sexta-feira, junho 29, 2007

Bombshell Rocks - Cityrats & Alleycats


Desde a estréia com o Street Art Gallery, sempre tocando um punk rock audível, empolgante e memorável, não demorou muito para que o BsR lançasse seu segundo full-lenght (o ep Underground Radio não conta) para provar que muitas pedras ainda iriam rolar.
Começando com "21st Century Riot" e terminando com "20 Days", a banda mostra seguir a mesma linha do álbum anterior, porém com uma pegada mais veloz e alguns riffs e refrãos mais marcantes. As provas disso estão em "Tonight I'm Burning" (com uma intro dotada de um riff muito marcante, daqueles que você escuta uma vez e o lance não sai da cabeça, aliás, até a minha banda faz cover, porque a pegada desse som é fantástica), "Seen It All" (que refrão! Minha banda faz cover de tanto que curtimos) e "The Wakeup Call" (mais um riff marcante). Claro que os outros sons não deixam a desejar! No fundo prefiro o Street Art Gallery, mas curto bastante esse aqui também.
Como no álbum anterior, o impacto foi tão grande na cena européia que eles voltaram a fazer turnês não só por lá, mas também pelos EUA com bandas como The Offsspring e Millencolin.
Após isso, 2 anos de silêncio foram quebrados de maneira leve, porque a banda lançou From Here And On, o álbum mais melódico e o que mostra o lado mais light da banda. Não que seja ruim, todavia dou preferência aos álbuns mais energéticos, como esse aqui.
Bombshell Rocks realmente é muito tri, curto muito! Você também ou não conhece? Seja lá qual for a resposta, baixe clicando aqui.

quinta-feira, junho 28, 2007

Nic Endo - Cold Metal Perfection


Nic Endo, ex-integrante do Atari Teenage Riot, entrou na banda durante a turnê de 1997 e ficou até o triste final em 2001. Para quem não sabe, Nic foi a responsável por transformar o ATR na banda mais furiosa a misturar o techno underground com o hardcore/metal no álbum 60 Second Wipeout, em 1999. Esse álbum realmente é algo muito potente, com batidas eletrônicas de deixar seu vizinho que curte jovem pan cair duro no chão e tudo mais... Portanto, não preciso repetir o que já foi dito, e sim entrar na questão do trabalho solo de Nic Endo; mas, só pra enfatizar mais uma vez, nunca ouvi banda alguma elevar a música eletrônica a tais níveis.
Logo que a banda dissolveu-se, todos os membros foram fazer carreira solo. Nenhum alcançou musicalmente e popularmente o mesmo nível que o ATR, mas Nic Endo destaca-se por ter recebido certo reconhecimento a mais que os outros. Ela lançou 3 álbuns solos, e esse é o terceiro. Cold Metal Perfection foi eleito um dos 20 melhores álbuns alternativos de 2001 pela "Alternative Press" (não sei o que é isso). O som aqui em questão não remete à loucura desenfreada do ATR, mas sim a um clima mais experimental, sombrio, "videogamezado", etc... Algo não muito empolgante nem surpreendente, porém diferente. Não curti muito, todavia achei legal compartilhar com vocês porque, sem dúvidas, sei que alguém curtirá.
Filha de mãe japonesa e pai alemão, nasceu nos EUA e, alguns anos depois, mudou-se para a Alemanha.
Algum tempo depois de ter esse álbum lançado, trabalhou na produção do álbum solo de Alec Empire (ex-vocalista do ATR) e a parceria dura até os dias de hoje, porém num certo silêncio.
A pintura no rosto e marca registrada de Nic significa "resistência" na simbologia japonesa.
Download.

Kyuss - Welcome To Sky Valley

Terceiro disco do Kyuss e o primeiro a ser lançado por uma gravadora major, neste caso, a Elektra. Também foi marcado pela saída do baxisita Nick Olivieri, que saiu pra formar o Mondo Generator, e ficou bem famoso aqui no Brasil, quando se apresentava com o Queens Of The Stone Age no Rock In Rio III, subiu no palco peladão e logo depois foi levado pra delegacia, que deu lugar pra Scot Reeder e o último disco do baterista Brant Bjork, que largou fora pra formar outra grande banda do gênero, o Fu Manchu.
Esse contrato com a Elektra veio depois que a banda lançou o clássico Blues For The Red Sun, o álbum que marcou a carreira da banda e levou o stoner rock um pouco pro mainstream nos anos 90. Então com o contrato na mão, a banda resolveu mudar um pouco a fórmula, não só da banda, mas a forma convencional de se lançar um disco. Gravaram 10 músicas e lançaram em apenas 4, todas com mais de 15 minutos, com exceção da última, que é uma faixa escondida. Um tempo depois perguntaram para o até então baixista da banda, Josh Homme sobre este lançamento, e ele disse que fizeram isso só para ser um inferno para os CD-Players. Realmente, é bem estranho escutá-lo desta maneira, por isso foi lançado algumas versões com as 10 músicas separadas na Europa, e essa a versão que eu estou disponibilizando.
O som é o stoner de sempre, melodias viajadas, ritmos Sabbáticos, guitarras sujas e cozinha pesada e bem marcada. A idéia de postar o Kyuss veio quando alguém nos perguntou sobre os Queens Of The Stone Age que haviam sido apagados, pois para mim as bixonas da idade da pedra são uns bostas e fazem um som podre, Kyuss é o verdadeiro ovo do Colombo.
Pra baixar? clica na capa e curta um som afude pra valer!

quarta-feira, junho 27, 2007

Cult Of Luna - Somewhere Along The Highway


Vem da Suécia essa banda que consegue mixar diversos estilos sem transforma-los em "água e óleo".
Cult Of Luna (lindo nome, não?) toca um tipo de som que não existe há muito tempo, porém que já começa a ganhar certa popularidade, inclusive aqui no blog, porque, recentemente, eu e o Lipe viramos fãs de Isis. O que é esse estilo ninguém sabe dizer ao certo, mas muitos arriscam: "Progressive Doom Metal", "Sludge Metal", "Atmospheric Metal", e vai... vai... vai e cada vez mais os caras vão aperfeiçoando o som e se afastando dos rótulos. De certa maneira, pode ser um "doom progressivo", porque algumas músicas passam um clima bem sombrio e assustador, longo, cadenciado e que muda bastante no seu decorrer. Pode ser algo "atmosféricos", aliás, pode não; É! O som tem uma atmosfera muuuuiiito doida, algo de deixar o ouvinte chapado. No final das contas, é acima de rótulo e, talvez por isso, eu prezo muito.
Somewhere Along The Highway, de 2006, é, até o presente momento, o último álbum lançado pela banda. Começaram a carreira em meados de 1999 e esse álbum é o 4º. Existe um fato curioso que o rodeia: Após o lançamento, a banda regravou a música "Marching To The Hearbeats" e lançou-a no myspace com o nome de "Heartbeats". Após alguma semanas, foi removida para verem se a mesma sobreviveria em algum programa de compartilhamento. Segundo o tecladista Anders Teglund, isso foi um golpe contra a indústria fonográfica conservadora.
Segundo a crítica especializada, o Cult of Luna vem, pouco a pouco e juntamente com o Isis, revolucionando a cena musical contemporânea. Concordo com eles. Há muito tempo diversas bandas juntam agressividade com harmonia nos seus sons, mas nunca alguém fez dessa forma.
Extremamente preocupados em passar uma mensagem no som, os rapazes falam sobre os perigos do mundo globalizado e também dos direitos dos animais, sendo que 3 membros são vegetarianos. Algumas mensagens "ocultas" mostram que a banda possui também um pensamento um tanto quanto anárquico. Corram atrás das letras, de preferência as do primeiro álbum, que vocês entenderão. Quanto ao som, não precisa correr atrás. Tá aqui, ó: Download.
Trabalho realmente muito lindo e apavorante.

terça-feira, junho 26, 2007

Silent Drive - Love Is Worth It


Não sei se temos visitantes e/ou leitores que gostem de post-hc ou emocore (o verdadeiro), mas, se temos, esse CD aqui é um belo presente a todos eles, porque Silent Drive é A banda, apesar de ser desconhecida, e uma das poucas que me agradam dentro deste estilo.
Criada em Massachussets, Estados Unidos, por gente que já estava na cena hardcore/metal há muito tempo, entretanto com planos diferentes, pois, acredite se quiser, o som do Silent Drive absorve diversas influências, entretanto não beira o extremo destes dois estilos em momento algum. Porra, como vou explicar isso? É pesadinho e leve ao mesmo tempo, algo que não precisa utilizar a força brusca para chegar a tais níveis. É algo não tão pesado a ponto dos ouvidos da sua querida mãe regurgitar e nem algo leve a ponto da sua irmã virar fã número 1 da banda!
Conheci jogando Burnout 3, pois há um som deles incluso na trilha sonora. Este som chama-se "4/16" e é, sem dúvidas, uma das melhores da banda. É algo que começa relativamente calmo e, quando você menos espera, o peso estrondoso e veloz entra, guiado pelos gritos agoniados do vocalista Zach Jordan. Esse é o som de abertura desse CD também. Os demais sons, como era de se esperar após essa intro, vão mantendo a linha que me surpreendeu, pois não soam maçantes nem repetitivos, e sim variados e agradáveis de escutar. Vocês podem achar até estranho um cara como eu, que vive postando quase só metal extremo aqui, curtir uma banda assim, por isso eu digo de boa a todos vocês: Existe música boa e ruim, músicas para determinadas horas e músicas para todas as horas. Silent Drive faz música boa, tem sons para determinadas horas e outros para todas as horas.
Segundo fontes confiáveis, a banda deve entrar (se já não entrou) em estúdio esse ano para gravar um novo CD. Resta aguardar curtindo esse lindo Love Is Worth It.
Curiosidade: Esse disco foi produzido por Bill Stevenson, membro da clássica banda de hardcore Descendents. Não por coincidência, o material é extremamente dotado de uma gravação excelente e sem erros.
Download.

