sexta-feira, novembro 30, 2007

Raimundos – Raimundos


Eu tenho que admitir que tão importante quanto a década de 1980 foi a de 1990. Devido a sérias restrições geográficas, monetárias e de faixa etária, só pude acompanhar uma parte da década de 1980 via televisão e revistas. Mal a década de 1990 começou eu já comprava vinis, revistas e fanzines, recebia catálogos de gravadoras e procurava novidades... tudo isso morando no interior de Pernambuco. Por volta de 92 a música brasileira tornou-se mais popular e variada graças a uma leva de artistas como Chico Science & Nação Zumbi, Planet Hemp e Mundo Livre SA. Claro que existiam várias bandas mais underground e outras que só estouraram depois, mas foi uma época muito boa.
O Raimundos surgiu da união de quatro amigos que gostavam basicamente dos mesmos estilos musicais e, criativamente, montaram uma banda cover dos Ramones. Tudo era muito parecido. O estilo do nome, o estilo do som , a quantidade de músicos, a atitude. Por volta de 93 eles alcançaram mais destaque e o selo Banguela, que pertencia a alguns membros dosTitãs resolveu investir nessa nova leva de músicos. Foi desse selo que grande parte dessa moçada lançou seus discos. Em 94 saiu “Raimundos”, um disco divisor de águas, pois quebrava muitos paradigmas. Infelizmente em algumas partes ele ficou meio esteriotipado, graças as forçadas de barra de algumas músicas, mas no geral é um cd de punk rock, hardcore e forró!
Já na abertura, o sanfoneiro Zénilton, um maluco que canta forró de qualidade com letras de duplo sentido, avisa que quer rock e que os “meninos” estão abusando dele por tocarem um sonzinho bobo. Depois da reclamação começa “Puteiro em João Pessoa”, que fala das aventuras de um virgem (para nós, nordestinos, donzelo) na primeira noite que foi a um famoso puteiro (cabaré, zona, casa de putas) da Paraíba (hoje extinto). O som tem uma certa levada Suicidal Tendencies e quase não flerta com forró. Já “Palhas do Coqueiro” é lapada na orelha! Falando da história de um corno que espera a mulher embaixo das palhas de um coqueiro enquanto a sujeita está “debaixo de um teto de espelhos a o chifrar”. Em “MM’s” tem a participação de João Gordo nas partes com palavras delicadas. “Rapante” tem uns riffs muito pesados que até soam diferente do restante do disco. É a primeira faixa do cd que toca no assunto das drogas (que um dia acabaria a banda). No final, o hardcore come solto. “Carro forte” e “Minha cunhada” tem letras bastante sexistas e me fazem pensar que na época que os caras moravam em Brasília conviviam demais com o povo do DFC! A primeira vez que ouvi e vi os caras foi no clipe pra lá de tosco de “Nega Jurema”. Essa música parece não mudar com o tempo e é um clássico dos caras. A pobre da Nega da música era uma traficante presa no interior!
No lado B o forró come solto! Já começa com “Deixei de fumar cana caiana”, uma música do Trio Nordestino que aqui virou um Hardcore ultra rápido. Uma vez eu li alguém que se impressionou com Jello Biafra cantando num dos cds do Dead Kennedys, mas em algumas músicas Rodolfo canta tão rápido quanto o punk americano! “Cajueiro & Rio das Pedras” tem letra bisonha, levada porrada e termina com Zenilton cantando em cima de uma base que mistura sanfona, guitarra, triângulo e bateria! Frases como “abra as pedras, meu amor! É aí que o peixe se esconde quando vê o pescador” ainda me fazem rir! “Beabá” fala dos efeitos “positivos” das drogas e “Bicharada” fala do sabiá, que segundo eles é um passarinho viado! A seqüência “Marujo” e “Cintura Fina” é minha favorita. Muito forró, muito hardcore e letras hilárias. O cd fecha com a descarada “Selim”, onde o desejo do cara era ser o banquinho da bicicleta, pra ficar bem no meio das pernas e sentir o ânus da menina suar. Pura putaria adolescente. Muito bom ter vivido essa época. Depois desse cd, ainda veio o Lavô, Tá Novo e o Lapadas Do Povo que ainda tem muita coisa legal, mas o sucesso subiu pra cabeça dos caras e, praticamente atiram no próprio pé, se vendem ao estrelismo, lançam um cd fraco "Só no Forevis” e acabam após um MTV ao vivo. Segundo meu irmão, tem bandas que lançam MTV ao vivo e, ou acabam (infelizmente o Ira, o Barão) ou não vendem porra nenhuma e não fazem o menor sucesso e continuam na mesma merda (graças a Deus, Jota Quest, Skank).
Depois de tudo isso só resta você clicar na capa pra curtir um forrozim!

The Berzerker - World Of Lies


Metralhadora mortal e eletrônica nos ouvidos; extasy para pessoas que gostam de som extremo; máquina de tortura para quem odeia; esse é o The Berzerker, banda australiana que pode ser considerada como única na cena "mainstream" mundial a executar death metal industrial - e olha que até são bem desconhecidos.
É totalmente empolgante ouvir baterias de speedcore ou techno somadas ao instrumental caótico e complexo do death metal, sem esquecer os vocais sempre guturais ou rasgados. O mais curioso desse álbum é que, segundo as fontes seguras da banda, ele foi gravado em uma semana! A guitarra foi plugada diretamente num laptop, sem cubo, e a bateria programada. Impressionante como uma banda que começou a carreira remixando músicas de Morbid Angel e Deicide veio a ficar tão grande. Como eu disse no post do último disco deles, são apenas 2 caras que criam tudo.
Uma fato interessante: Há um dragão em todas as capas, a diferença é que ele sempre sofre alguma mutação, sendo ora mecânico ora de carne e osso.
Após esse álbum aqui, terceiro da carreira, os rapazes decidiram parar de usar máscaras. Isso mesmo, nos primeiros shows e anos de turnê, os caras usavam um visual mais loucão que o do Slipknot.
Se houvesse uma comparação extrema para eles, diria que é o Kiss do metal (em termos de presença de palco) e a continuação do trabalho do Atari Teenage Riot (em termos de som, que era extremizar cada vez mais). Creio que eles poderiam ter mais elementos eletrônicos no som, já que quase só a bateria é eletrônica, mas isso é só opinião.
Download da belezinha.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Silversun Pickups - Carnavas

Silversun Pickups foi uma das grandes revelações da música indie no ano passado, numa onda de shoegaze revival, no entanto, eu não tinha tido nenhum interesse, apesar das milhares babações de ovos pra esse conjunto californiano, e principalmente pra este disco, o meu interesse surgiu apenas esse ano. Navegando na blogosfera, em um certo blog que eu infelizmente não lembro qual foi (do'oh), o que mais me chamou a atenção foi algo mais ou menos do tipo: "Para os fãs órfãs do velho Smashing Pumpkins e não satisfeitos com o último trabalho".
Claro, tava meio longe do que eu esperava pelo "anúncio", mas eu agradeço pra cara-de-palmito que escreveu isso, pois se não fosse ele, provavelmente eu não estaria escutando Carnavas pela vigésima vez. Muito comparado com o já dito Pumpkins, o SSUP tem um som altamente influênciado por banda de rock alternativo do tipo Sonic Youth e My Bloody Valentine, este último principalmente, que fica bem evidente no sonoridade da guitarra, forrado de camadas e texturas de distorção guitarrísticas e overdubs, é um ótimo misto entre o Shoegazer britânico com o lo-fi americano, resultando em um dos discos mais surpreendentes da música pop independente que eu ouvi nos últimos tempos.
Carnavas por enquanto é o único disco completo da banda, que além desse disco, tem um EP, de estréia, chamado Pikul, lançado em 2006, também. A banda toca em forma de quarteto, com Brian Aubert "Voz de Mulher" na guitarra e nos vocais, Nikki Monninger "Quase Muda" no baixo e vocais (era pra ser), Christopher Guanlao "Coadjuvante" na bateria e Joe Lester "Cara de Nerd" nos teclados.
Pra finalizar de vez esse caroço, o lance é o seguinte: Se tu procura pôr um disco gostoso de ouvir, que vai te dar uma audição prazerosa (por favor, nada de interpretações adversas), esse é uma ótima pedida; som feito de maneira honesta e o mais surpreendent, uma banda que vem do circuito de bandas bunda-mole, tocam com uma vontade admirável.
É, eu acho que eu não sei escrever sobre bandas indies. É, eu acho que não sei escrever sobre bandas. É, eu acho que eu não sei escrever.

quarta-feira, novembro 28, 2007

High On Fire - Death Is This Communion


Criado em 1999, em Oakland, Califórnia, High On Fire é um trio que surgiu após o final de um dos pilares do Doom/Stoner Metal, chamado Sleep. Matt Pike, um garoto arruaceiro e ladrão de som, descobriu no rock uma maneira melhor de se divertir e arrumar dinheiro pra comprar drogas, quando se juntou com o Sleep, porém com final da banda, e já adulto, sentiu seu chão desmoronar e antes que a depressão tomasse conta dele, o cara chamou alguns brothers pra fazer umas jam sessions da sua garagem e assim surgiu o High On Fire, uma versão mais intensa e rápida que sua banda anterior costumava ser.
Com a passagem dos baixistas George Rice (de uma banda chamada Dear Deceased e o qual era para ficar responsável pelos vocais) e o "famoso" Joe Preston (que teve passagem por grupos de drone/doom/sludge como Melvins, Sunn O))) e Earth, entre outros), hoje a banda conta com Jeff Matz (que tocou bom tempo com a banda Zeke) no baixo, o baterista Des Kensel e o já apresentado, guitarrista e vocalista Matt Pike.
Death Is This Communion é o quarto full lenght da banda, e foi lançado esse ano, em Setembro e chamou a atenção de muita gente, inclusive a minha, que tinha ficado só no Sleep e não passado adiante. O disco foi lançado pelo selo independente, e muito respeitado pelo público da música pesada, Relapse e teve produção de Jack Endino, que já trabalhou com Mudhoney, Soundgarden e inclusive o Titãs!.
Após toda essa conversa mole e um saco de batata cheio de informações que tu pode encontrar facilmente em sites ou blogs musicanalhicos, vamos dar alguns comentários sobre o que importa, o barulhão abrupto do High On Fire: Apesar de terem na rótulos do discos coisas como Doom/Stoner Metal, o som da banda vai muito, muito mais adiante. Carregando as fortes influências de Sludge Metal, num apanhado de influências que todas as bandas do gênero, eles fazem de uma maneira muito mais rápido e cruel, com um instrumental de tirar o chapéu e o vocal, que não tem como não comparar, extremamente similar à de Lemmy Kilmister do Motörhead (comentário que todo mundo fez e que não agradou muito Pike), dão a entender o porquê de tanto interesse na banda.
Com certeza, um dos melhores materiais do estilo durante o ano, ou talvez até, dos últimos anos. Pra conferir, dá um clique na capa e faz o download. Depois disso, repire fundo e dê o play, pois tu só vai ter um pouco de descanço quando chegar em alguma das faixas instrumentais.

