quinta-feira, maio 31, 2007

Fozzy - All That Remains


O Fozzy começou sua carreira sendo apenas uma banda cover. Seu primeiro álbum, que leva o mesmo nome da banda, possui apenas covers de grandes bandas de rock/heavy metal e é muito bom.
O segundo, Happenstance, serviu para apresentar algumas canções próprias, entretanto possui alguns covers também, mas não é só isso, já mostrava uma banda muito boa e que com certeza explodiria, não apenas pelo fato de Chris Jericho lutar na WWE - e ser um grande wrestler, ou entretenedor -, mas porque os caras realmente têm algo de bom a mostrar.
Eis que, em 2005, saiu o primeiro full-lenght apenas com músicas próprias da banda. Esse CD é esse que eu trouxe para vocês hoje, o All That Remains.
A princípio, tudo levaria a banda a ser mais uma de hard rock ou heavy metal, pois esse é o estilo preferido dos caras, entretanto não é isso que conferimos nesse excelente álbum. Particularmente, gosto muito mesmo dele, e não curto ficar falando de rótulos, se bem que não há como escapar deles. Então, o som é uma mescla de rock moderno (não pense nessas bandas modistas e idiotas, por favor!) e heavy metal. Alguns refrãos mais leves e reflexivos fundem-se com algumas linhas vocais normais ou mais puxadas para a agressividade, fazendo essa combinação excelente que não soa extrema para nenhum lado; nem muito pesada nem muito leve ou melosa. Falando em melodia, o trabalho das guitarras baseado na melodia é marcante e lindo. Como eu já havia ressaltado no outro post, a voz de Chris Jericho é muito boa e agradável; gosto muito de escutá-lo! Sou suspeito para falar, apesar de conhecer a banda há pouco mais de um ano e meio.
Músicas como "Enemy", "All That Remains" e "The Way I Am" possuem linhas vocais marcantes e refrãos lindos. Já outras como "Born Of Anger" e "The Test" possuem certo peso e, surpreendentemente, algumas partes mais leves. Tudo muito bem estruturado, por isso eu repito: Não soa extremo para nenhum dos lados. Existe um equilíbrio muito bom entre o peso e a harmonia.
O material possui também vários solos de guitarras e algumas passagens bem trabalhadas, algo raro nas bandas que investem numa linha de som parecido com o deles.
Outro fato interessante de destacar são as participações especiais dos guitarristas Zakk Wylde (Ozzy Osbourne, Black Label Society) e Marty Friedman (ex-Megadeth).
Material recomendadíssimo, principalmente para aqueles que pedem sons mais "modernos" aqui nos comentários.
Download.

quarta-feira, maio 30, 2007

Meat Puppets - Up On The Sun

Mais uma vez para atender pedidos, agora de nosso amigo "hermano", que esses dias nos pediu mais um disco dos Puppets, então resolvi botar mais um clássico de uma das bandas que eu mais ando escutando esses últimos anos: Up On The Sun.
Como eu já falei da história da banda em outros dois posts, não vou ficar aqui escrevendo a mesma coisa, mas também não vou escrever qualquer merda pra encher lingüiça (Ou não). Bom, conheçi os Bonecos de Carne (Adoro esse nome) lá pela época do Rock In Rio III, tava lendo aquelas revista Bizz, e aparecia no contra capa uma propaganda dos Puppets, que os discos tavam sendo relançado nos Brasil, e algo do tipo "A banda que influênciou o Nirvana", e resolvi ir atrás pra escutar algum tempo depois. Primeiro disco foi o Meat Puppets II, uma obra de arte.
Dai eu te pergunto, depois de uma banda lançar um disco Masterpiece, o que pode se esperar? Porra, mais um!?!? Exato, Up On The Sun é o terceiro disco do trio de Arizona, lançado no ano de 85. A mudança de um disco para o outro é bem notável, mas o que se tem de diferença, se têm em ganho em qualidade de música. Este disco, mostra o progresso da banda, em letras mais focadas, as vezes falta delas (Há 3 canções instrumentais), a banda com um som um pouco mais relaxado, e aquele toque sempre de um funkquizinho-psicodélico-sessentista característico da banda, assim como a voz de Curt, que está bem melhor, não mais tão desafinado, enfim um disco essencial para quem curte o iníco do Rock Alternativo ou de uma das bandas que iniciaram o Hardcore Americano, pois quem não sabe, boa parte da discografia deles, foi lançado pela SST. Então se deu vontade de escutar o som desses Cowpunk, clica aí na capa e faz o download, e se quizer mais um disco, clica aqui ó, é o outro disco já postado que eu falei no início, que se chama Huevos e saiu 2 anos após esse.

Atari Teenage Riot - Delete Yourself!


O que falar de uma das bandas mais expressivas da Europa underground? Da banda que criou o termo "digital hardcore"? A banda que mixa de maneira energética e explosiva (sim, explosiva MESMO, pois em muitos dos lugares aonde ocorriam os shows os esquipamentos explodiam!!!) o hardcore com o techno? Bom, o que tenho a dizer sobre eles é que UMA LÁSTIMA o fato de a banda ter acabado! É uma pena também que pouca gente conheça o som deles, mas, pelo menos, isso eu posso mudar, apresentando-a para vocês que ainda não conhecem. ^^
Talvez alguém esteja lembrado de já tê-los visto por aqui, porque esse é o terceiro CD deles que eu posto. De todos, esse é o que eu posto com mais prazer, pois é, sem dúvida alguma, um dos melhores deles, se não o melhor! :O
A porradaria começa com a matadora "Start The Riot!", cheia de vocais gritados e protestantes no melhor estilo punk, juntamente com o "drum n' bass" explosivo e a bateria eletrônica. As bases de guitarra extremamente sujas dão uma cara underground ao som, e isso gera uma confusão na hora das pessoas calissificarem o estilo do ATR. Já ouvi falarem que é "industrial", "noise", "technopunk", "noisepunk", etc. Creio que seja "techno hardcore", porque é exatamente isso que eles tocam! Batidas eletrônicas de techno com linhas, letras e postura hardcore. Na seqüência, "Into The Death" vem com seu riff de guitarra matador e uma linha vocal agressivísima, sem esuqecer, é claro, do surpreendente "drum n' bass duplo" utilizado em algumas passagens. Os vocais alternados entre Alec Empire e Hanin Elias (a moça) são matadores, realmente bem pensados. Por mais que pareça estranho, eles conseguem ir mais afundo na loucura com a faixa que se segue, outra porrada no seu ouvido chamada "Raver Bashing". Aqui, rola um clima mais experimental em algumas partes, até parece que você está escurando I-doser! Tiros de metralhadora, gritos eufóricos, bateria rápida típica do techno e mais uma porrada de elementos fazem dessa uma das minhas preferidas do CD. E a energia dos caras não acaba aí, não! "Speed", galera, "Speed"! Porra, "Speed" é realmente de foder, tanto que foi parar no filme Velozes e Furiosos 3, isso mais de 10 anos após ter sido criada! E a linha de todos os instrumentos é empolgante demais, mas o refrão arregaça!!! >:D Após essas 4 voadeiras de 2 pés na sua nuca, eles dão uma relaxada com "Sex", que soa bem ambiente. É uma faixa mais experimental, tem uns efeitos interessantes, bem boa e agradável. Quando a faixa título chega, existe uma narração falando algo como "... a realidade é uma merda! Dentro do espaço é legal!", eis que vem O grito "Gooooo!!!" e entram todos os instrumentos, com um sample da guitarra de "God Save The Queen", dos Sex Pistols, e muitos efeitos eletrônicos. Os caras também decidiram incluir uma faixa ao-vivo no material, e a escolhida foi "Hetzjagd au Nazis!" (Cacem os Nazis!), um dos primeiros sons que a banda criou. O lance ficou fodástico, dá pra sentir a energia da galera gritando como louca! Percebe-se também o auto nível de euforia dos integrantes, gritando muito nas partes que possuem linhas e vocais e viajando demais nos samples. Quanto aos outros sons, nem falarei mais nada, é seu dever baixar.
E, se você não conhece a banda e acabar curtindo, aproveite para baixar a coletânea Burn, Berlin, Burn! e o full-lenght de 1999, o 60 Second Wipeout.
Enquanto isso, pegue Delete Yourself! clicando aqui, esse incrível álbum que nem parece ter sido feito em 1995.

terça-feira, maio 29, 2007

Tomahawk - Mit Gas

Aqui no blog, se tu gritar "MIKE PATTON!", com certeza, vai chuver disquinho no teu colo, devido ao enorme número de discos que eu já botei aqui, como diz o Julio, "figurinha que bate cartão no blog" (Assim como o Véio Albino), e também pelo fato de eu ser um baita fã dele. São inúmeros projetos e bandas que o cara teve e tem, porém o diferencial para o Tomahawk, assim como o EP do Dillinger, é que Patton não é o cabeça pensante da banda, e sim um ator coadjuvante.
Tomahawk é uma banda que pode ser definido como Metal Alternativo ou até Rock Experimental, graças aos sons estranhos que a banda faz. É uma banda psicótica, louca, doentia ou até mesmo, Psicopata. E tudo isso leva o nome de Duane Denison, guitarrista formado durante os anos dourados do Punk Americano (Leia-se ANOS 80) e teve uma da bandas mais animalescas da cena indie, o Jesus Lizard, sinônimo de barulho e loucura. Além disso, a banda ainda conta com o baterista John Stanier, que tocava no Helmet, outra ótima banda, e o baixista Kevin Rutmanis, que trabalhou com os Melvins, banda que dispensa comentários, então apresentado esse time, você já deve imaginar um som nada convencional e linear.
Se você já escutou o primeiro disco da banda, de 2001, auto-intitulado, deve saber exatamente o que eu falo, um disco com climas que iam de uma extremo ao outro, que chegava dar medo a quem ouvia, com passagens meio punk e gritos alucinados. Não que Mit Gas seja um álbum ruim, longe disso, mas peca um pouco nisso, soa um "pouco" mais linear, algo como uma "banda de metal vindo do hospício". São músicas que fazem a gente lembrar um pouco a época do King For a Day do FNM, um punk hard rock, escuta aí a primeira música "Birdsong", uma abertura, até que normal, que continua na insana "Rape This Day", a trilha sonora para seu primeiro homicídio, ou então a música "Aktion 13F14", que ensina todas as lições de uma briga, que seu único objetivo é matar o oponente.
Mentes maníacas em prol da música, clica na capa e prepare-se para cometer algum crime.

