terça-feira, maio 15, 2007

Sugar Ray - Floored


O que falar de uma banda que é mundialmente conhecida apenas por 3 hitzinhos manjados de FM? Bom, se a banda no caso for o Sugar Ray, ah, meu rapaz, dá para falar muita coisa além desses hitzinhos.
Quem nunca ouviu aquele sonzinho assim: "Every morning não sei oq... Ohhhh, ohhh, ohhh, every morning..."? Só sendo de outro planeta ou estando com a memória muito vaga para não lembrar! ;D Hmmm, e aquela outra: "Iiiii just wanna fly! blablabla..." e mais a "Someday... forever..."? É, só por lembrar desses sons a maioria deve ter náuseas, mas o caso é que o Sugar Ray fez várias outras músicas MUITO BOAS no início da carreira (porque depois virou pop de vez) e que não chegaram às rádios, e você quer saber o porque? É porque elas não tem nada a ver com essas 3 já citadas.
Floored é o segundo álbum dos californianos, e, mesmo que muita gente duvide, o som dos caras é uma mistura de rock alternativo, new metal, punk, funk, pop-rock e o escambau! Não necessariamente tudo dentro de uma ou outra música, mas os estilos vão aparecendo no decorrer do CD.
Conheci a banda na praia, nem sei quantos anos já fazem, com "Every Morning", e não era o meu estilo. Eu só fui curtir o som deles quando joguei Road Rash 3D, e vi que a banda era muito diferente mesmo do que se ouvia no rádio, porque lá existem uns 4 sons deles e nenhum tocou nas rádios.
Esse CD aqui é muito bom, na minha opinião. Já começa com um som bem loucão, chamado "RPM", aonde a guitarra vai "duelando" com um lance que parece uma moto! Ahehuauhea! Tô falando, os caras são bem alternativinhos até. Algumas outras músicas até tem certo peso, como "Tap Twist Snap" e "American Pig". Há aqui também um som que empolga geral, a "Speed Home California", bem influenciada pelo punk e até com um solo de guitarra. Como não poderia faltar, os caras pisaram na bola com "Stand And Deliver", com certeza a música mais insuportável que eles já fizeram. E é claro que não poderia faltar a música responsável pelo enorme sucesso nas rádios e venda de não sei quantos milhões de discos que renderam platina dupla à banda, a extrememamente pop e manjada "Fly", junto com um tal de Supercat, cantor de reggae (nunca ouvi falar). "Fly" destoa tanto do resto do CD que parece soar caricata no meio das demais, realmente é perceptível a intenção dos caras em fazer um som assim. Acho essa idéia muito boa! Escolha uma das situações: Fazer um monte de músicas boas e morrer de fome no underground ou fazer um monte de músicas boas, uma ruim e encher o rabo de dinheiro? Sou mais a segunda, e eles também.
Download ?

Stone Temple Pilots - Purple

Até hoje eu acho incrível como uma banda pode ter um impacto tão grande na vida de uma pessoa, mais ainda quando se trata de uma geração, que é exatamente o caso do Black Flag. Bom, tenta aí escrever Black Flag ali no canto superior esquerda da página, pra ver a imensidão de posts que aparecerão, na maioria das vezes, são bandas com influências deles ou algo do gênero, pois até hoje, só postei duas vezes álbuns deles, apenas em datas importantes. Tá, até aqui tudo bem, mas que diabos o Black Flag tem há ver com um cd do Stone Temple Pilots?
Pra quem conheçe o som da do STP, de cara vai dizer "Nada", mas calma aí, você sabe como a banda surgiu? É, estava lá: Scott Weilland (Esse mesmo, vocalista do Velvet Revolver) e Robert DeLeo, dois desconheçidos num show no ano de 87 do Black Flag em San Diego, que de algum jeito entraram numa discussão e acabaram descobrindo uma afinidade: A música e resolveram formar uma banda, que misturasse Punk Rock e Hard Rock. Vendo o potêncial que a banda tinha e que poderia ter, arrumaram um baterista e em seguida, a banda ficou completa com a entrada do outro irmão DeLeo, Dean, na guitarra.
Após várias mudanças de nome, por parte do manager e da gravadora, a banda se firmou como Stone Temple Pilots, e só para avacalhar, lançaram de cara o disco Core, um dos grandes discos dos anos 90, amados pelo público, odiado pela crítica. Eram taxados como Grunge, porém assim como o L7, eles não eram de Seattle, eram da Califórnia, mas não que tenha algo a ver, pois o som, e a voz principalmente, lembram muito o Pearl Jam, pegaram o rastro do Nirvana e fizeram ótimos discos durante a primeira metade da década passada, como este disco aí que tu tá lendo nessa resenha tosca e mal feita: Purple.
Purple é o segundo disco desse Californianos, lançado no amo de 1994 e traz mais um disco recheado de hits e músicas viciantes e ótimas melodias. "Vasoline", "Interstate Love Song" e "Big Empty" são músicas que precisam estar em qualquer lista de músicas da década passada, apesar de serem "pops", são músicas ótimas, de melodia que gruda na cabeça e que cê passa o dia cantarolando. Mas além dos hits do cd, tem outras ótimas composições, como é o caso da faixa de abertura "Meatplow" ou "Lounge Fly", que alternam entre o ritmo rápido com passagens mais lentas, com ótima instrumentação e um vocal invejável. Isso é STP, se ficou afim de conferir, é só clicar na capa.

segunda-feira, maio 14, 2007

Godsmack - IV

Neste álbum os caras mostram um estilo modern metal com elementos hardcore que casam muito bem e também misturam alguns sons mais leves o que faz com que o disco agrade uma gama maior de ouvintes (como eu por exemplo).
Os caras se empenham mesmo em suas musicas se entregando de corpo e alma passando toda a energia, raiva e empolgação que você pode imaginar.
Este disco é como uma caixinha de surpresas, a cada som você se surpreende mais e quando menos esperar vai estar curtindo e muito.
Tenho vários álbuns do Godsmack e pra mim esse é o melhor deles (depois de Faceless (ainda não postei)).
Mas pra você realmente entender e curtir mesmo esse álbum é preciso ouvi-lo integralmente do início até seu último segundo e eu sei que hoje em dia não existem mais bandas capazes de nos segurar até o fim do disco (pelo menos era isso que eu pensava antes de ouvir esse aqui).
Quando baixei pela primeira vez o som dos caras eu esperava uma bandinha regular saca?
Mas os caras me surpreenderam, como eu já disse antes, eles se doam de corpo inteiro na interpretação dos sons e é como diria meus amigos contribuidores "afudê"!
Realmente espetácular, fiquei de boca aberta com o som dos caras e depois do primeiro disco que eu baixei, o Awake viciei no som dos caras e não sosseguei até baixar uma pancada de som deles.
O mais legal de tudo era que a cada disco baixado eu era mais e mais surpreendido e ficava mais fissurado no som dos caras que merecem meus parabéns porque hoje em dia as músicas não andam muito bem das pernas né?
Então se você também está cansado de bandinhas regulares e com o mesmo som repetitivo e massante de sempre,esta é uma boa pedida pois os caras fazem um som de peso cheio de infulências (Disturbed por exemplo) e ao mesmo tempo único e viciante.
A unica coisa que eu lamento é que eles não são tão reconhecidos por aí como um Papa Roach por exemplo, citei o Papa Roach porque eu sinto no som desses caras uma influência dos tempos de Infest do Papa e realmente o Godsmack segue os caras do Papa Roach bem de perto no quesito energia e emplgação.
Fora o vocal agressivo de Sully Erna que te injeta altas doses de adrenalina na corrente sanguínea e te faz pirar principalmente nesse disco.
Então se você está afim de curtir um som único e de qualidade, é só baixar clicando na capinha.