Yakuza - Transmutations


Não se trata da gangue japonesa mais famosa do mundo lançando um disco. Não se trata também de uma banda do Japão. Essa Yakuza é uma banda americana, de Chicago, que foi fundada em 1999. Até o momento, possuem 3 álbuns; Transmutations é o terceiro e foi lançado esse ano.
Conheci a banda recentemente, quando o meu "patrão" no blog Hornsup.net me deu a tarefa de resenhar esse disco. Nunca tinha ouvido falar sobre, portanto escutei o disco com atenção e depois fui ler a respeito da história desses rapazes. Nas primeiras vezes, confesso que não gostei. Hoje, após analisar com calma a proposta, acho esse disco muito bom. Misturando doom metal, death metal, jazz (de saxofone), progressões assustadoras e influências de música oriental, Yakuza é uma banda bem original e que merece ser apreciada com a cabeça aberta. É surpreendente ouvir a música começando bem lenta, com vocais no ritmo árabe, surgindo um saxofone, quando, não de repente, a progressão aparece acelerando a música e apresentando vocais guturais ou macabros. As músicas, no geral, possuem de 6 a 7 minutos. Algumas poucas outras têm duração bem curta, mas não é por isso que deixam de ser progressivas ou trabalhadas. Se fosse resumir, diria que é um trabalho bem assustador! Totalmente fora dos padrões que estamos acostumados a ouvir, geralmente fundindo de um a dois estilos. Aqui os caras misturam a água com o óleo e o drink fica gostoso. Ok, a linguagem figurada pode ter sido idiota, mas dá para perceber claramente o que eu quis dizer, não?
É tanto estilo de música que dá até para dizer que é uma banda "experimental". Escute com muita atenção, garanto que você encontrará até toques de atmospheric sludge.
Destaques para a macabra "Meat Curtains", a linda "Raus", a pedrada "Praying For Asteroids" e também para a chapante "The Blinding", sem querer desmerecer o restante do disco que possui muitas outras músicas excepcionais em quase uma hora de duração total.
Download.

terça-feira, novembro 27, 2007

Iron Maiden - No Prayer For The Dying

Se for comparar esse disco com outros do Iron, a reação vai ser: Holly shit! Mas tenho coisas a dizer: Infelizmente este é um trampo muito mal interpretado pela massa metaleira que gosta de comparar. Descem a lenha, falam merda, dizendo que o disco é mal-gravado, que ficou amador, blabla, que as melodias são fézes, etc. Conclusões precipitadas, caros amigos, sobre esta fabulosa pérola.
Era uma época triste para o Iron: Adrian Smith, o synth-guitarrista fodão, acabara de sair, deixando o posto vazio. Bruce Dickinson, estava um pouquinho insatisfeito, queria seguir carreira solo. A coisa estava preta pro Iron. Steve Harris decide contratar um tal de Janick Gers, e convida o time pra ir fumar maconha no sítio dele e gravar um novo disco por lá mesmo, no estudiozinho meia-boca que ele construiu. O resultado do processo é esse disco, que soa "fraco" e "diferente" quando comparado aos trabalhos anteriores. Se você ainda não conhece, é hora de fazer download clicando na capa. Se você ja conhece mas não gosta, porque não experimenta ouvir 10 horas de música sertaneja moderna e em seguida ouvir novamente esse disco? Técnica de psicologia metaleira heheh.
Destaco "Public Enema Number One" (sonzera demais, nego ainda fala merda desse disco... o mesmo para a próxima musica), "Fates Warning" (que tem uma introdução muito muito legal soando similar a linha do 7th Son...), "Hooks In You" e "Run Silent Run Deep". Essas quatro são as minhas favoritas do disco. Na real gosto de todas, mas essas são as mais batutonas. Pra mim esse é um disco punk, pq acho simples, som rústico, o Bruce começa a arriscar uns vocais mais "ásperos" à-la Death de 1998 hehe. Uma pequena curiosidade: "Mother Russia" (que é um som meio querendo puxar pra tipo mais um "épico apoteótico") é sobre o fim do socialismo e da antiga URSS, ja que o ano é 1990. Lembrando que neste mesmo ano saiu Rust In Peace do Megadeth e Seasons In The Abyss do Slayer, um ano bastante fudido, vamos ser francos.
Apesar de No Prayer... não se enquadrar no nível de fodelância musical desses discos do Mega e Slayer, continua sendo uma obra louvável. Gostaria de aproveitar a oportunidade para deixar aqui meu protesto, contra a mudança da capa que fizeram, trocando a do Eddie levantando o tiozinho pela gola por uma do Eddie com olho vermelho sozinho, porra, vai pra pqp, quem mandou mexer? caralho! kkkkkkkkkkkkkkk
ps. mesmo esquema, fazer download é só clicar na capa do disco! qualidade 320 kbps + bonus tracks live + lyrics

Saron Gas - Fragile


Que confusão, galera! Baixei esse disco como se fosse de uma banda chamada Seether. Então, meses depois procurei informações sobre o Seether (sim, demoro meses a escutar as coisas que baixo), porém o álbum não constava na discografia. Apesar de notícias semelhantes, esse álbum não aparecia na história da banda. Que diabos era, então?! Na verdade, as bandas em questão são a mesma, mas Saron Gas só veio a se tornar Seether após o lançamento desse CD, que foi um registro exclusivo lançado apenas na África do Sul, o país de onde a banda vem. Ouvi falar muito de Seether, mas nunca tinha ouvido falar de Saron Gas. Diziam que parecia Fozzy e Saliva, mas, nesse material, está a léguas de distância. O que importa, é que isso não faz diferença alguma pra mim, já que achei o disco beeeem fraco. Já vou avisando que recomendo quase só para quem curte baladas no estilo Nirvana ou "post-grunge", música melosa com minúsculos toques de distorção e letras depressivas. Não que isso seja ruim, apenas quero deixar claro que é algo que não me agrada em cheio, não. Agradou aos grandes selos, porque vários colocaram o olho mas apenas um deles contratou a banda e, a partir daí, o sucesso mundial estava a caminho. Nunca foi algo extremamente grande, tanto que eu creio que muitos sequer ouviram falar. Talvez eu deva procurar os álbuns seguintes (dizem que são bem melhores).
Bom para dar uma variada ou conhecer, mas bem chatinho quando o vocalista fica lamentando sua provável infância em "Dazed and Abused".
Download.

segunda-feira, novembro 26, 2007

Celldweller - The Beta Cessions


Sou muito grato ao leitor desbocado que, certo dia, comentou em um CD: "que merda! acho que deveriam postar cellweller". Sim, o cara pediu de forma errada, mas lembrei de já ter escutado algo parecido. Era Celldweller, e não "cellweller". Ah, eram bons e velhos tempos de Road Rash: Jailbreak, embalados por trilhas que iam do punk rock ao industrial alternativo. Celldweller era uma das inúmeras bandas inseridas no game, possivelmente a mais famosa. Nunca mais tinha ouvido, e decidi baixar, não porque o cara pediu, sim porque me deu vontade. Surpresa total! Baixei o primeiro e "único" disco da "banda" (na verdade 90% das coisas são feitas pelo vocalista/programador/guitarrista/diabo a 4 Klayton) e viciei. Passou a ser meu álbum mais escutado nos últimos tempos, algumas faixas são tão marcantes que eu gosto de escutar todos os dias.
The Beta Cessions, de 2004 (há sites como o Amazon.com que dizem que o lançamento foi em 2007; vai saber?!), é um presente aos fãs. CD duplo de edição luxuosa, feito especialmente para quem realmente curtiu o som. No primeiro CD, você pode conferir as primeiras versões de alguns sons, demos, remixes, mixes, instrumentais e unreleaseds. No segundo, você encontrará todas as músicas do primeiro álbum em versão instrumental. Para uns isso não pode passar de mera babaquice, mas quem escutar o segundo disco com atenção, poderá ter noção de vários efeitos de edição, mixagem e masterização. Aos que não conhecem, Celldweller é uma banda de metal industrial, que perambula pelo acid trance, pelo som acústico, pelo rock, pelo dark wave (o que remanesceu do extinto Circle of Dust) e por aí vai, tudo isso resultando numa sonoridade única, porém que vem influenciando gente como os rapazes do AP2 (antigo Argyle Park).
É provável que esse ano saia o segundo full-lenght do Celldweller, pois Klayton já está gravando e produzindo o álbum. Segundo as promessas, é algo que promete ir muito além novamente, utilizando ao máximo todos os recursos para fazer o álbum soar muito futurista e nunca envelhecer.
Downloads:
CD 1.
CD 2.

