quinta-feira, junho 12, 2008

Hound Dog Taylor & The HouseRockers - Hound Dog Taylor & The HouseRockers


Quando eu morrer, eles falarão: "ele não tocava merda alguma, mas certamente fez algo legalzinho" - Hound Dog Taylor escreveu isso pouco antes de morrer. Nunca saberemos 100% o significado e a tradução dessa frase, já que americanos têm suas próprias gírias, assim como temos as nossas. Os motivos, então?! Hound Dog Taylor foi descoberto quando já era velho, mas obteve parte de seu merecido sucesso. Além disso, um dos maiores selos de blues no mundo inteiro (Alligator) surgiu por causa desse bluesman.
Esse self-titled foi o primeiro de poucos álbuns da carreira. Escutá-lo me faz pensar: Há uma grande diferença entre aprender a tocar um instrumento (como esses Dream Theater's da vida) e nascer com o dom de saber tocar um instrumento (que é o caso do Hound Dog Taylor).
Simplesmente um blues de bases simples e cativantes, mas com o vozeirão único de Theodore (nome verdadeiro dele) e suas longas viagens de slide guitar, provavelmente proporcionados pelos seus 6 dedos em cada mão. É, o cara nasceu assim, com polidatilia. Curioso e instigante, não? Som de malandro, som de bar cheio de mesas de sinuca, som de lugar com fumaça, som para curtir e conversar sobre as coisas boas da vida... Enfim, um som conveniente para bons momentos, e mais: Som marcante. Basta escutar uma vez a intro de "Held My Baby Last Night" para nunca mais esquecer, além de se obrigar a escutar a música pelo menos umas três vezes. E mais um detalhe interessante: Não há baixista na gravação. Por mais que pareça um baixo afinado em um tom alto, trata-se de uma guitarra em tom baixo, e tocando apenas uma corda.
Hound Dog Taylor e sua banda deixaram um bom legado no blues, influenciando muita gente que acabou por ficar mais conhecida que eles próprios. Uma pena mesmo que a banda permaneça num underground total. Só para não deixar de citar alguns influenciados: Steve Ray Vaughan, Eric Clapton e George Thorogood.
Faça o download agora e busque algumas cervejas.

quarta-feira, junho 11, 2008

Modern Life Is War - Midnight In America


O termo hardcore moderno geralmente está associado a bandas que usam e abusam de breakdowns, abandonam muita coisa da velha escola, flertam de certa forma com o metal, entre outros adjetivos. Porém não pense que o hardcore moderno se restrinja a isso, pois Modern Life Is War é um exemplo de banda moderna que pratica o hardcore com vários elementos antigos e contemporâneos.
Iniciaram a carreira em 2001 e vieram a lançar o primeiro álbum completo em 2003, após um EP auto-intitulado em 2002. Honestamente, meu primeiro e único contato com o grupo ocorreu há meses atrás, quando escutei esse Midnight In America, lançado em 2007, CD que foi certamente feito com muita dedicação, paixão e convicção.
Os rapazes conseguiram fazer um álbum como há muito tempo eu não ouvia dentro do estilo. Resgataram o clima das antigas, mas fizeram uma produção moderna, tendo, inclusive, adicionando muito sentimento nas interpretações, tanto vocais como instrumentais, o que é, convenhamos, algo difícil de se ver por aí. E não se preocupe, pois você não leu errado. Sim, eu disse "sentimentos no instrumental". A banda é considerada por muitos como hardcore melódico, e, de certa forma é bem isso mesmo, mas não estamos falando de melodias choradas e manjadas de quinta categoria. Apreciamos aqui lindas melodias capazes de tocar o ouvinte, que casam perfeitamente com a interpretação agressiva e desesperada do vocal. Músicas como "Big City Cream" e a faixa título são recheadas de feeling, já "Fuck The Sex Pistols" e "Night Shift At The Potato Factory" elevam a empolgação a altos níveis! Isso é só um pouco do álbum, que me agradou do começo ao fim.
Infelizmente, há alguns meses atrás, a banda declarou que "está dando um tempo". Talvez isso seja apenas uma maneira mais delicada de dizer "é o fim". Uma pena, realmente...
Download.

terça-feira, junho 10, 2008

Putrid Pile - Collection Of Butchery


Putrid Pile foi formado em 1995, mas esse primeiro CD só veio a sair em 2003 (houve uma demo em 2000). Shaun LaCanne - o cara que fez toda a bagaça aqui - merece os parabéns. Sozinho ele fez tudo! Hoje em dia trabalha com outros membros, mas começou sozinho.
Na primeira vez que escutei, pensei: Mais uma tentativa de soar igual ao Gallery of Suicide, do Cannibal. Contudo, algumas audições depois, fui mudando levemente o meu conceito.
Ao me informar mais sobre a banda, descobri que esse CD foi todo feito por apenas um homem, aí tirei o chapéu. Se fosse uma banda tocando, seria um CD legal, não diferente de tudo que já fizeram, ou seja, apreciável para quem curte death metal brutal. Mas é de surpreender o fato da bateria ser programada, pois soa muito real. E olha que engana quem não sabe disso. A gravação de tudo está ótima. Realmente ele é um ótimo multi-instrumentista.
Collection Of Butchery mescla os guturais mais profundos com os rasgados mais feios, a guitarra suja com o baixo muito pesado, a bateria detonando muitos blast-beats e não perdoando nos bumbos, com letras doentes e tudo mais que é típico do estilo. Às vezes parece até uma mistura de goregrind com death, mas pende mais para o death. O que importa, na real, é que é um prato cheio para quem curte uma brutalidade. Até meio tosca, me arrisco a dizer, pois a produção não é uma modernidade nem muitos menos uma velharia.
Impiedoso do começo ao fim e até engraçado com alguns samples utilizados de intro. Quem escutar "Gallery of Horrors" perceberá uma confissão triste de alguém que diz ter "matado todo mundo. Cada pessoa que estava no local. Não apenas os homens, mas as mulheres e crianças também". Triste, né? Que nada! Monólogo retirado de Star Wars II: Ataque dos Clones.
Fique à vontade para baixar e conferir o grande trabalho que o cara fez - repito - sozinho.