The Locust - Plagues Soundscapes

Falar de Locust não é uma tarefa muito dificíl, o dificíl mesmo é escutar. Olhando aí do lado, na capa, já dá uma prévia do que te espera, caso baixe esse disco. Em metáfora, esse disco seria como "Uma banda vinda do hospício".
Formado em 94, em San Diego, Califórnia, o Locust é a banda que até hoje mais me surpreendeu pela sua proposta musical, ou melhor, o seu caos musical. O Locust é um quarteto que faz um som nada normal e nada estruturado, é um synth-noise-rock-punk-hardcore-crust, entende?
São quatro animais vestidos de gafanhotos, que com uma batera, um guitarra, um baixo e um teclado podem ser o seu pior pesadelo. Músicas rápidas, ríspidas, sem muita ordem e "ritmos" quebrados, guitarra e baixo bases e um teclado extremamente destacado. Muito da loucura é baseado no teclado, que os caras tiram cada som que é de se espantar, aliado à um vocal esguelado compõe músicas de, na maioria delas, menos de 1 minuto e um álbum de 23 "músicas".
Plagues Soundscapes é o primeiro disco mesmo da banda, lançado em 2003 pela ANTI-, selo da Epitaph, que lança artista mais alternativos. Anteriormente já lançaram uma porrada de EPs, Splits (Inclusive com o Melt Banana) e uma variedade de LPs. Foi com este disco que eu conheçi a banda e pra mim, até hoje, é a maior loucura musical que existe, esses rapazes certamente devem ter problemas mentais, dá uma olhada nos nomes das músicas: "Anything Jesus Does I Can Do Better" ou "Priest With the Sexually Transmitted Disease, Get Out of My Bed". Apesar de parecerem músicas bestas, as letras são sérias, são sátiras da cultura americana, da política e da sexualidade, e isso fez com que a banda conseguisse uma ótima reputação no cenário noise e uma péssima imagem com a sociedade e a indústria musica, exatamente como eles queriam.
Enfim, se tu tá afim de curtir esse "Inferno na Terra", clica nessa linda capa e preparesse para ter uma para cardíaca.

segunda-feira, junho 25, 2007

Nile - In Their Darkened Shrines


Como Nile é bom demais, não dou folga e aqui está mais um clássico deles para vocês desfrutarem de uma excelente aula de música e cultura.
In Their Darkened Shrines, lançado em 2002, é um (se não o mais) dos mais perfeitos trabalhos que já tive o prazer de conhecer e escutar. Numa mistura muito expressiva entre death metal brutal e técnico com cultura egípcia e elementos de música oriental, o Nile é uma banda que se destaca entre as milhares de outras que existem no gênero.
Contando com músicos dotados de uma originalidade única para compor músicas e letras, a banda é liderada pelo grande Karl Sanders, um dos melhores guitarristas do mundo! É normal você não ter lido muito sobre ele, pois a mídia só dá destaque a esses guitarristas de bandas que - na modesta opinião deste que lhe escreve -, no fundo, só sabem fritar escalas e servem para fazer propagandinha das marcas que anunciam na mesma revista que elege os tops. Karl Sanders, além de extrair linhas técnicas e um tanto quanto progressivas, consegue executar solos e criar riffs que remetem a um clima totalmente épico, e não me pergunte como ele consegue. E não é só isso, ele possui um tipo de afinação única, algo totalmente perceptível em todos os discos do Nile. Para surpreender mais, tem um trabalho solo lançado que é todo feito à base de violões, cítaras e alguma coisa de guitarra, algo muito lindo e que deve ser conferido por qualquer fã de música, pois é realmente um trabalho magnífico. O nome? Saurian Meditation. Ah, já ia me esquecendo... Ele também toca teclado e faz umas passagens cabreiras, algo de arrepiar os cabelos do braço ou dar um frio na espinha dorsal. George Kollias, o baterista, é um dos mais rápidos e ágeis do mundo, dando uma encorpada violenta no som. Nesse cd aqui em questão, o peso da bateria é surpreendente! Tão surpreendente que, nos trabalhos seguintes, eles deram uma abaixada no volume. Dallas, o outro guitarrista, não é do mesmo nível que Karl, entretanto é excelente também. Para fechar o time, o baixista Joey Pane fica na responsabilidade para conseguir segurar esses outros mestres.
Novamente eu repito: Me nego, jamais citarei destaques, porque esse CD é inteiramente excelente! Raridade, viu? Mas devo ressaltar um fato: As últimas quatro músicas são faixas ligadas, isso mesmo, um trabalho conceitual dividido em 4 partes e levando o nome do disco.
Não bastasse isso tudo em mãos, no encarte existe uma espécie de explicação para cada letra que, caso alguém ainda não se tocou, aborda os temas relacionados ao Egito Antigo, passando por religião, mitos e fatos históricos.
Após essa pérola, a banda manteve-se em silêncio por três anos. Em 2005, lançaram Annihilation Of The Wicked, outro grande álbum, mas não me agrada tanto quanto esse. Este ano, a banda lançará Ithyphallic, outro grande CD que está pau a pau com esse aqui. Sim, você leu bem: "Lançará", mas o CD já vazou na net e você pode ler o review e baixa-lo clicando sobre o hiperlink. É complicado resenhar Nile, pois cada vez que está se escutando um álbum, o pensamento é: "Esse é o melhor!" Ae você escuta outro deles e "Não, esse é o melhor". Mas, no momento, In Their Darkened Shrines é o melhor e fim de papo. xP
Surpreendente, ótimo e único. Nile é exceção, meus caros!
Download.

Minutemen - Double Nickels On The Dime

Se há alguém aqui que nos acompanha faz tempo, provavelmente vai lembrar, que ano passado foi postado o primeiro disco do Minutemen, e nunca mais haviado postado nada, então numa falta do que postar, começei a revirar meus arquivos, e lembrei que eu não havia postado esse álbum "putz, seu babaca, tá na hora de pôr ele então, hein ô..."
Então, Double Nickels On The Dime é um álbum com um combinação bem diversa, de Punk com Funk, rock setentista, instrumentação acústica e até Jazz, na mandeira Minutemen de se fazer tudo isso. Pra quem não sabe, o Minutemen foi uma das bandas mais importantes para o Hardcore no início dos anos 80 nos EUA e também para o nascimento do rock alternativo, assim como os colegas de selo Hüsker Dü e Meat Puppets.
A banda surgiu no ano de 1980 com o power trio D.Boon nas guitarras, Mike Watt no baixo e George Hurley na batera, e gravaram seu primeiro disco The Punch Line, em 81, altamente influênciados por bandas como Wire e Pop Group, misturado com Bob Dylan e Creedence com a velocidade e punch do Punk Rock. Em 83, eles já haviam lançado o segundo disco e estavam preparando material para o terceiro disco, foi quando descobriram que seus colegas do Hüsker Dü estavam planejando lançar um disco conceitual e duplo, chamado Zen Arcade, e isso era um ato de extrema audáçia, imagine, uma banda de punk lançando um disco duplo?
Foi o suficiente para a banda resolver gravar mais um pouco de material e poder lançar também seu álbum duplo pela SST. Em maio de 84 o disco já estava gravado e numa sessão apenas a banda remixou tudo e pelo custo de R$1.000, estava produzido o terceiro disco do Minutemen que viraria uma lenda na música. Com 40 e tantas músicas a banda resolveu dividir elas como o Pink Floyd fez com o Ummagumma, cada um escolhia suas músicas, mas já que eram um trio, a quarta parte, foi posto o "resto" do material como "Chaff", em português, o debulho, de plantação.
Aclamados pela crítica especializada como um dos maiores disco dos anos 80, Double Nickels On The Dime traz vários clássicos como "History Lesson Part II", "Jesus and Tequila", "Political Song For Michael Jackson To Sing", "June 16th", "This Ain't No Picnic" (Primeira e única música da banda a ter um clipe) e claro, "Corona", que é a mais música mais conheçida do trio de San Pedro, a tal "Música de abertura do Jackass". Enfim, um puta discão, atolado de músicas fudidas, clica na capa e confere.

sábado, junho 23, 2007

Brodequin - Methods Of Execution


Matadouro sonoro de Knoxville, Estados Unidos. Formado em 1998 pelos irmãos Mike (guitarra) e Jamie Bailey(baixo/vocais), os caras têm, até o momento, 3 cd's lançados.
Executando um som caracterizado por linhas extremamente retas (não existe pausa alguma para tomar fôlego!), gravação desleixada propositalmente, guturais profundos com tonalidade de porco (entretanto o vocalista não fica só fazendo "bree-bree") e guitarras na velocidade da luz, bem como um baterista muito pedreiro que consegue incrivelmente acompanhar tudo isso para formar uma parede sonora! O único fato estranho é que o som só fica pesado mesmo quando o batera manda uma virada nos tons. Gravação assim nunca havia escutado, fato, no mínimo, curioso.
É altamente notável que a banda é fã de temas relacionados à tortura nas diversas épocas da humanidade. O nome Brodequin, segundo os irmãos Baylei, significa um instrumento de tortura usado na Idade Média, que consistia em algo como amarrar as pernas da vítima e começar a martela-las até os ossos saltarem fora da pele. Todas as linhas são nessa linha, mas quase nunca as mesmas têm ligação com a época na qual estamos vivendo, pois tudo é basicamente baseado em casos reais da Idade Média. Jamie tem diploma de História, e isso facilita muito na hora de compor, segundo o próprio.
Entre os outros materiais, temos Instruments Of Torture como mais um trabalho curioso.
Então, meus caros, tá aqui mais um CD matador, recomendado pra quem gosta de velocidade e peso do começo ao fim, tudo muito brutal e "sem frescura"!
Download.

