quarta-feira, janeiro 30, 2008

Rancid - B Sides And C Sides


Trazendo mais um disco da repescagem de 2007, o Rancid lançou uma compilação que ficou bem apagada, até por que fiquei sabendo a poucos dias. Como sugere o nome, é um amontoado de todos os B Sides e C Sides da carreira inteira.
O Material vai para os fãs que já estão há tempos esperando algo novo que não vem. O último disco, foi o bom Indestructible, lançado lá em 2003, e depois a banda entrou um hiato e de vez em quando temos notícia, por exemplo quando a banda teve a primeira perda, o baterista Brett Reed resolveu largar a barca, deixando as baquetas para Branden Steineckert, que foi chutado de sua antiga banda, o The Used, ou então, quando o vocalista Tim Armstrong lançou seu primeiro disco, ano passado, intitulado A Poet's Life, um disco bem meia boca.
De certa forma, dá para encarar até como um disco novo, pela quantidade de músicas que dificilmente foram ouvidas antes, porém, são músicas tiradas de gravações desde 93 até de 2003, tirados do singles, versões especiais, compilações, trilhas sonoras e EPs, tendo algumas bem conhecidas como "I Wanna Riot", "The Brothels" ou "Just A Feeling", todas na linha clássica da banda, indo do ska ao do punk rock, sempre com muita qualidade.
A banda atualmente tá em estúdio, com aquela conversa mole que já estamos acostumados, de promessa de um novo disco, pelo menos não tão fazendo que nem a maioria, dizendo que será "o melhor disco deles", mas fica aí a expectativa, até porque será o primeiro álbum sem a formação clássica, mas aí fica a dica pra quem gosta dessa puta banda chamada Rancid, uma das melhores bandas punk surgidas na década passada, e que esperamos que siga firme e forte por mais tempo.

Trap Them - Séance Prime


Esse EP aqui foi uma das últimas maravilhas que 2007 nos proporcionou. Os americanos do Trap Them são uma banda bem confusa, ao menos nesse EP conceitual, onde nas 5 músicas todas se diferem um pouco. Ora soa bem crustcore, ora soa puro hardcore, ora soa mathcore, e por aí vai. Tudo isso é tocado nos balanceados 15 minutos de porrada, que possui uma masterização típica de grindcore moderno (à la Rotten Sound, mais exatamente). Se você curte todos esses estilos de música pesada (como eu), vai se prender ao EP.
A banda foi formada em 2001 por Ryan McKenney (vocalista do Backstabbers Inc.) e por Brian Izzi (guitarrista do December Wolves) quando Izzi estava entrando como segundo guitarrista dos Backstabbers. Nunca ouvi falar de nenhuma das duas bandas, portanto é bem provável que eles se saíram bem melhor no Trap Them, que continua tocando e elevando o metal e o hardcore ao seu nível mais extremo quando misturados.
O nome da banda foi retirado de um filme chamado Trap Them And Kill Them. Quanto à discografia, possuem uma demo, um CD e dois EP'S - contando esse aqui.
Banda iniciante, mas que pode render ótimos frutos se continuar desempenhando seu trabalho. Se poder fazer isso mais rápido, melhor, pois, caso contrário, o mercado engole e já era.

sábado, janeiro 26, 2008

Cypress Hill - Skull & Bones


O Cypress Hill não precisa mais de introduções por aqui, pois fui ver e já tem dois discos por aqui, mais do que bom. Essa introdução também fica meio desnecessária, pois eles são um dos grupos de raps mais populares, e é essa popularidade que eu acho interessante. Não é aquela coisa mainstream, eles têm meia dúzia de músicas "bem conhecidas", mas a popularidade deles vai desde aquele cara que só curte rap até aos metaleiros de cabeça aberta, pois o som é de altíssima qualidade; isso que eu chamo de ter credibilidade.
Começaram com um grupo de rap clássico, com a maioria de descendência latina, com batidas pesadas e samples funkeados e sempre com esse estilo macabro nas capas, reflexo das letras, sobre morte, violência, gangs e o mais conhecido: Marijuana. O segundo disco deles, Black Sunday é o exemplo perfeito, e até hoje é considerado um dos melhores trabalhos que a banda já fez. Mas como é a ordem natural, as coisas evoluem, e à medida que a banda ia crescendo, o som mudava, adicionando elementos de música latina até a gravação de um cd todo em espanhol, que todo mundo deve lembrar: O clássico Los Grandes Éxitos En Español.
Skull & Bones é um álbum que foi mais longe ainda, foi a primeira vez que a banda se envolveu diretamente com o rock, no final dos anos 90, época em que Kid Rock e Limp Bizkit andavam em alta. Com a volta de Sen Dog, a idéia deste quinto disco era dividí-lo em dois; Skull é o rap clássico e a melhor parte, enquanto Bones apresenta o lado pesado do disco. Apesar da novidade estar na mistura do rap-rock, o disco Skull é que rouba a cena, desde Black Sunday, o grupo não fazia um trabalho tão memorável, o DJ Muggs estava em ótima forma e a criatividade afiada, criando um ambiente musical funk com uma sinfonia hostil, onde flui as rimas no vocal enjoado de B-Real. O disco é cheio de músicas boas, mas a que garantiu o sucesso foi "Superstar", que recebeu uma versão rap e uma rock, para que pudesse figurar nas diferentes tipos de rádio.
O disco Bones chama bastante a atenção pelo uso de instrumentos de verdade, guitarra, baixo, guitarra e tal, e principalmente quem os gravou. Nas guitarras, Dino Cazares, ex-Fear Factory, ex-Brujeria e atual Divine Heresy, no baixo Christian Olde Wolbers ex-Fear Factory também e Brad Wilk do Rage Against The Machine na bateria. O clima do disco é pesado e meio assustador, assim como as capas do grupo, e fazem o uso de guitarras distorcidas e pesadas, assim como o baixo, que dá uma sustento enorme. Pra quem gosta do híbrido Rap-Rock de Korn e Limpbizkit, segue bem a linha, porém na minha opinião, não é o ponto forte.
Definitivamente, o Cypress Hill é uma banda que tem nosso respeito, não que seja grandes coisa, mas é o mínimo que você deveria dar a uma banda desse nível. Não viva no preconceito, e dá uma curtida nesse som.

Dub Trio - New Heavy


Noise Rock e Dub são dois tipos de música que geralmente não são encontrados no mesmo local, pois são dois gêneros bem distantes, um do outro, mas como não estou falando de nenhuma banda oridnária, o Dub Trio consegue fazer essa mistura, e o melhor; fica muito bom.
O Grupo surgiu no início da década, contando com DP Holmes na guitarra e teclado, Stu Brooks no baixo e teclado e Joe Tomino na batera e escaleta, três nomes bem desconhecidos, mas de jovens ultra talentados e que carregam uma grande experiência na bagagem: Os membros do Dub Trio já trabalharam com grandes nome do Rap e da música Pop como Tupac, The Fugees, Mos Def e Macy Gray.
Os três magrões tem maior pinta de nerdzão fãs de indie rock, mas como aprendemos nas lições passadas, não podemos julgar alguém apenas pela sua aparência. O som que esses rapazes fazem é uma das melhores coisas que já me aconteceram nesses últimos tempos, em matéria musical. Com uma grande técnica e habilidade, o grupo começou fazendo a mistura do Dub clássico do Lee Perry, e faz ótimas experimentações com musical ambiental, ou post-rock, como quiser, e além do noise rock, da distorção e do barulho, nos últimos 2 discos começaram a brincar também com rock mais pesado, som que deve deixar os caras do Bad Brains orgulhosos.
New Heavy é o segundo disco da banda, e foi lançado não faz muito tempo, em 2006, pela ROIR (que ficou famosa por lançar o primeiro álbum do Bad Brains) e apresenta a primeira música da banda a ter uso do vocal. Para quem lembra do Peeping Tom, banda do Mike Patton, que gravou uma música com o Dub Trio, é exatamente essa música que se encotra no cd: "We're Not Alone". Essa parceria com o cara, fez com que o próximo disco da banda, que será lançado logo mais, dia 29 de Janeiro, ganhará uma versão em cd pela Ipecac, e assim ganhar uma distribuição melhor (acredito que daqui um tempo, vocês verão esse último disco por aqui).
Se tu já ta cansado de ouvir sempre a mesma coisa, esse é um dos melhores conselhos que eu posso te dar, reggae relax com punk e noise rock na medida certa, ótima pedida. Essa banda realmente merece mais espaço e ganhar mais reconhecimento: Escute Logo!