segunda-feira, junho 09, 2008

Monolake - Cinemascope


Monolake era inicialmente uma dupla alemã, sendo pouco depois apenas um produtor e nos dias de hoje voltou a ser uma dupla. A sonoridade é considerada como minimal, IDM (Intelligent Dance Music) ou ambient. Esses rótulos podem gerar enorme confusão, porque, apesar de ser "mínimo", o som não se restringe a ser algo muito repetitivo e pouco criativo. Apesar de ser considerado idm, não pense que seja algo dançante. A origem do nome se deve ao fato de ser algo "difícil de dançar". Viu como os nomes enganam, às vezes? Para ser direto, o que predomina mesmo é a música eletrônica com toques de ambient, bem leve e relaxante, e com uma programação absolutamente boa. O nome foi inspirado no Mono Lake, um lago localizado na Califórnia. É um local muito apreciado por ser exótico, já que em sua formação encontram-se complementos alcalinos e hiper-salinos, que formataram várias rochas. Clique no nome para mais info (em inglês).
Cinemascope, lançado em 2001, é o álbum mais apreciado da dupla numa visão geral. Os dados nos mostram isso, já que as faixas mais escutadas estão aqui. Não à toa, pois a experiência de escutar esse CD é ótima. Sugiro que não escutem a segunda faixa, "Bicom", pois achei chata e parecida com muita coisa que já fizeram. Comece o álbum a partir de "Cubicle", que lhe garanto que você ficará preso até o final. Talvez a explicação disso tudo esteja no nome do álbum: Cinemascope é para ser um complexo processo digital de informações viajando por canais. Quando se descobre que Henke (um dos membros) é engenheiro de softwares, e também que
criou o "Monodeck", um aparelho inovador que permitiu criar e aplicar efeitos nas músicas em apresentações ao-vivo, só que sem a necessidade de olhar para a tela do computador. A produção do som, de fato, dá um enorme charme. Tudo é muito suave, até os kicks, que são pesados e suaves. Parece impossível, confesso que se eu lesse não levaria fé, mas escutando dá para entender.
Simplesmente uma bela trip pelo ramo da música eletrônica, mixando bem o techno, ambient e até alguns leves toques de dub. Como eu disse antes, apenas uma música não é aproveitável e o restante do álbum é bem agradável. Aliás, hoje chove e esse CD parece uma trilha sonora bem adequada! Download.

sexta-feira, junho 06, 2008

Aborted - Strychnine.213


Não esperava o fato de o Aborted lançar um álbum tão fraco que fico até com pena de escrever essa resenha. Todavia o trabalho sujo está aí para ser feito e alguém deve sujar as mãos. Nesse caso eu, que mesmo sendo um grande fã da banda não posso deixar de dizer que o álbum é realmente fraco.
Mas por quê? Porque não tem nada muito atraente, só há uma música que marca ("Enterrement Of An Idol"), nenhuma com a técnica extrema que podemos ouvir em outros álbuns, dentre outros motivos. Reina uma falta de criatividade apavorante e apenas as últimas faixas são recomendadas. Porque eles decidiram deixar as pauladas para o fim é um mistério, mas é certo que muitos não se darão o trabalho de escutar o CD inteiro após uma metade sem graça.
Logo após lançarem o Slaughter..., no ano passado, os caras já anunciaram um novo álbum para 2008, com pouco menos de um ano para compor, gravar e tudo mais. Pois é, como muitos dizem: "A pressa é a inimiga da perfeição". Já escutei o álbum várias vezes, e cada vez eu fico mais decepcionado. Cadê aquela pegada brutal, técnica e atraente do Archaic Abattoir? A produção também ficou normal demais, e isso não é bom. Uma ou outra passagem mais experimental (como em "The Chyme Congeries", que tem uma parte eletrônica) que não deixa o ouvinte pegar no sono. Que nostalgia dos tempos de um Goremageddon...
Uma pena, mas lá vai: Mais um álbum entre tantos outros, aliás, é a primeira decepção de 2008. Será que injetaram estricnina no cérebro deles? R.I.P. Aborted.
Download.