domingo, maio 13, 2007

Terrorizer - Darker Days Ahead


Apesar de ter apenas 2 álbuns em sua discografia, a banda é considerada como uma das melhores dos gêneros grind/death e seminal para o surgimento e popularidade dos mesmos.
Para quem não sabe, o Terrorizer possuía em sua formação alguns monstros como Pete Sandoval, David Vincent (que depois formaram o Morbid Angel) e Jesse Pintado (que foi para o Napalm Death). Lançaram em 1989 um disco que é de audição obrigatória e que já foi postado aqui, o World Downfall, detonando um hardcore bem extremo, ou seja, foram os princípios do grind e com um vocal bem death metal, provando que esses estilos andariam juntos até os dias de hoje.
Então, 17 anos depois e apenas com Sandoval e Pintado remanescentes da formação original do grupo, voltaram ainda mais pesados.
Darker Days Ahead mostra a banda esbanjando aquilo que os membros adquiriram no passado com suas outras bandas, ou seja, é um CD bem mais voltado para o death metal do que para o grindcore. Já vou avisando que se você estiver esperando uma espécie de "World Downfall Pt.2", certamente ficará decepcionado. Não pense que Darker Days Ahead é ruim ou meia-boca; ele simplesmente não pode ser comparado com o clássico World Downfall.
Honestamente, só recomendo para quem realmente curte death metal, porque o álbum não é lá aquela maravilha que arrisca agradar a todos de tão fenomenal que é. É um CD bom e talvez dispensável na coleção de originais, mas legal de se ter no computador para ouvir quando der aquela vontade repentina.
Como era de se esperar, Pete Sandoval quebra tudo na bateria! Adepto de uma afinação bem grave, os bumbos ficaram com um peso daqueles merecem ser ouvidos num aparelho de som mais potente, porque daí você poderá sentir a pegada. Jesse Pintado não deixa por menos e detona com bases rápidas, pesadas e sujas, enquanto o vocalista manda um gutural meio rouco que casa muito bem com o instrumental agressivo.
Músicas como "Crematorium", "Blind Army" e "Doomed Forever" empolgam geral, e a regravação de "Dead Shall Rise" ficou muito boa, pois deu para matar a saudade dos velhos tempos.
Infelizmente, Jesse Pintado morreu no ano passado e só nos resta desejar que descanse em paz. Como eu já havia dito, seu corpo se foi, mas sua importância na música e seus registros são imortais.
Download.

sexta-feira, maio 11, 2007

Cattle Decapitation - To Serve Man


Falae, só de ver essa capa dá uma grande vontade de assar um churrasquinho! ^^
Os caras do Cattle Decapitation sempre foram fãs de um protesto violento nas capas, e a maior prova disso é o álbum Humanure. Entretanto, não fique pensando que só as capas são violentas, porque os primeiros álbuns, como este aqui em questão, são violência pura no geral! Seja ela sonora ou lírica, o que os caras passam através do seu goregrind/death é excelente, ao meu gosto.
To Serve Man é de 2002, um dos primeiros full-lenghts do grupo. Como eu já disse ali em cima, o CD quebra tudo, o impacto nas orelhas é sentido já na primeira música. Por se tratar de um goregrind (quase o mesmo que grindcore), a afinação e o timbre dos instrumentos soam totalmente punk, até o contra-baixo ficou meio oculto por causa disso. Não é peso típico de death metal, apesar de algumas passagens serem executadas bem ao estilo.
Após a turnê do álbum, o baterista Dave Astor deixou a banda. Essa mudança na formação resultou em outra mudança que levemente foi sendo percebida nos álbuns que vieram a seguir, e a banda, lentamente, foi ficando mais death, chegando até a executar algumas passagens extremamente técnicas e deixando o goregrind de lado. Curto muito as duas fases, mas, particularmente, prefiro a atual. O álbum Karma.Bloody.Karma eu estou escutando todos os dias já deve fazer uns 2 meses, devido ao tamanho trabalho interessante que os caras fizeram, mixando o technical death com o goregrind de maneira única, criando o próprio estilo e deixando de lado o rótulo criado por algumas pessoas de "Filhos bastardos de Cannibal Corpse e Exhumed".
Curiosidade: Em alguns países, como na Alemanha, a capa foi censurada.
O mais interessante de tudo nesse álbum, é que ele possui uma dose enorme de humor nas letras, porque, francamente, levar a sério títulos como "Testicular Manslaughter", "Colonic Villus Biopsy Performed On The Gastro-intestinally Incapable" e "Hypogastric Combustion By C-4 Plastique" é caso para tratamento psiquiátrico à base de remédios com tarja preta.
Baixe e sirva-se.