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Suicidal Tendencies - How Will I Laugh Tomorrow When I Can't Even Smile Today


Que o Suicidal Tendencies foi uma das maiores bandas do Hardcore americano não é novidade para ninguém, mas também são conhecidos por misturar esse estilo com o Metal e foram um dos pioneiros do tal Crossover, que gera muita discussão da real origem, o que eu acho que é bobagem saber quem foi "o primeiro", pois essa época existia muita gente que gostava de Punk e de Metal, e o Suicidal foram um deles.
Seus primeiros discos já apareceram por aqui, os clássicos Join The Army, de 87 e o Suicidal Tendencies, de 83. Esses dois discos tem uma veia mais hardcore, a origem da banda, combinando com alguns elementos metálicos, que iam sendo moldados a medida que a banda ia mudando de line-up e as suas idéias sobre a música também se transformavam. O único membro que sempre fez parte da banda e é o símbolo do ST foi Mike Muir aka Cyco Miko, e ele foi responsável por toda a mudança, pois como era a cabeça da banda, decidia o caminho a ser tomado, com influência dos membros que iam se juntando à ele ao decorrer do tempo.
How Will I Laugh Tomorrow When I Can't Even Smile Today é o terceiro álbum de estúdio do grupo, e o primeiro a ser lançado de forma não independente, pelo Epic, subisidiária da Sony. A mudança de som pra esse é quase drástica, não por ter trocado de gravadora, isso é bobagem, mas pela formação e circunstâncias que a banda se encontrava. Eles largaram quase por completo o Hardcore e partiram para o Thrash Metal clássico dos anos 80, agora com composições mais complexas e mais longas também, primando para a habilidade musical dos músicos, assim como a melhor produção.
O cenário era favorável a banda de Thrash Metal e o Suicidal já tinha seu nome consolidado dentro da cena underground, que garantia respeito, então com a entrada do quinto integrante, Mike Clark na guitarra base, deu brecha para que Rocky George pudesse botar pra fora toda sua habilidade nas seis cordas. Para os fãs de Thrash Metal, é uma ótima pedida, e para aqueles que gostam do velho ST também é recomendado, um dos melhores discos da carreira. Dou o destaque para faixas arrasadoras como "Trip At The Brain", "Hearing Voices", "How Will I Laugh Tomorrow?", "Suicyco Mania" (música qual saiu apenas na versão em cd) e "Sorry?!", quero ver tu escutar isso e ficar paradão, não há como.

fIREHOSE - Ragin', Full On


o fIREHOSE foi uma banda de rock alternativo que surgiu no meio dos anos 80 no Estados Unidos de uma maneira trágica: A morte prematura do guitarrista D. Boon, do Minutemen, em um acidente de van fez com que a banda acabasse e que quase desistissem da carreira musical. Realmente, foi uma baita perda, pois o Minutemen foi uma das bandas mais importantes da cena underground americana nos anos 80, e Boon era peça vital para banda.
Nesse ponto que surge um dos maiores fãs da banda, chamado Ed Crawford aka Ed fROMOHIO, o cara mandou uma carta para Mike Watt e George Hurley, propondo criar uma nova banda, diferente da banda original, para botar eles de volta em atividade, ao mesmo que o Sonic Youth também ajudava, criando o Ciccone Youth com a ajuda de Mike Watt e foi aí que surgiu o fIREHOSE, uma das únicas histórias que conheço onde um fã se junta com sua banda.
O nome veio de uma música do Dylan, cantor cujo Mike Watt era fã e a maneira de escrever o nome veio da assinatura de Ed. Em 86 a banda estava reunida já fazendo suas jam sessions em San Pedro, Califórnia, cidade natal do Minutemen e no final do ano, lançavam seu primeiro LP com o nome de fIREHOSE, chamado Ragin', Full On, pela SST.
Como era de se imaginar, o som mudou quase drasticamente, mas ainda trazia alguns resquíçios do Minutemen, porém o som é bem mais focado, sem tanta experimentação e viradas de ritmos tão imprevisíveis, como a grande mudança de voz, pois Ed Crawford tem uma voz mais profissional para cantar. Como a banda recém estava começando, teve ajuda de Kira, que foi baixista do Black Flag e esposa de Watt para escrever algumas músicas, como a quase instrumental "Under The Influence Of Meat Puppets", uma singela homenagem ao companheiros de selo.
Como todos os discos que Mike Watt lançou após o final do Minutemen, esse foi o primeiro em homenagem ao guitarrista e amigo D. Boon. O disco não é a maior maravilha do mundo, mas mostra o início da banda, que chegaria em momentos melhores anos mais tardes, com o seu fim na metade dos anos 90, mas fica a dica, baixa aí e confere.

Sistema De Mentiras - Utopia Social


A partir de hoje, bandas nacionais terão seu review e link para compra. Download somente se autorizado pela própria banda, bem como distribuído em Myspace, Purevolume ou Website.
A Sistema de Mentiras é uma banda gaúcha, mais precisamente da minúscula cidade de Campo Bom. Formada no começo do ano de 2005, já teve em seu line-up diversas formações, mas estabeleceu-se em 2007 com Alexandre "Foguinho" (vocal/guitarra), Max (bateria/backing vocals) e Omar "Médi" (contra-baixo). Essa formação conseguiu com muito esforço e dedicação gravar e lançar de maneira independente esse excelente EP, que possui 5 músicas e uma intro, lançado dia 18/01/2008. O som pode ser caracterizado como hardcore (influenciado altamente tanto pela escola californiana quanto pela de NY) e metal. Essa banda certamente tem futuro, pois suas músicas são ótimas e seus shows são realmente muito energéticos. O que falta, na minha opinião, é cair no conhecimento do público, e esse review está aqui para isso. Primeiramente, antes de falar das músicas, deve-se dar um grande destaque às letras, pois estão todas com um ótimo conteúdo, passando uma mensagem ao ouvinte. O encarte é violento! Formado por fotos das tristes realidades das ruas da capital Porto Alegre (fotos que certamente não aparecem nos programas políticos) onde aparecem pessoas desabrigadas, crianças com fome e cães abandonados. Além disso, há uma dedicatória do baterista Max à sua mãe que morreu em 2004, onde ele diz que está se esforçando para melhorar esse mundo. E mais: Agradecimentos às bandas que tocaram junto nesses anos, pessoas que ajudaram e amigos, tudo na humildade. Isso que é uma banda de atitude hardcore, compreende? Sem mais delongas, vamos ao som. Empolgante, trabalhado, pesado e coeso! Tudo muito bem gravado no Estúdio Hurricane, do uruguaio Sebastian Carsin (que já teve banda de death metal e fez tour pela Europa), o melhor estúdio da região, que trabalha com bandas de qualquer estilo. O CD ficou muito profissional, pois Sebastian sabe bem como masterizar e mixar para deixar os instrumentos com uma tonalidade bem forte. Escute "Pior Cego" e "G. War B." que você entenderá! O EP termina com "E.U.S.H.M.P." (Esta é uma singela homenagem ao meu patrão), totalmente grindcore e ofensiva.
Material extremamente recomendado. Apóie o underground nacional, compre!!!
E-mail para compra: maxhc666@hotmail.com
UPDATE: Download do EP inteiro disponibilizado pela banda. Aqui.
Download - "G. War B.", lançada nesse EP.
Download - Demo de "Agentes do Governo", lançada em 2005.

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Sodom - Sodom


Sodom, a banda alemã que sempre permaneceu firme e forte, desde os anos 80 - inclusive nos anos 90, época de decadência do thrash metal -, é uma das únicas que não foi apedrejada pelos fãs, justamente por lançarem álbuns que sempre foram bons ou muito bons. E essa força fenomenal de álbuns como Agent Orange e Tapping The Vein pode até ter diminuído, mas não foi apagada, e esse self-titled é uma das provas. Lançado em 2006, 5 anos após o M-16 e 3 após o ao-vivo One Night In Bangkok, é um álbum que rendeu bastante discussão. Em momento algum foi considerado ruim, mas teve gente que disse que faltou originalidade. Já alguns outros falaram que foi a superação do Sodom, ou seja, o melhor. Uns dizem que ele fica neutro; eu digo que é muito bom e ponto final. E é bem simples responder o porquê: "Wanted Dead" empolga muito, "City Of God" tem riffs completamente memoráveis e "Lords Of Depravity" tem uma pegada que remete muito aos dourados anos 80. Todas as músicas têm algo de bom, seja um solo, um riff ou um refrão. Download aqui ou na capa.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Concealment - Leak


Concealment é uma banda portuguesa que agora tem sua grande chance de ir para frente com seu novo álbum chamado Leak. Apesar de estarem dando as caras ao mundo agora, a banda já existe desde 1995. Antes disso, passaram por várias mudanças de line-up e usavam outro nome. Em 1997, lançaram uma demo-tape que rendeu vários shows. Agora, 10 anos depois, lançam seu possível melhor trabalho, um full-lenght com 46 minutos recheados de um metal pesado, caótico, cadenciado e até experimental. Impressionante como a brutalidade é misturada com a harmonia em algumas músicas, como na excelente "Acanthous". Apesar de muitas bandas executarem tal proposta de som, o Concealment subiu no meu conceito por não fazer isso de maneira clichê, manjada ou previsível. Essa música possui um lindo refrão que é mesclado a gritos sofridos e uma linha de guitarra hipnotizante. Não é à toa que alguns ouvintes no Last.fm classificaram a banda como "Psycho Metal", "Avantgarde Death Metal" e "Math Metal". Se voce procura por uma banda com uma proposta nova, escute Concealment. Em alguns momentos até lembra o excelente The Dillinger Escape Plan, mas é muito mais pesado. Bom que os caras não foram felizes só na composição, mas também na masterização do CD, que deixou tudo muito encorpado. Outras músicas que merecem destaque são "Resonance" (com fortes pegadas de jazz) e "Catalyst" (parece uma fábrica a todo vapor no ouvido). Boa sorte aos amigos portugueses na estrada, pois talento não falta.

terça-feira, janeiro 22, 2008

Dance Club Massacre - Feast Of The Blood Monsters


As aparências enganam - já diz o velho ditado. E quem comprova isso são os caras do Dance Club Massacre, essa banda formada aparentemente por um bando de nerds que a melhor coisa que devem saber tocar é punheta! Mas é botar a tocar o CD para o suspense pairar no ar. Com a intro cheia de suspense batizada de "Dios Mio El Diablo Es Muy Picante", eu fiquei naquela expectativa, mas aí veio "Meet Me In The Pub For A Shot Of Dignity", que é totalmente destruidora, mostrando um tipo de som que muita gente duvidou que existiria um dia: Grindcore técnico. É, galera, muita técnica somada à velocidade e à caoticagem do grindcore. É o mesmo tipo de som de bandas na linha do See You Next Tuesday, Destroyer Destroyer e Machinist. "Devon Butler's Dying Wishes" vem grudada nessa, e a partir daí tá garantida a porradaria até o fim do CD, que ainda conta com excelentes passagens de teclado. "Que?! Teclado?!" É, teclado. Considerados também como uma banda de "grindcore técnico e experimental", esses moços ae estão crescendo rápido como Candida Albicans em uma pessoa com o Vírus da Imunodeficiência Humana. Vale ressaltar que o grind em questão é somente instrumental, pois as letras da banda são dedicadas exclusivamente a humor negro, massacre e temas bizarros.
Começaram a carreira profissional em 2005, com uma demo EP. Logo em 2006, essa beleza de CD aqui foi lançada de maneira independente, ou seja, pela própria banda e, feito isso, conseguiram contrato com um selo que relançou (e remasterizou) esse mesmo CD em 2007. Essa versão aqui para download é a primeira. Além de uma certa mudança na sonoridade, a capa também foi modificada. Baixe!