quinta-feira, junho 05, 2008

Torche - In Return


Hoje se alguém me perguntasse por onde começar pra curtir Doom/Sludge/Stoner Metal minha resposta não poderia ser outra além de: Torche. Não, eles não são a banda criadora do estilo ou a mais importante, mas sim, a mais acessível a ouvidos não acostumados com muita distorção, peso e andamentos relativamente lentos.
O Torche surgiu das cinzas da banda Floor, que tocava a mesma mistura, e é bem respeitada até, dentro do cenário. Vieram Steve Brooks (guitarra e vocal) e Juan Montoya (guitarra) do Floor e Jonathan Nuñez (baixo) e Rick Smith (bateria) vieram de uma banda grind chamada Shitstorm (nome bem sugestivo... para quem gosta de scat). A banda é americana, e pelo sobrenome de alguns, podemos deduzir que são da Flórida.
A diferença do Torche para o resto das outras bandas do estilo, é o seu poder de peso e distorção, com uma vocação pop. É, isso mesmo, pop. Discípulos dos Melvins, usam todo o aprendizado com canções que não ousam muito a experimentação, ao contrário dos mestres, e na maioria, tem pouca duração. Rolam alguns rótulos pra banda como "Stoner Pop" ou "Doom Pop", vê se pode? A última coisa que eu imaginaria ver, era o termo "Doom" ao lado de "Pop", mas sabe, de algum modo, eles tem um pouco de razão.
In Return é o segundo trabalho da banda, e o primeiro EP, que foi lançado ano passado (falando nisso, a banda é bem novinha, foi fundada em 2005). Esse disquinho talvez seja o mais barulhento da curta discografia (1 EP e 2 álbuns), como por exemplo, a faixa de abertura; "Warship", pesadíssima, suja e atormentante. Já a segunda faixa, que leva o nome do disco, já tem um ritmo mais rápidão, e passagens melódicas, bem afudê. Até daria espaço pra comentar faixa por faixa, por serem apenas 7 musiquinhas xuxu beleza, mas na verdade não tô com saco pra fazer isso, e também acho meio babaca. Resumindo, seria um apanhado entre o Sludge, Stoner e Doom com passagens melódicas, e pouca experimentação, Stoner acessível e não tão vendido quanto um Queens of minha pica roliça.
Além do ótimo trabalho musical, a versão em LP é quase que uma obra de arte. Desenhado por John Baizley, vocalista do Baroness, a versão extendida da capa é referência para arte "stoner", e o produto final nos LP's é algo para deixar nego babando: Saca só aqui, uma bolacha pra cada música, sendo cada uma de cor e arte diferente, sem contar a capa e contra capa, "um lúúxo, biba".
Provavelmente tu nunca deve ter ouvido falar dessa banda, justamente por isso que tu só encontra isso nos EUA (via Robotic Empire) ou no Reino Unido (via Rock Action - selo do Mogwai), mas tem grandes chances de ouvir mais para frente, pois os cara andaram fazendo turnê com gente grande, como o próprio Mogwai, Isis e Jesu. Acho que o único erro foi ter lançado como EP, e não como um disco, pois 20:00 é muito pouco.
Se tu ficou afim, faz o download, e se prepara para mais material, pois só esse é muito pouco. Ainda em tempo, quando for escutar, taca o volume lá em cima.

Soilent Green - Sewn Mouth Secrets


Vejamos... Curte grindcore, Black Sabbath, Pantera e gêneros sujos e pesados? Caso sim, sorria! Não apenas isso; comemore o fato de o Soilent Green existir, pois eles fazem a mistura perfeita de todos esses gêneros e bandas nessa pérola chamada Sewn Mouth Secrets. E, de fato, isso é um belo exemplo de originalidade, pois essa enorme fusão resultou em algo único.
É uma enorme lástima que eu acabei por conhecer esse CD após quase 10 anos de seu lançamento. Ele foi lançado em 1998, e olha que, mesmo assim, pouca gente conhece. As músicas são demais! Empolgantes, com progressões inteligentes, quebradas não bruscas e, é claro, traços que remetem ao que aquelas bandas citadas lá em cima fizeram em seus possíveis melhores momentos. Por conseqüência, algumas músicas soam bem parecidas (em termos de andamento), mas isso está longe de ser um problema. E como posso lhes descrever essas jóias? É um tanto quanto difícil, porque só escutando o CD você sairá chutando tudo pelo casa. Mas, tudo bem, não custa tentar: "It Was Just An Accident", a primeira do disco, começa com uma guitarra veloz e com a tonalidade similar a de uma moto-serra prester a causar o terror. Feito isso, lá vem a pedrada do instrumental e do vocal totalmente grindcore! No decorrer, cadências aparecem, bem como bases carregadas e pesadas, porém não arrastadas, mas é no fim que o mais surpreendente aparece: Master of Reality. A guitarra é igual a tudo aquilo que o velho tio Iommi fez nessa época. Sou grande fã de Sabbath, mas confesso que nos dias de hoje já nã soa tão pesado e não me prende muito. Bom, o Soilent Green mata em cheio a minha vontade de curtir Sabbath. "Build Fear" tem uma intro na mesma linha de "Hand of Doom" (clássica do Paranoid) e vocais idênticos aos falados de Phil Anselmo.
Fico de cara com a qualidade desse CD! Todas as músicas muito boas, todas deixando a adrenalina e a vontade de escutar nas alturas. Também por relembrar velhos clássicos e ainda incorporar a fúria e a velocidade do grindcore contemporâneo. Depois de tudo isso, é inútil citar mais músicas. Baixe e comprove!
Esse ano, a banda lançou CD novo e vocês podem ter certeza de que ele passará por aqui.

quarta-feira, junho 04, 2008

Botch - An Anthology Of Dead Ends


Botch não é uma daquelas bandas que se ouve falar todo dia, mas quem conhece a fundo a história da banda sabe que eles foram muito importantes. Além de ter sido uma das primeiras bandas de mathcore, foram fundamentais à criação e desenvolvimento do dito "hardcore moderno" - mais pesado e lento que o antigo. Com uma carreira de poucos CD's (apenas dois, apesar de We Are The Romans ser uma jóia rara), mas muitos EP's, splits, compilações e derivados, o Botch deixou um belo tesouro aos apreciadores de um som diferente.
An Anthology Of Dead Ends, de 2002, foi o último material da banda, que acabou no mesmo ano. O EP só foi lançado após o fim, talvez propositalmente. É preciso muita atenção à proposta da banda para compreender a sonoridade. Primeiramente, observe os títulos: Todos são nomes de países, mas as letras "n" foram trocadas por "m" ("Japam", "Framce", "Spaim"). Essa troca de letras, que de fato é uma oposição ao formalismo, encontra-se presente também na estrutura do EP, que possui porradas violentas e até algo mais leve, à base de pianinho. Quando eu estava a escutar "Afghamistam" (a mais leve, essa do piano), meu pai chegou e disse: "Como você pode escutar isso?! Isso é música de sanatório!". Para mim, era um piano relaxante. E fechando com "Micaragua", dá para escutar uns efeitos muito experimentais na guitarra, algo que converte a microfonia em um foguete rumo ao espaço. Para "piorar", entra o vocal sujo e pesado (que influenciou claramente o Monogono) que se funde aos barulhos, mais a bateria socando o china sem dó... Ah, que beleza! Mas, honestamente, a melhor faixa é "Japam", a segunda, porque segue aquela linha típica do mathcore com umas quebradas de jazz e uma guitarra limpa e distoricda ao mesmo tempo.
Como eu ia frizando, esse é um belo disco para conhecer o trabalho do Botch, que certamente lhe deixará com vontade de escutar mais. Depois disso, você estará habilitado a encarar We Are The Romans e satisfazer sua mente. Porém, se você é como o meu pai, que não suporta e tem dores de cabeça com essas músicas, sinto muito... Mais sorte na próxima...
Download.