Impending Doom - The Sin And Doom Of Godless Men


Há até pouco tempo atrás, eu me negava a escutar qualquer banda cristã, independente do estilo de som. Pensava algo como: "Estão louvando a Deus nas letras? Foda-se, eu que não escuto!". É, meu caro, mas as coisas mudam e as mentes crescem, tanto que eu percebi que esse pensamento que eu tinha era típico de um bitolado idiota, e não de alguém que curte música. Comecei a escutar mais bandas, independente de serem cristãs ou satânicas; entretanto não pense que eu fui procurar por bandas cristãs especificamente. Mas beleza, a vida foi seguindo até que eu conheci o Impending Doom.
Existem duas bandas com esse nome. Uma é da Alemanha e toca um black metal furioso. Essa aqui em questão vem da Califórnia, Estados Unidos, e já chega falando: "Somos uma banda cristã e tocamos death metal!!!". Duvida? Pois então eu vou mais adiante! Eles tocam brutal death metal com influências de grindcore e com alguns vocais na linha do gore, os famosos "pig squeals" ou "breee-breee-breee!". Fico muito feliz por ter deixado o preconceito de lado, porque, se continuasse besta daquele jeito, não teria conhecido essa grande banda aqui. Óbvio que vocês nunca me verão escutando ou postando algo do estilo do Padre Marcelo Rossi, mas é provável que apareçam por aqui mais bandas cristãs, desde que façam som bom. Outra coisa que eu acho meio impossível: Essa banda aqui tocando em uma igreja. Puta que pariu! As coroinhas iam pensar que o demônio entrou lá disfarçado de bonzinho para tocar o terror, pois, acreditem em mim, o negócio é terrorífico! >:D
Esse Ep, cuja tradução significa algo como "O Pecado e o Futuro Dos Homens Sem Deus", foi lançado em 2005 e eu curto todas as músicas. As letras, como dá para imaginar, abordam temas típicos do cotidiano das igrejas, como falar em pecados, impor medo em quem não acredita em Deus e etc.
A gravação é boa, percebe-se que poderia ser melhor, mas tá na cara que os malucos quiseram deixar aquela cara mais underground no som, só para dizer denovo: "Somos cristãos e tocamos death metal!".
Tende a agradar todos que curtam um bom death metal, independente da temática abordada nas letras ou das atitudes da banda.
Download.

segunda-feira, maio 28, 2007

Mudhoney - Superfuzz Bigmuff plus Early Singles


Nos meu últimos posts, estou basicamente só mais atendendo pedidos, pois o tempo que sobra, acho mais legal atender alguns pedidos do que fazer como nos tempos de início de blog, onde se escrevia pra quase ninguém, mas mesmo assim, era muito legal, continua sendo um dos hobbies mais afudes que existe, mas o mais importante do pedido, é quando a gente conhece, tem interesse na banda ou tem interesse no estilo.
O Mudhoney é mais ou menos por aí, gosto de grunge, sabia que os caras eram roots da música de Seattle, mas faltava vontade de baixar e ver "qualé". Ano passado ainda baixei um disco mas não escutei pra valer, mas agora com o pedido, aconteceu que nem o Trivium, vi que o cd é bom pra caralho, e entendi por que há tanta gente que paga pau pra eles. Se tu não sabe, o Mudhoney foi uma das mais importantes bandas do rock sujo chamado de Grunge, e a história da banda começa muito antes da banda surgir, lá, no início da década de 80, quando o líder da banda, Mark Arm, criou um grupo Mr. Epp, e logo depois o Green River, que teve alguns integrantes que formariam mais tarde o Pearl Jam. Após quase toda a década de gravações (Boa parte, tosqueira), turnês e shows, em 88 que o vocalista Mark Arm e guitarrista Steve Turner resolveram criar o Mudhoney, junto com o baterista Dan Peters e o membro fundador e ex-baixista dos Melvins, Matt Lukin (O forte do Melvins nunca foi arrumar baixistas), e assim estava completo o quarteto.
Nesse mesmo ano eles lançaram o clássico do Grunge, o EP Superfuzz Bigmuff, com 6 músicas e também o primeiro single da gravadora Sub Pop (Gravadora de renome dentro da cena independete americana e mundial), o tijolaço "Touch Me I'm Sick", que é o som que define o que hoje nós chamamos de Grunge. Mas esse disco que eu to disponibilizando é o que foi lançado no ano de 1990 e que será o único jeito de comprá-lo, com o EP e mais os trabalhos velho da banda, e maravilhoso. Como a primeira, e já comentada faixa, "Touch Me I'm Sick", hino dos grunges Junkies de Seatlle e também "Sweet Young Thing Ain't Sweet No More", que é B-side. Covers, como dos Dicks e do Sonic Youth, que fizeram um split com a banda, e assim conseguiram algum reconhecimento no underground. No final das contas, a banda teve importância enorme, mas nunca chegou a ter repetução como o Pearl Jam ou Stone Temple Pilots, mesmo que no auge do Nevermind, a banda teve contrato com a Reprise, mas que não resultou em nada muito lucrativo.
Bom, mas se tu curte um som feito com vontade, no estilo DIY, de maneira rápida, desleixada e barulhenta, Mudhoney é a melhor pedida, só clicar na capa e fazer o download.

Johnny Winter - Captured Live! (Ao-vivo)


A grande lenda viva do blues, o fabuloso Johnny Winter, estava sumida do blog. Não por falta de material, muito menos porque eu parei de curtir o cara. Johnny continua sendo o músico que eu mais escuto, o "Overall Top Artist" no meu Last. Fm, um cara que eu curto todos os materiais e que um dia ainda conhecerei pessoalmente. Seu desaparecimento se deve ao fato de que já existem muitos discos dele postados aqui, e com isso dá para vocês já encherem alguns cd's de músicas dele. Pois é, mas sentiram falta, tanto que eu li nos comentários uma "intimada" para postar algo. Vocês sabem, pedido é ordem (quase sempre xP )e nós atendemos com prazer. E atender a um pedido de disco do Johnny é algo muito prazeroso, então, para vocês, segue mais uma obra registrada ao-vivo, capturando todo o feeling e a energia que só o grande Albino sabe tirar de uma guitarra! :D
Já de cara, começa com a galera gritando muitooo e Johnny manda uma rifferama muito empolgante com alguns solinhos, até chegar na intro de "Bony Moronie" (clássica do álbum Saints & Sinners). Esse som já é muito bom, ao-vivo Johnny decide dar uma aumentada e deixa-o com quase 7 minutos! É solo para dar e vender, energia que não se esgota, vozeirão rouco reconhecível à distância e milhares de outros adjetivos. Na seqüência, "Roll With Me" aparece com o seu refrão viciante e, "pra variar", muitos solos de Johnny. Quem não conhece ainda e baixar o disco, vai ver que não é à toa que Johnny é considerado como o mestre do estilo "slide guitar" e porque a galera paga O pau pra ele nos comentários. "Rock & Roll People", pelo que li, foi composta por John Lennon e dada para Johnny de graça. Talvez seja só um boato, porque não tem cara de John Lennon nesse som. É tudo na linha do Winter, cheia dos mini-solos após cada estrofe e uns riffs de slide bem marcantes. Eu, particularmente, piro demais nisso tudo! Não são só as coisas que são tocadas, mas a tonalidade que Johnny tira da guitarra! É tudo muito único, empolgante e surpreendente, tanto que eu escuto o cara já faz um tempo e nunca enjoei. A banda também é ótima, Rick Derringer é um ótimo guitarrista, algumas vezes chegando a executar duelos com Johnny. Os outros músicos fazem coisas que vão além de simples acompanhamentos. Pra empolgar mais ainda, "It's All Over Now" vem num clima mais country-rock, dotada de um refrão tão viciante quanto o de "Bony Moronie" e, "pra variar" mais uma vez, Johnny arregaça demais no solo. Agora você deve estar pensando algo como: "Já mandaram 4 sons, devem estar um pouco cansados!". Que é isso, meu filho? Daonde já se viu Johnny acabar um show sem mandar um som com mais de 10 minutos? "Highway 61" chega com seus 10:38 com OS solos, OS riffs e A energia! Sem dúvidas é o melhor som do disco! Além disso, é a prova da Teoria da Relatividade de Einstein, pois nem parece ser uma música tão longa assim. Fico tão preso a ela que o tempo voa! :D E pra fechar em grande estilo, "Sweet Papa John" com 12:20.
Chega de falação! Baixa logo, rapá! Esse disco aqui só perde para o And...Live, mas, mesmo assim, é fantástico como qualquer obra vinda de Johnny Winter.

sexta-feira, maio 25, 2007

Beneath The Massacre - Evidence Of Inequity


Ao baixar, é melhor já ficar preparado para o que virá: 17 minutos de um massacre sonoro de pura técnica nos seus ouvidos. Técnica³²³²³, por sinal.
Beneath The Massacre é atualmente uma das bandas mais técnicas do mundo. Os caras realmente dominam muito os instrumentos, principalmente os guitarristas.
"Pliu-pliuiu-plói-uai-ói-lilili", manja? E dá-lhe blast beat na batera enquanto os guitarristas se matam nessas escalas mega cabreiras de tão fodidas que são de executar. Você deve estar achando esse post meio frio e direto. Realmente é. Não estou fazendo isso à toa, estou fazendo assim porque é assim o som deles. Muita técnica e pouco feeling. De qualquer maneira, é bom. Muita gente vai achar excelente. Algumas pessoas podem não achar bom. Creio que todo mundo deve, pelo menos, admitir que os caras tocam muito. Fato é fato, não? PLIUPLAPLEPAUIUUPLIIRALPLA. Turum, tum, tum, tum, turum... Plaioepálpelpaiuiuui!!! Tatatatatatatata. Quem toca algum instrumento, certamente vai gostar de ouvir o som dos caras. Quem não toca nada, talvez ache o som charope. Quem curte metal progressivo e extremo (não é "progayssivo"), vai curtir muito. Quem não curte coisas trabalhadas e prefere som mais direto, odiará.
Plaiplaaiuiuuipleiu, tãrã (agora muda de caixa, é estéreo), tararã (muda denovo) tanã! (Agora volta para as duas) Pliuaplwpleplaplalpeiuoiuowwwóóui!!! Como vocês devem estar percebendo, falta um equilíbrio entre os power-chords e as escalas ultra-mega-técnicas, e creio que eles poderiam ter mudado isso no trabalho que chegaria depois desse, aquele que já esteve aqui e foi lançado esse ano, o Mechanics Of Dysfunction. Pliu, não eles não, pliuplaiueaiu, mudaram absolutamente nada, pliuuiplapliupliuiu, apenas incrementaram mais pliiiuouaheapleiu, digo, técnica. A gravação foi melhorada também. Ah, por ser um full-lenght, o tempo é maior.
Se você não conhece, mas quer conhecer os pliup´lairpleuiiplaiu, quero dizer, o Beneath The Massacre, baixe clicando aqui. Se você já conhece, curtiu e quer curtir mais, baixe também. Se você conhece e não curtiu, não baixe porque não vai curtir do mesmo.
Falou ae, galera! Até a palpelpalpeiuapleiuya, ops, próxima! :)

