terça-feira, novembro 20, 2007

Megadeth – Rust in Peace


Para começar meu trabalho no blog, vou comentar e postar um dos álbuns mais importantes para mim em vários sentidos.
Historicamente a década de 1990 iniciou-se com várias mudanças políticas. Caiu o muro de Berlim, mudou-se o sistema de governo russo e os Estados Unidos tinham o velho mau costume de declarar guerra. Diante de tantas mudanças históricas, musicalmente também começaram a ocorrer mudanças. Há um certo tempo que os ritmos fundiam-se e surgiram nessa época tanto excelentes grupos como ótimas fusões feitas por grupos como Bad Brains, Faith No More e Suicidal Tendencies, entre outros. Por outro lado, o thrash metal também demonstrava forças, ainda sem contar com tantas fusões. Este álbum é um exemplo claro disso.
Após três álbuns: Killing Is My Business... And Business Is Good; Peace Sells, But Who’s Buying e So Far, So Good, So What?, o Megadeth mudou em vários pontos e lançou esse ótimo cd. Conta a lenda que Dave Mustaine e David Ellefson (os únicos membros originais nesta época) resolveram parar de se drogar e contrataram dois excelentes músicos para revitalizar a banda. Não que os álbuns anteriores sejam ruins, mas este tinha um feeling diferente, uma batida mais rápida e letras mais conscientes. Parecia até que Mustaine havia exorcizado de vez o fantasma de sua saída do Metallica e resolveu lançar um álbum definitivo na sua carreira.
O álbum inicia com "Holy Wars" e daí pra frente não tem sossego. A vinda de Marty Friedman do Cacophony injetou sangue novo no som, além de incorporar mais elementos jazzísticos, principalmente nos solos. Mas o que mais me impressionou na época foram os riffs. "Hangar 18" dá continuidade a seqüência. Inicia lenta e aumenta de velocidade. No final, Mustaine faz um duelo muito bom de solos com Friedman e a música encerra com o acompanhamento de Menza, que diga-se de passagem, é um excelente baterista. "Take No Prisioners" inicia nervosa e segue assim até o final enquanto em "Five Magics" tem umas quebradas de ritmo no refrão, antes de terminar de maneira acelerada novamente. Para os mais saudosistas ou para aqueles que, como eu, adquiriram o álbum em vinil, era hora de mudar o lado.
Os dois primeiros sons têm seus bons momentos, mas destoam um pouco do restante do álbum. Há velocidade e precisão, mas moderadas. O thrash metal empolgante retorna em "Tornado of souls" (na minha opinião a melhor música do álbum). Depois disso aparece uma faixa que mais parece uma vinheta (seria por direitos autorais?), super estranha e até desnecessária, visto que a entrada da faixa-título (depois “plagiada” pelo Gunsn’Roses "You Could Be Mine") fecha com chave de ouro o álbum.
Sinceramente também gosto muito do Peace Sells, But Who’s Buying e do Youthanasia, mas esse Rust In Peace une o thrash ao melódico e é uma aula de bom gosto musical. Agora é clicar aqui para baixá-lo.

6 comentários:

Adrea disse...

um comentário nada haver com o post, mas sim com o trecho da musica "Papai Noel, Velho Batuta" de uma banda que amo "Garotos Podres", putz muito bem lembrada para a ocasião rsrs
muito bom mesmo

Anônimo disse...

finalmente algem lembrou de do megadeth, soh falto o novo

Julio disse...

ótima resenha!
bem-vindo ao blog.

blessed are the sick disse...

acho que eu sou a única pessoa que não gosta de Megadeth

euhaeuhauhea

Anônimo disse...

Bem vindo ao blog cara, ótima resenha, só uma coisa:

Os arquivos são wma, o que não o problema, o problema é as tags estão todas estranhas. Não tenho problemas, mas só pra avisar.

[kc] disse...

Megadeth é muito foda!! gosto muito tb do countown to extinction!!!

boa resenha!!!!