segunda-feira, março 17, 2008

Annotations Of An Autopsy - Welcome To Sludge City


Hoje em dia a originalidade é um fantasma que assombra qualquer banda iniciante. Se pegarmos estilos relativamente novos, a situação fica mais crítica ainda. Imagine, então, um estilo jovem e uma banda jovem. Se ela conseguir soar original, parabéns! Caso contrário, mais empenho.
O AOAA, baseado em tudo isso, ficou em um meio termo. Adeptos de um som absolutamente brutal, muito calcado em death metal e hardcore moderno, os caras fazem muitas coisas já clichês, como uso e abuso de pig squeals incompreensíveis, breakdowns exorbitantes de tanto peso, passagens mais velozes e técnicas, e por aí vai. Mas e qual a novidade? Nenhuma, em parte. Apenas acréscimos de toques mais voltados ao death old school, meio na linha do Immolation, com arranjos técnicos e inesperados, na contra-mão da maioria das bandas modernas. Apesar disso, a produção é absolutamente séria. Sem soar velha ou abafada e sem soar tosca e feia.
Welcome To Sludge City é um ep, lançado em 2007, como aperitivo para o full-lenght Before the Throne of Infection, previsto para o dia 15/04/2008. Nos apresenta uma intro e 3 músicas, todas na mesma linha, ou seja, se curtir, curtiu; se não curtir, não curtirá. Simples. Não se pode emitir uma opinião extensa, a única coisa a se fazer é esperar o CD completo, já que este material é só uma prévia. Mas, pela prévia, já está bom.
Absolutamente recomendado àqueles que curtem Waking The Cadaver, Salt The Wound, Suffocation e derivados.
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sexta-feira, março 14, 2008

Nikola Sarcevic - Lock Sport Krock


Seria totalmente clichê começar com um "Não é de hoje que vocalistas de bandas grandes, costumam mudar um pouco o som e entrar em carreira solo", mas de qualquer jeito, esse disco não foge da regra.
O nome estranho, é de origem suéca, Nikola Sarcevic é vocalista de uma banda bem conhecida entre nós jovens, o Millencolin (Que tem álbum novo marcado para lançamento 07/04), banda de punk rock estilo californiano feito na europa, no mesmo estilo das outras bandas da Burning Heart, como os Satanic Surfers e No Fun At All, popular entre os skatistas, mas que hoje desfrutam de péssima popularidade, devido a mudança drástica de som, do punk ska rápido e cheio de melodia pra um pop punk chicletão e enjoado, aquela mesma frescura que outras bandas fazem de querer rotular o som apenas como "Rock", pica pra eles.
Deixando pra trás a minha bronca com a banda do cara, Nikola Sarcevic entrou em estúdio pra gravar seu primeiro disco solo em 2003, logo após o final da turnê de Home From Home, disco bem meia boca. A proposta em Lock Sport Krock passa bem longe de sua banda, e investe basicamente no folk rock, de instrumentação acústica e cheio de arranjos bonitões e tal. Violões, gaita, harmonica, orgão, piano, percussão e tudo mais, músicas de andamento lento e cheio de feeling, muito bem construídas e executadas.
Nikola Sarcevic não foi o primeiro a se arriscar nesse tipo de música, vocalistas de outras banda do estilo já se aventuraram no folk rock, como o Greg Graffin do Bad Religion, Joe Cape do Lagwagon e Tony Sly do No Use For A Name, mas nenhum deles, na minha opinião, bate esse disco. Então, talvez tu já deve tá achando que esse é um disco perfeito, mas não, eu acho um grande ponto fraco que é as letras, pois como o inglês não é sua primeira língua, fica um clima de "eu já ouvi isso antes", pois na maioria são músicas "românticas", ou de coração partida, de um ponto de vista bem cínico, mas pra quem ta estudando inglês, é uma boa pedida, pois a pronúncia do cara é muito boa, e nesse clima acústico, tu nem precisa de um encarte pra entender as letras.
Por sorte, esse projeto não é como de muitos outros, que apenas tiram um "xerox" de sua banda, essa variado de som rola muito bem, e me lembro até hoje, quando peguei esse disco pela primeira vez, logo que foi lançado, acho que nunca esperaria um disco desse tipo desse cara, um álbum fácil de curtir, totalmente sincero e gostoso de ouvir, melhor pedida pra escutar após um dia cansativo. Vai querer? Aqui então.

