quarta-feira, setembro 12, 2007

Sahara Hotnights - What If Leaving Is A Loving Thing


As moças carismáticas do Sahara Hotnights ficaram 3 anos sem lançar um disco novo, desde o maravilhoso Kiss & Tell. Esse fato não foi devido à falta de criatividade ou coisa assim, porque eles ficaram foi sem gravadora, durante um árduo tempo. Em 2006, se não me engano, largaram a demo "Visit to Vienna" no Myspace, e como a música foi bem escutada e aceita, arrumaram uma gravadora/selo para distribuir esse CD aqui, que é de 2007.
What If Leaving Is A Loving Thing nos mostra uma mudança enorme no som das garotas. Essa mudança é uma divisora de águas na carreira delas, pois estão perdendo fãs e ganhando novos. Em alguns casos (como no meu), elas conseguiram manter alguns, mas poucos. Felizmente - muito, por sinal - elas não viraram "Avril Lavignes" da vida. A diferença é que o som está bem suave, perdendo muita da influência do punk e do garage rock, que foram enormes nos dois últimos álbuns. O que predomina aqui, bom, eu não sei dizer bem... É uma espécie de som alternativo. Não chega a ser um alternativo bizarro, está longe disso. Digamos que é um alternativo normal, mas não chega a ser popular. Ah, cacete! Tem músicas que parecem com a Madonna dos anos 80, só que com gravação atual e uma guitarra leviana. Eitaaa... Isso não está dando certo. Independente do que você pensar sobre a minha resenha, eu recomendo fazer o download e formar a sua própria opinião.
O som é mais leve, possui alguns riffs de guitarra memoráveis, é agradável de curtir, enfim, é um belo trabalho. Não é o que os fãs mais esperavam, mas é legal. Creio que elas não são mais garotas, estão virando adultas, e dizem que os adultos mudam muito. Bom, outro motivo para essa mudança, é que ficar tocando sempre a mesma coisa enjoa. Se eu, que tenho uma banda que ensaia uma vez por semana e vem fazendo uns 3 shows por mês, fico meio enjoado dos sons que tocamos, imagina uma banda que faça turnês gigantes, 3 a 4 shows por semana... É, gente, vida de músico é assim.
"Cheek to Cheek" e "Getting Away With Murder" são as melhores, na opinião deste humilde redator que aqui lhes escreve. As outras músicas são boas, não chegam a ser excelentes, mas não há sequer uma ruim também.
Desejo fortemente que agora elas ganhem mais reconhecimento por parte da mídia. Se virar modinha (é difícil, mas vá lá...), não dou a mínima. Quero mais que ganhem rios de dinheiro e dominem as rádios ou canais de TV, porque, sinceramente, tá faltando coisa boa nesses meios de comunicação, e elas são excelentes.
Download.

terça-feira, setembro 11, 2007

Hüsker Dü - Warehouse: Songs and Stories

Já faz um bom tempo desde a última vez que um álbum dos Hüskers foi postado aqui no blog, então que sirva como uma forma de homenagem, pois este ano faz 20 anos que a banda acabou e também 20 anos que este último disco foi lançado, um álbum duplo, que leva no nome uma forma nova da banda gravar: Alugando um armazém pra escrever e tester os materiais ao invés do modo clássico, de escrever e testar as músicas ao-vivo.
E não é só essa a mudança da banda, como eles recém tinham trocado a SST pela Warner, muitos fãs na época pensaram que a banda iria se vender, mas lançaram Candy Apple Grey para provar o contrário, que continuavam com o mesmo espírito, porém estavam mais maturos e escrevendo e fazendo músicas diferentes, mas não muito, do que nos álbuns anteriores e uma clara diferença: Uma produção de deixar todos os outros álbuns no chinelo.
Bom, talvez esse seja um dos pontos para muitos dos fãs terem virado a cara para esse disco e ter sido aclamado pela crítica, até hoje. Lógico, está longe de ser um disco ruim, pois a banda nunca fez isso, mas as vezes quando eu escuto ele, parece que as músicas estão perdidas dentro do disco, mas vale muito a pena quando chega em músicas como a power-pop "Could You Be The One" e "You're A Soldier", uma música que se não tivesse a produção que teve, com certeza poderia figurar entras as pérolas do New Day Rising.
Mas nem tudou foi mudado, como os compositores, continuou sendo Bob Mould e Grant Hart os grandes escritores da banda, que apesar dos críticos babarem os ovos deles neste disco, sempre achei as composições dos dois fantásticas, e claro, nunca escrevendo juntos. E como eu disse no início, se há para homenagear são esses dois rapazes, que foram responsáveis por boa parte da mudança na música underground com o disco divisor de águas Zen Arcade, mostraram para os jovens revoltados uma outra forma de fazer Hardcore.
Apesar de serem dois letristas de mão cheia e músicos não tão habilidosos, mas com grande qualidade e criatividade, principalmente foram os pivôs para o fim do trio de Minneapolis, no mesmo ano do lançamento deste disco. Já com bastante tempo de estrada, tava crítico a situação entre os dois e como sempre, o problema clichê de drogas, juntando com a tensão que a banda estava por falta de criatividade resultou no suicídio do manager da banda, David Savoy, que já não aguentava trabalhar daquela maneira e depressão, vai entender, mas acabou que a banda ficou sem saber pra onde e correr, e seus shows de divlugaçao de Warehouse... eram Jams de seqüências do disco até que eles resolveram dar um fim e cada um ir pro seu lado. Acabava aí a trajetória de uma das bandas mais geniais e importantes para o rock underground americano, mas que deixou maravilhosos trabalhos, como esse que você pode conferir clicando na capa, após ler toda essa baboseira deste grande fã do Hüskers.

