terça-feira, julho 31, 2007

Primus - Frizzle Fry

Sempre que o Primus aparece por aqui, "muito" se fala sobre as músicas, e poucas informações foram passsadas. Pra quem não sabe, o Primus é, ou foi, uma das bandas mais importantes no cenário alternativo americano da década passada.
O início da banda foi complicado, passando por problemas típicos de bandas iniciantes, instabilidade de membros e falta de identidade. O fundador da banda foi o baixista e ícone da banda, Les Claypool, o monstro dos grooves, que muito remou até conseguir recrutar uma formação mais instável para fazer shows e gravações. A banda surgiu em uma cidadezinha perto de San Francisco, e logo que surgiu, foi associada ao Thrash da Bay Area, cena de bandas como Testament e Exodus, bandas com que o Primus chegou a tocar junto em alguns shows e que convidaram Les para participar, porém preferiu ficar com seu projeto até que em 89 conseguiu reunir a formação clássica da banda, com Larry LaLonde, que foi aluno de Satriani, nas guitarras e Tim Alexander na batera.
No mesmo ano gravaram o ao vivo Suck On This, com a grana do pai de Larry e com começaram a chamar a atenção do público, que começava abrir os olhos para o tal do "Funk Metal".
No ano seguite a banda lançou seu primeiro disco, Frizzle Fry, de maneira totalmente independente e até hoje é considerado por muitos (Inclusive o próprio Claypool) o melhor trabalho que o grupo conseguiu (Cada um com sua opinião, eu ainda sou mais fão do álbum seguinte). Com os singles "Too Many Puppies", som que influenciou notavelmente o Nu-Metal (Leia-se Korn - Blind) e outra super canção "John The Fisherman", que ganhou até clipe, com participação de Kirk Hammet do Metallica, que virou amigo da banda em sua passagem pelo Exodus.
Após esse disco, saiu o meu preferido, Sailing The Seas Of Cheese, que garantiu o sucesso da banda e fez com que em 2002, Frizzle Fry fosse relançado pela gravadora, e assim gerando muito interesse por parte dos novos fãs, especialmente na faixa "John The Fisherman", que chegou ganhar lugar nas programações de rádios e canais de clipes.
Enfim, Primus não há muito o que descrever, é realmente um som único, um "Thrash Funk", e esta sendo postado não só por ter sido pedido, mas ser uma banda que realmente importa dentro do cenário musical e vale a pena ser conferido por quem não conheçe, para se apavorar nas linhas de baixos sensacionais, guitarras viajantes e na batera quebrada, que resulta num ótimo groove, que soa bem pesado. Pra baixar essa pérola, só clicar na capa.

Dark Funeral - The Secrets Of The Black Arts


Suécia, país frio e nebuloso, berço de inúmeras bandas, passando do punk pelo rock ao grindcore e tendo o black metal como potência. No Brasil, funk carioca é algo que começa a se expandir e já tem enorme popularide (infelizmente). Na Suécia, o black metal tem mais ou menos a mesma popularidade, caso fôssemos comparar. Mas podera, né? Imagine viver num local onde o sol raramente dá as caras, num lugar frio e nublado, algo realmente tenso. Levando em consideração o passado pagão e viking que a própria Suécia e outros países como a Noruega e Escandinávia tiveram, como você acha que esse povo se sente ao ver o cristianismo dominando o mundo? De alguma forma ou de outra, eles tendem a se revoltar, pois essa religião aniquilou grande parte da cultura e costumes dos habitantes daquela região. No mundo de hoje, de certa forma, não existem mais guerras de religiões como na antigüidade. Claro que um talibã louco amarrando uma bomba no próprio corpo e indo explodir no território de uma criatura com outra religião é guerra, mas não há comparação com alguns séculos atrás. Já na música e de forma pacífica (tirando fora aqueles que queimavam igrejas! xP ), bandas de black metal e viking metal expressam todo seu ódio contra o cristianismo. O Dark Funeral - uma das minhas preferidas - é uma das bandas que melhor representam essa cena.
Para muita gente, é tudo palhaçada; para outros, é um estilo de vida. Para mim, é música! E é um dos estilos que mais envolvem o músico na composição, pois é aí que entra em questão todo o lado negro da existência humana. Raiva, ódio, desprezo, etc; Apenas coisas que a Igreja condena. Eu sou ateu, me orgulho disso. Às vezes, acho que as próprias bandas de black metal dão ibope aos cristãos e jogam mais lenha para alimentar o fogo da mentira, porque o Diabo, Satanás, ou coisa do gênero, não passa de uma invenção cristã. De qualquer forma, foi nesse segundo álbum que o Dark Funeral alcançou seu sucesso mundial.
Caoticagem via cordas, gravação mediana, vocais urrados e sofridos, bateria impiedosa e letras satânicas é o que faz o som desses caras ser algo que realmente retrata a Suécia, algo que é apreciado por poucos e odiado por muitos, mas que sempre estará disponível para download caso você queira conhecer.

segunda-feira, julho 30, 2007

Iggy Pop - The Idiot

A última vez que eu postei Iggy Pop, o início foi mais ou menos assim: "Primeiramente a dúvida era: "Postar Lust For Life ou The Idiot?". Na ocasião, o escolhido tinha sido Lust For Life, e como passou-se o tempo, já deu tempo de baixar a poeira, de vocês baixarem, resolvi postar The Idiot hoje, pois já estou a semanas escutando esse disco e ainda não consegui enjoar.
Após o segundo resgate do soldado Pop, realizado por Bowie, os dois entraram em estúdio em Berlim, e lá fizeram essas duas obras memoráveis, e The Idiot foi o primeiro álbum dos dois, que saíram em no mesmo ano, de 1977, então normalmente quando se fala de um disco, é inevitável que se cite o outro e que se faça comparações.
Ao contrário de Lust For Life, que era mais guiado pelo Rock mais alegre e enérgico, este aqui ficou muito mais influenciado pelo trabalho de Bowie, com mais experimentações, nada ha ver com o proto punk intenso dos Stooges. Até hoje não consigo uma definição para este álbum e de tanto pensar, acho que acabei decidindo que não precisa, pois ele soa completamente único aos meus ouvidos, no final das contas.
São músicas que flertam com o início da música eletrônica, com efeitos sonoros, um som as vezes meio gótico, meio pós-punk, talvez um dos primórdiso do rock industrial. Também a presença de teclados que dão um toque a mais, que faz com as músicas carreguem uma atmosfera pesada, meio deprê e os vocais rasgados de Iggy e as guitarras cortantes foram trocados por melodias mais lentas e arrastadas. A colaboração não se limitou apenas às músicas, Bowie também escreveu e Pop também fez melodias, ao contrário do que muitos pensam.
Esse disco foi influência indispensável para bandas como Depeche Mode, Nine Inch Nails e Joy Division e também ficou muito conheçido, quando Ian Curtis, vocalista do Joy Division foi encontrado enforcado enquanto o disco ainda tocava. "Sister Midnight", "Nightclubbing" e "China Girl" fazem desse disco mais um clássico. Clique na capa e escute.

Biosphere - Dropsonde


Biosphere é uma one man band criada pelo norueguês Geir Jenssen, um especialista em trabalhar com sonoridades diferentes, experimentais e eletrônicas.
Dropsonde é mais um álbum em seu imenso catálogo, resultado de anos de trabalho que renderam certo reconhecimento lá para os lados da Europa, entretanto, no Brasil, pelo menos, raramente você encontrará alguém que conheça, e mais raramente ainda alguém que goste.
Ah, você se lembra do comercial europeu da marca de roupas Levi's que passou na TV em 1995? Pois é, a música que toca é do Biosphere. Hm, já ouviu o álbum Susbtrata? Ele é considerado como um dos melhores álbuns de música ambiente de todos os tempos. Também é do Biosphere.
Geir nasceu em 1962, num dos lugares mais frio da Noruega. Começou a lançar álbuns em 1989, mas compunha músicas desde 1983. Nessa época, seu som era uma espécie de eletrônico diversificado, mesclando influências de Acid House, New Beat, entre outros. Percebe-se que, desde jovem, Geir demonstrava interesse em explorar áreas mais inusitadas, não limitando-se a seguir tendências de moda ou criar o que todos gostavam, tanto que, a partir de 1990, mudou radicalmente para o som ambiente.
Dropsonde, seu 9º álbum com o nome Biosphere, incorpora elementos diversos, desde jazz clássico a cantos de pássaros felizes em um jardim.
Fatos curiosos: Geir é alpinista e segue esse hobby há anos. Segundo o próprio, isso lhe dá inspiração para compor e coletar samples. "Dropsonde" significa algo como 'um som enviado de um planeta a outro'.
Num ponto de vista geral, é um som bem agradável e diferente. Interessante de ser conhecido por todos e excelente trilha sonora para descansar após um dia longo de trabalho árduo no mundo capitalista em que vivemos.
Download.

