terça-feira, julho 17, 2007

Discharge - Hear Nothing, See Nothing, Say Nothing


Grande nome da cena européia até os dias de hoje! O Discharge surgiu no final dos anos 70, no Reino Unido, e é considerado como a banda que criou o D-beat. Para quem não sabe, esse é um estilo de batida muito rápido que é usado até hoje em diversas bandas de punk e hardcore. Mas não é só isso que é de autoria do Discharge, e sim muitas obras musicais, incluindo esse empolgante Hear Nothing, See Nothing, Say Nothing, que eu posto com muito prazer.
Começando de maneira extrema (para a época), os caras têm um EP chamado Realities Of War, que é considerado por muita gente como o passo inicial do hardcore europeu. Enquanto na América o hardcore já possuía diversos nomes como Dead Kennedys e Minor Threat, a Europa possuía apenas seu punk que começava a se extremizar. Foi com o Discharge que tudo começou, após isso o Disorder surgiu e o movimento não parou mais, até irem surgindo os nomes extremos que criaram o grindcore.
O som é crú, rápido, agressivo, debochado e tudo mais que você possa imaginar vindo de mentes insatisfeitas com a sociedade da época! Letras de repúdio ao capitalismo, anarquia, pacifismo, anti-guerras, etc. são fundidas com os hormônios à flor da pele e o resultado é essa maravilha que eu recomendo para fãs e não fãs do verdadeiro hardcore.
Na minha opinião, o post ficou simples. Talvez até demais, mas o que importa é a intenção, não é? Ficou parecido com o som deles; simples, porém funcional. Certamente eles voltarão a aparecer por aqui, por isso, mais info em breve.
Confira baixando aqui e curta a descarga sonora do Discharge.

segunda-feira, julho 16, 2007

Nasum - Inhale/Exhale


Porra, galera, Nasum é muito foda! Som muito agressivo, rápido e violento; tanto que passa uma empolgação refletida no momento que começo a digitar, socando as teclas com vontade e de forma veloz, comentendo erros absurdos de letras trocadas apenas pelo motivo de estar fazendo tudo de um modo que consiga acompanhar a velocidade desenfreada da bateria! Se alguém ainda não sabe o motivo de eles serem um dos nomes mais consagrados da música extrema mundial, tem o dever de apreciar esse Inhale/Exhale para sentir o poder do hardcore explodindo por seus sistemas neurais. Se você não sentir sentimento algum ouvindo essa banda, é melhor se atirar de um abismo, pois eu garanto que Nasum é som para sair quebrando tudo!
Formada em 1992, na Suécia, a banda só veio a lançar seu primeiro CD em 1998, no caso esse aqui em questão, via Relapse Records, selo com o qual firmou contrato um ano antes. Antes disso, lançaram 8 materiais, dentre eles vários split e ep's.
Infelizmente a banda teve um triste final. Para quem não sabe, o vocalista e guitarrista Mieszko Talarczyk (R.I.P.) morreu na terrível tragédia do Tsunami de 2004, na Ásia, tendo o corpo encontrado apenas em fevereiro de 2005. Como era de se esperar, os demais membros decidiram não continuar com o Nasum.
Apesar de um legado curto, a banda deixou outros álbuns destruidores, tais como um que já esteve aqui, o Helvete, que possui a melhor gravação de todos os tempos quando se trata de grindcore, na minha opinião.
Algumas pessoas dizem que o Nasum é crust, outras dizem que é punk... Independente disso, Nasum é Nasum! Uma das bandas mais influentes não só para as outras do estilo, mas também para qualquer banda que use e abuse de ódio no som.
Download da pérola.

Nine Inch Nails - With Teeth

Com certeza um dos gêneros que mais aparece no blog, por minha parte são bandas de rock alternativo, e o Nine Inch Nails é exatamente isso, um dos maiores nomes do gênero, que atualmente, com o lançamento do seu disco novo, Year Zero, anda bastante em evidência na mídia. A oportunidade dele vir parar aqui foi por um pedido de um dos nossos leitores, e eu agradeço, pois fazia tempo que eu queria escutar este som pra valer e não lembrava.
A história eu já conhecia, uma banda de um homem só, um músico que cada vez mais ganha prestígio e reconheçimento pelo seu trabalho: Trent Reznor. O cara começou trabalhando de ajudante num estúdio em Cleveland, trabalhava de programador e de faxineiro e durante a noite, usava o estúdio para fazer suas gravações e como não encontrava uma banda pra gravar o que e como ele queria, acabou gravando todos os instrumentos por conta e com a demo na mão, fechou contrato com a TVT Records e lançou seu primeiro disco em 89: Pretty Hate Machine.
Bom, daí em diante, o cara começou fazer disco mais afudes, como o clássico Downward Spiral de 94 e The Fragile de 99, discos fantásticos que deram uma enorme credibilidade pro rapaz.
With Teeth foi o disco seguinte, e o quinto álbum da "banda" (ou do cara), lançado em 2005 e foi o escolhido pra aparecer aqui (Que falta de sorte do Reznor, hein?). Bom, pra quem já leu toda essa bobageira e ainda tá se perguntando "Porra, mas afinal, que tipo de som esse animal faz?". Perguntinha meio difícil, mas da pra se resumir numa mistura entre rock alternativo com rock industrial. Mesclando composições de instrumentação com outras de eletrônicos, resulta em um disco que certas horas é meio dark-ambiental, passando pra um rockzinho nervoso com efeitos eletrônicos até o talo e um batidas que chegam ser dançantes. Sim, eu sei, isso não é o bastante pra definir esse disco, talvez eu esteja perdendo a habilidade que eu nunca tive com as palavras, ou esse disco tá me atormentando pra caralho. "Every Day Is Exactly The Same", uma mistura de Massive Attack com Soundgarden, é exatamente o tipo de música que está me esgotando, lenta e normal, um rito para a monotonia que nos perssegue e "Todo dia é a mesma coisa": Upar um disco e fazer um release que provavelmente não faz diferença nenhuma e o que importa é a música. Então vai lá jovem, clica na capa e baixa o disco, mas antes de tudo: Cuidado!