quinta-feira, maio 10, 2007

The Dillinger Escape Plan - Miss Machine


Aparentemente, os caras são normais. Até que você decida escutar um CD da banda ou ver um vídeo ao-vivo, certamente você pensará que eles são normais, mas não são. Os caras do Dillinger não são "apenas" excelentes músicos; eles tem o poder para criar músicas tão loucas quanto o pior paciente de um manicômio. Eu fico surpreendido cada vez que escuto os sons deles, devido às tamanhas insanidades musicais que aparecem, representadas por escalas rápidas nas guitarras, vocais extremamente gritados, bateria cheia de quebradas e ritmos junto com um contra-baixo muito sagaz! Não, cara, não é só isso, são um conjunto de coisas inexplicáveis que formam o som destes rapazes, é algo que só escutando para entender.
Certa vez, antes de eu escutar a banda, o Lipe me disse: "Duvido que alguém curta o som destes caras!". Claro que eu só fui procurar por duvidar daquilo, e, sinceramente, fico muito feliz que ele tenha dito essa frase, porque eu curti muito o som dos caras! Se ele não tivesse dito, certamente eu não teria corrido atrás. Yeah, viva as opiniões contrárias! \o/
Miss Machine é de 2004 e, até o momento, o último trabalho de músicas próprias da banda, porque em 2006 foi lançado um álbum só de covers, o Plagiarism. Aqui, a banda está mais madura. Não pense que ela era imatura, pois desde o seu primeiro trabalho os caras já apresentavam um nível de musicalidade imenso, misturando incrivelmente metal progressivo com jazz e hardcore, mas aqui parece que as coisas chegaram ao limite. Particularmente, prefiro o Calculating Infinity, mas admito que Miss Machine é melhor gravado, vai mais afundo nas partes experimentais e mostra os instrumentistas até mais ousados. O exemplo mais claro é o baterista, usando muito os 2 bumbos (ou pedal duplo, dá quase na mesma).
Há poucos dias atrás, o Lipe postou o EP Irony Is A Dead Scene, no qual a banda toca com o Mike Patton. Sobre esse EP, não gostei. O Miss Machine é bem diferente, pois tem mais a cara da banda enquanto o Irony... é mais ao estilo do Patton. Então, se você conheceu a banda por ali e não gostou, ou enfim, qualquer coisa do gênero, são trabalhos diferentes. Só para avisar mesmo. ^^
No mais é isso, se você realmente quer escutar algo muito louco, baixe clicando aqui! Mas, se você não curte insanidades musicais, passe longe.

quarta-feira, maio 09, 2007

Behemoth - Demigod


Navegava pelos posts antigos do blog quando me deparo com este mesmo álbum, já expirado há tempos. Eu estava sempre com a mesma vontade de repostá-lo, pois foi postado numa época não muito proveitosa. Então, vi que havia um comentário nele e com a seguinte frase: "O cd expirou! Tem como re-upar?". Era o que faltava para mim tomar vergonha na cara e não apenas re-upar, mas trazer novamente esse baita CD para todos vocês que tem nos acompanhado fielmente durante todos esses árduos meses de trabalho incessante (nóóó, falou como se fosse gerente de uma multi-nacional).
Se Zos Kia Cultus é um álbum muito bom, Demigod é excelente! Foram apenas dois anos de intervalo entre o lançamento dos 2, cheios de turnês por várias partes do mundo, mas principalmente na Europa e quase nada de tempo para compor algo que superasse o bom trabalho já feito. Mesmo com essa "falta de tempo" para compor mais concentrada, a banda conseguiu criar sons mais violentos, trabalhados, surpreendentes e, acima de tudo, conseguiu compor o material que faltava para despertar a atenção até de quem os via como uma banda de death qualquer, ou apenas como uma das melhores da Polônia, fossem essas pessoas críticos da mídia ou apenas ouvintes.
Com absoluta certeza que eu lhes digo que esse é um trabalho realmente muito original, porque não lembra nenhum álbum de qualquer outra banda. Claro que o estilo é até muito comum, é death metal, mas o Behemoth incorpora elementos de música oriental fazendo as duas coisas juntarem-se num equilíbrio perfeito! E quando digo perfeito, é perfeito MESMO, pois as passagens alternam sem mudanças bruscas em momento algum, ou seja, são mudanças de clima que não destoam entre si, passando da brutalidade pura para algo mais épico como se nada demais tivesse acontecido.
Em Zos Kia Cultus alguns arranjos faziam as músicas perderem um pouco do feeling, ou passam a impressão de que os mesmos poderiam ser diferentes ou executados de outra maneira. Em Demigod eu não senti isso em momento algum! É um álbum que eu escuto do início ao fim, muito preso a todas as faixas, sempre cuidando os arranjos das guitarras ou o trabalho espetacular de bateria que o baterista Inferno faz.
Outro fator que faz a banda digna de méritos e elogios, é o vocal do líder Nergal. O cara toca guitarra, compõe letras e ainda faz um vocal desumano! A voz dele é reconhecível à distância, devido à agressividade e tonalidade com a qual invoca as divindades egípcias em sons como "Slaves Shall Serve" e "Sculpting The Throne Ov Seth".
São 10 faixas que fazem deste um álbum obrigatório para qualquer pessoa que curta um bom metal e com certeza um dos fortes candidatos a ficar entre os 10 melhores da década. Além das já citadas acima, outros sons como "Towards Babylon" que possui um solo épico e após ele o pau come solto, numa pura demonstração de como fazer uma linha empolgante; "Conquer All" que tem um riff meio chupinhado do Anthrax, o único ponto negativo do CD; e "Xul" com participação especial de Karl Sanders, me fazem pirar e pagar O pau para os caras!
Se ficou interessado(a) nesse CD que não é apenas música, e sim uma mistura da mesma com conhecimentos históricos e culturais, baixe clicando aqui e não exite em comprar, pois vem também com um encarte lindo.

A Tribute To Sick Of It All: Our Impact Will Be Felt

Comemorando o 20° aniversário de um dos maiores nomes do Hardcore Americano, O Sick Of It All, ontem, foi lançado pela sua gravadora, a Abacus Recordings, um dos disco mais esperados para este ano, o tributo ao SOIA. Bom, quem é visitante do nosso blog de longa data, deve lembrar de um outro tributo que foi postado, outra banda de enorme importância para o Hardcore americando que é o Black Flag, que contava com vários figurões da música tocando os sons da banda, para gerar uma grana pra uma causa que o ex-vocalista Heny Rollins tava ajudando. Já esse disco aqui, foi feito para homenagear a banda, e presentear os fãs. Não preciso falar muita coisa a seu respeito, apenas vou botar a lista das bandas que fazem parte desse puta tributo:
Rise Against, Unearth, Hatebreed, Madball, Bleeding Through, Comeback Kid, Ignite, The Bouncing Souls, Pennywise, Kill Your Idols, Sepultura, Himsa, Most Precious Blood, First Blood, Stretch Arm Strong, Walls of Jericho, The Suicide Machines, Bane, No Redeeming Social Value e Napalm Death.
Agora, depois de eu apresentar todo esse timão, será que eu realmente tenho que falar algo a mais? É botar esse disco pra tocar e sentir a destruição em forma de música adentrar suas orelhas e sentir todo o ódio e violência que esses caras são capazes. Clica na capa e faz o download e depois diz o que achou. Mais um presentinho aí do pessoal do Fukt.

