quarta-feira, abril 11, 2007

Aborted - Slaughter & Apparatus - A Methodical Overture


Como eu disse no post do Dying Fetus, 2007 começou quebrando tudo e o Aborted é um dos responsáveis por isso.
Vinda direto da Bélgica, a banda detona um death metal brutal desde seu primeiro lançamento, The Purity Of Perversion, de 1999, e lançou esse CD que aqui vos trago no começo desse ano.
Mas não fique pensando que o som é só brutalidade, pois uma audição mais atenciosa revela passagens totalmente influenciadas por heavy e thrash metal. Há quem diga que o estilo dos caras é "technical death metal", devido à tamanha técnica utilizada na composição dos sons. Eu, particularmente, não gosto de classificá-los como "technical", porque, apesar de haver técnica, o som pende muito mais para a brutalidade.
O Aborted vem se diferenciando muito das outras bandas, basta você escutar as diversas influências e o jeito com o qual a banda gravou e criou as composições desse CD. Quando venho para o trabalho, passo na frente de um outdoor que possui a seguinte frase: "Porque os detalhes fazem a diferença!". E é verdade, alguns pequenos detalhes aqui fazem completamente a diferença. Pego como exemplo a música "Avenious", que possui um clima muito sombrio de fundo, meio lento, e depois uns solos de guitarras em duplas alterando para a velocidade rápida. Outra música que se destaca é "The Chondrin Enigma", com uma parte que possui uma rifferama que me lembrou muito as bandas do hardcore de Nova York e um refrão muito empolgante. O fato do vocalista utilizar um timbre bem grave, na linha do death extremo, e outro mais, vá lá, "thrash", faz uma graaande diferença também, já que a maioria das bandas manda geralmente só guturais ou só rasgados. "The Spaying Séance" é um dos sons mais técnicos, com as guitarras seguindo umas escalas bem difíceis e o batera se quebrando na velocidade ao mesmo tempo que faz arranjos precisos nos pratos. Os solos dessa música são digníssimos de notas, ora em duplas ora avulsos. Há também uma parte com os vocais mais falados e um instrumental extremamente marcante, fazendo essa ser uma das melhores do CD.
Então, galera, um lançamento bem interessante de se conferir, para quem curte som rápido, pesado, trabalhado, com influências diversas dentro do metal e uns breakdowns poderosos, Slaughter & Apparatus - A Methodical Overture vai cair bem.
Download link: Aqui.

terça-feira, abril 10, 2007

Nekromantix - Return Of The Loving Dead

Continuo minha seção de sons do além agora com os dinamarqueses tão comentados nos outros post, Nekromantix, a minha banda preferida dentro do estilo.
A história da banda você pode conferir no post do peúltimo (Eles lançaram este ano o último disco chamado Life Is A Grave And I Dig It) discco da banda, chamado Dead Girls Don't Cry, então você vê que a criatividade para títulos é o forte da banda. Com uma formação sempre instável, Kim Nekroman, o bonitão do meio segue firme desde 89, tocando terror na gurizada.
Esse disco é o quinto da banda, fio lançado em 2002 e é meu preferido, pois foi através desse disquinho que eu conheçi a banda. Foi nesse mesmoa no que eu descobri essa baita banda, tava no site da Epitaph, vendo se achava alguma banda interessante, na linha de Rancid, NOFX ou Bad Religion, aí que me deparei com duas coisas totalmente diferente do que eu procurava, uma era a banda mais bizarra da face da terra, o Locust, que talvez pode ser postado em breve, e o Nekromantix, que me chamou a atenção pelo nome, mais dark que as outra banda.
Cliquei neles, e vejos três malucos estilão Rockabilly, uma guitarra semi-acústica e um contra-baixo e pensei "Mas que som que esses animais devem tirar?". Baxei as duas músicas que eram de graça no site e fui conferir qual que era.
Ha Ha simplesmente eram as duas melhores músicas dos cds, "Who Killed The Cheerleader" e "Gargoyles Over Copenhagen", na época a gente usava o KaZaa ainda, e assim fui puxando música por música pra escutar mais o som dos caras. E não parava mais de vir músicas afudê, como "I'm Hellcat" e "Murder For Breakfast", e quando fui ver, todas eram desse cd. Como pode ficar tão legal o som do contra-baixo, a guitarra soltando riffs o tempo todo e aquela batera rapidinha, toda essa mistura do gótico, com rockabilly, com punk, tratando de temas macabros e ao mesmo tempo engraçados. Então clica na capa e faz o download.