quinta-feira, maio 24, 2007

Trivium - Ascendancy

Já que no post anterior andaram falando em Metal atual, e esses dias ainda fizeram pedido de Trivium, agora é mais do que a hora de postar mais um disco desses Americanos, que vêm da Flórida e fazem um som que passa do Metalcore para o Thrash Metal. Surgidos em 2000 foram gravando demos e EPs, até que em 2003 saiu o primeiro EP, o Ember To Inferno, que teve boa repercutição, dentro dos fãs de Metalcore e da Roadrunner.
Com o lançamento de Ascendancy, de 2005, a banda sim conseguiu um lugar ao sol, e virou um dos artistas principais da gravadora. Esse disco têm uns 2 ou 3 singles que garantiam a banda no mainstream americano, como MTV, e isso fez com que todos abrissem os olhos para banda. Eu vi um vários blogs e saiu até em Revista (Leia-se Veja) matéria sobre a tal "New Wave Of American Heavy Metal" ou "Metal Inteligente" ou qualquer porra, que inclua grupos como Mastodon e Lamb Of God. Antes, já conhecia o Mastodon e sem ler tudo isso já dizia que esses caras iam longe (confira aqui) e o Trivium eu conheci através da internet, pois o metal anda meio Hypado.
Taxados de "Novo Metallica" a banda lançou o disco The Crusade, ano passado, e eu realmente tirei o chapéu para eles. Viciei no CD, tanto que escuto direto ele, porém não tinha curtido muito os outros trabalhos, porém o pedido de algum cd da banda fez com que eu escutasse novamente e desse uma atenção maior, pois os estilos dos dois discos ficam um pouco longe. Ascendancy é um disco de Metalcore, com bumbos dulpos All the Time, riferama nervosa, vocais gritadas, com refrões mais leves, e dando espaço para vários solos de Power Metal, mas basicamente um disco forte, com ritmos rápidos e pesados e com muitos vocais gritados, bem no estilo "Metalcore" enquanto o The Crusade foi criticado por muitos por soar muito Metallica, voz bem mais limpa, pouco uso de gritos, e grande uso do bumbo duplo e muita melodia, um disco que eu realmente GOSTO. Mas o Ascendancy, agora, que está bem escutado por mim, merece minhas desculpas por pensar que ele era meio féses, pois na verdade ele é verdadeiramente um ótimo disco.
Escute "Pull Harder The String Of Your Martyr" ou "Departure" e vibre na musicalidade de ótima qualidade, guitarras afinadícimas e ritmos rápidos com melodia em boa parte, muito bom. Não sei se eles podem ser algo do tipo "Novo Metallica", mas podem ser os grandes representantes do Metal no nosso futuro próximo, pois é uma excelente banda. Pra baixar, clica na capa.

Avenged Sevenfold - City Of Evil


Falar desse CD aqui é cabreiro, porque ele foi e ainda é um divisor de fãs na carreira do Avenged Sevenfold. Não só por isso, mas também pelo fato de que isso aqui é um exemplo puro de originalidade e inovação. Muita gente pode discordar, e não sou eu quem pode dizer "Eu estou certo!" ou "Eles estão certos!". Ninguém pode dizer, na real. O que existem são opiniões, e a minha já está formada: Esse CD do Avenged Sevenfold é uma jóia rara, digam o que quiserem.
Foram 3 anos de silêncio após outro álbum muito bom, o Waking The Fallen. O primeiro CD deles também é bom, o Sounding The Seventh Trumpeth (Warmness On The Soul é single, não conta como full lenght), mas este e o segundo são trabalhos que parecem-se com outras bandas; City Of Evil não.
Como eu falei antes, é um divisor de fãs na carreira da banda. A maioria dos fãs antigos não curtem o CD, mas, em compensação, a banda ganhou muitos (milhares) com esse álbum novo. A diferença entre os álbuns realmente é gigante, esse fato é inegável, basta analisar que M. Shadows não manda mais vocais rasgados e gritados, apenas limpos. Não pense só em coisas melodiosas, pois não é bem por aí, todavia os gritos não existem mais. Muita gente diz até hoje algumas coisas do tipo: "Ficaram pop demais!", "Tão fazendo músicas para as pessoas entenderem!", "Ficou muito gay!", "Não é mais metalcore!" (quem pensa assim deveria se internar, porque A7X nunca foi metalcore. Hahahaha!), etc. Independente de qualquer coisa assim, esse trabalho é realmente muito bem feito. Talvez mais que isso: Surpreendente.
Eles são rapazes novos, devem ter todos os seus 20 e poucos anos e quase uma década de experiência musical, mas City Of Evil soa como algo de uma banda realmente muito mais experiente, tanto que eu acho que eles estão dando uma surra feia numa das bandas mais famosas do heavy metal. Quer saber o nome? Pois eu lhe digo sem medo algum de ouvir um xingamento: Iron Maiden (o atual). Muita gente deve estar querendo ver a minha cabeça exposta em praça pública após isso, mas saibam de uma coisa: Achas que Maiden é uma grande banda atualmente? Tente escutar mais coisas, apenas isso.
Criatividade, ousadia, energia e inovação são as palavras que descrevem esse disco aqui. Criativo? Sim! Primeiramente, creio que todas as músicas apresentam algo de bom, tanto que o álbum soa bem variado no seu decorrer e os arranjos são muito bem pensados. Ousado? Muito! Os caras conseguiram fazer um heavy metal soar bem comercial (sem soar manjado ou ruim, aí é que está o complicado na questão) e ainda incrementaram umas partes mais melodiosas e "emo"tivas. Energia? De sobra! Escute os solos de guitarra de Synyster Gates e as linhas de pedal duplo do baterista The Reverend que você entenderá. Inovador? Sem dúvidas, pois não conheço banda que fez ou faz algo parecido. Para ser sincero, talvez nem exista banda que fez algo assim. Não fique aí esperando que o CD seja o Paraíso, pois depende muito de gosto, mas uma coisa eu garanto: É único. Não importa se você vai gostar ou não, mas o lance é original.
Começa com "Beast And The Harlot", numa intro muito bem feita e, em seguida, com uma linha de guitarras muito empolgante. Tem um refrão bem comercial e bem "criança" (lembra essas bandas de pop adolescente), mas eu curto muito, principalmente pelos solos de guitarra. Grudada nela, vem a fodástica "Burn It Down" com uma intro aonde The Reverend deixa os bumbos comendo soltos igual uma metralhadora para a entrada dos riffs à la power metal (ou melódico, são tudo a mesma coisa e eu odeio, mas curto A7X) e um refrão bem emotivo. Novamente, tirando o refrão, a linha vocal bem como o resto do instrumental são empolgantes e a música ainda tem um solo furioso! Depois dessas duas músicas que soam, no mínimo, surpreendentes para uma banda que se veste como eles (todo mundo pensa que é mais um Good Charlotte da vida, só que com um vocalista bombado), vem uma das músicas de maior sucesso deles, principalmente porque parou num game de Playstation 2, o Need For Speed (se eu não me engano é esse), a trabalhada "Blinded In Chains". Não gosto muito dela, mas admito que é bem feita. Agora vem uma das mais legais, uma das que caiu nas mãos da Mtv Brasil, para infelicidade de quase todos os fãs "verdadeiros" da banda. Esse som chama-se "Bat Country", e é realmente uma pena que existam pessoas que se dizem fãs de A7X conhecendo apenas esse som, porém acontece com várias bandas, fazer o que?! Começa com uma intro bem empolgante e a linha vocal entra no melhor estilo, com The Reverend quebrando tudo nos rufos, viradas e pedal duplo. Tem um refrão bem grudento, um tanto quanto comercial e uma passagem lentinha que destoa muito, principalmente porque após ela existem 2 solos muito loucos de guitarras, um em dupla e, como o Lipe me disse uma vez, parece que o espírito "power metal" baixou de vez na banda. Só parece, porque ele definitivamente possui a banda no som seguinte, a louca "Trashed And Scattered". Louca mesmo, porque a linha principal é à base de um instrumental "power metal" (dá no mesmo que melódico), mas no refrão descamba para o rock esquisitóide. O que mais se destaca nesse som é a linha do baixo, bem excepcional. Novamente, tem vários solos de guitarras bem como o CD inteiro. "Seize The Day" é a mais comercial, sem dúvida alguma. Lembra muito as baladas das bandas de hard rock, tanto que os próprios caras dizem que Guns N' Roses é uma das maiores influências deles. Não vejo influências explícitas assim não, mas percebe-se que os caras são fãs de longa data da banda. É um sonzinho legal de se curtir com a namorada, até garanto isso por experiência própria. Nunca me esquecerei os bons momentos que passei agarradinho com a minha ex-namorada curtindo esse som. Daqui em diante o CD não fica tão atraente aos meus ouvidos, pois não sou fã de músicas extensas. E sabem as durações das próximas faixas, respectivamente? 7:11, 9:14, 6:47 e 8:46. São sons muito voltados para o metal, tanto que o lado comercial foi literalmente deixado de lado nessas faixas. Não é nada pesadão, como eu já disse antes, o trabalho deles é mais baseado na melodia. São belos riffs de guitarras em duplas, levadas de pedal duplo na bateria e uns refrão mais variados. Na faixa "Strength of the World" o refrão lembra muito o Manowar no álbum Fighting The World, aonde os refrãos eram tudo no estilo "grito de guerra".
Uma pena que ao-vivo o vocalista M. Shadows ande deixando muito a desejar, porque seu rendimento é fraco e looonge do que conferimos no CD. Já os guitarristas mandam bem, bem como os demais integrantes.
Pois é, além de mais de 3 clipes (que lembre, só assisti a 3), o disco rendeu à banda o prêmio de "Revelação do ano de 2006" em um desses festivais da Mtv americana, o VMA, creio eu. Palhaçada total! Primeiro porque a banda existe há varios anos, segundo porque City Of Evil é um álbum de 2005. Pensa que é só a Mtv Brasil que dá suas mancadas? Taí o exemplo de que os gringos cometem uns erros até mais bárbaros.
Para finalizar, creio que vocês só entenderão esse álbum se o baixarem. Por mais que eu escreva inúmeras linhas aqui, o sentimento de vocês tem 99% de chances de ser diferente de tudo que descrevi ali.
Download: Aqui.
Xingamentos, elogios, discussões variadas e etc.: Nos comentários.