terça-feira, junho 03, 2008

8 Bit Weapon - Confidential 1.0


Certamente um dos trios mais legais existente no ramo da música eletrônica. 8 Bit Weapon já foi, inclusive, uma dupla e até uma one man band, originalmente criada pelo americano Seth Sternberger. Nesse álbum aqui em questão, o primeiro e que foi lançado em 2003, tudo era feito por Seth. O som é "8-bits". Lembra do Nintendinho? Aliás, lembra de todos os video-games que tinham sons em comum, animadinhos e computadorizados? Pois bem, o som da banda é assim, caracterizado por soar igual aos games de 8-bits, e também por fazer referências a diversos clássicos dessa época, não se limitando somente a ela, pois há também vários sons semelhantes aos do Nintendo 64.
Confesso que de início Confidential 1.0 me pareceu infantil demais, apesar de ser bom. Dei aquela leve escutada por cima para ver se percebia alguma música ou passagem extremamente memorável, e felizmente encontrei. "M.U.L.E." é animada, empolgante, alto astral e tudo mais de positivo. Muito nostálgica também! Nunca joguei "M.U.L.E", mas isso me lembrou muito (mesmo) os games do Mario. "Acidgroove" também é notória por ter uma linha no estilo acid trance - aquele bem do início - com os sons de 8-bits. Mas voltando, naquela leve escutada acabei por gostar de todos os sons, apesar de não ter escutado todos eles do início ao fim, e então decidi escutar o álbum completo do início ao fim sem pular. Que surpresa agradável! "Times Of Lore Title (Epic Hendrix Mix)" é uma viagem computadorizada, e o que mais chama atenção é a ótima recriação de "Shine On You Crazy Diamond pts. 1-5", do Pink Floyd, no final da música. Simplesmente o teclado fúnebre de Wright acompanhado dos lindos solos de David Gilmour. Tente imaginar isso dentro de um video-game antigo! Que coisa fantástica! Não soa igual em tudo, mas convenhamos, se você conhece essa música, notará facilmente a mais que grande semelhança. "Commodore C 64" tem um bumbo que beira o techno hardcore, sons muito doidos de Nintendo 64 e... Quer saber? Baixa ae e volta a ser criança. Mais da banda em breve.

segunda-feira, junho 02, 2008

Rosetta - Wake/Lift


Beleza, caoticagem, medo, desconhecido... Rosetta é uma banda que passa essas sensações. E a idéia dos homens vai além da música.
Primeiro porque eles se dizem uma banda com "conceitos". Apóiam bandas de grindcore (eram uma, por sinal), Paul Stanley (?!?!?), bandas independentes, entre outros. E desaprovam bandas que criam capas com árvores mortas (ironicamente um dos membros usa um casaco do Sunn O))) ), mulheres nuas e mutiladas, rótulos iniciados com "post", entre muitos outros.
O som é na mesma linha de bandas como Isis e Cult of Luna, algumas vezes até melhor. Os próprios rapazes admitiram que possuem enorme influência do Isis. Para mim, Wake/Lift é o equilíbrio perfeito entre Oceanic e In The Absence Of Truth, pois mescla mais que muito bem o peso bruto com as melodias atmosféricas. E não pense que se limita a isso, pois conferimos até uns samples ou passagens mais lentas (lentas mesmo) que soam como música ambient. A fonte de tudo está na origem do nome: Rosetta foi escolhido por ser um nome que tenha a ver com beleza e feminilidade, também tem a ver com o espaço (os membros são grandes fãs de astronomia) e muitas outras conexões.
Álbum ótimo, de músicas longas e lentamente progressivas, de melodias atraentes e relaxantes, e com um peso descomunal e sujão para não deixar tudo na mesmice. Não é muito original, mas não possui nenhum plágio. Os caras estão no caminho, tenha certeza. Precisa dizer mais? Obviamente não! Baixe e relaxe.