segunda-feira, janeiro 21, 2008

A Day To Remember - For Those Who Have Heart


Quem não conhece a banda e sai escutando de cara a primeira faixa desse CD, deve pensar que aí vem mais um Blink 182 da vida, só que mais veloz. O bom é que essa idéia deve ser logo esquecida quando o vocalista mandar um gutural extremamente sujo sob um breakdown cabuloso de pesado, com bateria bem lenta e guitarras graves até o talo, tudo sustentado pelo peso do baixo que é de intimidar até algumas bandas de death metal. Sim, A Day To Remember é uma banda que surpreende! Adeptos de um som na linha do screamo (geralmente limpo e melódico, mas que de repente fica gritado e pesado) com influências claras do hardcore de Nova York e mais umas pitadas de metal, os caras são uma das melhores bandas dessa nova safra. Começaram lançando seu primeiro CD em 2005, o maravilhoso And Their Name Was Treason (que já foi postado aqui com um review mediano). Esse aqui em questão é o segundo, lançado em 2007, e mostra uma gravação bem mais profissional, bem como mais firmeza e vocais mais definidos nas composições. Pode ficar um pouco atrás na criatividade, mas em peso esmaga qualquer música antiga. Escute "The Danger In Start A Fire", pois essa possui o breakdown mais pesado e caótico (é recheada de notas em "sétima", aquelas que era proibidas na Idade Média por possuirem uma sonoridade satânica). Os coros ficaram muito agressivos, não só nesse som, felizmente. É realmente aquele tipo de banda que você vai gostar ou odiar. Eu gosto muito. Recentemente, partiram em turnê pela Europa. Mais coisa deve vir em breve, provavelmente em 2009, e, caso siga na mesma linha, vai ficar bem extremo.

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Faith No More - The Real Thing


Acredito que boa parte de vocês devem saber quem é a banda em questão, o que não é muito difícil, tendo em vista que Faith No More foi uma das bandas mais populares entre os anos dourados do rock alternativo, porém o álbum que deu tal credibilidade pro grupo, nunca deus as caras por aqui, mas chegou a hora.
O Faith No More surgiu no início dos anos 80, capitaneado pelo baixista Billy Gould, sempre teve problemas pra achar um vocalista fixo, até conseguirem o beberrão Chuck Mosely. O cara combinava perfeitamente com a proposta musical da banda; Funk Metal clássico - Batidas Hip-Hop com muito groove e guitarras Heavy Metal. Assim gravaram dois disco, We Care A Lot e Introduce Yourself, dois discos que eu pessoalmente não sou muito fã, até que em 88, Chuck foi chutado do grupo por causa do seu vício por alcool, que acabava sempre em confusão.
Aí que surge um dos capítulos mais conhecidos da banda e que meio mundo sabe, mas mesmo assim, é algo interessante é vale o comentário. O guitarrista da banda, Jim Martim, havia recebido uma fita demo de uma banda que misturava Jazz com Grindcore, chamada Mr. Bungle, em algum show e a qualidade vocálica do frontman chamou a atenção da banda e fez com que convidassem o jovem rapaz, assim que estavam sem vocalista. Mal sabia, mas o moleque cabeludo Mike Patton estava dando seu primeiro passo para o estrelato, um lugar onde ele esperava nunca ter chegado, ser conhecido como um Rock Star, mas esse história fica pra outra "conversa".
Mike Patton chegou enquanto a banda ja estava em estúdio preparando seu terceiro disco, o divisor de águas The Real Thing. As músicas já estavam todas prontas, e mostravam uma evolução dos outros álbuns, encorporando elementos do Jazz e Soul, algumas pegadas mais Punk, fazendo o Funk Metal de uma maneira bem mais experimental, e extremamente genial. O que sobrou para Patton foi escrever as letras - tarefa que levou apenas 2 semanas e rendeu letras simplesmente genias. A chegada tarde na banda impossibilitou que Patton pudesse ajudar nas composições com suas idéias malucas, mas mesmo assim, essa divisão de letras para um e músicas para os outros, acabou resultando em um disco primoroso, que mais tarde seria superado pelos álbuns posteriores no quesito experimentalismo e originalismo, porém perdendo todo o interesse pop adquirido com The Real Thing, afinal, era essa a idéia.
Enfim, que em Junho de 89, finalmente é lançado álbum que iria mudar drasticamente a carreira da banda: com o sucesso dos hits "Falling To Pieces" e "From Out Of Nowhere" a banda ganhou reconhecimento na mídia, em rádios e uma boa fatia de novos fãs, mas isso nem se compara ao estrondoso single "Epic", o maior hino da banda, clipe que tocava exaustivamente na MTV, fez com que a banda caísse no gosto popular. Então leve em conta que estas são apenas três faixas do disco, há muito mais sons legais, como a instrumental "Woodpeckers From Mars", ou cover inusitado de Sabbath - "War Pigs", ou a faixa título "The Real Thing", com sua letra surreal.
É realmente um disco maravilhoso, pois já mostravam alguns sinais de mudança de som, mas nada comparado aos discos Angel Dust e King For A Day (os preferidos da casa), que é o ápice da criatividade da banda, característica que a a carreira da banda ficou conhecida durante os anos 90, sendo uma das principais bandas do rock alternativo e até hoje, uma das mais geniais de todos os tempos. Se por algum acaso tu não conheça, essa é tua chance, meu chapa.

The Locust & Melt-Banana - Split/EP


As duas não necessitam de apresentação, pois, como a maioria que nos visita deve saber, já foi postado algo das duas e muita referência foi feita. Imagina só como é a junção das duas num Split/EP de 7 minutos. Conseguiu? Não, né? É, meu caro, isso aqui só ouvindo. Nem adianta escrever muito, pois não será o suficiente. Palavras escritas raramente irão lhe passar o sentimento de uma música perfurando seus tímpanos.Mas para não ficar algo totalmente vazio, lhes digo que The Locust manda várias músicas do seu confuso Plague Soundscapes, e as japas insanas e frenéticas do Melt-Banana fizeram as músicas exclusivamente para o EP. Locust é caótico, insano e surprendente; Melt-Banana parece um video-game, uma coisa muito louca e cheia de experimentalismo.Material extremamente recomendado, ainda mais que pesa só 9 MB. Baixa logo, caralho!

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Kiss - Kiss


Nos dias de hoje, esse disco é considerado uma maravilha - e ele realmente é. Mas por que nos dias de hoje? Simples, pois na época em que foi lançado, foi um fracasso de vendas tão grande, mas tão grande que faria uma outra banda qualquer desistir. Os 4 mascarados do Kiss se salvaram não só pela persistência, mas sim pelo seu teatro em palco. Apesar do disco não chamar a atenção, os shows faziam qualquer um ficar de boca aberta, devido aos truques com fogos e as demais animações, como, por exemplo, as coreografias bem ensaiadas por todos. Em pouco tempo a situação foi revertida. Deixaram de ser banda de abertura e passaram a ser a atração principal dos shows. Mas ainda não era o bastante, pois o lucro era menor que o gasto. Eis que eles sentiram a obrigação de gravar algo novo, já que eram conhecidos o suficiente para vender mais. Hotter Than Hell foi o nome do segundo disco, e a partir dele o Kiss nunca mais parou de vender e obter lucro. Para você ter uma idéia, lá nos EUA existe Kiss em tudo que é produto, seja roupa, caneca, chaveiro, boneco, etc. A explosão mundial veio, de fato, com Dressed To Kill, mas esse disco toma uma surra feia desse self-titled, como me disse o Lincoln Hawk ontem - e eu concordo. Começando com "Strutter" (clássica, está na maioria dos Best Of), o disco nos trás outros sons que são indispensáveis nos shows até hoje, como "Cold Gin", "Black Diamond" e "Deuce" (a melhor, simplesmente espetacular!). E você acha que os outros sons ficam atrás? Não! "Firehouse" e a instrumental semi-blues "Love Theme From Kiss" mostram que esse disco é, possivelmente, o melhor deles. Pura energia positiva! Quer conferir? Clica aqui ou na capa.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Napalm Death – Scum

Capitão Nascimento:

Muito se discute e pouco se sabe sobre o surgimento exato do grindcore, mas que Scum é um dos primeiros - e melhores - discos do gênero, isso é unanimidade entre quem curte som extremo.
Lançada em 1987, essa bagaça tinha tudo para NÃO render nada à banda, mas rendeu. Tente imaginar um mercado totalmente diferente do atual, onde poucas bandas pesadas (diga-se as de thrash, pois death era praticamente inexistente) conseguiam seu espaço. As que tentavam extremizar o metal ou o hardcore morriam. Eis que surge o Napalm Death, nem aí para essa conversa de mercado.
Queriam tocar hardcore, só que mais veloz e sujo. Faziam barulho, tocavam com blast-beat, a sujeira estava no máximo, gritavam desenfreadamente, faziam músicas com menos de 30 segundos, e por aí foi. Tu achas que alguém iria querer financiar uma banda assim? Pois é, meu caro, mas tem louco pra tudo, inclusive para nadar contra a onda. O som chamou a atenção, e hoje Scum é uma pérola do som extremo, muito cultuado por punks a headbangers.
Na minha opinião, é som muito bom. Empolga, não tem frescura, é ríspido, curto e grosso! São 28 músicas socadas em 32 minutos. Que desgraceira, hein? Para piorar a situação, o disco foi gravado com formações diferentes, porque alguns membros já debandavam para outras bandas – provavelmente por achar que o Napalm não lhes renderia nada. Hoje, a banda não possui nenhum membro da formação original e o som é mais voltado ao death metal, porém eles sempre serão lembrados como uma banda de grindcore, criadora do termo e até do estilo.
Se alguém ainda duvida que esse disco é um clássico, digo que ele já foi relançado diversas vezes. Na última, foi remasterizado e anexado junto a um DVD.
Mas se você for um iniciante no mundo do rock/metal, daqueles que acham que Metallica é muito pesado, passe longe, pois seus ouvidos regurgitarão o Napalm lá pela terceira faixa.