domingo, julho 15, 2007

Marduk - Rom 5:12


A (in)famosa banda suéca de black metal, Marduk, sempre foi muito polêmica e não é nesse 'DÉCIMO OITAVO' álbum (segundo a Wikipédia) que deixa de ser mais ou menos comentada.
A começar pelo título, muita gente ficou em dúvida sobre como seria o trabalho. Levando em consideração que estamos em 2007, ano em que a tecnologia é capaz de fazer coisas extraordinárias em estúdio, muitos fãs já estavam torcendo o nariz antes mesmo de ouvir o CD. É uma pena que ainda exista gente desse tipo. A gravação não pode ser boa, porque daí a banda se vendeu. Pra essas pessoas, tem que ser tudo reto e tosco, de maneira que agrade só a uma minoria, no caso elas mesmo. Na minha opinião, o importante para uma banda é ela atingir o maior número de pessoas possíveis sem deixar seus ideais de lado. Me responda, caro(a) leitor(a), o Marduk e o Dark Funeral - as mais condenadas ultimamente - deixam de blasfemar e pregar seus ideais por usarem gravações primorosas?
Rom 5:12 é um belíssimo trabalho. Black metal impiedoso, agressivo, urrado e com uma gravação classe A, deixando tudo perfeitamente perceptível. Curti muito, principalmente pelo fato de a banda ter dado uma diferenciada naquilo que estamos acostumados a ouvir em álbuns como Panzer Division Marduk, onde a velocidade comia solta o tempo inteiro. Aqui, os caras são adeptos de muitas velocidades, deixando um equilíbrio muito bom no ar. Os riffs de guitarra estão lindos e em grande escala, algumas horas deixando um clima épico no ar. E o mais surpreendente de tudo é que, em algumas faixas, o álbum parece ser conceitual, pois as mesmas estão ligadas. A única coisa que poderia ser diferente, é tonalidade do baixo que ficou bem aguda. A sonoridade da bateria ficou massacrante, a caixa tem muito peso e ficou bem aberta, e os arranjos nos pratos continuam cativantes. Mesmo se você não for fã de black metal, deve escutar esse álbum, pois seu conceito pode mudar após os 55 minutos de porrada inclusos aqui.
Dê uma conferida com atenção em "1651" (A atmosfera criada pelo teclado e pela "narração" do vocal são de arrepiar os cabelos do braço) que uma espécie de intro para "Limbs of Worship" (som típico do Marduk, com a linha de guitarra bem rápida e caoticante). "Accuser, Opposer" também surpreendende pela participação especial de um outro vocalista (não sei quem é, mas canta bem o loco). Todas as músicas têm algo de bom a mostrar, mas as que eu mais curti foram essas.
Download.

sábado, julho 14, 2007

Pig Destroyer - Phantom Limb


O fraturador de pescoços pode até dar lugar a alguns outros estilos estilos inofensivos aqui no blog, de vez em quando; raramente... Mas ele sempre está presente em discos de grindcore, principalmente nos do Pig Destroyer, a banda que eu mais ando escutando dentro do estilo!
Cacete, esses americanos são doidos! Não sei de onde tiram energia pra ir fazendo um CD mais destruidor que o anterior, cada vez mais empolgante, ríspido e rápido. A fórmula quase sempre é a mesma, possuindo algumas pequenas diferenças entre um e outro, porém, aqui, os caras juntaram o potencial e os vocais dos 2 álbuns anteriores (Terrifyer e Prowler In The Yard) em um só, fazendo de Phantom Limb mais um entre melhores álbuns do ano que estamos vivendo. E digo mais: Tá no top 3! >:D
Quem ainda não conhece, não sabe o que está perdendo! Quem conhece, certamente deve ter alguma lembrança de pescoço dolorido após banguear durante uma meia-hora sem parar. O que faz isso? Riffs rápidos, sujos e empolgantes; Vocais sujos, ora graves ora agudos, porém sempre com um leve efeito; bateria frenética com muito blast-beat e ausência do contra-baixo.
Fiquei sabendo que os caras contrataram um membro novo. "Ah, o baixista, é claro!" Não. Eles contrataram uma espécie de "DJ" (creio que só para apresentações ao-vivo, pois não senti nada no CD) para fazer uns 'barulhinhos' extras e adicionar à loucura já criada pelos membros normais.
Para complementar: Se eles manterem a linha em um próximo álbum, tendem a ser a maior potência do grind mundial!!! E dá-lhe Pig Destroyer!
Baixe clicando aqui e propicie severos momentos de tortura à sua família que, sem dúvidas, vai gritar: "Filho, desliga esse roque pauleira!".