domingo, junho 01, 2008

Mogwai - Come On Die Young


Post-Rock não é um gênero que tem muito espaço por essas bandas, o que não quer dizer que é ruim. O termo "post-rock", acho meio besta, mas é indiscutivelmente, uma das melhores músicas destes últimos tempo, dentro de toda sua totalidade, e o Mogwai, como uma das bandas mais experientes no troço, é uma das mais legais.
Come On Die Young é o segundo disco dos escoceses, lançado em 99, por um selo indie chamado Chemikal Underground, e recebendo prenssagens do selo, também independente, Matador. Hoje já não há mais o mesmo hype que existia há alguns anos atrás em torno da banda, mais especificamente, após o lançamento de Young Team, o primeiro disquinho deles. Com apenas um disco de estúdio, e outra coletânea de gravações iniciais, o Ten Rapid, a banda tava na boca do povo "antenado" e as expectativas para um disco novo eram absurdas.
Mais absurdas foram as reações da mídia quando pegaram Come On Die Young nas mãos e apertaram o play. Sempre rola essa comparação com trabalhos anteriores e tal, e alguns até dizem algumas coisas, que eu considero "verdadeiro", mas descer o cacete não tá muito certo. É verdade que o disco peca um pouco no quesito inovação, algumas vezes, parece que é sempre o mesmo riff que eles tão tocando, mas isso que dá esse clima tão "sombrio" ao disco. Se tu acha que Seventeen Seconds é o disco mais triste do mundo, tu tem que dar uma zoreiada nesse trabalinho aqui.
Não sei se é por a banda gostar (?) de Punk-Rock ou por ela ser conhecida pela ética punk e declarações e ações polêmicas, que a intro leva o nome de "Punk Rock:", canção que não tem nada ha ver com o nome, a não ser a fala de Iggy Pop sobre o assunto, extremamente interessante. Logo que a número dois começa a tocar, vem uma grande surpresa: uma música pop! É, se dá pra chamar isso de pop. A mesma melancolia de um filme preto e branco, com um vocal nada empolgado com a idéia de cantar, faz de "Cody" uma ótima experiência.
Durante as 12 faixas de longa duração e de pouco "convecionalismo", a penúltima chama a atenção de novo. Lá pela metade dos 10 minutos de "Christmas Steps" a melancolia é trocada pela raiva, o peso, o barulho destruidor e a euforia, que pouco a pouco vai se apagando e se misturando nas texturas de distorções.
Algumas informações interessantes que a Wikipedia me deu, foi sobre a capa. Trata-se de uma "homenagem" ao personagem Captain Howdy, do filme Exorcista, de 73, na capa, interpretado pelo baixista da banda, Dominic Aitchison. Falem o que quizer, eu ainda tenho um sentimento especial por esse disquinho, que eu recomendo sempre dar uma ouvida. Talvez o disco mais triste que eu já ouvi, e também, um dos bonitos. Duvida? Download.

sexta-feira, maio 30, 2008

Biosphere - Patashnik


É interessante notar como vários artistas evoluem ou remoldam seus estilos de criar música com o passar dos anos. Se foi uma "evolução" ou uma "remoldada", dependendo do caso, é uma questão complicada de discutir. Casos a parte, no do Biosphere ocorreu uma grande evolução mesmo, junto com uma enorme remoldada, inquestionavelmente.
Vamos começar com Patashnik, segundo álbum de Geir Jenssen sob o nome Biosphere e lançado em 1994. Música eletrônica, ambient e experimentalismo são a alma do álbum, assim como nos outros (apesar do eletrônico não ser escancarado nos trabalhos mais recentes). Pois bem, Geir ainda era um pouco iniciante nessa época, pois não demonstrava a enorme criatividade e técnica que desenvolveu em outros álbuns. Patashnik não é um álbum ruim, ele é bom, mas os outros são melhores, pelo menos para quem opta por apreciar uma sonoridade mais atmosférica. Chegar ao centro da questão é complicado, pois estou tentando descrever há algumas linhas e pareço estar lhe fazendo ler em círculos. Na época, Geir trabalhou bastante com o ramo da eletrônica. Neste álbum temos várias linhas de bateria eletrônica, em velocidades normais ou bem aceleradas, e até uns hi-hats ou chipôs eletrônicos. Isso, somado às atmosferas, acabou deixando algumas músicas muito mecânicas e pouco propícias a uma surrealeza. Falando mais diretamente de dentro do álbum, ele começa com uma música sem pé nem cabeça. "Phantasm" tem absolutamente nada a ver com os materiais do Biosphere que foram aqui postados. Nela ouvimos uma linha chata e repetitiva de uns barulhos estranhos, com um sample de uma criança falando algo. Tirando essa horrível faixa que pode lhe deixar com um pé atrás sobre a qualidade do material, logo em seguida vem "Startoucher" e essa, sim, apresenta aquelas atmosferas de fundo, clima de suspense - porém agradável - e demais traços que dão vida à obra do Biosphere. O álbum é quase todo conceitual, e após ela ouvimos "Decryption". Esse som tem uns efeitos eletrônicos que têm sonoridades incomum, algo que parece não casar direito com o resto da música, e, portanto, dá para concluir que Geir era meio iniciante e colheria melhores frutos no futuro. Mas o futuro dependia do presente, e após esse som ele colocou "Novelty Waves", dotada de uma linha repetitiva e contemporânea de bateria, com mais uns samples de insetos noturnos, e sabe onde essa música foi parar? Na propaganda da marca de jeans Levi's, que lhe rendeu uma boa divulgação mundial. Mais uma vez, seguindo a linha conceitual, chega a faixa-título. É mais um som extremamente agradável e relaxante, mas é uma pena, contudo, que tenha baterias eletrônicas tão artificiais. Esse "problema" foi corrigido muito posteriormente, já que nos álbuns seguintes Geir parou de usar bateria, mas em Dropsonde há samples de baterias reais, e, portanto, acaba soando melhor. Interessante também escutar as relaxantes "Mir" (tem uma ótima atmosfera tranqüilizante e um lindo sample que lembra um sapo numa lagoa durante a noite), "Mestigoth" (apesar de ser curta, é mais um exemplo de atsmofera absurdamente linda com samples de sons de animais e insetos) e "En-trance" (fecha o álbum em grande estilo). Patashnik é, sem dúvidas, mais uma bela obra da mente criativa desse norueguês chamado Geir Jenssen. Apesar desses traços de eletrônica, acaba soando bem mais conectado ao que seria o ambient do que alguns outros artistas considerados como clássicos, como, por exemplo, Aphex Twin. Não desmereço Aphex Twin e nenhum outro, mas Biosphere incorpora a vida à música, ao contrário de outros que deixam tudo muito artificial e pouco real.
E caso você ainda não conheça, interesse-se, baixe e goste, ouça também o álbum Substrata, pois esse é um dos melhores álbuns de música ambient de todos os tempos, não apenas na minha opinião. Entretanto, se procura por um som assim e mais diferenciado, sem muita conexão com o que deveria fazer sentido, escute Shenzhou, um dos álbuns mais experimentais, numa análise geral.
Download.