sexta-feira, julho 27, 2007

Steppenwolf - Steppenwolf


Após uma semana agitada (isso que nem terminou), fiquei dois dias sem postar. O pior é que o combinado era tomar uma ceva com o Lipe, na quarta, para comemorar um ano de blog, mas o cansaço me venceu! XP
Fiquei pensando... O que posto no blog para comemorar esse um ano? Tem que ser algo com uma música imortal! Pensei, pensei... As alternativas pareciam já ter sido todas utilizadas; escassas. Larguei de mão, fiquei lembrando de umas aventuras que fiz (mudança brusca de assunto mesmo), aí veio em mente aquele refrão lindo e imortal: "Boooooorn to beeee Wiiiiillld!!!". Caralho, galera! Deu um arrepio na espinha; então, pensei: "Steppenwolf, na certa!".
Os americanos tiveram enorme sucesso, e, felizmente, ainda têm, pois "Born to be Wild" é constantemente utilizada em trilhas sonoras de produções aventureiras, sem esquecer, é claro, que ela é o HINO dos motociclistas de todo o mundo!
Porra, e quem não tem saudades daquela fitinha de SNES, a do Rock and Roll Racing, jogo de corrida e destruição ao som das melhores trilhas sonoras possíveis? Claro que "Born To Be Wild" está lá! :D
Mas aproveito-me do espaço para dizer que Steppenwolf não é ótimo só por esse som. Já existe uma comunidade no orkut com tal nome, e ela é justa, sim. Porra, como é que "Sookie Sookie" ou as outras demais músicas do disco não fizeram sucesso? Além disso, os caras fazem covers lindos, como no caso de "Hoochie Coochie Man", do finado Muddy Waters.
Esse álbum auto-intitulado foi lançado em 1969, e, sem dúvidas, influenciou muita gente do calibre do Deep Purple. Caso você for uma daquelas pessoas que escutam álbuns prestando atenção desde as composições até aos métodos de gravação e técnicas de estúdio, perceberá que eles são adeptos da técnica mais utilizada pelo Deep Purple alguns anos depois: Teclado no lado direito, guitarra no esquerdo, demais instrumentos balanceados. Pelo que percebi, o teclado também parece estar plugado em uma caixa de guitarra, sendo assim, fica com uma sonoridade mais elétrica.
Rock, blues, clássico, maravilha... Steppenwolf é uma infinidade de adjetivos benígnos. Me arrependo muito por ter demorado tanto tempo para baixar o álbum completo!
Quanto a vocês, não façam como eu! Baixem agora e escutem assim que terminarem de baixar, porque isso aqui é material que resiste às décadas, e, quem sabe, resistirá aos séculos. Download.

terça-feira, julho 24, 2007

Ministry - The Last Sucker

Esses dias eu abri um tópico em no nosso grupo do Last.fm pra gente trocar uma idéia sobre os lançamentos deste ano, que não são poucos e cada vez tem coisa nova, ainda comentei isso hoje com o Julio, não dá nem tempo de digerir um disco que já vem outro, mas nesse turbilhão de discos alguns passam meio que batidos, como é o caso do novo do Meat Puppets (Talvez um dia eu poste ele), mas quando o cd é bom, tu nota logo na primeira audição... é o Ministry me aprontou uma dessas.
O Ministry sempre foi conheçido pelo seu som capaz de explodir os miolos de qualquer um que não é acostumado à sons mais extremos e eles não nos decepcionou neste último disco. The Last Sucker é o último disco da trilogia da banda que tem como Conceito, atacar o Tio Bush, que começou em 2004, com Houses Of The Molé, depois teve Rio Grande Blood, que saiu ano passado e que também é um ótimo disco. E assim que acabou a trilogia, Al Jourgensen, vocalista e líder da banda, decidiu que esse seria o último lançamento da banda, pra poder acabar ainda no topo do "jogo", e não continuar e virar mais um Rolling Stones ou Aerosmith, como ele mesmo disse.
The Last Sucker é o segundo disco desta maravilhosa banda de Rock Industrial a sair pelo selo 13th Planet, selo de proprieadade de Jourgensen, e que provavelmente irá ser seu ganho pão daqui pra frente, mas quem conheçe o cara, sabe que ele não vai ficar parado não, assim como Jello Biafra, é um figurão extremamente importante pra música, e alguém louco pra atacar o governo e nunca para quieto, provavelmente irá continuar algum dos seus projetos paralelos (Inclusive, um deles é com Jello).
Mas voltando ao assunto, o último disco continua a sonoridade que a banda vem fazendo nos últimos discos, batidas eletrônicas esmagadouras de cérebros e pesadíssimas, junto com os riffs nervosos e o baixo de um peso desenfreado combinado com a voz grave e assustadora mais efeitos eletrônicos resultam na fórmula do Industrial do Ministry, a única banda do gênero que me agrada, e garanto que irá agradar muita gente que gosta de som pesado. O destaque do disco fica totalmente para o cover destruidor de "Roadhouse Blues" dos Doors, um som que eu quase tive um enfarto quando escutei, simplesmente MATADORA. O disco ainda conta com participações de Burton C. Bell do Fear Factory nas últimas três faixas, enfim um puta disco, e pra conferir, clica na capa pois dificilmente um disco desses será vendido por aqui. Mais uma coisa: Al Jourgensen, você é um filha da puta!

Carcass - Reek Of Putrefaction


Quando vocês encontram QUALQUER banda de goregrind por aí, devem saber que elas possuem, no mínimo, grande influência dos ingleses do Carcass, a banda que criou o goregrind, ou grindcore splatter, fica a seus critérios.
A banda foi formada em 1985 por Bill Steer (guitarrista) e mais uns caras doidos. Pouco tempo depois, o vocalista largou fora e Bill foi para o Napalm Death (dispensa comentários, né, rapá?!), entretanto, não abandonou o Carcass. Digamos que ele foi levando as duas na medida do possível, ora dando prioridade a uma ora dando prioridade a outra, mas sempre tocando; até o dia que o Carcass ficou meio inoperante e o Napalm virou sua prioridade. Bill, entretanto, não queria só falar de política e sociedade, ele queria falar de nojeiras, coisas que outras bandas não falavam, coisas que fariam uma madame regurgitar só de ouvir falar. Foi por conseqüência disso que reativou o Carcass, em 87, como um power-trio. Enquanto Bill fazia os guturais, o baixista Jeff dava os gritos secos, e a partir daí tava feita a bagaça junto com o baterista Ken Owen! Nesse ano lançaram uma demo-tape.
Um ano depois, sai esse material aqui que tornou-se um clássico absoluto, juntamente com a memorável capa que - se já deixa algumas pessoas com mal estar nos dias de hoje - chocou na época.
O som é basicamente um hardcore mais extremo, com muitos vocais guturais, com bases simples e empolgantes, alguma coisa de blast-beat na bateria, gravação desleixada, enfim... É a vertente mais repulsiva do grindcore em sua fase inicial.
Alguns anos depois, o Carcass desviou-se muito do goregrind. Partindo para gravações mais primorosas e até alguns trabalhos mais voltados à melodia - há quem diga que eles criaram o death melódico também -, a banda perdeu grande parte de seus admiradores, mas ganhou muitos outros.
Eles têm outro disco que é muito foda também, o Symphonies of Sickness, que eu postarei em breve. Mas enquanto ele não vem, baixa esse clicando aqui e divirta-se com os primórdios de um dos estilos musicais mais extremos que o cérebro e as mãos humanas já criaram.

Atari Teenage Riot - The Future Of War


É com muito prazer que posto esse CD! Na verdade o prazer foi ontem, mas ATR fica na memória por... =X
Alec Empire, Hanin Elias e Carl Crack provaram ao mundo que dá para fazer som extremo utilizando recursos digitais. É uma enorme responsabilidade falar dessa banda, porque, até hoje, tem gente que não acredita que exista techno extremo ou digital hardcore. Meu filho, preste atenção, isso aqui não é música de jovem pan! Isso aqui são demonstrações puras de noise eufórico com baterias eletrônicas, bumbos duplos, extremamente pesados e sujos (S2), gritos eufóricos e o espírito do punk incorporado nas letras, atitudes e samples.
The Future Of War, lançado em 1997, é o sucessor do grandioso Delete Yourself!. Se compararmos os dois, percebemos que as composições mais dançantes, tais como "Raver Bashing" e "Cyberpunks are dead!", foram substituídas por outras mais raivosas e com muito mais "noise", como, por exemplo, "The Future Of War" (se não me engano, samplearam algo de uma banda de black metal) e "Not Your Business" (prestem atenção na linha desenfreada do bumbo! Nunca esquecerei quando tentei...).
Como vocês podem ir percebendo pela resenha, não é um álbum mais pesado apenas no quesito musical, pois as letras são mais extremas ainda, algumas muito indignadas. Quem correr atrás das traduções de "Destroy 2000 Years Of Culture" e "Deutschland (Has Gotta Die!) - sem esquecer das já citadas logo acima -, vai perceber que eles são radicais e se orgulham disso!
Algum tempo depois, lançaram a coletânea Burn, Berlin, Burn!, que reúne só as melhores deste álbum em questão e do Delete Yourself!. Esses lances de coletânea nunca agradam a todos, né? Eu, particularmente, acho que algumas músicas podiam ser substituídas. Ah, mas você é livre pra baixar os dois e formar sua opinião.
Em 1999, com a entrada de Nic Endo na banda, produziram o 60 Second Wipeout, álbum que soa muito futurista até os dias de hoje. Como não podia deixar de ser, os shows ficaram mais violentos ainda. Duvida? Dê uma olhada nesse vídeo aqui, que mostra o grande tumulto que envolveu os fãs e a polícia, resultando na prisão da banda. Pelas imagens, quem começou foi a polícia, mas depois os fãs botaram eles a correr! >:D
Faça o Download; depois, então, saia gritando "Fuck all! Fuck all!" e seja feliz!

segunda-feira, julho 23, 2007

AFI - Black Sails in the Sunset

Nesse clima de festejos, fechando quase um ano de existência do Fukt, o Blog mais ________ (Complete a frase), resolvi atender um pedido de alguém que pediu para "Por Favor" postarem um AFI, então vamos lá pessoal.
Essa não é a primeira vez que a banda dá as caras aqui não, logo no início da nossa carreira, o primeiro contribuidor postou o disco mais fudida da história da banda, o primeiro disco chamado Answer That And Stay Fashionable, trazendo um punk-rock rápido e lotado de back vocals nervosos. Black Sails in The Sunset não é muito diferente, segue a risca a mesma linha que a banda tinha adotado no início da carreia, foi lançado em 99, e é considerado por muitos fãs um dos, se não O, melhor trabalho que a banda fez, uma briga tapa a tapa com o primeiro.
Se tu leu AFI e te veio a cabeça a imagem de uma bandinha gay que toca um som Pop com pitadas de "Dark New Wave", você tá certo, é a mesma banda, mas antes de eles adotarem esse som estranho e muito comercial, saiba você que eles eram uma grande potência no Punk-Rock noventista. Black Sails in The Sunset faz qualquer menininha que escuta o Decemberunderground ficar de cabelo em pé e com medo do passado da banda, sonzeira rápida claramente influenciado por Misfits e 7 Seconds, com um vocal atípico, extremamente agudo e que enche os ritmos de OOO's, fazendo o barulho com uma cara própria.
Esse disco poderia ser considerado um dos melhores álbuns do estilo, porém sua gravação não ajudou muito, mas vale dar uma ouvidinha, clica aí na capa.