sexta-feira, julho 13, 2007

Fishbone - Give a Monkey a Brain and He'll Swear He's the Center of the Universe


Quando se fala o termo Funk Metal, o que vem a sua cabeça? Red Hot Chilli Peppers não? no máximo Faith No More com "Epic", mas pouca gente sabe que antes de bandas como Primus, Jane's Addiction e Rage Against The Machine ganharem fama e sucesso com este estilo, era já era detonado pelos malucos do Fishbone, no finalzinho da década de 70, na mesma localidade de L.A. que surgiram boa parte das outras bandas citadas.
Boa parte da história dos caras já foi comentada aqui no blog, mas faz um bom tempo, quando foi postado o segundo disco deles, Truth And Soul que é aclamado como um dos melhores. Depois do lançamento desse discão, como se fosse pouco, eles ainda mandaram o Reality Of My Surroundigs, e extremamente bem recebido pelo público, principalmente os fãs da música alternativa, que estavam começando a entrar em evidência no iníco da década passada. Give a Monkey a Brain... é o álbum que segue este que foi falado, e mostra como a banda iria enfrentar esse novo mercado musical que estava totalmente focado no Grunge.
A Popularidade da banda crescia cada vez mais, na mesma medida que os conflitos internos também, e refletiram direto na sonoridade desse disco, o último a manter o line-up original. A banda deixou bastante de lado seu espírito de black music, do funk, do ska e dos sopros, e fez um álbum mais orientado pelo Heavy Metal e Hard Rock. As três primeiras músicas são Rockzão, bem diferente do que a banda fazia ultimamente, mas não chegam a ser ruins não, porém os fãs mais hardline viraram a cara pro disco, mas é um som massa, escuta "Black Flowers" pra "ver", um hard-rock de refrão chicletão, muito legal. Mas depois o disso, a miscelânea é começada com "Unyielding Condition", um skazão que lembra o nosso Paralamas, e nas músicas seguinte há funkzões, fusões entre ska e hardcore, Soul e uma doidera sem tamanho chamada "Drunk Skitzo", e é essa a melhor parte do cd, o som que caracteriza o Fishbone: Mistura ideal de todos os son pra curtir de boa e sussegado.
Apesar de não ser tão bem falado quanto os outro discos, ele rende umas músicas bem massa, vale a pena dar uma conferida, e sem esqueçer, esse disco aí foi um amigo que andou esses dias pedindo aí no blog, te diverte. Já sabe né? clica na capa.

Cadaver Mutilator - Carnasyum


Death metal brutal e extremamente underground das terras italianas para o resto do mundo via Fuktmp3.
É, meus caros, eu fiquei feliz quando o Lipe me disse que recebemos visitas de estrangeiros. Portugal, Inglaterra, Suécia, Estados Unidos, Chile... Porra, nunca imaginei que alcançaríamos tal popularidade com os sons que geralmente são postados, mas fico muito lisonjeado e tudo isso me animou a sair à caça de diversos materiais, dos mais pops aos mais undergrounds. Cadaver Mutilator apareceu quando eu realizava a segunda alernativa (ai, que óbvio! ¬¬ ).
Meio difícil encontrar algo sobre eles, pois, pra vocês terem idéia, eles têm apenas 1700 execuções no Last.Fm e a biografia escrita em italiano (nomes como o Cattle Decapitation possuem 200,000). Entretanto, sei que a banda foi formada em 2003 e a primeira demo, Hate Incubator, foi lançada em 2005. No ano de 2006, foi lançado esse Carnasyum, cd no qual a banda executa um death metal nada diferente dos padrões de Cannibal Corpse. Claro que por um lado é bom, pois Cannibal Corpse é uma das melhores bandas. Já por outro, é ruim, porque sempre que escuto uma banda nova, meu desejo é conhecer algo novo. Não fique pensando que seja uma cópia 100%, pois eles investem muito em velocidades cadenciadas e numas letras mais nojentas ainda.
Ah, e se você está pensando que isso aqui é goregrind reto, tosco, sujo e a 'pqp'; está enganadão! É brutal death trabalhado e audível.
No momento, a banda encontra-se fazendo shows para divulgar o full-lenght.
Download.

quinta-feira, julho 12, 2007

Alec Empire - Futurist


- Ae, velho! Beleza?
- Opa! Que mandas?
- Então, vamos curtir um punk/hc eletrônico?
- Haha! Bem que eu gostaria, mas isso não existe.
- Claro que existe! Você não conhece o Alec Empire?
- Quem ser esse?!
- O cara era vocalista e letrista do Atari Teenage Riot, a banda pioneira em fundir o hardcore old school com a música eletrônica pesada!
- Ah, não... Nunca ouvi.
- Porra! Então dê uma procurada no som deles, pois vale a pena!
- Hmmm... Sobre o que eles falam?
- Anarquia, violência, corrupção e derivados.
- E esse Alec Empire?
- As mesmas coisas. Sabe, quando o ATR acabou, enquanto Nic Endo e Hanin Elias foram trabalhar com sons eletrônicos mais experimentais, Alec continuou trabalhando com o hardcore. De todos, é o mais pesado e empolgante!
- Mas como é esse instrumental, mano? Tipo, como ele mistura hardcore/punk com eletrônico?
- É simples! Ele tem uma bateria programada bem ao estilo punk (tu-pá-tu-pá), guitarras sujas e carregadas, efeitos eletrônicos e o vocal eufórico!
- Então deve ser bom, hein?!
- ÔÔÔ!
- E aonde eu encontro isso?
- Clicando aqui.