quinta-feira, maio 29, 2008

Terror - The Damned The Shamed


Pode não parecer, mas tudo aquilo que Black Flag e Circle Jerks fizeram continua vivo. O hardcore veloz, sem peso, sujo e com letras nuas e cruas de puro protesto. Mas, afinal, quem mantém essa chama viva? O Terror, da Califórnia!
Desde o seu início, a banda detona hardcore furioso na veia antiga, sem o peso e as cadências das bandas mais modernas do estilo (Born From Pain, Hatebreed, Maroon). Sempre foi a essência da velha escola com algumas adaptações, como uma produção mais moderna e vocais agressivos. E foi nisso que rendeu um dos melhores álbuns de hardcore de todos os tempos, o One With The Underdogs. E hoje, em pleno 2008, eles continuam firmes e fortes levando o hc ao mundo, mas agora com pequenas mudanças que, a meu ver, foram fantásticas, e que na opinião dos fãs mais radicais foram horríveis.
Primeiramente, o fato de meter o pau na banda por isso é injusto e sem fundamento. Teve gente falando que The Damned The Shamed é ruim de doer. Os motivos? Tem algumas partes mais melódicas e muitos solos de guitarra. Tá, e daí? Ignorância pura! A começar por "Betrayer", a mais criticada, que, sim, possui uma parte mais lenta e melódica, muito bonita por sinal, e é algo que eles nunca fizeram antes. Se você ler a letra, entenderá o porquê disso. Qualquer tipo de traição desperta tristeza e raiva, não? Pois eles juntaram bem isso no instrumental. E as porradas? Estão aqui em enorme escala, da melhor maneira possível, resgatando o clima do Underdogs, soando absurdamente melhor que o último álbum até antes desse, o Always The Hard Way. E o porque é mais que explícito: Linhas vocais inteligentes, guitarras empolgantes, bateria socada com muito gosto, coros empolgantes e refrãos criativos. É escutar em alto e bom som para a adrenalina subir! Simplesmente um álbum a nível do melhor deles, ou seja, um retorno fenomenal à melhor época da banda. Condenar pelas inovações é coisa de bitolado! Convenhamos, lançar 4 CD's iguais (fora EP's e outros materiais) é coisa de quem não tem criatividade. E as partes melódicas são raras, apenas para ressaltar.
The Damned The Shamed tem tudo para ser um dos melhores álbuns de 2008, e com certeza já está entre os melhores do Terror. Se sair em versão nacional, compro tranqüilo e feliz. Mesmo sendo hardcore, que, como todos devem saber, é um estilo simples, o álbum soa memorável. Duvida? Me diz, então, se "Voice Of The Damned" e "Rise Of The Poisoned Youth" não são músicas que ficam grudadas na mente.
Download.

quarta-feira, maio 28, 2008

Ravi Shankar - Sound Of The Sitar


Eu disse que ele voltaria a passar por aqui, e aqui está: Ravi Shankar, o mestre indiano da Sitar. Novamente eu digo: Escutar um álbum completo desse músico é como viajar para longe sem sair de sua casa. É se sentir lá na Índia, no meio do calor, ao olhar o pôr do sol se avermelhando no horizonte, como se tudo que existisse no mundo fosse apenas você, o sol e a música. O ambiente
está completamente ao seu redor, mas não parece lhe afetar, pois a música penetra em sua mente mais que profundamente.
Sound Of The Sitar foi lançado em 1965 e é o oitavo álbum de Ravi (ele tem mais de 30 álbuns oficiais). Seu nome já descreve claramente o que conferimos aqui: O som claro, puro, lindo e único de uma sitar. Como possui várias cordas, passa também a impressão de que Ravi toca mais de um instrumento ao mesmo tempo. Suas melodias são tantas, que fica difícil memorizá-las. Suas músicas são progressivas, mas as progressões são lentas. Além de muito pouco ser repetido, algumas músicas são perfeitamente grudadas, e se você escutá-las na seqüência, nem perceberá as trocas. É um álbum de 40 minutos, mas esses valem por muitos, pois possuem alma. A alma indiana está presente no sitar de Ravi. Nunca fui à Índia, mas me sinto lá escutando suas músicas. Mais ainda: Relaxo, desconecto-me de tudo ao redor, tenho paz por momentos (coisa rara, ainda mais quando se vira adulto), medito, faço reflexões e ainda aprecio um homem a dominar um instrumento musical complicado. E acredite: Isso com apenas 4 músicas. Não há como deixar de citar também as passagens de percussão, que são velozes e com sons característicos. Parecem ser feitas de barro, ou de um material bem sólido, e dão uns gás extra aos dedos de Shankar, que é obrigado a solar na mesma velocidade, e até falar (algumas falas parecem ordens, ou um simples auxílio como um metrônomo verbal).
Se você procura por algo diferente, bonito e capaz de lhe transportar até um lugar onde você ainda não foi, baixe agora mesmo.