sexta-feira, junho 22, 2007

Krisiun - Conquerors Of Armageddon


Krisiun é aquela banda que me dá motivos a mais para escuta-la. Além de serem uma das maiores e melhores bandas de brutal death de todos os tempos, eles ainda são do Rio Grande do Sul (terra minha e do Lipe), e sempre fazem questão de levar a bandeira do nosso estado para os países estrangeiros nos quais tocam, tais como Escandinávia, Suécia, Alemanha, etc., honrando e mostrando ao mundo não só o nosso Estado, mas também o país como um todo, que possui outras excelentes bandas.
Conquerors Of Armageddon é o terceiro full-lenght da banda, lançado em 2000, não levando em consideração o split Curse Of The Evil One e o EP Ummerciful Order. Foi e ainda é um álbum de importância extrema na carreira, tanto que muitos fãs consideram-o como o melhor e mais matador de todos. Por parte da mídia especializada, a banda sempre recebeu diversos elogios desde seu primeiro CD, o macabro Black Force Domain, mas a banda ganhou enorme reconhecimento mundial apenas com esse álbum. Para melhorar, no álbum seguinte, Ageless Venomous, os rapazes ganharam o prêmio de "melhor cd de metal" de uma revista especializada no assunto. Mas por que só com Conquerors Of Armageddon que a banda explodiu mesmo? Meu caro, esse álbum é tão bom que até quem não curte o som deles admite que é algo muito bem feito. Riffs de guitarras rápidos e empolgantes, bem como os solos apocalípticos de Moyses Kolesne deixam o ouvinte atordoado, aí entra a batera mega rápida do seu irmão Max Kolesne que tem aqueles bumbos no estilho "metralhadora" que quase nunca pára e depois o vocal gutural de Alex Camargo (que também é irmão deles, mas utiliza o sobrenome da mãe) e seu contra-baixo técnico e rápido como a guitarra. "O que? É um power trio?" Sim, com apenas 3 membros na banda os caras reduzem diversas bandas à poeira, como os 9 palhaços do Slipknot, por exemplo! Todos os sons destroem, não tenho como destacar algo em especial, mas o refrão de "Conquerors Of Armageddon" é brutal demais! "Kill, Kill, Lord Jesus Christ!". Blasfêmia pura!
Atualmente, após o lançamento de Assassination, a banda encontra-se em estado de descanso após ter feito uma turnê na Europa, ao lado do Immolation, e alguns shows aqui no Brasil.
Download dessa brutalidade pura e sem sentimentos benignos: Aqui.

quinta-feira, junho 21, 2007

Nile - Ithyphallic


"Novo álbum do Nile. Como era de se esperar, material pesado, épico, trabalhadíssimo e com uma face única!"
O trecho acima serviria perfeitamente de propaganda em uma revista, mas o Nile não merece só isso; não no nosso blog. É o típico caso que não merece um resumo, pois é de uma grandeza incalculável, todavia podem ser escritas diversas linhas que, mesmo assim, não será o bastante para deixar 100% explícito o que a banda é capaz de fazer.
Muitos podem achar que estou exagerando. Não, não estou. Nile é desumano! Karl Sanders, além de dominar completamente a guitarra e o vocal, sabe como dar alma aos sons, usando e abusando de elementos orientais que são somados às linhas de bateria extremamente técnicas e rápidas de George Kollias que passam por mais uma fusão, dessa vez com o contra-baixo gravezão e cabreiro do monstro Joey Pane e mais guitarras de Dallas Toler-Wade.
Me recuso a redigir detalhadamente o que cada faixa nos apresenta, pois - acreditem, meus caros - iria ficar um texto gigante e saturado, culpa da riqueza que os caras utilizaram para compor esse álbum. Todas as faixas são boas, não há uma ruim ou uma meia-boca, todas estão beirando a perfeição.
Ithyphallic mostra o Nile num clima que remete a algo parecido com as raízes do grupo. O peso e a sujeira estão surpreendentemente maiores que no CD anterior, outra pérola matadora chamada de Annihilation Of The Wicked, e as músicas prendem mais ainda à audição, deixando no ar uma das questões mais difíceis de responder quando o assunto é Nile: Seria esse o melhor álbum da banda? Segundo os próprios membros, sim. Vou ficar calado. Quando escuto o In Their Darkened Shrines, sempre penso que é o melhor. Aí começo a escutar esse e penso "não, esse ficou melhor!", mas o processo vai mudando sempre.
Só mais uma coisa: "The Infinity Of Stone" merece atenção especial pois é uma faixa instrumental no melhor estilo do projeto solo do Karl Sanders, aquele CD de música egípcia que esteve aqui há certo tempo, o Saurian Meditation.
Baixe clicando aqui e aprecie o melhor álbum do ano empatado tecnicamente com o The Apostasy, do Behemoth.

Bad Religion - New Maps Of Hell

2007 está sendo realmente, um bom ano para a música, especialmente para o rock, vários lançamentos de ótimas bandas de deixar nós de queixo caído, e pra não ser diferente, o Bad Religion resolveu fazer a mesma coisa, com o seu novíssimo New Maps Of Hell, e é com o maior orgulho que compartilho esse baita trabalho com vocês.
Esse é o décimo quarto disco da banda, sucessor do disco The Empire Strikes First de 2005. Há muito tempo a banda vinha anunciando esse disco, com previsão de lançamento para a metade de 2006, passando para o iníco de 2007 e agora, vazando na internet no meio de 2007, mas vai ser lançado oficialmente no mês que vem, na Nova Zelândia, Europa, Estados Unidos e Canadá, vamos ver se sai uma versão nacional, assim como The Process Of Belief, quem tem um lindo encarte, coisa de primeira, nem parece com os outros cds comparando com as americanos.
Fazia tempo que eu não ouvia um Bad Religion tão cheio de raiva assim, até parece aquela energia do How Could Hell Be Any Worse, mas claro, com uma produção bem melhor e no estilo punk rock clássico do Bad Religion, com músicas rápidas, refrões e back vocals de arrepiar e ótimas melodias. As letras, como de costume, são extremamente politizadas e parece que nesse álbum, Greg Graffin e Mr. Brett se puxaram de mais para fazer as letras serem mais críticas que o normal, disparando críticas para todo o lado, e principalmente par ao governo americano, alvo preferido da maioria dos artistas.
Enfim, é um disco muito bom, não pensei que eles consegueriam fazer um disco tão afude, as músicas estão realmente bem gravadas e não muitas inovações no som, é o som clássico do Bad Religio, e isso garante o disco. Desde que eu baixei, não paro de escutar, e se você curte a banda, provavelmente vai fazer o mesmo. Clica aí na capa e baixa o cd, e escute porradas como "Heroes & Martyrs" ou "Dearly Beloved".

quarta-feira, junho 20, 2007

Vandals - Hitler Bad, Vandals Good

Formado em 1980, na praia de Huntington, na Califórnia, pelo vocalista Stevo e o guitarrista Ackerman, e um line-up sempre com constantes troca, até acharem o baterista Joe Escalante e o baixista Steve Human, que foi a formação que começou que gravou os primeiros trabalhos.
Fazendo alguns shows, a banda começou ganhar mais atenção como as bandas da mesma cena, como o TSOL, Bad Religion, Social Distortion e Suicidal Tendencies, a foram a primeira banda a ser contratada pelo selo Epitaph, do Mr. Brett do Bad Religion. Lançaram um EP e caíram fora pra arrumarem outra gravadora e tal.
Apesar de virem da mesma localidade das outra banda, os Vandals faziam as músicas um pouco diferente, não no som, mas nas letras. A cena do Punk Californiano nessa época era basicamente de protesto, contra política, governo, igreja e burguesia e os Vandals iam na contra mão disso, com letras humorísticas e sarcásticas, mas com o som muito parecido: Rápido e barulhento. Nessa época eles foram convidados e aceitaram para aparecer em uma cena no filme Suburbia (Ótimo filme pra quem curte, história de punk, com show de TSOL e D.I.) tocando uma música em um show. Isso foi em 84, ano de mudança pra banda, quando o vocalista original deixa a banda e entra o vocalista mais famoso: Dave Quackenbsuh.
Algum tempo depois, a banda ainda perdeu o baixista, e o então baterista e único membro original, Joe Escalante foi para o baixo e quem entrou na batera foi Josh Freese, figura conheçida entre os bateristas, trabalhou com inúmeras bandas, como Devo, A Perfect Circle, Nine Inch Nails, Rob Zombie, Ween, entre muitos outros.
Essa foi a formação que ficou famosa, com a explosão do "Pop" Punk na metade da década passada, os Vandals foram creditados como um dos criadores do estilo e isso fez que uma galera corresse atrás da banda. Foi exatamente nessa época que eu conheci a banda, eu era fã de Offspring (Ainda tenho todos os CDs deles) e um amigo meu comprou esse disco, que é o mais famoso da banda, e nós escutavamos ele muito, muito mesmo e justamente por isso que tô postando ele, pra lembrar dos tempos passados e por ser um grande fã do Punk Californiano.
Esse disco é de 98, e já mostra uma banda bem diferente daquela dos anos 80, com bem mais melodia, ritmos diferentes e de produção bem melhor, porém, sempre com as letra babacas, que caracterizam a banda.
É isso aí, se ta afim de conferir, clica na capa, e se quizerem algum dos discos mais velhos da banda, é só pedir nos comentários que eu disponibilizo aqui.

terça-feira, junho 19, 2007

Tomahawk - Anonymous

Exatamente hoje, 19 de Junho, é o dia de lançamento do último disco do Tomahawk, projeto de Duane Denison, Ex-Jesus Lizard, com Mike Patton, e John Stanier, do Helmet, e o primeiro disco sem o baixista inicial, Kevin Rutmanis. Esse cd já vazou na net faz algumas semanas, porém, eu esperei para postar especialmente hoje, no dia do lançamento dele e também, para dar o tempo de eu escutá-lo com tempo e tentar entender o que esse malucos tentaram fazer nesse disco.
Para o pessoal fã de Faith No More, como eu, de todos os projetos do Patton, o que mais se assemelhava vom o Fenemê era o Tomahawk, principalmente a época do King For A Day, e até então, de todas as bandas que ele tinha entrado, essa era a banda mais acessível, auditivamente falando (Ao lado do Peeping Tom, é claro). Mas há uma diferença, pois esta banda, não é o Patton, quem manda na jogada, ele é apenas o dono da gravadora e faz papel coadjuvante, nos vocais, pois toda a parte criativa, fica a cargo de Duane, o insano. O cara teve que fazer um trabalho imenso para ter material pra este disco, pois queria algo que tivesse a cara da cultura indígena americano, de onde surge o nome e da banda, e para isso, trabalhou com Hank Williams III, e fez inúmeras pesquisas sobre a cultura, e principalmente a música indígena, pois não haviam bandas nativas que tocassem o som nativo mesmo, e sim um country-blues ou new age.
E essa é a grande diferença desse disco para os outros dois, Duane e Stanier trabalharam juntos e gravaram toda a parte instrumental e Patton, gravou em San Francisco os vocais. São 13 sons bem cabreiros, meio ambientais e osbcuros, músicas erudtitas, de forma agressiva, insana e pertubadora, e muito diferente do que a banda já fez. Na primeira audição, pensei: "Porra! Que que os caras fizeram?", mas depois de mais algumas escutadas, eu vi que a proposta de música é bem outra, e alguns fóruns, já li fãd dizendo que esse é o melhor disco. Bom, eu não um disco tão do caralho pra matar o primeiro da banda, mas é com certeza um trabalho curioso e bem feito, merece uma ouvida. E pra fazer isso, basta clicar na capa.