As I Lay Dying - An Ocean Between Us


Há poucos meses atrás, eles prometeram que o álbum novo seria diferente, pois estavam muito cansados de seguir na mesma linha do Shadows Are Security. Torci para que o AILD viesse a tocar brutal death metal (por mais que fosse absurdo), e o que aconteceu? É lógico que eles não viraram brutal death metal, mas deram uma boa encorpada no som e uma leve remoldada no estilo.
Tim Lambesis está mandando guturais mais fortes, Jordan Mancino está mais agressivo e afinou sua bateria com mais peso, Nick Hipa e Phil Sgrosso conseguiram criar melodias e riffs melhores que as do álbum anterior - mas distantes das extremamente marcantes de Frail Words Collapse. O surgimento de solos ficou caliente (ai que loOoOoOca), tem uns bem legais. Quanto ao baixista novo, Josh Gilbert, não senti muita diferença em relação a Clint Norris. Bom, os backin' vocals estão melhores, muito melhores, e talvez seja ele quem cante, porém não sei ao certo.
O CD começa com uma lindíssima intro, a faixa "Seperation". Creio que já começaram muito melhor que em qualquer álbum, pois uma boa intro dispensa comentários. Já nas duas seguintes faixas, juro que pensei que estava escutando um Dry Kill Logic mais pesado, porque o estilo é o mesmo. Algum tempo depois, em "Within Destruction", eu percebi que a pegada da banda ficou mais forte, tanto que eu realmente curti esse som. É que, para mim, AILD é aquela banda que eu escuto mas não me prende muito, entende? Mas esse som ali realmente é de tirar o chapéu. "I Never Wanted", com os vocais graves rolando ao mesmo tempo que os agudos harmônicos, ficou linda. Por sinal, é uma música um tanto quanto extensa. É perceptível a quantidade de músicas maiores que eles fizeram nesse disco; fruto, na minha opinião, de um amadurecimento.
E o disco segue com boas músicas, mas ainda falta algo no som deles. Não sei explicar, e é óbvio que gostos e opiniões são diferentes, portanto, não fico assustado se aparecer alguém aqui me xingando porque eu não falei "a verdade" sobre o álbum. Se bem que esses xingamentos são coisas de tr00, e tr00 não curte AILD, porque é cristão, e tr00 odeia cristão, e... Ah, esquece, "Wrath Upon Ourselves" começa quebrando tudo e é uma das músicas mais pesadas que eles já fizeram. Recomendo pra quem quer curtir um som pesado e harmonioso, não caindo extremamente para nenhum dos lados, e sim ficando em um bom equilíbrio.
Download.

segunda-feira, setembro 10, 2007

Cattle Decapitation - Homovore


Tente imaginar uma banda tocando um power violence instrumental com cobertura de um vocal death agudo/rasgado e rosnado/grave. Some isso a algumas letras de humor e anti-seres humanos. Feito isso, pegue uma banda nos primórdios de carreira e com liberdade para fazer bem o que quer. Conseguiu? Parabéns, esse é o Cattle Decapitation em sua fase mais "correta".
Homovore é o segundo full-lenght dos caras, e é possivelmente o que mais tem a cara da banda. A energia e a atitude estão captadas nesse material, meio tosco, mas entendível. Não que hoje em dia o som seja ruim ou que eles se venderam, tudo está muito longe disso. O que acontece, é que agora eles são da Metal Blade, uma gravadora mais séria e que não costuma lançar bandas que tenham um disco com mais de 10 músicas na média dos 30 segundos. Hoje, as músicas são mais extensas, a gravação é infinitamente melhor e a composição é muito mais trabalhada. Adoro isso! Já disse e repito, Karma.Bloody.Karma é um dos melhores cd's que escutei na vida! :D Portanto, isso não é uma crítica negativa. Gosto de todas as fases da banda, mas foi nos primórdios que eles eram mais radicais - decidir o melhor, cabe só a você.
São 16 músicas que compõem este álbum. Títulos como "Joined At The Ass" e "Open Human Head Experiments with Bleach Laquer and Epoxy" mostram bem o lado humorístico e anti-humano do vocalista/letrista Travis Ryan, que tem o trabalho de gravar, no mínimo, 2 vocais diferentes e juntá-los em quase todas as músicas.
O som não é tão pesado quanto aparenta. É goregrind, manja? Grindcore com letras nojentas. É a mais pura energia do punk extremo somada a um vocal death metal, obtendo resultados que são uma porcaria a alguns ouvidos e uma maravilha a outros.
Quer curtir? Clique aqui.

domingo, setembro 09, 2007

Pelican - The Fire in Our Throats Will Beckon the Thaw

Pelican foi formado em 2001, em Chicago, Illinois, após o fim da banda Tusk, que tocavam uma mistura de Napalm Death com Naked City. Atualmente, a banda se mudou para Los Angeles, assim como seus conterrâneos do Isis, banda que tem algumas semelhanças e curiosidades. A banda vem da mesma cidade e com um som bem parecido, influênciados pelo som do Neurosis e alguns elementos do Isis, banda de Aaron Turner, cabeção e vocalista, que é o dono do Selo Hydra Head, que contratou o Pelican e já lançou três full-lengths.
A banda é formada por 4 integrantes e se diferencia por não terem um vocalista. Tocam um som bem atual, e que anda sendo bem comentado ultimamente, o tal do Post-Rock, ou Post-Metal: Classificações dadas por jornalistas ou críticos, para poder encaixar bandas em algum padrão. Bom, acho que é algo necessário em alguns casos, mas no caso de Pelican, a banda com certeza está acima dos rótulos, e isso acontece raramente. Tentar descrever o som que a banda faz é algo quase impossível com palavras, músicas de lindas melodias, progressivas e de andamento complexo, longas, com doses de peso e partes lentas, atmosféricas, aquele lance manjado de influências de Doom Metal com Sludge. Mas a parte interessante do Pelican é a ausência total de letra e vocal, explicação da banda:
1."A banda não é instrumental por escolha, a gente só não consegue pôr vocais em nosso som e conseguir deixar legal", bem, quando tu escutar, vai perceber que não faz falta letras ou vocais, basta fechar os olhos que a música entra na sua mente, e isso serve como a letra, pois tu interpreta como quiser, e essa é mágica do Pelican.
2."Quando uma banda tem uma vocalista, se tem muitas limitações. Se tivessemos um cara monstruoso gritando na nossa frente, seriamos considerados metal, se tivessemos um jovezinho na nossa frente cantando, seriamos considerados emo, então assim ninguém consegue nos fixar em um termo" Inteligente resposta do baterista Larry Herweg, quando perguntado sobre o porquê de serem uma banda instrumental.
The Fire in Our Throats Will Beckon the Thaw é o segundo disco da banda, lançado em 2005, e foi muito bem recebido pela crítica e principalmente pelos fãs, quem realmente deve gostar dos trabalhos. Este disco conta com apenas 7 músicas, todas de longa duração e de incríveis melodias, num ótimo atmosférico viajante. Na maioria são canções que estão relacionadas com a natureza, como vemos nos nomes como "Last Day Of Winter", "Autunm Into Summer", "Aurora Borealis" e "March To The Sea" (Música qual recebeu um EP, com o mesmo nome, que conta com uma versão extendida de mais de 20 minutos). Realmente, escrever sobre esse disco é apenas para dar uma idéia geral, você pode interpretar como quiser, basta clicar na capa e fazer o download desse lindo trabalho.