domingo, julho 22, 2007

Jello Biafra & Mojo Nixon - Prairie Home Invasion

Alguém lembra daquele imbecil do Filipi a.k.a. Winston Polentão? Um otário que encheu a paciência de nós pra fazer parte do grupo e acabou postando apenas um dico de um tal de Satanic Surfers? Pois é, esse otário acabou virando um baita amigo meu, e foi por causa desse cabeça de joelho que eu acabei descobrindo o trabalho mais esquisito de Jello Biafra, aquele dos Kennedys, tá ligado?
Pois então, o cara sempre me falava desse álbum, mas eu nunca dei bola, até que um dia eu baxei o cd pra ele pelo soulseek, upei, e já que tava no HD, resolvi conferir qualé que era do resultado. O que eu não sabia é quem era esse figurão chamado Mojo Nixon. O cara é um cantor de Psychobilly e música country, mas é "conhecido" pela sua postura bem parecida com a de Jello, em metáfora, seria um "Jello Biafra Redneck".
Resultado? Uma mistura de Johnny Cash, Anarquismo, Lynyrd Skynyrd, Paródias, Country Music, Política, Texas e Ironia. Tá, sei que ficou babaca, mas é o lance é o seguinte: O instrumental ficou a cargo da banda de suporte de Mojo Nixon, os Toadliquors, banda que toca aquele som estereotipado do americano caipira, com direito a banjo, piano, gaita de boca e tal, e as letras, voz e produção ficou por conta dos dois que levam o nome no disco. Justamente por isso que eu disse que é o trabalho mais esquisito dele, pois eu sempre acostumado à escutar os Kennedys, ou os discos com os Melvins ou o DOA, escutar uma música country com uma das vozes mais simbólicas do Punk Rock, é de chocar. Mas esse choque não é negativo não, pelo contrário, o trabalho ficou muito legal, diferente, é claro, mas um disco bem criativo, e até o pessoal do All Music Guide deu nota máxima, que tal?
O que eu fui descobrir depois de escutar esse cd várias vezes é que ele não é nada recente, é de 94 e foi lançado, é claro, pela Alternative Tentacles, o selo independente de Jello. Sem muito o que falar, não por falta de criatividade ou por falta do que escrever, usando o "Escuta ae pra ver qualé" como desculpa pra não escrever mais nada, mas na real é que o som diz muito mais que qualquer bobageira escrita aqui. Pode clicar na capa e baixar sem medo, pois nosso novo amigo Mojo Nixon é totalmente a favor do compartilhamento de música e do MP3, então confere aí sons como "Love Me, I'm Liberal!" ou "Where Are We Gonna Work". Aconselho escutar o disco tomando um Whisky, melhor ainda se ele for de Tenessee.

sexta-feira, julho 20, 2007

Kiss - Creatures Of The Night


Rock não é um estilo que bate cartão aqui no blog, porém, quando aparece, vem com um disco mais clássico que o outro. Bom, e quando se trata de Kiss - uma das maiores e melhores bandas de rock que já pisou na Terra -, é difícil achar um disco que não seja considerado clássico, muito bom, etc. Um ou outro que não é considerado.
O Kiss é a banda autora de diversos hinos do rock, tais como "Rock and Roll all Nite", "Deuce" e "Detroit Rock City". Também unca podemos nos esquecer das belas baladas como "Forever" e "Sure Know Something". Porém, o álbum aqui em questão não possui nenhum desses sons, mas eu acho que, numa visão geral, ele é tão bom quanto os outros, porque todos os sons são legais. Esse lance de 'clássico' depende muito da opinião de quem está falando, mas existem aquelas exceções que são de opinião geral, e se tem um som que é um clássico absoluto pela opinião geral e que está nesse disco aqui, ele é "I Love It Loud"! Esse som é capaz de levantar um defunto com seu refrão chiclé e sua linha de bateria extremamente marcante e viciante! :D
Lançado originalmente em 1982, Creatures Of The Night é um álbum lembrado por ter sido produzido num dos períodos mais complicados da carreira da banda. Além das brigas entre os membros, que são normais em qualquer banda, alguns estavam com diversos problemas, como, por exemplo, Ace Frehley que sofreu um acidente de carro e não pôde gravar absolutamente nada! Apesar de aparecer no clipe de "I Love It Loud", não participou nem da turnê, dando lugar ao guitarrista Vinnie Vincent. Com essa formação, fizeram uma turnê que passou aqui pelo Brasil e é considerada histórica. Por que? Porque foi aqui que o Kiss teve o maior público reunido e a última vez que tocaram com máscaras antes da fase "pós-máscaras".
Se for pra falar um pouco de alguns sons, digo que "Creatures of the Night" tem um belo solo; "Killer" tem o melhor riff; "Keep Me Comin" tem um excelente refrão; "I Love It Loud" é um clássico absoluto do rock e "I Still Love You" é uma linda balada com solos grandiosos.
Download da obra.

quinta-feira, julho 19, 2007

Deathbound - We Deserve Much Worse


Segundo os próprios finlandeses do Deathbound, a proposta da banda é detonar o mais raivoso e possível death metal com traços de grindcore através de uma gravação inteligente e eficaz. Os rapazes não mentem, filho! Sonzeira mixando as melhores vertentes possíveis para bater cabeça: Hardcore, grindcore e death metal! Quer algo mais chutador de balde que isso?
Começaram a carreira lançando o álbum To Cure The Sane With Insanity, em 2003, e, em seguida, não pararam mais até os dias de hoje, como nós podemos conferir nessa paulada aqui em questão, lançada esse ano.
Não vou dizer que o fato é "infeliz", pois as bandas que citarei a seguir são fodas demais, mas digamos que o fato de o Deathbound soar MUITO PARECIDO com Nasum e Gadget não anima a escutar tão direto. Mesmo assim, eu recomendo.
Quanto às letras, costumam abordar tanto temas políticos quanto a mente humana e suas loucuras.
Outra coisa que curti são as capas. A do Doomsday Confort parece retratar um futuro não muito distante, onde as ameaças biológicas predominarão acima de tudo, e todos os seres humanos terão de usar máscaras de gás para continuarem vivos. Ah, essa capa aqui curti bastante também. Adoro quase tudo que critique religião, pois acho que isso é um câncer que atrasa a humanidade e o pensamento até os dias de hoje.
Mas aí já é outro assunto, e o que importa hoje (e sempre) é a música, portanto, baixe o som do Deathbound clicando aqui.

Isis - Panopticon


Agradeço até hoje o dia em que o Julio abriu a janela do MSN e me disse que tava baixando Isis, e como sempre, perguntei, "Que porra é essa?", ele me explicou exatamente aquilo que ele disse no post do disco Oceanic: Achou a banda no artista similares do Mastodon, na página deles no last.fm e viu nas tags como ambient ou atmospheric, e putz, assim como ele, fiquei com muita vontade de correr atrás de alguma coisa deles, foi então, que baixei o último álbum deles, do ano passado, In The Absence Of Truth, e fiquei impressionado com o som que a banda fazia, ao mesmo tempo que o Julio baixou o Oceanic, a gente passou uma semana só falando do som da banda, e hoje posso afirmar que o Isis entrou para o grupo de "bandas que o Fukt paga pau".
Panopticon é o disco que foi lançado após o lançamento do aclamado Oceanic, o disco que a banda ganhou reconheçimento e o marco inicial para a nova proposta sonora, quem sempre comentamos que é um tanto quanto complicado de se "rotular", mas são as alternativas de sempre: Post-Metal, Atmospheric Sludge, Progressive Metal, Avantgarde Doom, milhares de maneiras para tentar fazer o impossível: Classificar o Isis com apenas um rótulo.
O álbum foi lançado em 2005, e é o sexto da banda e mostra uma banda mais focada nos arranjos melódicos e músicas mais coesas do que do início da carreira, que apresentavam elementos do Hardcore com Doom/Atmospheric, porém a banda continua investindo muitos nos temas dos cds, podendo construir uma história através do discos ou deixar para a livre interpretação. O que a gente não havia falado, é que nos discos da banda, há muita gente que vê uma história rolando através das letras e dos sons, mais ou menos aquilo que banda de Power Metal costumam fazer, mas sem nada de Orks, Dragões, Elfos e espafas. Antes do Oceanic, a banda lançou o disco Celestial (Outro belo nome), que pelo nome das canções, é um lance futurístico, podendo considerar conceitual até, centrando a história em uma Torre Central, e a capa de Panoptico dá exatamente a idéia de "estar sendo vigiado", uma lance parecido com a história do 1984, mas isso tudo pode ser ignorado quando você escuta as lindas melodias que a banda faz e é isso que realmente importa.
Este disco traz menos canções que os outros, num total de 7, mas que não baixam dos 7 minutos, isso a princípo pode parecer um pé no saco, mas ingana-se quem pensa assim, o som faz você viajar e te leva muito longe, um progressivo ambiental, com influência de bandas como Neurosis e Godflesh, resulta em um som assustador ao mesmo tempo em que ele soa maravilhoso, algo indiscritível e por isso que nós respeitamos e pagamos maior pau pra banda. Eu acredito muito ainda no Isis, que podem ser um dos grandes nomes no cenário musical daqui uns anos e ter um reconheçimento muito maior, assim como eu apostei minhas fichas em Mastodon e Trivium.
Se ficou afim de conferir mais um belo trabalho, clica na capa e viaje através das galáxias e outros mundos.