Bloodlined Calligraphy - Ypsilanti


Essa é mais uma banda que eu compartilho com gosto!
Primeiro porque o nosso amigo Ernesto sugeriu que fosse postado; segundo porque é muito boa e merece ser conhecida por um número maior de pessoas.
Vinda de Michigan, Estados Unidos, a banda toca uma fusão do hardcore de NY com um metal bem pesadão, resultando num metalcore violento e - o mais surpreendente - sustentado por uma vocalista que possui um timbre agressivo e grave, deixando muito marmanjo com voz de marica, quase no mesmo estilo do Walls Of Jericho, só que com mais peso ainda!!! É, maluco, isso aqui não é brincadeira! Você TEM que ouvir essa banda.
Ypsilanti é o quarto material da banda, lançado em 2006. Não é considerado o melhor material deles, mas é indiscutivelmente um trabalho muito bom. Com guitarras sujas, baixo mega grave, bateria com uma sonoridade esmagadora e os vocais matadores de Ally French, esse CD aqui me agradou em cheio! Existe uma pegada muito boa também, alternando em usar as bases lentas do hardcore `moderno´ ou as rápidas do `antigo´, sem esquecer, é claro, quando existem passagens bem trabalhadinhas no melhor estilo do metal. Por isso, se há aqui algum indivíduo que diz que isso aqui é "hardcore puro" e não é "metalcore" nem a pau, pois "metalcore tem aqueles refrãos emo", vá se ferrar e procure estudar mais música.
Atualmente, após a departura de Ally French e do baterista Matt Carter, a banda conta com Ellen Hofman no vocal e Robbie Coran nas baterias. Provavelmente, devem estar compondo algo para lançar no ano que vem e estremecer novamente a cena local via Facedown Records.
Download? É só clicar aqui.

segunda-feira, junho 18, 2007

Emeth - Reticulated


Uma banda formada por excelentes músicos que estavam insatisfeitos com suas bandas anteriores.
A princípio, o Emeth era apenas um projeto, mas, como os músicos perceberam que os materiais criados estavam soando muito acima da média, decidiram transforma-lo em uma banda séria.
Vindo da Bélgica, este quinteto toca um metal extremamente técnico e progressivo, mas sem – o que é o melhor de tudo – soar maçante ou irritante aos ouvidos.
Logo que arranjaram um line-up fixo, começaram a compor mais músicas e a fazer diversos shows por países como Suíça, República Tcheca, Holanda, Bélgica e Luxemburgo. Com essa experiência adquirida somada ao envolvimento entre os membros, Emeth começou a tocar um som caracterizado por vocais rasgados (entretanto soam bem únicos; talento do vocalista), guitarras marcantes e bateria completamente versátil, reunindo diversas influências como um "jazz acelerado ao cubo" (escute "Karmic Impediment" para entender).
Não demorou muito para que a banda despertasse a atenção de um selo e lançasse um CD, pois foi o que aconteceu em 2003 quando o álbum Insidious foi lançado.
Mas o que importa aqui hoje é essa porrada chamada Reticulated, CD matador, surpreendente, muito bem feito e viciante. Claro que tudo depende do seu gosto, no caso estou expondo aqui a minha opinião, mas lhe garanto algumas coisas: Se você curte sons compostos por músicas que são de execução complicada; andamento progressivo; tempo quebrado; arranjos inesperados; vocais insanos; gravação excelente e diversos outros adjetivos positivos, você certamente curtirá o Emeth.
Link.

domingo, junho 17, 2007

Sublime Cadaveric Decomposition - Inventory Of Fixtures


Da chiquérrima França vem o Sublime Cadaveric Decomposition, bem na contramão das tendências de moda do finíssimo país.
Os caras começaram a carreira em 1996 e estão na ativa até os dias de hoje, contando com a ajuda do selo "Bizarre Leprous Production", que lançou esse álbum aqui, nesse mesmo ano de 2007.
Os caras têm uma porrada de splits lançados, alguns com nomes até bem famosos, como os italianos do Cripple Bastards. De CD’s, os caras têm 3 full-lenghts, e, nos 2 anteriores a esse, o estilo era algo como "Brutal Speed Death/Goregrind", mas, nos dias de hoje, é um Punk/Goregrind sem muito peso, mas com bastante sujeira e velocidade (mas nada caricato e exagerado também, tudo nos conformes).
A banda sempre disse à mídia que não possui letras, ou seja, tudo é à base do improviso. Nos primeiros álbuns, nem títulos as músicas tinham; hoje, as músicas têm nomes, mas apenas gritos desorientados, guturais ou no melhor estilo punk! >:D
Contando com ex-membros de diversas bandas, incluindo o Soilwork e o clássico Aborted, Sublime Cadaveric Decomposition é aquele som pra curtir em volume altíssimo e ganhar uns xingos da mãe que está acostumada a curtir - no máximo dos máximos - um Rolling Stones (digo isso por experiência própria).
Descargar ficheiro.

sábado, junho 16, 2007

Isis - Oceanic


Escutava em alto e bom som o Leviathan, do Mastodon, quando decidi abrir a janelinha do Last.FM, como de costume, para ver aquele tradicional lance de info sobre a banda. Nunca tinha reparado muito nos "artistas parecidos" (até porque, em alguns casos, é cada coisa sem ligação que aparece...), mas um lindo nome me chamou a atenção. Qual? Isis.
Decidi correr atrás de material da banda e baixei uma música no eMule. Haviam várias opções, mas escolhi "Maritime" por ser um belo nome e imaginar que a banda poderia fazer um som atmosférico, ambiente ou algo do gênero. Para a minha surpresa, a música era apenas instrumental, nada a ver com o Mastodon, porém excelente, simples e viciante. Galera, esse som é muito lindo! Lindo mesmo! Viciei nela. É basicamente um som simples e repetitivo, mas a melodia é tão agradável que não enjoa.
Decidi baixar o CD completo, no caso esse Oceanic, para tirar uma conclusão mais "geral" sobre a banda. Para minha surpresa novamente, ao escutar a primeira faixa, a bela "The Beginning and the End", percebi que realmente a banda tem certa ligação com o Mastodon, e essa ligação está nos vocais. O som começa bem light, sem muito peso e etc, até que o vocal entra. É surpreendente que os caras colocam um puta vocal agressivo sobre bases de guitarras não muito pesadas e uns teclados meio ocultos para criar um certo clima.
Para a minha felicidade, a semelhança com outras bandas está apenas no vocal, porque o Isis - pelo que escutei e li - é uma banda com um estilo próprio, algo totalmente acima de rótulos, aquela banda que você só entende ouvindo e não consegue encaixar em nenhum rótulo. "Ambient Atmospheric Sludge"? "Progressive Drone Doom Metal"? "Post-metal"? Nunca tinha ouvido falar em 'coisas' do gênero, mas é +/- assim que algumas pessoas tentam classificar o som deles. Desnecessário, pois o talento desses caras está acima de qualquer rótulo gigantesco e absurdo, absolutamente por ser um som tão absurdo quanto esses rótulos. Não é nada impossível de executar, nem o som mais surpreendente do mundo, mas é algo que não haviam feito antes; e o melhor: Soa muito bem.
Músicas longas (geralmente mais de 6 minutos até aprox. 10), melodias marcantes, viciantes e repetitivas, estrutura arrastada, vocais agressivos e a capacidade de passar emoções através de lindas notas. Isso é Isis, um som para quem tem paciência e tempo para viajar através de ondas sonoras. Eu tive várias lembranças remotas ao escutar algumas melodias da já citada primeira faixa e imaginei lindas cenas ao som da também já citada "Maritime".
Baixe e viaje você também por esse imenso oceano sonoro.

sexta-feira, junho 15, 2007

Motörhead - Bomber

Fazia um bom tempo, mas bom tempo mesmo que o Motörhead não dava mais as caras por aqui. Atendendo vários pedidos e botando coisas mais underground, ou alternativas, como preferir, o rock clássico ficou meio de lado por um tempo, e é exatamente por isso que tô postando Bomber, outro disco da coleção de clássicos do Motörhead.
Pra quem não sabe, a banda foi formado em 75, em Londres, e pouco tempo depois, em 79, conseguiram uma façanha heróica: Não só lançaram dois discos, lançaram dois clássicos absolutos do Rock que todo o fã da banda deve ter: Overkill e Bomber. Até hoje eu me pergunto como eles conseguiram isso? Talvez pois era a época em que a banda estava mais em evidência, já estavam com maturidade e ao mesmo tempo, tinham todo o gás e Lemmy com uma vasta experiência, de alguém que já trabalhou com Hendrix e Hawkwind, além de contarem com a formação mais afude da banda, com Lemmy na voz e no baixo, Phil "Philty Animal" na batera e "Fast" Eddie na guitarra, um verdadeiro POWER trio.
Overkill saiu em Maio e o Bomber em Outubro e não me impressiona como os dois discos, no mesmo ano conseguiram ótimas vendas, vendo que esses dois são compostos basicamente de clássicos. Overkill é meu disco preferido, e foi o primeiro álbum a ser postado aqui, e isso já faz quase um ano, e pra lêr mais sobre ele, vai no post dele, pois agora é a vez do Bomber. É o seguinte, logo que tu dá o play, já é pra matar o véio, nada mais que "Dead Man Tell No Tales", que emenda com "Lawman", outra música fodona, uma crítica feroz à polícia. Também há "Poison", que para mim é a melhor música do disco, que tem um ritmo forte, refrão marcante e uma letra revoltante, mas que não fica muito atrás pra faixa que leva o nome do disco, "Bomber", pois aquele riff inicial é pra quebrar tudo, ritmo alucinante de mais, não tem como ficar parado, sem contar todas as outras músicas, que são do velho estilo Motörhead de se fazer Rock'n'Roll. É o tipo de som que não envelheçe, sempre vai ter alguém conheçendo a banda e pirando no som desses tios louco.
O que eu tenho pra dizer, é que você não conheçe esse cd, ou até mesmo a banda, clica na capa correndo e baixa LOGO! Pois tá perdendo um disco que como já milhares de vezes, eu falei: É FODA.