sábado, setembro 08, 2007

Job For A Cowboy - Demo


Se eu conhecesse só essa demo, nunca imaginaria que os rapazes do JFAC chegariam tão longe. E chega a ser estranho, porque, apenas um ano depois, o som ficou infinitamente mais atraente e brutal.
As demos podem ter 2 propósitos: Ou elas já começam quebrando tudo, para impressionar; ou, mais dificilmente, mostram um trabalho não tão espetacular, mas que tendem a proporcionar bons frutos mais no futuro.
O caso do JFAC foi mais difícil. Eu não diria que eles viriam a lançar uma pérola como o EP Doom. Porra, esse EP é um dos melhores materiais dos últimos tempos, na minha opinião. Músicas trabalhadas, criativas, empolgantes, surpreendentes, insanas, ou seja, Job For A Cowboy era uma maravilha! Os rapazes tinham (e ainda têm) tudo para ser uma das melhores bandas da atualidade, mas perderam o seu diferencial no CD que lançaram este ano, o triunfante Genesis. Foi bem sucedido, sem dúvidas, os números nos mostram isso; mas, a meu ponto de vista, o som deles ficou igual ao de muitas bandas. Perderam a identidade! Minha opinião. Há quem diga que é uma maravilha, melhor que o EP, enfim... Essa demo é bem crua, tem alguns riffs legais e tal, mas nada que me empolgue a escutar direto.
Estou no aguardo, sedento por material novo dos caras.
Confira essa demo meio sem sal clicando aqui.

quinta-feira, setembro 06, 2007

Extreme Noise Terror - A Holocaust In Your Head


Muito se deve à cena americana pelo surgimento do hardcore, bem como se deve muito à cena inglesa pelo possível surgimento e pela multiplicação do grindcore. Diversos nomes de peso são de lá, e o Extreme Noise Terror (popularmente conhecido como ENT) é um deles. Não só um deles, mas sim um dos primeiros e, por isso, um dos mais importantes, sem dúvida.
A Holocaust In Your Head é o primeiro disco completo do grupo, sendo lançado assim que a formação ficou estável. Antes disso, tiveram dezenas de outros músicos - Mick Harris, ex-baterista do Napalm Death, foi um - e sempre foram notados pelo uso de dois vocalistas simultâneos. É incrível o fato de este disco ter resultado em duas turnês gigantes, uma no Japão e outra na Europa, já que bandas assim não ganhavam "nem pra cachaça", ainda por cima com o estilo começando a crescer.
Punk extremo, grindcore, crustcore, hardcore, fastcore... Nenhum estilo desses é completamente adotável ao som deles, pois eles conseguem englobar tudo isso dentro destas 14 músicas que tornam esse disco um clássico aos fãs da sonzeira rápida, agressiva, crua e protestante. Aliás, como é obrigatório, as letras são de puro prtesto político e social, cantadas de maneira ora limpa ora agressiva, mas sempre muito empolgantes! >:D
Curte som assim? Baixe agora!
Não curte? Vá escutar My Chemical Romance, seu orelha sensível.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Nine Inch Nails - Downward Spiral

Eu nunca dei muita atenção para música industrial, achava massante e barulhento, achava mais barulho do que música, achava que o eletrônico não devia se misturar com rock e esse tipo de coisa. Mas quando se abre a mente, se expande os horizonte, e quem conseguiu fazer isso foi o Ministry: Uma versão eletrônica de Motörhead. Bom, daí em diante começei a prestar atenção nesse estilo, mas nenhuma banda conseguiu chamar minha atenção como Nine Inch Nails.
Da primeira vez que eu postei NIN aqui, o som deles tinha me deixado tão perturbado que acabei escrevendo um release bem estranho, não que os outros sejam grande coisa, mas, eu notei que o som refletiu diretamente em mim naquele instante. Trent Reznor, cabeção líder e dono da banda nunca foi uma pessoa muita certa, ou mentalmente saudável, e é justamente isso que ele faz com a música, passa toda a angústia, depressão e raiva para o ouvinte em canções fudidamente cheias desse tipo de sentimento e acaba entrando na tua mente.
Downward Spiral é um álbum conceitual, que mostra o caminho de um jovem que se vê perdido na vida, mostrando sua visão sobre temas como religião, sociedade, sexo e uso de drogas, que boa parte do tempo acaba se confundindo com a vida do baixinho, que estava no ápice de seu vício por alcool e drogas e claro, profundamente afundado em depressão. O que chama a atenção nessa histórinha é a forma que ela é abordada e como foi constituida: As letras se encaixam perfeitamente no som, cada música pode ser escutada e interpretada separada e a capacidade de fazer um disco dessa maneira e ainda conseguir um hit: "Closer" uma música pra lá de controversa que ganhou um clipe mais controverso ainda, e foi editada para poder ir pras rádios.
E como em toda boa história, se tem um bom fim (Pelo menos deveria ser), e o baixinho Reznor fez isso com uma maestria invejável, seja o desfecho de forma literal ou de forma musical. Após tudo que o personagem passou, e depois tudo o que ouvinte enfrentou, um pesadelo, dor e sofrimento em forma de música, a história termina quando ele decide terminar com um suicídio, e a última música, "Hurt" (Canção que ficou extremamente conheçido no vozerão do Sr. Johnny Cash, gravado pouco antes de sua morte), quem canta é sua alma, alertando sobre o que ele fez, mas que agora já não tem volta, genial não?
Pois é, esse disco é considerado por muitos como um clássico da música atual, mesmo sendo lançado em 95, se mantém em boa parte das listas de "Melhores Discos" e não é por acaso. Grande trabalho, a mistura perfeita entre rock, loucura e musica eletronica. Pra baixar, só aquele clica na capa, e vá escutando até eu postar o último disco, Year Zero, que saiu esse ano.