terça-feira, maio 27, 2008

Minus The Bear - Planet Of Ice


Planet Of Ice é o terceiro disco lançado pela banda de Seattle, Minus The Bear, ano passado ainda, e um baita trabalho. Vim conhecer a banda ainda ano passado, e prestei muita atenção no segundo disco deles, um que já foi postado faz um tempinho, chamado Menos El Oso, e o atual ficou meio de lado.
Bom, Planet... segue, quase que fielmente ao estilo do outro disco, mas com algumas músicas que dão mais vontade de ouvir que o antecessor, não que o outro seja ruim, muito pelo contrário, mas tem umas musiquinhas que tu é quase obrigado a passar pra frente. O Planet Of Ice também sofre deste mal, mas não tão grande, e numa briga entre os dois, a briga é feia e sinceramente, dá um empate bonito.
Pra quem não conhece o som da banda, esse é uma bela maneira de iniciar. O Minus The Bear (nome idiota) faz um indie rock com math rock, mas só isso, tá longe de "traduzir" o som. Riffzinhos estranhos, assim, como uns lances eletrônicos no meio, vocal maneiro, sem forçar a barra. O forte deles é a melodia, armoniosa e polida, hipnótica e viajante; a capa ilustra bem, mas de boa, que só escutando que tu vai ver como é.
É um som calmo, extremamente fácil de ouvir e de gostar, eu particularmente, gosto bastante. Tem gente que não gosta. E tu, vai ficar sem saber? Aproveita e faz o download, antes que aconteça como Menos El Oso e o badongo exclua o arquivo 2x em uma semana.

Norma Jean - Redeemer


Há pessoas que fogem de padrões e quebram conceitos. Algumas bandas também fazem isso, como no caso da Norma Jean. E aqui os conceitos são quebrados em dobro, já que a música não soa nada genérica e muito menos parece ter ligação com a religião dos rapazes, que são cristãos.
Redeemer, lançado em 2006, é o último álbum lançado até o momento. Suas composições são caóticas, fora de estrutura, árduamente gritadas, misturam até escalas de blues, possuem sujeira extra, têm coros de igreja (raros, felizmente), tocam riffs ou power-chords que soam como puro rock, porém com um som estranho; muitas notas em sétima, breakdowns diferentes daqueles que ouvimos todo dia por aí, títulos sem senso, e "por aí vai". Sentiu a infinidade de coisas que podem ser citadas e observadas no som? Muitas. Difícil imaginá-los como uma banda cristã, mas realmente são. "Redeemer" significa "redentor", e os álbuns antigos possuem nomes até mais sugestivos, como "Bless The Martyr and Kiss the Child" e "O, God, the Aftermath". Se estivéssemos vivendo há algumas décadas atrás, tenho certeza que a igreja os renegaria. Mas sem fugir do assunto, tudo aqui é muito fora do comum mesmo. Esse álbum pode ser considerado como um bom exemplo de mathcore, pois notamos certas semelhanças com algumas bandas, mas nada copiado. Por sinal, esse CD aqui é um belo exemplo de originalidade. Lembra, de fato, alguma coisa do The Chariot (foi formado por um ex-membro do NJ), do Poison the Well, Dillinger, mas são apenas semelhanças do estilo.
Gostei muito e recomendo aos amantes do indefinido, do caos, da beleza oculta e, principalmente, do chocante. E há boatos de que em Junho eles lançarão álbum novo. Fique ligado, pois se evoluir a fórmula desse aqui, mundos cairão. Download.

segunda-feira, maio 26, 2008

Eccentric Toilet - The Roar Of Cerberus


Engana-se quem pensa que na Tailândia só existe Muay thai, budismo ou mulheres usando aquele alargador de pescoço. E quando se escuta Eccentric Toilet, entende-se o porquê. A banda é oriunda de lá, e toca um som com influências de death metal, heavy metal e hardcore moderno. Algo que deve ser bem grotesco para os lados de lá, por isso que a banda acabou caindo quase só no gosto dos europeus e americanos.
The Roar Of Cerberus é a demo do grupo, que conta com 2 vocalistas, 2 guitarristas, tecladista, baixista e baterista. É até engraçado ver a foto deles, um bando de orientais sorrindo como crianças, e depois escutar esse som, que geralmente pende mais para o lado do mal do que à melodia. A princípio, é uma ótima demo. As composições são legais, a produção é legal, e a duração também. A primeira música, a longa e progressiva "Unheaven", passeia por todos os estilos que o grupo incorpora. Escutamos guitarras velozes, ora em dupla e melódicas, um breakdown, vocais guturais, vocais de porco, vocais limpos... Nossa! Os limpos soam meio estranhos. Sabe aquele jeito oriental de falar? Espichando os "n", com sotaque característico, com uma tonalidade engraçada para os "r" ou "h", sabe? Pois bem, eles são assim. Para nós é muito estranho escutar isso, e até caricato. "Good Thing Before I Die" já é mais experimental, pois possui riffs de black metal, teclado beeem viajado, poucos vocais limpos e etc. Fecha com "It's Too Late", mais na veia do hardcore, mas com um tecladinho bem aterrorizante.
É uma demo legal e, principalmente, diferente. Banda bem underground e que provavelmente continuará sendo, já que é a única do estilo, que eu conheço, vinda da Tailândia.
Download.