quinta-feira, março 13, 2008

Hate - Morphosis


O Hate é uma banda polonesa que já tem mais de uma década de estrada. Baseado nisso, lhes digo que eu esperava bem mais desse Morphosis, 7º álbum oficial do grupo. A começar que os caras estavam há 3 anos sem lançar e chegam com um CD de apenas 7 faixas - sendo que uma é a intro de 30 segundos - e com 38 minutos, onde que as duas melhores músicas soam como um híbrido de Behemoth mais polido, vocês já podem ter idéia do porque da decepção. Antes fosse apenas isso, mas não é. Mais da metade do álbum é preenchida por músicas que possuem andamentos mais medianos, ou seja, não tem velocidade absurda e nem muito cadenciada, e isso realmente soa sem sal aos ouvidos. Menos mal que "Omega" e "Catharsis" são muito boas e dignas de notas altas. Porém, como todos devem saber, duas músicas não fazem um álbum, e por isso ficou mediano. Interessante que eles adotaram alguns samples industriais e passagens com efeitos eletrônicos, mas nada muito presente. É melhor os caras se empenharem mais, pois lançando um disco assim eles continuarão sendo muito desconhecidos pelo público mundial, não conquistando nem metade da popularidade dos conterrâneos do Behemoth ou de bandas que praticam a mesma linha de som. Vale a pena conferir, mas não recomendo a você ter esse álbum na coleção de originais.
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quarta-feira, março 12, 2008

Waking The Cadaver - Perverse Recollections Of A Necromangler


Isso é um exemplo de banda animal. Não pense que isso é uma gíria antiga tentando expressar "foda"; pense que estou falando no sentido literal da palavra. Hoje em dia o famoso "breee" vocálico já é comum, mas o Waking The Cadaver tende a se diferenciar e crescer perante as outras bandas não só pelo seu "breee" profundo, mas sim pelos seus "grruuuh" e outros sons típicos de sapos, grilos e criaturas desconhecidas. São timbres desumanos e atípicos entre indivíduos da espécie.
Perverse Recollections Of A Necromangler foi lançado em 2007 e causou polêmica. Primeiramente, eles haviam lançado uma demo com duas músicas desse álbum. Meses depois, mais sons foram divulgados, e, então, com reconhecimento e popularidade consideráveis ou até excelentes (para uma banda do estilo...), gravarm o álbum. Depois que vazou, deu gente reclamando que o vocal ficou feio demais, outros falaram que quem quer vocal bonito tem que escutar Angra, e por aí goi. Na minha concepção, quanto mais podre ficar, mais tem a ver com a banda, e isso foi o que aconteceu aqui. O vocal ficou completamente horroroso! Parece que o vocalista conseguiu enficar o microfone goela abaixo, pessando pelas tripas e ficando parado dentro do estômago em processo de digestão. Nada é compreensível! Se você não gosta de vocais bizarros, passe longe. Apesar disso, que até nem chega a ser um ponto negativo, o instrumental é bem competente. Altera entre velocidades absurdas típicas de death metal/grindcore com breakdowns comuns do hardcore de NY. A fórmula está bem popular hoje em dia, é verdade, mas vale a pena conferir essa banda.
Waking The Cadaver é uma das mais legais e bizarras dentro do estilo! Pra quem curte um som literalmente animal, aqui está um prato mais que cheio - um daqueles que transbordam.
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terça-feira, março 11, 2008

Lolita Storm - Girls Fucking Shit Up


Lolita Storm tem (ou tinha) tudo para repuxar os antigos fãs de Avril Lavigne que se achavam malvadões e rebeldes. As 3 garotas malvadas chegam quebrando tudo com um DJ, todos vindos do Reino Unido, e estão pouco se fodendo para tudo - por isso que podem pegar os tais projetos de rebeldes, já que eles estão maiores e viram que Avril Lavigne não passa de marketing.
Em resumo, o som da Lolita Storm é todo computadorizado, com exceção dos vocais frenéticos. O estilo é techno hardcore, ou digital hardcore, pois, no fim, dá no mesmo. Baterias de gabba, speedcore, breakcore, hardstyle e o escambau, são anexadas a barulhos, linhas de guitarras punk simples e tão distorcidas que mal dá para entender quais são as notas, e por aí vai. Alguns samples engraçadinhos e/ou bonitinhos também dão as caras para reviver aquele clima de deboche do HC antigo, algo que me lembrou muito alguns sons dos Dead Kennedys. Se você não sabe do que estou falando, tente imaginar uma banda na linha do Atari Teenage Riot, só que menos séria. Aliás, os vocais lembram muito o hardcore antigo. São cantados em coros, bem gritados, e passam enorme empolgação. É surpreendente que elas conseguiram gravar mais um álbum depois desse, porque, além das músicas serem na maioria iguais, as apresentações ao-vivo do grupo costumavam durar menos de 10 minutos. Mas como o senhor Alec Empire é muito gente boa, cedeu mais espaço às garotas em seu selo.
Por falar nelas, você tem grande chance de pegá-las caso for um cara malvadão, pois, como se poder ler nos títulos das músicas, elas declaram "He's So Bad I Luv Him" e também "Hot Lips - Wet Pants".
Malvadas, debochadas, amantes de sexo gratuito e adoradoras de rapazes malvadões que consigam manter uma ereção - essas são as Lolitas. Som empolgante e - já que estamos num post sem frescuras - bom como boceta.
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segunda-feira, março 10, 2008