Walls Of Jericho - With Devils Amongst Us All


E não é que após o excelente All Hail The Dead eles e ela voltaram ainda mais pesados? É sim! O WOJ conseguiu dar uma baita engrossada no seu som que já possuía certo peso, e o resultado ficou muito bom.
Para quem não se lembra ou não conhece, o WOJ é uma banda americana de hardcore que se diferencia muito das outras por ter uma mulher no posto de vocalista; e não fique imaginando aqueles vocais agudos no estilo californiano, porque Candace manda uns rasgados fodidos e, aqui nesse CD, uns guturais de deixar muito marmanjo no chinelo! Duvida? Então olha esse vídeo aqui.
A banda vem conseguindo seu espaço na cena mundial, tendo conquistado já a cena americana e, pouco a pouco, começa a ter certo reconhecimento aqui no Brasil, pois já teve seus 2 últimos trabalhos lançados por um selo nacional. Eu fiz questão de comprar o All Hail The Dead, e esse With Devils Amongst Us All está na lista de futuras compras. A banda também já realizou shows aqui, tendo lotado todos e fazendo apresentações que cativaram o público. Infelizmente não fui, porque sair daqui do Sul e ir para São Paulo sem nada garantido é algo, literalmente, "hardcore"! Hehehue! Mas os paulistas piraram com os shows, clique aqui e veja com seus próprios olhos.
Altamente influenciados pelo hardcore de Nova York e soando sensivelmente mais metalizados, o WOJ já chega impondo respeito na primeira faixa, "A Trigger Full Of Promises", com uma intro de guitarras venenosas e um gritão apavorante de Candace! É a típica primeira faixa de um CD que vem para impressionar. Na seqüência "I Know Hollywood And You Ain't It" já começa com os gritos de Candace e após isso temos muito peso, no melhor estilo NY. É difícil ficar dando destaques avulsos, porque todas as músicas têm algo de interessante a mostrar, nem que seja em alguma pequena passagem ou arranjo, mas não posso deixar de comentar sobre a música que mais se diferencia da proposta da banda, a balada "No Saving Me", música realmente muito linda, com um trabalho belíssimo de todos os instrumentos e uma interpretação fenomenal de Candace! Galera, a música é marcante demais, sério! Candace mostra-se uma vocalista muito versátil, que manda bem em vários estilos e é carismática. "The Haunted" possui um refrão marcante, assim como "Try.Fail.Repeat". E, acreditem, é como eu disse ali em cima: Todas as músicas têm algo de bom a mostrar.
Baixe clicando aqui e aprecie o som de uma das melhores bandas de hardcore atual.