See You Next Tuesday - Parasite


Mããeã~ãã~eã~eããããeeee!!!
Instrumental mega insano (no melhor estilo mathcore) somado a riffs do NYHC, vocais death metal, letras humorísticas e pornográficas com mais uns arranjos esquisitos bem experimentais. "Que diabos é isso?" Filho, como eu vou saber? Só sei que esse é o estilo do See You Next Tuesday, banda americana de Michigan que diz tocar "brutal grind para pessoas brutais".
Vocais rasgadões nas partes rápidas e guturais profundos nos breakdowns, guitarras viajando em escalas cabreiras e técnicas, bateria frenética e um baixo que faz um puta sustento (isso se você tiver um rádio que reproduza bem os graves, caso contrário...). Inovador também, sem dúvidas. Poucas bandas que começam a fazer um som brutal assim com esses arranjos experimentais que ora soam como o Super Mario pulando na cabeça do Bowser ora como umas máquinas de lavar com problemas técnicos. O humor, sem dúvidas, dá um algo a mais, pois é difícil não rir com títulos como "Baby, You Make Me Wish I Had Three Hands" (Baby, você me fez desejar ter três mãos) ou "How To Survive A Vicious Cock Fight" (Como sobreviver a uma luta de pintos viciantes)! >:D
Fato curioso: No Last. FM, existe uma tag para o See You Next Tuesday que se destaca: "Music i listen to when i'm beating-up a bitch!". Não entendeu? Ok, segue a tradução: "Música que eu escuto quando estou detonando uma puta!".
Preciso dizer mais algo? Baixa logo, rapá!

quinta-feira, junho 14, 2007

Mudhoney - Every Good Boy Deserves Fudge

Não faz muito tempo desde a último vez que eu postei um disco do Mudhoney, mas eu lembro que houve pedido de mais algum disco deles, e também pelo simples fato desse disco ser muito bom, e de ter despertado minha vontade de compartilhá-lo por aqui.
O último disco, e o primeiro deles, tanto no blog, quanto na discografia, é o clássico do Grunge, Bigmuff Superfuzz é um puto discão, com as músicas que definiram o som sujo e despretencioso de Seattle. Nesse época a banda era o principal contratado do selo SubPop (Até surgir Kurt e cia com Nevermind), e conquistaram grandes fãs, inclusive o pessoal do Sonic Youth (Com quem tem um split), e isso fez com que eles chamassem a banda pra uma turnê, e assim ia se formando a cena underground-independente-alternativa, que estava caminhando do anonimato para o mainstream. Em 1989, lançaram o segundo disco, auto intitulado, que foi dando mais espaço pro grupo no mercado e tal. Dois anos depois, a banda, já com bastante reconheçimento, ficou na dúvida: "Continuar na independência ou cair fora e se dar bem em uma major?". Pois então, a banda reolveu continuar na SubPop e lançar o último disco por lá. E aí que começa a parte interessante, Every Good Boy Deserves Fudge (O título se refere a uma Mnemónica das notas musicais E-G-B-D-F, aqueles lance que todo mundo usava pra decorar fórmulas de física e tal), considerado por muitos, o ápice da carreira da banda, o trabalho mais afude que a banda já fez, combinando a sujeira e tosquice do início, aquela vontade de tocar com um despretensão, com alguns elementos a mais, como técnica, criatividade e um pouco de experimentação. Há várias músicas que têm gaita de boca, ritmos mais devagar, mais rock'n'roll, sons que quebram tudo.
Apesar da capa bonitinha, muito alegre, parecendo coisa de criançinha, as letras mostram o contrário, o lance bem mais adulto, basicamente sobre: Sexo, Drogas & Rock'n'Roll, clichê, mas que aqui rola muito bem. Interessante também, que o guitarrista Steve Turner disse que esse álbum é o seu preferido de toda a carreira. Claro, vendo que depois que a "moda Grunge" acabou, a banda perdeu o ritmo e não conseguiu mais lançar material tão bom quanto de início de carreira, como por exemplo, esse último disco aí que eles lançaram, ano passado, pra mim, foi meio que uma maneira dos tiozão tirar uma grana, por que o cd é muito meia boca. Ah, alguém aí foi nos shows deles que tiveram aí esses dias? quero saber como foi. E antes de acabar, pra baixar, clica aí na capa, guri.

Poison The Well - You Come Before You


Já fazem umas duas semanas que este belo CD não sai do rádio mp3 lá de casa.
Poison The Well é uma banda que toca um estilo até que popular, o famoso "metalcore americano", mas de uma forma única e extremamente marcante. Enquanto muitas bandas costumam mandar sempre a mesma linha composta por versos agressivos e refrãos melodiosos, o PTW manda tudo muito misturado, de maneira inesperada e imprevisível, adicionando ainda vários elementos para criar seu jeito único.
Jeffery Moreira realmente é um ótimo vocalista, dotado de um timbre agressivo muuuito difícil de imitar e versátil a ponto de conseguir mandar uns limpos harmoniosos que casam perfeitamente com as linhas de guitarra de Ryan Primack, que são ora caoticantes ora harmônicas e melodiosas.
You Come Before You é o quarto álbum da banda. É interessante o fato de que os caras já tem 5 álbuns e todos conseguem soar diferentes um dos outros, porém seguem o mesmo estilo. É algo que entende-se melhor quando se escuta, pois palavras são pouco para representar o potencial dessa banda.
As letras da banda são geralmente direcionadas aos sentimentos e às experiências de vida humana, algumas vezes de maneira muito poética, outras vezes de maneira trágica, mas sempre misturando em doses exatas o peso e a harmonia, com instrumentais que passam exatamente a mesma sensação que a letra. Esse é um dos pontos mais fantásticos deles, os caras conseguem fazer algo a mais com o instrumental, que é passar sensações diversas. Eu, honestamente, viajo bastante às lembranças de momentos amorosos que foram decisivos e angustiantes em minha vida quando estou escutando sons como "Loved Ones".
Sabe-se lá o porque, mas a maioria dos fãs do PTW não curtem esse CD. Creio que não tem nem comparação com o Opposite Of December, que é uma obra-prima, porque, como já foi dito, cada álbum é diferente.
Baixe clicando aqui e conheça (ou escute mais) uma das minhas bandas preferidas, aquelas que possuem sons que estão guardados no S2.

quarta-feira, junho 13, 2007

Disrupt - Unrest


Curte hardcore old school mas acha que o mesmo carece de um pouco de peso? Curte grind mas acha um tanto quanto barulhento demais? Meu amigo, seus problemas acabaram, pois agora você poderá ter em seu HD um CD de uma banda de crustcore, gênero extremo do hardcore old school que quase beira o grind, mas não soa tão extremo.
O Disrupt foi criado em Boston, Estados Unidos, e é uma das bandas mais importantes do gênero crust. Suas letras, sempre de conteúdo hardcore, costumam soarem violentas. O que predomina é a temática anarquista, sempre criticando por todos os lados, seja na política ou religião; o que importa é que elas são foda, um soco na cara da sociedade em geral. A banda não teve vida longa, e esse Unrest é o único full-lenght do grupo (e bota full nisso, são 30 músicas para ninguém reclamar), entretanto a banda tem aproximadamente mais uns 7 splits lançados por aí com outras bandas do sub-mundo do underground.
Após o término da banda, os ex-membros foram para bandas como State of Fear, Grief, Consume, Noosebomb, Chicken Chest and The Bird Boys, The Sqwags e Superpower.
Francamente, nunca ouvi falar de alguma delas, mas devem ser boas se manterem a linha do Disrupt.
É mais uma daquelas bandas que não existem mais, mas deixou esses grandes materiais que tendem a ser odiados pelas grandes massas e adorados por aqueles que gostam de sons curtos, grossos, gritados e empolgantes!
Download.

terça-feira, junho 12, 2007

Alice In Chains - Live

É com muito prazer que eu estou atendendo mais este pedido, Alice in Chains, uma das bandas de Seattle que mais me chama a atenção. De toda aquela galera do grunge, cada banda tem sua diferença, e o que difere a Alice dos outros é seu som pesado, e certas horas, lento. Com uma enorme influência de rock setentista, misturado com punk-rock e Heavy Metal, numa mistura fudida, e desta vez, num registro ao vivo.
Nunca fui muito chegado em discos ao vivo, mas pra quem curte, esse aqui é um prato cheio, lotado de clássicos da banda, como "Rooster", "Dam That River", "Man In The Box", "Them Bones", "Angry Chair", "Bleed The Freak", entre outras. Músicas dos três cds de estúdio (Facelift, Dirt e Alice In Chains) são as que predominam o set-list do disco, que não foi gravado em apenas um show, é uma compilação de gravações ao vivo, como normalmente se faz. Algumas foram gravadas durante o último show de Layne Staley, e também há uma canção que não havia saído em nenhum registro antes: "Queen Of The Rodeo", uma música muito louca, com ritmo doidão, que certas horas, tem uma levada hardcore, e com uma letra que só pode ter sido escrita por alguém que tem problemas mentais.
Foi lançado em 2000, dois anos antes da morte do vocalista, e junto com o acústico, de 96, são os únicos registros ao vivo oficiais da banda. Até um tempo atrás, a banda dizia que não iria voltar a tocar mais, em respeito ao vocalista, porém, este ano os caras voltaram com um vocalista que eu não tenho a mínima vontade de saber quem é, assim como o Blind Melon, pois há pessoas que são insubstituíveis. Se ficou afim de conferir uma das melhores bandas de rock alternativo da década passada, num registro ao vivo, clica na capa ae.

