segunda-feira, dezembro 31, 2007

Pantera - Far Beyond Driven


Pantera é bom demais e eu curto muito, então, se você tem uma opinião contrária, faça o favor de nem continuar lendo, até porque sua opinião está equivocada! Hahaha! Pois bem, quem diria que aquela mulecadinha, que começou a banda em 1981 tocando hard rock farofinha e inofensivo, iria virar uma das bandas mais polêmicas de todos os tempos. Amados por muitos; odiados por outros; criadores de um estilo único; donos de verdadeiros clássicos do som pesado, tais como Vulgar Display Of Power e The Great Southern Trendkill; enfim, esse foi o Pantera.
Far Beyond Driven, de 1994, é o sétimo álbum da banda, mas pode ser considerado também o quarto da formação clássica. É um CD muito bom, pois possui diversas faixas que são uma tijolada na nuca. Começa quebrando tudo com "Strenght Beyond Strenght" e, nos minutos decorrentes, apresenta algumas músicas que se tornaram clássicas. Quais? "I'm Broken", "5 Minutes Alone" e "Slaughtered". A pancadaria é encerrada com um lindo cover do Black Sabbath: "Planet Caravan".
Além de ter sido uma grande banda, os caras servem até hoje de influência pra muita gente. Atualmente, a prova mais visível é o Throwdown, em seu novo disco Venom & Tears. A quem ainda não sabe, o Pantera acabou em 2003 por motivos de brigas entre os membros. Após isso, Phi Anselmo deu continuidade ao Superjoint Ritual e Dimebag Darrel e Vinnie Paul fundaram o Damageplan.
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sábado, dezembro 29, 2007

Ciccone Youth - The Whitey Album


Ciccone Youth foi um projeto que começou em 86, com os membros da banda Sonic Youth, mais o baixista Mike Watt, figura que tocou nas bandas Minutemen e fIREHOSE, e ultimamente estava tocando junto com o ressucitado Stooges. Sonic Youth, banda símbolo do rock alternativo americano e Mike Watt, uma lenda da música punk, a junção desses dois não poderia der em algum muito "certo", exato, é puro experimentalismo.
The Whitey Album a princípio, era um projeto para um disco totalmente cover do Álbum Branco, dos Beatles, mas acabou se tornando um homenagem mais pop ainda, um apanhado ao pop oitentista, principalmente ao ícone da década, a blondie Madonna!
O álbum, que foi lançado em 88, encorpora as 3 primeiras músicas que o projeto fez: "Into The Groove(y)" (um cover totalmente transmutado, com colagens e muita distorção, resultando na descontrução da música "Into The Groove", da loira, simplesmente genial!), "Burning Up" (outro cover da loira, agora cantado por Mike Watt, e guitarras por Greg Ginn do Black Flag, numa qualidade totalmente Lo-Fi) e "Tuff Titty Rap", fazendo com que um rap se torne experimental.
No total são 17 faixas, que foge da sonoridade Noise do quarteto nova iorquino, e entra de cabeça no experimentalismo total, brincando com alguns elementos eletrônicos, como algumas batidas e samples, há várias maneiras de releituras, que acaba se tornando um álbum díficil de se escutar à primeiro plano, mas que acaba revelando um álbum rico na variedades de sons, um conselho é escutá-lo bem alto e com fones de ouvido, prestando a atenção à cada segundo desta viagem musical.
O que era para ser um disco apenas cover de Beatles, acabou virando um projetos extremamente ousado, que alterna entre músicas de batidas inesperadas e átipicas, e covers de pop music dançante, que ganharam versões ciborgues, como por exemplo "Addicted To Love" do Roberto Palmer, onde a voz do cantor divide espaço com a voz Kim Gordon, num contraste grotesco, mas que dá vontade até de dançar!
Ciccone Youth, apesar de semelhança com o nome Sonic Youth, não deve ser considerado parte da discografia do SY, pois trata-se de um projeto paraleo à banda, porém acontece freqüentemente. Quanto ao nome, é uma brincadeira do grupo, trocando o Sonic, pelo o sobrenome da loira, Ciccone. E como se não fosse o bastante, a capa leva também a imagem da moça, é mole?
Pra finalizar, o que eu posso te dizer é o seguinte; Se tu gosta do som do Sonic Youth ou de sons que fujam da mesmice, essa é uma ótima pedida, mas se você é daqueles que tem ouvidos à moda tradicional, é melhor nem tentar, pra não se decepcionar. Agora, pra baixar, basta clicar na pinta àcima dos lábios da dona Madonna.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Second Rate & Flying Donuts - This Machine Kills Emo-Kids (Split)


Second Rate e Flying Donuts são duas bandas francesas, ambas indie, ou seja, são independentes e NÃO fazem som igual aos bestinhas do The Killers e derivados da mesma espécie de coliformes fecais e sonoros (na minha opinião). A primeira faz um som que não chamou minha atenção; mais ou menos um estilo influenciado pelo emocore antigo e com pitadas de alternativo. Já os Flying Donuts, galera, esses me agradaram bastante. Tocando um hardcore veloz (no estilo californiano), às vezes até bem punk, os caras passam uma energia muito boa através do som. Como trata-se de um split, cada banda teve direito a apenas 4 sons. Injustiça para os rosquinhas voadoras! Prosseguindo, eu não achei nenhum site com as letras dos caras. Quase ninguém liga para isso, mas, pelo que eu pude perceber, os caras têm letras bem sentimentais. Não é choradeira, muito menos coisas bestas. São apenas lições de vidas que a maioria já deve ter passado, cantadas de maneira bem gritada e sem uma melodia broxante. Comece curtindo "Once For All", a mais empolgante. Lembra muito aquele hardcore de garagem, totalmente sujo e até ousado, com uns arranjos bem interessantes e uns gritos roucos bem agressivos. "Time Flies" chega na seqüência, mais calma, porém boa. "One Year Again" é um som que me deixou pensando... Porra, "um ano denovo", isso tem a ver comigo. Não importaria muito a vocês saber, portanto não entrarei em detalhes. Finaliza com "I Wanna Rock", dotada de um grito de guerra do tipo: "Quero ouvir rock, cacete!". Talvez nem agrade muito à maioria, mas eu gostei mesmo. Som simples, legal, e que, infelizmente, não chegou a nível mundial, pois os caras já estão na ativa desde os anos 90 e lançaram o último CD em 2006.
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quinta-feira, dezembro 27, 2007

Downface - Confidence


Ultimamente não temoa mais o costume de atender pedidos, nós atendemos a sugestões, mas esse aqui foi um caso a parte. Dois rapazes, anônimo e Andrew pedindo desesperadamente por um cd de uma tal banda chamada Downface, os caras já tinham revirados todos os cantos da internet e nada, disse que o Fukt era a última esperança, óóó, são seus olhos *_*
Tá, sem putaria, sei que vocês dois, ou apenas um (que usou uma alguma tática para parecer que havia muita gente interessada por esse cd), deve estar tento um orgasmo agora, em ver o teu tão esperado CD, então agradece o Rafael, pois foi ele que fez todo o trabalho sujo de esperar um bom tempo pra conseguir puxar esse bagulho, totalmente escaço de fontes no Emule.
A apresentação da banda foi a seguinte: Eles eram (e ainda são) uma banda pequena e desconhecida, e ganharam alguma fama com a música "Alone", que era seguidamente confundida com a voz Layne Staley (R.I.P.), do Alice In Chains, ou do Eddie Vedder, do Pearl Jam, dois músicos de voz muito forte, que era marca registrada da maioria das bandas de Grunge, e consecutivamente, o Post-Grunge. É verdade, a banda é bem fundo de quintal, a comunidade no orkut com apenas 10 integrantes (e todos eles desesperadamente atrás de mais músicas) e uma página no myspace bem tosca, que continua a genial frase "Yes, we wrote ALONE".
Então, a banda é um quarteto, formado no estado de Wisconsin, nos EUA, em 97, e que conseguiu já em 98 lançar o primeiro disquinho, esse mesmo, chamado Confidence. O som da banda fica bem explicado quando se vê as influências da bandas, as mais visíveis (ou audíveis, como preferir) são: Os já citados Alice in Chains e Pearl Jam, além de Tool, Creed, Soundgarden e Deftones, acho que isso já chega pra explicar, se tu gosta de alguma dessas aí em cima, é capaz de curtir o som, mas já aviso, não espere nada de genial ou inovador, é apenas uma mistura de tudo que ficou, hum... legalzinho.
Bem como era de esperar, com apenas um ano de banda e já gravarem um disco, a qualidade não é das melhores, mas eles se esforçam, para ser comparado com os outros vocalistas, o cara tem que ter o dom, e realmente, a voz lembra muito, mas com um certo toque pessoal, que se dividem em músicas acústicas melosinhas e outras mais porradas que se assemelha com tudo dito àcima. Esse disco vai apenas como um presente, e não vão se acostumando com pedidos, só sugestões, e aqueles que a gente gostar. Quem tiver interesse, clica na capa.