quarta-feira, julho 18, 2007

Sodom - Tapping The Vein


Nunca é à toa que o Sodom enche as capas dos seus dicos com artefatos de guerras modernas, tais como metralhadoras, aviões, canhões, etc; pois o som deles sempre foi assim: Rápido, impiedoso, com 2 bumbos que parecem uma metralhadora, letras de protesto contra as guerras e empolgante. Não que guerrear ou estar em uma guerra seja empolgante, mas ouvi falar - e li também - que os EUA colocam os motoristas dos seus tanques a 'trabalhar' escutando thrash, principalmente da escola alemã! :O Exemplos: Tankard, Kreator, Destruction e Sodom.
Lançado em 1992, Tapping The Vein é uma das provas de que o thrash metal NUNCA morreu nos anos 90, como muitos dizem. Bandas como o Kreator podem ter se desviado do estilo, e outras podem até ter lançado álbuns bem razoáveis, porém o Sodom sempre foi firme e forte. Numa visão geral sobre o álbum, lhes digo que só não curto a última faixa, "Reincarnation" por ser algo muito cadenciado e atípico da banda. Tá certo que após 10 pauladas eles tinham o direito de aliviar um pouco, mas aliviaram demais. Esse álbum é marcado também por duas grandes mudanças na formação: As saídas de Franck Gosdzik (guitarras) e Chris Witchunter (bateria) para as entradas de Michael Hoffman e Atomic Steif, respectivamente. Nesse mesmo ano, gravaram o EP Abert Mitte Mit Sahne, que só foi lançado um ano depois.
Baixe clicando aqui e cante refrãos matadores como o de "Bullet in the Head" e "The Crippler", ou empolgue-se com os vocais sujos de Tom Angelripper, ou quem sabe comece a influenciar seu irmãozinho a curtir som pesado e pirar nas linhas de bateria...

terça-feira, julho 17, 2007

Death - Symbolic

Quando falamos de Death, devemo sempre comentar pelas fases que a banda teve, como por exemplo, no início, nos primóridos do Death Metal, com Scream Bloody Gore, depois para um Death Metal que começava a tomar uma forma mais bem feita e com mais elementos, que representa pelo ótimo Human, que já mostrava os passos que a banda daria para o som do final da carreira: Death Metal tocado com presença de cadências e técnica, batera rápida, porém, cheia de quebradas e breakdowns, low tempos que logo são subistituídos por ritmo rápido e ríspido. Resumindo, isso pode ser chamado de "Progressive Death Metal".
Symbolic é o quinto álbum da carreira da banda, ou melhor, na carreira de Chuck Schuldiner, pois a banda nunca teve uma formação estável, desde os tempos de 83, Schuldiner foi sempre o único membro original e líder, o cara que escolheu os caminhos a serem traçados pela banda, os membros, as gravações as letras, sua vida e seu trabalho muita vezes se confundiam, suas letras refletiam exatamente isso, ao contrário das bandas Death tradicionais, as letras de Chuck eram mais reflexivas, sobre o ser humano e os conflitos internos que o atormentavam.
Se os músicos não eram constantes, ao menos eles eram muito bons, o baterista Gene Hoglan foi o baterista que gravou esse álbum e foi até o final da banda, o guitarrista e o baixista escolhidos foram dois membros da cena underground metálica de Orlando, na Flórida, de onde surgiu a banda, pra substituir o renomado baixista Steve DiGiorgio e o guitarrista do álbum anterior. Além da grande mudança de membros, muitos deles eram só contratados para turnês, e a do Symbolic foi uma das maiores, pois a banda mudou sua gravadora, de uma subsidária da Sony pra Roadrunner, uma gravadora que se interessa mais pelo som pesado, mas que se interessa verdadeiramente com o dinheiro que pode ganhar com o artista (Mas com certeza o Death também ia lucrar mais).
Mas concluindo, Symbolic é uma grande obra da carreira do Death, mas por motivos pessoais, ainda prefiro o Human, mas há boa parte dos fãs que dizem que este sexto álbum é o ápice do trabalho de Schuldiner e companhia. Pra conferir, clica na capa.

Discharge - Hear Nothing, See Nothing, Say Nothing


Grande nome da cena européia até os dias de hoje! O Discharge surgiu no final dos anos 70, no Reino Unido, e é considerado como a banda que criou o D-beat. Para quem não sabe, esse é um estilo de batida muito rápido que é usado até hoje em diversas bandas de punk e hardcore. Mas não é só isso que é de autoria do Discharge, e sim muitas obras musicais, incluindo esse empolgante Hear Nothing, See Nothing, Say Nothing, que eu posto com muito prazer.
Começando de maneira extrema (para a época), os caras têm um EP chamado Realities Of War, que é considerado por muita gente como o passo inicial do hardcore europeu. Enquanto na América o hardcore já possuía diversos nomes como Dead Kennedys e Minor Threat, a Europa possuía apenas seu punk que começava a se extremizar. Foi com o Discharge que tudo começou, após isso o Disorder surgiu e o movimento não parou mais, até irem surgindo os nomes extremos que criaram o grindcore.
O som é crú, rápido, agressivo, debochado e tudo mais que você possa imaginar vindo de mentes insatisfeitas com a sociedade da época! Letras de repúdio ao capitalismo, anarquia, pacifismo, anti-guerras, etc. são fundidas com os hormônios à flor da pele e o resultado é essa maravilha que eu recomendo para fãs e não fãs do verdadeiro hardcore.
Na minha opinião, o post ficou simples. Talvez até demais, mas o que importa é a intenção, não é? Ficou parecido com o som deles; simples, porém funcional. Certamente eles voltarão a aparecer por aqui, por isso, mais info em breve.
Confira baixando aqui e curta a descarga sonora do Discharge.

segunda-feira, julho 16, 2007

Nasum - Inhale/Exhale


Porra, galera, Nasum é muito foda! Som muito agressivo, rápido e violento; tanto que passa uma empolgação refletida no momento que começo a digitar, socando as teclas com vontade e de forma veloz, comentendo erros absurdos de letras trocadas apenas pelo motivo de estar fazendo tudo de um modo que consiga acompanhar a velocidade desenfreada da bateria! Se alguém ainda não sabe o motivo de eles serem um dos nomes mais consagrados da música extrema mundial, tem o dever de apreciar esse Inhale/Exhale para sentir o poder do hardcore explodindo por seus sistemas neurais. Se você não sentir sentimento algum ouvindo essa banda, é melhor se atirar de um abismo, pois eu garanto que Nasum é som para sair quebrando tudo!
Formada em 1992, na Suécia, a banda só veio a lançar seu primeiro CD em 1998, no caso esse aqui em questão, via Relapse Records, selo com o qual firmou contrato um ano antes. Antes disso, lançaram 8 materiais, dentre eles vários split e ep's.
Infelizmente a banda teve um triste final. Para quem não sabe, o vocalista e guitarrista Mieszko Talarczyk (R.I.P.) morreu na terrível tragédia do Tsunami de 2004, na Ásia, tendo o corpo encontrado apenas em fevereiro de 2005. Como era de se esperar, os demais membros decidiram não continuar com o Nasum.
Apesar de um legado curto, a banda deixou outros álbuns destruidores, tais como um que já esteve aqui, o Helvete, que possui a melhor gravação de todos os tempos quando se trata de grindcore, na minha opinião.
Algumas pessoas dizem que o Nasum é crust, outras dizem que é punk... Independente disso, Nasum é Nasum! Uma das bandas mais influentes não só para as outras do estilo, mas também para qualquer banda que use e abuse de ódio no som.
Download da pérola.

Nine Inch Nails - With Teeth

Com certeza um dos gêneros que mais aparece no blog, por minha parte são bandas de rock alternativo, e o Nine Inch Nails é exatamente isso, um dos maiores nomes do gênero, que atualmente, com o lançamento do seu disco novo, Year Zero, anda bastante em evidência na mídia. A oportunidade dele vir parar aqui foi por um pedido de um dos nossos leitores, e eu agradeço, pois fazia tempo que eu queria escutar este som pra valer e não lembrava.
A história eu já conhecia, uma banda de um homem só, um músico que cada vez mais ganha prestígio e reconheçimento pelo seu trabalho: Trent Reznor. O cara começou trabalhando de ajudante num estúdio em Cleveland, trabalhava de programador e de faxineiro e durante a noite, usava o estúdio para fazer suas gravações e como não encontrava uma banda pra gravar o que e como ele queria, acabou gravando todos os instrumentos por conta e com a demo na mão, fechou contrato com a TVT Records e lançou seu primeiro disco em 89: Pretty Hate Machine.
Bom, daí em diante, o cara começou fazer disco mais afudes, como o clássico Downward Spiral de 94 e The Fragile de 99, discos fantásticos que deram uma enorme credibilidade pro rapaz.
With Teeth foi o disco seguinte, e o quinto álbum da "banda" (ou do cara), lançado em 2005 e foi o escolhido pra aparecer aqui (Que falta de sorte do Reznor, hein?). Bom, pra quem já leu toda essa bobageira e ainda tá se perguntando "Porra, mas afinal, que tipo de som esse animal faz?". Perguntinha meio difícil, mas da pra se resumir numa mistura entre rock alternativo com rock industrial. Mesclando composições de instrumentação com outras de eletrônicos, resulta em um disco que certas horas é meio dark-ambiental, passando pra um rockzinho nervoso com efeitos eletrônicos até o talo e um batidas que chegam ser dançantes. Sim, eu sei, isso não é o bastante pra definir esse disco, talvez eu esteja perdendo a habilidade que eu nunca tive com as palavras, ou esse disco tá me atormentando pra caralho. "Every Day Is Exactly The Same", uma mistura de Massive Attack com Soundgarden, é exatamente o tipo de música que está me esgotando, lenta e normal, um rito para a monotonia que nos perssegue e "Todo dia é a mesma coisa": Upar um disco e fazer um release que provavelmente não faz diferença nenhuma e o que importa é a música. Então vai lá jovem, clica na capa e baixa o disco, mas antes de tudo: Cuidado!

