terça-feira, março 13, 2007

Rancid - Life Won't Wait

Lembro bem, era época de Natal, tava trabalhando um monte e demorei pra conseguir postar um disco do Rancid aqui, e hoje não foi diferente, o dia todo para conseguir um tempinho para consiguir escrever isso, pois acho a parte mais legal, depois dos comentários, é lógico, que é a parte gratificante, então vamos nessa.
Da última vez que eu postei disco dos Californianos, foi o cd mais famoso deles, e o melhor, chamado ...And Out Come The Wolves, que tem um som que vai do punk ao ska. Life Won't Wait foi o álbum que saiu após, em 98, e que consumiu em torno de um ano de trabalho do Rancid, gravando nos EUA (San Francisco, Los Angeles, Nova Orleans e Nova Iorque) e na ilha do Reggae, Jamaica.
Jamaica? É isso mesmo. O Rancid, desde que foi criado sempre teve comparações com o Clash, no modo de cantar, dos dois vocais, nas linhas de baixo, na atitude e principalmente com o som. Quem conheçe o Clash, ou leu nos posts, sabe que eles foram uma das bandas seminais para o movimento Punk, mas que faziam algo mais que o punk-rock tradicional, misturavam elementos do Reggae, Ska, Dub e Jazz, e o Rancid não faz diferente. Life Won't Wait é muito semelhante ao disco Sandinista! do Clash, o mais "experimental" talvez, mas que se você acha que o disco ficou ruim, se enganou, pois se fosse ruim, não estaria aqui.
O som pode não ser aquela velocidade, mas são música de ótima melodias, com direitos a trompetes, pianos, orgão, percussão, e participações especiais nos vocais com o "regueiro" jamaicano Buju Banton e as letras aparecem de maneira diferente do álbum anteriror, que tratavam do cotidiano, nesse aqui os caras descem o sarrafo, falando de desordem, revoluçã, política (Anarquismo e Comunismo), tipo de tema que todo punk deve saber.
Então "A Vida Não Vai Esperar", baixa logo o cd clicando na capa, e se curtir, você encontra ele fácilmente nas lojas de discos, com uma capinha de papelão muito show de bola.

segunda-feira, março 12, 2007

Grateful Dead - Aoxomoxoa

Já que o Julio disse que boa parte dessa semana ele irá se dedicar a postar discos de rock clássico, vou dar uma "mãozinha" e postar um disco de uma jam band, que eu pessoalmente, admiro muito e que é uma das maiores bandas do estilo rock psicodélico/blues/country, e assim como o Johnny Winter, a banda tem uma discografia extensa, e que há ótimos trabalhos, o que dificulta a escolha de qual postar.
Havia um tempo que eu estava esperando uma oportunidade para poder botar mais algum disco do Dead, e não há melhor hora do que nessa semana.
Então Aoxomoxoa foi o meu escolhido, pois é esse disco o antecessor dos dois clássicos do Dead do ano de 1970, que já foram postados, que são o Worrkingman's Dead e American Beauty, sendo lançado no ano anteriorm, 1969. Esse disco marca, digamos que, o ápice do experimentalismo do Dead. Blues, psicodelia, músicas mais acústicas, e o flerte com a música country faz de Aoxomoxoa um dos grandes disco desta baita Jam Band, surgida em 65, em San Francisco, na Califórnia.
Para baixar o disco de uma das melhores bandas de todo os tempo, clica na capa.

Johnny Winter - Guitar Slinger


Quem acompanha o blog, certamente vê que eu já falei muita coisa sobre o grande Johnny Winter. Estive pensando e decidi fazer um post diferente hoje. Colarei a seguir os comentários que os nossos leitores fizeram sobre o mestre, pois assim vocês verão que não sou somente eu que considero o cara.

"Júlio, PARABÉNS !!!!!!!TENHO TODOS OS ALBUMS DO J.WINTER E prá mim, é o segundo melhor guitarrista da história. O ALBINO É FODA !!!!!
Parabéns pelo post...
De novo.... PARABÉNS" - Loyola

"Muito bom o flash inside do Julio. Ele mostra que conhece mesmo a história do cara e o sentimento é profundo. Que bom que existem caras assim como você Julio. Só assim o rock será capaz de atravessar os tempos, pois como o Lennon dizia: "A música nunca envelhece". Seja qual for o estilo, pois é arte. Abração Guri." - Paulo

"Esse Johnny Winter não veio ao mundo a passeio. Sonzaço dos mais, muito bom mesmo, vozeirão e qualidade em todas as músicas. Valeu gente!" - Nilson

"Cara ! Esses posts do Johnny Winter estão sensacionais... Valeu, abraços em todos os editores do blog." - Lobotomia

"Meu camarada, vc está até o tampo de razão. Johnny Winter faz um blues de primeira linha. Ele já lançou uns 30 álbuns (sem contar as coletâneas) e é dificil apontar, como vc escreveu, "uma meia boca".
Blz de post." - Ser da Noite

"Algumas considerações:
1º - Encontrei esse Blog e ele é sensacional.
2º - Encontrei aqui raridades como Circle Jerks... Som que tem muita gente que diz gostar de punk sem ao menos ter ouvido falar.
3º - Baixei sons pra kct já.
4º - Conheci Johnny Winter, ah! Isso não tem preço!!!!
Valew Julio... carregarei essa divida eterna. rs" - Wally

Quer baixar mais esse álbum?
Só clique aqui.