Technical Itch - Death Jazz


Não é death metal e também não é jazz. Technical Itch é o nome artístico e o nome do selo criado por Mark Caro, um músico inglês notável por mixar muito D&B com jungle em suas composições eletrônicas.
Começou sua carreira séria em 1991, quando era DJ em raves hardcore. Suas composições beiravam o techno hardcore, ou seja, o estilo eletrônico mais veloz e pesado. Um certo dia, através de um amigo, conheceu outro DJ, outro que começava a surgir na cena e usava o pseudônimo de "Decoder". A partir deste momento, Mark começou a expandir sua experiência, trabalhando mais com outros estilos. Como vocês podem conferir, é um cara que vem trabalhando com programação há muitos anos, e possui uma longa experiência em mixagem/masterização de som.
Death Jazz é um de seus trocentos materiais. Lançado esse ano, o mini-álbum nos mostra um som guiado basicamente por uma bateria veloz e insana, algo que beira o passado de Mark. Junto desta bateria, algumas linhas de baixo (o que forma o nome Drum and Bass, ou D&B) e uns vocais eletrônicos podem garantir uma rave particular na sua casa. Para dar mais enfâse, existem alguns teclados atmosféricos, ora agradáveis ora macabros. Esses teclados fazem uma quantidade de pessoas chamarem o som do Technical Itch de "darkstep", que é um estilo extremo de eletrônico dançante com umas quebradas de tempo. Geralmente não segue escalas, por isso soa estranho; é uma dissonância que, por ser fora da ordem comum, tende a soar obscura.
São 4 músicas em 26 minutos, todas elas bem diferenciadas. Recomendo escutar com fones de ouvido, pois desta maneira você terá a oportunidade de perceber a riqueza de samples, as quebradas na bateria, o baixo bem presente, e tudo mais. Interessante o material, me deu vontade de procurar mais coisa do cara.
PS: Não encontrei capa do EP em site algum. Até nos sites de venda não há. A única informação é "no cover available". Azar! Vai a foto do artista, então.
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Fu Manchu - We Must Obey


Para uma banda que vive no underground, chegar a marca de 10 discos na carreira é um marco super importante, e esse ano o Fu Manchu foi quem conseguiu, We Must Obey é o décimo trabalho de uma carreira de 20 anos, 17 com o nome de Fu Manchu, nome que hoje já é consilidado como uma das grandes potências do Stoner Metal.
O que mais impressiona, é que em todo esse tempo de banda, o quarteto continua com a mesma pegada de rock simples e eficaz, apesar de o grupo manter apenas o guitarrista e vocalista Scott Hill da formação original, com sua guitarra transparente e toda sua experiência, ele é o responsável por quase todas as letras e os riffs memoráveis da banda, e consegue passar toda a atmosfera So-Cal na sua música: Skate, mulheres, praias, poker, carros e muito rock'n'roll doidão!
We Must Obey segue na mesma linha dos últimos dois álbuns anteriores, Start The Machine (2004) e California Crossing (2002), de Hard-Rock-Surf-Metal, com uma atmosfera setentista, com muita distorção e groove até o talo, resultando num som que é pura adrenalina, yeah! Esse disco tem músicas muito fervorosas, mas no trabalho geral, acho que ficou entre o "Bom" e "Muito Bom", pois músicas como "Shake It Loose" e "Knew It All Along" fazem a casa cair, mas ao mesmo tempo a lenta "Land Of Giants" psicodélica "Sensei Vs. Sensei", dão uma certa broxada, mas nada que comprometa a foda inteira, pois na metade do disco, é possível encontrar um cover ultra chapado do The Cars, com "Moving In Stereo".
Fu Manchu, tu poderia fazer melhor, porém garante a honra nunca decepcionando, e isso é pura alegria, baixa clicando na capa.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

D.R.I. - Thrash Zone


Desde o início do blog, os texanos do D.R.I., periodicamente dão os caras por essas bandas, e não é por menos, a banda é uma das preferidas da casa, eu, o Julio e o Léo somos fãs assumidos, e temos nossos discos preferidos, dividindo opiniões, pois cada um tem uma fase da banda preferida, seja a Punk/HC, ou a fase mais Thrash, batizada por eles mesmo de Crossover.
Como sugere o nome, Thrash Zone, o quinto da banda, lançado em 89, é um álbum que o som é bem mais orientado pelo Thrash Metal, na parte da produção do som, pois os últimos dois álbuns, as palhetadas velozes de Spike Cassidy eram puro Riffs do Metal Thrash oitentista, porém Four Of A Kind, o antecessor desse, foi muito criticado, pela crítica "especializada" e jornalistas, de ser um disco que era meio indefinido, contendo muita introduções (leia-se enrolação ou "encheção de lingüiça"), mas aí que eu me pergunto, "Por que indefinido?", a proposta não é fazer a mistura entre Metal e Hardcore Punk? Vão tomar na bunda, Four Of A Kind é meu disco preferido!
Isso foi só uma desculpa para explicar que Thrash Zone é um disco bem mais cadenciado, e de certa forma, mais bem feito (Porém gosto é gosto). Resultado disso, é que em boa parte das respostas dos fãs quando perguntados sobre qual o melhor disco é: Thrash Zone, com leve vantagem sobre o divisor de águas Crossover, de 87. De longe, dá pra dizer que masterização, mixagem e o diabo a quatro nesse álbum ficou superior aos trabalhos anteriores, o que podia estragar o som, mas a mudança não foi tão drástica e não comprometeu o disco como aconteceu com South Of Heaven, do Slayer. A voz de Kurt Brecht é a mesma (graças), aquela mistura de urro com grito, mas numa velocidade menos intensa, junto com a eficiência da guitarra Punk-Metal de Spike, que é sustentado pela cozinha dinâmica do baixista John Menor e o baterista Felix Griffin, dois membros que já largaram a banda, mas que mandaram muito bem nesse disco, segurando as pontas em todas as quebradas de ritmo, desde as passagens de tempo vagaroso, até as aceleradas, que é o ponto forte da banda.
Pois bem, a capa já dá a letra, Thrash Zone é a celebração pros fã do Mosh pit ou Stage Dive, e que sempre foram conhecidos por, logo na primeira música "Thrashard", com todos os gritos durante a música, em uma simulação de música ao vivo, põe pra fora todo o espírito do Hardcore oitentista da banda e segue durante o disco, em clássicos como "Beneath The Whell" e "Abduction". Infelizmente, com a entrada do onda devastadora de alternativismo nos 90's, o metal perdeu um pouco seu espaço e 95 foi o último registro de estúdio da banda, mas que surpreende quando a banda anunciou que esta preparando material novo para 08/09, enquanto a gente espera, clica na capa e curte aí o maldito Thrash Zone!

Bullet For My Valentine - The Poison


Os garotinhos bombadinhos do BFMV são de um país que não possui muitas bandas conhecidas: País de Gales, ou Wales (para os gringos). Fico impressionado ao ouvir esse álbum e saber que é o primeiro deles. Antes disso, lançaram alguns EP's, mas as músicas são todas do The Poison. O som da banda é constituído por heavy metal e screamo, mas há quem prefira chamar de "metalcore" ou "death metal melódico". Rótulos e desavenças a parte por coisa inútil, o som é muito bom e o álbum é muito plausível. Os guitarristas são adeptos de diversos riffs com oitava, e o melhor é que não são aqueles apelativos e manjados de metal melódico. Alguns power chords pesadões não deixam tudo muito repetitivo. Os vocais limpos ou gritados casam perfeitamente com as letras, que são sentimentais e agressivas ao mesmo tempo. Além disso, o BFMV tem um baterista muito competente. Essa junção de músicos e características deu muito certo, pois os caras lançarão o segundo álbum no início de 2008.
The Poison começa com uma linda intro chamada "Intro", e na seqüência já manda a porrada "Her Voice Resides", que mostra bem todas as características que eu citei no início do post. "Tears Don't Fall" é uma mistura de balada agressiva com heavy metal veloz e furioso. Começa bem lenta, vocais na manha, alguns e gritos e, de repente, a velocidade aumenta e lá vem os solos furiosos! Muito empolgante, sinceramente. "Hand Of Blood" é minha preferida, pois possui riffs bem feitos e uma linha de guitarra bem pensada, somada com vocais gritados sobrepostos aos limpos e um refrão que gruda igual aquele chiclé que você já deve ter jogado na cabeça de algum colega na primeira série (eu joguei também). Quanto às outras músicas, deixo para vocês tirarem suas próprias conclusões ao ouvirem. A versão upada aqui é a especial, leva junto a bonus track "Spit You Out". Há também outra versão, a Deluxe Edition (acho que é isso), quem tem de bonus a banda tocando "Sanitarium", do Metallica.
O Bullet realizou uma grande quantidade de shows e turnês nos últimos meses e anos. Numa dessas, aconteceu um fato que eu realmente considero lamentável. A banda abriu alguns shows para o Iron Maiden. Até aí tudo bem, mas quando a galerinha começou a vaiar o Bullet, bom, aí percebe-se como os fãs de Iron são, na maioria, adolescentes com cabeça inferior a 12 anos. Bullet é metal mais pesado que Iron, porém a galera lá é cabeça fechada. Se fosse o Dickinson se esforçando pra soltar um rasgado ou um gutural que tentasse chegar perto do de Matt Tuck, o povo ia amar. Enfim, "aéron mêid" nem merecia ser citado aqui, todavia aconteceu.
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terça-feira, dezembro 25, 2007