Itsari - Imperial


Os cariocas do Itsari chegaram quebrando tudo em 2008 com esse CD que foi lançado no final de 2007. Após 5 anos sem lançar, ou após 5 anos do álbum de estréia, os rapazes chegam com força total para aniquilar o tempo passado com uma mistura muito competente de hardcore moderno, vertentes do metal e até pequenas passagens de bossa nova.
Imperial é um CD violentíssimo! Dotado de uma produção extremamente suja e pesada, tende a agradar aqueles que curtem um som ríspido e sem frescuras. Seguindo uma forma nada tradicional, genérica ou manjada, o álbum apresenta músicas ora repetitivas ora meio progressivas, com vocais agonizantes, gritados e sofridos, com as guitarras ora preenchendo tudo com suas notas em sétima (aquelas agudas e com sonoridade caótica; as mesmas que eram proibidas na Idade Média por serem satânicas) e ora fazendo power chords nervosos, ou breakdowns e até melodias lindas e leves em ritmo de bossa nova. Pensa que o baixo fica oculto como na maioria das bandas? Não, o baixo é mais um grande destaque, sempre soando muito, mas muito pesado mesmo. Não menos importante que tudo, a bateria consegue incrivelmente acompanhar tudo isso com batidas alternadas, pedal duplo, ritmos típicos do hardcore da velha escola e até brutais e longos blast-beats. Os destaques em termos de faixas ficam para “Córrego Seco” (caótica demais), “Gang of Dogs” (longa e mais surpreendente de todas) e “Grisáceo” (a mais empolgante, pena ser um tanto quanto curta).
Pode não empolgar e prender a audição em todas as músicas, mas com certeza surpreende em todas. Itsari é uma das bandas nacionais que prometem fazer mais sucesso no exterior do que aqui. Fique de olho! Lembre-se disso.

Links:
www.itsari.com.br
www.myspace.com/itsarisuicide
www.tramavirtual.com.br/itsari
www.purevolume.com/itsari
www.fotolog.com/itsarisuicide

domingo, março 09, 2008

Dub Trio - Another Sound Is Dying


Em um tópico criado sobre o ano de 2008 em nosso grupo de discussão no last.fm apareceu um comentário de um ex-participante do blog, e quem insistem em dizer que eu e ele somos a mesma pessoa, o Felipe cabeça de Ovo, falando sobre o novo álbum do Dub Trio:
"O Dub Trio também lançou disquinho novo, chamado Another Sound is Dying, ficou bem mais pesado que os outros, mas gostei, se alguém pudesse disponibilizar pro pessoal, já que teve outro disco da banda."
Além disso, eu mesmo já havia prometido esse disco, quando postei o álbum New Heavy da banda. Bom, pra quem não sabe conhece a banda, eles são um trio (dããã) que faz uma mistura bem excêntrica entre Noise Rock, Post-Rock, Punk Rock e logicamente, o Dub.
Another Sound Is Dying é o terceiro disco do grupo, e é o primeiro a ter distribuição pela Ipecac, em forma de CD, pois em vinil, eles continuam a parceiria com a ROIR. A parceiria da Ipecac começou quando eles trabalharam no single "We're Not Alone" com Mike Patton, que como não podia ser diferente, deu as caras nesse discão também, no primeiro single "No Flag", pois o resto do disco todo é instrumental, como de costume.
A diferença mais notável desse disco para os outros é a influência metálica, seja nos riffs guitarrísticos alá Melvins, ou no próprio peso descomunal que foi gravado, comentado logo de cara pelo Felipe. Em uma tentativa de fazer um disco mais acessível, ás músicas que sempre extrapolavam os 6 minutos, foram diminuídos para uma média de 4 minutos e assim, adicionaram muito punch à essas canções.
Another Sound Is Dying é uma continuação de um trabalho muito bem executado, com a mesma idéia e a mesma proposta, porém não sôa nenhum pouco como uma "continuação" dos outros discos, como a maioria das bandas procuravam fazer, mas veio pra provar como a banda é competente e original, mais um grande discão, esses rapazes realmente merecem um reconhecimento maior. Começe por aqui.

sexta-feira, março 07, 2008

Death Angel - Killing Season


Como o Death Angel é uma banda oitentista e acabou nos anos 90, é bem provável que a maioria da galera aqui não conhece, já que nunca postamos nada deles. Eles retornaram em 2004, mas esse disco não está aqui, portanto, cabe a mim dar uma pequena introdução sobre a banda. Ela foi formada na época onde o thrash metal começava a explodir, e o melhor: Nasceu na Bay Area, área de clássicas bandas e local onde o público era muito grande. Lançaram 5 álbuns antes de acabar em 1990. Em 2001, voltaram a ativa no Thrash of the Titans (show beneficiente a Chuck Billy, vocalista do Testament), e a partir daí não pararam. E hoje, em pleno 2008, os caras estão bem como nos mostra Killing Season. Em suma, é um mediano álbum de thrash metal muito mesclado com heavy metal, e é aí que está o grande e único erro. Thrash Metal deve ser como diz o nome, ou seja, surrado, socado, agressivo. Não entendo o porquê de ficar inserindo melodias bonitinhas e firulas típicas do heavy metal, bem como vocais cheios de vibratos e técnicas. Creio que deveriam buscar o thrash naquela raiz bem punk/hc, mas tá difícil alguém fazer isso hoje em dia da forma como fazia Slayer e Sodom nos anos 80. Algumas músicas até empolgam, temos como exemplo "Carnival Justice", que é dotada de certa pegada e arranjos de difícil execução. A masterização ficou excelente, pois deixou as guitarras com forte tonalidade e a bateria com bastante peso. Álbum mediano e pode ser até decepcionante àqueles que esperam um retorno do Thrash Metal de antigamente. Porém, a quem curte heavy metal, esse deve ser um disco ótimo e pesado.
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quinta-feira, março 06, 2008