quarta-feira, maio 23, 2007

Walls Of Jericho - The Bound Feed The Gagged


Esse é mais um pedido que eu faço questão de dizer que atendo com gosto, porque Walls Of Jericho é muito foda!!! :D
Não é qualquer banda hoje em dia que causa o mesmo impacto que esse grupo americano de Detroit. Com guitarras venenosas de tanta distorção, bateria pegada e os vocais poderosos da bela Candace Kucsulain, essa banda me agrada em cheio em todos os seus cd's. Não só a minha pessoa, mas à legião de fãs que eles conquistaram com muito esforço e trabalho duro, começando por este álbum aqui.
Lançado em 1999, foi fundamental para mostrar às pessoas o que estava por vir: Uma banda cheia de energia, garra, vontade e o espírito do hardcore/punk correndo solto por entre as veias. Para uma estréia, a banda foi excelente. Esse não é o melhor álbum deles, entretanto é pesado, rápido, empolgante e bem cru! É algo que soa mais para o old-school do que para o new-school mais metalizado que eles tocam hoje em dia, como vocês podem conferir no último lançamento, o excelente With Devils Amongst Us All. A banda manteve praticamente a mesma linha no álbum seguinte, só que com os arranjos muito mais aperfeiçoados, talvez por isso que seja o meu preferido de todos, o maravilhoso e lindo All Hail The Dead.
Como era de se esperar, é um CD com todas as faixas muito boas. Fica difícil destacar a melhor ou as melhores entre elas, mas, particularmente, curto muito a balada "Angel", pois tem um trabalho lindo e criativo dos violões, sem contar na interpretação fantástica de Candace, que é uma das vocalistas mais versáteis (é assim que se escreve? xp ) da atualidade. Porra, ela grita mais que muito homem e ainda consegue cantar umas baladinhas com essa voz limpa e agradável, ou seja, é realmente uma cantora nota 10!
No mais é isso, baixe o CD clicando aqui, porque eu aposto que você vai curtir se você realmente curte um som com todas as características que foram citadas logo acima.

terça-feira, maio 22, 2007

Pavement - Slanted and Enchanted

Guitar bands, indie ou alternative nunca foi meu forte, porém entre o pessoal aqui do blog, eu sou o que mais me identifico com o estilo, pois sou um grande fã de Dinosaur Jr. e Fugazi, mas não tenho conheçimento muito mais além. O Pavement é uma dessas bandas que emergiram nos anos 90 e fizeram bastante barulho durante os anos 90 e eu nunca tive o mínimo interesse em conheçer, porém um dia desses, eu baixei "só pra ver qualé da banda". E não é que é bom mesmo?
A banda vem da Califórnia, e se formou no finalzinho dos anos 80, pelo guitarrista S.M. e o vocalita Spiral Stairs e lançaram alguns EPs até que em 92 saiu o primeiros disco, esse aí mesmo, Slanted and Enchanted, pelo selo independente Matador, a gravadora que toda banda indie bunda-mole sonha em conseguir um contrato. Esse é um lance interessante da banda, que todos os anos que esteve ativa (89-99) se manteve como independente, e não se rendeu a Majors, e mesmo assim, conseguiu um status invejável.
Começei o post falando em guitar bands, e esse é o melhor termo pra "definir" a banda, já que isso existe aos montes, como alternativo, lo-fi, indie, post-punk e mais alguma aí se você souber, mas o que mais chama a atenção, com certeza, são as guitarras, lotadas de sujeira que carregam os ritmos, sejam eles rápidos ou melancólicos, de maneira maestral. O barulho tirado das guitarras é algo estranho, as vezes não parecem notas, parecem um som tirado de qualquer maneira, o tipo de coisa que fica muito afude, quando aliam-se a alguns riffs fuderosos que carregam numa atmosfera muito massa, ainda mais junto da voz, melancólica e arrastada, que soa como um rockzinho executado de qualquer forma. Se você curte Pixies, Sonic Youth ou até Smashing Pumpkins, tem grande chance de gostar do som desses californianos, em um de seus discos clássicos, clica na capa e confere aí.

Immolation - Shadows In The Light


Lendo umas resenhas sobre esse álbum na net, percebi muita coisa verídica e também muita bobageira (a meu view). Dentre tudo isso, concordei em cheio com o que um americano disse, algo +/- assim: "Death metal é um estilo muito bom, mas, infelizmente, muitas bandas soam parecidas. Para o Immolation, achar o caminho próprio nunca foi problema...".
E é com esse 7º álbum de estúdio que eles provam isso mais uma vez, pois é um trampo com a cara 100% própria do grupo, apesar de não ser um álbum extraordinário como se esperava. Francamente, talvez seja eu que estou esperando demais das bandas, porque estamos ano ano de 2007 e só a tecnologia atual já pode fazer metade do que um trabalho precisa para soar muito bom.
Creio que, sinceramente, o CD ficou meia-boca. Por que? Simples, meu (minha) caro (a): A gravação não cooperou nada. As músicas estão excelentes, bem variadas e construídas com maestria, no melhor estilo que só eles sabem fazer; mas, com essa gravação um tanto quanto "old school", soam, no mínimo, cruas demais.
Quando fiquei sabendo da notícia de que o Immolation lançaria algo esse ano, a alegria tomou conta do meu ser. Pensei para mim mesmo: "Aí vem porrada pra marcar! Se no Close To A World Below, o clássico do ano 2000, as músicas e a produção mataram a pau, aqui só tende a estar melhor!". Mas não foi isso, aliás, nem chegou perto de matar as expectativas. Gostei do CD, mas esperava mais. Entendem o que digo? Mas é a vida... Decepções, surpresas, alegrias e tristezas.
De qualquer forma, "The Weight Of Devotion" tem o riff mais fudido que os caras já criaram e tiraram de uma guitarra em toda a carreira. Outra coisa digníssima de nota são os solos, que ficaram maiores. Algumas passagens soando um pouqinho épicas ficaram marcantes, coisa fina mesmo. Realmente é uma lástima os caras terem escolhido esse tipo de gravação, pois nem parece estar masterizado; e está!
Download link.

segunda-feira, maio 21, 2007

Poison Idea - Pick Your King


Se tem um som que eu realmente gosto e admiro é Hardcore Punk Americano dos anos 80, e isso é bem evidente nas postagens do estilo, que tu encontra aqui no blog durante quase um ano de postagens, e é justamente por isso que to compartilhando esse EP de mais uma grande banda que segue a risca a tal "filosofia hardcore".
O Poison Idea vêm de Portland, Óregon e ao contrário das bandas Californianas de punk (Apesar de ter grande influência de Black Flag e do Germs), o Poison Idea é um som realmente muito venenoso. Com letras ácidas e cheias de protesto, atirando para todo o lado, fazem um som muito rápido, com muita raiva, que me lembra bastante o som do Discharge.
A banda surgiu exatamente no ano de 1980, fundada pelo emblemático vocalista Jerry Lang, que foi extremamente influenciado pelo ícone punk de L.A., Derby Crash, do Germs, tanto em vocal, letra, roupa e atitude. Com mais um baterista, um baixista e um guitarrista, que logo foi trocado pelo mais emblemático ainda (Em questão de tamanho), "Pig Champion", e com essa formação gravaram esse que é o primeiro registro oficial da banda, lançado no ano de 83, por uma gravadorinha local, mas com um nome bem engraçado: Fatal Erection Records.
Bom, por que escolher o primeiro disco da banda? O mais sujo, o mais tosco, o mais mal gravado e o mais enérgico? Simples, a capa. Porra meu, olha que doido esse vinil, Escolha Seu Rei, Elvis ou Jesus? Humor? Crítica? ou os dois com um toque de sarcasmo, esse é o Poison Idea, é o tipo de banda que tu precisa escutar caso curta um Hardcore porrada, que apesar de ser Americano, lembra muito o Europeu, assim como as bandas mais undergrounds, como Articles Of Faith e Negative Approach. Caso você que leu até aqui se interessa por bandas de Hardcore Européias anos 80, como Lärm ou Heresy, só pede nos comentários que qualquer dia eu posto aqui. Ah, sem se esqueçer, pra fazer o download, é só clicar na capa, do seu rei preferido, é claro.

Dry Kill Logic - Of Vengeance And Violence


New metal para alguns, metalcore para outros; independente de como as pessoas tentam rotular o Dry Kill Logic, conheci faz pouco tempo e curti bastante, tanto que para mim o estilo deles é "metal" e dane-se toda essa maldita rotulagem que só serve para criar conflitos entre a maioria das pessoas.
Formada em 1995, na cidade de Nova York, a banda existe até hoje, tendo lançado esse excelente Of Vengeance And Violence no ano passado.
Como eu já falei antes, conheci a banda há pouco tempo, então não sou o cara que conhece bem a história deles, muito menos todos os álbuns. O que posso afirmar é que escutei um outro álbum deles, o The Darker Side Of Nonsense, e a sonzeira dos caras é pesadona!
Neste CD aqui, existe bastante peso, pois os vocais são agressivos, o baterista manda uns tiros de metralhadora com os seus bumbos (mas também nada exagerado e massante) junto com o contra-baixo que faz um sustento crucial. Juntando tudo isso, temos uma combinação ótima de elementos que vão agradar a todo mundo que curta um metal pesado e moderno. Não, não pense em "moda", interprete a palavra "moderno" como algo atual e que se beneficia dos métodos primorosos de gravação de hoje em dia.
Quanto às músicas, todas boas, entretanto, algumas se destacam mais. "From Victim To Killer" tem um refrão que não sai da minha cabeça; "Kingdom Of The Blind" é uma balada linda e que, em algumas passagens, possui certo peso sem, em momento algum, fazer uma mudança brusca entre os estilos, provando também que o vocalista não sabe apenas "gritar"; "Dead Mans Eyes" com uma intro furiosa, dotada de um belo solo de guitarra e "My Dying Heart" com um trabalho de guitarras muito bem feito. O único problema do CD é uma faixa besta de 25 segundos, aquela típica faixa que foi incluída para "fazer número". Tirando isso, o lance é foda mesmo! :D
Som porrada, com certeza! Baixe e comprove com seus próprios ouvidos.