The Cure - Disintegration


Clima muito frio aqui no Sul, algo em torno de 3ºC, friozão pegado, e esse é o clima ideal para se escutar o oitavo disco do Cure, Disintegration, a materialização do inverno em forma de música: Cinzento e triste, belo e desesperador.
Após Robert Smith e cia lançar discos mais alegres e mais acessíveis como The Head On The Door e Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me, Bob e sua trupe resolveram voltar mais para suas raízes dark e lançar um disco mais obscuro. Falando assim, para quem não sabe, seria um tiro no pé, a banda estava começando a fazer sucesso e poderia jogar tudo pro alto e voltar para Crawley, porém, quem conheçe esse disco, sabe que o que aconteceu foi exatamente o oposto, esse foi o disco que garantiu a banda como um dos grandes nomes do rock mundial. Claro que eles já tinham seu devido valor, pois com sete álbuns, não é para qualquer banda, seu pós-punk, ou rock alternativo, já havia se espalhado e influenciado vários jovens que entravam no mundo da música, ou boa parte do "alvo": Adolescentes depressivos e suicídas em potêncial. Mas bem, Disintegration foi o álbum que desempenhou o papel de "disco que levou o nome do Cure para o mundo definitivamente". E como se não fosse o bastante, o próximo disco a ser lançado seria Wish, dispensa comentário meu jovem.
Esse é um disco feito com muito sentimento, e esse sentimento passa pra você através das ondas sonoras. Ele tanto pode ser um disco belíssimo, se você estiver de bom humor, até as músicas mais lentinhas e deprê se tornam melodias arrebatadoras, porém, se você estiver meio para baixo, escutar esse disco pode ser meio passo para o suicídio, até músicas bonitinhas como "Love Song" podem ser o seu pior pesadelo, e é por esse motivo que eu gosto tanto deste disco, por ter essa carga emocional.
Além de toda essa parte, os singles desse cd é uma coisa de louco: "Love Song", "Pictures Of You", "Lullaby" e "Fascination Street", que tal? E claro, nem só de quatro músicas este disco é feito, é uma obra muito linda e ótima de se escutar do início ao fim, tente escutar a música que leva o nome do disco e não sentir um bem-estar tomando conta do seu corpo. Realmente, um disco que ao mesmo tempo que é alegre, é triste. Contraditório? Clica na capa e confere.

quarta-feira, julho 11, 2007

It Dies Today - The Chaitiff Choir


It Dies Today não é apenas mais uma das bandas que explodiram recentemente tocando o estilo chamado popularmente de "metalcore" nos dias de hoje. O som deles possui um algo há mais do que aqueles das bandas mais tradicionais, tornando-os, assim, mais atraentes aos ouvidos das pessoas que não se contentam com algo idêntico a outro algo que é idêntico a outro algo. Claro que em diversos momentos lembra Atreyu e Bullet For My Valentine, mas as diferenças são gritantes também.
Formada em 2001, em Nova York, a banda soube pegar muito do som da própria terra (NYHC) e mixar com metal e emocore. Sim, é emocore! Muita gente hoje em dia se nega a aceitar tal fato, principalmente pela banalização do gênero que está sendo empregado às bandas de música pop e com letras sentimentais, tais como My Chemical Romance e Simple Plan. Para você ter noção, essas bandas não tem um pingo de semelhança com o It Dies Today e o verdadeiro emo. Mas sem se desviar muito do assunto, tente imaginar um som que começa rápido e pesado com vocais guturais e rasgados, muito semelhantes aos vocais à la death metal, em seguida, há um breakdown poderoso do NYHC e, feito isso, vem o refrão mais voltado à melodia, geralmente muito reflexivo e extremamente marcante. Com essa mistura, a banda consegue juntar os fãs desses 3 estilos que são, geralmente, muito distantes. Palmas para eles!
The Chaitiff Choir é o terceiro material do grupo e o segundo lançado por uma gravadora. O primeiro disco da banda é um self-release intitulado Let the Angels Whisper Your Name, lançado no mesmo ano de formação. Um ano depois, Forever Scorned foi lançado por uma gravadora menor, e eis que, em 2004, veio esse lindo The Chaitiff Choir, via Trustkill Records (Mesmo selo de bandas como Terror e Bleeding Through). O sucesso foi tão enorme que a Trustkill realnçou Forever Scorned, em 2006, e o próprio The Chaitiff Choir, no mesmo ano de 2006. Talvez os re-releases foram feitos para deixar aquele clima de espera para o álbum Sirens, também de 2006. Infelizmente, esse último não me agradou muito.
Recomendo o material, e indico as músicas "The Radiance" e "Severed Ties Yield Severed Heads". Muito bom mesmo! Coisa fina para fãs dos estilos citados acima e muito interessante para quem queira conhecer.
Download.