Technical Itch - Diagnostics


Technical Itch, como já foi dito em outro post, é um músico adepto de uma sub-vertente do eletrônico chamada "darkstep", onde o som é caracterizado por linhas de bateria acompanhadas de um baixo e vários samples/efeitos obscuros, sombrios ou experimentais.
Após inúmeras audições deste Diagnostics e do recente EP Death Jazz, constatei que as linhas de bateria, no geral, são coadjuvantes. O que realmente leva prioridade e destaque no som são os samples e efeitos. Eles podem ser sons indecifráveis, vozes com efeitos ou teclados medonhos, e por aí vai. É caracterizado por músicas longas, a maioria passa dos 6 minutos de duração. Sinceramente, recomendo escutar com fones de ouvido, pois assim cada detalhe lhe será revelado. As baterias podem ser repetitivas e até artificais - são eletrônicas, considere - mas, felizmente, passam muito longe daquele som manjado e besta que a maioria das pessoas classifica como eletrônico. Eletrônico é um rótulo muito complexo e existem diversos sub-gênereos, portanto, não fique limitado a crer que eletrônico é só aquele "tuts tuts tuts" enfiado no seu ouvido abaixo pela maioria das rádios FM.
Diagnostics, lançado em 1999, possui 12 músicas e 1 hora e 3 minutos de duração. É um álbum que gostei bastante. As músicas mais velozes (em termos de execução) foram as que mais me agradaram. Aquelas onde há uma ligação com o real, ou com algum fato conhecido, como "Roswell" (dispensa explicações), despertam a criatividade do ouvinte. No meu caso, os barulhinhos futuristas criaram a imagem de um disco voador. Só para deixar claro, eu não usei drogas, mas escutei no escuro.
Amantes de música alternativa devem mergulhar de cabeça. Curiosos e sem preconceito, idem. Esse é um dos poucos sons eletrônicos com feeling que eu conheço. E você? Baixa ou não baixa? Download.

quarta-feira, março 05, 2008

The Casualties - For The Punx

The Casualties é uma banda de Punk Rock/Street Punk, como preferir, fundada em 1990 em Jersey City, no estado de New Jersey. Suas principais influências são GBH e The Exploited. Eles vieram com a "missão" de trazer de volta a "era de ouro" do punk rock (que eles acreditam que acabou em 1985). For The Punx é o primeiro full album do grupo, lançado em 1996, que tem como líder o vocalista Jorge (colombiano ou equatoriano, não lembro qual a nacionalidade dele) que está presente desde o nascimento do grupo. Mas, tirando a baboseira de lado, vou falar do som dos caras. Posso definir ele, basicamente, como um soco no estômago, Jorge berra letras de cunho social/político, acompanhadas de guitarras sujas, rápidas e uma bateria insana e berros coletivos, punk as fuck. As letras falam basicamente de "punx", violência e da "working class", ah, claro, falam do sistema também, sempre ele. Este álbum é incrível, todas as músicas com muita energia e muita raiva, que transparece através dos berros roucos de Jorge. O cd já abre quebrando tudo com "For The Punx", seguida pela belíssima levada (?) de "Ugly Bastards" (talvez a minha preferida do cd), passando por outros bons momentos... Ah, sei lá, foda-se, todas músicas são um murro na orelha. Apesar de toda a pose de punks revoltados e das suas "fantasias" de rebeldes, eles são considerados, por muitos, "traidores do movimento", principalmente devido ao sucesso comercial que o grupo veio adquirindo com o tempo (eles estão até na trilha sonora de algum Tony Hawk), somado pela sua presença na Warped Tour de 2004. O último álbum deles, lançado em 2006, Under Attack, foi produzido por Bill Stevenson e gravado no seu estúdio também, mas isso não significa que o som dos caras perdeu peso, de maneira alguma. Eles possuem um DVD (Can't Stop Us) lançado em 2007, que retrata uma recente turnê deles pelo México e Japão, que é, por sinal, um material muito legal. Uma cena que me marcou no DVD foi o momento que, durante um show, um punkloucomexicano chamou eles de “capitalistas” devido ao fato do ingresso para o show não ser de graça(!), Jorge, prontamente, chamou o indivíduo no palco para explicar que todos na banda têm família e que precisam de dinheiro para se manter. Achei uma atitude bacana, dar a chance de palavra, mas foda-se. Eles estiveram de passagem pelo Brasil em Outubro de 2007, li resenhas de que o show dos caras foi cheio de energia e memorável. Infelizmente não pude estar presente para pogar com os punksloucosbrasileiros. Apesar disso li, que a banda não foi muito simpática com o público, uma pena. Enfim, chega de baboseira e levante o moicano, ou o spikey hair, enquanto você baixa o álbum clicando aqui.