segunda-feira, abril 09, 2007

Tiger Army - Tiger Army II: Power of Moonlite

Dando sequência à série de Psychobilly, agora é a vez de outro nome recente, mas que é bem conheçido e reconheçido, pelo seu rockabilly mais punk que o tradicional e um os principais nomes da Hellcat Records.
O Tiger Army nasceu em 95, em Berkeley na ensolarada Califórnia, mas Nick13, fundador da banda, resolveu fazer um som mais obscuro em relação as bandas que surgiam nessa época, assim como o AFI. E como se não bastasse essa semelhança, o pessoal do AFI e Tiger Army são bons amigos, e começaram a carreira mais ou menos na mesma época, e fizeram a primeira turnê do Tiger Army juntos, em 96, junto com a companhia ilustre da banda Meteors (Virá essa semana), do "Real Psychobilly" do Reino Unido. Isso fez com que a banda conseguisse um respeito e o olhar de uma pequena gravadora, que soltou o primeiro EP da banda. Para não fugir da mesma história das outras bandas, ele de novo pessoal, Tim Armstrong curtiu o som dos caras e resolveu contratar eles para a Hellcat.
Tiger Army II: Power of Moonlite ou apenas Power Of Moonlite, como normalmente é chamado é o segundo disco do Tiger Army, e foi lançado em 2001. Conta com Nick13 na voz e na guitarra, o baterista London May, que tocava no Samhain, mas entrou no Tiger Army, quando o primeiro baterista Adam, saiu da banda para integrar o AFI, e no baixo Geoff Kresge, que foi um dos fundadores AFI, tocando agora o contra-baixo, típico do estilo. Além de todos esses lances envolvendo as duas bandas, a voz de Nick13 me faz lembrar muito a voz de Davey Havok, do AFI, tanto que na música "Under Saturn's Shadow" e "Annabel Lee", tem back vocals dele, e você não sabe quem é quem. O som do Tiger Army, é mais direto que as outras bandas de Psycho, com refrãos cheios de OOOOO inspirado por Misfits, e com riffs menos rockabilly, fazem com que eles sejam rotulados muitas vezes como Punk-Rock, o que de certa forma não é errado.
Então se tá afim de conferir, dá um clique na capa e faz o download.

Atari Teenage Riot - 60 Second Wipeout


"DIIIGIIITAAAAALLL HAAARDCOOOOREEE!!!" - É o grito na intro da música que possui o mesmo nome. O Atari Teenage Riot pode ser considerado como a banda criadora e a pioneira desse estilo, também conhecido por "techno hardcore" ou "electro-noise" e mais uma variedade que tentam explicar essa loucura eletrônica fundida com o hardcore. Sim, meu caro, é isso mesmo! Hardcore com música eletrônica. Pode parecer estranho à primeira vista, e confesso que só corri atrás dessa banda por duvidar do rótulo, mas independente disso, a música que o ATR faz me agrada bastante e soa bem original! Aliás, a banda já esteve aqui com a maravilhosa coletânea Burn, Berlin, Burn! e como eu disse que se a aceitação fosse boa eles voltariam, é meu dever trazê-los denovo.
Sinceramente, creio que este trabalho pode agradar a um número maior de pessoas, a começar pelo fato de eles terem deixado de lado aquela parte mais "tosca" do trabalho que deixava o som bem punk. Eu prefiro a sujeirada de antigamente, com aquela cara bem underground e as linhas vocais totalmente punk, mas as coisas mudam e as bandas também, então não posso ficar esperando o mesmo dos caras, e nem você pode. Aqui o espaço maior fica para a e-music (nada a ver com aquelas bandinhas que seu vizinho curte no carro, se achando o fodão à base de "tuti-tuti"), mas é claro que o hardcore aparece em grande estilo. Eu disse que foi deixado um pouco de lado, mas não totalmente! ;) E as letras e postura da banda continuam totalmente hardcore, ou seja: Protesto, anarquia e contestação.
A bateria tem bastante vida, as guitarras continuam sujas, os vocais alternam entre Alec Empire e Hanin Elias (a moça) e algumas passagens soam totalmente experimentais.
Fatos curiosos: Na faixa "Ghostchase" existe uma guitarra de fundo TOTALMENTE igual a de uma música da banda escandinava de black metal Azaghal, e na faixa "No Succes" existe uma guitarra com riff IGUAL ao de "Morbid Visions", do Sepultura. Caso alguém não notou antes, eles já fizeram o mesmo em algumas músicas dos álbuns anteriores, como "Delete Yourself", por exemplo, possui um sample descarado de "God Save The Queen", dos Sex Pistols.
Agora a parte triste: Em Setembro de 2001, o membro Carl Crack sofreu uma overdose e acabou morrendo aos seus 30 anos. Assim como no caso do Led Zeppelin, a banda não se reuniu mais após isso e assim ficou declarado o fim do Atari Teenage Riot. Os outros integrantes seguiram em projetos solo, mas nenhum obteve o mesmo sucesso e importância do ATR.
Então, galera, aqui está mais um trabalho muito interessante de se conferir! Não perca tempo, pois conhecimento é cultura! Conheça o "digital hardcore" clicando aqui.