domingo, julho 15, 2007

Marduk - Rom 5:12


A (in)famosa banda suéca de black metal, Marduk, sempre foi muito polêmica e não é nesse 'DÉCIMO OITAVO' álbum (segundo a Wikipédia) que deixa de ser mais ou menos comentada.
A começar pelo título, muita gente ficou em dúvida sobre como seria o trabalho. Levando em consideração que estamos em 2007, ano em que a tecnologia é capaz de fazer coisas extraordinárias em estúdio, muitos fãs já estavam torcendo o nariz antes mesmo de ouvir o CD. É uma pena que ainda exista gente desse tipo. A gravação não pode ser boa, porque daí a banda se vendeu. Pra essas pessoas, tem que ser tudo reto e tosco, de maneira que agrade só a uma minoria, no caso elas mesmo. Na minha opinião, o importante para uma banda é ela atingir o maior número de pessoas possíveis sem deixar seus ideais de lado. Me responda, caro(a) leitor(a), o Marduk e o Dark Funeral - as mais condenadas ultimamente - deixam de blasfemar e pregar seus ideais por usarem gravações primorosas?
Rom 5:12 é um belíssimo trabalho. Black metal impiedoso, agressivo, urrado e com uma gravação classe A, deixando tudo perfeitamente perceptível. Curti muito, principalmente pelo fato de a banda ter dado uma diferenciada naquilo que estamos acostumados a ouvir em álbuns como Panzer Division Marduk, onde a velocidade comia solta o tempo inteiro. Aqui, os caras são adeptos de muitas velocidades, deixando um equilíbrio muito bom no ar. Os riffs de guitarra estão lindos e em grande escala, algumas horas deixando um clima épico no ar. E o mais surpreendente de tudo é que, em algumas faixas, o álbum parece ser conceitual, pois as mesmas estão ligadas. A única coisa que poderia ser diferente, é tonalidade do baixo que ficou bem aguda. A sonoridade da bateria ficou massacrante, a caixa tem muito peso e ficou bem aberta, e os arranjos nos pratos continuam cativantes. Mesmo se você não for fã de black metal, deve escutar esse álbum, pois seu conceito pode mudar após os 55 minutos de porrada inclusos aqui.
Dê uma conferida com atenção em "1651" (A atmosfera criada pelo teclado e pela "narração" do vocal são de arrepiar os cabelos do braço) que uma espécie de intro para "Limbs of Worship" (som típico do Marduk, com a linha de guitarra bem rápida e caoticante). "Accuser, Opposer" também surpreendende pela participação especial de um outro vocalista (não sei quem é, mas canta bem o loco). Todas as músicas têm algo de bom a mostrar, mas as que eu mais curti foram essas.
Download.

sábado, julho 14, 2007

Pig Destroyer - Phantom Limb


O fraturador de pescoços pode até dar lugar a alguns outros estilos estilos inofensivos aqui no blog, de vez em quando; raramente... Mas ele sempre está presente em discos de grindcore, principalmente nos do Pig Destroyer, a banda que eu mais ando escutando dentro do estilo!
Cacete, esses americanos são doidos! Não sei de onde tiram energia pra ir fazendo um CD mais destruidor que o anterior, cada vez mais empolgante, ríspido e rápido. A fórmula quase sempre é a mesma, possuindo algumas pequenas diferenças entre um e outro, porém, aqui, os caras juntaram o potencial e os vocais dos 2 álbuns anteriores (Terrifyer e Prowler In The Yard) em um só, fazendo de Phantom Limb mais um entre melhores álbuns do ano que estamos vivendo. E digo mais: Tá no top 3! >:D
Quem ainda não conhece, não sabe o que está perdendo! Quem conhece, certamente deve ter alguma lembrança de pescoço dolorido após banguear durante uma meia-hora sem parar. O que faz isso? Riffs rápidos, sujos e empolgantes; Vocais sujos, ora graves ora agudos, porém sempre com um leve efeito; bateria frenética com muito blast-beat e ausência do contra-baixo.
Fiquei sabendo que os caras contrataram um membro novo. "Ah, o baixista, é claro!" Não. Eles contrataram uma espécie de "DJ" (creio que só para apresentações ao-vivo, pois não senti nada no CD) para fazer uns 'barulhinhos' extras e adicionar à loucura já criada pelos membros normais.
Para complementar: Se eles manterem a linha em um próximo álbum, tendem a ser a maior potência do grind mundial!!! E dá-lhe Pig Destroyer!
Baixe clicando aqui e propicie severos momentos de tortura à sua família que, sem dúvidas, vai gritar: "Filho, desliga esse roque pauleira!".

sexta-feira, julho 13, 2007

Fishbone - Give a Monkey a Brain and He'll Swear He's the Center of the Universe


Quando se fala o termo Funk Metal, o que vem a sua cabeça? Red Hot Chilli Peppers não? no máximo Faith No More com "Epic", mas pouca gente sabe que antes de bandas como Primus, Jane's Addiction e Rage Against The Machine ganharem fama e sucesso com este estilo, era já era detonado pelos malucos do Fishbone, no finalzinho da década de 70, na mesma localidade de L.A. que surgiram boa parte das outras bandas citadas.
Boa parte da história dos caras já foi comentada aqui no blog, mas faz um bom tempo, quando foi postado o segundo disco deles, Truth And Soul que é aclamado como um dos melhores. Depois do lançamento desse discão, como se fosse pouco, eles ainda mandaram o Reality Of My Surroundigs, e extremamente bem recebido pelo público, principalmente os fãs da música alternativa, que estavam começando a entrar em evidência no iníco da década passada. Give a Monkey a Brain... é o álbum que segue este que foi falado, e mostra como a banda iria enfrentar esse novo mercado musical que estava totalmente focado no Grunge.
A Popularidade da banda crescia cada vez mais, na mesma medida que os conflitos internos também, e refletiram direto na sonoridade desse disco, o último a manter o line-up original. A banda deixou bastante de lado seu espírito de black music, do funk, do ska e dos sopros, e fez um álbum mais orientado pelo Heavy Metal e Hard Rock. As três primeiras músicas são Rockzão, bem diferente do que a banda fazia ultimamente, mas não chegam a ser ruins não, porém os fãs mais hardline viraram a cara pro disco, mas é um som massa, escuta "Black Flowers" pra "ver", um hard-rock de refrão chicletão, muito legal. Mas depois o disso, a miscelânea é começada com "Unyielding Condition", um skazão que lembra o nosso Paralamas, e nas músicas seguinte há funkzões, fusões entre ska e hardcore, Soul e uma doidera sem tamanho chamada "Drunk Skitzo", e é essa a melhor parte do cd, o som que caracteriza o Fishbone: Mistura ideal de todos os son pra curtir de boa e sussegado.
Apesar de não ser tão bem falado quanto os outro discos, ele rende umas músicas bem massa, vale a pena dar uma conferida, e sem esqueçer, esse disco aí foi um amigo que andou esses dias pedindo aí no blog, te diverte. Já sabe né? clica na capa.

Cadaver Mutilator - Carnasyum


Death metal brutal e extremamente underground das terras italianas para o resto do mundo via Fuktmp3.
É, meus caros, eu fiquei feliz quando o Lipe me disse que recebemos visitas de estrangeiros. Portugal, Inglaterra, Suécia, Estados Unidos, Chile... Porra, nunca imaginei que alcançaríamos tal popularidade com os sons que geralmente são postados, mas fico muito lisonjeado e tudo isso me animou a sair à caça de diversos materiais, dos mais pops aos mais undergrounds. Cadaver Mutilator apareceu quando eu realizava a segunda alernativa (ai, que óbvio! ¬¬ ).
Meio difícil encontrar algo sobre eles, pois, pra vocês terem idéia, eles têm apenas 1700 execuções no Last.Fm e a biografia escrita em italiano (nomes como o Cattle Decapitation possuem 200,000). Entretanto, sei que a banda foi formada em 2003 e a primeira demo, Hate Incubator, foi lançada em 2005. No ano de 2006, foi lançado esse Carnasyum, cd no qual a banda executa um death metal nada diferente dos padrões de Cannibal Corpse. Claro que por um lado é bom, pois Cannibal Corpse é uma das melhores bandas. Já por outro, é ruim, porque sempre que escuto uma banda nova, meu desejo é conhecer algo novo. Não fique pensando que seja uma cópia 100%, pois eles investem muito em velocidades cadenciadas e numas letras mais nojentas ainda.
Ah, e se você está pensando que isso aqui é goregrind reto, tosco, sujo e a 'pqp'; está enganadão! É brutal death trabalhado e audível.
No momento, a banda encontra-se fazendo shows para divulgar o full-lenght.
Download.

quinta-feira, julho 12, 2007

Alec Empire - Futurist


- Ae, velho! Beleza?
- Opa! Que mandas?
- Então, vamos curtir um punk/hc eletrônico?
- Haha! Bem que eu gostaria, mas isso não existe.
- Claro que existe! Você não conhece o Alec Empire?
- Quem ser esse?!
- O cara era vocalista e letrista do Atari Teenage Riot, a banda pioneira em fundir o hardcore old school com a música eletrônica pesada!
- Ah, não... Nunca ouvi.
- Porra! Então dê uma procurada no som deles, pois vale a pena!
- Hmmm... Sobre o que eles falam?
- Anarquia, violência, corrupção e derivados.
- E esse Alec Empire?
- As mesmas coisas. Sabe, quando o ATR acabou, enquanto Nic Endo e Hanin Elias foram trabalhar com sons eletrônicos mais experimentais, Alec continuou trabalhando com o hardcore. De todos, é o mais pesado e empolgante!
- Mas como é esse instrumental, mano? Tipo, como ele mistura hardcore/punk com eletrônico?
- É simples! Ele tem uma bateria programada bem ao estilo punk (tu-pá-tu-pá), guitarras sujas e carregadas, efeitos eletrônicos e o vocal eufórico!
- Então deve ser bom, hein?!
- ÔÔÔ!
- E aonde eu encontro isso?
- Clicando aqui.