Incantation - Primordial Domination


O Incantation é uma das principais bandas de death metal dos EUA, e uma das 3 mais importantes da cena de Nova York, ao lado do Immolation e do Suffocation. Tive a oportunide de vê-los ao-vivo em Setembro de 2006, na cidade de Porto Alegre, no festival "Setembro Negro", onde a atração principal foi o Dark Funeral. Além de ver aproximadamente uma hora de puro death metal, pude perceber o quanto os membros da banda gostam de tocar, já que o baterista e o guitarrista/vocalista tocaram também com o Funerus na mesma noite. Conversei com Joe, o baixista na época, e o cara foi muito gente fina. Além de falar que gostou de tocar aqui, foi humilde ao receber elogios. E adivinha por que eles estavam aqui? Para fazer a turnê desse disco que vocês têm a chance de escutar hoje.
Com uma intro bem longa e cheia de ritmos tribalísticos, a faixa título é mixada na segunda faixa, a porrada "The Fallen Priest". O som soa ora rápido e simples e ora cadenciado e macabro. Eu aprecio muito som assim com essas quebradas de clima, ainda mais nesse caso aqui, que as paradas possuem guitarras com um som realmente apavorante. Se você escutar "Hailed Babylon" com atenção, certamente entenderá. Alguns solos dão uma atmosfera extra ao disco, e a versatilidade do mesmo torna a audição agradável da primeira até a última faixa. Mas, falae, vindo de uma banda de tradição como eles, não poderia ser diferente, hein? Esse é o 10º álbum completo da banda, não considerando os EP's, demos e singles. A quem realmente gostar, vale a pena correr atrás do original, pois - por milagre, diga-se de passagem - foi lançada aqui no Brasil uma versão bônus que acompanha um DVD.
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segunda-feira, dezembro 24, 2007

George Thorogood and The Destroyers - Greatest Hits: 30 Years Of Rock


"Taranaranarã! Taranaranarã! Taranaranarã - uééééun - taranaranã - uééééin- tanaranarã - tanananana - taranaranã - uééééin - taranararã- On the day I was born..." - Conhece? Já jogou Rock and Roll Racing? Já olhou O Pestinha 2? E o Exterminador do Futuro? Já ouviu algum riff que se assemelhe a isso que foi escrito logo acima? Man, essa música a qual me refiro chama-se "Bad To The Bone", e tenho certeza absoluta que é uma música imortal! Geralmente atribuída ao ZZ Top, você a encontrará aos milhares em qualquer programa P2P, devido à tamanha popularidade. Com uma música tão absurda de boa, presente em games, filmes e demais formas de entretenimento, não entendo o porquê do George Thorogood e seus amigos destruidores serem tão desconhecidos das grandes massas fora dos EUA.
Começando a carreira em 1974, George e seus amigos faziam blues rock selvagem e original. Thorogood fazia (e ainda faz) o slide guitar e os vocais enquanto seus amigos faziam baixo, bateria e saxofone. Com esse time de peso, logo foram descobertos por um produtor que ficou surpreendido ao chegar em um bar e ver George e sua banda tocando para ninguém além do barman, de maneira absolutamente empolgada e possessa. Essa coletânea aqui foi lançada em 2004, e reúne 15 hits da banda. Engana-se severamente quem pensa que "Bad To The Bone" é a única música boa ou que merece destaque. De fato é a mais famosa, tanto que possui até uma página na Wikipédia só para ela, mas "One Bourbon, One Scotch, One Beer" não deixa nada a desejar, em 8 minutos de um blues estradeiro e com diversos riffs memoráveis. "Gear Jammer" e sua guitarra gritada marca presença também, assim como "The Sky Is Crying", tocada ao-vivo, em homenagem a Hound Dog Taylor.
Não perca tempo e baixe logo! Não falo mais muita coisa porque é fato que eles terão mais alguns posts por aqui. Fico feliz de poder compartilhar um material assim com vocês, pois, para mim, é nota 10!

domingo, dezembro 23, 2007

Jesu - Pale Sketches


Napalm Death, uma das bandas preferidas da casa, um dos criadores do Grindcore e uma das bandas mais difíceis de se decorar nome de um integrante, principalmente aqueles do início da carreira. Como por exemplo o primeiro disco da banda, o clássico Scum, em forma de vinil, cada lado dele, apresnetava uma formação diferente. Porém sempre tem aqueles que se destacam, como Mick Harris, ilustre baterista que tocou na banda durante muito tempo e integrou o Painkiller, e Justin Broadrick, que tocou guitarra e cantou em metade do álbum, e ganhou notoriedade quando formou sua banda Godflesh, banda pioneira de um dos estilos que está ganhando muito espaço na cena underground (e aqui no blog também!) e eu venho notando isso, que é um amontuado de Post-Metal, Industrial, Drone Doom e Ambinetal Atmosférico, "intêndi"?
Bom, pra toda essa introdução (ou conversa mole, como preferir) fazer algum sentido, Jesu é a banda que Justin Broadrick trouxe à vida, após sepultar sua antiga banda Godflesh. O Jesu ganhou vida em 2003, e Justin é exclusivamente a mente insana por trás de tudo que a banda cria; Faz toda a programação, os vocais, a guitarra e ainda toca baixo, deixando apenas a bateria para outro músico. O som executado pelo Jesu é uma proposta mais experimental que o Godflesh, com elementos eletrônicos mais variados e até a adição de uma postura Shoegazer (guitarra barulhentonas) em alguns sons, mas isso vai depender exlusivamente de qual material tu escutar.
Pale Sketches, terceiro disco da banda, segundo lançado este ano (ao lado de mais 2 EPs e um Split), por exemplo, é um álbum que explora bem mais o lado eletrônico e ambiental, carregadíssimo de distorção, deixando de lado o peso e o vocal agressivo de outros álbuns. Em alguns momentos, esse disco consegue ser até alegre, mas em geral, é o retrato de um lugar frio e cinzento. Fiquei sabendo que este álbum foi composto apenas com músicas que foram gravadas de 2000 até 2007, porém nunca haviam sidas lançadas, pra ver o vasto material e criatividade que esse rapaz tem, sem contar os inúmeros remixes que ele já fez para bandas como Isis, Pelican, Earth e até Pantera.
Vale frizar também que este foi o único disco não lançado pela Hydra Head, e sim pelo próprio selo da banda, chamado Avalanche, com edição limitada de apenas 2.000 cópias. Esse não é apenas mais um lançamento, ou um ótimo disco, mas também uma raridade. Baixe clicando na capa.

R.E.M. - Murmur


Muito já falei sobre o início do rock underground oitentista dos Estados Unidos, e muito já foi postado, como Sonic Youth, Minutemen, Meat Puppets, Hüsker Dü, Replacements entre outros, porém senti a falta de um dos grandes nomes, não só dessa época, mas de todos os tempos, uma banda com um nome tão pequeno e uma importância enorme.
Início do ano de 1980, quatro amigos de Athens, Georgia, estavam na faculdade e descobriram um gosto comum pelas bandas deram os moldes para tudo que viria após eles: Velvet Underground, Television e Patti Smith, e assim surgia o R.E.M. Com apenas um EP no mercado que já emplacava em algumas colleges radios, a banda fez um dos maiores arregaços em termos de disco de estréia, Murmur, em 83, um clássico absoluto de uma das maiores banda do estilo que os EUA tinha a oferecer.
A mistura perfeita entre o Folk Rock, com Post-Punk e um um pouco de rock garageiro, com flerte no pop setentista, mais ou menos como os Smiths faziam, porém com muita melodia e um certa meláncolia, pode definir a era pré Warner da banda, e mostra que a banda fazia música de primeira antes de entrar na fase baladeira, qual ficaram conhecidos por boa parte do globo terrestre, como no disco Out Of Time, que nosso ex-parceiro Danilo postou, com uma porrada de hits, estouraram de vez no explosão dos anos 90.
Murmur sôa como se tivesse surgido do nada, e não tivesse nenhuma ligação com o passado, com o presente ou futuro, e essa atmosfera misteriosa que é o segredo do álbum, pois a banda fez outros ótimos álbuns, tão bom quanto este, mas em nenhum, conseguiu fazer sôar como este.
Se tu ainda tem aquela velha idéia sobre o R.E.M chegou a hora de mudar isso, clica na capa e tire tuas conclusões. Cláaaasico absoluto.

Rotten Sound - Cycles


Vou começar adiantando os lançamentos de 2008 e deixando um aviso sincero: Se as próximas bandas que forem lançar CD esse ano seguirem o exemplo do Rotten Sound, 2008
será só alegria! O CD aqui é altamente empolgante, com composições matadoras e gravação extremamente aprimorada, fazendo o resultado sair melhor que a expectativa e melhor ainda que o trabalho anterior.
Exit, de 2005, é um álbum que remete à capa: Um tiro de 12 na cabeça. Aqui o Rotten Sound segue na mesma linha grindcore, seja em letras ou estrutura musical. Só que tente imaginar um canhão, e não uma 12. A gravação, meus caros, deu um algo extra. A gravação a qual me refiro é a soma de tudo, o modo como gravaram, mixaram e masterizaram. Tonalidade absurdamente suja para o baixo, guitarra muito estridente e bastante peso na bateria. O vocal? Esse nem precisa de efeito, é gritado e rasgado até o talo.
Difícil destacar músicas, pois creio que a banda chegou ao ápice aqui. Todavia escute com mais atenção as faixas "Blind" (descamba para o hardcore clássico), "Deceit" (deixa a adrenalina nas alturas) e "Sold Out". Não esquecendo que é tudo uma paulada na nuca, portanto fique preparado.
PS: Se você não curte grind ou som extremo, desconsidere tudo que leu, pois vai se decepcionar ao ouvir o álbum. Se curte, vai de cabeça!
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sábado, dezembro 22, 2007

Van Halen - 1984


Eu nunca tinha me dado conta de uma coisa... O blog já tem mais de 1 ano e esse disco do Van Halen nunca havia sido postado! É como uma moeda, pois ao mesmo tempo que deveria ter sido postado antes, é bom ser postado agora, já que nossas visitas aumentam significativamente a cada semana.
1984 é o melhor álbum da banda e, incrivelmente, é o sexto da carreira. Eu afirmo isso bem convicto. Tragam-me algum disco deles que tenha uma música mais empolgante que "Hot For Teacher", onde Eddie despeja riffs carismáticos e solos de final de mundo, tudo isso muito bem juntado com os gritos agudos e a voz única de David Lee Roth, sem esquecer, é óbvio, dos 2 bumbos de Alex Van Halen. Você está lendo isso com atenção?! Então peça para alguém trazer uma linha de teclado mais memorável que "Jump", por gentileza. Se não for pedir muito, um refrão que dê vontade de cantar como o dessa música. Podia encerrar os pedidos com "Panama", que é outra música para levantar defunto, mas ainda quero ver alguém falar que "House Of Pain" não é a melhor música para encerrar um clássico. Ok, alguém traz um CD do Van Halen melhor que esse? É praticamente unanimidade, meus caros. 1984 é a preferência do público! Além de ser o melhor do Van Halen, é uma pérola na história do rock, um álbum que permanece jovem até hoje. Uma das provas mais sólidas de que o rock nunca vai morrer!
Desfrute.