Agent Orange - Living In Darkness

Não sei se vocês lembram, mas faz umas duas semanas, eu postei um disco dos Adolescents, o disco azul, grande clássico, e naquele post, eu havia dito que postaria o Living In Darkness, assim como o dos Adolescents, o primeiro disco da banda. Além disso, o cd é um dos discos importantes do hardcore americano dos anos 80, e como estou basicamente postando esse tipo de som, esse disco é indispensável.
Então, o Power Trio Agent Orange surgiu em 79, em Fullerton, mais uma cidade do surf californiana, e por isso tenham grande influência da surf music clássica. Em 79, Mike Palm (Guitarra, magrão da esquerda), Scott Miller (Batera, no meio), contavam com o baixista Steve Soto, que saiu para formar os Adolescents (De novo?), e foi substituído pelo baixista James Levesque (Lógicamente, o da direita), e foi com essa formação que entraram em estúdio para gravar essa jóia.
O disco então saiu em 81, originalmente com 8 músicas, entre elas os clássicos "Bloodstains" (Em sua versão original, e talvez a mais conheçida da banda), "Everything Turns Grey", "Cry For Help In A World Gone Mad", e também o cover de Dick Dale, "Miserlou", aquela música do início de Pulp Fictio, clássico cinematográfico de Quentin Tarantino e ficou "famosa" como base para uma música do Black Eyed Peas, acho que é "Pump It". Em 92, o disco foi relançado, e é essa a versão que está sendo disponibilizada, com 15 músicas no total, músicas das sessões de 81, e de 79, ainda com Soto no baixo.
Punk-Rock com influência de Heavy Metal e Surf-Music e um pouco de Pós-Punk, com ótimos riffs, músicas guitarrísticas e harmoniosas, batera com batida estilão surf-music, influenciou muita gente, e ficaram conheçidos por ter criado o tal estilo Skate Rock( Não confundir com Skate Punk). Pra baixar essa maravilha, clica na capa.

domingo, março 11, 2007

Morbid Angel - Entangled In Chaos (ao-vivo)


Como essa semana que virá será dedicada ao rock, decidi largar um último som extremo aqui. Eu sei que a semana começa hoje no calendário, mas para todas as pessoas começa na segunda, então aqui começa na segunda também.
"Quem sabe, faz ao-vivo!" - Já diz o velho ditado. E não é que é um dos mais verdadeiros que existe? O Morbid Angel é uma banda que, por natureza, tem vários álbuns muito bons no estúdio! Mas como toda banda precisa de um álbum ao-vivo para provar que é boa mesmo, aqui está o deles: Entangled In Chaos.
Isso aqui é, definitivamente, uma parede sonora! Um exemplo de como fazer música ao-vivo! Sem contar a produção, que deu o devido destaque a todos os instrumentos e os deixou com a sonoridade original de algo que é tocado ao-vivo. Algumas bandas gravam um álbum ao-vivo, o mesmo vai para uma mixagem em estúdio e é aplicado tanto efeito, mas tanto efeito, que o lance fica mecânico; perdendo aquilo que deveria ter de essencial: A pegada que só existe ao-vivo! E aqui, felizmente, o lance ficou fodão!
Pete Sandoval, o baterista, mostra-se um grande músico, talvez um dos melhores bateras de todos os tempos! Desumano o trabalho do cara aqui. Esse trabalho de bateria é somado ao vocal gutural de David Vincent que, ao mesmo tempo, toca baixo e faz as bases para o trabalho insano de Trey Azaghtoth! Sabe aquelas bandas que você reconhece de cara ao escutar um solo de guitarra, tipo Slayer? Pois é, o Morbid Angel é outra que possui solos bem nessa linha. Algo bem marcante e original, e repito aqui: Prezo muito isso.
A banda não estava preocupada em ser a mais rápida do mundo ou a mais pesada, pois temos aqui vários tipos de sons dos primeiros álbuns. As músicas vão da velocidade extrema (Lord of all Fevers & Plague; Blasphemy Of The Holy Ghost) passando por algo mais lento e sombrio (Immortal Rites) e até algo mais trabalhado (Sworn to the Black; Rapture).
Não perca tempo, baixe essa aula clicando aqui e aprecie o trabalho dos mestres do death metal.