domingo, maio 20, 2007

Despised Icon - Consumed By Your Poison


Breeee-breee-bree, bree-bree? Bree, bree-bree bree, bree, breee, breee bree-bree! Bree-bree-bree-breeeeeeeeeeeeeeeeeee, breeee...
oO
¬¬
[Tecla SAP: ON]
^^
... como eu estava dizendo, esse lance de pig squeal é massa, mas aqui ficou sobrecarregado demais, porque é pig nos seus ouvidos o CD inteiro, do começo ao fim.
Ficou popular na cena Norte-Americana (leia-se o continente Norte Americano) as bandas fazerem um death metal com uns elementos de NYHC e vocais guturais e profundos; os canadenses do Despised Icon seguiram nessa tendência.
Achei o instrumental da banda excelente, sem dúvida alguma os caras tem bastante experiência e noção do que tocam, mas os vocais pecam (e muito) pois tendem a agradar a um minúsculo número de pessoas. Bah, mas vai saber se a proposta da banda não é essa mesmo? Se for, aí nota 10 para eles, porque tá realmente soando underground a parada.
Curti. Bem de boa, curti o som dos caras, mas não viciei.
A banda foi formada em 2002 e esse álbum aqui é o primeiro, lançado no mesmo ano e sendo re-lançado em 2006. O impacto foi grande, tanto que eles assinaram contrato com a Century Media e lançaram em 2005 o álbum The Healing Process, numa mistura muito louca entre death e grind, explodindo na cena mundial.
Hoje em dia, após o lançamento de The Ills Of Modern Man nesse mesmo ano no qual estamos vivendo, a banda desfruta de mais respeito por parte da crítica e dos fãs que, na maioria, escolheram esse como o melhor álbum da banda. Para ser honesto, ainda não o escutei, por isso vou ficar na minha.
Consumed By Your Poison é um álbum muito bom, uma pena esses vocais soarem massantes aos meus ouvidos. :/ Mesmo assim, repito: O instrumental é muito bem feito.
Download.

sábado, maio 19, 2007

As Blood Runs Black - Allegiance


Venho através desse post não só atender a um pedido, mas sim mostrar oposição ao comentário INFELIZ que o Nails fez em seu último post. Na boa, galera, se alguém ficou ofendido (como eu fiquei) não dêem bola. Eu sempre estarei aqui trazendo som do extremo ao leve sem, em momento algum, comentar alguma barbaridade daquelas devido ao número de downloads ou comentários que vocês fizerem. Curtir SÓ som pesado não é uma merda, ao contrário do que ele disse. Não é meu caso, pois curto do emo ao brutal death e respeito quem curte só som pesado. Estou realmente chateado com o comentário do nosso amigo Nails e peço novamente que, se alguém ficou chateado também, ignore o triste fato. Deixando essa coisa chata de lado, vou ao que interessa aqui, essa banda muito foda que eu conheci recentemente: As Blood Runs Black!
Já tinha escutado algumas músicas deles e, quando vi o comentário fazendo o pedido, decidi baixar o CD para ver qual é a moral da banda. Para a minha surpresa, vi que a banda toca um estilo que eu duvidava muito de existir. Bom, não que eu duvidasse, mas as bandas que as pessoas enquadravam dentro do estilo realmente fazem jus ao nome. Já ouviu falar de deathcore? Então, a princípio, seria a fusão do death metal com o hardcore, sem ser o grindcore. Muita gente diz que Job For A Cowboy, As I Lay Dying e mais um monte de bandas são "deathcore"; na boa, essas bandas são deathcore na PQP, mas aqui não. Alguma alma caridosa me diga, por favor, aonde está o hardcore no som dessas bandas? ¬¬ Claro que alguns toques minúsculos de hardcore existem no som dessas bandas, principalmente em alguns riffs, mas são tão minúsculos que soa caricato rotulá-las como "deathcore".
Escutando o As Blood Runs Black percebi que os caras são adeptos de um death metal com uma afinação mais alta, ou seja, tende a soar um pouco "leve e limpo", ainda mais que o trabalho da dupla de guitarras é fantástico, cheio de "oitavas", o que tende a aumentar isso. Não bastasse, os caras ainda executam algumas passagens que remetem ao NYHC cheias de peso. Agora sim, pela primeira vez, concordo que exista "deathcore". :) Ah, e o melhor: Não existem refrãos na linha "emo", ou seja, é peso do começo ao fim sem partes harmoniosas. Mesmo soando limpa, a banda não deixa de ser pesada, e a gravação é excelente deixando tudo perfeitamente audível.
Não encontrei muita info na net, mas parece que esse Allegiance, de 2006, é o primeiro álbum deles. Se a banda manter a linha, creio que só virão bons frutos no futuro!
Recomendo o material para todo mundo que esteja interessado em um som bem feito e um tanto quanto inovador.
Download link.

sexta-feira, maio 18, 2007

Rob Zombie - Educated Horses


Nos meus posts, sempre prezo muito pela sinceridade. Sou fã de inúmeras bandas e isso vocês podem conferir nos cd's que sempre são postados aqui quase todos os dias, desde janeiro. Raramente vocês vêem eu, o Lipe ou Nails falando que o álbum postado em questão é meia-boca ou poderia ser melhor, e isso se deve ao fato de que a gente sempre tenta trazer os melhores para compartilhar.
Hoje, o post será um pouco diferente.
Sou fã do Rob Zombie desde a primeira vez que escutei o Hellbilly Deluxe, e depois corri atrás dos outros álbuns e gostei muito, tanto que é um dos artistas que eu mais escuto. O problema é que esse último CD dele me decepcionou um pouco. :/ Levando em consideração a experiência que ele possui e mais os recursos que tem disponíveis (estúdio, produtor, músicos bons, etc.), Educated Horses deveria ser, no mínimo, um pouco melhor do isso que podemos conferir nas 11 faixas que o compõem.
Ao contrário da primeira impressão que tive ao escutar o Sinister Urge, que começa com uma intro besta demais e depois fica bom, achei a intro "Sawdust In The Blood" a melhor de todas as que ele já fez! Uma pena que na segunda faixa, "American Witch", a banda investe em algo bem normalzinho. Não tem nenhum efeito muito ousado, não tem velocidade e nenhum riff extremamente marcante. A única coisa muito legal é o sample de uma mulher gritando (provavelmente a bruxa). Não que seja uma música ruim, mas é apenas normal, entende? Rob Zombie não era disso, ele era cima da média. O álbum está da mesma forma. Não é ruim, mas não é excepcional; é normal, apenas isso. "Foxy Foxy" vem em seguida com uns riffs melhores e um refrão bem legal, mas é mediana como as demais. :( "17 Year Locust" tem uma intro que lembra muito a música oriental, mais precisamente a árabe, pois o violão (ou cítara, não sei com precisão) é tocado no melhor estilo Karl Sanders, com direito até a um mini-solo! :D Aí realmente eu devo dizer que eles fizeram algo acima da média, mas os vocais de Rob estão com muitos efeitos e um tanto quanto cadenciados demais, soando massantes, porque remetem à mesma coisa que foi feita na segunda música. A instrumental "100 Ways" é bem interessante, porque mistura a música oriental com uns efeitos eletrônicos e modernos, soando como algo único. Para não deixar aquela ausência completa da velocidade, "Let It All Bleed Out" vem para empolgar com sua linha rápida, vocais agressivos, bateria pesadona e etc. Sem dúvida alguma é o melhor som do CD, e creio que o Mr. Zombie poderia ter feito mais sons nessa linha. E o CD vai indo de forma legalzinha, mas sem maiores emoções.
Digo a vocês que, sem dúvida alguma, é o CD mais variado da carreira. Digo também que ele não se repetiu e eu prezo muito isso. Antes tentar fazer algo novo do que uma simples cópia do que já foi feito.
Então, você deve estar sentado aí perguntando: "Mas se ele não gostou tanto do álbum, porque postou?". Por vários fatores. 1º: Nós não somos pagos para postar e não corremos o risco de sermos demitidos do "trabalho". 2º: Vocês não pagam para baixar. Baixou, escutou, gostou? Legal. Baixou, escutou e não gostou? Apaga do HD e bola para frente.
A conclusão é a seguinte: Educated Horses é um álbum bom, mas poderia ser melhor. De qualquer forma, opiniões são opiniões e você está livre para baixar o álbum e formar a sua opinião.

quinta-feira, maio 17, 2007

Behemoth - The Apostasy


Creio que, para as pessoas que são viciadas em música (tipo eu), não há nada melhor do que um lançamento superar as expectativas.
O novo álbum do Behemoth nem era tão aguardado, pois a notícia do lançamento só ficou confirmada há pouco tempo atrás, mas, quando o assunto é o álbum novo de alguma banda desumana do estilo deles, as expectativas crescem numa progressão geométrica assustadora, e é claro que foi isso que aconteceu comigo há +/- duas semanas.
Então, baixei o CD assim que vazou e já coloquei a tocar no meu winamp. Começou a primeira música com um silêncio meio demorado e um leve coro aparecendo, até todos os instrumentos entrarem num estilo de marcha para deixar aquela dúvida: "Será que vai ser melhor que o Demigod? No mesmo nível ou infeior? Que agonia!". Até que entra a segunda faixa, grudada nessa primeira, a matadora "Slaying The Prophets Ov Isa", com uma intro de batera muito foda e cheia de peso, já mostrando que os caras voltaram mais pesados não só na bateria, mas na sujeira das guitarras e na gravidade do baixo, sem esquecer, é claro, do vocal do Líder Nergal, que agora soa ainda mais bestial! Fiquei surpreendido de cara, aí me aparecem mais uns solos bem ousados e um coro feminino cantando junto com Nergal no final, algo totalmente épico e brutal.
E na música seguinte, intitulada "Prometherion", percebe-se que eles foram mais além ainda na ousadia, pois existem umas bases de teclados deixando um clima bem diferente, coisa que não havia nos álbuns anteriores. E "At The Left Hand Ov God" é a prova definitiva de que eles decidiram fazer esse álbum com toda a dedicação e conhecimento da causa, porque começa com uma intro bem leve e épica de violão que é quebrada bruscamente pelo peso estrondoso de todos os instrumentos entrando junto com o vocal e mais umas bases de teclados, dessa vez bem assustadoras. Finaliza com um coro de homens que lembra muito as rezas dos povos lá do Oriente Médio.
Os arranjos de bateria do grande baterista Inferno continuam com grande destaque, principalmente nos variados tipos de pratos.
O excelente álbum vai seguindo sem deixar pedra sobre pedra. Estou sendo honesto, gostei de todas as faixas e viciei nas mesmas, pois estou escutando o álbum pela quarta vez seguida! :O Esse aqui eu farei questão de comprar original, bem como o Demigod que está na minha lista de futuras compras.
Behemoth é death metal muito bom, trabalhado, épico e com uma face própria reconhecível à distância. Sem dúvida alguma, é uma das minhas bandas preferidas, e não só dentro do estilo, mas de forma geral. Só de lembrar que os caras tocavam um "raw satanic extreme black metal" lá nos anos 90, fico muito feliz de ver que amadureceram e mudaram para melhor. E isso aqui não é questão de opinião, não! Vai ver se tu entende alguma coisa do que era tocado lá nos primeiros álbuns e demos. Era uma sujeirada filha da puta e umas músicas bem retas... É, como o Lipe disse no post do Death: "Darwin a favor da música!".
Baixe logo se você ficou interessado(a), porque tá realmente excelente.
Recomendação extremamente sincera deste redator que aqui vos escreve. :)