terça-feira, maio 08, 2007

Bombshell Rocks - From Here And On


Apesar de serem suécos, os rapazes do Bombshell Rocks parecem ter o sangue californiano correndo por entre as veias, pois é bem isso que conferimos nesse trabalho do grupo: Um punk/ hc melódico no melhor estilo da escola americana.
From Here And On é o terceiro álbum do grupo e os mostra bem mais leves que no grande Street Art Gallery, mas, mesmo assim, sem perder a energia do punk e fazendo alguns sons até mais rápidos e pesados do que antigamente, soando melhor que no segundo álbum, o Cityrats and Alleycats.
A mudança talvez ocorreu pelo fato de que, quando Street Art Gallery foi lançado, a banda fez mais de 130 shows no mesmo ano viajando pela América e pela Europa tocando ao lado de nomes como Millencolin e Anti-Flag. Pode não parecer tanto, mas se você analisar a fundo, verá que a mudança é inevitável e necessária, pois fazer a mesma coisa todos os dias enjoa, não? A mudança de rumo foi legal, na minha opinião.
Músicas como "Begging For Mercy" e "Almost Free" seguem na linha de velocidade, já "On My Way" e a faixa título no trabalho mais melódico e "Warpath" num equilíbrio entre estas duas situações.
Após a turnê, o vocalista Marten deixou a banda para seguir carreira de tatuador. Uma pena, pois o vocal do cara é muito bom e o carisma dele com o público era enorme.
Atualmente, com um line-up renovado, a banda diz estar compondo material novo. Em 2006 o álbum The Conclusion foi lançado e eu, infelizmente, achei ele ruim. Ficou muito diferente MESMO, nem parece Bombshell Rocks.
Resta aguardar para ver o que vai acontecer. Enquanto isso, vai curtindo esse belo CD clicando aqui.

segunda-feira, maio 07, 2007

Led Zeppelin - Led Zeppelin I


Sem dúvida alguma, Led Zeppelin é uma banda de importância extrema para o rock. Não só para ele, pois muitos dizem que eles foram fundamentais também para o surgimento do heavy metal e até do hard rock. Além disso, é nome imortal e uma das poucas bandas que eu escuto desde os meus 12 anos de idade até os dias de hoje.
Contando com músicos de imensa capacidade, técnica, criatividade, versatilidade e uma porrada de adjetivos que você não encontra em qualquer banda por aí, não demorou muito para os caras lançarem discos e terem o merecido reconhecimento.
Foi fundada por Jimmy Page após sua saída dos Yardbirds (grupo no qual tocava ninguém menos que Eric Clapton), com o nome de "The New Yardbirds". Falae, é um nome idiota pra cacete, né? Felizmente esse nome foi trocado para "Lead Zeppelin" quando Keith Moon, baterista do The Who, disse que o som da banda "era pesado como o de um zeppelin". Para não haver confusão com o outro significado de "lead", que pode ser "vocalista principal" se for seguido da palavra "singer", a grafia foi mudada para "Led", porque a pronúncia é única.
Esse disco aqui foi gravado e lançado em 1969 e, para a época, foi uma revolução. Nele há uma mistura de blues e rock indo muito mais afundo na ousadia, prova de que a banda não queria ser apenas mais uma. Jimmy Page usa distorções marcantes, faz solos estilosos e grandiosos, John "Bonzo" Bonham forrava o bumbo com papel alumínio (se não é isso, é algo semelhante e eu confundi o nome xp ) para que o lance soasse como um canhão, Robert Plant é um dos únicos vocalistas de voz aguda e rasgada ao mesmo tempo, com interpretações únicas nas músicas e John Paul Jones era multi-instrumentista.
Recheado de músicas excelentes, o disco começa num clima bem blues-rock-heavy com "Good Times Bad Times" e na seqüência vem "Baby I'm Gonna Leave You", som principalmente tocado no violão, cheio de feeling e uma interpretação matadora de Robert Plant. Dá para viajar muito nesse som, só não dá mais porque neste mesmo disco está a música mais louca do Led, a famosa "Dazed and Confused", que usa umas distorções atordoantes na guitarra, uma linha de baixo bem naquele clima de "suspense", muito peso na bateria e um Robert Plant novamente quebrando tudo com a sua interpretação que ultrapassa os limites de consciência humana, ou seja, ele canta isso muitoooo chapado. Incrivelmente, a música passa de um clima depressivo para algo totalmente agitado e rápido, com um solo muito plausível de Jimmy Page e Bonzo socando a bateria com gosto enquanto Robert grita vários "Ahhhh, AHHHH, Ohhh!!!". Antes dela, "You Shook Me" aparece num clima bem variado, com diversas passagens incluindo solos de gaita de boca e teclado. O Led é acusado de ter plagiado Willie Dixon nesse som, e, se eu for explicando tudo, o assunto vai longe, longeee... "Black Mountain Side" é uma instrumental muito boa, comandada principalmente pelo violão, aonde Jimmy Page mostra sua versatilidade como músico, bem como Bonzo que utiliza umas percussões fora de série. É uma música que me passa a sensação de estar olhando aquele típico filme de "Western", aqueles que passam na Guaíba, manja? Aheuhauhe! Talvez só pegue aqui no Sul esse canal, mas beleza, vocês entenderam. Mas o rock não pára não, meu filho! "Communication Breakdown", a mais empolgante do CD, chega com seu riff mega clássico e repetitivo pra te deixar com a alegria lá nas alturas, principalmente no refrão e no solo de guitarra. Após essa viagem, a banda te acalma denovo com "I Can't Quit You Baby", bem no melhor estilo do blues, aquele com um mini solo de guitarra após cada verso do vocal e a bateria mais lenta, mas cheia de viradas e arranjos inesperados. Para terminar o disco com chave de ouro, "How Many More Times" vem com seus 8 minutos e intro mais experimental, riffs heavy metal (Black Sabbath tem uns na mesma linha, principalmente no álbum Paranoid), muitos efeitos de estéreo e por aí vai! :D
Por mais que pareça difícil, comporam, gravaram e lançaram o Led Zeppelin II no mesmo ano. Turnês gigantes ocorreram pela América e pela Europa, e o Led pode ser coniderado como a maior banda de rock do final dos anos 60, início dos anos 70, sendo que até já recebeu CD tributo.
Possivelmente, esse CD aqui é a recomendação mais sincera da semana, para todo mundo que gosta de escutar MÚSICA. :)
Download.