Lincoln Hawk

Sempre que o assunto Grindcore surge em alguma discussão, a primeira banda que vem a cabeça é sempre Napalm Death, e isso é quase unanimidade. Claro, que existem milhares de hipóteses sobre o início desse gênero musical, de tantas bandas, mas nenhuma teve tanto impacto e importância como o Napalm Death em seu primeiro álbum, o tão aclamado e controverso Scum.
O Napalm Death surgiu como uma banda de Hardcore Punk genérica, no meio do movimento do renascimento do punk inglês, na época de bandas como Amebix e Discharge, e fortemente influenciado por bandas de Anarco Punk, de onde surgia inspiração para maioria das letras, na maioria, de cunho político. Após milhares de formações e demos gravadas, o único membro original que restava na banda ainda era o baixista e vocalita Nick Bullen, contando com Mick Harris (Painkiller) na bateria e Justin Broadrick (Godflesh e Jesu) nas guitarras, eles gravaram em 86 o que seria o lado A do disco Scum, em um estúdio em um porão em Birmingham, por meras £50,00, pouco mais de R$150. Porém agora o som era totalmente diferente do início da carreira, com a mesma sujeira, mas muita velocidade a mais, como os blastbeats doidos de Mick Harris e vocais totalmente entendíveis, reflexo do que acontecia no cenário do metal Norte Americano.
Devido a esse acontecimento, fez com que a banda perdesse dois membros, Bullen e Broadrick estavam frustados com o rumo que a banda tava tomando e largaram a barca, deixando Mick Harris no comando, até sua saída em 91. Um ano depois da gravação do lado, a banda decidiu voltar ao mesmo estúdio e preparar o lado B do Scum, agora com Lee Dorian (Cathedral), nos vocais, Bill Steer (Carcass) nas guitarras e Jim Whitely (que logo deu lugar para Shane Embury, o único que continua até hoje) no baixo, gravando clássicos do disco como “Dragnet”, “C.S” e “Point Of No Return”.
Na época o único selo capaz de lançar um material desses foi a Earache Records, e um dos únicos discos que cada lado é um line-up diferente, algo como um split de uma banda só. Na época o disco foi a maior bordoada musical que poderia existir, agradando tantos os punks como headbangers, pois combinava elementos dos dois gêneros; nunca a música tinha visto tamanha desgraça em pouco mais de meia hora.
A primeira versão do álbum em cd foi dividido metade Scum e metade From Enslavement To Obliteration, segundo disco da banda, mas como citado no texto anterior, pode ser encontrado em diversas versões, assim como as capas, se tu é fã como eu, vale comprar a versão com DVD, uma versão caça níquel que Earache fez, com documentário com Mick Harris, sobre toda os bastidores da gravação desse clássico.

Download aqui.

Transplants - Transplants


Já é de muito tempo que o som arruaçeiro do Hip Hop se mistura com o saudoso rock, independente do sub-gênero, como por exemplo o Clash fazia no início dos anos 80, ou então grupos de rap do tipo Run-D.M.C. ou Cypress Hill, Public Enemy com Anthrax, e grupos mais orientados pelo rock, vide Rage Against The Machine e o Biohazard.
Toda essa conversa mole é pra apresentar o gênero de uma das bandas mais legais que são rotulados como Raprock. Os Transplants surgiu em 99, quando Tim Armstrong do Rancid, mostrou pro seu amigo Rob Aston aka Skinhead Rob, que era roadie do Rancid e do AFI, algumas batidas que ele tinha feito no Pro Tools, e pediu pro cara contribuir com letras, já que ele tinha a manha das rimas. A proposta era fazer uma mistura de rap com punk rock, mas dando espaço para o dub, drum n bass e reggae, e a medida que a coisa ia crescendo, eles foram pedindo ajuda para outros músicos como Matt Freeman e Lars Frederiksen, baixista e guitarrista do Rancid e Vic Ruggiero, da banda de ska The Slackers, que gravam pela Hellcat, selo de propriedade de Tim Armstrong.
Até que finalmente em 2002, com o disco pronto, mas não lançado, a dupla precisava de um baterista de verdade, pra poder sair em turnê com eles, aí que surge Travis Barker, atual +44 e o melhor baterista do mundo se tu tiver 15 anos, e foi nessa época que eu conheci a banda. No mesmo ano saiu o disco e eu tomei um baita susto, porque não tinha mínima idéia do que seria a banda, mas ao mesmo tempo, sôava muito bem aos ouvidos, e isso que importa.
O disco é uma mistura braba, mas que sempre deixa o punk rock e o rap em evidência, durante todo o disco, alternando os vocais entre Armstrong e Rob Aston, entre os vários convidados, como Eric Ozenne do The Nerve Agents na faixa inicial, a pesadona "Romper Stomper", com batidas drum n bass e clima hardcore, Son Dobbie do Funkdoobiest na viciante "Diamond and Guns", com um loop de piano bagaçeiro, que ganhou fama numa propaganda de shampoo (!). Davey Havock do AFI dá o seu ar da graça também, soltando o berro, assim como Rob Aston, na nervosa "Quick Death". Como não podia faltar, Lars Frederiksen também impresta sua voz em "We Trusted You", assim com Brody Dalle, ex-mulher de Tim e vocalista dos Distillers em "Weigh On My Mind", um dos sons mais legais do disco.
Se tu gosta do mix dos gêneros, vai fundo, pode baixar por aqui, e tenho certeza que eles vão dar as caras por aqui mais tarde.

terça-feira, janeiro 15, 2008

Kreator - Live Kreation


Com uma carreira de altos e baixos, glórias e decepções, fãs e ex-fãs, o Kreator tornou-se uma das poucas lendas vivas e sólidas que remanesceram do thrash metal dos anos 80. Após a decaída da popularidade nos anos 90 (sim, pois os álbuns não são de todo ruim como dizem), eles conseguiram se reerguer e chegar mais perto das origens em 2001, com Violent Revolution. O sucesso foi tão grande, que eles voltaram a dar as caras para grandes públicos e reconquistaram muitos dos fãs perdidos. Após todo esse boom, viram que era hora de lançar um ao-vivo. Não só isso, o material teria que ser duplo, abrangendo todas as épocas da banda. Foi daí que surgiu Live Kreation, o CD duplo e DVD, lançados em 2003. Definitivamente é uma porrada sonora, cheio de agressividade e com a pegada típica do Kreator, que agita muito quando ao-vivo. Logo após a intro, "Violent Revolution" chega com seu riff marcante para levar a galera ao delírio, gritando muito "hey! hey! hey!" tão alto que deve ter apavorado os rapazes! Ao escutar no CD, as músicas parecem ter sido todas gravadas no mesmo show, mas não foi assim. No DVD, percebe-se a mudança dos palcos, que passa do Brasil até a Coréia. Como vocês devem imaginar, muitos outros hinos da banda são tocados, como "Tormentor" e "Flag Of Hate" (clássicas do Endless Pain), "Coma Of Souls", "Pleasure to Kill" (onde a galera grita constantemente o nome da música), e muito mais. Há também os momentos mais lentos, como em "Black Sunrise", não tornando a audição chata pra quem não curte porrada veloz seguida de porrada mais veloz ainda. Para ser semi-perfeito, só faltaram músicas do excelente Enemy of God, mas isso não teria como exigir, pois ele só foi lançado 2 anos após esse aqui.Se você aprecia o som ou o estilo dessa banda, vá em frente e baixe ou compre.
Links: CD 1. CD 2.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Avenged Sevenfold - Avenged Sevenfold


Lançar um álbum que leva o nome da banda... Nossa, já pensou no peso da decisão? É algo como um currículo, pois quem não conhece e acaba por conhecer ali, fica com uma impressão que dificilmente será modificada. Os jovens do A7X deixaram para fazer isso só nesse 4º CD, que, na minha opinião, foi uma grande bobagem. Não pelo que as pessoas pensarão, mas, sim, porque eles sabem que já fizeram melhor. Avenged Sevenfold é um álbum que corresponde àquilo que os membros falaram que seria: Diferente de tudo que eles já fizeram. Até que não foi uma má idéia, já que o CD estreou nas paradas americanas em 4º lugar e vendeu 94000 mil cópias só na primeira semana. Quantidade nem sempre é qualidade, e é ouvindo "Scream" que eu digo: Porra, que droga de tentativa de ser alternativo que é essa?!? Puta riff chato! Aliás, já na primeira faixa, a bizarra "Critical Acclaim", a banda mostra uma linha de vocais completamente fora do estilo que os deixou marcantes, bem como uma intro num clima de ópera seguido por solos em dupla (que destoa tudo de uma vez). Quando lembro de quem ganhou ataque com o lançamento de City Of Evil, fico pensando... Ha, essas pessoas definitivamente vão parar de escutar A7X. COE é ótimo, WTF melhor ainda, e STST - apesar de ser o primeiro álbum - mostra uma banda bem mais definida que essa. Em suma, Avenged Sevenfold é o único material sem graça da carreira da banda. Não vejo atrativos na audição de nenhuma faixa, mesmo escutando várias vezes e procurando algum detalhe sequer, só pra não "enfiar o pau inteiro de uma só vez". O que chuta o pau da barraca quase de vez é a total metal melódico (com exceção do vocal, aleluia!) "Unbound The Wild Ride", que deve agradar muito aos novos fãs que não conhecem o passado ou que gostam de som levinho - pra não dizer uns adjetivos bem mais ofensivos. Já o que chuta de vez, aliás, não só chuta como incendeia a barraca, é "A Little Piece Of Heaven", num climinha 'quero ser trilha sonora de filme infantil sobre mágica e produzido pela Disney', faixa que nem merece mais nada devido a essa descrição logo atrás que deixa bem claro o que acontece em seus terríficos 8 minutos de teatro sonoro, digo, música. Encerra com "Dear God", baladinha que ficaria melhor se fosse lançada como bonus track em um Best Of no final de carreira. Para ficar uma coisa totalmente sem graça, só falta escreverem sobre dragões e cortarem fora os testículos de M. Shadows para a voz ficar fininha.