Obituary - Back From The Dead

Existe vários fatores por eu estar postando este disco: Primeiro e talvez o mais importante, recebi um e-mail de pedido do Emerson, entre as banas que ele pediu, algumas coisa que não me interessam como Kansas e Pungent Stentch (Nojeira), havia uma que me chamou a atenção, que era o Obituary, pelo segundo fator. Há tempo que eu vejo esse disco pela net, revistas e pessoas me falando bem, então já era mais que a hora de eu criar vergonha na cara e ver "qualé" que era do Obituary. Terceiro: Essas últimas semanas, ando escutando bastante material rápido e pesado, e pensei que aqui poderia encontrar algo como um Cattle Decaptation não tão feroz, pela capa.
Bom, quando eu fiz o download desse disco e botei pra tocar, não prestei muita atenção, mas deixei rodando, bem animado com o som baixinho. Depois, com fone, sem nada pra atrapalhar fui escutar o som pra valer, e PQP! Que som mais doido! Eu sabia que o Obituary fui uma das principais banda do Death Metal Old School, mas eu pensei que iria escutar algo como Possessed ou Death, porém para minha surpresa, o som é totalmente diferente, se botassem pra tocar e não me dissese o nome da banda, nunca diria que é Death Metal (Ainda não me convenci totalmente, apesar das letras terem muito a ver com o rótulo).
Não Há Blastbeats, não há gutural, em compensação há um quantidade enorme de peso, bumbos duplos, riffs que me lembram do Suicidal Tendencies e certas horas o Hatebreed, na minha opinião, é lógico (Já disse isso, porque certamente pode ser que há pessoas que discordam, o que é legal, adoramos trocar uma idéia com o pessoal), e talvez foi exatamente por isso que eu gostei tanto da banda. No início fiquei meio desconfiado se fosse realmente Obituary e resolvi baixar um disco postado aqui no blog, o Frozen In Time, pra tirar a dúvida, e realmente era mesmo a voz do John Tardy e tive certeza que essa banda que me chamou muita a atenção é Obituary.
Esse disco aí foi lançado no último ano da banda, em 97, que depois voltaram a tocar em 2003 com uma formação diferente e traz um total de 11 músicas, com uma faixa bem "experimental", que é a última, chamada de "Bullituary[Remix]". Isso mesmo, uma base Death Metal, e dois DJ's, nada convencionais cantando junto, uma experiência que para mim não ficou legal. Não muito chegado nessa mistura (Leia-se Anthrax-Public Enemy) mas vale a inteção. Mas isso pouco interessa quando se têm faixas como "Threatening Skies" e "Download", peso e fúria! Pra conferir mais um disco do Obituary, só clicar na capa.

quarta-feira, maio 16, 2007

White Zombie - La Sexorcisto - Devil Music Vol. 1


Banda mais conhecida por ter sido "a primeira do Rob Zombie" do que pelos seu álbuns em si. Os americanos do White Zombie podem ser considerados como alguns dos primeiros a executar o famoso metal industrial, lá no final dos anos 80, juntando alguns outros elementos de groovy e hard rock com samples de filmes de terror, mulheres gemendo, barulhos de carros e letras pseudo-satânicas.
A banda contava com Rob nos vocais, letras e artes visuais, Sean, namorada de Rob, no baixo (mesmo sem saber tocar) e Peter Landau na bateria.
La Sexorcisto - Devil Music Vol.1 foi o álbum responsável pela saída da banda do mundo underground. Uma enorme turnê foi realizada, o videoclipe de "Thunderkiss '65" virou Top nas paradas da Mtv gringa e ainda tiveram algumas aparições naquele clássico desenho do Beavis & Butthead. Com tudo isso, a popularidade da banda ficou imensa e o álbum de ouro não demorou a chegar. A platina veio em seguida, logo após Rob e Sean terminarem o namoro.
Particularmente, não vi nada de excepcional no álbum. Nos anos 90 pode ter sido algo fantástico, mas hoje em dia não é grandes coisas. Não que seja ruim, porque possui várias músicas legaizinhas, tais como a já citada "Thunderkis '65" e "Black Sunshine". Existem álbuns dos anos 60,70 e 80 que resistiram muito mais às épocas do que este, mas cada caso é um caso.
Após a separação da banda, Rob seguiu carreira solo, Sean foi tocar numa banda de surf-rock, John Tempesta (baterista) continuou tocando com Rob e Jay (ou J., guitarrista) começou a trabalhar como produtor e nessa carreira envolveu-se com várias bandas de stoner rock, a mais famosa, possivelmente, é o Fu Manchu.
No mais é isso, confesso que é meio complicado resenhar uma banda na qual não se é muito ligado, mas o desafio e a vontade de atender ao pedido que fizeram falaram mais alto.
Download do CD: Aqui.

terça-feira, maio 15, 2007

Sugar Ray - Floored


O que falar de uma banda que é mundialmente conhecida apenas por 3 hitzinhos manjados de FM? Bom, se a banda no caso for o Sugar Ray, ah, meu rapaz, dá para falar muita coisa além desses hitzinhos.
Quem nunca ouviu aquele sonzinho assim: "Every morning não sei oq... Ohhhh, ohhh, ohhh, every morning..."? Só sendo de outro planeta ou estando com a memória muito vaga para não lembrar! ;D Hmmm, e aquela outra: "Iiiii just wanna fly! blablabla..." e mais a "Someday... forever..."? É, só por lembrar desses sons a maioria deve ter náuseas, mas o caso é que o Sugar Ray fez várias outras músicas MUITO BOAS no início da carreira (porque depois virou pop de vez) e que não chegaram às rádios, e você quer saber o porque? É porque elas não tem nada a ver com essas 3 já citadas.
Floored é o segundo álbum dos californianos, e, mesmo que muita gente duvide, o som dos caras é uma mistura de rock alternativo, new metal, punk, funk, pop-rock e o escambau! Não necessariamente tudo dentro de uma ou outra música, mas os estilos vão aparecendo no decorrer do CD.
Conheci a banda na praia, nem sei quantos anos já fazem, com "Every Morning", e não era o meu estilo. Eu só fui curtir o som deles quando joguei Road Rash 3D, e vi que a banda era muito diferente mesmo do que se ouvia no rádio, porque lá existem uns 4 sons deles e nenhum tocou nas rádios.
Esse CD aqui é muito bom, na minha opinião. Já começa com um som bem loucão, chamado "RPM", aonde a guitarra vai "duelando" com um lance que parece uma moto! Ahehuauhea! Tô falando, os caras são bem alternativinhos até. Algumas outras músicas até tem certo peso, como "Tap Twist Snap" e "American Pig". Há aqui também um som que empolga geral, a "Speed Home California", bem influenciada pelo punk e até com um solo de guitarra. Como não poderia faltar, os caras pisaram na bola com "Stand And Deliver", com certeza a música mais insuportável que eles já fizeram. E é claro que não poderia faltar a música responsável pelo enorme sucesso nas rádios e venda de não sei quantos milhões de discos que renderam platina dupla à banda, a extrememamente pop e manjada "Fly", junto com um tal de Supercat, cantor de reggae (nunca ouvi falar). "Fly" destoa tanto do resto do CD que parece soar caricata no meio das demais, realmente é perceptível a intenção dos caras em fazer um som assim. Acho essa idéia muito boa! Escolha uma das situações: Fazer um monte de músicas boas e morrer de fome no underground ou fazer um monte de músicas boas, uma ruim e encher o rabo de dinheiro? Sou mais a segunda, e eles também.
Download ?

Stone Temple Pilots - Purple

Até hoje eu acho incrível como uma banda pode ter um impacto tão grande na vida de uma pessoa, mais ainda quando se trata de uma geração, que é exatamente o caso do Black Flag. Bom, tenta aí escrever Black Flag ali no canto superior esquerda da página, pra ver a imensidão de posts que aparecerão, na maioria das vezes, são bandas com influências deles ou algo do gênero, pois até hoje, só postei duas vezes álbuns deles, apenas em datas importantes. Tá, até aqui tudo bem, mas que diabos o Black Flag tem há ver com um cd do Stone Temple Pilots?
Pra quem conheçe o som da do STP, de cara vai dizer "Nada", mas calma aí, você sabe como a banda surgiu? É, estava lá: Scott Weilland (Esse mesmo, vocalista do Velvet Revolver) e Robert DeLeo, dois desconheçidos num show no ano de 87 do Black Flag em San Diego, que de algum jeito entraram numa discussão e acabaram descobrindo uma afinidade: A música e resolveram formar uma banda, que misturasse Punk Rock e Hard Rock. Vendo o potêncial que a banda tinha e que poderia ter, arrumaram um baterista e em seguida, a banda ficou completa com a entrada do outro irmão DeLeo, Dean, na guitarra.
Após várias mudanças de nome, por parte do manager e da gravadora, a banda se firmou como Stone Temple Pilots, e só para avacalhar, lançaram de cara o disco Core, um dos grandes discos dos anos 90, amados pelo público, odiado pela crítica. Eram taxados como Grunge, porém assim como o L7, eles não eram de Seattle, eram da Califórnia, mas não que tenha algo a ver, pois o som, e a voz principalmente, lembram muito o Pearl Jam, pegaram o rastro do Nirvana e fizeram ótimos discos durante a primeira metade da década passada, como este disco aí que tu tá lendo nessa resenha tosca e mal feita: Purple.
Purple é o segundo disco desse Californianos, lançado no amo de 1994 e traz mais um disco recheado de hits e músicas viciantes e ótimas melodias. "Vasoline", "Interstate Love Song" e "Big Empty" são músicas que precisam estar em qualquer lista de músicas da década passada, apesar de serem "pops", são músicas ótimas, de melodia que gruda na cabeça e que cê passa o dia cantarolando. Mas além dos hits do cd, tem outras ótimas composições, como é o caso da faixa de abertura "Meatplow" ou "Lounge Fly", que alternam entre o ritmo rápido com passagens mais lentas, com ótima instrumentação e um vocal invejável. Isso é STP, se ficou afim de conferir, é só clicar na capa.