Megadeth - The System Has Failed

Pra começar a semana arregaçando a boca do balão, decidi que a pegada é a seguinte: ]\/[egadet]-[ again, mutherfockers hehehe.....
O ano é 2001, Megadeth acaba de lançar The World Needs A Hero. A galera não está muito satisfeita: depois do guitarrista-vocalista-fundador e líder da banda, Dave Mustaine, cagar no pau com Risk, Mr. Friedman abandonar o grupo e o contrato com a Capitol ir pro abraço, o que esperar da banda? Com uma aceitação mediana por parte da audiência, o então novo album saía pela Sanctuary, o selo do Iron, e trazia o bom e velho Mega botando pra quebrar (apesar do disco não ser tão bem aceito). Infelizmente em 2002, Mustaine sofre um acidente e acaba machucando o braço, o que o deixa impossibilitado de tocar guitarra (tempos depois o baixista David Ellefson deixa a banda e começa uma guerra judicial contra Mustaine, exigindo direitos sobre o nome Megadeth). Mustaine fica recluso por um tempo, mas não joga a toalha, decide lançar uma versão melhorada de "Killing is My Business... and Business Is Good" todo remixado e remasterizado, soando mais intenso com instrumentos e vocais mais altos e qualidade de som fantástica. Ótima surpresa para os fãs recalcados. Mas o melhor estava por vir...


Em 2004 toda a discografia da banda é relançada nos moldes do "Killing..." e uma surpresa: um álbum de estúdio novinho em folha. A idéia inicial era acabar com o Megadeth e dedicar-se à carreira solo, mas como devia mais um disco à gravadora, Mustaine chama seu velho amigo Chris Poland (guitarrista dos 2 primeiros discos) para dar uma "ajudinha" nas gravações, fazendo solos e contribuições em geral (sabe-se que Mustaine chamara Ellefson para gravar o disco também, que só aceitaria se fosse recrutado baixista oficial novamente, o que não ocorre). O resultado é este disco fantástico que vos disponibilizo. Um disco que marca o retorno triunfante da banda gerando forte expectativa depois de muitos altos-e-baixos.
Começando com "Blackmail the Universe", Mustaine mostra que não está pra brincadeira, é um petardo sonoro apropriado digno de primeira faixa, a bateria não dá descanso, bumbo duplo que do começo ao fim rasga riffs e solos a fio. No decorrer
do play, o côro come: destaque para "Kick The Chair" (preste atenção ao solo final made by Chris fucking Poland), "Tears in a Vial" (supostamente dedicada a Ellefson), "Back In The Day", "Of Mice and Man" dentre outras. "Shadow of Deth" traz o bíblico Salmo 23 completo, Mr. Mustaine convertera-se evangélico e começa a refletir sua condição nas letras.
A estrada novamente é o destino, juntamente com o guitar Glen Drover, batera Shawn Drover, e o baixista James MacDonough, fazem a "Blackmail the Universe World Tour" (passando inclusive pelo Brasil cujo o humilde ser humano que vos escreve pôde estar presente), oficializando o renascimento da banda, a ressurreição, de um dos fundadores do thrash americano.
Posso dizer que sinceramente, quando ouvi "The System Has Failed" pela primeira vez, não me empolguei muito, talvez pelo fato de eu estar bitolado em punk rock na época. Mas conforme passou o tempo, fui digerindo lentamente o trabalho, hoje posso dizer com convicção: puta disco bem feito, produzido com cuidado, traz músicas meticulosamente trabalhadas, faz com que qualquer true headbanger chacoalhe seu traseiro enquanto aprecia uma cerveja gelada.
Macacada, não se assustem com o tamanho do arquivo, provavelmente o badongo vai dividir em duas partes pois o tamanho total deu 140 MB. As MP3 tão com qualidade máxima (320 kbps) e ta incluso letras e bonus tracks ao vivo de alguns sons, pode ter certeza que vale a pena baixar essa pérola!
Mesmo esquema de sempre, para fazer o download clique na capa do disco. Como eu sou bonzinho, incluí junto algumas bonus tracks ao vivo de musicas deste play, alright? E pra você que achou bacana a idéia dos posts anteriores, segue junto com as mp3 um html com as letras e imagens da capa e verso do disco, porque "já que é pra fazer, vamo fazer direito, porra!" kkkkkkkkkkkkkkk um abraço a todos!

Corrosion Of Conformity - Deliverance

Surgido em 82, em meio a muitos outras bandas de Hardcore/Punk, no estado de Carolina do Norte, o Corrosion Of Conformity teve três fases distintos e hoje sustenta um nome forte dentro da cena da música pesada. Começando com a fase Hardcore, num punk-rock rápido e agressivo, transitando entre o Crossover, com o clássico do gênero Animosity, e tomando forma um som Heavy Metal, com elementos do Sludge/Stoner e Southern.
Com uma formação que nunca foi estável, acontece como muitas bandas, que vão mudando a direção do som a medida que os membros originais vão saindo e com eles, as idéias e a visão que a banda tinha quando começou. No entanto, o CoC sempre teve um integrante em toda sua história, com apenas um hiato de pouco tempo, Mike Dean é o nome do baixista fundador e por algum tempo, vocalista.
Porém, durante a caminhada do CoC, que tocava em forma de trio, a entrada de Pepper Keenan como guitarrista e logo após como vocalista principal, ofuscou a figura de Dean, que hoje é tido por muitos como um simples coadjuvante, enquanto todos os holofotes estão direcionados para Keenan, que atualmente está em turnê com seus parceiros do Down, na divulgação do último disco, que tem uma grande semelhança sonora, justamente por tocarem o mesmo estilo de música, do'oh.
Deliverance, que foi lançado em 1994, é considerado como uma das pérolas da década passada, num Heavy Metal Sabbathico, ofuscado pelo interesse Grunge-garageiro-alternativo e blá blá blá. É Stoner meu filho, riferrama lenta e marcante cheia da pegada, com muito peso e um groove chapadinho. Com os singles "Clean My Wounds" e "Albatross" os caras venderam uma penca deste disco, num som muito explorado atualmente, mas fica aí o registro de uma banda que sabia muito bem o que tava fazendo: Sonzeira.
Pra baixar essa bolacha, clica na capa e quem tiver interesse em Crossover, fica esperto, que em no futuro ponho mais.

sábado, novembro 24, 2007

Rush – Moving Pictures


Todas as minhas postagens até agora têm uma história! O Megadeth foi o primeiro LP que comprei na vida. O Slayer e o Napalm Death é porque formam o trio de minhas bandas favoritas. O trio se completa com o Rush!
Um dia desses eu tava conversando com o Júlio no MSN e ele me disse que não gostava do Rush. Tudo bem que no texto que eles colocaram para selecionar outro colaborador tinha descrito que o cara não podia gostar de Dream Theater nem do Iced Earth, então fiquei calado porque esses doidos podiam não gostar do Rush também, mas como eu sou do contra... lá vai o primeiro de um monte!
Eu ainda era pivete (e acho que muitos de vocês ainda nem eram nascidos) quando esse álbum foi lançado, mas é um álbum que parece não ser datado. Tudo bem que o Rush sempre primou por ótimas produções e esse é um exemplo. Quem tem a oportunidade de ouvir esse cd remasterizado até se assusta com a riqueza de detalhes.
Uma coisa que sempre me impressionou no Rush é a riqueza dos detalhes das músicas. Como alguns devem saber da história dos caras, vou tentar resumir: o primeiro cd deles, de 1974, era muito “influenciado” pelo Led Zeppelin e Yardbirds; no segundo, o “quase-gênio” Neil Peart entrou na banda, no terceiro eles ainda eram considerados rock n’roll; à partir do 2112 eles passaram por uma fase progressiva que durou até o início da década de 1980 (depois postarei alguns dessas épocas), quando lançaram Permanent Waves, que precedeu esse Moving Pictures e mostrou que eles estavam voltando ao rock, mas aí é outra história.
O difícil desse álbum vai ser falar pouco dele, mas juro como vou tentar resumir! Os mais saudosistas devem lembrar que “Tom Sawyer” era o tema de abertura de Profissão Perigo, um seriado pra lá de mentiroso e mais conhecido pelo protagonista: o Mc Gyver. Essa música tranquilamente enquadra-se como um clássico do rock, mas eu considero “Red Barchetta” excelente. É uma música “simples”, que fala da história do tio de Peat que possuía um carro da marca Barchetta da cor vermelha (um falecido colega meu, uma vez “traduziu” esse título como Baqueta Vermelha! Osmar, RIP, bro). O que mais me impressionava quando eu ouvia esse cd era como o som do contrabaixo se destacava. Os sininhos de abertura em “YYZ” não estão ali por acaso. A sigla é um código enviado pelos aeroportos canadenses aos pilotos. Para quem não sabe, Alex Lifeson adora pilotar e nessa época ele ainda tentava tirar o brevê de piloto. É uma faixa instrumental como não se fazem hoje em dia. Tem velocidade, solo muito bom, baixo marcante e bateria com direito a pequenos solos. Outro fato a ser considerado é que, reza a lenda, Neil Peart gravou a bateria dessa música apenas ouvindo o som do aparelho que sincronizava o tempo dos compassos. “Limelight” é linda. Sempre me emociono quando ouço essa música. O instrumental é bem marcante e o refrão tem uma cadência diferente e mostra os tempos quebrados que Peart imprimia no som da banda. Eu sou saudosista pra caramba, então, pra quem lembra, aqui acabava o lado A do vinil.
O lado B inicia com “The Câmera Eye”. Putz... eu não tinha muita disposição pra ouvir essa música na adolescência, mas com a idade aumentando e a paciência pra ouvir detalhes se apurando hoje em dia considero esse épico de 10:59 min tem momentos incríveis. “Witch Hunt”, para quem não conhece, completa uma trilogia começada com “Cygnus X1” do A Farewell to Kings, intermediada pela faixa títudo do Hemispheres (uma suite de mais de 20 minutos de duração) e completada aqui com uma faixa curtinha. Nos antigos cds dos caras, as músicas seqüenciadas sempre eram no mesmo cd, mas eles mudaram com essa, chamada “trilogia do medo”. Para terminar o cd, vem “Vital Signs” (junto com "Red Barchetta" e "Limelight" formam minha trilogia de preferidas). Nessa época, o Rush passava por um momento tão criativo que essa faixa nem entraria no LP. Ela foi composta completamente no estúdio, mas não destoa em nada as outras faixas.
Após esse álbum, os caras passaram por uma fase muito eletrônica que durou todo o restante da década de 1980, mas hoje em dia lançam cds cada vez mais modernos e interessantes, isso sem contar os excelentes albúns ao vivo! Pra baixar, clique na capa.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Napalm Death – Utopia Banished