sábado, março 10, 2007

Obituary - Frozen In Time


Atendendo a mais um pedido, trago aqui para vocês uma banda de death das antigas (ou old school), porém com um trabalho recente.
O Obituary é lá do meio dos anos 80, época do surgimento do death metal, e é considerado juntamente com os compatriotas do Morbid Angel, Cannibal Corpse e Deicide como uma das bandas mais influentes do estilo. Alguns até vão mais adiante; dizem que eles não apenas influenciaram, mas sim mudaram o estilo para sempre.
Com o clássico de 1990,Cause of Death, eles chegaram ao auge! O vocalista John Tardy foi extremamente importante no desenvolvimento dos vocais guturais profundos, pois não fazia guturais agudos, ao contrário das outras bandas da época, como os vocalistas das bandas Death e Possessed. Até hoje ele serve de influência para vários vocalistas, não tenha dúvidas! Quando você escuta Behemoth ou Immolation, isso fica mais do que provado. Só não se esqueça que isso foi nos anos 80/90, porque a banda acabou em 1997 e se reuniu novamente em 2003, para lançar esse álbum aqui em 2005.
Sinceramente, se tratando do Obituary (que eu particularmente não conheço muito, mas sei da importância dos caras), o negócio poderia ser melhor. Não pense que Frozen In Time seja ruim; mas poderia ser melhor, realmente.
Na parte de gravação e mixagem, o trampo está nota 10! Guitarras pesadas e sujas (uma em cada lado do som) combinam perfeitamente com o baixo bem sólido e a bateria com um peso sensacional não deixa o vocal gutural/rasgado e único de John Tardy para trás. O problema realmente foi na composição dos sons. Não há algo muito surpreendente e nem imprevisível. Alguns toques de cadência e alguns refrãos nem tão empolgantes demonstram que a banda não é mais a mesma de antigamente. Tá certo que nem deveria, pois ficar se repetindo a cada álbum é coisa de banda sem criatividade, mas repito que penso que o lance aqui poderia soar melhor.
Talvez eu não tenha gostado muito porque ultimamente tenho curtido som extremamente rápido, estilo Fornication. Mas, mesmo assim, achei músicas como "Stamp Alone", "Lockjaw" e "Denied" muito boas!
Confira e tire suas próprias conclusões.

PS: Em breve, atendendo a mais pedidos, corrigiremos o link do álbum Crossover, do D.R.I. e lançarei algum álbum clássico da banda de death/grind Terrorizer. Continuem nos visitando e interagindo conosco!

sexta-feira, março 09, 2007

Probot - Probot

A maioria aqui do blog devem conheçer Dave Grohl, muito conheçido por ser baterista do Nirvana em sua melhor fase, ter tocado bateria pro Queens Of The Stone Age, e claro, sua própria banda, Foo Fighters, mas o que pouca gente sabe, é sua paixão pelo metal, e aqui como no primeiro disco dos FF, o cara produziu tudo, e tocou boa parte dos instrumentos, porém não teve o trabalho de cantar, sabe por quê?
Bom, o cara sempre teve o sonho de ter uma banda de Heavy Metal, e ele cresceu ouvindo esse tipo de som, então resolveu convidar alguns cantores, como Max Cavalera, Lemmy Kilmister, King Diamond, Kurt Brecht, Lee Dorian e Cronos. Você sabe o que é isso? É simplesmente uma reunião dos superstars do Metal oitentista e início dos anos 90, e o interessante que não se trata de covers.
As músicas foram escritas por Grohl, com a ajuda do guitarrista Kim Thayil, que tocava no Soundgarden, porém não seguem o mesmo estilo, cada música foi escrita especialmente para cada um desses vocalistas, identificando com seu som e sua voz, como no caso de "Red War" (Que batera, hein Grohl), parece que você está escutando Sepultura mesmo, ou a "Shake Your Blood", no maior estilo Motörhead.
Boa parte dos vocalista não gravaram no mesmo estúdio que Grohl, gravavam e mandavam a fita pra ele meter nas bases, muito bem feitas por sinal. O disco teria a participação do mestre Araya, do Slayer, porém, não conseguiu devido a agenda lotada de shows, uma pena. Mas nada que impediu esse projeto ir em frente e ser um dos discos mais legais de 2003, apesar de não ser muito divulgado. O disco ainda tem uma cover do Pink Floyd, "Have a Cigar", no maior estilo Stoner Metal.
E ae? ficou afim de baixar o cd? clica na capa então.

Cripple Bastards - Misantropo a Senso Unico


Pedido é ordem e promessa é dívida! Atendendo ao pedido do leitor Sommer, aqui vai mais uma porrada muito boa: Cripple Bastards.
Gostaria de deixar claro que atenderei a qualquer pedido que aqui for feito, desde que esteja dentro do rock/metal. Caso eu não consiga atender, peçam ao Lipe ou ao Nails que eles atendem de boa! ;) O último pedido que vi aqui, foi o do CD Frozen In Time, do Obituary, e já providenciei. Semana que vem estará no ar, sem falta! Por isso, sintam-se à vontade para deixar seus pedidos, opiniões, sugestões, etc...
Recentemente, o disco Desperately Insensitive foi postado, e foi muito bem elogiado por este redator que aqui vos escreve. Se achei esse disco foda, digo a vocês que Misantropo a Senso Unico é "foda ao cubo", ou "foda³"! >:D Realmente, muito destruidor! Não sei nem descrever direito o estilo, mas é uma mistura muito insana de grind/crust e powerviolence!!! Tudo cantado em italiano, o que deixa o trabalho com cara mais própria, já que a maioria das bandas cantam em inglês.
A gravação não é tosca e desleixada, mas também não é a melhor maravilha do mundo; e esse equilíbrio aqui entre estes dois extremos deixou o material realmente muito legal. Som bem cru, rápido³, empolgante, raivoso, poderoso e nota 10 naquilo que se propõe a ser!
Há pouco tempo atrás, eu achava que o Gadget era a banda mais foda de grindcore, mas hoje, sem dúvidas, acho que é o Cripple Bastards. Para vocês terem noção, eu ia deixar para postar esse CD na próxima semana, mas como tinha baixado e escutado o do Obituary, decidi escutar esse que eu só tinha baixado. Meus caros, a surpresa foi tão enorme que me obriguei a postar hoje, ainda mais que tinha prometido, mas foi mais porque gostei muito. :P Andei procurando nuns sites ae pra comprar, mas não tinha em estoque. Porém, algum dia ainda compro essa pérola.
Se você curte um som empolgante e que é pra sair chutando tudo pelo caminho, BAIXA logo!!!