segunda-feira, maio 14, 2007

Godsmack - IV

Neste álbum os caras mostram um estilo modern metal com elementos hardcore que casam muito bem e também misturam alguns sons mais leves o que faz com que o disco agrade uma gama maior de ouvintes (como eu por exemplo).
Os caras se empenham mesmo em suas musicas se entregando de corpo e alma passando toda a energia, raiva e empolgação que você pode imaginar.
Este disco é como uma caixinha de surpresas, a cada som você se surpreende mais e quando menos esperar vai estar curtindo e muito.
Tenho vários álbuns do Godsmack e pra mim esse é o melhor deles (depois de Faceless (ainda não postei)).
Mas pra você realmente entender e curtir mesmo esse álbum é preciso ouvi-lo integralmente do início até seu último segundo e eu sei que hoje em dia não existem mais bandas capazes de nos segurar até o fim do disco (pelo menos era isso que eu pensava antes de ouvir esse aqui).
Quando baixei pela primeira vez o som dos caras eu esperava uma bandinha regular saca?
Mas os caras me surpreenderam, como eu já disse antes, eles se doam de corpo inteiro na interpretação dos sons e é como diria meus amigos contribuidores "afudê"!
Realmente espetácular, fiquei de boca aberta com o som dos caras e depois do primeiro disco que eu baixei, o Awake viciei no som dos caras e não sosseguei até baixar uma pancada de som deles.
O mais legal de tudo era que a cada disco baixado eu era mais e mais surpreendido e ficava mais fissurado no som dos caras que merecem meus parabéns porque hoje em dia as músicas não andam muito bem das pernas né?
Então se você também está cansado de bandinhas regulares e com o mesmo som repetitivo e massante de sempre,esta é uma boa pedida pois os caras fazem um som de peso cheio de infulências (Disturbed por exemplo) e ao mesmo tempo único e viciante.
A unica coisa que eu lamento é que eles não são tão reconhecidos por aí como um Papa Roach por exemplo, citei o Papa Roach porque eu sinto no som desses caras uma influência dos tempos de Infest do Papa e realmente o Godsmack segue os caras do Papa Roach bem de perto no quesito energia e emplgação.
Fora o vocal agressivo de Sully Erna que te injeta altas doses de adrenalina na corrente sanguínea e te faz pirar principalmente nesse disco.
Então se você está afim de curtir um som único e de qualidade, é só baixar clicando na capinha.

domingo, maio 13, 2007

Terrorizer - Darker Days Ahead


Apesar de ter apenas 2 álbuns em sua discografia, a banda é considerada como uma das melhores dos gêneros grind/death e seminal para o surgimento e popularidade dos mesmos.
Para quem não sabe, o Terrorizer possuía em sua formação alguns monstros como Pete Sandoval, David Vincent (que depois formaram o Morbid Angel) e Jesse Pintado (que foi para o Napalm Death). Lançaram em 1989 um disco que é de audição obrigatória e que já foi postado aqui, o World Downfall, detonando um hardcore bem extremo, ou seja, foram os princípios do grind e com um vocal bem death metal, provando que esses estilos andariam juntos até os dias de hoje.
Então, 17 anos depois e apenas com Sandoval e Pintado remanescentes da formação original do grupo, voltaram ainda mais pesados.
Darker Days Ahead mostra a banda esbanjando aquilo que os membros adquiriram no passado com suas outras bandas, ou seja, é um CD bem mais voltado para o death metal do que para o grindcore. Já vou avisando que se você estiver esperando uma espécie de "World Downfall Pt.2", certamente ficará decepcionado. Não pense que Darker Days Ahead é ruim ou meia-boca; ele simplesmente não pode ser comparado com o clássico World Downfall.
Honestamente, só recomendo para quem realmente curte death metal, porque o álbum não é lá aquela maravilha que arrisca agradar a todos de tão fenomenal que é. É um CD bom e talvez dispensável na coleção de originais, mas legal de se ter no computador para ouvir quando der aquela vontade repentina.
Como era de se esperar, Pete Sandoval quebra tudo na bateria! Adepto de uma afinação bem grave, os bumbos ficaram com um peso daqueles merecem ser ouvidos num aparelho de som mais potente, porque daí você poderá sentir a pegada. Jesse Pintado não deixa por menos e detona com bases rápidas, pesadas e sujas, enquanto o vocalista manda um gutural meio rouco que casa muito bem com o instrumental agressivo.
Músicas como "Crematorium", "Blind Army" e "Doomed Forever" empolgam geral, e a regravação de "Dead Shall Rise" ficou muito boa, pois deu para matar a saudade dos velhos tempos.
Infelizmente, Jesse Pintado morreu no ano passado e só nos resta desejar que descanse em paz. Como eu já havia dito, seu corpo se foi, mas sua importância na música e seus registros são imortais.
Download.

sexta-feira, maio 11, 2007

Cattle Decapitation - To Serve Man


Falae, só de ver essa capa dá uma grande vontade de assar um churrasquinho! ^^
Os caras do Cattle Decapitation sempre foram fãs de um protesto violento nas capas, e a maior prova disso é o álbum Humanure. Entretanto, não fique pensando que só as capas são violentas, porque os primeiros álbuns, como este aqui em questão, são violência pura no geral! Seja ela sonora ou lírica, o que os caras passam através do seu goregrind/death é excelente, ao meu gosto.
To Serve Man é de 2002, um dos primeiros full-lenghts do grupo. Como eu já disse ali em cima, o CD quebra tudo, o impacto nas orelhas é sentido já na primeira música. Por se tratar de um goregrind (quase o mesmo que grindcore), a afinação e o timbre dos instrumentos soam totalmente punk, até o contra-baixo ficou meio oculto por causa disso. Não é peso típico de death metal, apesar de algumas passagens serem executadas bem ao estilo.
Após a turnê do álbum, o baterista Dave Astor deixou a banda. Essa mudança na formação resultou em outra mudança que levemente foi sendo percebida nos álbuns que vieram a seguir, e a banda, lentamente, foi ficando mais death, chegando até a executar algumas passagens extremamente técnicas e deixando o goregrind de lado. Curto muito as duas fases, mas, particularmente, prefiro a atual. O álbum Karma.Bloody.Karma eu estou escutando todos os dias já deve fazer uns 2 meses, devido ao tamanho trabalho interessante que os caras fizeram, mixando o technical death com o goregrind de maneira única, criando o próprio estilo e deixando de lado o rótulo criado por algumas pessoas de "Filhos bastardos de Cannibal Corpse e Exhumed".
Curiosidade: Em alguns países, como na Alemanha, a capa foi censurada.
O mais interessante de tudo nesse álbum, é que ele possui uma dose enorme de humor nas letras, porque, francamente, levar a sério títulos como "Testicular Manslaughter", "Colonic Villus Biopsy Performed On The Gastro-intestinally Incapable" e "Hypogastric Combustion By C-4 Plastique" é caso para tratamento psiquiátrico à base de remédios com tarja preta.
Baixe e sirva-se.

quinta-feira, maio 10, 2007

The Dillinger Escape Plan - Miss Machine


Aparentemente, os caras são normais. Até que você decida escutar um CD da banda ou ver um vídeo ao-vivo, certamente você pensará que eles são normais, mas não são. Os caras do Dillinger não são "apenas" excelentes músicos; eles tem o poder para criar músicas tão loucas quanto o pior paciente de um manicômio. Eu fico surpreendido cada vez que escuto os sons deles, devido às tamanhas insanidades musicais que aparecem, representadas por escalas rápidas nas guitarras, vocais extremamente gritados, bateria cheia de quebradas e ritmos junto com um contra-baixo muito sagaz! Não, cara, não é só isso, são um conjunto de coisas inexplicáveis que formam o som destes rapazes, é algo que só escutando para entender.
Certa vez, antes de eu escutar a banda, o Lipe me disse: "Duvido que alguém curta o som destes caras!". Claro que eu só fui procurar por duvidar daquilo, e, sinceramente, fico muito feliz que ele tenha dito essa frase, porque eu curti muito o som dos caras! Se ele não tivesse dito, certamente eu não teria corrido atrás. Yeah, viva as opiniões contrárias! \o/
Miss Machine é de 2004 e, até o momento, o último trabalho de músicas próprias da banda, porque em 2006 foi lançado um álbum só de covers, o Plagiarism. Aqui, a banda está mais madura. Não pense que ela era imatura, pois desde o seu primeiro trabalho os caras já apresentavam um nível de musicalidade imenso, misturando incrivelmente metal progressivo com jazz e hardcore, mas aqui parece que as coisas chegaram ao limite. Particularmente, prefiro o Calculating Infinity, mas admito que Miss Machine é melhor gravado, vai mais afundo nas partes experimentais e mostra os instrumentistas até mais ousados. O exemplo mais claro é o baterista, usando muito os 2 bumbos (ou pedal duplo, dá quase na mesma).
Há poucos dias atrás, o Lipe postou o EP Irony Is A Dead Scene, no qual a banda toca com o Mike Patton. Sobre esse EP, não gostei. O Miss Machine é bem diferente, pois tem mais a cara da banda enquanto o Irony... é mais ao estilo do Patton. Então, se você conheceu a banda por ali e não gostou, ou enfim, qualquer coisa do gênero, são trabalhos diferentes. Só para avisar mesmo. ^^
No mais é isso, se você realmente quer escutar algo muito louco, baixe clicando aqui! Mas, se você não curte insanidades musicais, passe longe.

