segunda-feira, abril 20, 2009

Sigur Rós - We Play Endlessly


Não sou a pessoa que mais gosta de compilações, coletâneas e o diabo a 4. Na verdade, tô bem longe disso, acho quase sempre uma grande besteira e injusto, mas tem gente que gosta, principalmente quando quer conhecer uma banda nova, ou quando quer aquele sucesso. Resolvi selecionar We Play Endlessly por duas razões: A maneira qual foi lançado e também pelo primeiro motivo, se alquém quiser conhecer, achei uma boa maneira de conhecer.
Só para se tornar padrão como todas as reviews de Sigur Rós, sim, eles são da Islândia, e dá para dizer que talvez sejam o único produto de lá, além da Björk. Pulando a mesmice, essa coletânea saiu num encarte do jornal inglês The Independent, e foi compilado pela própria equipe jornalística, junto com uma matéria sobre a invasão do grupo, com seu som hipnótico dentro do continente Europeu, uma bela matéria.
O grupo despontou como um dos grandes nomes do Post-Rock e tem uma fórmula única de fazer música. Fugindo do padrão, eles começam cantando em islandês mesmo, que fica evidente aí em baixo, no nome das músicas, e contam com os mais diferentes tipos de instrumentos, usando as mais variadas estruturas musicais, daí o termo “hipnótico”, por todo o minimalismo desenvolvido e envolvido.
A coleção conta com músicas do último disco do grupo, lançado ano passado, Með suð í eyrum við spilum endalaust, da obra prima Takk, de 2005 e mais de um EP e de uma coleção de B-Sides. O início do disco ficou matador, mas como eu disse que toda a coleção é injusta, ficaram devendo músicas do Ágætis byrjun, a não ser que tenha sido algo contratual, mas ainda acaba sendo um bom disco. Tão bom, que acabou sendo um dos downloads mais procurados e rumores de uma versão “de gravadora” mesmo. Serve basicamente pra conhecer o maravilhoso som do grupo. Dwnld.

2 comentários:

sdm disse...

Po o bom daki é isso, baixo de brutal death até sigur rós.E sim, meu gosto musical é estranho.

paulopiá disse...

E não entendo de onde saiu a sonoridade do Sigur Rós. Me parece a banda mais próxima da genialidade da atualidade, não apenas pela criatividade evidente, que não deixa rastros de influências e faz parecer que todo esse som se fez por milagres, mas também pela enorme carga emocional que as músicas conseguem transmitir.