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Lançamentos 2007 - Turbonegro, HIM e Electric Wizard

Turbonegro - Retox

Terminando minha sessão das novidades do ano, vai um post com três discos que não chamaram muito minha atenção. Primeiro, vamos de Turbonegro com o seu oitavo disco da carreira, chamado de Retox, lançado pelo selo próprio da banda, Scandinavian Leather Records. O Turbonegro durante os anos 90 foi uma das bandas mais legais, mostrou que tinha que fazer um rock vigoroso e viceral de maneira simples e sem muita frescura, fazendo com que todas as suas inflências ficassem bem notáveis no som, com varias colagens, alguns chamavam de copiões, na minha opinião, era só o jeito filha da puta dos Noruegueses pagarem tributo para bandas como Stooges, Black Flag, Alice Cooper, AC/DC entre outras. A idéia sempre foi boa, como na obra de arte Apocalypse Dudes, e nos seguintes, porém eu acho que a fórmula já tá ficando desgastada. Não é um cd ruim, com um gravação de tirar o chapéu, forrado de velocidade, agressividade e irreverência, o cd carece de criatividade. Se tu gostou dos últimos, como eu, vai te agradar, porém eu já to de saco cheio de mesmisse, mas ainda acho uma ótima banda, por fazer uma ótima mistura de Punk Rock, Rock'n'Roll e Glam Rock. O download é na capa.


HIM - Venus Doom

Mais uma banda das terras geladas do Norte Europeu, os finlandeses do HIM que lançaram seu sexto disco de estúdio, intitulado Venus Doom, em Setembro deste ano. Depois do puta sucesso de Dark Light e a invasão na America, nesse último disco Ville Valo e cia resolveram botar uma atmosfera mais "dark" que de costume, fazendo desse o disco mais pesado da banda, mas sem deixar o lado "gótico-romântico" de lado, apostando num som mais baseado na guitarra e escondendo um pouco aquele tecladinha bagaçeiro. Essas são as mudanças mais notáveis, ou as únicas que eu ouvi, pois as letras continuam basicamente em death, misery, blood, love, entre outras do mesmo campo semântico. Fora isso, a banda e a música continua a mesma, de refrões melosos e versos Heavy-Goth, porém com um pouquinho de peso, nada que me chamou a atenção, justamente por isso que está nessa sessão "Refugo 2007". Como de costume, clica na capa e faz o download.


Electric Wizard - Witchcult Today

Saindo da Finlândia, mas não da Europa, a bola da vez é o Electric Wizard, banda natural da Inglaterra. Infelizmente essa é a primeira aparição da banda e vai ficar meio injustiçada, pois a banda tem 2 ótimos disco dentro de sua discografia, mas esse não é um deles, apesar de ser um álbum que não podemos chamar de ruim, não é nenhuma grande coisa. O Electric Wizard é um dos grandes nomes do Doom Metal, e fora desse campo, acho que nunca vai ganhar reconhecimento, a não ser pelo pessoal que gosta de Stoner e Sludge Metal, pois é uma banda que flerta com esses estilos, mas se concetra muito mais no estilo Black Sabbath de fazer música: Pesada e arrastada. O fato que fez eu gostar da banda foi que suas composições, ao contrário das bandas tradicionais de Doom, aquela coisa Grunge "Eu odeio todo mundo e todo mundo me odeia", eles tem uma aproximação com o Stoner, de escrever sobre experiências lisérgicas, porém sem o ar de Feel Good, e sim num sentido paranóico e apocalíptico. Prometo que no futuro trago trabalhos maiores, esse aqui é só pra encher a lingüiça dos lançamentos esquecidos do ano. Download na capa.

Angel Dust - Bleed


Conheci o Angel Dust quando procurava por outro Angel Dust, um de industrial... Não importa! Quando vi que não era a banda que eu queria, decidi dar uma pesquisada sobre a encontrada. Era o Angel Dust da Alemanha, um banda dos anos 80 que começou tocando uma mistura de thrash e power metal (?!?!?). Por azar (ou sorte), o álbum aqui em questão é dos anos 90, possuindo uma formação bem diferente da original e tocando um heavy metal puxado para a melodia. Odeio mortalmente esse estilo, mas o Angel Dust se salva nesse álbum por ter gravado os vocais com o vocalista do Nevermore. Honestamente, não curto Nevermore, mas a voz lembra muito a de Ronnie James Dio, e ele, meus caros, é bom demais.
Bleed foi lançado em 1999. Não consigo escutar um álbum assim por inteiro, pois lá na quinta faixa já começo a enjoar dessas passagens melosinhas de teclado. Até que as guitarras possuem certo peso, e isso não deixa o som tão chato. Afirmo só uma coisa: Quem curte heavy metal de paixão vai viciar no álbum. É, filho, passei da época do heavy metal tradicional, e olha que melódico nunca desceu. Como somos um blog que tenta abranger diversos estilos musicais, tá aí o registro pra quem quiser.
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quinta-feira, dezembro 20, 2007

Guided By Voices - Alien Lanes

Olá pessoal, sou o novo colaborador do Fukt :)
Mas, sem delongas, vou estreiar minhas colaborações com essa banda que eu descobri a pouco tempo mas que merece meu respeito, Guided By Voices. Essa banda começou na década de 80, especificamente em 83, em Dayton, Ohio. Seu som mistura muitos estilos: low fi, indie, prog rock, post punk, enfim, muita coisa, tudo sob a sombra do underground e das composições de Robert Pollard. A banda já teve várias formações, entretanto, seu cérebro sempre continuou o mesmo. Apesar disso, a banda não existe mais, desde 2004.
Alien Lanes é datado de 1995 e conta com nada menos de 28 (!) músicas, entretanto, a média de tempo de cada uma é de 1:30. Muitas passagens estranhas/experimentais - "Cigarrete Tricks", "They're Not Witches" - e algumas músicas de fácil aceitação, com uma levada poprocklowfi (!) muito boa - "Game of Pricks" (melhor do cd), "As We Go Up, We Go Down" (segunda melhor ), "Motor Away", "My Valuable Hunting Knife", etc. Músicas que com certeza farão você bater o pé no chão, acompanhando o ritmo, quando estiver escutando. Este "efeito" low fi deixa tudo com um ar de velho, como se as músicas tivessem sido gravadas na década de 30, ou tocadas por uma vitrola chiada.
De qualquer maneira, dê uma chance, é uma banda com muita história e muito conteúdo, baixe e tire suas conclusões. Se gosta do estilo, não irá se arrepender.
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Whitechapel - The Somatic Defilement


Primeiro de tudo: Não é uma banda cristã. O nome Whitechapel refere-se ao local em Londres onde o serial killer Jack Estripador retalhou uma grande quantidade de prostitutas.
Vindos de Knoxville, EUA, é muito provável que os caras fodam suas caixinhas de som do pc (ou alarguem os alto falantes do seu micro system) com uma mistura muito impiedosa de death metal brutal e sólido com os breakdowns do HC de Nova York. The Somatic Defilement é o primeiro material dos caras, lançado esse ano. Até o presente momento, é o disco mais pesado do ano, entre os que eu ouvi. Não necessariamente é o melhor, pois tá longe disso, mas é peso bruto e sólido! Na minha opinião, carece de mais velocidade e criatividade, porque muitos riffs soam basicamente iguais. Em compensação, o peso preenche muito do que precisa para ser bom. Quando escutei no computador, tive que diminuir os graves do equalizador, pois o som estava ficando distorcido! Para vocês terem idéia, a banda tem 3 guitarristas. Na maioria das músicas, 1 só já poderia fazer o serviço, todavia como isso é opção de cada banda, é melhor nem dar pitaco sobre isso. Com letras abordando tudo que é tipo de assassinato, os rapazes declaram-se fãs de filmes e histórias reais bem gore. O mais surpreendente de tudo é que essa banda foi criada no início do ano passado. Porra, com 1 ano os caras fazem um CD assim?! Prepare seus ouvidos, pois Whitechapel é uma promessa, provavelmente para 2009, já que o primeiro disco foi recém lançado e os caras já têm grande quantidade de fãs nas Américas.
Destaques para "Fairy Fay" (a mais impiedosa de todas, sem dúvidas), a faixa título (com um final surpreendente de orquestra) e "Ear to Ear" (quem escutar vai entender o porquê de ser um destaque entre as demais).
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quarta-feira, dezembro 19, 2007

