quarta-feira, setembro 26, 2007

Sonic Youth - Goo


Só faltava mais um disco para completar a trilogia "Pop" do Sonic Youth, e justamente por isso que faltava, tá vendo essa capa aí do lado? Se você é fã da banda, já deve ter cansado de ver, mas se não é, é a melhor opção pra começar.
Goo é o sexto álbum desses Nova Iorquinos, lançado em 1990, então, é aquela velha história, alt rock em alta, a banda assinou contrato com a gravadora milionária de David Geffen, e esse foi o primeiro disco a ser lançado. Motivo? Por que motivos? Eles sabem o que fazem.
-Ai, que grosso que você é!
-Ah, bom, desculpa, então vou te explicar. O álbum anterior, Daydream Nation é uma obra de arte, feito pela banda, hoje, super reconheçido, porém na época, por um selo independente, a banda quase não tinha distribuição dos discos, se pondo no lugar na banda, faz sentido.
-Ah, mas em uma major eles deve ter mudado o som, não é?
-Hum, não. Apesar de ser ao lado de Dirty e Daydream Nation os discos mais "Pops" da banda, a musicalidade continua aquela de sempre. Algumas músicas são mais acessíveis, como "Kool Thing", com participação do rapper Chuck D, do Public Enemy, em uma conversa emblemática, por muito tempo foi a música que alguns ouvintes casuais costumam ouvir, hoje em dia, não sei mais, acredito que não.
Tá, chega desse lance de post em forma de conversa, era só uma forma de fazer um post, como a música "Kool Thing", sacou? Então, continuando, neste álbum, a banda pegou tudo que já haviam feito nos ábuns anteriores e resolveram lapidá-los perto da perfeição. Tudo está aqui, distorção, sujeira, non-sense, melodias e muito ruído e claro, as letras doidas do casal Kim e Thurston. "Tunic (Song for Karen)" por exemplo, é uma das músicas que mais me chamam atenção, não pela musicalidade, mas sim pela letra, é uma homenagem a Karen Carpenter, baterista e cantora da banda Carpenters, sobre sua anorexia: Na música, cantada em primeira pessoa, Kim imagina uma Karen no céu, tocando bateria e fazendo novos amigos como Elvis Presley e Janes Joplin. (Karen é uma grande influência para muitas cantoras que viriam a seguir, como Madonna, algo que eu vou explicar em um post a seguir, fiquem atentos.)
Por enquanto, já são três discos do SY, o bastante para fazer você pirar, nos próximos posts sobre o quarteto (Agora quinteto) nova iorquino, vou começar mostrar o lado mais noise/experimental e de vanguarda desses doidos. Digo doido, pois tive a oportunidade de poder ver eles pessoalmente, peguei o mesmo vôo que eles para Dublin, porém não cheguei perto, os caras realmente me assustaram. Ah, quer saber, clica na capa e baixa logo essa bagaça.
P.S.: Após escutar muito SY, Felipe está começando a ter sérios problemas mentais. Ou não. Foda-se!
This is Non-Sense, se ligou? Cala essa maldita boca Felipe!

Um comentário:

wolfgang disse...

El album mas hardcore y accesible de Sonic youth en mi opinion. un clasico de los 90s!