Agora, por fineza, faz o download aqui e deixa um comentário qualquer, porque não acredito que sou o único a pensar assim.

sábado, janeiro 12, 2008

Judas Priest - Sad Wings Of Destiny


Acho que quando se fala de Judas Priest não precisa de introdução, pois são um dos grandes nomes do Heavy Metal mundial, que surgiram nos anos 70 e que estão em pé até hoje.
O que faz desta banda importante para o Heavy Metal, foi que não só sobreviveram à invasão punk dos anos 70, mas conseguiram ainda assim, fazer sucesso e levar o Heavy Metal através da década, até chegar no auge, dos anos 80, além de todo o legado, uma cacetada de discos e tal, acho que não preciso falar muito.
Há alguns dias, surgiu a sugestão de postar algum disco do Judas Priest, e como eu estava ouvindo um pouco ultimamente, resolvi abraçar a causa. Nunca fui muito fã da banda, pois a som deles nunca prendeu minha anteção por completa, foi aí que decidi dar uma ouvida nos materiais mais jurássicos da banda e encontrei no clássico Sad Wings Of Destiny alguma coisa, que fez com que eu escutasse quase que o disco inteiro (sou obrigado a pular a baladinha "Epitaph" e "Dreamer Deceiver").
Não vou ser tão sacana de disponibilizar discos como British Steel ou Painkiller, porque esses aí tu pode pedir pro teu vizinho, e eu sinceramente, não gosto muito deles, apesar de serem clássicos supremos do Heavy Metal. Já o Sad Wings... tem algo que me chama a atenção, que prende meu ouvido durante os 40 minutos do disco, dividido em 9 faixas.
Esse é o segundo disco do grupo, gravado em 75 e lançado em 76, material bem antigo, e este é um ponto alto, pelo clima meio tosco da gravação, e contando com a base da formação clássica da banda: Downing, Tipton, Halford, Hill. Sobre o som, é o Heavy Metal tradicional do grupo, com poucos toques de Blues, do Heavy Metal tradicional de Deep Purple e Led Zeppelin, dando um passo a frente e dando a base para o muito do que viria após e injetando mais velocidade em algumas músicas.
Se tu tá procurando músicas clássicas, este álbum tem bastante; a épica "Victim Of Change", The Ripper" ou "Tyrant", já dão uma boa idéia do que terão pela frente, em um dos discos preferidos por boa parte dos fãs. Se tiver interesse, pode clicar aqui, ou na capa.

Lighting Bolt - Hypermagic Mountain


Lighting Bolt é o que eu costumo chamar de "banda Grindcore de nerd". Formado em 94, em uma local onde não costumamos ter muitas notícias sobre música, que é o estado de Rhode Island, na cidade de Providence, o Lightning Bolt é uma dupla que toca Noise Rock barulhento e extremo.
O grupo se conheceu na faculdade de Design de Rhode Island (RISD, lugar que já deu origem para outras bandas como os Talking Heads e Black Dice), e no seu início, tocavam em forma de trio, mas pouco tempo a banda decidiu seguir apenas com Brian Chippendale na bateria e "vocal" e Brian Gibson no baixo, fazendo um dos sons mais desconcertantes que eu já ouvi.
Extremamente influênciado pelo Noise japonês, como o Melt Banana, por exemplo, e avant-garde jazz, o duo faz com que bandas de Grindcore tirem o chapéu pra som dos magrões. É impressionante ver o que Chippendale é capaz de fazer com um drumset tão simples, pois a simplicidade acaba quando o cara monta no banco e desce o sarrafo no seu "kitzinho", mandando linhas de bateria totalmente alternadas, cheio de quebras de ritmo e improvisação, que ainda sobra tempo para soltar uns vocais doidões, com seu microfone de contato socado dentro da garganta. O trabalho de Gibson também é impressionante, o jovem tira sons inimagináveis de um baixo, com uma afinação totalmente bizarro, com milhares de efeitos, abusando da distorção e principalmente a habilidade do monstrengo, faz da audição da banda como uma bigorna caindo do céu, direto no teu melão.
Por mais estranho que Hypermagic Mountain possa ser, ele é considerado como o disco "pop" do grupo, por ser o mais audível e de mais "fácil acesso". Hypermagic Mountain, de 2005, é o quarto disco da dupla, e por enquanto o trabalho mais atual, ele é sucessor do aclamado Wonderful Rainbow, de 2003, e como todos os álbuns da banda, são lançados pelo selo Load, referência da música noise / experimental / underground americana. Pro inferno com "pop" e "mais audível", essa porra é um dos lances mais infernais que podem existir, pra provar, clica aqui e te prepara pro pior.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

At The Drive-In - Relationship Of Command


At The Drive-In foi uma das bandas mais intensas surgidas na década passada e até hoje está por ser superada, dentro da sua área, que á facilmente conhecida como Post-Hardcore, porém todo o hype criado em volta da banda, fez com que eles dessem um tempo indeterminado e o que acabou no episódio mais conhecido, que é o Mars Volta (Bixler-Zavala e Rodriguez-Lopez) e o Sparta (Jim Ward).
A banda começou em 93, no Texas, onde eles costumam chamar de Hell Passo, tocando um som extreamente explosivo e complicado, seguindo o passo de bandas como Fugazi, Cap'n Jazz e Jawbreaker, mas não se restrigindo apenas à pauleira, as letras refletiam com o gosto dos integrantes pelo rock inglês dos Smiths e do Pink Floyd, gerando uma das misturas mais originais e uma das bandas mais destruidoras.
Todo o hype que se criou em torno da banda foi mérito do próprio grupo, pois cada lançamento ia chamando mais atenção, até que o reconhecimento definitio veio com o último disco do conjunto: Relationshio Of Command, a obra definitiva do quinteto texano. A banda que começou tocando em bares quase vazios, terminou fazendo shows em mega festivais como o Big Day Out na Australia, pouco antes do final da banda, por tensão interna e pressão externa, no início de 2001, nem um ano após o lançamento do último disco.
Não é normal uma banda ter seu último disco, o motivo para ter seu nome elevado às alturas, mas como o ATDI não é uma banda comum, sua caminhada também não. Vocais gritados e descompassados, ritmos quebrados com andamentos malucos, misturam-se com melodias fortes e guitarras capaz de te deixar surdo! E como se não fosse o bastante, a banda ainda teve participação do mestre Iggy Pop nos backvocals do single "Rolodex Propaganda" e de seqüestrador em "Enfilade", duas músicas que se estivessem em algum outro álbum já valeriam, porém esse não é apenas um cd normal, é a obra definitiva; desde o início com a arrasa quarteirões "Arcarsenal", passando por "One Armored Scissor" e "Quarantied" e fechando com nervos à flor da pele em "Catacombs".
Se tu gosta do tal Post-Hardcore e não conhece esse disco ainda, te mata, meu jovem. Caso não queira se suicidar e quer escutar o disco, tenho certeza que não vai te arrepender, pode começar clicando aqui. Depois de escutar, procure algum vídeo da banda, e veja o que é PRESENÇA DE PALCO. Até logo.

Burning Heads - Bad Time For Human Kind


Quem acha que a França só tem perfume, certamente não conhece as bandas de rock que surgiram ou que tocam por lá. Recentemente conheci diversas, e posso afirmar que tem uma cena bem legal, recheada de punk rock mais moderno ou hardcore melódico, além de uns rocks mais puxados para o lado alternativo. Apesar das influências serem - na sua grande maioria - chupinhadas dos americanos do Rancid ou Pennywise, o som possui algumas particularidades, como no caso dos Burning Heads. A priori, o hardcore do grupo lembra muito essa cena californiana, seja no tipo de afinação usado ou no andamento dos sons, que até possui certas passagens de ska/surf, como na faixa "Glass Ceiling". As mais legais são "After Me The Storm" (refrão grudento e linha de guitarra bem forte) , "Nice Time To Fall (lindo refrão) e "Get That Gun Of My Chest" (coros no estilo protesto e vocais rápidos), se bem que quase todas são legais. Mas falae, pra uma banda que lança há mais de 15 anos, não podia ser ruim, né? Dentre todos esses anos, o único "mau momento" foi no álbum Opposite, onde que o reggae predomina. Apesar disso, a banda já fez turnê com grandes nomes como Bad Religion. Um outro detalhe legal sobre esse Bad Time For Human Kind é que ele foi todo produzido, gravado e lançado pela própria banda. Só por isso já mereciam estar aqui, mas os moços ainda fazem um som legal e isso torna a postagem mais agradável, bem como a audição do material.
Download aqui ou na capa.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Smashing Pumpkins - Gish