The Dillinger Escape Plan - Irony Is A Dead Scene

Dillinger Escape Plan, conheçi faz um tempo, quando estava baixando alguns tributos ao Black Flag, que deve existir no mínimo uns 5, descobri uma banda totalmente caótica, que tocava duas músicas mais estranhas do Black Flag, que são "Damaged pts. I & II".
Nem fui atrás, e achei até meio impossível de alguém curtir aquilo, e foi exatamente isso que eu disso pro Julio: "Duvido que alguém curta essa banda pra valer". Diz ele, que isso foi o suficiente pra ele ir atrás da banda e baixar, tanto que faz um tempo já que ele postou um disco deles, chamado Calculating Infinity.
Se tu ler o post do disco, vai ver um explicação bem detalhada do que é o som da banda, um tipo de som que está ficando bem difundido nesses nossos dias de hoje, o Mathcore, ou Mathmetal, ou uma serra elétrica na tua pingola. Uma coaticagem com forte influência Jazz, batera quebrada e sem um ritmo definido, guitarras e baixo sempre bem trabalhados, e o vocal. Bom, após eles lançarem e divulgarem o disco, o vocalista largou fora e eles ficaram sem ninguém pra cantar, então resolveram procurar um novo vocal pela internet. Enquanto isso, a banda resolveu gravar um EP com um vocalista que tem tudo a ver com a banda, o senhor Mike Patton.
Essa parceria resultou nesse EP, Irony Is A Dead Scene, com apenas 4 músicas e criatividade para dar e vender. Nesse disco rola uma lance muito legal, pois Patton dá um novo horizonte para banda usando sua "mesa de bizarrices", ou samples, como preferir. Toda a experiência com o Faith No More, Tomahawk, Bungle e Fantômas ele trouxe para esse disco, e muito vezes parece que tu tá escutando uma mistura de todas essa bandas ditas antes, de uma maneira muito, mas muito mais rápida. Tem certas partes que até parece que tu tá escutando aquela banda Locust, que rola uns lance eletrônico, que ficou muito afude. Não gosto muito do trabalho do Dillinger sozinho, mas como um grande fã do Patton, fui obrigado e escutar esse trabalho e me abri pros caras, realmente ficou muito fodão.
Só um lance que eu não entendi, foi que este EP saiu pela Epitaph Records, e não pela Epicac, manicômio do Patton, ou pela Relapse que o Dillinger grava, se você souber de algo, diz aí nos coments. E agora se tu ficou afim de escutar um som doido, com os gritos alucinados de Patton, clica na capa e seja feliz.

domingo, maio 06, 2007

Pig Destroyer - Prowler In The Yard


Vindos da Virginia, EUA, os caras do Pig Destroyer conseguiram elevar seu grindcore a um nível mais extremo do que o comum, talvez pelo fato de terem outras influências em menor grau, como death, black e até industrial no som. Não bastasse isso, os álbuns não possuem contra-baixo, ou seja, é uma sujeirada muito filha da puta das guitarras competindo pau a pau com a bateria pra ver quem consegue tocar mais alto e acompanhar os vocais gritados e insanos, para te deixar com aquele sentimento de euforia e agressividade que é transmitido ao seu cérebro através dos insanos blast beats e da distorção empolgante! :)
Criada em 97 por Scott Hull (Agoraphobic Nosebleed, Anal Cunt) e pelo vocalista J.R. Hayes (Enemy Soil), a banda tinha (e ainda tem) o espírito hardcore fervendo no sangue, e decidiram batizar a banda de "Cop Killer" ou "Cop Destroyer". Como esses dois nomes soavam clichês demais, decidiram mudar para "Pig Destroyer" (Pig é igual a "porco", uma gíria americana para denominar policiais. Em algumas regiões do Brasil essa gíria também existe).
Prowler In The Yard foi lançado em 2000 e é o primeiro álbum da banda, após algumas demos uma porrada de splits com bandas mais variadas, passando do screamo até o rock experimental. O álbum foi bem recebido pelo público e pela crítica. Eu, particularmente, gostei muito também, porque as músicas são curtas, grossas e empolgantes, na maioria das vezes. Uma ou outra que chegam a passar dos dois minutos, sabe? >:D
Então, filho, se você acompanha o blog já sabe como funcionam as coisas aqui, não?
Trabalho curto e grosso = Post curto e grosso. ^^
Download link.

sexta-feira, maio 04, 2007

Ministry - The Mind Is A Terrible Thing To Taste

Alguém aí andou em falando em Metal Industrial? Acho que tá na hora de botar um dos clássicos do gênero, ou talvez até uma definição do estilo, e é justamente que hoje é dia de postar Ministry, a única banda de industrial que eu curto.
A banda começou a tocar faz um bom tempo, lá pelo início dos anos 80, Illinois, Chicago, liderado pelo vocalista e cabeção da banda, Al Jourgensen, que ficava nos vocais e no teclado, e junto com um baterista, fazia um som clássico dos anos 80: New Wave e Synth-Pop, um som que não há muito em comum com o barulho da banda. Gravando, se apresentando e passando os anos, a banda conseguiu um contrato com a Warner, e na gravação do disco The Land Of Rape And Honey, fortemente influênciados pelos ingleses do Killing Joke, a banda resolveu optar por um lance mais obscuro, de usar a energia do eletrônico junto com uma porrada metaleira.
E aí que junto com o outro disco falado antes, junto com este, de 89, foi definido o estilo de música do Ministry e também, as bases para as bandas que viriam depois para tocar a guitarreira junto com a batida eletrônica, Rob Zombie, Fear Factory, Static-X e outras bandas que fazem o estilo Matrix Music. A Mente é algo terrível de se provar, é a aviso final antes de você botar esse disco pra tocar e estourar seu miolos, devido ao barulho ensurdecedor emitido por essa banda massacrante que é o Ministry. Altas doses de guitarras saturadas e pesadas, unidas aos barulhos dos sintetizadores mais a batera bate-estaca que não para um minuto, fazem sua cabeça explodir em questão de minutos.
As temáticas têm tudo a ver com a banda e o som, são letras sombrias sobre Corrupção e Política (Tema muito batido nos álbuns atuais, como House Of The Molé e Rio Grande Blood, decepando o Mr. Bush), guerras nucleares, insanidade e drogas. É o disco que mostra que durante os anos 80 já era possível fazer um som pesado e forte aliado ao som da e-music, de uma forma inovadora e armônico (Ou não), então clica já na capa e saia quebrando tudo por aí.