Pentagram - Day Of Reckoning


O Pentagram é uma banda americana surgida no início dos anos 70. O som é basicamente um heavy metal dos primórdios, ou seja, é bem influenciado por Black Sabbath. Sim, apesar de ter surgido na mesma época, o primeiro disco só foi sair nos 80. Não há melodias choradas, muito menos guitarras em duplas. O que há são riffs pesados e sujos, naquele clima de Tony Iommi no Master Of Reality, e um vocal limpo. Velocidades não muito rápidas, ora meio cadenciadas ora normais. Soa bem até hoje! Demoraram muito para conseguir lançar algum disco, pois viviam gravando fitas demos e outros materiais. O Pentagram é uma das provas definitivas de que com persistência e vontade é possível ir além. Até os dias de hoje são bem desconhecidos, porque quando se fala em Pentagram, o que vem à mente são outras bandas mais novas com o mesmo nome.
Day Of Reckoning é o segundo disco da banda. Logo na capa percebe-se a influência sabática (nas letras do nome) e até um lance meio Venom, que ficou conhecido pelo carismático bode. Se consideradas as demais bandas que haviam na época, a maioria de thrash, não dá para dizer que o Pentagram foi muito importante. É provável que ajudaram a dar traços do que veio a se tornar doom metal, pois essas afinações baixas, sujas e cadenciadas soam bem sombrias.
Sendo honesto com vocês, eu encontrei essa banda por acaso. Estava procurando o Pentagram da Turquia e acabei baixando esse álbum. Escutei e percebi que não era a banda que eu queria, mas com certeza é uma banda que merece um post aqui no FUKT!
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terça-feira, dezembro 18, 2007

Ther Mars Volta - Frances The Mute


Nunca fui grande fã e conhecedor dentro do mundo do rock prog, ficando apenas em Pink Floyd e Led Zeppelin, por não gostar de ouvir músicas de meia hora de duração, sabendo que tem como fazer a mesma coisa, de maneira bem mais direta, e foi esse um dos motivos de bandas como Yes ou Jethro Tull sumirem após à introdução do Punk Rock ao mundo musical.
Mas ao mesmo tempo que essas bandas sumiam, sua música ia relfetindo em trabalhos futuros de bandas que a primeira estância, não teriam nada ha ver, como é o caso do Hüsker Dü e o Black Flag, com álbuns bem experimentais na metade dos anos 80, ou então atualmente, com um dos grandes cds do ano, o Between The Buried And Me, ou uma das bandas preferidas da casa, que é o Isis.
Toda essa introdução besta deve-se ao fato que a banda em questão, o The Mars Volta, é uma banda que tinha suas raízes no punk-rock, porém bebe diretamente na fonte do Progressivismo Setentista viajão, fazendo a sua salada musical mais abragente com o encorporação de elementos da música Latina, do Jazz e muito, mas muito experimentalismo, mesmo.
Não é a primeira vez que a banda dá as caras por aqui, seu primeiro disco, De-Loused In Comatorium, foi também o primeiro do blog, então, dispensa muitas apressentação dessa vez e vamos tentar focar mais no álbum, dessa vez, Frances The Mute, lançado em 2005, é o segundo trabalho da banda que surgiu em El Passo e hoje localiza-se no em um dos maiores centros musicais americano, que é a California, em Longbeach, mais especificamente.
Na metade da turnê do álbum anterior, a banda teve uma grande perda que foi Jeremy Ward, primo de Jim Ward (do Sparta e At The Drive-In, sim, aquela banda que deu origem a essa), que era o engenheiro de som e membro importamtíssimo pra banda. Ele foi peça fundamental para o início desse disco, o cara tinha achado um diário no banco de trás de um carro, no seu emprego e começou notar várias semelhanças com sua vida, e aí que surgiu a idéia do conceito para o novo disco, e começou a escrever sobre o personagem, porém sua morte interrompeu o trabalho, que a banda levou à diante.
Pra gravação do cd, a banda teve algumas modificações no line-up, com a entrada do ex-baixista da banda Racer X(?) no lugar do Flea (do RHCP), que havia gravado o cd anterior e tava só de improviso, o irmão de Omar na percurssão e o guitarista John Frusciante (companheiro de Flea) como participação especial, e muito evidente em "L'Via L'Viaquez", musicona de ritmo latino, cantado em espanhol e maior clima "Santana".
O clima progressivo atravessa o disco inteiro, com músicas com estrutura não convencional, bastante improviso, sintetizadores atmosféricos, certas doses de psicodelismo aos experimentar algumas jams meio barulhentas, mas no final é um grande material, dividido em 12 faixas e quase 80 minutos de música, é uma forma legal de se ouvir progressividade sem virtuosismo., tão legal, que a banda vendeu toneladas desse disco, com apenas dois singles (editados para rádio, é lógico), pra se ter uma idéia.
Como de costume, o download é feito na capa, outro elemento que merece destaque, totalmente inspirado no trabalho surrealista do pintor belga Magritte, um dos poucos que eu conheço.

Hound Dog Taylor & The House Rockers - Beware Of The Dog


Theodore "Hound Dog" Taylor tinha o típico perfil de um bluesman americano. Nascido no Mississippi, começou a tocar guitarra aos 20 anos de idade e mudou-se para Chicago. Lá, começou a fazer apresentações em botecos que lhe rendiam alguma minúscula taxa de dinheiro, cigarros e bebidas. Não tardou a encontrar os House Rockers, a banda que viria a lhe acompanhar até o fim de carreira. Carismático, simples e bom guitarrista, Taylor despeja animação em suas músicas, bem como ousadas viagens de slide guitar cobertas pelo seu vocal marcante. "Conheci" quando jogava Driver 2, pois logo na intro do jogo aparece um bar no estilo dos apreciadores de blues e rock, ou seja, há muita fumaça, mesas de sinuca e aquele clima despojado. Enquanto as cenas vão rolando, é tocada uma música do Hound Dog. Eu não sabia disso até recentemente, tanto que sempre tive curiosidade de escutar o som e não sabia quem tocava, mas a Internet mudou isso, porque li em um fórum várias informações sobre o game. Baixei 2 álbuns e decidi trazer esse, pois é ao-vivo. Não há nada melhor para ver se um cara é realmente bom do que vê-lo tocar ao-vivo. Nessa ocasião aqui, dá para sentir a vibração da galera, que deve estar assistindo ao show dentro de um desses botecos já citados. Baixe e aprecie! São viagens longas de guitarra, vocais bêbados, público no clima, e uma banda que sabe acompanhar corretamente ao "professor", que certamente vai lhe agradar.
Taylor também é conhecido por ter nascido com 6 dedos em cada mão. Essa anomalia é conhecida como "polidatilia" (se não escrevi errado), mas Taylor livrou-se dela em uma mão. Como? Estava bêbado e cortou o sexto da direita com uma lâmina.
Morreu em 1975, vítima de um câncer grave.
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segunda-feira, dezembro 17, 2007

Monogono - Amuk


Não tem coisa mais besta e broxante que uma banda boa começar um álbum com uma música bonitinha e destoante das demais. Característica típica de bandas novas de death, que gostam de pôr ventinhos assombrosos de primeira faixa, agora a tendência passa também às bandas de metal progressivo e caótico, como o Monogono e o Between The Buried And Me. É triste, pois quando começa a tocar "Remolding Steel", a segunda faixa, os caras mostram um potencial enorme, tremenda energia e uma linha caótica e marcante. É algo que deve fazer os caras do Dillinger Escape Plan tirarem o chapéu e ficarem preocupados, pois Monogono tende a explodir como um dos grandes nomes do mathcore mundial. Lá em Portugal (terra natal dos caras), só há elogios por parte do público a esse novo trabalho. O público também se mostra surpreendido, muitos falando de thrash metal, outros de hardcore, outros de jazz-fusion e até noise. Monogono é isso aí, um mix de gêneros trampados muito bem feito, sem soar feio ou estranho. A única coisa ruim é que algumas linhas de guitarra são bem repetitivas, mas é incrível o dom de conseguir juntar coisas extremas sem agredir ao ambiente (no caso os nossos ouvidos).
Outros destaques do álbum são as faixas "The Endless Trip Part 1" (jam instrumental de jazz excelente! Quem se lembra do Virulence? É na mesma linha, Classe A!) e "Inner Epiphany" (cheia de guitarra naquela linha veloz e técnica). Essas e as demais fazem Amuk soar como uma mistura de tranqüilizantes com cocaína, ou seja, algo completamente desorientado, agressivo e relax, tudo instantaneamente.
Agora é só ir mantendo o som na linha ou evoluir, pois de qualquer jeito o sucesso tende a vir - no mundo underground -.
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quinta-feira, dezembro 13, 2007

