "Ralé" aparece numa saladinha de estilos bem massa, surpreendentemente com uns solos de saxofone lembrando muito o jazz e Chorão mandando umas rimas ao estilo hip-hop. "Não é Sério" foi outra música que deu certa popularidade à banda. Dessa vez, a letra é sobre um assunto sério. Fala sobre a juventude, drogas, sistema podre e etc... Tem a participação especial de Negra Li que canta um trecho muito marcante e triste, infelizmente também é realista, contando sobre o "maravilhoso" país em que vivemos. O videoclipe desse som
causou certa polêmica. Nele, a banda tocava dentro da água e rodeada por tubarões. No final, os tubarões se levantam e você pode perceber que todos eles são políticos, ainda mais porque há um locutor falando que são tantas horas na capital do país.
E o cd vai indo e mostrando os outros estilos com os quais a banda trabalhou. A música "A Banca" é 200% rap, seja pela letra, instrumental ou as participações especiais de vários cantores como o finado Sabotage. Como era de se esperar, segue a linha daquele rap típico do Brasil, com letra violenta e batidas macabras. Até eu que não sou fã de rap curti o som, creio que este fato merece um destaque especial.
"Fichado", com uma introdução muito foda do Champignon no baixo, tem também uma letra foda pra caralho! A princípio, fala sobre um cara que é fichado por causa de um baseado, mas na hora que a crítica à TV, Política e o Governo em geral predomina, puta que pariu, eu fico eufórico. Nessa época era passada uma mensagem de conscientização, hoje o Chorão só quer saber de agradecer a Deus por tudo que tem.
Algumas músicas adiante, vem a instrumental "Fundão. Esse som é totalmente influenciado pelo funk americano no baixo e na bateria, pois a execução é cheia de slaps e batidas alternadas e quebradas. "Somos Extremes No Esporte E Na Música", porra, esse som aí eu escutei muito na época que andava de skate. Quem não andou? Falae... Andei aproximadamente uns três anos, foi uma fase muito boa na minha vida. A letra desse som é dedicada aos esportes, mas tem uma parte com uma "crítica poética" muito boa, curte só: "Uma cigarra se encantou na minha mão/Anunciando a chegada do verão/Verão aqui é legal! Brasil, bunda, carnaval.../Mas na verdade todo mundo quer ver sangue, ver sangue é que é legal!/Todo mundo pára para ver o caos!".
"Talvez a Metade do Caminho" é mais um som que me marcou muito, traz boas lembranças. A letra combina com uns lances que aconteceram comigo, porra, é foda isso! Vocês devem estar falando aí "Esse cara é emo! Hahuehua!", mas eu não ligo, bem de boa.
Além de ser um grande CD (para mim, pelo menos), faz-me lembrar da minha pré-adolescência, lá quando eu tinha meus 12 anos. Foi nessa época que eu comecei a curtir esse CD, apesar de ele ser de 2000. Como eu já falei antes, a música "Talvez a Metade do Caminho" me traz algumas lembranças remotas. Algumas boas, outras ruins... A melhor é que o Charlie Brown ERA uma banda boa. Hoje, infelizmente, não posso mais dizer o mesmo! :/
Download.