quinta-feira, março 08, 2007

T.S.O.L. - Dance With Me

Como essas últimas duas semanas, eu andei postando bastante coisa de punk e hardcore da "velha escola", grande parte californiana, teve uma banda que foi citada várias vezes, que foi o T.S.O.L.
Banda extremamente importante dentro da cena, pois ao lado dos Misfits, os caras criaram o que é conheçido como horror punk, ou deathrock, porém os Misfits falavam de filmes de horror e violência, o T.S.O.L. se metia tanto na política quanto no lado mais macabro, como necrophilia ("Code Blue") e afins.
A banda surgiu na cidade do surf, Hunting Beach, na Califórnia em 79, com o vocalista Jack Grisham, o guitarra Ron Emory (Já tocou com os Vandals, e com Mike Ness no Social Distortion), baixista Mike Roche e o batera Tod Barnes, que hoje é finado, graças ao consumo extremo de drogas.
Dance With Me foi o primeiro álbum propriamente dito da banda, pois ja haviam gravado algumas demos e EP's, e com certeza é um dos melhores disco da banda. Para muitos fãs, é o melhor pois mostra bem a véia punk do grupo, rápido e veloz. Após o lançamento desse disco, eles lançaram ainda o album Beneath The Shadows, que mostra bem a mudança de estilo do punk com certa influência Dark, para uma nova dimensão com a adição de um tecladista. Na época, os fãs viraram a cara, e foram perdendo fãs, então de desgosto o vocalista e o batera saíram da banda. Hoje em dia esse disco é considerado uma obra de arte por fãs e críticos, pela mistura proposta pela banda, e realmente, é bom mesmo.Como eu disse no outro post, a banda ficou sem nenhum integrante original e afundou de vez, apesar de terem muitos fãs que desconheçem essa época da banda, e gostam apenas da parte New-Wave macabra, misturando com Glam Metal.
Apesar dos pesares, a banda acabou voltando e dizem estar na ativa, lançado último disco Who's Screaming Who em 2005, com um som que lembra muito o desse disco. Então se tá afim de curtir mais um pouco de punk-rock oldschool, clica na capa.

Melvins - The Crybaby

Só para usar a mesma frase que o Julio usou alí, no último post, quem acompanha o blog a um bom tempo, deve lembrar do melvins, pois já foram dois disco postados aqui, o Stoner Witch e o Houdini, que são dois álbuns sensacionais.
Muito conheçidos (ou não) pelas suas atitudes um tanto quanto anti-mainstream, a banda sempre se deu bem no underground, e é por isso que têm tantos fãs fiéis. A banda surgiu em Washington, nos arredores de Seattle, e foi uma das bandas que influenciou o som do Nirvana, por têrem uma pegada punk, que lembra muito o disco My War do Black Flag, o peso do Sabbath e a mudança de tempos bem devagares, e extramemente pesados.
Eles já passaram por gravadores major, como é o caso do discos postados anteriormente, mas conseguiram cair fora, e passar para o selo do Patton, Epicac, onde juntou a fome com a vontade de comer, uma banda retardada e alguém que daria mais pilha ainda pra banda pirar. Com a Epicac, o Melvins lançou vários discos, a discografia entre singles, compilações é de dar inveja, nem o fã mais fiel consegue decorar tudo.
The Crybaby é o terceiro de uma série lançado pelo Melvins chamado de The Maggot, The Bootlicker and The Crybaby. Resolvi por esse disco pois há dois covers que já valem o cd, que é o caso de "Smells Like Teen Spirit" do Nirvana (Capaz?), e "Blockbuster" do Jesus Lizard. O vocalista e guitarrista do Trio, King Buzzo, sempre foi um grande amigo do Cobain, tendo tocado na sua primeira banda, convidado para tocar no Melvins, e Cobain que produziu Houdini, e levou eles para uma major, enfim, é um meio de pagar tributos para a carreira do amigo.
Se ficou afim de baixar o disco, clica na capa e se quizer saber mais da banda, veja nos links dos outros discos.