terça-feira, março 04, 2008

Baby Gopal - Baby Gopal


Aqui na casa, tem um rótulo que achamos bizonho e até meio fora da casinha. Não é a primeira vez que ele aparece por aqui, pois já postamos um álbum do Shelter. Por falar nessa banda, o Baby Gopal tem profunda ligação com ela. É, leitores, "krishnacore" é o nome do estilo dessa banda que eu trago aqui mais para atender um pedido. É um tipo de hardcore com letras hare-krishna, mas nesse caso aqui o hardcore ficou bem oculto.
Pelo que sei, esse é o único álbum da banda e foi lançado em 1997. Antes que alguém pergunte, a ligação do BG com o Shelter se deve ao fato de a vocalista Sri ser esposa do Ray Cappo. Se você não sabe quem é, clica no hyperlink do Shelter e adquira mais conhecimento à sua vida. O som é uma tentativa meio frustrada de fazer um hardcore bem leviano (parece ironia...) com toques de música pop da escola britânica e efeitos, muitos efeitos. Certas passagens vocais tem uns lances que tentam dar um ar atmosférico, bem como a guitarra quando tocada sem distorção. Olha, parece frescura, mas a banda parece querer atingir uma sonoridade "dos deuses" com isso. As letras são fundamentais para isso, pois, se você prestar atenção, verá que músicas como "Shiva" e "Tofu" possuem tais tentativas que acabaram meio frustradas - talvez por isso que a banda não durou muito. É legal que a vocalista possui um enorme conhecimento cultural e até domina a voz, mas, realmente, não é o bastante para agradar.
Após o bom recebimento da cena local na época do lançamento, a banda seguiu fazendo shows e tocando em algumas rádios, mas desintegrou-se logo logo e a vocalista Sri partiu para a carreira solo. Pelo que podemos deduzir, sua carreira solo foi tão boa quanto com a do Baby Gopal, hoho!
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sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Chainsaw Disaster - Demo 2008


Essa banda vai ser orgulho nacional em breve - memorizem isto. Os mineiros da Chainsaw Disaster começaram como uma dupla, fazendo realmente apenas os vocais e as guitarras. O resto era programado no computador. Felizmente, eles tiveram uma explosão muito grande na internet e, com isso, surgiram interessados em assumir os postos do que era programado. Hoje, a banda está completa e já chega quebrando tudo com essa nova demo de duas músicas.
Apenas com o título de Demo 2008, o material está sendo divulgado e foi liberado para download. Lembro que a primeira demo deles ultrapassou os 700 downloads por aqui, e olha que foi postada em Agosto de 2007. Acha pouco? Então escuta o breakdown apavorante de "Death Sentence". Porra, é até inexplicável! Apesar de o nome ser "demo" e só possuir duas músicas, a qualidade é muito profissional, bem como as composições. O estilo pode ser definido como uma mistura entre technical death metal e o hardcore mais extremo possível. Ficou bom demais!
Atualmente, a banda está se preparando para realizar shows. Dizem fontes experientes que em Dezembro deste ano vai rolar uma mini-tour pelo Rio Grande do Sul com eles, Sistema de Mentiras e Ensloved. Fique preparado!
Myspace.
Comunidade no orkut.
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quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Slayer - God Hate Us All