Art Of Trance feat. Natacha Atlas - Persia


Em primeiro lugar: Fica declarado, a partir de agora, que isso aqui não é simplesmente música eletrônica, muito menos aquelas que ouvimos aos montes por aí.
Pois bem, Art Of Trance é o nome que o músico, artista, dj, e tudo mais relacionado à arte de produzir, criar e mixar músicas, Simon Berry utiliza para lançar seus trabalhos de trance progressivo.
Aqui em minha cidade, o que mais escuto é a mulecada falando: "Odeio música eletrônica!", "Psy trance é o caralho!", "Techno é palha!". Realmente é muito triste ouvir isso, principalmente pelo fato de que esses muleques referem-se a esses estilos quando vêem alguém se achando com um carrinho sintonizado na Jovem Pam. Raciocine comigo: A Jovem Pam toca REALMENTE esses estilos? Não. Queria eu que todos eles tivessem a oportunidade de conhecer Art Of Trance, Acid Junkies, Celldweller ou Atari Teenage Riot para pensar bem antes de falar mal de música eletrônica. Tudo é questão de saber separar! Água e óleo são líquidos, mas você bebe água ou olho? Apesar de serem líquidos, não são iguais. O mesmo acontece no ramo da música eletrônica, uma pena que a maioria conheça apenas o "óleo".
Art Of Trance faz músicas longas e viajadas - tenho um cd dele que a menor música tem 6 minutos -, utiliza de recursos muito futurísticos e cria estruturas muito complexas; por isso, não é algo que você vai decorar na primeira vez que ouvir, porque a viagem vai longe. Apesar de ser focado principalmente no trance, Simon absorve grandes influências de música ambiente (semelhante ao Biosphere), todavia sabe deixar o lado empolgante falar mais alto. Possui 4 full-lenghts (passando de uma hora, todos eles) e diversos lançamentos menores.
Quanto a Natacha Atlas, é uma cantora belga muito versátil, exerce sua função com várias influências de músicas do oriente-médio e africanas. Possui uma voz linda e bastante técnica. Não é famosa, porém deixa muita cantora mainstream no chinelo.
O que resulta da união desse grande músico com essa belíssima cantora? Meu(minha) caro(a), o resultado é esse mini-cd intitulado de Persia. Possui apenas uma música e um remix da mesma, mas já é o bastante. Essa música, batizada de "Persia", possui 7 minutos e uma estrutura maravilhosa. As bases eletrônicas de Simon fundem-se às linhas vocais surpreendentes de Natacha para formar um som que eu nunca havia escutado igual!
Muito agradável de se escutar e recomendo àqueles que queiram conhecer um som eletrônico e muito bem feito, sem esquecer, é claro, dos que já conhecem e queiram aprofundar o conhecimento.
Download.

terça-feira, setembro 04, 2007

Dio - The Last In Line


Peço mil perdões a todos vocês pelo erro cometido ontem, de postar o link para download do CD do Dio no post das garotas do Sahara Hotnights. Não sei bem qual foi o descuido, se não me engano, estava upando os 2 em janelas separadas e me confundi na hora de pegar o link pronto, só percebendo o erro hoje. Desculpas denovo, e isso não se repetirá. Agora está tudo consertado.

Ronald James Padovana, aka Ronnie James Dio, é uma figura que, ao contrário da maioria dos outros vocalistas e músicos lendários, permanece com uma voz poderosa e intacta às gerações que se passaram. É muito agradável escutar seus últimos trabalhos, poder ver que o anãozinho simpático continua cantando e escrevendo do jeito que gosta sobre as coisas que mais gosta, e que droga nenhuma, seja cigarro ou bebida, deu a ele um prazer maior do que o de cantar.
Após cantar em dois gigantes, Rainbow e Black Sabbath, Dio decidiu seguir "carreira solo". Na verdade, o nome Dio não está ligado diretamente à pessoa de Ronnie, pois ele sempre deu créditos aos músicos nos discos e cd's, inclusive falando que Dio é o nome da banda, e não seu nome de artista solo. O início da banda Dio não poderia ser melhor, porque começaram lançando o álbum Holy Diver, um disco recheado de músicas excelentes e considerado por muitos como uma pérola do rock/heavy metal - inclusive por mim.
The Last In Line é a segunda maravilha lançada pela banda, em 1984, trazendo logo de cara a explosiva "We Rock" e, na seqüência, a faixa-título, que tem uma linda intro de guitarra e vocal. Porra, tentar resenhar música por música de qualquer trabalho do Dio será mecânico, pois não há palavra que redija o feeling desse baixinho com sua voz indefinível e única. Eu vou ser franco com todos vocês, não tenho mais paciência pra escutar heavy metal, sabem? Mas Dio é um som que eu escuto e gosto, assim como Black Sabbath. Com certeza são bandas do estilo que ficam acima dos rótulos.
Nada mais a dizer, apenas baixe e aprecie.