Há exatos 15 anos atrás o cenário death metal/grindcore já efevercia com excelentes bandas, mas um dos mestres lançou uma obra de arte. Após o esporro dos dois primeiros lançamentos (Scum e F.E.T.O), da mistureba do terceiro álbum (Death By Manipulation) e da evolução do seguinte (Harmony Corruption), os caras novamente mudaram de formação e voltaram com o que eu considero o mais completo álbum de sua coleção: Utopia Banished é clássico e ponto final! Infelizmente alguns álbuns posteriores a ele não apresentaram o mesmo poder, mas à partir de 2000 quando lançaram Enemy Of The Music Business parece até que eles resolveram ouvir novamente este Utopia Banished para ter inspiração e eliminar de vez o experimentalismo.
As constantes mudanças de formação cessaram neste cd e por muito tempo eles não mudaram o time, exceto quando Barney decidiu sair por volta de 1997, quando discordava do som mais experimental que a banda fazia. No álbum anterior estrearam Mickey Harris, vindo do Hardcore Righteous Pigs, Barney Greenway vindo do Death Metal Benediction e Jesse Pintado, vindo do espetacular Death/Grind Terrorizer e a estréia neste foi Danny Herrera, que era amigo de longa data dos caras. Lembro de uma reportagem da "extinta" Bizz que nada menos que João Gordo praticamente declara seu amor pelo Napalm Death ao ouvir esse cd e ver que os caras melhoraram a incrível mistura de death metal, hardcore e grindcore. E não era por menos!
A seqüência apresentada neste cd é fantástica. Sinceramente não dá para ficar parado com o poder de cada som. Em "Discordance" eles preparam o terreno com um som meio industrial muito utilizado na época por influências do Ministry e do Nine Inch Nails, mas "I Abstain" bota o trem nos trilhos e "Dementia Acess" (a minha favorita) quebra tudo! Quando a MTV ainda esboçava qualidade, era normal ver o clipe de "The World Keeps Turning" nos programas específicos de metal (É... um dia a MTV já teve programas só com clipes, entrevistas, notícias e até bandas ao vivo nos estúdios. Ahhh... por favor não venha dizer que hoje ainda aparecem bandas como o NX Zero tocando ao vivo lá!). Os riffs criados pelo mestre Jesse Pintado (R.I.P) são claros em "Idiosyncratic", enquanto a porradaria característica de Harris em "Aryanism" formam uma dobradinha que remete aos antigos shows de Hardcore, ou seja, sem espaço para descanço.
Para falar do Napalm Death é necessário um comentário a parte sobre Mark "Barney" Greenway. O cara usa e abusa de vocais extremamente rápidos, guturais e entendíveis. As letras do cara também são um caso à parte. Em "Distorting The Medium", o cara critíca aqueles que não têm identidade e ainda dá um recado: Don't let them mould your identity. Em "Got Time To Kill" ele prega que os conceitos ideológicos ultrapassados precisam ser eliminados. Há ainda espaço para "Contemptou" que finaliza o cd de maneira industrial e é a maneira que nos dias de hoje eles costumam finalizar seus cds.
Há uma versão nacional que contém mais seis sons gravados em 1995 e que, certamente, decidiram tirar do Fear, Emptiness, Despair ou nem incluir no Diatribes, porque todas são tão brutais quanto as faixas do cd. Esta versão completa você baixará clicando na capa do cd.
Como sempre posta Shane Embury...
Cheers!!!

Megadeth - United Abominations

É macacada, sim sim senhoras e senhores, aqui está, com qualidade 320kbps: United Abominations! Yeah! Nego deve tá perguntando (Os que curtiram meu post anterior) "Porra, mas ele não ia metê mais um disco do Satanic, completando uma trilogia aqui no blog?". É amiguinhos, mudei de idéia, isso devido à alguns fatores:
-Reclamaram que o UA ainda não foi postado aqui.
-Leo Duarte mandou bem upando o fodístico Rust In Peace.
-Fiquei com vontade de mudar de idéia.
-Sou fã de Megadeth, e por fim.
-Felipe, o cabeça de torta de repolho, vinha me pedindo uma resenha sobre esse disco há muito tempo, então a hora é agora pra você que quer fazer o download.
Esse álbum merece respeito, afinal, não é todo dia que uma banda tipo o Megadeth decide voltar a fazer um som fudido de novo. Andam dizendo por aí em tudo quanto é canto que Megadeth voltou às origens, e isso é uma das maiores merdas que eu já ouvi. Ok Ok amigos, esse disco é bom pra caralho, mas porra "Voltou às origens?". Na minha opinião, soa demasiadamente exagerado, visto que, interpreto origens coisas na linha de Killing Is My Business à Rust In Peace, e se você pegar esses 4 discos do começo da banda e comparar com o United, são muito, muito mais pesados. É claro, que como eu já falei, isso é minha opinião, se você discorda: Ok, mas ouça novamente o The World Needs A Hero (Puta disco injustiçado), acho que a ordem das músicas fez com que a galera ficasse com sono, pois o disco começa vagarosamente lento com a depressiva "Disconnect", mas veja, alí, em 2001, o Megadeth já tinha "voltado às origens", fazendo som fudido novamente.
Bom, não importa, é um discão, traz uma vibração forte, começando com "Seep Walker" que o Mustaine chupou uma parte do riff de "Holy Wars", música rápida, bumbo-duplo sem parar, traz uma sensação parecida a de "Blackmail The Universe", por ter essa levada bumbada no decorrer do som. "Washington Is Next", na humilde opinião de quem vos escreve, é o melhor som do disco, muito muito cabuloso, fantásticamente fudida é essa faixa, merece destaque! "Never Walk Alone" é uma musica peculiar Mustaineana (Se é que isso existe), logo percebi a experimentação vindo à tona, resgatando lembranças de sons como "Train Of Consequences" e "Moto Psycho". "N.W.A." tem uma levada bem chapada, dando uma swingada no refrão, muito bacana. Vou fazer o seguinte, não vou ficar aqui descrevendo faixa-a-faixa, clique na capa do disco e faça o download, tire suas próprias conclusões, é um disco que vale a pena conferir! Holly Fuckin' Shit!


PS.: Mesmo esquema do post anterior, letras completas + capa e contracapa.

Satanic Surfers - Hero Of Our Time


É isso aí pessoal, voltei. Desculpem todo esse tempo de ausência, acabei sendo chutado desse blog infame pelo Felipe, o administrador dessa jossa kkkkkkk, bom pessoal, como o primeiro e único disco que postei aqui foi o Going Nowhere Fast do Satanic Surfers, decidi postar (Não se assuste com a capa, é só piada de terror, afinal o nome da banda é derivado de Misfits e hard-ons) o disco que fez a banda explodir mundialmente, se não me engano foram 50.000 cópias vendidas em todo mundo, uma marca bastante razoável para uma banda punkassa independente pra chuchú.
O fato é que, estavam agora mundialmente conhecidos, e o dono da banda, o uruguaio black metal Rodrigo Alfaro estava no posto das baquetas sendo o vocalista, uma proeza e tanto, puta de um talento, mas que acabou por esgota-lo física e psicologicamente, fazendo com que o rapaz abandonasse a batera, dedicando-se assim, somente aos vocais, e o cara canta hein!
Enfim, vou dizer um pouco sobre esse disco: Ponto forte de Satanic Surfers é a experimentação com diferentes sonoridades a cada álbum, uma postura bastante interessante para uma banda punk.
O disco apresenta na mixagem, uma "pureza" meio suspeita, soando meio mofado, fazendo com que você talvez questione o ano em que foi gravado, surpreendenda-se ao saber que 1995 é a data. Isso não compromete em absolutamente nada a qualidade excepcional desse trabalho, mostrando músicas rápidas lotadas de energia do começo ao fim, no melhor estilo hardcore "melódico" seguindo a linha south california (Ei, o ano é 95!), tanto que o som "The Treaty And The Bridge" saiu na coletânea FLUIR no brasil na época, um cdzinho bastante chapado só com banda gringa (Bandas que achar cd era foda no Brasil, por ser um país bunda), catapultou o som dos caras pelas terras tupiniquins, podendo-se dizer hoje que uma boa fatia dos fãs da banda (Incluindo eu) teve conhecimento da mesma através dessa coletânea. Destaques para "Better Off Today", "Sue A Bee", a revolucionária faixa-título "Hero Of Our Time", "The Treaty.."(da fluí), "Got To Throw Up" e etc. Na real, todas músicas são fudidas, se você não gostar, experimente o meu proximo post, que é mais um disco dessa banda, lançado em 1997, um dos mais peculiares da cena punk!