Toda grande banda encara em uma fase de sua carreira uma má fase, seja por tentar novas experiências, troca de integrantes ou falta de inspiração, mas é quase unanimidade, alguns exemplos como Maiden ou o próprio Slayer, conseguiram reverter esse processo, enquanto Metallica e Anthrax são exemplo de bandas que não conseguiram retomar a boa forma.
Após o lançamento do ótimo disco Divine Intervention, um álbum com um sonoridade bem diferente, entraram em um processo de queda de produção: Em 96 a banda resolveu gravar Undisputed Attitude, um disco apenas de covers de bandas punk, apesar de ser um dos discos que eu mais ouço deles, deixaram os fãs de molho, sedentos por material novo, criando uma baita expectativa, eis que em 98, surge Diabolus In Musica, que para a maioria, é um dos piores materiais já feito pelo quarteto, pois andaram se aventurando na musicalidade Nu Metal. Eu sinceramente acho um disco bem meia boca e acho um ponto fraco da carreira.
Mas como o Slayer nos dá mais alegria do que decepção, a banda largou da parceria de longa data de Rick Rubin, e com o produtor Matt Hyde se mandaram pra Vancouver, no Canada, no estúdio do cantor mela cueca Bryan Adams. Para se sentir em casa, o pessoal desligou as luzes, encheram de velas, incensos, caveiras, pornografia pelas paredes, e algumas bandeira com a Crimson, a caveira do Misfits. Com todo esse climão macabro, 80% das letras foram escritas por King, saindo daquela atmosfera fictícia, boa parte das músicas são de cunho crítico, contra as religiões e contra o homem, em assassinatos, vingança e auto controle, aproximando a música com a realidade.
Deus Odeia Nós Todos parece um nome totalmente anti-cristo, mas não é, e quem diz isso não é eu, é o próprio Kerry King:"O nome do disco está mais ligado ao nosso dia-a-dia. Um dia você está vivendo sua vida e no outro é acertado por um carro ou seu cachorro morre, você se sente como se Deus te odiasse pra valer". Tom Araya também deixou seu recado sobre o título em documentário sobre o título: "Deus não odeia... mas é um nome bom pra caralho pra se pôr em um disco". Seja você Cristão, Ateu ou Anti-cristo, esse é um ótimo disco para se ouvir.
Numa retomada de inspiração, God Hate Us All é um dos discos mais extremos que a banda lança em anos, esse extremo está relacianado com a velocidade e brutalidade que a o grupo alcança em algumas canções, ou até o outro extremo, em canções lentas e pesadíssimas, com andamento arrastado. Araya está gritando mais do que nunca, mas não é apenas gritos, as linhas vocais passam uma agressividade e algo mais para o ouvinte, sem contar a abuso do bumbo duplo Paul Bostaph (que saiu antes do final da turnê, por problemas de saúde para dar lugar ao eterno Dave Lombardo), que deu um peso incrível, sem contar músicas como "Warzone" e "Here Comes The Pain" em que King gravou pela primeira vez com uma guitarra de sete cordas.
Fora todos esses fatores que se envolveram em todo o processo de gravação do disco, um dos mais importantes foi a mixagem e masterização, que deu um toque a mais, se tornando um disco bem crú e brutal. Vejo alguns fãs que torcem o nariz a esse disco, mas ignorar músicas como "Disciple" e "Warzone" é ignorar parte do legado atual da banda. Falando em "atual", após esse disco, o Slayer ainda nos deu mais um ótimo presente; Christ Illusion em 2006 provou tudo que o grupo era capaz e ainda tinha gás. Pra quem tem vontade de escutar esse discão, aproveita e faz o download e deixa tua opinião caso não conheça.

Salt The Wound - Carnal Repercussions


Como diria um grande amigo meu, esse CD é um belo exemplo de "rock brabo"! Os moleques americanos do Salt The Wound chegam com um visual bem skatista, maloqueiro, mano do rap e etc, talvez proposital, justamente para chocar o ouvinte com seu deathcore impiedoso que destoa completamente do visual.
Após a faixa de introdução e a segunda que é um tanto quanto séria, o clima remete à podreira moderna, exatamente na mesma linha de bandas como o Job For A Cowboy "antigo". Sabe o que é isso? É pig squeal (breee-breee-breee) até o talo, breakdowns cabulosos, passagens de technical death metal, passagens de hardcore veloz e - o que pode fazer o diferencial - solos de guitarra em alguns sons.
Adeptos também de uma produção, digamos, 4 estrelas, onde tudo é ótimo mas não fica 100% clean, o CD é para foder com alguns pescoços. A sonoridade é esmagadora! Consegue ser suja, mas não abafa nenhum instrumento. A única parte que poderia ter sido editada com mais cuidado é a do contra-baixo, pois o mesmo só fica destacado nos breakdowns ou nas notas mais moídas, isto é, mais grind. Tirando isso, é realmente plausível.
Mas nem tudo são elogios. Pode estar muito competente e soando bem, sendo que até possui um diferencial (os solos), mas é exatamente a mesma coisa que muitas outras bandas estão fazendo, como, por exemplos, Whitechapel e Suicide Silence. Peca na originalidade, é fato.
Como esse é o primeiro CD dos caras, resta uma grande esperança de que tudo amadureça e ache o caminho próprio. Sinceramente, é só isso que falta. De resto, está ótimo! BREEEEEEEEEwnload!!!!!

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Alesana - On Frail Wings Of Vanity And Wax


Alesana é uma banda americana de screamo/emocore muito conhecida e adorada (ou odiada) por fazer um mix bem surpreendente de vocais extremamente limpinhos, melosos, chorados com rasgados profundos e guturais extremamente graves. É aquele típico som que ou você curte muito ou odeia, sem exceções. Quem é mais "conservador", se é essa a melhor palavra a ser utilizada, nem deve se dar o trabalho de escutar. Quem gosta de coisas mais modernas, deve escutar. Falando em tempos modernos, esse som é tão moderno que eu até creio que é o estilo de som que vai ganhar o mercado nos próximos anos. Sabe a tal cena emo tão comentada há tempinhos atrás? Pois bem, creio que todo mundo já está cansado disso, inclusive os ditos "emos". Bandas como Alesana serão as responsáveis por trazer esse clima de volta, só que beeem mais efervecente, já que existe uma ou outra pitadinha de som realmente pesado nas músicas. Não se surpreenda se, em questão de meses, um "emo" vier a retrucar as ofensas de um "headbanger" com argumentos do tipo "Cala a boca! Eu escuto músicas com vocais guturais e você escuta heavy metal leve e melódico!". E sabe mais? Ele estará falando a verdade, sim.
Sem se desviar muito do assunto principal que é a música, On Frail Wings Of Vanity And Wax foi lançado em 2006 e é o segundo material da banda. Foi com esse disco que eles alcançaram o sucesso mundial e a atenção da crítica. No ano passado, a banda teve um boom no Brasil. Até realizou 2 shows onde em ambos os ingressos foram todos vendidos, ou seja, lotaram. O mais legal é que a banda foi formada em 2004. Para tão pouco tempo na ativa, eles estão mais do que muito bem. E se você ainda tem alguma dúvida de que o mix é extremo, escute "Pathetic Ordinary" (tem uma passagem que soa igual à banda de grind See You Next Tesday) e "This Conversations Is Over" (essa já lembra o horrível e enjoativo New Found Glory). O disco possui bons e maus momentos. As músicas menos choradas são as melhores, apesar de algumas estarem bem divididas e soarem bem, como "Tilting The Hourglass". Essa última citada até possui um andamento bem progressivo, que mostra que, apesar do som confuso, os músicos são competentes. Por falar neles, a banda é formada por um vocalista que só grita, um guitarrista que toca e canta como uma mulher, outro guitarrista que também toca piano e mais o baixista e o baterista.
Depois de toda essa conversa que vai gerar polêmica, resta a você decidir se baixa ou ignora a chance. Download aqui, caso escolha a primeira opção.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Disfear - Live The Storm