quarta-feira, março 07, 2007

Speed/Kill/Hate - Acts Of Insanity


Quem acompanha o blog há tempos, mas tempos mesmo, talvez se lembre do meu primeiro post, que foi sobre essa banda e esse mesmo CD. Pois é, decidi repostá-lo porque fico muito feliz quando o Lipe diz que estamos recebendo 400 visitas diárias e vejo cd's como o do Tankard com mais de 100 downloads! Galera, brigadão mesmo pelo apoio e o carinho que vocês nos dão nos comentários! Sério mesmo, a gente fica muito agradecido. Caso vocês não saibam, antigamente os cd's chegavam a expirar por falta de downloads e recebiamos poucas visitas. Nada mais justo do que trazer devolta esse cdzão pra vocês, né?!
o Speed/Kill/Hate é uma banda de thrash metal/thrashcore bem moderna (não é da moda, é moderna pelo tempo: 3 anos) e conta com Dave Linsk, guitarrista do Overkill, na guitarra e Mario Frasca, ex-Anger On Anger, nos vocais. Com essas duas cabeças já consagradas na bay area do thrash americano (região do Slayer e do Metallica), o que você espera desse CD aqui?
Meus amigos, o negócio é destruidor mesmo, tudo a ver com o nome. Uma mistura de velocidade e ódio nos sons contagia o ouvinte; intima para o headbangin' (como diria o famoso Gil Brother: "Rédbens") e tem tudo para conquistar fãs. Com um sistema de gravação bem atual e produção excelente, Acts Of Insanity é uma pedrada! Um dos meus álbuns preferidos de todos, aquele que eu escuto do começo ao fim e ainda repito algumas faixas.
Infelizmente, a banda parece estar acabando, ainda mais com a saída de Mario Frasca. Realmente uma pena, pois a banda tinha tudo para crescer e sair do underground. Aqueles quesitos que me cativam estão aqui: Letras de puro ódio e protesto, velocidade, vocal grave e rasgadão, refrãos em coro, bateria pegadona, riffs marcantes e solos destruidores incluindo o baixo com tonalidade suja.
Dê uma curtida em "Face The Pain", "R.A.W. (Revelation At War)", "Not For Me" e "Setting Me Off" para entender o que digo.
Abração ae, galera! Brigadão novamente pelas visitas, comentários e etc...
Download desse soco no estômago do seu vizinho que curte forró AQUI!

terça-feira, março 06, 2007

Superjoint Ritual - A Lethal Dose Of American Hatred


Essa aqui é uma banda gospel/straight edge liderada pela figura que mais representa estes 2 movimentos no mundo: Phil Anselmo, ex-vocalista do Pantera.
Bom, é meio complicado falar de música ruim; ainda mais se tratando dessas bandinhas de igreja. Porra, coisa mais chata isso aqui! Som cadenciado e em coral , não empolga, letras clichê de religião e não ao uso de drogas, sonzinho para dormir de chegar a babar no travesseiro. Enfim, sua mãe e sua vó irão fazer questão de lhe dar dinheiro para ir comprar essa belezinha e escutar na companhia delas numa tranqüila manhã de sábado. Bom, mas voltando ao assunto das letras, vocês conhecem o Phil Anselmo, né?! Sabem que o cara sempre foi muito ligado nessas coisas de religião, movimentos extremos de combate ao tráfico de drogas e entorpecentes. Então, junte ele com mais um bando de caras com a mente sadia e o resultado é essa banda, o "Ritual da Super-junção". Algumas pessoas dizem que o real significado seria "Ritual do super-baseadão", mas isso é desdobre, falae! Nunca que o Phil Anselmo ia criar uma coisa assim. Phil Anselmo fumando? Hua, é bem o contrário.
Isso ae em cima resume tudo, mas dá para dizer também que a banda faz: Música pop, aparece todos os dia na MTV, toca sempre no rádio, foi convidada a participar do programa "Show da Fé" (Phil Anselmo foi convidado para apfresentar, mas devido aos compromissos com a banda, não pôde), nunca teve problemas com as capas dos discos e possui até uma igreja/casa de recuperação de drogados no estado do Alabama.
Tá aí então, como eu não tinha nada mais interessante para postar, decidi trazer esse lixo para vocês rirem, odiarem, sei lá... Download.