sábado, maio 24, 2008

Deicide - The Stench Of Redemption


Dentro do mundo do metal em geral, o Deicide sempre foi uma das bandas mais admiradas e polêmicas, sendo, inclusive, conhecida até por pessoas que não curtem metal extremo, devido às atitudes de seu vocalista e baixista, o famoso Glen Benton. Dentre essas atitudes, as mais polêmicas foram a da promessa do suicídio no palco e o crucifixo invertido que ele queimou em sua própria testa.
The Stench Of Redemption, lançado em 2006, é o oitavo álbum da banda, e também o melhor - na modesta opinião deste redator, logicamente. Por ser um álbum mais moderno, logicamente deveria ter uma produção moderna, e felizmente tem. A começar por não soar abafado como os álbuns dos anos 90, já subiu no meu conceito, logo na primeira audição. Depois, por contar com Jack Owen (ex-Cannibal Corpse) numa das guitarras e Ralph Santolla (foi fundador do Iced Earth, banda de metal melódico wannabe de guerreiros poderosos e malvados da era do gelo, mas que aqui detona um som bruto e nada melódico na guitarra) na outra, ambos executando trabalhos fantásticos de riffs em duplas, solos absurdamente apocalípticos, passagens beirando a maior velocidade possível, e por aí vai. Esse incrível trabalho de guitarras é somado ao gutural de Glen, que em certos casos é fundido com o rasgado, e mais a bateria brutal e completamente imparável de Steve Asheim, que por sinal também é o produtor dessa maravilha. Já são motivos suficientes para justificar o porquê desse álbum ser o melhor, né? Errado. Há muito ainda o que falar, a começar pela sonoridade suja, aliás, extremamente suja, mas que, mesmo assim, deixa todos os instrumentos perceptíveis. A empolgação que as músicas passam é tremenda, pois chego a me apavorar quando chega o refrão da faixa título ou versos com guitarras simples e velozes como em "Death To Jesus". Os caras foram muito espertos na tracklist, pois botaram paulada após paulada, uma melhor que a outra, e acabam com uma música bem diferente. Importante ressaltar que as poucas partes lentas possuem um feeling assustador, num clima realmente maligno e de tirania.
Esse álbum também é notável por estar rondado de fatos estratégicos de puro marketing, como o lançamento virtual de algumas músicas no dia 06 de junho de 2006 (6/6/6). A versão especial (não é a do download nesse post), que possui bonus-track, tem um cover do Deep Purple com a música "Black Night". A letra desse som foi reescrita por Glen Benton, que por sinal alega já ter visto um "Pé Grande" na floresta. Segundo ele, isso é sério. Tire sua conclusão e tente imaginar o que ele canta em "Black Night".
Resumindo: Ótimo álbum mesmo! Se você curte um bom som extremo, porém audível e inteligente, baixa logo ou compra. Download.

quinta-feira, maio 22, 2008

Pantera - Metal Magic


Difícil alguém ter conhecido o Pantera nessa época. Mais difícil ainda, creio eu, é encontrar um fã dessa fase da banda. Afinal, o que dizer dos primórdios do Pantera? Aquela época em que a banda tocava um hard rock bem com a cara dos anos 80, meio sujinho até, mas sem peso e até caricato. Época em que Dimebag Darrel nem se ousava a criar (e nem conseguiria mesmo) solos únicos, bem como seus riffs imortais. Phil Anselmo? Quem? Nem estava na banda ainda. Vinnie Paul socando tudo? Looonge disso!
Metal Magic, lançado em 1983, é o debut do Pantera. Observe a capa. O que é isso? No mínimo risível! Haha! Pois bem, as músicas são puro hard rock. Não são de jogar fora, manja? Mas escutando hoje em dia, chega a ser bem sem graça, a começar pela produção extremamente precária. As influências eram o hardão da época, tipo Van Halen. É engraçado que a produção foi feita pelo pai de Dimebag e Vinnie, o que pode ser o motivo deles terem mudado tanto alguns anos depois. Talvez fizeram como queriam, no futuro, quem sabe... Outra coisa: Rex Brown, na época, era "Rex Rocker"! Haha! Ok, chega de rir. Se bem que o visual dos caras merecia mais uma! Haaaaaaha!
Em suma, se você é fã de hard rock, confira o álbum. Se você é um curioso, confira também. Agora, por mais improvável que seja, se você não conhece Pantera, se enterra. Ok, brincadeira. Vá escutar The Great Southern Trendkill e aprecie uma bela violência sonora!
Download.

quarta-feira, maio 21, 2008

Eyes Set To Kill - When Silence Is Broken The Night Is Torn


Nem só de elogios e boas críticas são feitas as resenhas aqui no blog. Uma ou outra vez (raras por sinal) você já deve ter lido um post sentando o sarrafo em alguma banda, não? E a vítima da chacota, dessa vez, é o Eyes Set To Kill, banda notável por possuir uma mulher cantando e um homem gritando.
Por mais que a banda tenha se esforçado, por mais que a idéia seja inovadora, por mais que as mulheres da banda sejam comestíveis (piada de mau gosto, hein?) e diversos outros "por mais", nada, mas absolutamente nada mudará o fato de que esse CD é ruim. Por que? Pois bem, vamos a alguns dos fatos principais: 1 - Quebras de clima que acabam por quebrar a paciência. A música está sendo executada e tal, bem gritada e tudo mais, quando, subtamente, todo mundo pára para a guitarra ficar fazendo melodias manjadas e longas, que em seguida são soterradas pelo vocal chorado da vocalista. Detalhe: As mudanças não têm pé nem cabeça. 2 - Gritos feios. E o pior: Não são propositais. O vocalista se esgüela, tenta ao máximo gritar de um jeito técnico, mas acaba soando tão feio quanto aquele guitarrista do Alesana. 3 - Nada atraente. Não há um riff que grude na cabeça, um refrão que não seja apelativo, uma música memorável (a não ser pela chatice) e tudo mais. Chega, né?
Soube que andaram lançando álbum novo esse ano. Eu não me arrisco a correr atrás, mas, se você se habilita, diz ae se tá menos pior ou se por milagre tá melhor que esse aqui. Download? É por sua conta e risco. PS: Acha essa banda a mais fodástica do mundo e quer xingar? A janela de comentários está ali e deve ser utilizada.