Pelican - City Of Echoes


Seguindo o trabalho de lançamentos de 2007, agora nos últimos dias do ano, temos ainda um tempo sobrando para postá-los, que não são muitos os que faltaram, dos que nos agradaram, apesar de termos postados até aqueles que não desceu muito bem, apenas pelo simples ato de compartilhar música e lançamentos de velhas bandas, tinha pensado em fazer mais um post do tipo do Bad Brains-Madball-Meat Puppets, porém esse cd ficou tão legal, que merece um post só pra ele, só lamento não ter pego ele antes.
O Pelican é uma daquelas que tocam o estilo que está se popularizando como Post-Metal, música qual começou nas mãos de bandas como Neurosis e Godflesh, com forte influência do Hardcore, porém o som do Pelican apoia-se muito mais no som atmosférico com muita "progressividade", resultando num som muito bem elaborado e super hipnótico.
City Of Echoes é o terceiro play do quarteto de Chicago, que atualmente encontram-se na Califórnia, junto com seus conterrâneos do Isis, companheiros de selo (Hydra Head, de propriedade de Aron Turner, vocalista e guitarrista do Isis e responsável pela arte da capa de City Of Echoes) e uma banda que é sempre comparada, justamente por estarem nessa mesma leva de bandas. Como dito desde o início, esse é o último lançamento da banda, saiu esse ano, em Junho oficialmente, mas na internet já havia vazado antes, como de costume.
Pra quem escutou o disco anterior da banda, o belíssimo The Fire in Our Throats Will Beckon the Thaw e achou que o disco era muito cansativo, apesar das belas melodias, essa foi exatamente a idéia para o novo disco, fazer um material mais acessível; Canções mais curtas e menos peso, porém ao mesmo tempo, continuam abusando da característica do Post-Rock, ou Post-Rock, como preferir, que é a ausência total de estrutura musical, com as várias passagens atmosféricas, que acabam se encontrando com ótimos riffs e as mais variadas texturas guitarrísticas e a presença de elementos acústicos, assim como os diferentes tempos adotados em cada música e tudo com a marca registrada da banda , que é a ausência de vozes.
Como no último disco, o conceito eram músicas que estavam envolvidos com a natureza, e como fazer isso quando não se têm letras? Esse que é o lance interessante da banda, fica apenas na faixa do título e principalmente no som, atráves da composição eles conseguem passar a idéia da música. Já City Of Echoes tem uma temática diferente, como sugere o nome, está relacionado à vida urbana, reflexo das turnês que a banda vem encarando e passando por diversas cidades, eles conseguem ver sempre uma semelhança em todas elas, resultado da globalização, e é nessa experiência que eles se basearam para escrever o disco.
Para aqueles que buscam uma música diferente, eu recomendo este disco. Para aqueles que conhecem a banda, eu recomendo este disco. Para quem busca um refúgio, feche a porta do teu quarto e põe esse disco a tocar, eu recomendo. Para conferir mais um ótimo disco neste final de ano, clica na capa e aproveite o maravilhoso som do Pelican.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Kid Rock - Rock N Roll Jesus


Quando eu soube que o Kid Rock lançaria um álbum esse ano, fiquei contente. Ele é, certamente, um dos poucos artistas de rap que eu curto, justamente por misturar o rap com rock, metal, funk e country. Quando eu soube do título da nova obra, fiquei com um pé atrás. Que ele não faria música de igreja eu já sabia, mas vai saber o por quê do título? Então, finalmente escutei o disco e fiquei impressionado. O tiozinho Kid deixou suas raízes bem firmes... No passado! Rock N Roll Jesus passa longe de qualquer material já lançado por ele.
Adepto de vocais mais suaves, vários coros femininos, nada de rimas ou ritmos de rap, Kid entrou de cabeça em um som bem leve, numa análise geral. Regado a algumas guitarras bem influenciadas por AC/DC, o disco possui alguns grandes momentos, como na faixa título, por exemplo. A surpresa maior são as músicas numa linha de "soul", porém com letras de conteúdo explícito. É totalmente inovador na carreira dele, mas num contexto geral não inova. Antigamente, ou melhor, no álbum Devil Without A Cause, Kid conseguiu a façanha de mixar country, rap e metal dentro de uma só música. Hoje ele não faz mais isso. Talvez seja pelo fato de estar enjoado, velho ou com trauma da separação com Pamela Anderson. A única música que remete às antigas é "Sugar", bem quebradona na guita e com vocais rap, incluindo também um sample da clássica "Cowboy" (provávelmente o maior hit dele, atrás de "American Bad Ass"). "So Hott" é a música que mais deve estourar, já que é a mais rock, a mais empolgante e a mais criativa.
É um CD bem legal, recomendado principalmente para quem não gosta de algum disco anterior. A quem gosta, só lamento, pois a mudança pode provocar náuseas.
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terça-feira, dezembro 11, 2007

Jimmy Eat World - Chase This Light


Fazia muito tempo que o Jimmy Eat World já não dava as caras aqui no blog, mas quando fiquei sabendo que o quarteto Americano do Arizona lançou material novo, fui correndo atrás do disco, este chamado Chase This Light, que saiu em Outubro, pela Interscope, mesma gravadora que lançou seu último disco 3 anos atrás, chamado Futures.
Desde o lançamento do disco Bleed American, o disco que alçou a banda como um dos grandes nomes da música pop, a banda continou a gravar com a mesma qualidade como é o caso deste disco e do anterior, sempre com ótimas melodias, arranjos bonitões e a marca registrada da banda, que é grande habilidade da banda de fazer refrões chicletões e afudes.
A minha opinião é que esse é um disco tão legal quanto aos outros, bem diferentes dos primeiros da banda, já é o sexto da banda, e tem uma levada bem mais "rock alternativo" com fortes flerte com o pop, tudo com grande preocupação por uma alta qualidade de gravação e mixagem, que para mim, é sempre um ponto alto. Já a opinião da crítica, é que Futures, a banda havia deixado de lado o seu potêncial de música alegre e feito um disco mais "dark", ao contrário da explosão do Bleed American (é, vou ficar transitando nesses três álbuns o tempo inteiro), um álbum que vendeu toneladas, e por mérito, é um puta cd legalzão.
Tendo em vista esse ponto de vista, posso dizer que o novo da banda, que é tido como a volta à forma do Bleed..., tenha sido como um híbrido entre as duas propostas, um disco alegre e enérgico, mas que tem suas passagens mais reflexivas e mais maduras, mas para Chase This Light vender a quantidade que Bleed American conseguiu tá longe, e é bem difícil que eles consigam, não por que o disco ficou ruim, mas sim por a banda estar meio apagada ultimamente.
Fiquem a vontade a pensar e a falar o que quiserem sobre, pois eles continuam sendo uma banda que eu gosto e tem um som bem agradável, e quem quiser conferir, só aquele clique na capa.

Pure Hate - This Is The War


Banda holandesa de hardcore (ou hatecore). Acho que isso é tudo que se encontra sobre a banda na net, além do CD, é claro.
O som é bem mediano, não possui grandes qualidades, por isso que a banda continuará sendo total underground. Mesmo tendo uma gravação muito boa, a qualidade das composições precisa ser melhorada.
Eu, particularmente, gosto de trazer material assim para dar uma variada. Também para mostrar ao mundo diversas bandas desconhecidas, vai que assim elas crescem aos poucos? E pode ser bem possível que alguém acabe gostando afundo do som, bem mais que eu.
Post simples, mas está aqui.
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domingo, dezembro 09, 2007

Jawbreaker - Unfun


Notei que sou o que escreve menos aqui, peço desculpa aos que leem meus minúsculos posts, mas não consigo escrever muito mais.
Formada pelo guitarrista/vocalista Blake Schwarzenbach e pelo baterista Adam Pfahler na Califórnia em meados de 1987, encontram seu baixista apenas em 1988 em NY, existem poucas informações da banda na internet e afins, mas pra mim, é uma das principais do estilo post-punk Californiano, mas vamos falar do disco "Unfun" lançado em 1990.
Abrindo com a clássica "Want", que pra mim merece total atenção na letra e na linha do baixo, é seguida por uma das mais rápidas dos caras "Seethruskin", clássicas como "Imaginary War", que pra mim é uma das melhores e mais "sombrias" canções do powertrio, pela nervosa "Softcore" e por "Gutless", disco pra mim recheado de pérolas, se ficou curioso clica aqui e faz o download.

Pura vida!, um abraço.

S.O.D. - Speak English Or Die


Scott Ian tinha acabado de gravar as guitarras para o disco Spreading The Disease de sua banda Anthrax, porém ainda sobrava algumas horas de estúdio, então, o que fazer?
Ele recém tinha criado um personagem, o Sargento D (esse da capa), um personagem politicamente incorreto, assim como todas as letras que ele tinha escrito para fazer uma banda de Hardcore para ser a encarnação musical do cara, aí que surge o Stormtroopers Of Death, ou apenas S.O.D. Chamou então seus camaradas para tirar o projeto do papel; Charlie Benante, companheiro de Anthrax na bateria, Dan Lilker, ex-Antrax e líder do Nuclear Assault no baixo, e o controverso vocalista Billy Milano, que na época tocava baixo em uma banda chamada Psychos; todos membros da música pesada de Nova Iorque para formar um projeto totalmente descompromissado que se tornou um dos maiores nomes e mais notórias bandas do gênero que ficou conhecido por Crossover.
O quatro rapazes gravaram uma demo e mandaram pra Megaforce Records, vê se eles se interessavam; Resposta positiva, mão na massa. Em apenas três dias, a banda fez a gravação e toda a mixagem de Speak English Or Die, um clássico para aqueles que curtem música rápida e pesada; Toda a rebeldia e energia do Hardcore, com a agressividade e velocidade do Thras/Speed Metal, com letras totalmente "politicamente incorrestas" (o nome do disco já dá uma boa idéia), como idéias facistas, racistas e sexistas, apenas pra encher o saco, esse play acabou virando um mais clássicos do estilo Crossover, que estava començando a se popularizar entre Punks e Headbangers, acabando com o tabu de que Punk não ouve Metal e vice-versa.
Porém como todos os integrantes tinham suas bandas principais, o S.O.D. sempre foi um projeto paralelo que ficava de lado, sendo ressucitado alguma vezes, como esse ano, no lançamento do EP Rise Of The Infidels, que Milano garante ser o último. Atualmente os integrantes mal se falam, trocaram alguns e-mails apenas quando surgiu o boato que Billy havia morrido, e tudo isso começou logo no lançamento deste disco, que com uma produção tão baixa e despretenciosa, vendeu muito mais que o Spreading The Disease, do Anthrax, o que não conformava Ian e Benante, e muito também ao conflito de egos.
Considerado como apenas um projeto, S.O.D. marcou época com esse lançamento no mundo da música pesada, e tu pode conferir clicando na capa e depois me diz o que achou.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Thurston Moore - Trees Outisde The Academy