CLIQUE NA CAPA DO DISCO PARA FAZER O DOWNLOAD!!!!!
(como eu sou bonzinho, incluí um negócio legal junto com o disco: as LETRAS! com foto frente e verso das capinhas num arquivo html horizontal, tipo encarte de cd, espero que apreciem)

Bom é isso aí macacada, um abraço a todos punkers headbangers motherfuckers, aguardem novas pérolas!

quinta-feira, novembro 22, 2007

Throwdown - Venom & Tears


É impossível não começar falando que o Throwdown anda soando muito Pantera/Superjoint Ritual nesse CD novo. Para mim isso não é problema, aliás, é ótimo! Levando em consideração que são duas bandas que eu curto muito e que nunca mais voltarão a tocar nem fazer shows. Para ser bem honesto, esse "plágio" é quase somente vocálico. Preste atenção no instrumental; feito isso, diga-me se não é o mais puro hardcore de New York fundido ao californiano e com umas pitadinhas de metal (solos de guitarra, por exemplo). É algo como um Pantera hardcore, mais veloz, ou um Superjoint com alterações de velocidade. Para mim, esse é o melhor CD da carreira da banda. Não conheço todos, mas já considero melhor que o Haymaker e o Vendetta, por exemplo. Creio que seja difícil alguém não bater cabeça logo no início, com a matadora e empolgante "Holly Holler", ou alguém não cantar "Americana", já que o coro-refrão é no melhor estilo grito de guerra. Em meio às 12 faixas, a música que mais chamou a minha atenção foi "Cancer", pois é uma instrumental linda, harmônica e até triste. Quando descobri que eu provavelmente teria câncer, devido a um nevo melanocítico composto na região plantária do pé, fiquei muito reflexivo, algo como esse som. Felizmente o sinal ainda não tinha virado malígno, mas, caso fosse, acho que eu me sentiria como essa música.
O único problema é que até agora a única versão que vi disponível na net para download tem um narrador muito tosco falando "Throwdown, Venom & Tears", 3 vezes em cada música (no mínimo).
Um dos melhores do ano! Quer conferir? Baixe clicando aqui, mas prepare bem os ouvidos antes e certifique-se que sua mãe não esteja em casa, para escutar no volume máximo!

quarta-feira, novembro 21, 2007

Fall Of Serenity - The Crossfire


A Alemanha é mundialmente conhecida pela sua cultura, pelas suas bebidas e pelo seu bom e velho thrash metal oitentista de Sodom e Tankard, por exemplos. Mas não se surpeenda caso aconteça, daqui a alguns anos, de a Alemanha ser lembrada também pelo seu metalcore poderoso e moderno (não é modinha, é atual em termos de produção). Pegamos, por exemplo, o Fall Of Serenity em questão, que chega ao seu 4º full-lenght nesse The Crossfire. É uma banda nova, começou as atividades em 1999 e despeja uma mistura de death metal melódico com hardcore pesado em bons níveis. Ainda não possui um extenso reconhecimento mundial, pois o estilo tocado só começou a ficar bem popular há algum tempo atrás. Sem mais delongas, o álbum possui lindos trabalhos de guitarra em dupla, bateria pegada e veloz, e um vocalista furioso, com um timbre bem raro. Apesar de ser melodioso em alguns momentos, não soa chorado em momento algum. Existe até solos de guitarras, alguns bem memoráveis, outros um tanto quanto "fritadores", mas nunca quebram o clima da música. A faixa título é o grande destaque do álbum que possui quase uma hora de duração. Os riffs memoráveis são o ponto maior deste som, porém todos os músicos se empenharam aqui. A pegada é sensacional, empolga muito! Além disso, o álbum possui também alguns títulos bem sugestivos como "A Whore Called Freedom". O estranho é que falta algo para ficar 100%. Pelo menos percebe-se que os caras têm condições de fazer melhor, e essa é a esperança para um próximo álbum que possa mostrar o FOS para o mundo com potência máxima.
Download.

The Mars Volta - De-Loused In Comatorium

Conhecida por ser uma das bandas mais dementes dos últimos tempo, de alguma maneira misteriosa, a banda caiu no gosto do pessoal, o que é fato, digamos que, no mínimo, bizarro, por fazer um som totalmente fora dos padrões.
Como a maioria sabe, a banda surgiu em 2001, quando metade do At The Drive-In, Cedric Bixler-Zavala e Omar Rodriguez-Lopez resolveu seguir novos caminhos enquanto Jim Ward e Tony Hajjar formaram o Sparta, conhecido por ser o filho meia boca do At The Drive-In, e claro, isso não é novidade para a maioria. A dupla Bixler-Zavala e Rodriguez-Lopez, desde os primórdios já flertavam com a música experimental, no seu grupo chamado De Facto, o qual menos pessoas sabem. O grupo bebia na fonte do Dub de raíz e misturava com música latina, jazz e eletrônica e contava com Jeremy Michael Ward, primo de Jim, porém o grupo teve seu fim em 2003(No mesmo ano do lançamento do primeiro disco do Mars Volta), com a morte prematura de Jeremy, por overdose de heroína, fato que chocou a cena musical de El Passo, Texas, terra de todas as bandas e nomes citados acima e fez com que a dupla cabeça do Mars Volta cortasse seus vínculos com narcóticos, porém não o fim de suas insanidades.
Jeremy foi um grande idealizador da banda Mars Volta, onde fazia a parte de técnico de som, e ajudou muito na parte de criação do primeiro disco da banda (Este que eu tô tentando escrever sobre), que teve produção de Rick Rubin. Pra quem não sabe, normalmente o Mars Volta é chamado de Rock Progressivo (Porém está londe de Pink Floyd e Rush), devido suas músicas de estruturas anormais, mistura de ritmos, experimentação, baseado na música ambiental e trazendo as guitarras ditorcidas e dissonantes e os vocais enérgicos de suas bandas passadas, numa viagem musical super intensa.
De-Loused In Comatorium, como bandas progressivas costumam fazer, é um disco conceitual e e tem como tema uma história criada por Cedric e Jeremy, sobre o personagem Cerpin Taxt, um cara que tenta se suicidar com uma overdose de morfina, porém, mal sucedido, entra em coma e é onde contam a história, sobre sua visão da humanidade e sua psique, porém acaba, quando ele acorda e encara seu desgosto pela vida real, acaba se jogando do seu prédio em direção a rua, dessa vez com sucesso. Toda essa histórinha é baseado em fatos reais, sobre um amigo da banda, também de El Passo, chamado Julio Venegas (As vezes eu fico impressionado com as informações da Wikipedia).
Enfim, um puta disco, apesar do nome estranho, o que eu acho que nunca foi o forte deles, desde a época de ATDI, mas que vale a pena para dar uma viajada, numa maneira totalmente de rock progressivo. Para provar, basta clicar na ótima capa. Te diverte!

terça-feira, novembro 20, 2007

Megadeth – Rust in Peace


Para começar meu trabalho no blog, vou comentar e postar um dos álbuns mais importantes para mim em vários sentidos.
Historicamente a década de 1990 iniciou-se com várias mudanças políticas. Caiu o muro de Berlim, mudou-se o sistema de governo russo e os Estados Unidos tinham o velho mau costume de declarar guerra. Diante de tantas mudanças históricas, musicalmente também começaram a ocorrer mudanças. Há um certo tempo que os ritmos fundiam-se e surgiram nessa época tanto excelentes grupos como ótimas fusões feitas por grupos como Bad Brains, Faith No More e Suicidal Tendencies, entre outros. Por outro lado, o thrash metal também demonstrava forças, ainda sem contar com tantas fusões. Este álbum é um exemplo claro disso.
Após três álbuns: Killing Is My Business... And Business Is Good; Peace Sells, But Who’s Buying e So Far, So Good, So What?, o Megadeth mudou em vários pontos e lançou esse ótimo cd. Conta a lenda que Dave Mustaine e David Ellefson (os únicos membros originais nesta época) resolveram parar de se drogar e contrataram dois excelentes músicos para revitalizar a banda. Não que os álbuns anteriores sejam ruins, mas este tinha um feeling diferente, uma batida mais rápida e letras mais conscientes. Parecia até que Mustaine havia exorcizado de vez o fantasma de sua saída do Metallica e resolveu lançar um álbum definitivo na sua carreira.
O álbum inicia com "Holy Wars" e daí pra frente não tem sossego. A vinda de Marty Friedman do Cacophony injetou sangue novo no som, além de incorporar mais elementos jazzísticos, principalmente nos solos. Mas o que mais me impressionou na época foram os riffs. "Hangar 18" dá continuidade a seqüência. Inicia lenta e aumenta de velocidade. No final, Mustaine faz um duelo muito bom de solos com Friedman e a música encerra com o acompanhamento de Menza, que diga-se de passagem, é um excelente baterista. "Take No Prisioners" inicia nervosa e segue assim até o final enquanto em "Five Magics" tem umas quebradas de ritmo no refrão, antes de terminar de maneira acelerada novamente. Para os mais saudosistas ou para aqueles que, como eu, adquiriram o álbum em vinil, era hora de mudar o lado.
Os dois primeiros sons têm seus bons momentos, mas destoam um pouco do restante do álbum. Há velocidade e precisão, mas moderadas. O thrash metal empolgante retorna em "Tornado of souls" (na minha opinião a melhor música do álbum). Depois disso aparece uma faixa que mais parece uma vinheta (seria por direitos autorais?), super estranha e até desnecessária, visto que a entrada da faixa-título (depois “plagiada” pelo Gunsn’Roses "You Could Be Mine") fecha com chave de ouro o álbum.
Sinceramente também gosto muito do Peace Sells, But Who’s Buying e do Youthanasia, mas esse Rust In Peace une o thrash ao melódico e é uma aula de bom gosto musical. Agora é clicar aqui para baixá-lo.