Azaghal - Helvetin Yhdeksän Piiriä (The Nine Circles Of Hell)


A oposição ao tal de Jesus Cristo sempre foi sufocada pela Igreja como um todo, principalmente na antigüidade, época na qual um homem era morto simplesmente por contestar a tal palavra sagrada. Os povos que viviam na Europa, tais como os vikings e os saxões, ou qualquer outro que fosse considerado "pagão", foram dizimados e/ou massacrados pelo cristianismo. Esse fato criou uma enorme sede... Sede de vingança! Essa sede ficou muito tempo guardada na garganta (memória) dos nórdicos, que, até hoje, em sua grande maioria, não aceitam Cristo como um salvador e o vêem como uma figura malígna.
O ser humano, com o passar dos séculos, foi se desenvolvendo. A música, sem sombra de dúvidas, acompanha os homens desde o seu início, entretanto foi apenas há algumas décadas atrás que alguns homens começaram a usar a música como algo que vai além de um simples divertimento. Protesto e contestação hoje em dia são intimamente ligados em vários estilos musicais, e é isso e um pouco mais que o Azaghal faz. Um black metal que é encarado como algo muito mais profundo do que simplesmente música; para eles, black metal é um estilo de vida, e a mensagem que eles desejam passar é que o cristianismo é algo sem fundamento, algo que irá acabar sufocado pelas próprias mentiras, algo que morrerá pelos demônios que criou, no caso a invenção do Diabo.
Direto da Finlândia, os caras executam um som ríspido, sujo, pouco pesado (muita sujeira = pouco peso), blasfemador e até assustador. Cabreiro mesmo, pois os riffs são tirados de escalas que a Igreja considerava como "algo proibido por ser satânico" há alguns séculos atrás. Quem toca algum instrumento ou estuda música, certamente sabe do que estou falando. Já quem não faz alguma coisa disso, bom, talvez não ententa o que digo. A bateria é rápida e os vocais são extremamente rasgados e vomitados, tudo cantado em finlandês. A gravação remete a um clima totalmente old school, nada moderno.
Me arrependo de já ter tido a chance de comprar esse play usado de um camarada meu. Na época eu não curtia, dae o cara vendeu pra outra pessoa. Azar, pois é um tanto quanto raro achar CD original deles e em bom estado.
Aviso: Só baixe se ficou interessado. Eu não recebo dinheiro algum para ficar postando CD's aqui, portanto, se você não gostou, saiba que a minha intenção não é te agradar.
Download.

segunda-feira, junho 11, 2007

Sonic Youth - Daydream Nation

O que mais ando lendo ultimamente são posts reclamando de Death Metal e afins, e que o posts do Nails eram melhores e até que nos estamos afundando! Bom, já explicamos tudo nos comentárioss esses dias, sobre nossas divergências e o assunto tá encerrado, desejamos toda a sorte pra ele. Apesar de termos a mesma proposta de divulgar sons pro pessoal, fazemos de modo bem diferente, e o que sempre nos diferenciou, desde o início, é postar coisas mais underground e músicas que nós gostamos, e claro, atendendo pedidos na medida do possível, e sempre passando um breve release sobre o disco ou a banda, que é a parte mais legal e mais difícil, pois consome algum tempo, porém, é o que gostamos, trocar informações e conhecimento.
Então to aqui pra postar exatamente isso, uma banda que é sinônimo de underground, e igualmente, uma banda que eu gosto: Sonic Youth.
Formado em 1981 em Nova Iorque, pelos três integrantes-líderes da banda: Thurston Moore (Guitarra, voz, baqueta, chave de fenda e principal letrista), Kim Gordon(Baixo, voz, letrista e mulher de Thurston), Lee Ranaldo (Guitarra, órgão, voz e letras, e também usa a chave de fenda), e com contínuas trocas de bateristas, até que em 85, se estabeleceu Steve Shelley, e com esta formação, permanecem na ativa até hoje (Lançaram disco ano passado ainda).
Na época da formação da banda, o somo que eles faziam era algo extremamente experimental e extremamente sujo e barulhento, algo como um noise-experimental-rock, meio pós-punk, uma viagem musical (Os dois guitarrista alteravam seus captadores para conseguir timbres diferentes e usavam ferramentas, como as ditas para também tirar sons anormais) que eu dúvido que até o maior fã da banda goste de verdade, mas que teve seu valor, o pessoal do punk estava mudando seu som, para o que mais tarde teriamos com o chamado alternativo, o rótulo, talvez mais usado para a banda, que até então não era usado.
Sempre tiveram problemas com gravadoras, passaram por várias gravadora independentes, dentre elas, a SST e a Enigma, selo pelo qual lançaram este disco grandioso: Daydream Nation, em 1989, e é com certeza, um dos melhores discos desta década.
Aqui o som não é mais a barulheira dos primeiros discos, mas o noise continua sempre, também não há um grande experimentalismo de álbuns posteriores, mas claro, há a presença de viagens musicais. A primeira faixa já vale pelo cd, o maior hino da banda: "Teenage Riot", é o grito de uma geração entediada, que sempre cita o Sonic Yout, como uma das maiores influências, pois conseguia passar por som, toda a melâncolia, raiva, angústia, de modo barulhento e incomum. Escute "'Croz The Breeze" ou "Kissability" e veja o poder do Sonic Yout. Clica na capa e saiba por quê.

Libido Airbag - Miss Melanoma


Uma simples brincadeira iniciada por 2 sexomaníacos residentes na Alemanha.
"Tudo começou como um simples projeto paralelo e hoje em dia somos ricos!", brinca "Didez el Vaginal Conquestadore", programador e vocalista. Ao seu lado, "Rodriguez Cohonez" também manda uns gritos e tá feita a bagaça!
Libido Airbag é uma banda de "cyberporn" ou "cybergore", estilos compostos por batidas eletrônicas de techno underground, letras pornográficas ou violentas e vocais na linha death metal. Geralmente, tudo é feito apenas no computador, como é nesse caso. Tudo (com exceção dos vocais) é sampleado. Existem também várias partes voltadas àquela tendência experimental, cheia de bizarrices e esquisitices, tais como barulhos de coisas inimagináveis e outras um tanto quanto... Ah, deixa pra lá!
Miss Melanoma é um dos tantos álbuns e ep's que a banda lançou. Na discografia, existem também alguns materiais com nomes como Knee Deep In Her Pussy e Barrel Blow Job (este último com uma capa bem sugestiva).
É surpreendente o fato de que a banda já exista há vários anos, pois, como dá pra perceber pela frase irônica do senhor "Didez el Vaginal Conquestadore", não ganham um puto de centavo fazendo isso, entretanto são mundialmente conhecidos no mundo underground e desfrutam de mais fãs do que bandas sérias! :O
Achei bem massa o som, coisa de outro mundo! x)
Sinta-se livre para baixar. Download link.

domingo, junho 10, 2007

Septicopyemia - Vomiting Swamp


É muito provável que você nunca tenha ouvido falar do Septicopyemia, e é mais provável ainda que não ouça algo sobre eles em nenhum outro lugar que esteja fora do mundo underground da Rede Mundial de Computadores, conhecida vulgarmente como "Internet". É uma pena, pois o som da banda é realmente muito bom! Apesar de aparentar ser uma tosqueira de fim de mundo, o som dos caras vai bem na contramão disso. Ah, não é bem assim também, é em partes. As letras dos caras são na linha dessa linda capa ae, todas falando sobre nojeiras e idéias doentias que só um bando de homens que passaram a adolescência escutando bandas de porn e gore como Carcass conseguem criar; o instrumental, por sua vez, é muito bem feito e a gravação - acredite se quiser - deixa muita banda renomada mundialmente no chinelo.
Septicopyemia vem da Rússia, e, infelizmente, é muito ruim achar material ou info sobre eles. Esse CD em questão é de 2006, e não sei sobre mais nenhum material deles, mas vou procurar.
Tenho quase certeza que não serão um grande nome do som pesado mundial porque o país de onde eles vêm não tem reconhecimento algum, e as gravadoras "major" só dão importância à cena européia ou americana. Sendo assim, esqueça ver eles em lojas de CD's ou revistas. Pena, pois curti pra caralho essa banda! Estou até ficando meio viciado, porque o som é realmente muito bom! Uma mistura de death, grind e hardcore muito bem feita. As velocidades alternam bastante e o lance não fica saturado. Em algumas passagens, reina até uns climas meio experimentais, cheios de sons de filmes, gente vomitando, gritando de dor, trepando, peidando... Hauhehuahuw! Isso é muito doentio, mas eu dou risada. Sim, dou risada mesmo, porque levar isso ae a sério é caso para tratamento psiquiátrico à base de remédios com tarja preta. Duvida? Dê uma lida em títulos como "The Anal Spasm Compressor-His Prostata Cuminjector" ou "Malignant Ex-Vulva Incubator"! ;)
Som muito bom, bem feito, bem gravado, empolgante e nota 10 naquilo que se propõe a ser. Baixe clicando aqui e divirta-se! Ou fique apreciando essa capa e regurgite seu almoço.

sexta-feira, junho 08, 2007

Suicidal Tendencies - Suicidal Tendencies

A idéia de postar mais um disco do Suicidal Tendencies veio no Domingo, eu tava no computador conversando com o Julio e, como quase sempre, estavamos falando de música, naquele cd do CBJr, e coisas sobre a banda, e dai ele me contou uma estórinha interessante, sobre com o Chorão começou a cantar. Ele disse que ele tava numa festa, ou show, não sei, e o vocalista deu uma saída no meio do show pra fazer sei lá o que, nisso o pessoal começou a gritar pra banda tocar Suicidal, então, já que não tinha ninguém para cantar, aquele gordo bastardo subiu lá em cima e meteu o som do Suicidal.
A conversa não parou por aí, quando eu fiquei sabendo disso, não foi nada muito impressionante, pois a banda tinha mais ou menos a mesma "filosofia", de andar de carrinho, de tá metida em tretas e no estilo Cyco de se vestir, roupa larga, no estilão rapper maloqueiro e tal, grande influência pra banda, mas o que eu vi escrever aqui é sobre o Suicidal e não sobre esses Santistas vagabundos.
Um pouco da história deles já foi contada quando eu postei o segundo disco deles, o Join The Army, então não vou falar muito sobre isso. Este disco auto-intitulado é o primeiro disco do grupo, que é para mim a melhor fase, a fase mais HC da banda, mais podre e mais rápida. Um ano depois da formação da banda, lançaram este disco, que incrivelmente, virou sucesso de venda e garantiu o presígio para a banda, com a música "Institutionalized", começaram a chamar a atenção, é uma das músicas mais conheçidas da banda.
O som é bem parecido com o segundo álbum, um som bem no estilo Hardcore Old School americano, rápidão, com algumas influências metálicas, que ficariam bem mais evidentes nos álbuns que viriam, quando se envolveram com o Crossover. Há outros clássicos nesse disco como "I Shot The Devil" (Originalmente seria "I Shot Reagan", assim como na letra, mas há rumores que os tiras meteram uma pressão pra eles mudarem, se não iam se fuder), "I Saw Your Mommy", "Suicidal Failure" (Ótima letra) e "Memories Of Tomorow"(Que foi gravado pelo Slayer pro cd Undisputed Atittude, porém não saiu na versão final, uma pena). Enfim, mais um clássico para nossa coleção de discos de Hardcore Old School e pra baixar, basta clicar na capa.