Smashing Pumpkins - Siamese Dream

Bom, após uma sessão enorme de postagens de disco de punk-rock, uma pausa, para passar para outro estilo que aqui esta sempre presente, por minha parte é lógico, que é o rock alternativo. Como vocês sabem, o termo rock alternativo é muito genérico, pois ele classificica os artista que não tem um termo para classificar (?), então fica por alternativo, e é tão genérico, que de Dinosaur Jr até Fishbone você tem uma grande diferença, mas essa não é a questão, pois o que vim falar aqui é desse disco, Siamese Dream, mais um dos grandes discos da década passada.
Bom, os Pumpkins é figurinha fácil pra quem tá ligado no mundo da música, desde a metade dos anos 90, foi uma banda muito comentada, e que conquistou muitos fãs, porém a sua fama fica muitas vezes só no nome, que eu acho genial, e sei de casos como acontecia comigo, de ler reportagens sobre a banda, ver em todos os lugares, mas nunca escutei, até que um dia no soulseek resolvi baixar o disco Mellon Colie And The Infinite Sadness, sem saber do que se tratava, então quando chegou no final do disco: "Merda, por que nunca escutei isso antes?"
Os Pumpkins fazem um puta som, um misto entre guitarreiras e batera pesada, passando por canções leves, na maioria da vezes com melodias tristes, pois apesar da banda começar fazer bastante sucesso após esse cd, a parte interna na banda sempre foi frágil, como abuso de drogas e alcool dos integrantes que faziam com que a Corgan entrasse cada vez mais em depressão, pois eles dependiam desse disco para sobreviver, pois com todos os grandes lançamentos de 91 em diante, a banda precisava de um baita cd pra se ver vivo, e em 93, saiu Siamese Dream, que conseguiu muito bem essa façanha.
Hits como "Cherub Rock"(Uma das melhores com certeza), "Today", "Geek USA"(Peso, velocidade e muita raiva), "Disarm", "Rocket" e "Mayonaise" podem ser conferidos nesse discão, e pra baixar, só dá um clique na capa.

segunda-feira, março 05, 2007

The Clash - The Clash

Há alguns anos, bem mais que alguns, quem sabe a um bom tempo atrás, surgiam bandas que mudavam o cenário musical, e o Clash, com seu punk de base, e principalmente pela sua atitude fizeram não só a Inglaterra, mas o mundo inteiro.
Não preciso ficar falando muito deles aqui, pois a importância deles é evidente em todas as bandas que viriam após eles e os Pistols, é o conheçido "fenômeno de 77".
Ao contrário dos Pistols, o Clash era uma banda mais séria, pois todos sabem daquelas histórinhas de farça dos Pistols, que eu acho brilhante. Enquanto Johnny Rotten e cia usavam sempre o niilismo, o Clash era uma banda muito mais inteligente, e saía atacando a todos com temas politizados, botando toda sua rebeldia em forma de música, em forma de vestir, pois o que queriam mesmo era chocar todo mundo, pra eles prestarem atenção no que eles estavam dizendo.
E esse é o primeiro disco do Clash, auto intitulado, lançado no emblemático ano de 77, sendo que a banda nasceu em 76. O Clash com certeza, é aquela banda que vai estar sempre no meu top ten de bandas, pois após escutar o disco London Calling, tive uma outra visão sobre música. O que eu mais acho interessante sobre eles, é que o som não era aquela agressividade dos Pistols, mas sim a atitude, de combinar o punk com outros som, como o reggae, o dub e o rock'n'roll, todos sons que vêm da rua, do pessoal lutador, assim como o Clash, que veio lá do subúrbio pra meter a boca no trombone.
No total são 14 músicas (Na versão Inglesa), entre elas clássicos como "Janie Jones", "I'm So Bored With The USA", "White Riot", "Hate & War", London's Burning (Só o Clash para escrever uma música como esse nome) e "Cheat". Nos EUA, o disco demorou até 79, para sair por lá, pois de 77 até 79, o número de importações era algo absurdo. E com o lançamento dos outros discos da banda por lá, e pelo resto do mundo, o estrago estava feito, já haviam estragado muitas cabeças jovens que iriam no futuro continuar a carregar a bandeira do movimento punk.
O Clash pode ter acabado, mas vai morar sempre dentro dos corações de todos seus fãs, assim como eu, clica na capa e baixa o som.

Rob Zombie - Hellbilly Deluxe


Rob Zombie (nome real: Rob Cummings) é, possivelmente, o maior nome do metal alternativo/industrial ou new, como preferirem.
Antes de ser músico, Rob havia trabalhado na edição de uma revista pornô, juntamente com a sua namorada da época. Após alguns anos nisso, decidiram ir trabalhar com a música. Juntamente com mais 2 amigos, formaram a banda White Zombie. O nome da banda foi escolhido pelo fato de Rob ser muito, mas MUITO fã de filmes de terror/horror, e um deles se chamava "White Zumbie". A formação contava com Rob nos vocais e sua namorada no contra-baixo, porém, vale a pena ressaltar que ela não sabia tocar! Sim, ela apenas segurava o baixo e agitava nos shows. Mesmo assim, a banda foi pra frente, tendo Rob, também, como produtor das capas de discos, videoclipes, camisetas e decoração do palco.
Após brigas, mudanças de formação e várias outras coisas, o White Zombie deu uma longa parada e após isso Rob decidiu fazer carreira solo, começando com essa maravilha que aqui vos trago, o Hellbilly Deluxe. Com a produção a cargo de Rob e Scoot Humphrey (que já trabalhou com o Metallica), o disco chegou ao Top 5 da Billboard, vendeu mais de 3 milhões de cópias e acumulou mais de 1 milhão de pessoas na turnê. Acha que acabou? HUhuehue, não. A música "Superbeast" foi indicada ao Grammy na categoria "melhor performance de rock pesado" e ganhou. Além disso, foi inclusa juntamente com "Dragula" na trilha sonora do game Twisted Metal 3, para Playstation 1. "Superbeast" realmente é uma música destruidora! Ao mesmo tempo que soa macabra, soa empolgante e prende o ouvinte.
Puta álbum! Diferente de tudo que conheço.
Escute, também, "Demonoid Phenomenom" e "Meet The Creeper" que são músicas muito boas ao lado do restante do CD.
Recomendado tanto para fãs do alternativo quanto para os fãs do peso bruto e variantes.
Download.