U2 - The Joshua Tree

Assim como a organização ultra secreta que patrocina o Fukt nos deu um mega show para presentear um ano de Blog, também investiu em um dos contribuidores, e o escolhido foi eu. Me mandaram para a Irlanda onde estou terminando meu treinamento de Inglês, pois acredito que eles estão com a intenção de tornar o nosso Blog em uma negócio internacional.
Mas é isso, não posso passar mais informações sobre.
Então como o primeiro post aqui, nada mais justo que a banda que representa este país por todo mundo, o U2. Eles são como o Cristo Redentor ou Carnaval no Brasil, boa parte das pessoas quando houvem falar da Irlanda, lembram de Slane Castle ou do U2. E como não poderia ser diferente, quando eu peguei o taxi para a base secreta na qual estou hospedado, adivinha qual foi a primeira banda a tocar na rádio?
Pois é, além disso, a banda está recebendo um prédio aqui em Dublin em homenagem à eles, e ontem passeando aqui, achei uma loja chamada U2 Collectable Inside, com artigos da banda, singles, miniaturas, discos autografados, camisetas, canecas, putz, de tudo, até cd deles tinha lá, e dentre eles, uma variedade enorme de The Joshua Tree.
Bom, esse disco é com certeza um dos melhores trabalhos da banda, eu escuto U2 desde pequeno, por influência do meu pai e posso dizer: Esse é o melhor trabalho deles. Não só eu, e não só pelo fato de ser fã, mas há números e reviews que dizem o mesmo. Dá uma olhada na wikipedia sobre este disco só pra ter uma idéia.
Lançado em 87, foi o motivo pelo qual o U2 é tão conheçido mundialmente hoje, com singles como "Where The Streets Have No Name" e "With or Without You" ganharam as rádios e canais de video clipe. E como se não fosse bastante, há outros dois hits como "I Still Haven't Found What I'm Looking For" e "Bullet The Blue Sky". Acredito que isso já seria o bastante pra vender uma porrada, mas o que o U2 fez não foi só isso, ao invés de só "encher lingüiça" no resto do disco, os caras fizeram mais um monte monte de músicas legais como "In God's Country" ou "Exit", que não tem o mesmo reconheçimento pelo público geral, mas são músicas principais da banda, que são executadas em alguns Shows.
Bom, a partir deste cd que o U2 virou de uma banda de Rock para uma banda Pop, pois a quantidade de ouvintes casuais triplicou com este disco, superando o número de fãs de verdade, e isso segue até hoje. Eles são o tipo de banda que agrada todo mundo, botar U2 pra tocar é como comprar Coca-Cola, vai agradar todo mundo (Claro pessoal, isso sempre tem suas excessões, nos dois casos).
Após escrever bastante, vou deixar vocês para baixar o disco clicando na capa e se divertir ao som dos Irlandeses mais famosos do mundo.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Sahara Hotnights - Kiss & Tell


Ai, ai, ai... As moças do Sahara Hotnights não são um tesão só em suas formas físicas, elas também são muito tesão quando tocam maravilhas como "Hot Night Crash", "Nerves" e "Hangin'" neste belíssimo Kiss & Tell, lançado em 2004.
Eu lembro que foi amor à primeira audição, tanto que me obriguei a conhecer profundamente a discografia das moças na mesma semana que conheci, e é mais que claro que eu não me arrependi; viciei, honestamente.
O rock marcante e bem tocado, acrescentado ainda de elementos daquele punk de garagem, é levado pelas maravilhosas linhas vocais de Maria Andersson a um nível de extasy gigantesco, ainda mais quando se olha algum vídeo no qual aparece a linda Johanna Asplund tocando aquele Fender gigantesco que muito homem não se arrisca a tocar! Mas não dá para esquecer da grande baterista Karin Forsman, que poderia ser modelo caso não trabalhasse com música, e da outra guitarrista, irmã de Johanna, Jennie Asplund, que é quem cria os riffs marcantes das músicas que já foram citadas. No álbum anterior, Jennie Bomb, ela também fez um trabalho excepcional. Para ser justo, todas elas fizeram! :) Elas fazem o Sahara Hotnights ser uma das bandas que mais me agradam!
Muito se fala em The Distillers, Fabulous Disaster, The Donnas, Avril Lingüiça... Olha, creio que as pessoas falam muito dessas bandas - as 3 primeiras realmente merecem reconhecimento, a última eu falei para zoar - porque não escutaram Sahara Hotnights. Sem querer desmerecer, mas creio que Sahara é beeem melhor, o que falta mesmo é divulgação. Talvez por elas serem da Suécia, acabam sendo sufocadas pela cena americana, onde as gravadoras investem pesado no merchandise internacional. Conhece essa conversa, né?
Pouco do reconhecimento que elas têm, veio de uma participação no filme Jackass, com "Alright, Alright!" e outra no desenho do Scooby-Doo, com "Nerves", se não estou enganado.
Eu recomendo! E em breve o CD que elas lançaram esse ano, intitulado de What If Leaving Is A loving Thing.
Download com link certo xP.