Unsane - Unsane


Conheci o Unsane quando jogava Tony Hawk's Pro Skater 1, isso lá por 2000, 2001. Escutava aquelas músicas que iam do punk/hc dos Kennedys ao ska dos Suicide Machines e gostava muito, mas a minha preferida era a mais pesada, uma com o vocal cheio de efeitos e um instrumental com uma bateria tão pesada e uma guitarra tão suja que abafavam o resto e a si, soando bem noise. Quem tocava essa? O Unsane.
O trio insano criou a banda em 1988, na cidade Nova York. Esse álbum auto-intitulado foi lançado em 1991 e é o primeiro da banda. Na época, com uma sonoridade não muito definida, eles foram criando uma espécie de rock alternativo, mais puxado para o noise mesmo, porém com influências de hardcore e metal. Nos álbuns seguintes, o que predomina é o noise puro, muito mais pesado e mais sujo. Por ser um som bem fora dos padrões, deve ser analisado com calma. Esse álbum, na verdade, era pra ter sido lançado antes, todavia, por problemas com selo, ele ficou guardado até 91, e, por conseqüência disso, O Unsane ficou mais underground do que deveria, já que nos anos 90 o "barulho" que fazia a cabeça dos adolescentes era outro (leia-se Nirvana).
A banda nunca ficou muito famosa. O único motivo de muita gente - eu incluído nesses - conhecer é porque eles têm a música "Commited" em um jogo de Playstation que a maioria dos adolescentes curtiam e ainda curtem, o já citado Tony... Entretanto você deve estar se perguntando: "É barulho puro?". Quase. Há escalas fora de harmonia, microfonias, saturação e derivados, contudo há também passagens de algo como um "rock freestyle" bem na manha, com solos agradáveis, e linhas vocais bem pensadas.
É um puta som diferente, e eu recomendo principalmente pra quem curte os sons que o Felipe posta direto, tipo Sonic Youth. Capaz de lhe causar mudanças bruscas de humor, euforia e agitação, Unsane voltará em breve para ser adorado ou desprezado aqui no blog.
Download.

segunda-feira, novembro 19, 2007

My Bloody Valentine - Isn't Anything


Você acredita que há a possibilidade de fazer um som que ao mesmo tempo que sôa harmônico e delicadamente melódico, barulhento, sujo, resultando num caos sonoro que contrasta com um vocal etéreo (Melhor palavra para definir) e limpo. É meu(minha) jovem, conseguiu essa façanha, e provando que ainda era possível redefinar a cara da música noise.
Formado na metade dos anos 80, aqui mesmo, em Dublin, o My Bloody Valentine demorou até arranjar o sua personalidade própria, indo desde o rock gótico, enquanto moravam na Alemanha, até experimentalismos e milhares de EPs, já acentados em Londres. Capitaneado por Kevin Shields, guitarrista e cabeça por trás de todo o barulho da banda, a banda tomou forma em rumo de seus únicos dois discos com a entrada da vocalista e guitarrista Bilinda Butcher, que com o seus dotes vocálicos faria todo o contraste e beleza do som dos Ingleses/Irlandeses, que ainda contavam com Colm O'Ciosoig na bateria e Debbie Googe nas quatro cordas.
Com 7 EPs já lançados, e o nome já consolidado, em 88, a banda lançou este, que é seu primeiro disco, chamado Isn't Anything, que vai na contra-mão do som das bandas de rock alternativo que vinham da America. Com uma forte influência de Jesus And Mary Chain e Dinosaur Jr., com apenas um disco, o My Bloody Valentine já sentia o peso de serem os criadores de um estilo musical inédito e que já andava tendo crias pelas bandas da terra da Rainha. O tal gênero é o tal Shoegazer, que compreendia não só a musicalidade densa, barulhenta e dócil, mas principalmente à postura adotada pela banda e suas apresentações ao vivo, no qual, se restrigiam a tocar suas músicas, não tando "nem aí" para o público, muitas vezes, olhando para os seus pés (Shoes). Jornalistas musicais e seu hobbie de criar novos rótulos. Isso não é novidade para ninguém.
Com apenas mais um disco, chamado Loveless, de 91, esta banda foi uma das grandes potências do sonoridade indie e uma das mais inovadoras. Composições deprimentes , que carregam as guitarras mais sinistras que eu já escutei, não de riffs, mas de sonoridade, atmosférica, densa, hipnóticas e cerebrais que embassam totalmente a harmonia e melodia das músicas, algo que está totalmente além das minhas palavras.
O ruído nunca soôu tão sublime e tão áspero. Uma aventura totalmente nova pra ti que tá acostumado à sempre a mesma coisa. Clique na capa e faça o que deve ser feito.

Biosphere - Substrata


Em meio a esse mundo caótico em que vivo, andei procurando por sons mais relaxantes pra ver se me distraio e esqueço coisas que me deixam realmente estressado e magoado. Já passei por momentos em que preferi afundar de vez, fiquei escutando Sephiroth e Dahlia's Tear, no quarto, trancado e até feliz, pois me afastei de todo mundo. Mas hoje, há horas em que a única coisa a se fazer é relaxar, e nessas horas que eu escuto Isis, Biosphere ou Karl Sanders.
Substrata, de 1997, é considerado pela crítica como o melhor álbum do Biosphere, o melhor de todos os discos lançados por Geir em sua carreira, e um dos melhores álbuns de música ambiente da história. Pra vocês terem idéia, ultimamente esse tem sido um dos arquivos mais requisitados pelos usuários do meu eMule, já que tudo que vem pra cá é baixado de lá. É um álbum conceitual, porque todas as faixas estão interligadas. Com melodias repetitivas e leves, teclados atmosféricos, samples de mar, insetos e derivados, altas durações e bastante criatividade, esse é o CD recomendado para escutar naquela hora que você quer pensar sobre tomar uma decisão complicada, relaxar ou simplesmente dar uma boa viajada, se você tiver esse dom, é claro. Destaques para "Poa Alpina" e "Antennaria".
Download.

domingo, novembro 18, 2007

Chico Science & Nação Zumbi - Da Lama ao Caos


E lá se vão 10 anos sem o principal colaborador do "movimento" Manguebeat, torçam os narizes, mas pra mim, Chico Science foi um gênio em misturar elementos do Maracatú, com o Hip Hop e Rock, ta aí o primeiro trabalho dele com a Nação Zumbi, lançado em 1994, e recheado de coisa boa.
Quando se escuta o disco faixa a faixa, você tem a impressão "Ja ouvi esse refrão", "Peraí, o cara do ... não canta isso?", parece que toda música você já ouviu, mesmo conhecendo a banda agora, pot curto e sem mais, deixo o disco pra vocês baixarem aqui.

Pura vida!, um abraço.

sábado, novembro 17, 2007

Metallica - St. Anger


Muito bem, quem se arrisca a erguer o primeiro tijolo e mirar na minha mente antes de ler o post?
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Extremamente polêmico é o mínimo que se pode dizer pelo CD mais esperado da carreira do Metallica. Lembro bem do bafafá que voou entre as bocas antes do lançamento. "Vai ser o mais pesado!"; "É o que terá as letras mais fortes!"; "Faz tempo que eles não lançam, devem ter carregado as energias para fazer o melhor CD da carreira". É, filho(a), a expectativa estava lá nas alturas, parecia um extasy. Até o dia que o disco vazou. Depois? Então, depois disso foi só ódio aos caras por parte da maioria dos ex-fãs. Sem dúvida alguma é o CD mais pesado e tem as letras mais fortes, mas por quê tanto ódio nos coraçõezinhos 'redbens'? Porque o Metallica remodelou o som, apenas por isso. Rotulados como "new metal", foram enquadrados na mesma estirpe de bandas como o Linkin Park e o Limp Bizkit, o que eu acho muito distante. Na verdade, o Metallica fez uma espécie de som punk, relaxado, com produção largada e sem muito trampo na estrutura musical. Não é punk rock, mas tem a atitude punk, compreende? O fato de Lars Ulrich ter gravado o CD todo com latões do AfroReggae realmente irrita, mas é aturável. St. Anger é melhor que muito álbum que a banda já lançou, isso é óbvio. Não adianta querer comparar com os antigos, pois toda banda muda, porém parece que só o Metallica não podia mudar.
"Frantic" é um som que empolga bastante, "St. Anger" tem interpretações muito sinceras de James com seu vocal, "Sweet Amber" tem um riff muito marcante, "Purify" tem um refrão ótimo, e por aí vai. Dá para tirar algo legal de todos os sons, apesar da carência de solos. Até hoje o mundo espera por um novo disco do Metallica, longe das mãos do produtor Bob Rock. Vai mudar algo? Lógicnão, né, siu? (vide Jeremias III para compreender). Os caras provaram muito do Dollar recheado, da fama subindo à cabeça, e até disseram o seguinte: "Não nos incomodamos se você jogar bosta no palco, mas não jogue na nossa cerveja - é o nosso combustível". Esqueçam um Metallica heavy/thrash, vocês apenas escutarão o novo Metallica até a banda acabar - o que será difícil, já que a conta bancária deles anda só crescendo, principalmente pela má fama que a maioria de vocês fazem.
Download.

sexta-feira, novembro 16, 2007

Mastodon - Remission

Surgido na mesma onda de bandas de Sludge-hardcore metal-diabo-a-quatro, como Isis, Dillinger Escpape Plan e Converge, desde o início, o Mastodon se preocupou muito mais em chutar o balde ao invés de fazer o caos de forma muito "matemática". Desde a primeira vez que eu escutei Leviathan, mesmo não sabendo o que eu estava fazendo, de onde vinham aquelas criaturas, tinham certeza que os caras eram do Mal. Eu estava certo.
Como o nome exatamente sugere, a banda sôa tão animalesca como um Mastodonte, porém com a velocidade e a técnica de um Tigre Dentes de Sabre, um som totalmente místico e pré-histórico. Pude comprovar essa teoria enquanto subia a montanha escutando Blood Mountain, outro ótimo disco, e talvez até, um dos melhores do ano passado.
Foi então que eu resolvi dar uma olhada no passado da banda. Remission, no caso, foi o primeiro disco lançado pela banda (Após o seu EP de estréia chamado de Lifesblood, que viria a ser lançado novamente dentro da compilação Call Of Mastodon) lá em 2002. Ao contrário dos álbuns posteriores à este, esse é o único que não se trata de um álbum conceitual, porém, descobri via wikipedia, que cada álbum do Mastodon se basea em uma elemento da natureza, sendo este sobre o Fogo.
Quanto a sua musicalidade, como é de esperar, a produção não é de tanta qualidade como o último, mas também não é nada terrível, tudo muito bem perceptível e audível, como deve ser. Aqui o som é muito mais baseado no Hardcore e no Sludge Metal, do que no Prog que a banda costuma fazer, aqui a patada do Mastodonte é muito mais intensa. Mas há sua exceções, e é isso que faz do som do Mastodon, um som muito agradável, entre as riferamas, gritos e muito peso, eles mostram toda sua habilidade e fazem passagens progressivas, numa viagem muito gostosa, na medida exata do instrumental habilidoso, sem sôar chato ou dificultoso.
Posso afimar que este é um "Tão bom quanto os outos". Pra quem não conhece ou não tem, este é um disco que vale a pena, e pra que tá ligado no disco, sabe do que eu falo, então clica na capa e te diverte.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Ed Gein - It's A Shame A Family Can Be Torn Apart By Something As Simple As A Pack Of Wild Dogs