sexta-feira, junho 01, 2007

Katalepsy - Musick Bring Injuries


Desumano é o mínimo que pode ser dito sobre o vocalista dessa banda. O timbre do cara é animal (literalmente), lembrando muito um porco só que com uma tonalidade única. É perceptível que, em algumas passagens, existem alguns sobrepostos, mas, mesmo assim, não deixa de soar desumano. Com esse fator, arrisco dizer que a banda tem tanto um ponto positivo como um negativo. Analise comigo: 1º A voz é única, portanto é um grande sinônimo de originalidade. 2º Muita gente não vai agüentar escutar duas músicas porque já vai ficar enjoada e saturada.
O Katalepsy vem de Moscou, Rússia, e, como dá para perceber, o vocal é o destaque maior. Não pense que o instrumental seja ruim, pois não é. O instrumental é legal, não possui nada de tão excepcional mas também não é aquela coisinha simples e bonitinha que "aqueles boys que se acham por tocar Jack Johnson no violão para suas colegas" irão aprender a tocar da noite para o dia, ou sequer gostar.
Apesar de ser uma banda de gore/porn, o Katalepsy investe (sábia inteligência) numa gravação primorosa e característica do ano em que estamos vivendo: 2007. Como eu já falei em outros posts, é assim que tem que ser, porra! >:D
Musick Bring Injuries é o primeiro full-lenght dos caras, entretanto eles já acarretavam certa fama lá pelo mundo underground de suas terras por terem participado de um tributo ao Mortician, que saiu em CD. A música do tributo foi inclusa nesse CD aqui, bem como um cover do Megadeth que tem absolutamente NADA a ver com a original. Apesar dos covers, o mais legal aqui são os sons próprios da banda, principalmente por terem várias passagens cheias de gritos de uma mulher que está explicitamente trepando (ou sendo estuprada, se bem que ela parece gostar) loucamente e histericamente. Porra, tô vendo que vai ter muito marmanjo baixando o CD só para escutar a mina gemendo! HUhuahuahuHUAaHa! Ok, eu confesso: Eu também baixaria só por isso! ^^
Mas resumindo, o material é legal, porém não recomendo para todo mundo não. Baixe só se ficou interessado na proposta da banda, o porcão de timbre esquisito ou a mocinha dando a bunda (ou sendo molestada, vai saber?!).
Baixe clicando na palavra "Baixe".

quinta-feira, maio 31, 2007

Fozzy - All That Remains


O Fozzy começou sua carreira sendo apenas uma banda cover. Seu primeiro álbum, que leva o mesmo nome da banda, possui apenas covers de grandes bandas de rock/heavy metal e é muito bom.
O segundo, Happenstance, serviu para apresentar algumas canções próprias, entretanto possui alguns covers também, mas não é só isso, já mostrava uma banda muito boa e que com certeza explodiria, não apenas pelo fato de Chris Jericho lutar na WWE - e ser um grande wrestler, ou entretenedor -, mas porque os caras realmente têm algo de bom a mostrar.
Eis que, em 2005, saiu o primeiro full-lenght apenas com músicas próprias da banda. Esse CD é esse que eu trouxe para vocês hoje, o All That Remains.
A princípio, tudo levaria a banda a ser mais uma de hard rock ou heavy metal, pois esse é o estilo preferido dos caras, entretanto não é isso que conferimos nesse excelente álbum. Particularmente, gosto muito mesmo dele, e não curto ficar falando de rótulos, se bem que não há como escapar deles. Então, o som é uma mescla de rock moderno (não pense nessas bandas modistas e idiotas, por favor!) e heavy metal. Alguns refrãos mais leves e reflexivos fundem-se com algumas linhas vocais normais ou mais puxadas para a agressividade, fazendo essa combinação excelente que não soa extrema para nenhum lado; nem muito pesada nem muito leve ou melosa. Falando em melodia, o trabalho das guitarras baseado na melodia é marcante e lindo. Como eu já havia ressaltado no outro post, a voz de Chris Jericho é muito boa e agradável; gosto muito de escutá-lo! Sou suspeito para falar, apesar de conhecer a banda há pouco mais de um ano e meio.
Músicas como "Enemy", "All That Remains" e "The Way I Am" possuem linhas vocais marcantes e refrãos lindos. Já outras como "Born Of Anger" e "The Test" possuem certo peso e, surpreendentemente, algumas partes mais leves. Tudo muito bem estruturado, por isso eu repito: Não soa extremo para nenhum dos lados. Existe um equilíbrio muito bom entre o peso e a harmonia.
O material possui também vários solos de guitarras e algumas passagens bem trabalhadas, algo raro nas bandas que investem numa linha de som parecido com o deles.
Outro fato interessante de destacar são as participações especiais dos guitarristas Zakk Wylde (Ozzy Osbourne, Black Label Society) e Marty Friedman (ex-Megadeth).
Material recomendadíssimo, principalmente para aqueles que pedem sons mais "modernos" aqui nos comentários.
Download.