Crustcore por si só já é um estilo muito energético, veloz e empolgante, principalmente por utilizar-se de D-beats e/ou blast beats na bateria. Rock, o pai de todos os outros gêneros de música pesada que surgiram durante as décadas passadas, dispensa comentários, pois também possui níveis elevadíssimos de energia. Tente imaginar uma banda tocando Crustcore com Rock? Conseguiu? Então imagine isso ao cubo. Vamos raciocinar juntos: Crustcore + Rock = Crustrock³ = Disfear, nesse novíssimo Live The Storm. O quinteto sueco se dedicou muito nesse 7º álbum, como mostram as 10 faixas ensurdecedoras. Parece até que os caras se trancaram num estúdio e passaram meses escutando Crustcore de várias bandas, Agnostic Front e Motörhead. É um som que mescla claramente o estilo dessas duas grandes bandas citadas acima. O resultado, como dá para deduzir, é excelente. Assim como as composições, a sonoridade incrementada ao álbum é digna de elogios. Sujeira e peso existe em um nível ótimo, sem deixar o som pender para qualquer um dos lados, ficando exatamente no meio. Audição obrigatória a qualquer fã de qualquer um dos estilos ou bandas mencionados. E se você não conseguir ou não quiser escutar, pelo menos já sabe o que estará perdendo. Ai, meu pescoço!
Download.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Rolling Stones - A Bigger Bang


Mais de 40 anos de estrada e apenas leves sinais de fadiga. Essa descrição, atualmente, só pode ser referida aos Stones. Alguém sabe de mais alguma banda que tenha a mesma experiência e que faça shows como verdadeiros garotinhos juvenis?
Apesar desse álbum ser recheado de algumas baladas ("This Place is Empty", por exemplo), a chama do rock empolgante e simples é encontrada em "Rough Justice" e "Driving Too Fast". Keith Richards, Mick Jagger e companhia não poderiam deixar de lembrar das raizes, e é com "Back Of My Hand" que o blues come solto. Sonzeira típica daquele barzinho onde se bebe, fuma e joga-se sinuca.
A Bigger Bang foi lançado em 2005. É um bom exemplo para ser mostrado a todos que acham que o rock acabou, pois prova o contrário. É ótimo para mostrar também a alguém que tem a cara de pau de chamar The Strokes de rock. Francamente, isso dispensa comentários. O álbum rendeu uma turnê mundial e gigantesca, passando inclusive aqui pelo Brasil, mais precisamente em - como disse o querido Mick - "Copacabá-na", no Rio de Janeiro. O show foi de graça e atraiu aproximadamente 1,3 milhão de pessoas!!! Tocaram duas horas de velhos clássicos e músicas novas. O show foi transmitido ao-vivo pela Rede Globo a todo Brasil. De algumas das filmagens desse show, sairam partes do DVD que a banda lançou na seqüência, com o mesmo nome desse CD.
Resumidamente falando, é um álbum muito bom. Tem baladas, tem músicas empolgantes, tem rock, blues e tudo mais. Tem as mais comerciais também. Não tem a mesma força de um Sticky Fingers, lógico, mas Stones é Stones, uma banda realmente clássica e que se solidifica a cada década que se passa.
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sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Dahlia's Tear - My Rotten Spirit Of Black