Job For A Cowboy - Genesis


Agilizando já aí pra galera, segue (quase) em primeira mão o tão esperado CD novo do Job For A Cowboy. Fiquei surpreso, pois ontem entrei no orkut e lá estava o CD na comunidade da banda, mesmo com muita gente dizendo que seria impossível vazar antes do lançamento porque os "promos" foram distribuídos com Watermark, ou seja, se alguém ripasse e largasse na net, teria como as autoridades saberem quem foi o "esperto" através de uns lances de freqüência enbutidos na "bios" do CD. Tratei logo de baixar antes que deletassem o arquivo e re-upar com uma qualidade mais acessível a todos (128, a que eu sempre uso), e, em seguida, postei o link lá também. Para a minha surpresa novamente, fui conferir hoje e já são 28 downloads! Sem dúvidas era o álbum mais esperado do ano, até ontem, para mim e muitas outras pessoas.
O EP Doom é algo maravilhoso e brutal. Infelizmente, Genesis não superou minhas expectativas e, até agora, não me satisfez! :/ Não pense que é um CD ruim, pois está longe disso, e leve em consideração que opiniões são diferentes, porque vi muita gente falando já que ele já é até melhor que o Doom. O fato é que, na minha opinião, as músicas deveriam ser, por natureza, mais técnicas e diferenciadas, porque essa é a linha seguida no trabalho anterior. Aqui os caras fizeram músicas mais retas, sem muitas variações, mas com um trabalho indiscutivelmente bem feito e, em alguns pontos, as coisas evoluiram de forma muito significativa. O exemplo mais notável é a presença de solos de guitarras, que eram inexistentes no Doom, e só apareceram após o mesmo na demo "Entities". A influência de Nile e Behemoth nos mesmos é indescutível, bem como em algumas passagens mais "épicas" em alguns riffs das guitarras.
O vocal de Johnny mudou um pouco, e, já na primeira faixa, lembra muito o de Gorge "Corpsegrinder", vocalista do Cannibal Corpse. Os famosos "bree-breee-breee" são inexistentes, e, por conseqüência disso, as letras estão mais entendíveis. Aliás, as letras melhoraram muito. Esse é um fator que quase ninguém avalia, pois todo mundo só está interessado no som. Como eu sou "crítico", avalio tudo! Sejam pontos negativos ou positivos, estrutura dos sons e letras. Se alguém leu a letra de "Entombment of a Machine", certamente percebeu que ela não faz sentido algum.
Não existem músicas ruins aqui, apenas duas faixas desnecessárias. "Upheaval" e "Blasphemy" são duas espécies de "intro" que, na minha opinião, só servem para encher lingüiça. Já "Embedded" eu viciei! Tem uns riffs extremamente marcantes, um solo bem épico e uma linha vocal agressivíssima. "The Divine Falsehood" é outra que me agradou bastante. Há alguns dias atrás ela vazou com uma qualidade horrível, e eu não tinha gostado de escutá-la. Prestando mais atenção e com uma qualidade decente de bit-rate, vi que é uma das melhores do CD e a mais diversificada de todas, pois é baseada numa velocidade mais cadenciada. "Coalescing Prophecy" segue na mesma linha de "Embedded", bem como a maioria das outras faixas que totalizam 26 minutos de som (fora as duas intros). Todo mundo esperava, no mínimo, uns 30 minutos, creio eu.
Sobre a masterização e a mixagem, deixaram as músicas extremamente audíveis, até demais. Aí é que está o que não me agradou, porque eu queria algo mais sujo e pesado. Todavia, tende a agradar uma enorme quantidade de pessoas.
Para concluir, digo que inovar é legal, mas nem sempre a melhor escolha. Genesis é um bom álbum até o momento, leve em consideração que eu só escutei ele durante um dia. Quem sabe, com o tempo eu vou achando alguns toques mais atrativos e vicie incondicionalmente no álbum. É, espero que isso aconteça...
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quinta-feira, maio 03, 2007

Immolation - Close To A World Below


Muitas referências já foram feitas à essa grande obra, e me senti na obrigação de repostá-la, pois, além de um álbum que qualquer fã de death metal deve ter o prazer de conhecer, é um dos meus cd's preferidos dentro do estilo e a resenha que eu havia feito em Outubro do ano passado é caso para reler e rir, devido à tamanha mediocridade com a qual foi escrita.
Eu fico espantado quando vejo que a popularidade do Immolation na cena death não é grandes coisas, e o número de pessoas que conhecem a banda, então, é quase mínimo. Fato lamentável, porque, surpreendentemente, álbuns bons é o que não faltam na história da banda. O que falta é a divulgação, só pode ser isso.
Desde a metade da década de 80 até os dias de hoje, seus álbuns são muito marcantes e, incrivelmente, conseguem soar diferentes um dos outros, sem sair fora do estilo. Fiquei feliz em ver que não sou o único a pensar deste modo, pois, em uma entrevista concedida à revista Rock Brigade, o vocalista do Behemoth disse exatamente a mesma coisa, e por isso considera o Immolation uma banda clássica.
Dotados de riffs marcantes e repetitivos, acompanhados de linhas de bateria muito complexas, rápidas ou técnicas e um vocal sempre gutural, a banda é muito original. Eu, pelo menos, reconheço de cara ao escutar.
Close To A World Below é de 2000, e logo na primeira faixa, "Higher Coward", você pode ficar atordoado! Começa com uma intro só de guitarras, logo na seqüência vem uma voz dizer que "alguém falou que Jesus estava voltando", e após isso o silêncio aparece para ser quebrado bruscamente em um mínimo segundo com a entrada de todos os instrumentos que executam aquilo que eu falei ali em cima, ou seja, riffs marcantes e repetitivos com a linha de batera muito cabreira. "Furthest From The Truth" é outro som destruidor, talvez por ter a execução instrumental mais rápida do CD e um refrão viciante. Já a que vem após essa, "Fall From A High Place", tem uma linha mais progressiva, pois muda muito no seu decorrer e os arranjos são nota 10, tanto em execução como criação, pois a versatilidade é extrema. "Unpardonable Sin" começa só com riffs de guitarras, estes estão entre os mais marcantes do CD. Aliás, esse som é um dos melhores, porque me surpreende muito, devido ao seu tempo geralmente quebrado, solo grandioso e as letras extremamente inteligentes do Immolation, cheias de contestação, críticas inteligentes e linguagem culta. "Lost Passion" tem uns arranjos de bateria muito massa, e, novamente, um andamento mais progressivo. Porra, já falei quase do CD inteiro! Também, recheado de músicas boas do jeito que é, fui me empolgando e já leu né... Ah, dê uma escutada também na faixa título, que é a mais longa do disco. Esse som, que, aparentemente, fala sobre o Inferno, me passa uma sensação cabreira! O modo como os riffs são tocados, a velocidade, a masterização/mixagem do disco que deixou tudo muito único, algo que só ouvi nesse álbum até hoje. Mas, se você analisar a letra afundo, verá que esse "Inferno" é justamente o planeta no qual vivemos. Corrupção, dor, pessoas cegas, auto-destruição, luxúria, ganância e falta de esperanças, são sentimentos que descrevem, no mínimo, 80% dos habitantes do planeta.
O melhor do Immolation, sem sombra de dúvidas.
Hoje em dia, infelizmente, a banda parece estar decaindo. Quem escutar o Shadows In The Light (só sai oficialmente terça-feira, dia 8, mas você pode baixá-lo no link) vai perceber que, a começar pela gravação, a banda anda meio desleixada e a composição dos sons um tanto quanto largada.
Close To A World Below é death metal pra quem realmente curte peso, velocidades alternadas e um trabalho indiscutivelmente bem feito. Não são só blast-beats, não são só cadências. Não é só técnica, não é só coisa simples. Não é death qualquer, é death à la IMMOLATION!
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The Clash - Combat Rock