Falae, um banda com esse nome e que lança um disco com um nome mais cabuloso não pode ser normal, não? Obviamente. O power trio insano vem de Nova York e detona um misto de grindcore com mathcore/math metal muito hiperativo, insano, doentio, por aí.
O nome da banda é inspirado no famoso serial killer americano Ed Gein, que desde cedo era espancado pela mãe. Ed, ao virar adulto, sentia fortes vontades de "estudar" a anatomia feminina e, para isso, começou a desenterrar cadáveres para praticar canibalismo e necrofilia. Segundo Ed, era o fantasma da sua falecida mãe que o mandava cometer tais atos. Ed até demonstrava certa tendência homossexual, já que mutilava vaginas e socava-as dentro de calcinhas que, em seguida, eram vestidas por ele que saía saltitando feliz pela casa. Filmes como "O Massacre da Serra Elétrica", "O Silêncio dos Inocentes" e "Psicose" possuem vilões que cometem crimes idênticos aos de Ed.
Sem dúvidas, esse louco ainda influencia muita gente. A princípio, a banda deveria falar de assassinatos, algo meio gore, porém não é assim. O nome vem de um assassino, mas a ideologia da banda é política, semelhante às bandas de hardcore de Nova York.
Não adianta tentar descrever muito o som, pois é caótico e complexo, manja? Mas tá aí, atendendo a um pedido feito há certo tempo atrás.
Download.

terça-feira, novembro 13, 2007

Eighteen Visions - Vanity


Quem só conhece o Eighteen Visions dos trabalhos mais recentes, como o self-titled de 2007 ou o Obsession, de 2004, não imagina o quanto eles eram pesados. Famosos mais pela fase post-hardcore, o 18V é uma daquelas bandas que não caiu na orelha daquela mulecada que dizem que toma conta da Galeria do Rock, apesar de terem os adjetivos nacessários (leia-se nos últimos CD's, não nesse).
Vanity, de 2002, é o terceiro álbum e mostra todo o sentimento de depressão de um screamo com o instrumental e o peso metálico, fazendo o 18V soar bem original em meio às outras bandas que já existiam na época. James Hart, o vocalista, é um dos responsáveis por isso. Dotado de um timbre que soa belo quanto cantado limpo e de um rasgado meio indefinido - às vezes até parece falhado -, ele soa bem único em sua interpretação, mesmo chupinhando certa influência de James Hetfield em uma ou outra música. Com aproximadamente uma hora de duração, o álbum tende a agradar desde 'emos' a metalheads, devido às influências da banda. Eu, particularmente, curto bastante.
Notáveis por um visual extremamente "emo" e pelas capas cute, eles surpreendem quando sobem no palco e detonam músicas como "Vanity" ou "Sonic Death Monkey", deixando a semelhança com bandas como My Chemical Romance só no visual - aleluia!
Quer conferir?
Click Here.

English Dogs - To The Ends Of The Earth e Forward Into Battle

English Dogs - To The Ends Of The Earth

O Pedido foi feito há muito tempo, mas agora vai. English Dogs surgiu no início dos anos 80 na Inglaterra, junto com outras bandas da tal "segunda onda punk" ou "Punk's Not Dead", como G.B.H., Varukers e Discharge. Como as outras bandas, começaram tocando um punk-rock extremo, porém com o tempo, a banda começou evoluir e acrescentar elementos metálicos no som da banda. To The Ends Of The Earth foi o primeiro registro dessa fase, lançado em 1984, um EP com apenas 5 músicas, todas elas muito rápidas e nervosas, andamento punk com guitarras mais thrash, com bastante solos também, tudo sem muita produção, um prato cheio para aqueles que são fãs de bandas de Thrash genuinamente oitentistas.


English Dogs - Forward Into Battle

Já conhecida por mistura Hardcore Punk com elementos de Heavy e Speed Metal após o lançamento do disco anterior, a banda foi uma das pioneiras do que mais tarde ficaria conhecido por Crossover, a sonoridade metálica foi ganhando cada vez mais espaço no som da banda, como este Forward Into Battle, que chega lembrar muito o primeiro disco do Metallica, Kill Em' All, seja pelo andamento das músicas "tum-pá-tum-pá" ou pela produção crúa, sem contar com a semelhança vocálica.
Aqui a coisa ficou mais séria, agora com 10 músicas, todas elas com maior duração e uma preocupação maior no resultado final, acabaram sendo de melhor composição e produção, porém perdeu um pouco da intensidade do primeiro. Eu indico vêemente esta banda para aqueles que são fãs de Crossover ou Thrash Metal oitentistas, ou Punk-Rock antigão, um som direto e sem frescura.
Atualmente, foi lançado uma versão em CD com os dois plays em um só, então tu pode conferir eles clicando em qualquer capa, pois virá o mesmo arquivo com os dois LPs's.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Big Black - Songs About Fucking


Famosa por ter sido a primeira banda de Steve Albini, o Big Black foi um grupo de rock alternativo que teve suas atividades durante os anos 80. Acredito que dentro do circuito de bandas de rock, Steve Albini é um dos grandes nomes de produtores, ao lado de Rick Rubin. O cara trabalhou com grandes nomes como Pixies, Nirvana, Neurosis e foi o escolhido para produzir o último dos Stooges, porém o que temos aqui é algo bem diferente.
O Big Black surgiu 82, no quarto de Albini, quando estava na faculdade, com uma guitarra e um sintetizador de bateria, que foram os membros até o final da banda, fazia um som altamente pós-punk, influenciado por Killing Joke e Public Image Limited. Com o baixista Dave Riley e o guitarrista Santiago Durango a banda gravou a maioria dos seus registros, incluindo este disco, Songs About Fucking, o segundo e último full-lenght, lançado em 87, pela Touch And Go, também, ultimo ano da banda.
No início, chamei a banda de rock alternativo, pois eles abrangem certos estilos, porém foram uma das importantes bandas do cenário underground americano. Com guitarras sujas e barulhentas mais uma bateria eletrônica, capaz de esmagar cérebros, o Big Black é também muito conhecido por Noise-Rock, graças às dores de cabeças para ouvidos despraparados. Com certas passagens de pós-punk, letras grotescas da dupla Albini e Durango, gritados por um vocal nervoso e sufocado, faz dessa banda uma das mais barulhentas da história. Ritmos massantes, guitarras barulhentonas e viscerais, batidas provocantes e destruidoras com letras doentias, fazem em forma de música o que seria um bigfoot em cima de passat.
O som da bateria programada deu a base pra muita gente como o Ministry e o NIN, ou os maiores aprendizes; Jesus Lizard (Com que Albini trabalhou posteriormente), sem contar tantas outras bandas industriais. Porém, apesar de toda essa ligação com o rock cibernético, eu considero o Big Black muito mais como um banda punk, com a postura de música barulhenta e letras, apesar de sarcásticas, serem críticas. Pra conferir esse puta marretaço, basta clicar na capa.
Créditos ao blog http://less-talk.blogspot.com/, onde consegui achar este disco para download, que estava procurando por um bom tempo.

The Berzerker - Animosity


Há dois estilos de música que me agradam muito: Death metal e industrial. Já pensei em criar uma banda de "industrial death metal" no computador, mas não deu muito certo. Ao menos a idéia é original, né? Errado! Já existe o The Berzerker fazendo isso, e, acredite, é muito além disso, pois essa banda é uma porrada que mistura death/grind com industrial e techno extremo. É pouco? Talvez lendo seja, todavia a audição é o que mais surpreende, independente do que digam, porque, convenhamos, quando se trata de mixar coisas diferentes, muitos são céticos.
Naturais de Melbourne, na Autrália, os rapazes já estão há 12 anos tocando e há 7 lançando. Animosity, lançado em fevereiro desse ano, é o 10º material oficial e o 4º full-lenght, e o que dizer sobre ele? É maravilhoso! Quem escuta e não conhece deve duvidar que são apenas dois caras que fazem esse som todo. Luke Kenny grava os vocais e realiza as insanas programações de bateria; Jason V. grava o contra-baixo e as guitarras. É o típico exemplo de dupla que surra bandas formadas por 9 palhaços (hihihihi), e é uma banda que deveria ser mais conhecida pelo público mundial. Aqui na nossa terrinha, não tem muita gente que conhece, portanto, trate de baixar esse CD e adquira mais conhecimento. Retornando ao assunto, nos shows ao-vivo a banda se apresenta com músicos contratados, um para cada função.
Mais info em um próximo post não muito futuro, porque viciei nisso aqui!
Download.
PS: Não venham reclamar do narrador, pois essa foi a única versão que consegui baixar até o momento. A quem não sabe, o narrador é aquele cara que diz: "You're listening to The Berzerker - Animosity, bla bla bla records..." em todas as músicas.