terça-feira, julho 10, 2007

Smashing Pumpkins - Zeitgeist

Nessas últimas semanas, o que mais vi em blogs de músicas e pessoais eram comentários do novo disco do Smashing Pumpkins. Desde o mês passado, o cd já havia vazado na net, mas saiu oficialmente Sábado e no Estados Unidos Hoje, por isso o motivo da demora, pra esperar pra botar na data do lançamento. Muito dos comentários que eu li, foram falando mal do disco, então eu já estava esperando um disco murcho e sem graça. Bom, fui surpreendido.
Logicamente, não há nem como comparar este último disco com álbuns como Mellon Collie... e Siamese Dreams, pois são clássicos absolutos e a banda estava no auge, claro, isso não é motivo pra fazer um disco ruim, pelo contrário, Zeitgeist flui como um álbum médio pra cima.
Desde 2000 que a banda já não gravava nada junto, após os estranhos Machina I e II, Billy Corgan resolveu reformar os Pumpkins, em 2006, numa reunião, apenas com o baterista Chamberlin de original e resolveu botar o pé na estrada. Pra quem viu esse final de semana, a banda até participou do outro assunto mais falado ainda, o Live Earth.
As músicas estão bem legais, e a primeira impressão é muito boa: "Doomsday Clock" é uma introdução maravilhosa, com riffs matadores que é de costume, numa parede sonora, peso moderado e velocidade na medida, é um som que briga pelo título de música do disco. Outra jóia do disco é o single escolhido, "Tarantula", um som que lembra o passado da banda, e que cumpre o papel de single, empolga e faz tu cantar junto no refrão, numa bela junção de melodia e peso, na distorção que define a banda. O que eu senti a falta, foi das canções lentas, melódicas e de melodia, como normalmente aparecia, até tem uma tentaiva, "Neverlost", sôa bem, mas parece que falta um pouco de emoção no som.
Enfim, como comentado antes, é um disco muito legal, talvez os fãs que curtam os trabalhos antigos e clássicos, ficam de cara torçida, mas nada que alguma audições não mude essa imagem, pois não dá para negar que há músicas BEM afudê e dão continuidade e mais uma turnê de uma das bandas mais gêniais da década passada. Pra baixar? aquele clique na capa.

segunda-feira, julho 09, 2007

Finger Eleven - Finger Eleven


Os canadenses do Finger Eleven começaram como uma banda qualquer, tocando na garagem e fazendo pequenos shows pela região aonde moravam. A princípio, usavam o bizarro nome de "Rainbow Butt Monkeys" (Macacos com bundas de arco-íris, ou algo do gênero), mas decidiram mudar para Finger Eleven, pois queriam ser levados mais a sério e ganharam um concurso de rádio que fez boa parte da divulgação que a banda precisava para engrenar de vez no mundo da música. Segundo o vocalista Scott Anderson, "Quando tudo lhe puxa em uma direção, e seu instinto lhe puxa à outra - esse é o décimo primeiro dedo!".
Após arranjarem um selo, lançaram o álbum Tip, em 1998, fazendo um bom sucesso na cena canadense e norte-americana. No ano 2000, com o excelente The Greyest Of Blue Skies (o mais "pesado" deles), a banda achou um caminho mais próprio, com excelentes interpretações vocais e memoráveis riffs de guitarras, bem como refrãos grudentos. Com certeza postarei esse álbum aqui, aguardem! Mas o que está em pauta hoje é este self titled, portanto, sem maiores enrolações, vou falar dele, que também é muito bom.
Lançado em 2003, foi o álbum que obteve maior sucesso comercial, pois músicas como "One Thing" (linda³, eu e o guitarrista da minha banda tocamos só no violão e voz) e "Stay In Shadow" explodiram. Enquanto "One Thing" foi às rádios, "Stay In Shadow" fez parte da trilha sonora do game de PS2 Burnout 3: Takedown - inclusive, foi por lá que conheci a banda - tornando-se uma das preferidas entre os jogadores. Ficaram em 16º lugar nas paradas americanas e receberam um convite da WWE (World Wrestling Entertainment) para regravar a música de entrada do lutador Kane. Esse som não está nesse CD, mas anexarei-o no próximo deles que vier para cá.
Curto pra cacete! É bem diferente do que eu escuto geralmente, e eu até comentei com o Lipe que "o som deles é pop, mas eles não". A gravação é algo totalmente bom, bem como a sonoridade utilizada na masterização, deixando sons como "Therapy" bem marcantes e expressando tudo aquilo que é dito no título e na letra.
Pense o que quiser sobre isso, baixe clicando aqui e aproveite.
Ps: Não interprete mal o meu "pop" utilizado ali em cima, pois muita gente chama eles de "rock alternativo" e derivados.