Social Distortion - Mommy's Little Monster

Continuando a sessão do "Clássicos do hardocre oldschool", ninguém melhor que o Social Distortion pra representar o punk anos 80.
Assim como o T.S.O.L. e os Adolescents, o Social Distortion vêm de Orange County, na ensolarada Califórnia, e é considerada uma das bandas mais importantes, dentro do estilo, pois a banda foi uma das precursoras do movimento nos EUA, pois o grupo nasceu em 78, liderado pelo mestre Mike Ness.
Em 82 a banda saiu em turnê pelos EUA junto com o Youth Brigade, o que gerou o documentário Another State Of Mind (Que também é música, presente nesse disco). Após a exaustiva turnê, regada a drogas, bebidas e muito punk-rock, a banda, mesmo que meio brigada gravou o primeiro disco, que se chama Mommy's Little Monster.
O disco saiu em 83, e mostra um som com influências claras do punk-rock inglês como Sex Pistols e o Rock do Stones. Com esse disco a banda, se tornou um grande nome do punk americano, ganhando uma grande notoriedade como músicas como "Telling Them" (Que é tocado até hoje em shows), a faixa título "Mommy's Little Monster", música que tu nota muito bem as influências ditas antes.
Após o lançamento deste disco, a banda teve a primeira pausa, graças ao problemas com vício de heroína de Ness, que já levou a cara até pra prisão. Esse disco é o mais punk de todos, pois nos outros disco a influência do Country e do Rock'N'Roll é mais evidente como no caso de White Light, White Heat, White Thrash, mas que têm um som muito bom, a mistura resulta no som típico do Social Distortion, que fez grande sucesso nos anos 90. A banda teve ainda uma segunda pausa, em 2000, quando o guitarrista original da banda, Dennis Darrel, morreu de aneurisma cerebral, deixando apenas Ness como único integrante original.
Para curtir o disco, clica na capa e faz o download, pois dificilmente tu vai achar esse álbum pra vender.

sábado, março 03, 2007

Marduk - Panzer Division Marduk


Coincidencialmente, o Marduk é mais uma banda de black metal vinda da Suécia. Ultimamente quase só tenho postado bandas de lá, mas não é proposital, não. Talvez seja pelo fato de que a Suécia é um país que tem muitas bandas destruidoras e incrivelmente vários estilos em enorme escala. Como vocês podem conferir, desde segunda só rolou som extremo aqui no blog (por minha parte), e não é hoje que isso vai acabar! >:D
Os caras do Marduk apareceram nos anos 90, pra detonar aquele black metal furioso à base de músicas na velocidade da luz, riffs caóticos, bateria feita por algum cara desumano e vocais urrados, rasgados, guturais e com um baixista capaz de segurar todas essas loucuras, sem esquecer, é claro, do famoso corpse paint nos rostos.
Bem ao contrário do Dark Funeral, o Marduk investe mais em algo ríspido do que em algo doom.
Com letras de anti-cristianismo (o nome de um dos álbuns dos caras é "Fuck me, Jesus!" e curte só a capa), anti-religião qualquer e, com o decorrer do tempo, Terceiro Reich e guerras. Fatos como esses dois últimos, são o motivo de a banda ser associada ao nazismo. Olha, galera, esse assunto é realmente algo complicado, mas penso que, se eles fossem nazistas, não tocariam em qualquer país da América Latina. Para ser mais preciso, eles tocariam só na Europa; e não é isso que acontece. A banda faz shows pelo mundo inteiro! Então é mais fácil descartar a opção de eles serem nazistas, e dizer que eles apenas fazem menção "artística" ao nazismo.
Esse CD é tudo a ver com a capa, pois a impressão que se tem é de estar no meio de uma guerra! De tão sujo (mas audível acima de tudo), raivoso e muitas outras qualidades que poderiam ser citadas! Esse CD é, também, considerado pela maioria dos fãs do Marduk (e de black metal em geral) como o melhor CD de black metal da Terra!!! Não descarto mesmo essa hipótese, pois ultimamente é o CD que eu mais ando escutando no estilo, devido à tamanha empolgação que ele passa.
As intros possuem sons característicos de guerra, como canhões explodindo, aviões passando, etc... Após isso, a pauleira começa e não há pausa alguma para respirar. Além disso, algumas músicas possuem solos, coisa que é rara em bandas de black metal.
Escute "Baptism By Fire", "Christraping Black Metal" e "Panzer Divison Marduk" para sentir a força desses caras! É claro que o CD inteiro é bom, realmente muito bom, mas como é costume citar algumas faixas, decidi citar essas ali. XP
Recomendado para quem curte som destruidor! Rápido, sujo sem ser tosco, empolgante, blasfemador e impiedoso!
Para começar o bombardeio, baixe Panzer Division Marduk clicando aqui!