Thurston Joseph Moore, nascido na Florida, ficou conhecido quando mudou-se para Nova Iorque, lugar onde foi para estudar e acabou conhecendo Lee Ranaldo, e Kim Gordon (sua mulher) e se envolvendo na música No Wave, dicípulos de Glenn Branca, e acabaram formando o Sonic Youth, em 81.
Thurston é guitarrista, vocalista e um dos letristada banda, assim como é um dos líderes. Ao lado de Lee Ranaldo, são considerados um dos maiores guitarristas da cena de rock alternativo e principalmente de música barulhenta (noise), com seus instrumentos modificados e técnicas bizarras para produzir sons mais estranhos ainda, tocando com baquetas, chaves de fenda e todo o tipo de utencílio pra produzir uma boa barulheira.
O cara sempre teve em contato com outros artistas, fazendo projetos paralelos, participações especiais, diretor de vídeo clipe, produtor musical e tal (figura tipo Mike Patton ou Dave Grohl). Em 1995 lançou o primeiro disco solo, chamado Psychic Hearts, no mesmo ano que sua banda lançava Washing Machine. Agora, doze anos depois do primeiro disco, o cara voltou a gravar, seu segundo disco, chamado Trees Outside The Academy, que foi lançado pelo seu selo Ecstatic Peace (outra ocupação) e gravado no estúdio de seu amigo J. Mascis, do Dinosaur Jr., banda qual também lançou cd esse ano.
Para a gravação do cd, Thurston contou com a presença de Pete Shelley na bateria, que é seu companheiro de Sonic Youth e Samara Lubelski no violino (ambos estão em turnê da divulgação do disco), assim como algumas participações de Mascis nas guitarras (claramente na música que deu o nome para o disco). Ao contrário do som de sua banda, seu projeto solo se baseia muito mais na textura do seu violão, plugado em um rock experimental com flertes com o pop e folk, resultando um som orgânico, reflexivo e hipnótico, principalmente, mas sem nunca deixar o barulho de lado. Como normalmente os discos do Sonic Youth carregam músicas inspiradas em artistas, esse não podia ser diferente, assim como foi seu primeiro disco: A música que dá o nome ao disco, "Trees Outside The Academy", musicona dotado de um puta feelin' é sobre o suicída Ian Curtis, do Joy Division, que recém recebeu um filme biográfico e a outra é a balada "Honest James", sobre James Brown, numa performance arrebatadora do dueto Thurston Moore - Christina Carter.
Pra confirir mais um ótimo disco do ano, basta clicar na capa, jovem.

Tankard - The Beauty And The Beer


Não precisa ser grande conhecedor de Tankard para ver (ou imaginar) que a banda já esteve em momentos mais inspirados.
Beast Of Bourbon, de 2004, é uma pedrada! Um dos melhores álbuns de thrash metal que eu conheço, dotado de uma atmosfera empolgante em todos os sons e tudo mais que mostra uma banda em ótima forma. O que eu não entendo é que em 2006, quando eles lançaram esse álbum aqui, o som decaiu bastante. Parece que os caras ficaram de ressaca. Algumas músicas levemente empolgantes, andamentos não muito velozes, bases e arranjos muito previsíveis, linhas vocais nada surpreendentes, alguns refrãos legais e um número considerável de solos de guitarra. É isso.
Eu esperava mais, a maioria da galera que curte também. Resta a esperança de que ano que vem eles lancem algo, e que façam bem melhor. Talvez nem seja um álbum mediano ou ruim, possivelmente o fato é que Beast Of Bourbon e outros discos são pérolas raras que não se encontra todos os dias.
Legalzinho para escutar de vez em quando ou pagar um pau para a capa.
Download.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Fantômas - Fantômas (Amenaza Al Mundo)


Hoje em dia, Fantômas já não é novidade pra muita gente, e não precisa também mais muitas apresentações, tendo em vista que eles ja foram apresentados aqui algumas vezes e já terem, algumas vezes, materiais de outros artistas comparados com o deles. Realmente, oito anos após o primeiro lançamento, o som já não é mais tão apavorante, em lá em 99...
Quem era, e é, fã de Faith No More, que apesar de ser uma banda de rock alternativo, já era vista como fora de padrão, estava acostumada a "esperar o inesperado" após lançamentos das pérolas de Angel Dust e King For A Day. Antes mesmo da banda acabar, Mike Patton já havia arquitetado todo o seu plano malévolo para a formação de seu primeiro projeto pós era-FNM.
Quem estava por dentro do lançamento do disco e já sabia que seria algo diferente, tomou um puta cagaço, pior para aqueles que não tinham idéia do que se tratava, tiveram um ataque cardíaco. Na finaleira dos anos 90, o Fantômas conseguiu superar todas as bandas e todos os sons que foram criados a década inteira, se tornando uma das bandas mais originais a ter parido nos últimos tempos.
Se tu não tem idéia do que se passa na sonoridade "Fantômica", eu tenho que te perguntar, "Em que planeta tu esteve morando nos últimos anos?". Esse, o primeiro disco da banda, Auto-intitulado, também ficou conhecido como Amenaza Al Mundo e trazia como conceito do disco, histórias em quadrinho de ficção científica, justamente por isso que cada música recebe o nome na seguinte maneira: "Page 1", "Page 2", "Page 3" até "Page 30", completando quase 43:00 minutos de pura insanidade; Som baseado no Metal e no Noise Rock, sem vocal e sem letra, apenas com gritos, bizarrices, puro experimentalismo, típico som de Manicomio.
A cada trabalho que eu conhecia do Fantômas, mais eu ficava apavorado e se tiver afim, pode começar da maneira certo: Do início. Pra baixar esse primeiro registro da banda, apena clique na capa e tenho coração forte na hora de escutar.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

D.F.C - Farofa Kind

"ô rapaz, ta doendo as costas aí não?!"
"aê meu irmão, ta doendo pra caraio!"
"o que é que esse cara ta fazendo no seu ombro?"
"aê... o que vale é o punk rock!"

Tem gente que não gosta muito de cds ao vivo, mas eu gosto muito, principalmente se a banda for credenciada como o DFC e esse Farofa Kind é muito louco. Gravado em K7, sem produção, sem frescuras, sem firulas, cheio de erros. Eu acho um cd muito honesto e empolgante. Não tem tema de introdução, nem vinheta nem porra nenhuma. Já começa lapada na orelha e vai assim até o final! Cd tão descompromissado assim só o Bootlleged in Japan do Napalm Death, mas esse DFC tem uns detalhes a mais:
Tem uma galera desgraçada cantando em algumas faixas; É uma “homenagem” ao DRI (que tem um cd chamado 4 of a Kind); Tem quase três faixas extras; Faltaram alguns “hinos”como sempre falta em todo cd ao vivo; Esse foi o último cd do baixista Phu, um dos fundadores da banda, então o clima de festa era geral.
O D.F.C. se formou numa semana santa, em abril de 1993 com a junção de nossas outras antigas bandas (DFTA, Swankers e o antigo D.F.C. que já era ex-DFCaos). O objetivo era, e ainda é tocar o mais puro HARDCORE com consciência, protesto, atitude e muita diversão influenciados por bandas como D.R.I., Attitude Adjustment, Varukers, Cryptic Slaughter, Dead Kennedys, Agnostic Front, Discharge, R.D.P., Lobotomia, E.N.T., Suicidal Tendencies, Napalm Death entre várias outras. Em 1994 lançaram Tchan Nan Nan Nan Nan e em 1996 o Igreja Quadrangular do Triângulo Redondo. Eles sempre tiveram dificuldades de fazer shows por serem uma banda muito Hardcore, desbocada e sexista. Infelizmente eles não tiveram a mesma sorte que seus conterrâneos Raimundos, mas até hoje estão na ativa fazendo um som muito honesto.
Ao vivo os caras são pura energia e a galera sempre vai junto. Quando eles tocaram "Lucro É O Fim" ao vivo eu senti uma empolgação enorme porque o som deles não deixa ninguém parado. Interessante é que ao vivo não dá nem pra se perceber que as músicas são curtíssimas e quando você menos espera, o show acabou. Em "O Pé" os caras falam dos “perigos” de uma roda punk, mas é uma faixa com levada muito interessante.
Nesse Farofa Kind eu achei muito legal o cover de "Consciência Nacionalista" do Psychic Possessor, que era uma ótima banda HC de Santos, cujo fundador Zé Flávio foi integrante da Volcano (primordial banda Black Metal nacional) e que formou o Safári Hamburguers e o Sociedade Armada e cujo baterista do 2o cd era nada menos que Maurício Boka, hoje no Ratos de Porão. Na época que lançaram esse cd os caras apresentaram umas músicas que ainda não haviam sido lançadas, como “Coexistência do Caos”, que seria lançada no Sob O Signo De Satã (esse título, na verdade, é uma paródia com In The Sign Of Evil do Bathory).
"Mentira na eleição" é uma lapada só, mas "Deus gosta é de samba" seguida de "Querida Sogra" ficou muito legal. Enquanto na primeira o som dá umas quebradas graças a batida sambista (a caricatura do baterista Renzo na capa do cd usa uma camisa do grande Bezerra da Silva), enquanto a segunda tem uma letra pra lá de sexista, assim com a letra de "Mulheres 3".
Um cover do Ratos de Porão também foi muito legal, apesar de "Sistema de Protesto" ser uma musica mais punk que HC. Ficou legal e não pareceu ser apenas uma versão. Outro cover foi "Puta vomitada" dos Grinders, uma banda underground paulista. A letra é um tanto quanto hilária, mas é legal.
Para os desavisados, o cd termina com "Eu não preciso do sistema", mas depois dela tem uma versão em português de "Control" do Napalm Death, que tornou-se "Controle", além de uma “homenagem” ao Led Zeppelin e ao Queen onde uma figurinha meio sem graça finge cantar.
Como eu disse no começo, são quase três faixas extras, porque na hora de gravar em K7, no cover de “Five Years Plan” do DRI, acabou a fita e o som ficou menor que a metade. Seria bom também que a fita pudesse ter dado pra gravar "Molecada 666” com direito a galera cantando “Te fode, DFC! Te fode, DFC! Te fode, DFC e vai”, parodiando “Segura na mão de Deus”, um hino evangélico! Diversão garantida!
Baixe o cd clicando na capinha depois é fazer roda punk na sala e dar mosh no sofá!