Que o Smashing Pumpkins é uma das maiores bandas de rock alternativo de todos os tempos não é novidade pra ninguém, então não necessita nenhuma apresentação, pois a maioria deve saber quem são.
Ano passado ganharam bastante notoriedade novamente, após o lançamento de um álbum de inéditas, Zeitgeist, com metade da formação original e apresentação em grandes eventos, como Live Earth, e muita gente desceu o sarrafo no disco, de modo injusto, pois estavam querendo comparar o disco com os clássicos Siamese Dreams e Mellon Collie and The Infinite Sadness, é como botar o Vanderlei Cordeiro de Lima brigar com o Goldberg, sem chances.
Ainda com toda essa conversa furada, eu não tentei nem comparar com eles, e muito menos são os meus preferidos. Reconheço toda a importância dos dois discos para a banda e para a música, toda a o trabalho, de composição, gravação, produção e o caralho a quatro dos ábuns, mas Gish, o primeiro disco, acho que vai ser pra sempre, o meu preferido da banda.
Pelas palavras de Billy Corgan, Gish foi um álbum que ele reconheceu que a banda foi um pouco imatura na hora da gravação e produção (junto com Butch Vig, que trabalhou com Die Kreuzen, Nirvana, Sonic Youth, entre outros) do disco, no sentido de pouca exeperiência, que poderiam ter feito coisas muito melhores, mas pára aí, na minha opinião, a graça do disco ta justamente nesse ponto, pois ele tem um peso absurdo, e como foi gravado em pouco tempo, mostra muita intensidade na música e pouco das músicas bonitinhas com violinos e melancolia.
Esse disco foi lançado poucos meses antes do Nevermind, e era uma prova do que alt rock era capaz, mas ao invés de ser uma banda punk como o Nirvana, os Pumpkins investiam muito mais no rock arena, com altas doses de riffs matadores de Corgan e Lha, numa véia mais heavy metal, assim como o baixo pesadíssimo de D'arcy e a bateria monstruosa, característica de Chamberlin. Mas pra quem conhece a banda pelo seu lado Dream Pop, melancolia miturada com psicodelia, que é uma das marcas registradas, tem pra ti também, "Windows Paine" e principalmente "Daydream", canção acústica com celos e violinos, que leva a voz de D'arcy, fazem o povo delirar.
Essa é minha opinião e cada um tem a sua, se tu não conhece esse disco, baixa clicando na capa ou aqui, e tire a sua própria. Caso já tenha a tua formada, e descorda de mim, fica quieto, digo, deixe um comentário.


Ainda em tempo, gostaria de comunicar que a nova administração do blog está com uma comunidade no orkut do Fukt, pode acessar por aqui. Com o mesmo propósito do grupo no last.fm, a comunidade é para trocar opiniões, sugestões e dúvidas. um Muito Obrigado à todos.

Lärm - Extreme Noise


Essa banda, cuja tradução do nome significa "poluição sonora, barulho ou ruído", foi formada em 1982, na Holanda, primeiramente com o nome de Total Chaoz. São considerados como a primeira banda sXe (Straight Edge) e Comunista da Europa, além de criadores do "proto-grind" (ínicio do grindcore, ou powerviolence) e influenciadores de muitas das bandas que surgiram na seqüência. Eram uma das bandas mais diferentes da cena, porque, mesmo sendo punks, os caras não usavam droga alguma (lícita ou ilícita), e condenavam o uso - raridade na cena da época.
Lançaram 4 materiais oficiais, de 1984 a 1987. Esse Extreme Noise foi lançado em 2005 (algumas fontes dizem 2003) e reúne esses 4 discos em um CD, ou seja, é a discografia de barbada na sua mão. A quantidade de informação sobre a banda na net é um tanto quanto escassa, mas sabe-se também que a maioria dos integrantes partiu para uma banda chamada Seein' Red, logo após o fim do Lärm. Como dá para imaginar pelo nome, é uma banda comunista. Por mais que pareça irônico, o fim da banda se deu quando arrumaram um selo, o Nuclear Blast.
Material muito recomendado, principalmente para quem curte e sabe o que é hardcore, ou àqueles que curtem velocidade e sujeira sem peso, tudo muito gritado e em menos de 1 minuto de duração total de cada faixa. Títulos como "Crucify The Pope", "Metal Attitude Sucks" e "Animals Have Feelings Too" devem lhe dar uma idéia a mais sobre a banda. É perceptível a mudança na sonoridade de estúdio com o passar dos anos, que ficou mais limpa e audível. Eu, particularmente, curto mais os primeiros, totalmente crus.
Download aqui ou na capa.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Acid Junkies & Miss DJax - 303 (Split/EP)


Quando você ver um CD ou um vinil com aquele simpático "doce" sorrindo, pode ter certeza que se trata de Acid Junkies, uma dupla holandesa que toca música eletrônica. Notórios por serem da subdivisão classificada como "acid", que é um tipo de som originário do sintetizador Roland TB-303, que produz seqüências de "baixo" com uma sonoridade ácida, se é assim que podemos dizer. Outros estilos que usam o mesmo recurso são o acid trance e o acid house (dããã). Começaram a carreira no início dos anos 90, quando tocavam só acid house na veia oitentista. Com o passar dos anos, a banda foi lançando muito material, e, ao longo destes, percebe-se leves mudanças que hoje já os fazem nem ser mais do acid. No início, era formado só por Steffan Robbers, na tentativa de recriar todo o psicodelismo que foi injetado no som eletrônico, para fazer algo realmente chapante. Harold de Kinderen chegou na seqüência, emprestando o sintetizador e, por conseqüência, tornando-se membro fixo. Com a dupla formada, foram fazendo diversas apresentações ao-vivo e lançando uma porrada de material - alguns bem legais. Esse 303 é só uma pequena amostra, e eu recomendo escutar apenas com fone de ouvido. "Take Control" é a música mais legal, pois utiliza sons binaurais (aqueles mesmos do I-Doser) e uns samples muito psicodélicos.
Miss DJax é o nome artístico de Saskia Slegers, a dona do selo Djax Records (o que lançou esse EP), uma loira gostosa e tatuada que produz som na mesma linha dos Acid Junkies. Fã de hardcore techno e acid house, a moça nos presenteia apenas com uma faixa. Nessa faixa, chamada de "Evil Machines", percebe-se uma velocidade um pouco acima da média e um bumbo bem hardcore, recheado de peso e sujeira. Bem viajadão também, mas um tanto quanto repetitivo (como quase todas as outras bandas do estilo, infelizmente). Famosa mundialmente por ter sido considerada como DJ do ano em concursos mundiais, a loira prova que manda melhor que muita gente e prova que sexismo musical é coisa do passado.
Ficou interessado? O download é aqui ou na capinha alegre.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Death By Stereo - Day Of The Death


Hardcore misturado com Metal já resultou em algumos rótulos como Metalcore e o Crossover, mas nenhum dos dois estão perto de poder demonstrar o som que o Death By Stereo faz, é uma mistura própria entre o metal e o Punk-Rock agressivo.
Vindos do sul da Cafifórnia, formaram a banda no metade dos anos 90, no auge do punk-rock californiano, tem uma forte influência desse tipo de som, como o Bad Religion e o Pennywise, bandas de muita pegada e melodia. Porém o som vai muito mais além, a velocidade e agressividade de certas músicas são vindas do Hardcore Americano dos anos 80, do Bad Brains, Minor Threat e Dead Kennedys, e os riffs melódicos de bandas de Metal como Maiden, Judas Priest e Van Halen, mostrando a grande variedade de influencias que ajudaram a moldar o som da banda, resultando em um som bem único e original.
Em forma de quinteto, a banda conseguiu um contrato com a Indecision Times e lançou o primeiro disco, o If Looks Could Kill, I'd Watch You Die, um baita disco Punk, muita energia e pouca produção e som abafado, bem parecido com a do Black Sails On The Sunset do AFI, mas nada que pudesse obscurecer a qualidade das músicas e a criatividade da banda. Tal cd caiu nas mãos do Tio Brett Gurewitz, e não pensou duas vezes em prôpor um contrato com a banda, que foi aceito na mesma hora. Após o final da turnê do primeiro álbum, que o DBS estava promovendo, entraram no estúdio e em 2001 foi lançado via Epitaph, o segundo disco da banda, este aí mesmo, chamado de Day Of The Death. Novamente produzido pela própria banda, o disco traz bastante da sonoridade do álbum anterior, Punk-Hardcore-Metal, de gravação mais bem cuidada, sem deixar de lado a energia e velocidade, com melodias que alternam entre ríspidas e cativantes, assim como a voz de Efrem Schulz, com algum apelo melódico, é uma música que conquista muitos fãs, por fazer essa mistura de estilos.
Muitos fãs tem Day Of The Death como seu álbum preferido, por ter o som mais calcado no Hardcore, ao contrário do(s) últimos disco(s), que investem mais no metal, vide Death For Life, meu preferido, então se tu se interessar pela proposta da banda, pode escutar que não vai te arrepender, download aqui ou na capa.