The Cure - Disintegration


Clima muito frio aqui no Sul, algo em torno de 3ºC, friozão pegado, e esse é o clima ideal para se escutar o oitavo disco do Cure, Disintegration, a materialização do inverno em forma de música: Cinzento e triste, belo e desesperador.
Após Robert Smith e cia lançar discos mais alegres e mais acessíveis como The Head On The Door e Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me, Bob e sua trupe resolveram voltar mais para suas raízes dark e lançar um disco mais obscuro. Falando assim, para quem não sabe, seria um tiro no pé, a banda estava começando a fazer sucesso e poderia jogar tudo pro alto e voltar para Crawley, porém, quem conheçe esse disco, sabe que o que aconteceu foi exatamente o oposto, esse foi o disco que garantiu a banda como um dos grandes nomes do rock mundial. Claro que eles já tinham seu devido valor, pois com sete álbuns, não é para qualquer banda, seu pós-punk, ou rock alternativo, já havia se espalhado e influenciado vários jovens que entravam no mundo da música, ou boa parte do "alvo": Adolescentes depressivos e suicídas em potêncial. Mas bem, Disintegration foi o álbum que desempenhou o papel de "disco que levou o nome do Cure para o mundo definitivamente". E como se não fosse o bastante, o próximo disco a ser lançado seria Wish, dispensa comentário meu jovem.
Esse é um disco feito com muito sentimento, e esse sentimento passa pra você através das ondas sonoras. Ele tanto pode ser um disco belíssimo, se você estiver de bom humor, até as músicas mais lentinhas e deprê se tornam melodias arrebatadoras, porém, se você estiver meio para baixo, escutar esse disco pode ser meio passo para o suicídio, até músicas bonitinhas como "Love Song" podem ser o seu pior pesadelo, e é por esse motivo que eu gosto tanto deste disco, por ter essa carga emocional.
Além de toda essa parte, os singles desse cd é uma coisa de louco: "Love Song", "Pictures Of You", "Lullaby" e "Fascination Street", que tal? E claro, nem só de quatro músicas este disco é feito, é uma obra muito linda e ótima de se escutar do início ao fim, tente escutar a música que leva o nome do disco e não sentir um bem-estar tomando conta do seu corpo. Realmente, um disco que ao mesmo tempo que é alegre, é triste. Contraditório? Clica na capa e confere.

quarta-feira, julho 11, 2007

It Dies Today - The Chaitiff Choir


It Dies Today não é apenas mais uma das bandas que explodiram recentemente tocando o estilo chamado popularmente de "metalcore" nos dias de hoje. O som deles possui um algo há mais do que aqueles das bandas mais tradicionais, tornando-os, assim, mais atraentes aos ouvidos das pessoas que não se contentam com algo idêntico a outro algo que é idêntico a outro algo. Claro que em diversos momentos lembra Atreyu e Bullet For My Valentine, mas as diferenças são gritantes também.
Formada em 2001, em Nova York, a banda soube pegar muito do som da própria terra (NYHC) e mixar com metal e emocore. Sim, é emocore! Muita gente hoje em dia se nega a aceitar tal fato, principalmente pela banalização do gênero que está sendo empregado às bandas de música pop e com letras sentimentais, tais como My Chemical Romance e Simple Plan. Para você ter noção, essas bandas não tem um pingo de semelhança com o It Dies Today e o verdadeiro emo. Mas sem se desviar muito do assunto, tente imaginar um som que começa rápido e pesado com vocais guturais e rasgados, muito semelhantes aos vocais à la death metal, em seguida, há um breakdown poderoso do NYHC e, feito isso, vem o refrão mais voltado à melodia, geralmente muito reflexivo e extremamente marcante. Com essa mistura, a banda consegue juntar os fãs desses 3 estilos que são, geralmente, muito distantes. Palmas para eles!
The Chaitiff Choir é o terceiro material do grupo e o segundo lançado por uma gravadora. O primeiro disco da banda é um self-release intitulado Let the Angels Whisper Your Name, lançado no mesmo ano de formação. Um ano depois, Forever Scorned foi lançado por uma gravadora menor, e eis que, em 2004, veio esse lindo The Chaitiff Choir, via Trustkill Records (Mesmo selo de bandas como Terror e Bleeding Through). O sucesso foi tão enorme que a Trustkill realnçou Forever Scorned, em 2006, e o próprio The Chaitiff Choir, no mesmo ano de 2006. Talvez os re-releases foram feitos para deixar aquele clima de espera para o álbum Sirens, também de 2006. Infelizmente, esse último não me agradou muito.
Recomendo o material, e indico as músicas "The Radiance" e "Severed Ties Yield Severed Heads". Muito bom mesmo! Coisa fina para fãs dos estilos citados acima e muito interessante para quem queira conhecer.
Download.

terça-feira, julho 10, 2007

Smashing Pumpkins - Zeitgeist

Nessas últimas semanas, o que mais vi em blogs de músicas e pessoais eram comentários do novo disco do Smashing Pumpkins. Desde o mês passado, o cd já havia vazado na net, mas saiu oficialmente Sábado e no Estados Unidos Hoje, por isso o motivo da demora, pra esperar pra botar na data do lançamento. Muito dos comentários que eu li, foram falando mal do disco, então eu já estava esperando um disco murcho e sem graça. Bom, fui surpreendido.
Logicamente, não há nem como comparar este último disco com álbuns como Mellon Collie... e Siamese Dreams, pois são clássicos absolutos e a banda estava no auge, claro, isso não é motivo pra fazer um disco ruim, pelo contrário, Zeitgeist flui como um álbum médio pra cima.
Desde 2000 que a banda já não gravava nada junto, após os estranhos Machina I e II, Billy Corgan resolveu reformar os Pumpkins, em 2006, numa reunião, apenas com o baterista Chamberlin de original e resolveu botar o pé na estrada. Pra quem viu esse final de semana, a banda até participou do outro assunto mais falado ainda, o Live Earth.
As músicas estão bem legais, e a primeira impressão é muito boa: "Doomsday Clock" é uma introdução maravilhosa, com riffs matadores que é de costume, numa parede sonora, peso moderado e velocidade na medida, é um som que briga pelo título de música do disco. Outra jóia do disco é o single escolhido, "Tarantula", um som que lembra o passado da banda, e que cumpre o papel de single, empolga e faz tu cantar junto no refrão, numa bela junção de melodia e peso, na distorção que define a banda. O que eu senti a falta, foi das canções lentas, melódicas e de melodia, como normalmente aparecia, até tem uma tentaiva, "Neverlost", sôa bem, mas parece que falta um pouco de emoção no som.
Enfim, como comentado antes, é um disco muito legal, talvez os fãs que curtam os trabalhos antigos e clássicos, ficam de cara torçida, mas nada que alguma audições não mude essa imagem, pois não dá para negar que há músicas BEM afudê e dão continuidade e mais uma turnê de uma das bandas mais gêniais da década passada. Pra baixar? aquele clique na capa.

segunda-feira, julho 09, 2007

Finger Eleven - Finger Eleven


Os canadenses do Finger Eleven começaram como uma banda qualquer, tocando na garagem e fazendo pequenos shows pela região aonde moravam. A princípio, usavam o bizarro nome de "Rainbow Butt Monkeys" (Macacos com bundas de arco-íris, ou algo do gênero), mas decidiram mudar para Finger Eleven, pois queriam ser levados mais a sério e ganharam um concurso de rádio que fez boa parte da divulgação que a banda precisava para engrenar de vez no mundo da música. Segundo o vocalista Scott Anderson, "Quando tudo lhe puxa em uma direção, e seu instinto lhe puxa à outra - esse é o décimo primeiro dedo!".
Após arranjarem um selo, lançaram o álbum Tip, em 1998, fazendo um bom sucesso na cena canadense e norte-americana. No ano 2000, com o excelente The Greyest Of Blue Skies (o mais "pesado" deles), a banda achou um caminho mais próprio, com excelentes interpretações vocais e memoráveis riffs de guitarras, bem como refrãos grudentos. Com certeza postarei esse álbum aqui, aguardem! Mas o que está em pauta hoje é este self titled, portanto, sem maiores enrolações, vou falar dele, que também é muito bom.
Lançado em 2003, foi o álbum que obteve maior sucesso comercial, pois músicas como "One Thing" (linda³, eu e o guitarrista da minha banda tocamos só no violão e voz) e "Stay In Shadow" explodiram. Enquanto "One Thing" foi às rádios, "Stay In Shadow" fez parte da trilha sonora do game de PS2 Burnout 3: Takedown - inclusive, foi por lá que conheci a banda - tornando-se uma das preferidas entre os jogadores. Ficaram em 16º lugar nas paradas americanas e receberam um convite da WWE (World Wrestling Entertainment) para regravar a música de entrada do lutador Kane. Esse som não está nesse CD, mas anexarei-o no próximo deles que vier para cá.
Curto pra cacete! É bem diferente do que eu escuto geralmente, e eu até comentei com o Lipe que "o som deles é pop, mas eles não". A gravação é algo totalmente bom, bem como a sonoridade utilizada na masterização, deixando sons como "Therapy" bem marcantes e expressando tudo aquilo que é dito no título e na letra.
Pense o que quiser sobre isso, baixe clicando aqui e aproveite.
Ps: Não interprete mal o meu "pop" utilizado ali em cima, pois muita gente chama eles de "rock alternativo" e derivados.