Chavez - Ride The Fader


Chavez é um quarteto nova iorquino de indie rock, formado em 93, e que ganhou alguma atenção quando os membros da banda se envolveram com nomes maiores como o Guided By Voices (papitos do Lo-Fi) e o Zwan, a super banda de Billy Corgan que não foi a lugar nenhum.
Suponho que sozinho nunca teria conhecido essa banda, por não ser tão interessado em indie rock, mas o Chavez chegou até mim quando um amigo me deu o cd deles dizendo que era um Fugazi 10x mais complicado, então, vamos lá, o que tenho a perder? O que ele se referia à complicado é exatamente o rótulo que a banda leva de Math Rock; Rock matematicamente calculado para sôar complexamente intenso.
Recebi o cd ainda esse ano, quando ainda na estava na faculdade (não me formei, apenas tranquei) e de cara fiquei interessado em escutar o som, pois não é todo dia que se ganha um disco do nada. Não sei se foi esse o motivo, mas os calculos sonoros, influenciado pelos malucos do Slint com um pouco de pós-punk me agradou um monte, e de tempo, em tempo escuto esse discão; Ride The Fader, o segundo disco da banda, lançado em 96, um pouco antes deles entrarem em um pausa até uma breve volta em 2006, para divulgar a compilação que a Matador Records lançou com o nome de Better Days Will Haunt You.
Esse é aquele disco que eu escuto pra dar uma descansada, pela sonoridade reflexiva das músicas, como no single "Unreal Is Here" e "The Guard Attacks", mas que ao mesmo tempo dá um gás nas musiquinhas mais tensas, a quase pós-hardcore "Tight Around The Jaws" (meu destaque), na ensoloarada "Our Boys Will Shine Tonight" ou em "Lions", que faz perder o fôlego, bem perto do sentido literal. Clica na capa para provar.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Johnny Winter - 3rd Degree


Qualquer dia da semana, 18:45 da tarde (horário de verão), uma sombra, uma rede e um clima agradável. Puxava o cigarro, olhava ao redor (para ficar seguro de que não seria incomodado) e ligava o rádio. Eis que surge o velho Johnny tocando seu violão com aquele acessório no dedo, slideando e tocando as marcantes notas de "Bad Girl Blues". Acendia. Deitava e curtia o som, bem como o cigarro. Não foi nem uma nem duas tardes, foram várias tardes sempre fazendo isso e cada vez achando melhor, afinal, eu não possuía preocupações. Admirava muito as músicas country, mas o feelin' verdadeiro estava no rock, por isso que colocava o rádio programado para tocar "Mojo Boogie" na seqüência. Escutava o CD inteiro (naquela ocasião, uma coletânea de Johnny, mas com as duas músicas citadas que são desse álbum), repetia, prestava atenção nos mínimos detalhes.
Hoje eu tenho um emprego, tenho que me preocupar com faculdade e futuro, tenho uma banda que começa a engrenar e uma ótima namorada. Não tenho mais tempo vago para deitar em uma rede às 18:45 da tarde e não fumo mais (nunca viciei; cigarro prejudica a garganta; minha mulher não gosta), mas o bom e velho Winter nunca sai do rádio. Baseado em tudo isso, é escutando "Love, Life and Money" que eu lhes digo: A vida pode ser bastante complicada, e sem dinheiro você não faz nada, mas com um pouco de amor (próprio e ao próximo) há como dar um jeito de seguir em frente e ser feliz.
Download.

sábado, dezembro 01, 2007

Poison Idea - Darby Crash Rides Again


Pra quem achava e queria algo mais atual do Poison Idea, após o post do seu primeiro EP Pick Your King, eu digo: "Te fudeu". A bola da vez aqui é o primeiro demo da banda, lançado em 82, chamado de Darby Crash Rides Again e consegue sôar mais crú e tosco, como sempre foi a proposta da banda, mas ao mesmo tempo, pra uma banda Punkaça, é a sonoridade que tu espera ouvir.
Logo de cara, a coisa que mais chama a atenção desse disco, é a capa, paródia (que sempre foi um dos pontos altos da banda) do primeiro LP dos californianos do Germs, e inclusice leva o nome do ícone da banda e de uma geração: Darby Crash. Esse cara foi uma dos principais motivos pra banda começar a tocar, seguindo não só seu jeito caótico de cantar e fazer show, mas também a sua filosofia Punk sinistrona.
Eu não sou muito fã do som so Germs, mas curtia a atitude da banda, porém o Poison Idea não se apoiava apenas neles, a influência vinha também de outra lendária californiana; Black Flag e os ingleses barra pesada do Discharge, e essa demo mostra toda a veia punk da cena Oregon. Esse play aqui faz com que a nostalgia saia pelas caixas de som, entrando na tua mente, fazendo com que tu se sinta em um show punk, podre de bêbado, se atirando no stage dive; Se tu escutar "Pure Hate" ou "Think Twice" e ficar parado, indica uma coisa: Tu é Tanga.
Cada vez que eu escuto essa bagaça eu me apavoro, pensando que isso era apenas uma demo fudidona, fico imaginando o esporro que isso foi na época, tendo em vista que até hoje isso sôa como um Hardcore mais cruel que há. Depois do lançamento desse catarro musical, de todas as onze músicas, apenas duas não foram regravados em discos posteriores. Enfim, se tu gosta de som destruidor e sujo, Hardcorezão de raíz, clica na capa e faz a festa.

Obituary - Xecutioner's Return


Se a região Scandinava ou Norte Europeu ficou conhecido pelo seu Death Metal nos anos 90, é importante lembrar que nos anos 80, quem começou tudo isso foram bandas Americanas (Morbid Angel, Deicide, Death) e Britânicas (Napalm Death e Carcass). Entre as americanas, uma das mais importantes foi o Obituary, que levou o Thrash Metal aliado ao Punk e o Hardcore, à dimensões muito mais extremas.
Formado 1984, na Florida (terra das outras bandas americanas citadas antes), este ano comemoram 23 anos de estrada, e para presentear os fãs, este ano voltaram a lançar disco de inéditas, este chamado Xecutioner's Return, em agosto, porém estou diponibilizando só agora, antes tarde do que nunca.
Obituary, dentro do gênero Death Metal, é a minha banda preferida, por justamente ser a banda de Death, menos Death que existe e este disco continua com a mesma sonoridade, não espere nada de inovador, porém prepare-se para a porrada que a banda continua a executar. Eles continuam tocando de maneira focada e rápida, num som bem Thrash, que chega até dar espaço para sons mais Doom, como "Feel The Pain" ou "Bloodshot", mas que em geral é o som clássico da banda, de batera e baixo pesadão, guitarras sujas e o vocal inconfundível de John Tardy.
A diferença deste disco para o penúltimo lançamento, o Frozen in Time, de 2005, fica mais na parte da gravação e mixagem, deixaram o som mais crú, principalmente na parte da bateria, mas ao mesmo tempo, acertaram o pulo no vocal, que não ficou abafado como no outro. Mudanças na banda também ocorreram: Este é o primeiro disco sem o guitarrista Allen West, que já dado bastante dor de cabeça pra banda com seu lado alcoólico, avacalhando em shows, fazendo merda no palco, acabou sendo preso por dirigir bebado e será solto apenas ano que vem! No lugar dele, a banda recrutou Ralph Santolla e em entrevista para a revista Terrorizer, os membros se mostram bastante contente com a presença do cara, que não só está em turnê, mas também gravou o disco. Outra mudança, foi o selo, com problemas com a Roadrunner, este é o álbum de estréia com a Candlelight, selo de bandas Death/Black/Thrash mais underground, e talvez esse foi um dos motivos pela opção de produção mais crú do disco, pois a banda fez o trampo todo sozinho.
Se tu é fã da banda, clica na capa e faz o download que tu não vai te arrepender, se tu não conhece, clica na capa e fica por dentro do som da banda. Se tu conhece e não gosta, epera até a gente postar algo que tu goste.