quinta-feira, agosto 30, 2007

Manowar - Louder Than Hell


O que falar dos caras que se auto-rotulam de "Os Reis do Metal"? Bom, na minha opinião, o que há para falar deles, é que, nos últimos anos, eles falaram demais e fizeram pouco, principalmente após esse Louder Than Hell em questão. Nunca foram os "reis do metal", por sinal, isso sequer existe, é apenas uma jogada de marketing que funciona muito bem quando se trata de fisgar o público que está começando a conhecer o mundo pesado do rock. Quem são eles? Os adolescentes de 12 a 15 anos, é claro. Tudo é tão novo e surpreendente, é natural que, para se enturmar, todos queiram dar aquele ar de que conhecem algo realmente bom, ou como diria a linguagem popular: "Fodão". Aí é que entra o Manowar, com suas frases exageradas e suas atitudes "trues" em relação ao mundo do heavy metal. Todo mundo quer ser "true", ninguém quer ser "poser". Os fãs de Manowar - digamos que 90% - parecem que não enxergam a verdadeira palhaçada que o Manowar faz, ou melhor, as poses. Não existe uma irmandade dentro do metal, não existe um reino e muito menos batalhas de aço. O Manowar prega (isso mesmo, PREGA) tudo isso em seus shows, que geralmente parecem mais uma palestra, porque músicas são poucas, levando em consideração o tempo usado por Eric Adams (vocalista) para falar sobre o símbolo do Manowar, que não é um " \,,/ ", e sim um sinal de cruzar os braços... Argh!
Mas como músicos, os caras eram muito competentes. Sempre fazendo um heavy metal com traços de hard rock - por mais que eles neguem, é evidente a percepção ao escutar músicas como "Fighting The World" -, eles conseguiram fixar o nome na cena mundial, talvez mais pela falação, mas seja pela música ou não, ela é boa, demais em alguns discos. Esse aqui é meu preferido, apesar de ter uma fórmula bem simples. Difícil não gostar de linhas instrumentais como a de "Return Of The Warlod", não cantar refrãos como o grudento e animador de "Brothers of Metal", apreciar a balada "Courage", pagar um pau pra letra de "The Power" (leia a tradução clicando aqui), ver que "Today Is A Good Day To Die" é uma instrumental de quase 10 minutos muito bem feita ou não admitir que Scott Columbus é realmente um baterista muito filho da puta para manter os 2 bumbos inquietos o tempo todo em "Outlaw".
Outros álbuns bons são o narcisista Kings of Metal e o conceitual e épico The Triumph Of Steel. Nem procure os álbuns recentes, não passam de enrolação - na minha modesta opinião, é óbvio.
Baixe e curta, mas não se rebaixe a ponto de acreditar ou apoiar as ATITUDES deles.

terça-feira, agosto 28, 2007

Bad Religion - The New America

Alguém se lembra da época de como era usar computador em 2001/2002? Época que todo mundo usava internet discada e pra baixar música era só de uma em uma. As músicas em MP3 estavam começando a se popularizar e deixar de lados os CD's, surgia aí uma maneira de se escutar música, agora no computador. Pois então, começei falando nesse assunto pois foi mais ou menos nessa época que eu consegui esse disco, pois ele foi lançado em 2000, e um dos primeiros que eu ripei para meu computador. Eu devia estar na 6ª série, e tava começando me interessar cada vez mais por punk-rock, e como desde aquela época, perdia muito tempo no computador, era onde eu escutava música, e ali eu ripei todos os cds para MP3 e baixei as primeiras músicas pelo AudioGalaxy (Quem lembra desse puta programa?) ou Napster.
The New America é o cd que eu mais escutei da banda, com certeza, e já fazia um tempo que eu não botava ele pra tocar, mas semana aconteceu alguns acontecimentos estranhos. Após eu voltar do enterro do meu vô, me surgiu uma música na cabeça, quando me dei conta era "1000 Memories", desse álbum, então fui ver a letra, e me espantei: "You were the one, you were my everything (...)Then one day, when you went your own way...". Bom, não sei com qual intenção ou pra quem Greg Graffin escreveu essa música, mas essas passagens da letra fizeram lembrar meu vô, senti um espanto quando li a letra. Depois disso, passei quase a semana escutando The New America, e como se não fosse o bastante, na sexta-feira, na festa do aniversário, eu ganho de presente esse cd, porra, vai entender...
Mas The New America é quase sempre mal visto por quase todas pessoas, pela crítica, por maioria dos fãs, e até pela banda, pois na maioria dos seus shows, quase não tocam nenhuma música do álbum. É um cd de músicas bem mais acessíveis, mais calmas e não tão intensas, mas de melodias e de ritmos incríveis, e sem quase nada das letras de cunho político, como de costume, na maioria são letras pessoais, pelo momentos que o vocalista e compositor da banda Greg Graffin passava, e mesmo assim, é um dos discos que tem as letras mais fortes da banda. Esse foi o último disco lançado pela Atlantic, que ele assinar no lançamento de Stranger Than Fiction, e o disco que marca o início da volta pra banda do guitarrista, membro fundador e dono do selo Epitpah, Mr. Brett, que se integrou definitavamente no lançamento seguinte, The Process Of Belief, outro álbum que eu tenho, até o lançamento do maravilhoso e recente New Maps Of Hell.
Eu pessoalmente, adoro esse cd e me sinto muito agradeçido por ter ganho ele de presente, toda a vez que eu escuto faz me lembrar do meu tempo de guri e por isso, senti muita vontade de postar, de escrever um pouco dessas babaquices pois Bad Religion é uma das bandas que faz me arrepiar cada vez que eu escuto. Pra conferir, clica na capa.

Agnostic Front - Something's Gotta Give


"Agnostic Front é o hardcore! Old school to new school, are you my friend or foe?"
A descrição da maior comunidade do Agnostic Front, no orkut, resume de forma simples e objetiva qual é a proposta da banda.
Bases empolgantes, arranjos criativos, vocal inconfundível de Roger Miret, coros no melhor estilo de guerra e sempre com letras dotadas de conteúdo - o principal pilar para construir o hardcore.
Something's Gotta Give, lançado em 1998, mostra o Agnostic Front bebendo na linha anos 80, mas com uma produção já atual à época. É nesse CD que está um dos grandes hinos do hardcore, a excelente "Gotta Go!", que é uma música para quebrar tudo num show, para cantar do começo ao fim e pirar nos solos de guitarras que, apesar de serem simples, dão uma surra feia nos daquelas bandas de "metal progressivo mãe olha como eu toco bem e faço pirueta desnecessária"! Hahahaha! Claro que até curto um som progressivo, mas penso que, às vezes, os caras pegam pesado demais. Simplicidade e objetividade são coisas simples e que agradam em alto grau! :D
Nesse CD está também um cover de uma banda Iron Cross, com a música "Crucified", simplesmente matador! As demais músicas são na mesma linha, não deixam pedra sobre pedra, não deixam a empolgação cair e provam porque o Agnostic Front é uma banda respeitada por todos e que sobrevive às décadas sem perder o espírito.
Dizer o que mais? Os caras são os pais do hardcore nova yorkino, os ídolos das bandas que vieram a surgir depois e aqueles que fazem o som para esgaçar no volume máximo e bater cabeça!
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sexta-feira, agosto 24, 2007