sábado, novembro 10, 2007

Incubus - Make Yourself

Incubus sempre foi uma banda que eu nunca dei muita bola, apesar de saber que eles são um dos maiores nomes do "Metal Alternativo", isso nunca foi argumento para que eu tivesse interesse. Baixei o primeiro disco da banda, chamado S.C.I.E.N.C.E. e confirmei que não havia nada de mais, além de um som fortemente "influenciado" (Pra não dizer copiado) de bandas da década passada, como o RHCP e o Primus, principal influência das bandinhas de Nu-Metal. Apesar de tudo isso, ainda existia uma música deles que eu achava muito legal; "Stellar", e foi por esse motivo que eu resolvi baixar o disco para ver como era o resto.
A banda surgiu lá em 91, na Califórnia, fazendo Funk Metal, mas no decorrer do tempo foram misturando elementos mais thrash e rap-metal, e também com a entrada de um DJ para o grupo, foram até comparados com Deftones e Korn, porém nunca receberam o rótulo de New-Metal, apesar de a banda emergir junto com essas bandas. O primeiro disco da banda, que eu falei no início, saiu só em 97, e além de um som copiado do Primus com algumas intervenções de scratches e alguns elementos eletrônicos, o que eu realmente não gostei foi os vocais rap, algo que não combina nem um pouco com o estilo do vocalista Brandon Boyd.
Make Yourself é o segundo cd, lançado em 1999 e foi o disco que eu me interessei (Mais pelo disco e não por toda a carreira da banda). Este cd que deu credibilidade para a banda, hoje, sendo uma das bandas de rock alternativo mais populares. Com os singles "Stellar" e "Pardon Me", os disco vendeu muito bem, mas apenas em 2001 que o álbum foi "descoberto", com o lançamento do single "Drive", que explodiu as vendas e caiu na boca do povo. Daí pra frente todo mundo sabe.
Mas o que realmente eu acho interessante é o "resto" do disco. Tirando algumas músicas meio "mela-cueca" que nem"I Miss You" e a própria "Drive". Ótimas melodias, vocais "rap" quase nulo, ótimas refrões e músicas bem criativas, como "Battlestar Scralatchtica", um funk cheio de grooves e "The Warmth", de ritmo leve e guitarras maneiras. Com uma ótima produção, mostravam uma prévia do que viria no próximo disco, Morning View, sucesso de vendas, mas que na minha opinião, ainda fica atrás desse. Pra conferir um som bem legal, clica na capa.

sexta-feira, novembro 09, 2007

Dying Fetus - Destroy The Opposition


Esse CD tem hora para ser escutado, e essa hora é aquela que você está com raiva do mundo, de alguém ou de algo. Dying Fetus é uma pura demonstração do mais puro death metal brutal aliado à técnica instrumental e aos ideais grindcore! Cara, eu escutei esse CD duas vezes antes de resenhar, em um estado de consciência normal, e achei meramente bom. Hoje eu escutei com raiva de umas coisas, e, porra, destruidor demais, sonzeira do caralho e que tem tudo a ver com o título do álbum! As linhas de guitarra são velozes e virtuosas, fazem a adrenalina subir; em seguida, quando você percebe a velocidade da bateria e a ferocidade com a qual é tocada, o sangue ferve; no fim, o vocal gutural e agressivo completa o clima e lhe mostra a verdadeira máquina mortífera que é o Dying Fetus, essa banda que pode ser a única a unir sons extremamente complexos com músicas extremamente brutais. Não me entenda mal, pois existem diversas bandas técnicas e brutais, todavia Dying Fetus é a que vai mais longe (que eu conheço).
"In Times Of War" e "Praise The Lord (Opium Of The Masses)" são verdadeiras pauladas na nuca que eu garanto que vão lhe deixar muito eufórico, juntamente com a faixa título.
Após esse álbum, lançaram Stop At Nothing em 2003, outro exemplo de brutalidade que merece ser escutado. E 4 anos depois, que é o momento que nos encontramos hoje, lançaram War Of Attrition, um dos melhores álbuns desse ano, sem dúvidas.
Quanto mais antigo, mais sujo. Killing On Adrenaline é outro disco muito cultuado pelos fãs da banda, devido a enorme veia grindcore presente em suas faixas. Desde o início, em 1991, a banda nunca deixou as raizes de lado, portanto, se você curtir esse álbum, pode mergulhar de cabeça nos demais, só tenha cuidado: Você pode ter uma overdose e acabar inconsciente da maioria de seus atos. Os sintomas mais comuns em ouvintes viciados são: Vontade de socar quem tem opinião oposta, vontade de chutar pessoas chatas e ouvir os discos cada vez mais alto.
Quanto a alguns membros, sairam da banda para entrar no Misery Index.
Download.

quinta-feira, novembro 08, 2007

The Black Dahlia Murder - Nocturnal


Pra quem gosta de música, e que ainda continua comprando CD's, apesar de ter tudo em Mp3, ir até uma Virgin Mega Store pode ser um perigo, pois tu encontra "tudo" que tu anda procurando, e no fim, fica até difícil de escolher o que levar, mediante a tantas opções. No meio de uma porrada de discos, encontrei vários Nocturnal's, um dos álbuns que mais me chamaram atenção neste ano, e me lembrei que há muito tempo, havia gente pedindo por postar esse discão.
Nocturnal estava na sessão dos mais vendidos de Metal, ao lado de outras bandas novas do ramo como o Mastodon, Trivium e Job For A Cowboy, cada um com seu estilo próprio dentro do termo "Metal". The Black Dahlia Murder é uma banda, que entre as citadas anteriormente, se assemelha mais com a última, que é também um dos nomes que anda na boca do povo antenado no mundo metálico.
O Black Dahlia Murder, como eu costumo chamar, sem o "The", é uma banda relativamente nova, formada em 2000 na cidade de Waterford, em Michigan, local onde dificilmente surgem bandas de Death Metal que chega em nossos ouvidos, então são considerados como os líderes deste estilo, em sua terra natal. Com várias mudanças de line-up e dois EPs lançados independentemente, o BDM assinou com a Metal Blade, onde lançou três discos, sendo este Nocturnal, o terceiro trabalho, que fez com que a banda figurasse entre outras bandas novas de respeito como Throwdown e o já citado, Job For A Cowboy, sem contar nas várias matérias em sites e revistas e reviews positivos que a banda acumulou este ano.
O que se nota neste disco é uma evolução sonora da banda, com a entrada do baterista Shannon Lucas, a banda ganhou muito mais credibilidade na hora de compôr as linhas de bateria que ficaram, sem dúvida, um arregaço. Combinando blast-beats insanos com riffs rapidíssimos no melhor estilo Death Metal (Numa mistura entre At The Gates com Morbid Angel), e com muita melodia, que acaba sendo chamado de Death Metal Melódico, o que não deixa de ser errado, pois os trabalhos das guitarras são dignos de nota, desde o mais simples riff ao mais complexo solo, o som fica completo com o vocal extremo do frontman Trevor Strnad, que alterna entre um vocal rasgadão um gutural macabro, e sem desmereçer o ótimo trabalho do baixo neste disco, que deu uma sustentabilidade incrível no peso das canções.
E como se não fosse bastante, gostei muito da mixagem e masterização dos instrumentos, não desfavoreceu e nem favoreceu nenhum instrumento, deixando tudo totalmente audível em meio ao caos sonoro que a banda faz. Se você ver a lata dos magrões da banda, não acreditará no absurdo que eles fazem: São cinco gurizões com naipe de nerd de braço tatuado, porém fazem um Death Metal de gente grande. Pra conferir, um clique na bela capa.

terça-feira, novembro 06, 2007

Agnostic Front - Warriors


Mais um dos grandes lançamentos deste álbum, um dos mais esperados álbuns para o pessoal do Hardcore: Warriors, o décimo e "la vai pedrada" disco do Agnostic Front, uma das maiores figuras, e se não, a maior, figura dentro da cena do Hardcore Nova Iorquino.
Apesar de ser uma das bandas que eu mais respeito dentro do Punk-Rock, nos últimos anos eles vêm me decepcionando um pouco. Desde o lançamento de Another Voice, a banda andou mudando o seu som, perdendo a velocidade e ganhando muito peso e entrando num processo de metalização do som, acompanhando o rastro de muitas bandas atuais, como o Hatebreed e o Born From Pain, que tem o Agnostic Front como uma influência no som da banda, e eu não fui o único que ficou meio chateado com a o rumo que a banda tava tomando.
Mudar a sonoridade e tentar algo novo é algo totalmente compreensível, porém, para mim o Agnostic Front é uma banda líder, que devia mostrar o caminho para as bandas, abrindo novas portas, porém nesses últimos anos, fez ao contrário, e seguiu a tendência de outras bandas que usam o NYHC como elemento para o seu som pesado.
Se tem outra coisa que também anda me encomoda, é o rumo que o "NYHC" anda tomando, isso é o motivo que o AF é tão conheçido, e é uma parte do som que eles mais deixaram esqueçido, aquele som afudê de discos como o Victim in Pain. Muita gente hoje em dia, eu vejo confundido o NYHC com Metal, só porque algumas rápidas há breakdowns, já dizem que é NYHC. Embora alguns andem perdendo um pouco o rumo, como o Madball e Sick Of It All, que são grandes nomes, que também andam se envolvendo fortemente com esse tipo de som metalizado, estereotipado de som de Tough Guys, existe muita banda boa que continua na briga, com som maloqueiro, como o 25 Ta Life e o extinto Kill Your Idols.
Na primeira audição do disco, fiquei totalmente desnorteado, pensando em todas as coisas que eu disse antes. Na segunda vez também. Depois o álbum começou a soar mais familiar aos ouvidos e a coisa fluiu. Apesar de tudo que foi tido em cima, e eu devia escrever isso, pra expressar a minha opinião, o disco tem músicas bem empolgantes, um prova disso é "For My Family" e "No Regrets", com uma quantidade absurda de bumbos duplos e ritmos explosivos.
A qualidade do som está impecável, apesar da produção ter ficado totalmente metalizada (Isso tá ficando massante), mas até é compreensível, quando fica sabendo quem foi o produtor do disco: Freedy Cricien, irmão mais novo de Roger Miret do AF, e líder do Madball, pois fez o som igual ao último disco da sua banda, que também não me agradou muito. Faça o teste que eu fiz: Pegue o último disco das bandas citadas anteriormente, e ponha elas intercaladas, no seu player e note que a diferença fica quase que basicamente na voz.
Tenho certeza que escutarei algumas reclamações aqui, pois de todas as pessoas que eu falei, adoraram o disco, porém, opinião cada tem a sua. Para baixar o disco, clique na capa, que é outra coisa que eu detestei no disco, de toda a carreira, acho que é a pior arte que a banda já teve, mas enfim, chega de falação e tire sua conclusão.