Mr. Bungle - Mr. Bungle

Cansado de escutar sempre a mesma coisa? Procurando um som diferente e legal? Afim de escutar algo totalmente insano? Uma saladade fruta musical? Uma combinação de vários estilos musicais de forma criativa, original e pricipalmente Muito Legal?
É, o Mr. Bungle é exatamente isso, meu jovem.
Não é de hoje que o Sr. Bungle aparece aqui no blog não, logo no primeiro dia de vida, ele aqui já dava o seu ar da graça e agora, quase completando 1 ano de atividades do blog, me bateu aquela vontade de botar outro trabalho da banda, o primeiro disco da banda, auto intitulado.
Surgido na metade dos anos 80, na Califórnia, a banda fazia um som estranho, uma mistura de Death Metal com Jazz, formado por jovens estudantes que curtiam inovar nas composições ou só fazer algumas loucuras. Posteriormente eles viriam a ser conheçidos, como grande exemplo, o vocalista, o Sr. Mike Patton, que dispensa qualquer comentário, o guitarrista Trey Spruance, que gravou o disco King For A Day do FNM e formou o Secret Chiefs 3, um projeto de avant-garde tão louco quanto este e o baixista Trevor Dunn, que viria integrar o Fantômas.
Os "15 minutos de fama" viriam no ano de 91, com a entrada de Patton no Faith No More, como eu explico nos outros posts, pois então, ele conseguiu um contrato com a Warner pra poder lançar esse seu projeto e excurcionar com ele, o nome do primeiro disco foi o próprio nome da banda e é esse que eu tô postando. Neste disco a banda não foi tão longe nas melodias como no segundo álbum Disco Volante, usando basicamente elementos do Free Jazz, do Ska, do Heavy Metal, com atmosfera sinistra até algumas circences, porém flui mais experimental que o terceiro e último disco, California.
Na maioria das vezes, este álbum é classificado como "Funk Metal", pois há grande uso de guitarras funkeadas, linhas de baixo bem feitas e batidas espertas e bem sacadas, porém, essas melodias podem muito bem ser quebradas durante a execução das músicas para uma parte Heavy Metal, e depois o uso de instrumentos de sopro e a loucura não pára nunca. É o tipo de som que eu recomendo veemente para todos, pode ser que não agrade, mas ao menos, você pode conferir uma banda realmente criativa e original. Começe por esse, clicando na capa.

sábado, julho 07, 2007

Hanin Elias - Future Noir


Após a morte de Carl Crack, foi declarado o final do Atari Teenage Riot e os membros restantes se envolveram em projetos solos bem como na criação de selos próprios.
De todos, o que mais se assemelha ao ATR é o de Alec Empire, pois Nic Endo e Hanin elias seguiram no ramo do eletrônico, entretanto com algo mais diferente e leve, respectivamente.
Nesse CD solo de Hanin Elias, encontramos-a cantando bem diferente do que todo mundo escutava no ATR. Os gritos eufóricos e agressivos foram substituídos por linhas vocais suaves e "certinhas" (lindas, para ser sincero), juntamente com algumas vozes sussurradas.
As batidas eletrônicas não são elevadas a níveis extremos, tornando o som bem light e agradável de se escutar.
Future Noir é seu sexto trabalho, lançado em 2004 via Fatal Records, o selo que ela criou.
Em 2006, Hanin anunciou que a Fatal Records estava fechando e que ela estava deixando a cena musical de lado por tempo indeterminado, indo para a Polônia morar com a família.
Músicas como "Burn" e "Iced Icon" devem cair bem durante um sexo bem estiloso! Hauhehuauhe! :D
Faça o download clicando aqui e intime seu(sua) namorado(a) para o bem bom ao som da trilha sonora mais sexy do final de semana!

sexta-feira, julho 06, 2007

Sunn O))) - Black One


Sem sombra de 'doomvidas', Sunn O))) é o som mais assustador que eu já escutei até o presente momento! :S
Adeptos de um estilo popularmente conhecido como "drone" (sub-gênero do doom metal), esses americanos criam músicas sombrias, arrastadas, melancólicas, fúnebres e tudo mais de macabro que você poder imaginar com mais umas pegadas de dark ambient e cultos de magia negra! Já vou avisando, se você sofre influências sonoras ou tem tendências à depressão, não escute! Não é zoeira, esse som aqui é cabreiro MESMO!
Os vocais são uns urros incompreensíveis ou gritos agudos que parecem estar saindo da garganta de alguém que foi brutalmente apunhalado no rim; a guitarra é suja e pesada ao extremo; e o baixo é bem grave e sujo também, podendo ser confundido com a guitarra. A bateria não existe, em compensação existem uns sons típicos de violoncelo e/ou violino, mas posso estar enganado.
A banda foi inicialmente formada em tributo ao Earth (banda que dizem ser a pioneira do estilo, entretanto eu nunca ouvi). Quanto ao nome, vem de um CD dessa mesma banda juntado às ondas ")))" de um amplificador.
E, honestamente, não curti o som. Como eu gosto de compartilhar sons diversos e sei que alguém vai curtir, então tá aqui o CD.
Download.

Youth Of Today - Break Down The Walls

Straight Edge é sempre um assunto difícil de se discutir, principalmente hoje, em dias de internet, onde há informação para tudo quanto é lado, fica dificíl de conseguir formar uma opinião concreta ou correta, muitos confundem Straight Edge com Veganismo e tem até quem chame de Facismo, bom, no Orkut a gente lê cada coisa. Basicamente o sXe é uma divisão dentro do punk-rock, e seria como ser punk, porém sem o uso de drogas ou algo que o altere-fisicamente ou psicolagicamente. Outros elementos como sexo regrado ou veganismo, estão fora do foco principal, ou inicial, e isso é conversa pra outra hora.
Youth Of Today foi uma dos grande nomes do sXe no underground oitentista de Nova Iorque, junto com o Gorillas Biscuits, formaram um estilo próprio da cena, o tal Youth Crew, a partir da metade dos anos 80 até o início dos 90. O som é um hardcore punk oldschool, tocado de maneira muito rápida e ríspida, com algumas influênicas metálicas mas principalmente de Agnostic Front, 7 Seconds e Minor Threat e um vocal rápido e sem muitas frescuras, que canta e gritas as letras de uma geração de punks que tem sua própria ideologia em uma gravação com pouca qualidade, mas que mostra o espírito DIY.
A banda formou em 85, por alguns membros que já tinham experiências em outras bandas do gênero, e se não me engano, esse disco saiu no ano seguinte, pela Revelation Records, gravadora ícone da Youth Crew, e do Hardcore Nova Iorquino, como o pessoal do SOIA. Com reconheçimento underground, a banda chegou a fazer 3 turnês no seu país natal e um peça Europa e lançou apenas mais um álbum (Porém, a banda têm alguns EPS e compilações) e hoje é uma lenda, assim como o Gorilla Biscuits, para o pessoal que curte o som ou que é adepto do sXe. Pra fazer o download de uma das bandas mais enérgicas que ja passaram por este blog, clica na capa e se prepare para a porrada.

quinta-feira, julho 05, 2007

Pig Destroyer - Terrifyer


Grindcore é um estilo muito reto. Sem dúvidas, é muito difícil conseguir soar original tocando isso, mas os caras do Pig Destroyer conseguem tal feito.
Notáveis pela ausência de contra-baixo nos CD's, vocais agudos e rasgados com efeitos ao invés de guturais e uma pegada forte que não se escutava há tempo vinda de bandas novas. Não é à toa que os caras já são mundialmente conhecidos apesar de tocarem um estilo underground, pois o som é bom mesmo! Eu piro escutando; tenho vontade de pular, bater, gritar, balançar a cabeça e por aí vai, de tão foda que eu achei o som dos caras.
Ao baixar, é bom ir preparando os tímpanos, pois aí vem 32 minutos de muitos blast-beats, riffs cortantes e rápidos, vocais insanos e muita sujeira, porque, caso alguém já esqueceu, os caras não tem baixista. Mas, apesar disso, a gravação é de primeira linha, deixando tudo muito audível e perceptível, e, por conseqüência disso, tão atraente. Não que eu não curta gravação old school à la Carcass, mas isso oculta muito da beleza do que está sendo tocado, ao contrário desse "neogrind" do Pig Destroyer.
Terrifyer é um massacre sonoro, na mesma linha do álbum anterior, o Prowler In The Yard, som pra botar a tocar e organizar o mosh pit com a galera! >:D
Alguém se lembra do ditado comum em CD's de grind aqui? Trabalho curto e grosso = ------ (complete nos comentários).
Download.

The Fantômas Melvins Big Band - Millennium Monsterwork 2000

Fazia um tempo já que eu não andava atendendo pedidos e esse aí já faz algum tempinho que foi pedido e esses dias, dando uma volta pelo blog, reencontrei o pedido e tive que baixar o arquivo novamente, pois não tinha mais, tá em cd, mais rápido baixar do que procurar ele no meio da bagunça.
Tanto o Melvins quanto Mike Patton são artista que adoram novas parcerias e estão sempre fazendo trabalhos alucinantes. Lembro quando eu escutei pelo primeira vez o trabalho dos Melvins com Jello Biafra, dos DK, pensei que era um dos encontros mais anormais que poderia ter, o cara que tem as letras mais satíricas e ácidas junto com um grupo de maníacos que fazem um som nada convencional e muito bom. Pois então, depois eu fui descobrir que eles haviam gravado anteriormente com o Fantômas e escutando, aí sim vi o que poderia ser uma parceria realmente produtiva e sem noção.
No ano de 1999, logo após a saída do FNM, Patton abriu sua gravadora, junto com um sócio e que hoje lança ótimos discos, mas na época estavam começando a dar os primeiros passos, o Fantômas ja estava formado e o contato com os Melvins também, então que tal fazer um show no último dia do milênio com todos os integrantes do Fantômas e do Melvins (Ta aí o porquê do "Big Band") e tocandos sons das duas bandas de maneira fantástica e lançar um cd, hein?
Pois é um 2002 só que foi sair esse disco animal e traz ótimas músicas do Melvins como "Hooch" e "Night Goat", do Houdini, e também canções do primeiro disco e alguma coisa do Director's Cut. Enfim, um show muito doido, recomendado para fãs das duas bandas, que tão ligado no que eles podem fazer. Clica na capa aí e faz o download.