The Donnas - Spend The Night


E já que falaram em Ramones, por quê não postar uma banda descendente deles? É fato que, após eles, a maioria das bandas que tocaram som com 3 acordes, vocais simples e cativantes, músicas rápidas e "o escambau" passaram a ser classificadas como influenciadas por eles. O fato é que, independente de classificação, tem banda que assume publicamente, e esse é o caso das moças do The Donnas, que declaram que os Ramones são seus ídolos máximos.
Formada lá em 1993, a banda só conseguiu lançar o primeiro CD em 1997. O mais legal de tudo é que a banda é formada só por mulheres, todas cheias de energia. A fórmula dos álbuns são basicamente a mesma: Simplicidade, empolgação e muita festa. Tal fato leva muita gente a rotular o som de punk, mas, a meu ver, disso só tem o instrumental. Como já foi dito, as letras são quase exclusivamente sobre festas, garotos, carros e etc. Há boatos de que a maioria das letras realmente aconteceram, principalmente as desse Spend The Night em questão, porém foram "levemente" aumentadas. Não conheço os primeiros álbuns, mas dizem que aqui a música ficou mais pop. Se isso for verdade, não deve ser encarado como algo ruim. O som é bem legal, tem tudo para conquistar o ouvinte e foge daquela mesmice babaca que muitos chamam de pop.
Quer conferir? Baixe clicando aqui, então. E, se curtir, baixe Sahara Hotnights, que é uma banda no mesmo estilo e muito boa também.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Cap'n Jazz - Analphabetapolothology


“O som emo é pesado, rápido, quase punk!” Pedro Bial.
Fugindo um pouco da declaração do nosso sábio da música, Cap’n Jazz foi sim uma banda emo (ok, podem rotular seus filhas da puta).
Em 1989, Chicago (cidadezinha legal, lembram da Punky?), os irmãos Tim e Mike Kinsella formaram a banda e começaram seus trabalhados de garagem junto com Sam Zurick e Victor Villareal, tudo isso depois de algumas mudanças no conjunto e com a adição do guitarrista Davey von Bohlen.
Ta, e qual a moral daquela bosta no começo do post? Simples, a “missão” do Cap’n Jazz foi tirar o emo (assim por dizer) do underground (lembre-se, estamos no começo da década de 90) e o trazer para a luz do mainstream, fazendo uso de guitarras sujas, porém melódicas, baterias rápidas, ritmos quebrados, e, principalmente, um vocal mais limpo, apesar dos berros. Eles foram e são extremamente influentes, sendo reconhecidos por muitas bandas, e, apesar do pouco sucesso fora da sua região, eles ajudaram a modelar esse estilo de som na época, deixando-o mais fácil e mais comercial (vendido é a puta que pariu).
Foi uma banda de vida curta e poucos discos, o Analphabetapolothology (ufa!) foi lançado em 1998 (ironicamente 3 anos depois do fim da banda), via Jade Tree Records e contém todas as músicas lançadas pelo grupo, incluindo algumas ao vivo.
O som deles é incrível, o vocal é muito bom, os backing vocals são lindos, as guitarras magníficas e a bateria forte. São muitas músicas neste disco duplo, algumas melhores, outras nem tanto, mas preciso destacar algumas: "Rocky Rococo" (a melhor deles na minha opinião, com backing vocals e berros simplesmente indescritíveis), "Puddle Splashers", "Que Suerte!", "AOK", enfim, colocaria o álbum inteiro aqui.
Mas agora, chega de falar, baixa logo o álbum e tire a dúvida se eu sou um fanboy idiota da banda ou se ela realmente merece atenção.

Ramones - Ramones


Esses pirralhos não tem jeito mesmo, com tanto tempo de blog e tantos disco, não nada dos Ramones, absolutamente NADA, nem se quer alguma coletânea, então vou corrigir o erros desses bastardos, preenchendo essa lacuna com o primeiro disco de uma das maiores bandas de toda a história, fato.
Contar a história da banda é algo desnecessário aqui, pois no mínimo, 50% das pessoas que estão lendo isso devem saber, pelo menos deveriam, coisas como: De onde surgiu o nome da banda e o nome dos quatro integrantes.
O fato mais interessante da longa carreira que deve ser sempre comentado é como eles começaram a tocar o som chamado de Punk-Rock. Em forma de trio, e um nome bizarro, Tangerine Puppets, a banda era fã de Beatles, Beach Boys e Stones, porém eles não conseguiam, de tão péssimo que eram. Com um pouco da influência das bandas de proto-punk que fervilhavam na metade dos anos 70 em Nova Iorque, CBGB's e tal, os Ramones resolveram fazer seu próprio som para nossa alegria e podem ser creditados como a primeira banda de Punk-Rock.
Sempre que se fala em movimento Punk na mídia, falam em 77, Pistols e Clash, descrevendo a música como "basicamente 3 acordes". Nenhuma banda no mundo se encaixa nessa descrição, muito mais que as bandas inglesas, que até solo faziam! Nada disso, Johnny e Dee Dee eram só a base de power chords e com muita velocidade. Apesar da banda ter sido um dia, uma das mais rápidas do mundo, tocarem mal e gravarem com muito do espírito DIY, desde o início a banda teve contrato com uma major, a Sire Records, da Warner. Isso é facilmente intendível quando voltamos um pouquinho atrás, e lembramos das influências da banda, pois eles queriam ser uma banda pop acima de tudo, e por isso sempre tem músicas como "I Wanna Be Your Boyfriend", porém ao mesmo tempo, eram um bando de babaca, e escreviam músicas sobre cheirar cola ou sobre filmes de terror, facinante!
Muita gente prefere ouvir os discos ao-vivo dos Ramones, pois em estúdio elas são mais lentas e com uma "certa produção", enquanto no show a banda botava pra fuder e tocava rápido pra cacete e é por isso que o primeiro disco da banda é tão bacana. Gravado em menos de 20 dias, de forma mais simples possível, e mais barata, essa jóia foi lançada em 76, pouco tempo depois da gravação; som crú e tosco, nada de produção ou efeitos, punk-rock simples e direto na tua face em 30 minutos cravados.
O álbum inteiro é formado só por sons clássicos do quarteto, que tocava metade do disco até os últimos dias da carreira, como por exemplo, no último show deles, gravado o disco We're Outta Here, temos 5 das 14 de todo o disco: "Blitzkrieg Bop" (Precisa dizer algo?), "Beat On The Brat", "Listen to My Heart", "53rd & 3rd" e "Today Your Love, Tomorrow the World". Se até hoje tu nunca ouviu esse disco, eu tenho que te perguntar "Em que caverna tu andou morando tua vida inteira?". Levando em conta tudo que eu escrevi, a verdade é que eu não tenho palavras pra dizer o que é Ramones, então faz, o seguinte, escuta logo essa bagaça e para de ouvir merda.

sábado, janeiro 05, 2008

Ministry - The Land Of Rape And Honey

Já se foi o tempo em que misturar música eletrônica com rock pesado era novidade. Existem toneladas de bandas que utilizam do recurso eletrônico pra incrementar seu som, e muito poucas que se sobresaem, por ter uma proposta diferente, mas a bola da vez, é da época em que essa mistura gerava pesadelos.
Dentro deste cenário, o Ministry foi uma das bandas mais assustadoras que a humanidade já teve conhecimento. Estre monstro ciborgue chamado Ministry, foi criado nos Estados Unidos, no começo dos anos 80 e teve dois discos "de teste" com um eletrônico mais convencional, típico da época, até que o pai da criança, Al Jourgensen teve uma uma idéia que mudaria pra sempre o rumo de sua banda; aliar instrumentos convencionais, como guitarra e baixo, com batidas estraçalhadoras, samples malditos e uma atmosfera pós-apocalíptica, que já estava começando a ser utilizada.
Com essa proposta, o Ministry convida todos vocês para um passeio na Terra do Estupro e do Mel, um título nada delicado, assim como seu som. Esse foi o terceiro play e o que inaugurou a entrada no rótulo Metal Industrial, som paranóico, barulhento e muito intenso. As primeiras faixas caracterizam muito bem a nova técnica, do uso da guitarra dissonante, junto à paredes de samples pra lá de obscuros, vocal grunido e muita agressão nas batidas do bate estaca, são elas: "Stigmata", "The Missing" e "Deity".
Um dos maiores trunfos de Al Jourgensen e cia. foi conseguir uma base muito grande de fãs Headbangers, que dificilmente se interessariam por som eletrônico (Igualados algum tempo depois pelo Fear Factory), e durante os anos foram ganhando cada vez mais fãs do estilo, pois de álbum em álbum, iam aproximando cada vez mais essas duas vertentes, fazendo um som cada vez mais destuidor; um bom exemplo é o álbum que sucedeu este, chamado The Mind Is A Terrible Thing To Taste, que deu continuidade ao pesadelo, e muita dor de cabeça a ouvidos mais sensíveis.
Infelizmente ano passado o grupo assumiu definitivamente seu fim quando lançou seu último disco, o ótimo The Last Sucker. Então o que nos resta fazer é escutar tudo que eles nos deixaram durante os anos de atividade, começando por estre pimoroso The Land Of Rape And Honey, o verdadeiro som do ferro velho. O Download tu faz aqui, ou na capa, não importa, pois a dor de cabeça será inevitável.

Gadget - The Funeral March


Após o excelente Remote, os suecos do Gadget lançaram esse The Funeral March em 2006. Muito mais pesado que o anterior, o álbum tende a agradar uns e desagradar outros. Na minha opinião, o álbum poderia ter sido melhor. Ficou quase só à base de power chords na guitarra e raramente nos mostra aquelas escalas técnicas, caóticas e velozes que preenchem quase todo o Remote. Aqui a composição ficou bem mais simples, e é até interessante que eles tenham feito isso, porque perecebe-se que eles não quiseram se repetir. Por um lado é bom, por outro é ruim. A idéia é ótima, mas, a meu ver, o outro CD ficou bem melhor e mais empolgante. Enfim, se não considerarmos comparações, dá para dizer que The Funeral March é um álbum pesado e veloz. Para quem curte death e grind é um prato cheio, sinceramente. Na audição, vale mais a pena já ir direto às melhores, como "Let The Mayhem Begin", "Vägen Till Graven" e a instrumental e macabra "Everyday Ritual". No momento, não há notícias sobre um novo álbum, mas espero cheio de esperanças que eles voltem a executar um grind caótico, sujo, técnico e sem muito peso.
Download aqui ou na capa.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Camper Van Beethoven - Key Lime Pie


Devido a corrupção dos membros criadores deste maldito blog, estamos assumindo as pontas por aqui, se você não gostou, vamos ver na queda de braço quem é melhor. Para cuidar desses problemas, o Cap. Nascimento também foi recrutado para botar ordem por aqui.

