sexta-feira, janeiro 18, 2008

Faith No More - The Real Thing


Acredito que boa parte de vocês devem saber quem é a banda em questão, o que não é muito difícil, tendo em vista que Faith No More foi uma das bandas mais populares entre os anos dourados do rock alternativo, porém o álbum que deu tal credibilidade pro grupo, nunca deus as caras por aqui, mas chegou a hora.
O Faith No More surgiu no início dos anos 80, capitaneado pelo baixista Billy Gould, sempre teve problemas pra achar um vocalista fixo, até conseguirem o beberrão Chuck Mosely. O cara combinava perfeitamente com a proposta musical da banda; Funk Metal clássico - Batidas Hip-Hop com muito groove e guitarras Heavy Metal. Assim gravaram dois disco, We Care A Lot e Introduce Yourself, dois discos que eu pessoalmente não sou muito fã, até que em 88, Chuck foi chutado do grupo por causa do seu vício por alcool, que acabava sempre em confusão.
Aí que surge um dos capítulos mais conhecidos da banda e que meio mundo sabe, mas mesmo assim, é algo interessante é vale o comentário. O guitarrista da banda, Jim Martim, havia recebido uma fita demo de uma banda que misturava Jazz com Grindcore, chamada Mr. Bungle, em algum show e a qualidade vocálica do frontman chamou a atenção da banda e fez com que convidassem o jovem rapaz, assim que estavam sem vocalista. Mal sabia, mas o moleque cabeludo Mike Patton estava dando seu primeiro passo para o estrelato, um lugar onde ele esperava nunca ter chegado, ser conhecido como um Rock Star, mas esse história fica pra outra "conversa".
Mike Patton chegou enquanto a banda ja estava em estúdio preparando seu terceiro disco, o divisor de águas The Real Thing. As músicas já estavam todas prontas, e mostravam uma evolução dos outros álbuns, encorporando elementos do Jazz e Soul, algumas pegadas mais Punk, fazendo o Funk Metal de uma maneira bem mais experimental, e extremamente genial. O que sobrou para Patton foi escrever as letras - tarefa que levou apenas 2 semanas e rendeu letras simplesmente genias. A chegada tarde na banda impossibilitou que Patton pudesse ajudar nas composições com suas idéias malucas, mas mesmo assim, essa divisão de letras para um e músicas para os outros, acabou resultando em um disco primoroso, que mais tarde seria superado pelos álbuns posteriores no quesito experimentalismo e originalismo, porém perdendo todo o interesse pop adquirido com The Real Thing, afinal, era essa a idéia.
Enfim, que em Junho de 89, finalmente é lançado álbum que iria mudar drasticamente a carreira da banda: com o sucesso dos hits "Falling To Pieces" e "From Out Of Nowhere" a banda ganhou reconhecimento na mídia, em rádios e uma boa fatia de novos fãs, mas isso nem se compara ao estrondoso single "Epic", o maior hino da banda, clipe que tocava exaustivamente na MTV, fez com que a banda caísse no gosto popular. Então leve em conta que estas são apenas três faixas do disco, há muito mais sons legais, como a instrumental "Woodpeckers From Mars", ou cover inusitado de Sabbath - "War Pigs", ou a faixa título "The Real Thing", com sua letra surreal.
É realmente um disco maravilhoso, pois já mostravam alguns sinais de mudança de som, mas nada comparado aos discos Angel Dust e King For A Day (os preferidos da casa), que é o ápice da criatividade da banda, característica que a a carreira da banda ficou conhecida durante os anos 90, sendo uma das principais bandas do rock alternativo e até hoje, uma das mais geniais de todos os tempos. Se por algum acaso tu não conheça, essa é tua chance, meu chapa.

7 comentários:

ifo disse...

Do kct!! Fazia tempo que não escutava The Real Thing!!
Faith No More rules!!

ifo disse...

Aqui um link para as letras de The Real Thing!! Porra na orelha!!
http://www.fnm.com/lyrics/trt_lyrics.html

Quando é que chega a resenha o o link para o "Live at Brixton Academy"?

Chuck Norris disse...

Cazzo! Não acredito que ainda não tinha o Real Thing aqui! Parabéns Capitão! E tapa na cara dos playboy!
Se a coisa ficar feia chama seu amigo Chuck que a gente põe o morro abaixo! Com napalm!

Marcus Serra disse...

estava atrás desse cd mó tempão, e não achava um link que prestasse. Fukt sempre colaborando com os nosso exigentes ouvidos !
To a espera do Tool.
Obrigado.
Vida Longa Fukt

Mute disse...

esse CD é bom sim, nao um dos melhores mas é legal de escutar

mas uma coisa que me chamou a atençao é a falta de doom aqui no blog
o julio tem cara de que gosta de katatonia e bandas do genero

Evandro disse...

Sou suspeito pra falar de FNM, portanto vou ser sucinto. The Real Thing é um dos discos mais importantes (em termos musicais) que sugiram no fim dos 80, início dos 90. E o melhor é que foi só uma diversão passageira para a obra prima que seria lançada três anos depois.

Anônimo disse...

Live at Brixton Academy acompanha bem esse disco e Angel Dust, concordo também que os dois primeiros albuns não são nada comparados aos de Patton.