quarta-feira, julho 04, 2007

Planet Hemp - A Invasão Do Sagaz Homem Fumaça


O Planet Hemp é aquela banda que todo mundo já deve ter escutado sobre, pois é uma das mais polêmicas do Brasil!
Sempre abordando temas fortes como a liberação da maconha, política e corrupção, violência policial, sistema, vida na favela, etc; A banda foi formada em 1993 por D2 e Skunk (que viera a falecer mais tarde dando lugar a B Negão), quando D2 caminhava pela rua com uma camiseta dos Dead Kennedys e foi abordado por Skunk, que vendia camisetas de bandas também. A partir daí, a amizade foi crescendo e os dois decidiram que queriam ser músicos, apesar de não saberem tocar qualquer instrumento. A eles se juntaram Rafael, Formigão e Bacalhau, que sabiam tocar algo e tava feita a banca. Não demorou muito para que criassem alguns sons próprios e saíssem fazendo shows e loucuras por aí. Desde o começo, a banda sempre seguiu a postura descrita acima, e o instrumental era uma fusão de rock psicodélico com vocais rap. No palco, sempre rolava muuuuiiita fumaça e a galera acabava criando muito tumulto, fatos que resultaram na prisão de alguns membros em alguns casos.
Muitos shows foram realizados em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
A Invasão Do Sagaz Homem Fumaça, lançado em 2001, é o terceiro disco da carreira do grupo e, sem dúvidas, o mais versátil e inteligente de todos. Logo na primeira faixa, D2 manda um recado àqueles que tentaram o censurar, e o mais legal de tudo é que eles colocaram alguns trechos verídicos de rádios comentando sobre a prisão do grupo, algo que colocou em questão a tão falada "Liberdade de Expressão". É nesse álbum que você pode conferir outros grandes hits da banda como "Contexto" (a letra é um tapa na cara de abrir os olhos para o verdadeiro Brasil em que vivemos), "Quem tem seda?" (Dispensa comentários) e "Raprockandrollpsicodeliahardcoreragga" (Essa aí chega perto do total de estilos abordado pela grupo).
Como já dá para imaginar, o som vai muito mais além do rap e do rock. MPB, Bossa nova, eletrônico, punk, reggae e vai... vai... vai longe a criatividade dos caras para saber juntar estilos.
Dividiram o palco com monstros gringos como os Beastie Boys e Cypress Hill, bem como com bandas nacionais que, na época, eram boas também; Raimundos é um exemplo.
Após lançar um acústico Mtv, a banda acabou devido a conflitos internos, sem esquecer, é claro, dos projetos solos de Marcelo D2 que, a meu ver, não têm nada de interessante.
Baixe clicando aqui, pois os cãos ladram mas a caravana não pára! Uma ótima dica para quem curte (e não curte também) som nacional.

terça-feira, julho 03, 2007

Celldweller - Celldweller


Uma banda formada por músicos multi-instrumentistas só poderia resultar em algo progressivo e bem composto. Se bandas formadas por músicos "normais" (que tocam apenas um instrumento) já conseguem façanhas, imagine uma banda aonde os músicos dominam diversos instrumentos? É muito conhecimento da causa, e no caso do Celldweller é conhecimento de sobra para criar um disco bem variado.
Fazendo uma mistura única entre metal industrial³ (é, ao cubo! Pois os caras vão muuuito afundo neste quesito), acústico (partes suaves e agradáveis, geralmente só de violão e voz com efeitos) e tudo que você imaginar dentro do contexto de techno, que de certa forma está dentro do industrial, mas com alguns elementos a mais que as bandas não ousam usar, como "acid house", "drum n' bass" e "goa trance". Honestamente, nunca ouvi banda parecida. Não dá para dizer assim "Ah, essa ae é reconhecível à distância!", porque não é bem assim, mas, banda que faça algo muito próximo também não existe. Como dá para perceber, Celldweller é um nome que tinha e tem tudo para se destacar mundialmente, entretanto fizeram algum sucesso apenas lá pelos EUA.
Bom, eu não disse tudo antes, porém, se alguém não acreditou, saca a ficha da banda: Klayton (Vocais, guitarras, teclados, percussão, programação, letras, etc.), Dale Van Norman (Guitarras, backing vocals, percussão, teclados), Kemikal (Baixo, guitarra, percussão, teclado, backing vocals) e Caise (Bateria e percussão). É, meu filho! Não se surpreenda se estiver tocando algo sujo e pesado quando, de repente, virar um trancezão ácido de boates não muito undergrounds nem muito populares. Ou quando estiver algo acústico e do nada aparecer aquele drum n' bass gravezão para mexer o local aonde estão suas caixas de som.
A banda também é minimamente conhecida por ter a música "Symbiont" (uma das melhores do CD, muuuito viajante) inclusa na trilha sonora do game de PS1 Road Rash: Jailbreak e outra no game de PS2 Need For Speed Most Wanted. Apesar de terem mais sons em filmes como Bad Boys II, Homem Aranha 2, Mulher Gato, entre outros, incluindo o programa da Mtv Pimp My Ride; Ninguém sabe que tais músicas são do Celldweller.
Banda muito boa e que com certeza dará as caras por aqui novamente! Confira esse ótimo trabalho clicando aqui.

segunda-feira, julho 02, 2007

Black Sabbath - Never Say Die!


Quando se escuta uma banda desde os 12 anos de idade e tem-se vários CD's dela - inclusive um disco em vinil - na prateleira, nem precisa se dizer que é uma daquelas bandas que moram no coração.
Never Say Die! é um disco muito especial na carreira do Sabbath, não só por ser o último com o senhor Ozzy Osbourne nos vocais, mas sim por ser um dos mais diversificados e que expressa a realidade do grupo. Não que o som seja algo experimental ou muito diferente do que eles fizeram em álbuns anteriores, mas é bem mais soft, tanto que o contra-baixo de Geezer ficou bem oculto, e as faixas passam do rock ao clássico, jazz, etc.
Ouvimos no começo do disco um lado mais rock da banda, já começando pela excelente faixa título. Na seqüência, com "Johnny Blade", temos uma música mais na "manha", mas os furiosos solos de Tony valem como um todo. Com a faixa que vem em seguida, a bela "Junior's Eyes", eles conseguem passar uma emoção muito grande, pois esse é um som muito honesto, se é que posso dizer assim. A letra fala sobre um jovem que perdeu seu melhor amigo, ou seu pai. Muitos dizem que o tal Junior da letra seria o próprio Ozzy e por isso que ele consegue tão fenomenal interpretação. A intro de baixo (um dos raros momentos em que o baixo é realmente perceptível) é muito interessante, uma linha que eu me obrigo a escutar mais de uma vez. Já com "Hard Road", sentimos o desabafo da banda após todos os incansáveis anos fazendo shows e turnês gigantescas. A letra fala não só sobre o contexto da banda; ela aborda a vida geral com rimas bem pensadas e um refrão muito cativante. Em "Shock Wave", "Over To You" e "Air Dance" o lado clássico mostra-se esbanjado, com linhas mais simples, porém com grandiosos solos de guitarra. A tonalidade mais aguda, sem muito peso e sujeira, faz o som pender mais ainda a esse lado. Uma coisa que é rara em discos da banda, é você escutar eles tocando algo de jazz. Ao-vivo, Toni sempre fazia várias solos nos finais dos shows, mas em estúdio não. Com "Breakout" faixa só instrumental, o clima jazzístico é agradável demais, com solos de saxofone de tirar o chapéu! E o mais foda de tudo é que, no final, ela é emendada com "Swinging The Chain", som bem empolgante e cantado pelo baterista Bill Ward.
Simplesmente Never Say Dye!, um trabalho que, se analisado a fundo, não deixa nada a desejar perto de outros clássicos que fizeram muito mais sucesso na carreira do Sabbath que este. Faça o download clicando aqui e aprecie algo que permanece resistente às décadas, mesmo tendo sido feito em um dos momentos mais conturbados na carreira da banda.

domingo, julho 01, 2007

Sonic Youth - Dirty


"prefiro arte da musica new metal ou algo q me supreenda em inteligencia nao essas porqueras sem fundamento coisa de doente mental"

Esse foi um dos comentários que mais me chamou a atenção no último post de um disco do Sonic Youth, e justamente por isso, que me deu mais vontade de disponibilizar mais um trabalho "sem fundamento e coisa de doente mental".
Apesar de o Sonic Youth ser uma banda muito conheçida, pelo nome, tem muita gente que não faz idéia do que a banda representa para a música atual. Surgidos no início dos anos 80, faziam um som totalmente diferente, estranho e barulhento, uma forma de se rebelar contra as fórmulas convencionais da música e foram um dos precursores do que nos anos 90 ficaria evidente, o rock alternativo. No post do Daydream Nation, eu falei sobre as tretas que eles sempre arrumaram com as gravadoras, nunca tiveram um contrato fixo, pois nunca estavam satisfeitos. Com o álbum Daydream Nation foi exatamente isso que aconteceu, a banda fez um trabalho primoroso, reconheçido até pela crítica musical, porém a sua gravadora, Enigma, mal conseguia distribuir o disco e fez com que a banda se rendesse à uma major, se juntando a outros tantos, que no início da década passada, largaram as independentes por um contrato melhor. A escolhida foi a Geffen, e Dirty foi o segundo disco desta nova fase e o oitavo da carreira, lançado em 92. Como é de se esperar, o disco é bem mais acessível que boa parte dos outros álbuns, é o tipo de cd pra quem quer começar a curtir o som da banda, pois traz todos os elementos característicos da banda de uma forma simples e porrada. As composições de 6 a 7 minutos dão lado para músicas mais curtas, mas sempre barulhentas e com a distorção até o último e com os ritmos desleixados e raivosos, que alternam entre as trêz vozes, de Gordon, Thurston e Ranaldo.
O álbum é tão bom, que em 2003 foi feito uma reedição, numa versão dele duplo, mas eu to disponibilizando a versão normal, que já é um ótimo negócio. Baixa aí e escute "100%", "Drunken Butterfly", "Sugar Kane", "Purr" e "Youth Against Fascism" no volume máximo e saia gritando pela casa.