Total Fucking Destruction - Zen And The Art Of Total Fucking Destruction


O nome da banda é auto-explicativo, mas vale a pena comentar algo mais.
Os caras já estão na ativa faz certo tempo, desde 2002, se não estou enganado. A banda foi formada pelo ex-baterista do Brutal Truth, e eu não sei o nome dele. Conheci a banda esse ano, procurando por nomes de bandas gigantes. Ultimamente tenho procurado muito essas "tosqueiras" assim, e encontrei várias, tais como "Gore Beyond Necropsy" e "Extreme Napalm Terror". O bom de todas essas bandas é que elas são curtas e grossas, tocando sons ríspidos de, geralmente, 1 minuto! Tudo muito empolgante, empolgante mesmo, som pra banguear até saltar a veia do pescoço!
Porém, o Total Fucking Destruction tem um diferencial. É estranho, arrisco a dizer que é mais que isso; bizarro, no mínimo. Algumas músicas não são grind, parecem umas músicas escocesas, uma porra louca do inferno que sabe-se lá o porque dos caras colocarem no CD. Não é só uma, são várias músicas assim. Bom, pelo menos não é metade da música assim e metade grind; é mesma linha do começo ao fim. Eu não curti essas faixas assim, curti mesmo as total grind. O grind da banda pende mais para o lado do hardcore do que para o lado do death metal, sendo assim, muita gente classifica como "power violence" ou "speedcore". Independente de rótulo, o som dos caras realmente é muitoooo bom! :D
Destaque também ao cover do Terrorizer com a música "Enslaved By Propaganda".
De todos os CD's que foram postados até o momento nessa semana, essa aqui é a recomendação mais sincera! Quem curte bater cabeça na frente do pc, sair pulando como doido e dando voadeiras de 2 pés ou simplesmente escutar uma destruição total, baixa logo o CD clicando aqui que o negócio é classe A! Agora, se você for desses que não curte esse tipo de som nem a pau, faça a fineza de nem congestionar o servidor fazendo download à toa.

quinta-feira, junho 07, 2007

All Shall Perish - Hate, Malice, Revenge


Essa é uma das bandas que apareceram para provar que o metal não precisa ser extremamente trabalhado nem veloz para soar bom e pesado!
O All Shall Perish é uma banda americana que, a princípio, executa um death metal mesclado com o hardcore de NY. Essa mistura está ficando popular nos dias de hoje, mas não existe há muito tempo. A idéia da banda, era fazer um som que ninguém rotulasse como "death metal", "hardcore" ou "metalcore", e eles conseguiram. Rotulagem é algo inútil, mas é legal ver gente brigando com frases do tipo: "Claro que eles são death, mas não é muito trampado!"; "Afff, isso ae é NYHC extremo! Deu!"; "Metalcore, mano! Metal e hardcore, difícil de entender?". São vários estilos extremos que compõem o som deles, e eu curti, entretanto não viciei.
Algumas músicas empolgam e outras intimam para criar um mosh-pit. O mais legal desse CD é que ele consegue usar a mesma fórmula do início ao fim, mas, devido às influências diversas, as músicas não se repetem na mesma estrutura. Entende?
Hate, Malice, Revenge é o primeiro full lenght dos caras, lançado em 2005. É surpreendente a explosão que ocorreu com a banda em tão curto tempo após o lançamento do mesmo. No mesmo ano, vários fãs foram conquistados bem como uma turnê enorme pelos EUA. Claro que o selo (Nuclear Blast) dá uma puta ajuda, mas muito disso deve-se ao trabalho da banda.
Hoje em dia, a banda está em turnê após o lançamento do CD The Price Of Existence. Som legal de curtir, tende a agradar desde os death bangers aos fãs de hardcore passando pelos fãs do famoso new/nu metal.
Download.

quarta-feira, junho 06, 2007

Isis - In The Absence Of Truth

Acho que já adiei a postagem desse disco umas trêz vezes, no mínimo, acabava postando outro no lugar ou não sobrava tempo, mas hoje eu acordei decidido a botar esse puta cd no ar.
O Isis foi formado em 97, em Boston e se encontra atualmente em Los Angeles, quando não está em turnê ou gravando. É uma banda relativamente nova, mas que anda chamando muito a atenção com sua música moderna e nada convencional, principalmente em seus últimos discos, Oceanic de 2002, Panopticon de 2004, e In The Absence Of Thruth, último disco, lançado ano passado.
Vêm chamando a atenção principalmente da crítica, que sempre dão notas altíssimas pro discos e dão milhares de elogios, graças ao trabalho que a banda faz, um tipo de som novo, que é meio inclassificável, porém há rótulos que o pessoal fala, por exemplo: Post-Metal, Post-Rock, Progressive Metal, Atmospheric Sludge, Avantgarde Doom, enfim, uma infinidade de maneiras de tentar rotular esse trabalho, que é de certo modo, de vanguarda pós moderna.
Se é difícil achar uma definição para a banda, tu imagina então, tentar dar idéia do som que a banda faz? De Pós Rock ou Pós Metal, a banda tem características, como por exemplo, a forma das músicas, foge do tradicional verso-refrão-verso-outro-refrão-refrão, dificilmente alguma música tera uma estrutura da maneira tradicional e muito menos você vai encontrar refrãos. A banda tem sua origem no Hardcore e no Sludge, que mantém traços até hoje, com certas partes o vocal é agressivo, e a presença de riffs do Sludge. O Isis flerta muito também com o Drone e um musical ambiental, resultando em músicas compridas, e por isso, taxados de Progressive Metal, mas não há nada, absolutamente nada, do Progressive Metal virtuoso e farofento, não há sessions de solos inacabáveis, e sim a presenaça de melodias suaves, junto com uma bateria tribal que acompanha boa parte do disco e faz você viajar pra bem longe.
Letras profundas, e relativamente curtas, levando em consideração o tamanho das músicas, são meio subjetivas e certas horas tem há ver com temas de livros e temas culturais, e boa parte desse material vem da cabeça do líder da banda, Aaron Turner, que já trabalhou com outra banda que é comparada com o Isis, que é o Pelican e também com o caótico Converge, porém, estes trabalhos foram na criação da arte das capas, que é sempre uma obra. Este detalhe é sobre aquilo que eu falava no post do Trivium, sobre o tal "Metal Inteligente", e dessa vez, eu devo concordar, pois o Trivium e Mastodon são bandas de som bem mais extremão, que fazem alguns discos conceituais, e o lance do Isis parece bem mais sério, pelo som, tu já nota que rola um lance intelectual. É progressivo? É, mas não nada tão massante quanto o tradicional, é um progressivo Ambient-Drone, muito legal.
Além de tudo isso, mais um detalhe que me chamou a atenção para buscar material da banda, foi que eles gravam os discos pela Ipecac, gravadora de propriedade de Mike Patton, que grava com artistas de vários estilos, mas que normalmente são sons loucos, que vai de Fantômas até o querido Ennio Morricone. Enfim, um disco que eu achei simplesmente demais, e vale a pena conferir, um som novo, que eu nunca havia escutado antes. Se ficou afim de conferir, clica aí na capa.

I-Doser.com - Recreational Simulations


Que tal "usar" drogas sem correr riscos? Pois é, até isso já inventaram.
O I-Doser é um programa de sons binaurais que foi criado com o intuito de deixar as pessoas com efeitos semelhantes aos causados por drogas como maconha, morfina, cocaína, heroína, etc... Inicialmente, o que existia era um programa que reproduzia as doses. O sucesso do mesmo foi tão grande, que os caras decidiram lançar o CD para as pessoas poderem escutar no rádio ou em qualquer aparelho semelhante. Para isso, reformaram algumas doses e acrescentaram um instrumental ambiente em todas. Caso alguém decida baixar o programa, vai perceber que as doses são apenas ruídos e sons semelhantes, diferentemente do CD que, como já foi dito, possui trilha sonora ambiente inclusa.
"Mas como funciona isso?". Não é simples! Para obter bons resultados, siga as seguintes dicas:

*Use fones de ouvidos bons e confortáveis.
*Fique, de preferência, em uma sala escura e isenta de barulhos externos.
*Deite-se ou sente-se, o importante é ficar numa posição confortável.
*Concentre-se apenas na música e nos ruídos.
Atenção: Você NUNCA ficará sob efeito se não escutar da maneira correta.
Caso fique sob efeito, é recomendado dar um intervalo de 2 horas entre uma dose e outra.