Semana passada tive um problema no meu computador, passei ele pra Vista, e não achei driver pro som, aparentemente, fiquei brabo, como eu ia escutar música? Quase louco sem som, catei meu radinho e começei a escutar meus cds, e nossa, fazia um bom tempo que eu não curtia um bom cd. Na verdade, eu nem sabia mais que eu tinha uns cds tão afude, tipo, muito bom escutar o The Wall inteiro, ou curtir a porrada do Death By Stereo ou do Slayer. Mas o mais legal, foi reecontrar esse discão do Clash, pequena jóia chamado de Combat Rock.
Com certeza, o Clash é uma das bandas que eu mais admiro, logo que eu criei esse maldito blog, uma das primeiras coisas foi por o London Calling, obra-prima da banda, com uma das capas mais bonitas da história do rock, é um cd de escutar do início ao fim, sem achar um defeito. Infelizmente na época, eu tava começando essa aventura de disponibilizar discos e escrever alguma coisa, e lendo agora, dá pra ver que o texto era bem tosquinho, mas a intenção era ótima, tratando-se de Clash. Um tempo depois resolvi botar o primeiro disco da banda, o self-titled, que é uma pedrada, e daí sim, já havia uma experiência maior na escrita e tal e já dava pra passar uma imagem melhor dessa banda, pra quem não os conheçem.
Vindo da primeira geração do Punk Britânico, chocaram o mundo, com uma musicalidade nem tão violenta, misturando o rap, o reggae, o dub, o funk num estilo próprio, que trazia a revolta nas letras, nas apresentações e nos atos. Negaram o niilismo e o anarquismo, e se propuseram a ser uma banda verdadeiramente protestante, não apenas chingando todo mundo, o Clash se metia pra valer na política, se envolvendo com grupos anti-nazismo e marxistas.
Impossível falar de Clash sem tocar nesse assuntos, mas quem sabe vamos para o que interessa, que é o disco dos caras. Combat Rock foi lançado em 82 e nesse tempo, a banda já fazia enorme sucesso nos EUA, talvez até mais que no Reino Unido (Quando eu comprei o DVD deles, deu pra tirar uma idéia do que era a idolatração deles na terra do Tio Sam). Até aí tudo bem, porém esse disco trouxe duas músicas que fizeram ser o disco mais vendido da banda, que eram o mega sucesso estilo rock arena "Shoul I Stay Should I Go" (Chópis Centis) e a dançante pop new wave "Rock The Casbah".
Mas não estou postando esse disco por causa destas duas, e sim por todo o conjunto das músicas. Já perdi a noção de quantas vezes escutei esse disco e não enjôo, claro, não é mais o punk 77 da banda, mas são ótimas composições como o funkzão do "Overpowered by Funk", a quebra barraco "Know Your Rights", que tem uma letra afude com um som direto e reto. Composições estranhas como "Atom Tam" e "Gettho Defendant", num reggae-soul, com ótimas linhas de baixos de Simonon, juntam-se ao time de boas músicas com a surpreendente (Para mim) "Red Angel Dragnet". Surpreendente? É, realmente, há um filme que eu já perdi a noção de quantas vezes já olhei, que é Taxi Driver, e nessa músicas há várias passagens das falas de Travis, pois a música se trata exatamente sobre o filme. Essa não é a primeira vez que eu associo o Clash com De Niro e Scorcese, pois no filme O Rei da Comédia, Strummer, Simonon e Jones fazem uma ceninha lá de uns 4 segundos, e são creditados como Street Scum.
Infelizmente, esse foi o último disco da formação clássica, com os três citados antes e mais o baterista Topper Headon, que após a turnê desse disco, sofreu alterações na formação e acabaram lançando apenas um álbum, bombardeado por todos e assim dando fim a uma banda genial. Bom, acho que já falei de mais, tá na hora de clicar na capa e curtir mais um discão de uma banda de rock de verdade.

quarta-feira, maio 02, 2007

Kreator - Enemy Of God


Que o Kreator não é mais o mesmo dos anos 80 quase todo mundo sabe, e até os que não sabem devem imaginar, pois quando lançaram Enemy of God, em 2005, faziam exatos 20 anos que o bestial Endless Pain havia estremecido a cena da época. As coisas mudam naturalmente com o tempo, as bandas também. É difícil encontrar alguma banda que manteve-se sempre na mesma linha, sem dar uma mínima desviada em algum ponto da carreira.
Falando assim, até parece que o Kreator mudou bruscamente, né? Mas não é isso. O fato é que a maioria dos fãs rejeitam essa nova fase porque os caras andam fazendo gravações mais primorosas e limpas com músicas possuindo trabalhos minúsculos voltados mais à melodia, coisa que não existia lá nas antigas, onde a brutalidade comia solta, sem dó nem piedade. Indiscutivelmente, os últimos trabalhos do Kreator possuem peso e agressividade, mas, para alguns, parece que essa incrementada da melodia mandou a vaca para o brejo. Não é o meu caso, porque curto muito esse CD, considero um dos melhores que a banda já lançou. Levando em consideração a grande queda dos anos 90, com álbuns que não chegam a ser ruins, mas também não são excelentes, os anos 2000 já começaram muito melhores, pois já são 2 álbuns de estúdio e um duplo ao-vivo.
Enemy of God eu considero como um álbum muito bom, pois possui a matadora faixa título, a violenta World Anarchy, a trabalhada Dystopia, as crítica "Suicide Terrorist" e "Impossible Brutality" juntamente com a melódica "Voices of the Dead".
Atualmente, Mile Petrozza diz estar compondo material para um próximo álbum que tem grandes chances de sair nesse ano ou no próximo.
Enquanto isso, baixe e curta Enemy of God, que com certeza é porrada!