Mr. Bungle - Mr. Bungle

Cansado de escutar sempre a mesma coisa? Procurando um som diferente e legal? Afim de escutar algo totalmente insano? Uma saladade fruta musical? Uma combinação de vários estilos musicais de forma criativa, original e pricipalmente Muito Legal?
É, o Mr. Bungle é exatamente isso, meu jovem.
Não é de hoje que o Sr. Bungle aparece aqui no blog não, logo no primeiro dia de vida, ele aqui já dava o seu ar da graça e agora, quase completando 1 ano de atividades do blog, me bateu aquela vontade de botar outro trabalho da banda, o primeiro disco da banda, auto intitulado.
Surgido na metade dos anos 80, na Califórnia, a banda fazia um som estranho, uma mistura de Death Metal com Jazz, formado por jovens estudantes que curtiam inovar nas composições ou só fazer algumas loucuras. Posteriormente eles viriam a ser conheçidos, como grande exemplo, o vocalista, o Sr. Mike Patton, que dispensa qualquer comentário, o guitarrista Trey Spruance, que gravou o disco King For A Day do FNM e formou o Secret Chiefs 3, um projeto de avant-garde tão louco quanto este e o baixista Trevor Dunn, que viria integrar o Fantômas.
Os "15 minutos de fama" viriam no ano de 91, com a entrada de Patton no Faith No More, como eu explico nos outros posts, pois então, ele conseguiu um contrato com a Warner pra poder lançar esse seu projeto e excurcionar com ele, o nome do primeiro disco foi o próprio nome da banda e é esse que eu tô postando. Neste disco a banda não foi tão longe nas melodias como no segundo álbum Disco Volante, usando basicamente elementos do Free Jazz, do Ska, do Heavy Metal, com atmosfera sinistra até algumas circences, porém flui mais experimental que o terceiro e último disco, California.
Na maioria das vezes, este álbum é classificado como "Funk Metal", pois há grande uso de guitarras funkeadas, linhas de baixo bem feitas e batidas espertas e bem sacadas, porém, essas melodias podem muito bem ser quebradas durante a execução das músicas para uma parte Heavy Metal, e depois o uso de instrumentos de sopro e a loucura não pára nunca. É o tipo de som que eu recomendo veemente para todos, pode ser que não agrade, mas ao menos, você pode conferir uma banda realmente criativa e original. Começe por esse, clicando na capa.

sábado, julho 07, 2007

Hanin Elias - Future Noir


Após a morte de Carl Crack, foi declarado o final do Atari Teenage Riot e os membros restantes se envolveram em projetos solos bem como na criação de selos próprios.
De todos, o que mais se assemelha ao ATR é o de Alec Empire, pois Nic Endo e Hanin elias seguiram no ramo do eletrônico, entretanto com algo mais diferente e leve, respectivamente.
Nesse CD solo de Hanin Elias, encontramos-a cantando bem diferente do que todo mundo escutava no ATR. Os gritos eufóricos e agressivos foram substituídos por linhas vocais suaves e "certinhas" (lindas, para ser sincero), juntamente com algumas vozes sussurradas.
As batidas eletrônicas não são elevadas a níveis extremos, tornando o som bem light e agradável de se escutar.
Future Noir é seu sexto trabalho, lançado em 2004 via Fatal Records, o selo que ela criou.
Em 2006, Hanin anunciou que a Fatal Records estava fechando e que ela estava deixando a cena musical de lado por tempo indeterminado, indo para a Polônia morar com a família.
Músicas como "Burn" e "Iced Icon" devem cair bem durante um sexo bem estiloso! Hauhehuauhe! :D
Faça o download clicando aqui e intime seu(sua) namorado(a) para o bem bom ao som da trilha sonora mais sexy do final de semana!

sexta-feira, julho 06, 2007

Sunn O))) - Black One


Sem sombra de 'doomvidas', Sunn O))) é o som mais assustador que eu já escutei até o presente momento! :S
Adeptos de um estilo popularmente conhecido como "drone" (sub-gênero do doom metal), esses americanos criam músicas sombrias, arrastadas, melancólicas, fúnebres e tudo mais de macabro que você poder imaginar com mais umas pegadas de dark ambient e cultos de magia negra! Já vou avisando, se você sofre influências sonoras ou tem tendências à depressão, não escute! Não é zoeira, esse som aqui é cabreiro MESMO!
Os vocais são uns urros incompreensíveis ou gritos agudos que parecem estar saindo da garganta de alguém que foi brutalmente apunhalado no rim; a guitarra é suja e pesada ao extremo; e o baixo é bem grave e sujo também, podendo ser confundido com a guitarra. A bateria não existe, em compensação existem uns sons típicos de violoncelo e/ou violino, mas posso estar enganado.
A banda foi inicialmente formada em tributo ao Earth (banda que dizem ser a pioneira do estilo, entretanto eu nunca ouvi). Quanto ao nome, vem de um CD dessa mesma banda juntado às ondas ")))" de um amplificador.
E, honestamente, não curti o som. Como eu gosto de compartilhar sons diversos e sei que alguém vai curtir, então tá aqui o CD.
Download.