quarta-feira, maio 09, 2007

Behemoth - Demigod


Navegava pelos posts antigos do blog quando me deparo com este mesmo álbum, já expirado há tempos. Eu estava sempre com a mesma vontade de repostá-lo, pois foi postado numa época não muito proveitosa. Então, vi que havia um comentário nele e com a seguinte frase: "O cd expirou! Tem como re-upar?". Era o que faltava para mim tomar vergonha na cara e não apenas re-upar, mas trazer novamente esse baita CD para todos vocês que tem nos acompanhado fielmente durante todos esses árduos meses de trabalho incessante (nóóó, falou como se fosse gerente de uma multi-nacional).
Se Zos Kia Cultus é um álbum muito bom, Demigod é excelente! Foram apenas dois anos de intervalo entre o lançamento dos 2, cheios de turnês por várias partes do mundo, mas principalmente na Europa e quase nada de tempo para compor algo que superasse o bom trabalho já feito. Mesmo com essa "falta de tempo" para compor mais concentrada, a banda conseguiu criar sons mais violentos, trabalhados, surpreendentes e, acima de tudo, conseguiu compor o material que faltava para despertar a atenção até de quem os via como uma banda de death qualquer, ou apenas como uma das melhores da Polônia, fossem essas pessoas críticos da mídia ou apenas ouvintes.
Com absoluta certeza que eu lhes digo que esse é um trabalho realmente muito original, porque não lembra nenhum álbum de qualquer outra banda. Claro que o estilo é até muito comum, é death metal, mas o Behemoth incorpora elementos de música oriental fazendo as duas coisas juntarem-se num equilíbrio perfeito! E quando digo perfeito, é perfeito MESMO, pois as passagens alternam sem mudanças bruscas em momento algum, ou seja, são mudanças de clima que não destoam entre si, passando da brutalidade pura para algo mais épico como se nada demais tivesse acontecido.
Em Zos Kia Cultus alguns arranjos faziam as músicas perderem um pouco do feeling, ou passam a impressão de que os mesmos poderiam ser diferentes ou executados de outra maneira. Em Demigod eu não senti isso em momento algum! É um álbum que eu escuto do início ao fim, muito preso a todas as faixas, sempre cuidando os arranjos das guitarras ou o trabalho espetacular de bateria que o baterista Inferno faz.
Outro fator que faz a banda digna de méritos e elogios, é o vocal do líder Nergal. O cara toca guitarra, compõe letras e ainda faz um vocal desumano! A voz dele é reconhecível à distância, devido à agressividade e tonalidade com a qual invoca as divindades egípcias em sons como "Slaves Shall Serve" e "Sculpting The Throne Ov Seth".
São 10 faixas que fazem deste um álbum obrigatório para qualquer pessoa que curta um bom metal e com certeza um dos fortes candidatos a ficar entre os 10 melhores da década. Além das já citadas acima, outros sons como "Towards Babylon" que possui um solo épico e após ele o pau come solto, numa pura demonstração de como fazer uma linha empolgante; "Conquer All" que tem um riff meio chupinhado do Anthrax, o único ponto negativo do CD; e "Xul" com participação especial de Karl Sanders, me fazem pirar e pagar O pau para os caras!
Se ficou interessado(a) nesse CD que não é apenas música, e sim uma mistura da mesma com conhecimentos históricos e culturais, baixe clicando aqui e não exite em comprar, pois vem também com um encarte lindo.

A Tribute To Sick Of It All: Our Impact Will Be Felt

Comemorando o 20° aniversário de um dos maiores nomes do Hardcore Americano, O Sick Of It All, ontem, foi lançado pela sua gravadora, a Abacus Recordings, um dos disco mais esperados para este ano, o tributo ao SOIA. Bom, quem é visitante do nosso blog de longa data, deve lembrar de um outro tributo que foi postado, outra banda de enorme importância para o Hardcore americando que é o Black Flag, que contava com vários figurões da música tocando os sons da banda, para gerar uma grana pra uma causa que o ex-vocalista Heny Rollins tava ajudando. Já esse disco aqui, foi feito para homenagear a banda, e presentear os fãs. Não preciso falar muita coisa a seu respeito, apenas vou botar a lista das bandas que fazem parte desse puta tributo:
Rise Against, Unearth, Hatebreed, Madball, Bleeding Through, Comeback Kid, Ignite, The Bouncing Souls, Pennywise, Kill Your Idols, Sepultura, Himsa, Most Precious Blood, First Blood, Stretch Arm Strong, Walls of Jericho, The Suicide Machines, Bane, No Redeeming Social Value e Napalm Death.
Agora, depois de eu apresentar todo esse timão, será que eu realmente tenho que falar algo a mais? É botar esse disco pra tocar e sentir a destruição em forma de música adentrar suas orelhas e sentir todo o ódio e violência que esses caras são capazes. Clica na capa e faz o download e depois diz o que achou. Mais um presentinho aí do pessoal do Fukt.

terça-feira, maio 08, 2007

Bombshell Rocks - From Here And On


Apesar de serem suécos, os rapazes do Bombshell Rocks parecem ter o sangue californiano correndo por entre as veias, pois é bem isso que conferimos nesse trabalho do grupo: Um punk/ hc melódico no melhor estilo da escola americana.
From Here And On é o terceiro álbum do grupo e os mostra bem mais leves que no grande Street Art Gallery, mas, mesmo assim, sem perder a energia do punk e fazendo alguns sons até mais rápidos e pesados do que antigamente, soando melhor que no segundo álbum, o Cityrats and Alleycats.
A mudança talvez ocorreu pelo fato de que, quando Street Art Gallery foi lançado, a banda fez mais de 130 shows no mesmo ano viajando pela América e pela Europa tocando ao lado de nomes como Millencolin e Anti-Flag. Pode não parecer tanto, mas se você analisar a fundo, verá que a mudança é inevitável e necessária, pois fazer a mesma coisa todos os dias enjoa, não? A mudança de rumo foi legal, na minha opinião.
Músicas como "Begging For Mercy" e "Almost Free" seguem na linha de velocidade, já "On My Way" e a faixa título no trabalho mais melódico e "Warpath" num equilíbrio entre estas duas situações.
Após a turnê, o vocalista Marten deixou a banda para seguir carreira de tatuador. Uma pena, pois o vocal do cara é muito bom e o carisma dele com o público era enorme.
Atualmente, com um line-up renovado, a banda diz estar compondo material novo. Em 2006 o álbum The Conclusion foi lançado e eu, infelizmente, achei ele ruim. Ficou muito diferente MESMO, nem parece Bombshell Rocks.
Resta aguardar para ver o que vai acontecer. Enquanto isso, vai curtindo esse belo CD clicando aqui.

segunda-feira, maio 07, 2007

Led Zeppelin - Led Zeppelin I


Sem dúvida alguma, Led Zeppelin é uma banda de importância extrema para o rock. Não só para ele, pois muitos dizem que eles foram fundamentais também para o surgimento do heavy metal e até do hard rock. Além disso, é nome imortal e uma das poucas bandas que eu escuto desde os meus 12 anos de idade até os dias de hoje.
Contando com músicos de imensa capacidade, técnica, criatividade, versatilidade e uma porrada de adjetivos que você não encontra em qualquer banda por aí, não demorou muito para os caras lançarem discos e terem o merecido reconhecimento.
Foi fundada por Jimmy Page após sua saída dos Yardbirds (grupo no qual tocava ninguém menos que Eric Clapton), com o nome de "The New Yardbirds". Falae, é um nome idiota pra cacete, né? Felizmente esse nome foi trocado para "Lead Zeppelin" quando Keith Moon, baterista do The Who, disse que o som da banda "era pesado como o de um zeppelin". Para não haver confusão com o outro significado de "lead", que pode ser "vocalista principal" se for seguido da palavra "singer", a grafia foi mudada para "Led", porque a pronúncia é única.
Esse disco aqui foi gravado e lançado em 1969 e, para a época, foi uma revolução. Nele há uma mistura de blues e rock indo muito mais afundo na ousadia, prova de que a banda não queria ser apenas mais uma. Jimmy Page usa distorções marcantes, faz solos estilosos e grandiosos, John "Bonzo" Bonham forrava o bumbo com papel alumínio (se não é isso, é algo semelhante e eu confundi o nome xp ) para que o lance soasse como um canhão, Robert Plant é um dos únicos vocalistas de voz aguda e rasgada ao mesmo tempo, com interpretações únicas nas músicas e John Paul Jones era multi-instrumentista.
Recheado de músicas excelentes, o disco começa num clima bem blues-rock-heavy com "Good Times Bad Times" e na seqüência vem "Baby I'm Gonna Leave You", som principalmente tocado no violão, cheio de feeling e uma interpretação matadora de Robert Plant. Dá para viajar muito nesse som, só não dá mais porque neste mesmo disco está a música mais louca do Led, a famosa "Dazed and Confused", que usa umas distorções atordoantes na guitarra, uma linha de baixo bem naquele clima de "suspense", muito peso na bateria e um Robert Plant novamente quebrando tudo com a sua interpretação que ultrapassa os limites de consciência humana, ou seja, ele canta isso muitoooo chapado. Incrivelmente, a música passa de um clima depressivo para algo totalmente agitado e rápido, com um solo muito plausível de Jimmy Page e Bonzo socando a bateria com gosto enquanto Robert grita vários "Ahhhh, AHHHH, Ohhh!!!". Antes dela, "You Shook Me" aparece num clima bem variado, com diversas passagens incluindo solos de gaita de boca e teclado. O Led é acusado de ter plagiado Willie Dixon nesse som, e, se eu for explicando tudo, o assunto vai longe, longeee... "Black Mountain Side" é uma instrumental muito boa, comandada principalmente pelo violão, aonde Jimmy Page mostra sua versatilidade como músico, bem como Bonzo que utiliza umas percussões fora de série. É uma música que me passa a sensação de estar olhando aquele típico filme de "Western", aqueles que passam na Guaíba, manja? Aheuhauhe! Talvez só pegue aqui no Sul esse canal, mas beleza, vocês entenderam. Mas o rock não pára não, meu filho! "Communication Breakdown", a mais empolgante do CD, chega com seu riff mega clássico e repetitivo pra te deixar com a alegria lá nas alturas, principalmente no refrão e no solo de guitarra. Após essa viagem, a banda te acalma denovo com "I Can't Quit You Baby", bem no melhor estilo do blues, aquele com um mini solo de guitarra após cada verso do vocal e a bateria mais lenta, mas cheia de viradas e arranjos inesperados. Para terminar o disco com chave de ouro, "How Many More Times" vem com seus 8 minutos e intro mais experimental, riffs heavy metal (Black Sabbath tem uns na mesma linha, principalmente no álbum Paranoid), muitos efeitos de estéreo e por aí vai! :D
Por mais que pareça difícil, comporam, gravaram e lançaram o Led Zeppelin II no mesmo ano. Turnês gigantes ocorreram pela América e pela Europa, e o Led pode ser coniderado como a maior banda de rock do final dos anos 60, início dos anos 70, sendo que até já recebeu CD tributo.
Possivelmente, esse CD aqui é a recomendação mais sincera da semana, para todo mundo que gosta de escutar MÚSICA. :)
Download.