Brain Drill - The Parasites


Agressividade, velocidade e técnica são palavras que descrevem a maioria das bandas de death metal, mas aqui podemos acrescentar um pouco mais de técnica e muita, muuuiiitaaa velocidade! Para ser bem franco com vocês, digo que essa é a banda mais rápida que eu escutei nos últimos tempos, e talvez a mais rápida que eu conheça também!
Já imaginou um batera que consegue dar mais de 5 batidas na caixa por segundo? Então, esse cara existe, não precisa ficar só tentando imaginar. O nome dele é Marco Pitruzzella, e o cara tem em seu currículo algumas bandas como Vital Remains, Vile, Vornagar e mais um monte que não são tão conhecidas, mas são mestres em brutalidade e bem cultuadas no exterior.
Se você analisar a capa e o nome da banda, pode pensar que trata-se de um goregrind qualquer, mas não é, pois o trabalho dos caras passa looooonge da tosqueira de um To Separate The Flesh From The Bones, por exemplo.
Lançaram esse EP ano passado, e realmente nem há muito o que dizer sobre a história da banda, pois é novata. Porém, não fique surpreendido se em breve esses caras tornarem-se um dos nomes mais tops do metal, pois qualidade musical é o que não falta à banda.
São 6 músicas, todas muito empolgantes, técnicas e extremamente rápidas em execução. A velocidade é surpreendente, porque, além do batera, o contra-baixista e o guitarrista se puxam numas escalas mega cabreiras de tão técnicas. Tudo isso somado ao vocal ora gutural ora rasgado fazem do Brain Drill uma banda que deve ser conferida por qualquer fã de metal, ou até por qualquer pessoa que quer ouvir algo que soe, no mínimo, desumano.
A gravação é excelente! Peso e sujeira existem, mas todos os instrumentos são completamente audíveis, sendo assim, a estréia da banda foi realmente foda! Nota 10! :D
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terça-feira, maio 01, 2007

Eighteen Visions - Obsession


Geralmente abreviada para "18V", a banda foi formada em 1996 e acabou mês passado. Durante todos esses anos, passaram por mudanças severas de estilo e formação, mas sempre manteram certa popularidade lá na gringa e quase nada de reconhecimento aqui no Brasil.
Obsession foi lançado em 2004, e, em diversas passagens, lembra muito algumas das bandas que explodiram recentemente por aqui, tais como The Used e Finch, mas sem perder os traços próprios. Óbvio que o som dos caras é mais maduro e trabalhado, mas, de uma forma ou de outra, inevitavelmente, tem certa semelhança com essas já citadas. O fato é que o som deles me agrada (quase) em cheio, ao contrário das outras. Até escuto-as de vez em quando, e canto numa banda que faz covers, mas, sinceramente, não sou fã.
Eighteen Visions é aquele tipo de banda que eu curto escutar quando estou mais reflexivo, porque o som deles passa por linhas que são um pouco agressivas ou agitadas, mas descambam para a melodia no refrão, sempre com letras sobre situações que podem acontecer ou já aconteceram a qualquer um que lê este post que aqui escrevo.
A própria banda não é fã de rótulos, e eu nem sei como classificá-la direito, devido às diversas influências no som. Talvez com uns toques de post-hc e screamo fundindo-se com o metal você chega ao que o 18V toca.
O CD começa com a faixa título, e, infelizmente, ela é uma música um tanto quanto chata e repetitiva, mas, felizmente, na segunda faixa, "I Let Go", o 18V mostra um trabalho bem melhor. Com um refrão grudento e uma linha de guitarra simples e viciante, esse som é um dos melhores do disco, tanto que foi parar na trilha sonora do game Burnout 3 - Takedown, para Playstation 2, que foi por onde que eu conheci a banda. "Crushed" vem na seqüência, desta vez com o vocal mais agressivo, uma prova de que o vocalista é esforçado e versátil, mas não necessariamente bom em tudo, pois peca MUITO nos rasgados. Todavia, manda uns limpos bonitos e outros mais "roucos" que são legais pra cacete! Digo que essa é a melhor faixa do CD, sem sombra de dúvidas. As demais músicas são legais também, tais como a linda balada "Said and Done" e a empolgante "Sun Falls Down", e não existem músicas ruins, entretanto, não existe nada que possa ser chamado de "espetacular", "fenomenal" ou "extremamente brilhante".
Para resumir: Álbum bom. Recomendado apenas paras os fãs do estilo ou para quem se interessou pelo que foi dito no post.
Não sabe ainda se você vai gostar ou não? Baixe clicando aqui e assassine essa dúvida.

Saliva - Blood Stained Love Story


Este CD é tudo de bom, mas apenas se você escutá-lo levando em consideração a proposta do Saliva ou se você for fã do estilo. O que ouvimos aqui, é +/- uma mistura de rock moderno e alternativo com new metal e pitadas de música pop. Ultimamente andei escutando umas bandas assim, e vou postá-las aqui, pois vi que os sons que eu posto andam meio repetitivos, então é bom dar uma variada, não?
Com um pouco mais de uma década de estrada, o Saliva ainda é uma banda meio desconhecida, apesar de ter músicas que podem explodir facilmente nas rádios. Blood Stained Love Story é o quinto álbum da banda, lançado esse ano, e é resultado de muitas coisas que ocorreram nos últimos anos. Alguns membros tiveram filhos, pararam de beber, terminaram relacionamentos longos, casaram, deixaram a banda e todas essas experiências de vida estão refletidas nas letras e na música da banda. É um álbum bem diversificado, com várias partes visando trabalhar mais a melodia, mas nem por isso deixando o peso de lado. Creio que há um equilíbrio muito bom aqui, deixando o CD não soar extremo para nenhum dos lados e sem mudanças bruscas de clima, se bem que a parte "rock ballad" predomina. Além disso, sinto que há uma ligação profunda entre a música e a realidade, tanto que diversas passagens fizeram eu me lembrar de diversas situações já vividas, apenas por ouvir certo ritmo ou levada de alguma música. Não há como explicar isso, sabem? É algo que é meio surreal, a música tá tocando e te faz lembrar de algo que você viveu claramente. Claro que isso é comigo, não sei se com vocês será igual, mas isso aqui é sincero.
O vocalista Josey Scott deu a seguinte declaração sobre o álbum: "Creio que todos nós já estivemos sobre uma história de amor escrita com sangue, de um tipo ou de outro". Disse também, dentre outras coisas, a seguinte frase: "Estas músicas falam sobre acordar após uma festa e ver que sua mulher se foi, seu dinheiro se foi e seu carro se foi! Ae você se pergunta: "Que diabos aconteceu?" ". "É algo que fala sobre querer uma segunda chance para pegar as coisas de volta, ter uma segunda chance e começar tudo novamente".
Eu, particularmente, gostei muito de "Never Gonna Change" (tem um refrão lindo e reflexivo), "One More Chance" (melodia e riffs marcantes casam perfeitamente com o refrão e as linhas vocais bem pensadas) e "Black Sheep" (é a única que pode ser considerada realmente pesada).
Bem legal o CD, mas recomendo só para quem se interessa nesse estilo de som. Quem curte as pauladas extremas que rolam por aqui, certamente irá repudiar o disco. Já quem tem a cabeça mais aberta, talvez acabe gostando.
Na dúvida, baixe aqui e tire a própria conclusão.