Youth Of Today - Break Down The Walls

Straight Edge é sempre um assunto difícil de se discutir, principalmente hoje, em dias de internet, onde há informação para tudo quanto é lado, fica dificíl de conseguir formar uma opinião concreta ou correta, muitos confundem Straight Edge com Veganismo e tem até quem chame de Facismo, bom, no Orkut a gente lê cada coisa. Basicamente o sXe é uma divisão dentro do punk-rock, e seria como ser punk, porém sem o uso de drogas ou algo que o altere-fisicamente ou psicolagicamente. Outros elementos como sexo regrado ou veganismo, estão fora do foco principal, ou inicial, e isso é conversa pra outra hora.
Youth Of Today foi uma dos grande nomes do sXe no underground oitentista de Nova Iorque, junto com o Gorillas Biscuits, formaram um estilo próprio da cena, o tal Youth Crew, a partir da metade dos anos 80 até o início dos 90. O som é um hardcore punk oldschool, tocado de maneira muito rápida e ríspida, com algumas influênicas metálicas mas principalmente de Agnostic Front, 7 Seconds e Minor Threat e um vocal rápido e sem muitas frescuras, que canta e gritas as letras de uma geração de punks que tem sua própria ideologia em uma gravação com pouca qualidade, mas que mostra o espírito DIY.
A banda formou em 85, por alguns membros que já tinham experiências em outras bandas do gênero, e se não me engano, esse disco saiu no ano seguinte, pela Revelation Records, gravadora ícone da Youth Crew, e do Hardcore Nova Iorquino, como o pessoal do SOIA. Com reconheçimento underground, a banda chegou a fazer 3 turnês no seu país natal e um peça Europa e lançou apenas mais um álbum (Porém, a banda têm alguns EPS e compilações) e hoje é uma lenda, assim como o Gorilla Biscuits, para o pessoal que curte o som ou que é adepto do sXe. Pra fazer o download de uma das bandas mais enérgicas que ja passaram por este blog, clica na capa e se prepare para a porrada.

quinta-feira, julho 05, 2007

Pig Destroyer - Terrifyer


Grindcore é um estilo muito reto. Sem dúvidas, é muito difícil conseguir soar original tocando isso, mas os caras do Pig Destroyer conseguem tal feito.
Notáveis pela ausência de contra-baixo nos CD's, vocais agudos e rasgados com efeitos ao invés de guturais e uma pegada forte que não se escutava há tempo vinda de bandas novas. Não é à toa que os caras já são mundialmente conhecidos apesar de tocarem um estilo underground, pois o som é bom mesmo! Eu piro escutando; tenho vontade de pular, bater, gritar, balançar a cabeça e por aí vai, de tão foda que eu achei o som dos caras.
Ao baixar, é bom ir preparando os tímpanos, pois aí vem 32 minutos de muitos blast-beats, riffs cortantes e rápidos, vocais insanos e muita sujeira, porque, caso alguém já esqueceu, os caras não tem baixista. Mas, apesar disso, a gravação é de primeira linha, deixando tudo muito audível e perceptível, e, por conseqüência disso, tão atraente. Não que eu não curta gravação old school à la Carcass, mas isso oculta muito da beleza do que está sendo tocado, ao contrário desse "neogrind" do Pig Destroyer.
Terrifyer é um massacre sonoro, na mesma linha do álbum anterior, o Prowler In The Yard, som pra botar a tocar e organizar o mosh pit com a galera! >:D
Alguém se lembra do ditado comum em CD's de grind aqui? Trabalho curto e grosso = ------ (complete nos comentários).
Download.

The Fantômas Melvins Big Band - Millennium Monsterwork 2000

Fazia um tempo já que eu não andava atendendo pedidos e esse aí já faz algum tempinho que foi pedido e esses dias, dando uma volta pelo blog, reencontrei o pedido e tive que baixar o arquivo novamente, pois não tinha mais, tá em cd, mais rápido baixar do que procurar ele no meio da bagunça.
Tanto o Melvins quanto Mike Patton são artista que adoram novas parcerias e estão sempre fazendo trabalhos alucinantes. Lembro quando eu escutei pelo primeira vez o trabalho dos Melvins com Jello Biafra, dos DK, pensei que era um dos encontros mais anormais que poderia ter, o cara que tem as letras mais satíricas e ácidas junto com um grupo de maníacos que fazem um som nada convencional e muito bom. Pois então, depois eu fui descobrir que eles haviam gravado anteriormente com o Fantômas e escutando, aí sim vi o que poderia ser uma parceria realmente produtiva e sem noção.
No ano de 1999, logo após a saída do FNM, Patton abriu sua gravadora, junto com um sócio e que hoje lança ótimos discos, mas na época estavam começando a dar os primeiros passos, o Fantômas ja estava formado e o contato com os Melvins também, então que tal fazer um show no último dia do milênio com todos os integrantes do Fantômas e do Melvins (Ta aí o porquê do "Big Band") e tocandos sons das duas bandas de maneira fantástica e lançar um cd, hein?
Pois é um 2002 só que foi sair esse disco animal e traz ótimas músicas do Melvins como "Hooch" e "Night Goat", do Houdini, e também canções do primeiro disco e alguma coisa do Director's Cut. Enfim, um show muito doido, recomendado para fãs das duas bandas, que tão ligado no que eles podem fazer. Clica na capa aí e faz o download.