Suécia, país frio e nebuloso. Dark ambient, música obscura e deprimente. Dahlia's Tear é um projeto da Suécia e que faz dark ambient. Se você procura por uma trip sonora, sorria! Acaba de encontrá-la aqui, neste registro.
"Comece fechando os olhos e esqueça de sua existência. Em seguida, é provável que você leia cartas suicidas de fantasmas sem vida. Você quer morrer, mas a morte não vem tão fácil! Não pode ser em outro momento, tem que ser agora. A situação fica crítica, insuportável. 6,5..4...3... Controlar... Descontrolado. A despedida do espírito podre de escuridão é o fim!".
Pelo nome das músicas originalmente ordinais, essa é a mensagem que o álbum passa.
Claro que cada pedacinho dessa mensagem possui uma longa duração. Mas de que importa o tempo? Sejam 3 ou 9 minutos, essa viagem pode ser um grande pesadelo. Feche as cortinas, desligue as luzes e fique escutando o álbum através de fones de ouvidos. Vá em frente, aparentemente é só música - ou ruídos, sons estranhos. Você tem auto-controle? Caso a resposta for "não", não prossiga. Meu caro leitor (ou leitora), a chave para esse mistério está em você mesmo. Eu sei o que você está pensando agora, mas não pense em mais nada. Respire fundo. Relaxe. Concentre-se. Clica aqui, faz o download e vai preparando o quarto. Encare o desconhecido, encare seus medos. Diga-me, depois, se você não se sente melhor, mesmo provando o gosto do desconforto.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Genghis Tron - Board Up The House


Sem dúvida alguma, essa é a melhor banda que eu já ouvi em termos de "programação de instrumentos". A bateria é tão real (nas partes grind) que parece ter sido gravada por um humano. Isso conta muitos pontos a favor, porque por mais que existam outras diversas bandas que programem bem (2 O'Clock Girlfriend, por exemplo), a maioria soa artificial. O contra-baixo também é fruto de programas para computadores e/ou sintetizadores. Nesse novo álbum, o Genghis Tron marca por incorporar novos elementos. Passagens de um eletrônico normalzinho alternam para um grindcore furioso que, de repente, já passa por um Atmospheric Sludge (tipo Isis atual) e retorna a algo eletrônico. A riqueza de estilos é tamanha que encontra-se também passagens de Doom Metal e música ambiente. O único problema é que isso ocorre praticamente em todas as faixas e, por tal fato, o álbum acaba soando chato e irritante com o tempo, mesmo possuindo diversos adjetivos benignos. Possui músicas realmente plausíveis, tais como a linda "Recursion" e a pesada "Endless Teeth". É legal, mas não fica muito acima da média. Na ativa desde 2004, a banda ostenta grande popularidade, e prova disso é a sua página no Last.fm. Com esse novo álbum, vamos ver o que acontecerá.
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quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Mondo Generator - A Drug Problem That Never Existed


Para quem é fã das Rainhas, ou Drag Queens, como preferir, da Idade da Pedra (que não é o meu caso), o nome Mondo Generator sôa familiar. Para quem é fã do Kyuss (que É o meu caso), o nome sôa mais familiar ainda. "Mondo Generator" é uma das músicas do álbum clássico do Kyuss, chamado Blues For The Red Sun, escrita pelo baixista da época, Nick Olivieri, que é a figura responsável por essa banda aqui. Com o fim do Kyuss, Josh Homme e Nick Olivieri formaram o QOTSA, como banda principal e o Mondo Generator como um projeto paralelo.
Contraditoriamente, a primeira das bandas a gravar um registro foi o Mondo Generator, logo em 97, um EP chamado Cocaine Rodeo, mas só ganhou lançamento em 2000, mesmo ano em que o aclamado Rated R era lançado e um ano seguinte, em terras tupiniquins, no mega festival Rock In Rio, Nick Olivieri era preso por ter tocado nú durante o show de sua banda. Foi bem nessa época que o QOTSA começou a ganhar culto de fãs cada vez mais maior, e no embalo do sucesso de Song For The Deaf, Nick Olivieri comandando Brant Björk (Fu Manchu e Kyuss), Dave Catching (QOTSA) e Molly McGuire, gravou o primeiro full lenght do grupo, em 2003, entitulado A Drug Problem That Never Existed, via Ipecac.
Perto de todos os outros lançamentos do selo Ipecac, de propriedade de Mister Patton, acredito que A Drug Problem That Never Existed pode ser considerado um dos lançamentos mais "normais", tendo em vista que esta gravadora é um reduto para todos aqueles artistas não convencionais, que ganham carta branca para usar toda sua maluquice, criando "músicas".
Sem coleiras para segurar seu poder de destruição, o Mondo Generator destila altas doses se Punk Rock tosqueira, com o peso do Stoner Metal e guitarreiras infernais Hard Rock, num clima totalmente arruaceiro, mensagem explícita em "Here We Come", a segunda faixa do disco, após uma intro-vinheta que vem das "mais profundeza dos inferno". Boa parte das músicas foram inspiradas no momento que Nick passava em sua vida; morte do seu pai, separação e o abuso de drogas e a outra parte das músicas já haviam sido gravadas em projetos anteriores, como o Desert Sessions e o Dwarves.
O cd ainda tem a participação de várias músicos convidados, como o próprio Josh Homme (que um ano depois chutaria Olivieri do Queens), Mark Lanegan do Screaming Trees e vários outros brothers de Nick de sua época de Dwarves. Um disco de música simples e crúa, som desbocado e mega divertido, alternando entre músicas viajantes e outras pauladas na nuca. À pedidos... Download.