sexta-feira, março 02, 2007

Nasum - Helvete


Como diz a comunidade da banda no orkut, "Grindcore band from sweden in the old Napalm Death style, no gore/porno-shit, just straight political grindcore." ou seja, banda de grindcore da Suécia, no velho estilo do Napalm Death, nada de gore ou pornô, apenas conteúdo político e reto! Se você não sabe a diferença, bandas de "goregrind" ou "porn" falam apenas sobre mutilação, matação, sexo, etc... Bem na linha do Bloodboil, já o grind "tradicional" é aquele criado pela clássica já citada acima, no álbum Scum, aonde você pode conferir letras de conteúdo (anti)social e político.
Não pense que, por ser no estilo do Napalm, a banda seja uma cópia, pois não é! A semelhança está nas letras e no conteúdo, pois o instrumental é muito mais cuidadoso e a gravação é infinitamente melhor. Nasum é um dos expoentes do grind/crust mundial, e esse Helvete aqui, lançado em 2003, possui 22 músicas de puro ódio, raiva e intolerância!!! Som violento, violento demais! Rápido! Executado com vontade! Tudo de "bom" que você pode imaginar em uma banda de grindcore está aqui.
Enfim, para amantes da "desgraça sonora" como eu. Digo "Desgraça sonora" porque não é música pop! Som para quem realmente curte peso e velocidade, geralmente enfiados em 30 segundos de música.
Download this grindin' pearl: Here.

Dag Nasty - Can I Say

Dag Nasty resume-se bem mais do que um simples "PAU NO CU DE QUEM NÃO GOSTAR". Pois é, pois é, esse disco ja foi postado aqui com apenas essa maravilhosa frase, lógico, não foi eu, e isso também não importa.
Eu e o Julio sempre falavamos sobre aquele post, e eu tinha em mente em reescrever essa bagaça aqui, mas pra mim não mudava muito, pois eu curto Dag Nasty, independete se os outros tomam no cu ou não. O que nós pensavamos era que o pessoal era insultado cada vez que via aquilo, porém surgiu até dois comentários do Marcelo, ta certo que os dois diziam a mesma coisa, mas a mensagem era "DAG NASTY ARREGAÇA", e não é que é verdade mesmo.
Então após postar Rites Of Spring, ja sigo no embalo do hardcore de Washington pra trazer mais um disco do estilo, e mais um disco da Dischord. O Dag Nasty também surgiu em 85, e entre as bandas do estilo, essa fica mais caracterizada pelo som mais rápido e mais melódico, dando uma idéia do que viria a ser o Hardcore Melódico. A banda era formada pelo guitarrista Brian Baker, que tinha saído do recém finado Minor Threat, e que atualmente tá no Bad Religion. Can I Say foi o primeiro disco, lançado em 86, e agora já com o vocalista clássico, Dave Smalley, que ja tocou com o ALL (Versão com ele nos vocais dos Descendents) e o Down By Law (Super grupo Punk). Parece que toda vez que eu posto um disco, é a ultima coca-cola do deserto, mas esse em especial, tem um grande valor para mim e para o estilo músical. Baixa já clicando na capa.

Rites Of Spring - Rites Of Spring

Guy Piccioto e Ian MacKaye são dos velhos conheçidos e formam a vanguarda do hardcore americano, em especial em Washington, e lá pelas idas de 85, os dois estavam de "saco cheio" do punk-rock tradicional, e resolveram mudar a cena, Piccioto com o Rites Of Spring e MacKaye com o Embrace.
A mudança seria um som um pouco mais calmo, mas sem nunca perder o punch, pois a banda era muito conheçida por suas apresentações, que foram poucas mas que eram extremamente fudidas. Acontece como no Embrace, as letras ao invés de serem de protesto, perdem o espaço para composições que falam de problemas pessoais e assim por diante. Então você fica se perguntando: "Hum.. mesma coisa que aqueles bixinhas emos que choram seus amores?". Eles podem ou não ser considerados "emos", mas não se pode negar que eles, assim como outras bandas da Dischord, tiveram grande influência em cima dessa geração da música.
Se for analisar pelo som dos caras, é um hardcore, que varia ao rock alternativo ou pós-hardcore, como eles são normalmente classificado. É bateria rápida, com riffs constantes de guitarra, e a voz roca, cheia de raiva e feeling, inconfundível de Piccioto, que após o fim da banda, dividiria os microfones com MacKaye no Fugazi.
Esse é o primeiro e único disco da banda, que saiu em vinil em 85, e foi re-lançado em 87 em cassete com 3 músicas bonus, porém eu to disponibilizando apenas com as músicas originais, pois acho mais interessante. A banda ainda lançou um EP chamado All Trought A Life, também em 87, com músicas novas, e depois seria lançado o disco End on End, que têm a mesma capa deste self-titled, porém com todas as músicas da cassete de 87 e do EP.
Esse disco quebra tudo, pra baixar clica na capinha aí.