Slayer - Haunting The Chapel


Se hoje fosse 1984, certamente meu review seria só elogios e promessas a respeito do Slayer. Hoje estamos em 2007, muita coisa já aconteceu de 1984 para cá, e muita coisa mudou também, pois o tempo não pára, muito menos as mentes humanas. Claro que não é errado elogiar esse EP nos dias de hoje, mas eu devo dizer a vocês que é obrigatório escutá-lo com ouvidos de anos 80, e isso é muito retórico quando se tem em mãos materiais recentes, como, por exemplo, o maravilhoso Christ Illusion, de 2006.
Para a época, Slayer era uma das bandas mais extremas do mundo. Gosto bastante das composições do EP, mas não nele, entendem? É que eu acho a gravação um tanto quanto 'velha' demais e as músicas são executadas até que de maneira lenta se comparadas ao que eles fazem hoje em dia ou em ao-vivos como no viciante Live Undead.
"Aggressive Perfector" e "Captor Of Sin" possuem linhas viciantes, e "Chenical Warfare" um belo trabalho de bateria, sem esquecer das letras inteligentes anti-religião.
No ano seguinte, a banda lançou o álbum Hell Awaits. Slayer estava sendo considerada como a melhor banda da época, e foram intimados a tocar no Combat Tour de 1985, juntamente com Exodus e Venom! Show realmente muito foda, baixei no e-Mule e recomendo, ainda mais que pesa só 700 mb. Porém, em 1986, o mundo tremeu mesmo. Slayer lançou a pérola do thrash mundial, um álbum que não parece ser oitentista, músicas que soam muito bem até os dias de hoje. Quem gritou REIGN IN BLOOD, acertou em cheio! :D
Creio que nem devo escrever mais nada, porque Slayer não se escreve, se grita: "SLAAAAAYEEEER", pois é A melhor banda de thrash metal, sem um pingo de dúvida - e olha que isso é quase unanimidade por parte de quem realmente se aprofunda em conhecer o estilo.
Download.

MC5 - Back In The USA

MC5, abreviação de Motor City 5, foi uma baita banda e de grande importância pra gerações de rockeiros, mas que não tem o devido reconhecimento. Surgido em 64, em Detroit, a banda foi importante pois assim como os Stooges, tocavam o que chama de protopunk, dando a base para o que seria depois conheçido como Punk-Rock.
Sempre quando se fala em MC5, se fala em Stooges, mas o que poucos sabem é que o MC5 surgiu antes deles, mas nem por isso conseguiu o mesmo reconheçimento que a outra banda. Ao invés de quarteto, o MC5 era um quinteto e ao invés de ter um vocalista iguana, tinham um garoto branco com um afro (Black Power) que gritava feito um louco, chamado Rob Tyner. Ao lado dele, tocavam os amigos fundadores da banda e guitarristas Wayne Kramer e Fred "Sonic" Smith, com Michael Davis no baixo e Dennis Thompson na batera.
Com um som mais agressivo que o pessoal estava acostumado a escutar na época, o MC5 ficou conheçido na área de Detroit e depois nos Estados Unidos pelos seus shows enérgicos e seu envolvimento com movimentos de esquerda. Por falar nisso, o MC5 foi uma das primeiras banda e botar a boca no trombone e descer o pau na política, seja nas letras de músicas ou durante o shows, ou até mesmo fora, não importava o lugar, a banda sempre mantia a atitude rebelde.
Logo no início do blog eu postei o primeiro disco deles, o ao vivo Kick Out The Jams, que até hoje é considerado o trabalho mais afudê deles, porém na época, eu era mais imbecil que hoje e quase não escrevi nada, bom, não sei se isso é bom ou não, mas pra mim fica a impressão que o post também não ganhou merecido respeito que eu tenho pela banda, por isso estou tentando me redimir hoje, com Back In The USA, segundo disco de uma discografia de três álbuns em uma carreira de mais ou menos 8 anos, mas que influênciou gerações de Punks e até Metaleiros.
Esse é o segundo disco da banda e o primeiro gravado em estúdio, Back In The USA saiu em 1970, mesmo ano do Fun House dos Stooges e mostra um MC5 um pouco mais calmo, um cd que tem até direito a balada, como é o caso de "Let Me Try" e até cover de clássicos do Rock'n'Roll como "Tutti Frutti" do Little Richard e a faixa título do Chuck Berry, mas que tem sempre espaço pro rock enérgico como "Call Me Animal" e "Teenage Lust".
Pra provar um pouco de Proto Punk, clica na capa.