Essa banda de nome bizarro, Camper Van Beethoven, é mais uma banda Californiana, de Santa Cruz e tomou forma em 1983, e emergiu entre bandas de hardcore da localidade. De saco cheio da conversa do Punk Rock, acabaram por tocar uma mistura absurda de Punk-Rock, com Folk, World Music (como mexicana e do leste europeu), Ska, Country e Acid Rock, só pra torrar o saco daquelas pessoas mais "hard line", e acabaram entrando no rótulo do Rock Alternativo.
Começaram tocando versões country de clássicos do punk-rock, um bom exemplo é "Wasted", do Black Flag, que foi gravado no primeiro disco, Telephone Free Landslide Victory. A adição de um "tocador de violino" no line-up da banda deu a possibilidade dessa mistura imensa de estilos, é uma ótima salada musical, sem contar as letras humorísticas e sem noção.
Sem rodeios, vamos direto ao ponto, Key Lime Pie foi o quinto disco que o CVB lançou, no ano de 89, pela Virgin e foi o último antes deles se repartirem, e passarem os anos 90 inteiro sem tocar, voltando exatamente 10 depois, com dois disquinhos. Como uma forma de apresentação da banda pra quem não conhece, este é o melhor disco pra se começar; apenas 4 anos depois do primeiro disco, o grupo já era totalmente outro, com um rock mais direto, instrumental meio folk-country-rock sem muito psicodelismo e quase zero de ska.
Outra diferença bruta foi a perda do violonista original, por um de estúdio, porém foi muito bem utilizado na gravação. Acabou virando um disco mais ameno que os outros, ou mais "dark", como queira, num conjunto de belas canções, algumas com apelo pop, mas sem perder o espírito da música experimental e mostrando uma certa posição sócio-política, em algumas músicas, utilizando do humor pra criticar, o que não era muito comum.
O ano era 89, e não me impressiona que conseguiram algum reconhecimento por parte da mídia, mas sempre foram genuinamente do underground, e dificilmente, sairão. Tenho certeza que vocês irão ver mais material deles, enquanto nós estivermos no comando, então pode começar clicando aqui, ou na capa.

Finger Eleven - The Greyest Of Blue Skies


Atençãããooo, leitores! A partir de hoje, quem postará no lugar do Julio será eu. Ele é um fanfarrão e foi demitido. Quem reclamar vai ver o saco! Tirano é o caralho!

O Finger Eleven teve uma leve explosão com seu álbum auto-intitulado, lançado em 2003. Algumas músicas conseguiram um espaço nas rádios americanas e canadenses, enquanto outras só podiam ser conferidas com o CD em mãos (apesar de serem boas). Grande parte dos brasileiros que curtem o som conheceram a banda no game Burnout 3: Takedown. O que muitos não conhecem, são os primeiros álbuns da banda, chamados de TIP e The Greyest Of Blue Skies. Após conseguirem um contrato e serem obrigados a trocar o nome da banda (se bem que eles queriam mudar mesmo), os rapazes não perderam tempo e começaram a compor. Dessas composições, saíram as músicas do TIP, um CD que possui diversas influências. Um pouco de rock alternativo, um pouco de rock depressivo, algumas pegadas mais agitadas, tracinhos de Nirvana e por aí vai. Já esse ótimo The Greyest Of Blue Skies veio 2 anos depois, muito melhor e mais pesado. Aqui os sentimentos foram aumentados. Tudo que tinha no anterior ficou mais forte, principalmente as levadas mais depressivas, como pode ser conferido em "Drag You Down". O CD começa com a ótima "First Time", dotada de uma linha de guitarra bem pesada, até. Entre as bandas do estilo, essas que utilizam somente vocais limpos, o F11 era a mais pesada. Há um teclado atmosférico que também dá uma presença a mais no som, realmente marcante. Uma das coisas mais legais no som deles, na minha opinião, é que muitas músicas começam pesadas e, de repente, tudo fica leve - mas não chega a ser piegas . São 41 minutos ao total, divididos em 11 faixas. Nem vale a pena ficar elogiando todas as faixas, pois eu gosto de todas.
Atualmente a banda anda fazendo muito sucesso, grande parte por causa do último álbum, lançado em 2007, batizado de Them vs You vs Me. Na minha humilde opinião, álbum fraco e sem atrativos, porém foi dele que saíram 2 singles que renderam top chart à banda nas paradas americanas e canadenses. Quer baixar? Clica na capa e reza pra esse servidor gratuíto cooperar contigo, porque eu tenho que subir o morro agora.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Good Riddance - Ballads From The Revolution


Santa Cruz, 1986, nascia aí uma das maiores e melhores bandas de hardcore californiano na minha opinião
Com influências claras de Black Flag e Adolescents, Russ Rankin, Luke Pabich, Chuck Platt e Sean Sellers formavam o Good Riddance, com a maioria das letras escritas pelo seu vocalista vegan/sXe Russ nota-se claramente um interesse em escrever sobre a política Americana, alienação e conflitos pessoais.
Terceiro álbum de estúdio do quarteto de hardcore californiano, lançado pelo selo Fat Wreck Chords em 1998, traz um Good Riddance mais maduro e mais pesado do que os anteriores, abrindo com "Fertile Fields" com vocal limpo de Russ e gritos nervosos de Chuck, seguida da rapida e angustiante "Sacrifice", pode-se dizer que os maiores clássicos da banda está nesse disco, destaco de todas "Salt" com uma letra criticando a atitude violenta de muitas pessoas que frequentam shows de hardcore, e "Waste" que é um total apelo para o vegetarianismo, falando sobre toda a questão dos "produtos da violência", e um cover da clássica "I Stole Your Love" do KISS, se é interessado em hardcore melódico californiano clique aqui, disco necessário na sua coleção

Pura vida!, abraço.

Love In The Time Of Cholera - The Sun Through Glass


Mais uma vez com algo mais Underground, trago para todos Love In The Time Of Cholera, banda de hardcore melódico com vocais rasgados de Washington, DC.
Primeiro trabalho da banda sendo lançado em 2005, pelo selo Americano Do It Yourself Inc., International. eles trazem Micah (guitarra) John (guitarra) Ryan (baixo) Chris (bateria) e Richard (vocais) abrindo o disco com uma intro do filme "The Termnator" que parece estar sendo tocada numa jukebox com seus falantes estorados, após essa inicia "Enough Friction To Start A Fire", que pra mim é a melhor do disco, com gritos nervosos e roucos, seguidos de um vocal melódico, mas sem perder a linha hardcore, ou puxar pra um screamo, "Release" chega pra dar um soco na nuca de quem torceu o nariz para a anterior, com riffs de guitarras inteligentes e um pedal duplo comendo solto por toda a faixa, eles soltam mais uma de arrepiar, logo chega a faixa título que deixa totalmente a desejar com um instrumental pobre, mas nada de estragar um álbum, depois dessa surge os grunidos de arrepiar de Richard e mesclando gritos em "Companions And Wellwishers".
Com apenas 10 faixas e um disco recente, a banda já nos deixa a impressão que veio para ficar, dica dada e missão cumprida, se gostou da "resenha" clica aqui e confira.

Pura vida!, abraços.

Sebadoh - Bakesale


Sebadoh, uma das bandas de rock independentes que levaram o som lo-fi para um outro patamar durante os anos 90, junto com nomes do naipe de Pavement e Guided By Voices, levaram aquele som descompromissado, gravado em fitinhas em 4 canais e sem nada de produção e com aquele clima de "som de garagem" (não confundam com garage rock), provaram que se pudia fazer som honesto, sem artimanhas de estúdio, apenas com o talento e a vontade.
Conhecido por ser a segunda banda de Lou Barlow, que fundou o Dinosaur Jr. junto com J. Mascis, o Sebadoh foi fundada enquanto Barlow ainda fazia parte do Dinosaur, junto com o multi instrumentista Eric Gaffney, na metade dos anos 80 e gravavam de um método bem peculiar. Como o ego de Mascis não dava espaço para as composições de Lou na banda, ele gravava suas próprias músicas em casa, e mandava para Eric Gaffney, que adicionava a bateria, e assim lançaram as duas primeiras fitas dessa banda, que na época, era apenas um projeto.
Com o estouro do clássico, maravilhoso, fantástico, hitórico You're Living All Over Me, muitos olofotes se viraram para o Dinosaur Jr., e o selo independentes Homestead se ofereceu para lançar essas duas fitas, chamadas de The Freed Man e Weed Forestin', que logo em seguida, saíram em um único disco, o The Freed Weed, com um total de 47 músicas, número normal para as bandas de lo-fi, pois boa parte delas, nunca passam de 2 minutos, resquícios do espírito punk do DIY.
Ao mesmo tempo que o Dinosauro ia ganhando cada vez mais de fãs e elogios da crítica, eis que o surge um dos capítulos mais filha da puta que eu conheço. Após o lançamento de Bug, para mandar Lou Barlow embora da banda, J. Mascis resolve acabar com a banda num belo dia, e ressucitar no outro dia, mas dessa vez sem Barlow. Com isso, o Sebadoh acabou virando uma banda de verdade, ao invés de um projeto paralelo.
Sebadoh III, o terceiro disco da banda, virou um clássico dentro da música underground americana, e rendeu um contrato com a renomada Sub Pop. Bakesale foi o quinto cd da carreira do trio, e o segundo de inéditas pela Sub Pop, lançado em 94 e o mais bem sucedido até então.
É um disco mais conciso e direto que todos os anteriores, e um pouco mais afastado do barulho, mas sem nunca perder a essência. Algumas faixas ganharam até circulação em rádios como "Rebound" (que até clipe tem) e "Skull", mas o legal é a obra por inteiro, das músicas simples, das melodias cativantes, da mistura do barulho com o folk, nos momentos de melancolia e nos de euforia, Bakesale é meu disco preferido, sei que a maioria dos discos que eu posto parecem ser a última bolacha do pacote, mas aqui, o bagulho é sério, obra linda por inteiro.
Quem tiver interesse, pode clicar no jovem Lou Barlow com um ano de idade, e quem quiser me dá-lo de Natal atrasado, ainda estou aceitando presente.