quarta-feira, julho 04, 2007

Planet Hemp - A Invasão Do Sagaz Homem Fumaça


O Planet Hemp é aquela banda que todo mundo já deve ter escutado sobre, pois é uma das mais polêmicas do Brasil!
Sempre abordando temas fortes como a liberação da maconha, política e corrupção, violência policial, sistema, vida na favela, etc; A banda foi formada em 1993 por D2 e Skunk (que viera a falecer mais tarde dando lugar a B Negão), quando D2 caminhava pela rua com uma camiseta dos Dead Kennedys e foi abordado por Skunk, que vendia camisetas de bandas também. A partir daí, a amizade foi crescendo e os dois decidiram que queriam ser músicos, apesar de não saberem tocar qualquer instrumento. A eles se juntaram Rafael, Formigão e Bacalhau, que sabiam tocar algo e tava feita a banca. Não demorou muito para que criassem alguns sons próprios e saíssem fazendo shows e loucuras por aí. Desde o começo, a banda sempre seguiu a postura descrita acima, e o instrumental era uma fusão de rock psicodélico com vocais rap. No palco, sempre rolava muuuuiiita fumaça e a galera acabava criando muito tumulto, fatos que resultaram na prisão de alguns membros em alguns casos.
Muitos shows foram realizados em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
A Invasão Do Sagaz Homem Fumaça, lançado em 2001, é o terceiro disco da carreira do grupo e, sem dúvidas, o mais versátil e inteligente de todos. Logo na primeira faixa, D2 manda um recado àqueles que tentaram o censurar, e o mais legal de tudo é que eles colocaram alguns trechos verídicos de rádios comentando sobre a prisão do grupo, algo que colocou em questão a tão falada "Liberdade de Expressão". É nesse álbum que você pode conferir outros grandes hits da banda como "Contexto" (a letra é um tapa na cara de abrir os olhos para o verdadeiro Brasil em que vivemos), "Quem tem seda?" (Dispensa comentários) e "Raprockandrollpsicodeliahardcoreragga" (Essa aí chega perto do total de estilos abordado pela grupo).
Como já dá para imaginar, o som vai muito mais além do rap e do rock. MPB, Bossa nova, eletrônico, punk, reggae e vai... vai... vai longe a criatividade dos caras para saber juntar estilos.
Dividiram o palco com monstros gringos como os Beastie Boys e Cypress Hill, bem como com bandas nacionais que, na época, eram boas também; Raimundos é um exemplo.
Após lançar um acústico Mtv, a banda acabou devido a conflitos internos, sem esquecer, é claro, dos projetos solos de Marcelo D2 que, a meu ver, não têm nada de interessante.
Baixe clicando aqui, pois os cãos ladram mas a caravana não pára! Uma ótima dica para quem curte (e não curte também) som nacional.

terça-feira, julho 03, 2007

Celldweller - Celldweller


Uma banda formada por músicos multi-instrumentistas só poderia resultar em algo progressivo e bem composto. Se bandas formadas por músicos "normais" (que tocam apenas um instrumento) já conseguem façanhas, imagine uma banda aonde os músicos dominam diversos instrumentos? É muito conhecimento da causa, e no caso do Celldweller é conhecimento de sobra para criar um disco bem variado.
Fazendo uma mistura única entre metal industrial³ (é, ao cubo! Pois os caras vão muuuito afundo neste quesito), acústico (partes suaves e agradáveis, geralmente só de violão e voz com efeitos) e tudo que você imaginar dentro do contexto de techno, que de certa forma está dentro do industrial, mas com alguns elementos a mais que as bandas não ousam usar, como "acid house", "drum n' bass" e "goa trance". Honestamente, nunca ouvi banda parecida. Não dá para dizer assim "Ah, essa ae é reconhecível à distância!", porque não é bem assim, mas, banda que faça algo muito próximo também não existe. Como dá para perceber, Celldweller é um nome que tinha e tem tudo para se destacar mundialmente, entretanto fizeram algum sucesso apenas lá pelos EUA.
Bom, eu não disse tudo antes, porém, se alguém não acreditou, saca a ficha da banda: Klayton (Vocais, guitarras, teclados, percussão, programação, letras, etc.), Dale Van Norman (Guitarras, backing vocals, percussão, teclados), Kemikal (Baixo, guitarra, percussão, teclado, backing vocals) e Caise (Bateria e percussão). É, meu filho! Não se surpreenda se estiver tocando algo sujo e pesado quando, de repente, virar um trancezão ácido de boates não muito undergrounds nem muito populares. Ou quando estiver algo acústico e do nada aparecer aquele drum n' bass gravezão para mexer o local aonde estão suas caixas de som.
A banda também é minimamente conhecida por ter a música "Symbiont" (uma das melhores do CD, muuuito viajante) inclusa na trilha sonora do game de PS1 Road Rash: Jailbreak e outra no game de PS2 Need For Speed Most Wanted. Apesar de terem mais sons em filmes como Bad Boys II, Homem Aranha 2, Mulher Gato, entre outros, incluindo o programa da Mtv Pimp My Ride; Ninguém sabe que tais músicas são do Celldweller.
Banda muito boa e que com certeza dará as caras por aqui novamente! Confira esse ótimo trabalho clicando aqui.