quinta-feira, agosto 23, 2007

Down - NOLA

Down é um aquelas Supergroups formada por músicos que já haviam uma certa bagagem no mundo musical. Formado em 91, pelo integrante mais conheçido, Phil Anselmo, Ex-Pantera e Superjjoint Ritual, nos vocais, Pepper Kenan, do Corrosion Of Conformity e Kirk Windstein do Crowbar nas guitarras, Todd Stranger no baixo e Jimmy Bower na batera, os dois do Crowbar também.
Os integrantes da banda são todos do sul do Estados Unidos (Justamente é esse o nome do disco, NOLA: News Orleans, Louisiana) e fazem um som que lembra bastante as Southern Heavy Metal Bands, como o Pantera, resultando em um Thrash Metal com vários elementos de Sludge e Doom, juntando num som meio Stoner com uma puta influência de Black Sabbath, principalmente do Master Of Reality, que mistura riffs potentes com peso e algumas canções meio instrumentais e lentas.
Esse é o primeiro disco da banda, e saiu só em 95, após eles terem gravado várias demos e até hoje já vendeu horrores. A banda se reuniu em 2001 pra gravar o disco Down II, mas que não teve grande aceitação e ficou meio de lado, até porque Phil e Bower estavam mais preocupados com o Superjoint do que o Down. E como esse é o ano de grandes lançamentos, como já comentamos, a banda já divulgou que mês que vem está saíndo o DownIII, mas provavelmente deve ter vazado na net, com sempre, mas por enquanto dá pra ficar curtindo esse puta cd.
Já estavam fazendo pedido desse cd faz um bom tempo e eu prometi que iria postar, então pra cumprir a promessa, ta aí uma baita discão, eu pessoalmente curti bastante. Pra tirar suas conclusões, clique na capa, e prove a fúria do som sulista americano.

quarta-feira, agosto 22, 2007

Massive Attack - Mezzanine


Música eletrônica já não é mais um tipo de música que surge no Fukt com longos intervalos de tempo, há algum tempo que eu e o Julio estavam trazendo alguns artistas que combinam a música eletrônica com outras vertentes ou apenas, fazem bom uso dela.
O Massive Attack é uma banda de som eletrônico, que faz um som chamado de Trip-Hop, ou o som de Bristol, da Inglaterra, berço de muitas bandas que seguem esse mesmo estilo. O que seria Trip-Hop? Essa definição é meio intuitíva, som evoluído do Hip-Hop, da batida eletrônica, para um som de viagem, podendo se tornar até uma Bad Trip, dependendo do momento.
O Massive Attack foi uma das bandas que conseguiu elevar esse estilo a um reconheçimento mais mainstream, porém teu um culto de fãs mais diversos, ao contrário do culto de fãs "indies" como do Portishead e da Mega-ícone indie Björk, que soube absorver bem o som. Mezzanine foi o terceiro cd da banda, e foi lançado em 98 e ficou marcado pois a banda disponibilizou alguns meses antes do lançamento, o disco inteiro pra download no seu site, então a banda é nossa amiga, pode baixar sem problemas.
É a primeira música deste disco que é uma das músicas mais conheçicas da banda, chamada de "Angel" que ganhou cover de banda como Sepultura e The Dillinger Escape Plan (Postado há alguns dias), então, se você é um metalhead, não tenha medo ou exite em baixar, pois o som da banda é excelente. Também ficou famosa por aparecer em uma série de filmes, como por exemplo, os mais notáveis Matrix e Snatch, e uma das cenas mais marcantes do filme, quando Mickey (Brad Pitt) enche a cara após o velório de sua mãe. Massive Attack é o verdadeiro som pra trilha sonora, som carregado e cheio de sentimento.
Não digo a música é pra relaxar, pois eles conseguem fazer algumas melodias com um clima denso e pesado que deixa o ouvinte meio nervoso e é isso que eu acho legal no som deles, meio dark, meio ambiental, com um vocal sempre limpo e calmo, ótima pedida pra você que tem a mente aberta e tá afim de curtir outro tipo de som. O download, é autorizado, então clica na capa e te diverte.

Descendents - Enjoy!


Descendents, uma banda de muita importância para o cenário HC-Punk Americano dos anos 80 mas que nunca teve um grande reconhecimento. Pra quem não sabe, os Descendents surgiram na mesma época em que Black Flag e Social Distortion, e durante toda a década dos anos 80 permaneceram na ativa e influênciaram muito do pessoal que curtia o som na época e que hoje tem banda.
Têm muita gente que diz que o Descendents são influência primordial para bandas que viriam depois a serem conhecidas como banda de pop punk ao emocore, motivo? Na época em que a banda surgiu, as Hardcore Bands tocavam um Punk rápido, ríspido e nervoso, o que não é muito diferente dos primeiros discos deles, porém se diferenciavam pois eram das poucas bandas que falavam de coisas cotidianas e de relacionamentos, basicamente, ao invés de ficar pregando anarquia ou protestando.
Em 82, eles lançaram o primeiro álbum, e talvez o melhor trabalho deles, o disco Milo Goes To College, e hoje é considerado um dos grandes discos do estilo. Esse cd que eu tô postando, Enjoy, foi o terceiro da banda, que saíu em 86, com um Descendents reformado, mas que contava com os membros principais Milo Aukerman e Bill Stevenson, que continuam até hoje e são o núcleo da banda.
Enjoy foi um disco que não agradou muito a crítica, e isso você pode ver em qualquer Site ou Revista especializado em música que Enjoy sempre é um dos discos que ganha notas baixas, mas ao contrários dos críticos, esse disco foi feito para quem gosta da banda, e esses sim, assim como eu, podem dizer que esse disco é muito massa. Com certeza é um álbum bem mais obscuro e experimental que os anteriores, como a primeira faixa, que leva o nome do disco, é uma barulheira sem nexo mas que logo depois passa para um cover dos Beach Boys: "Wendy", uma das músicas mais bonitas do disco, que mostra o som clássico da banda: Ritmo rápido e muita melodia, com a voz inconfundível e carismática de Milo.
Assim como "Wendy", há outras música que seguem no mesmo estilo e também são um dos destaques: "Cheer" e "Get The Time", que seguem na mesma linha das músicas melódicas. Mas fora essas, há músicas bem diferentes, como uma experiência com o Thrash Metal em "Hurtin Crue" ou uma música só com peidos dos integrantes da banda em "Orgofart" e até uma música de 7:00 minutos chamada de "Days Are Blood", que é uma música com clima denso e que lembra bastante os discos que o Black Flag gravava nesta época, músicas lentas e com elementos metálicos, mas que são muito legais, ótimo pra quem quer conheçer um outro Descendents. E pra baixar, basta clicar na capa.