Honestamente, escutei a dose "Peyote" e não senti nada. Leve em consideração que escutei com fones simples, e eles realmente são ruins. O ambiente estava com barulhos externos e minha cama não é muito confortável. Entretanto, a dose de cocaína do programa me fez viajar bastante! :O Senti dormência nas pernas, peso no restante do corpo e parecia estar girando e caindo em nada.
Na comunidade do I-Doser no orkut, você pode conferir vários relatos de experiências vivenciadas por pessoas; algumas surpreendentes. O jeito é escutar você mesmo e ver o que acontece! ;)
Doses que compõem o CD: "Maconha", "Cocaína", "Peyote" e "Ópio". Todas com 15 minutos de duração.
Caso não sirva para te deixar chapado, você terá, pelo menos, excelentes músicas ambientes para escutar na companhia da avó! :)
Baixe e escute drogas!

terça-feira, junho 05, 2007

Iggy Pop - Lust For Life

Primeiramente a dúvida era: "Postar Lust For Life ou The Idiot?", depois dessa questão resolvida, veio a parte mais difícil e que ainda não está bem clara: Como eu iria começar escrever algo sobre um disco tão bom, tão fundamental, tão clãssico: Tão Iggy Pop. Simples, decidi começar como todo mundo.
James Newell Osterberg Jr. é o verdadeiro nome de uma das maiores figuras dentro da cena do Rock, que com seu jeito "diferente", mudou, de certa forma, o modo de se fazer música, com sua lendária banda, os Stooges. Bom, desta parte eu vou pular, pois se você não conheçe a história de Iggy e dos Stooges, dá uma olhada nos posts do discos Raw Power e Funhouse, duas pérolas do rock.
É de conhecimento de muitos que Iggy sempre teve bastante envolvimento, e problemas, com seu vício em heroína, álcool e derivados, e foi apartir daí que começou uma das parcerias mais produtivas, como comentada no álbum Raw Power, entre Iggy e Bowie, que buscou Iggy, levou para a Inglaterra e ajudou toda a produção do disco. Bom, após o lançamento desse disco os Stooges se despedaçou, cada um foi pra seu lado e Iggy entrou fundo nas drogas novamente, então Bowie foi lá novamente, buscou o rapaz, levou para uma turnê sua, e depois trabalharam juntos em Berlin, isso tudo em 76. Em 77, Iggy lançava dois discos com produção e vários instrumentos tocados por Bowie, que são justamente os dois que eu citei no início: The Idiot e Lust For Life.
Até hoje, esse são os dois álbuns mais aclamados de sua carreira solo, e não só por ser sucesso de crítica que este disco tá aqui, eu tô postando justamente por ele ser bom pra caralho! Grandes músicas como "Lust For Life" (Música que após quase 20 anos do seu lançamento, ficou famosa na trilha sonora do filme Trainspotting, que têm muito a ver a história de Iggy com a da turma de Edimburgo, ainda mais pra quem já leu o livro, pois em certa parte da trama, os caras vão pro show dele no dia do aniversário da namorado do Tommy Gun, o que não aparece no filme, apenas o quadro enorme de Raw Power pendurado em sua parede). Há destaque também para canções como "The Passenger" (Aqui no Brasil, conheçida como "O Passageiro", que o Capital Inicial fez cover, em versão português), "Some Weird Sin"(Meu som preferido do disco) e "Tonight".
É um disco que deixa um pouco de lado o proto punk garageiro do Stooges de lado, e rola um som bem mais Rock'n'Roll de primeira linha, com ótima letras e ritmos, uma verdadeira pérola musical, que dispensa qualquer comentário, o melhor que você tem a fazer é escutar o som ao invés de ficar lendo essa babozeira toda. Clica na capa do Iggy garoto maníaco sorridente e faz o download.

Infected Malignity - The Malignity Born From Despair


Não curte vocal gutural? Então fica longe! Digo isso pois estou farto de ver nêgo reclamando do vocal ali nos comentários. Sim, é extremo, sujo e muito grave.
----------------------------------------------------------------------------
Peso bruto e sólido vindo sabe de onde? Han? Han?
"Estados Unidos ou Europa?"
Não! A resposta certa é Japão.
Não que seja uma raridade, mas é difícil encontrar bandas de metal extremo vindas do Japão, já que a maioria é americana ou européia.
Sabem, após escutar esse CD aqui algumas vezes, percebi que os japoneses não esbanjam conhecimento só na área da tecnologia. Os caras têm em seu país bandas de todos os gêneros, e olha que essa aqui em questão é fodástica, por isso que eu digo: A música não escolhe país para nascer!
Brutal death metal ríspido, grosso e sem frescura! :D Sem muita técnica, apenas com o suficiente para não deixar o material totalmente reto. Porra, o som dos japas tem peso de sobra, tornando a audição uma beleza para pessoas que curtem som realmente pesado (tipo eu ;P ). Alternância de velocidades, para não deixar o lance saturado existem também. São basicamente esses elementos que compõem o som do Infected Malignity, essa puta banda que arrisca parecer um new-metal modernoso pelo modo dos caras se vestirem. Imagina a cena: Japinha, bonézinho, canguru, calça larga e uma guitarra. Parece-se com os caras do Limp Bizkit, não? Pois é, mas dae eles sobem no palco e tocam esse de atordoar a muitos, para você ou eu nunca mais julgarmos as pessoas pela aparência!
A meu ver, a única coisa que falta aqui são solos de guitarra, porque o restante das composições são excelentes. A gravação então, puta que pariu, coisa de primeiro mundo e feita por quem realmente manja do assunto.
Se existe alguma banda que faça som parecido e que já apareceu aqui no blog, essa uma é o Hate Eternal, mas nem compare muito, pois as diferenças são gritantes. A semelhança está no peso mesmo, negócio classe A, bruto ao extremo com a caixa da bateria soando como um canhão!
Recomendo pra quem curte. Download link? Este aqui que está azul.

segunda-feira, junho 04, 2007

Blind Melon - Soup

Blind Melon, um nome estranho para uma banda, uma banda não convencional, uma banda conheçida por "banda de um único sucesso", mas que eu prefiro chamar de uma banda "tesouro escondido", Blind Melon é o tipo de banda que fez o sucesso com um single, o "No Rain", não há quem não conheça, e sempre é um dos temas principais quando se trata de Blind Melon, não tem como falar de Blind Melon sem falar de "No Rain", e também não há como falar de Blind Melon sem tocar no nome de Shannon Hoon, o líder da banda. Este dois (E as drogas) foram os pontos de argumentação no post do primeiro disco e sempre estão presentes em qualquer conversa Blind Melon.
Então, pra ler a história da banda, você pode entrar no post do disco anterior, e baixá-lo, é lógico, pois vou fazer algumas comparações. Lá eu conto que eu conheçi ele ainda esse ano, e aconteceu o que eu comentei no início, encontrei um "tesouro escondido". É uma banda que me surpreendeu e me surpreende a cada audição dos discos, e que não são poucas, escuto, escuto e escuto novamente e não enjôo, incrível.
Quando eu escutei esse disco pela primeira vez, tive uma péssima impressão, assim, de cara, pois a primeira música, "Galaxie" era uma baita avacalhação, um instrumentos de sopros descordenados e Shannon cantando qualquer coisa: "Putz, que merda é essa?" Aí que entrava as guitarras e batera e baixo, num som que eu não tava acostumado escutar deles, mais pesado, mais ousado, mas que no refrão, de forma maestral, soava uma melodia doce e maravilhosa, assim como a maior parte do disco.
Porém, na parte das letras do disco, que sempre é algo legal da banda, esse disco se mostra bem mais obscuro que o primeiro, como a segunda música "2x4", que é um puta som, com um riff viciante, fala exatamente de um vício: As experiências de Hoon com as drogas, que irão ser comentadas em seguida. Ou então o som chamado "Skinned", um country bluegrass, que parece ser uma música totalmente inofenciva, mas se for ver a letra, ela fala de um Serial Killer, para o pessoal que curte filme, devem saber quem é, Ed Gein, personagem real, que foi inspiração para personagens fictícios como Leatherface (Massacre da Serra Elétrica), Norman Bates (Psicose), entre outros. Há outra também que é bem "Dark", chamada "St. Andrew's Fall", com um ritmo pop acústico característico, trata sobre suicídio, mais específico como um pulo de um prédio, num clima meio assustador, com uma passagem louca, que dá arrepios.
Enfim, um disco bem mais experimental ("Car Seat", um som Jazz com atmosfera de música erudita) que o primeiro, com ótimas canções, que não fogem muito da proposta sonora da banda, com músicas com instrumentação de cortas acústicas, riffs de guitarras extremamente criativas, aparições de banjos, gaitas de boca e violinos, cozinha de acompanhamento com muitos grooves e levadas funkeadas certas horas, com algumas quebradas afude. Apesar de tudo isso, o disco não fez nem 30% do sucesso do antecessor (Mas há uma enorme importância para os fãs), pois não havia nenhuma "No Rain" aqui, e além disso, houve um outro fator importante para que o disco não fosse reconheçido pela massa, foi o fim prematuro da banda.
O CD foi lançado em Agosto de 95, e em Outubro do mesmo ano, Shannon foi encontrado morto por overdose de heroína, sua companheira desde jovem, e assim acabava de forma inesperada e muito comum mais um ótima banda. A banda chegou a lançar ainda outro disco, Nico, nome da filha de Shannon, que tinha apenas 13 semanas quando aconteceu o fato, com algumas gravações perdidas e que ficaram de fora, mas que não deu em nada, e a banda realmente não tinha vontade de continuar, então em 99, oficialmente, o Blind Melon estava acabado.
Mas como nada é pra sempre, ano passado os membros resolveram fazer uma reunião com outro vocalista e essa estórinha de sempre, mas eu não tive a mínima vontade de ir atrás pra escutar, não troco estes dois discos por nada. Se ficou afim de ver qual é do disco, clica aí na capa e escute até não puder mais.

Misery Index - Retaliate


Misery Index, uma banda que tem tudo e mais um pouco para me agradar.
Death metal de qualidade, músicas trabalhadas e com arranjos simples (porém eficazes), velocidades alternadas (entretanto é quase sempre no melhor estilo grind), gravação sem erro algum e... e... Alguém arrisca a chutar o que falta? Aparentemente nada, né? Mas os rapazes aí em questão possuem letras bem construídas, estruturadas e de conteúdos infinitamente melhores do que aqueles abordados pelas bandas mais tradicionais do estilo. Nada contra letras gore ou satânicas, mas dou preferência às letras de um conteúdo mais realístico e presente no dia-a-dia. As letras do Misery Index são na linha hardcore, ou seja, protesto, realidade cruel, abordagem de fatos históricos que causam impacto até os dias de hoje (em "Great Depression" dá para conferir bem isso) e muito mais. Com uma audição profunda, percebe-se que o hardcore aparece não só nas letras, mas também em algumas partes do instrumental. Geralmente, o death metal ruleia com suas escalas técnicas e peso, mas o hardcore aparece em alta dosagem com suas bases simples e empolgantes. Sendo assim, não vejo erro algum em classificar a banda como "deathcore", mas dae já é outro assunto que geralmente só serve para criar conflitos.
Sinceramente, muito bom e empolgante! Entretanto, parece que faltava alguma coisa mínima e eles alcançaram isso num trabalho futuro, o Discordia, de 2006.
Aguardem, vou postá-lo em breve! Enquanto isso, baixe esse Retaliate de 2003 clicando aqui.