HorrorPops - Hell Yeah!

Vou fazer essa semana, mais ou menos o que o Julio costuma fazer as vezes, escolher um tipo de música para postar a semana toda, e esta semana vou dedicar os posts ao Psychobilly, um gênero musical muito bom, mas que é meio desconheçido por muitos. Eu vou tentar postar boa parte da semana sobre Psycho, mas vou abrir algumas excessões, pois há alguns discos aqui que eu já havia programado para postar, mas então vamos lá.
Alguém aqui lembra do Nekromantix? postei aqui faz algum tempo. Pois então se você lembra, pode ser que esteja lembrado do vocalista e baixista Kim Nekroman. Em 96, ele conheçeu Patricia Day (Capa), ela tocava numa banda que iria abrir o show do Nekromantix num festival na Alemanha, e aí conversa vai, conversa vêm, descobriram a paixão por esta música alternativa, e depois outra paixão, no caso, de um pelo outro, e se casaram nos anos seguinte.
Após esse encontro, eles resolveram formar uma banda, para poder experimentar a música com outros gêneros, incluindo o punk rock, com rockabilly, surf rock, bubble gum e até new wave. Com essa proposta, Kim ensinou Patricia a tocar contra-baixo, que ele mesmo fabricou pra ela, e Patricia, ensinou Kim a tocar guitarra, e recrutando um baterista amigo de Patricia Day, em forma de trio, em 96 nascia o HorrorPops, na Dinamarca, cidade Natal do casal.
Assim a banda foi indo, lançando demos, trocando formação, fazendo shows pela Europa, até que uma dessas demos foi parar nas mãos de Tim Armstrong (De novo?), do Rancid que é dono do selo especializado no estilo, Hellcat Records, que se interessou na banda, e em 2004 saía o primeiro disco da banda, chamado Hell Yeah!.
Com o lançamento do disco, o HorrorPops conseguiu atingir um grande público nos EUA, e já tinha até uma turnê preparada para fazer, porém a papelada, impediu eles de entrarem na terra do Tio Sam. Porém, o Offspring estava lançando seu disco Splinter, a maior porcaria que a banda ja fez, e iria fazer uma turnê pela Europa, adivinha quem que ficou o cargo de abrir os shows? Pois é, além dessas turnê, a banda ainda saiu com a banda de Lars Frederiksen, do Rancid, na turnê européia, e acabou o ano indo para os EUA para tocar em programas de TV e gravar um álbum novo, chamado Bring It On.
Quanto ao som da banda, é um Psychobilly diferente do "tradicional", pois não é normal escutar mulheres cantando esse estilo de música, mas que fica muito legal. O som macabro do contra-baixo misturado com os riffs rockabilly, ficam muito bons, quando juntam-se com os backvocals e a agressividade do punk, você nota que os HorrorPops são uma das bandas mais originais. Escuta "Miss Take" ou "Where They Wander" e comprove. Para baixar, basta clicar nessa maravilhosa capa.

sábado, abril 07, 2007

Alice Cooper - Brutal Planet


Alice Cooper é um cantor e compositor americano de extrema importância e influência na cena rock mundial. Alice é, possivelmente, mais conhecido por suas apresentações ao-vivo do que pela sua música em si, pois ele é o "pai" do horror show! Sabe aqueles shows de rock com encenações teatrais, sangue falso, pinturas faciais, cadáveres, humor e ironia? Idéia que foi muito utilizada também pelo Kiss na metade da década de 70 para cima e por outras bandas? Então, quem começou isso aí foi a tia Alice lá no finzinho da década de 60, mais precisamente no início dos anos 70. Pode ter certeza também que Rob Zombie e Marylin Manson são artistas muito influenciados pelo grande Alice Cooper.
Sua carreira foi cheia de altos e baixos, felizmente mais altos do que baixos, e o cara continua na ativa até hoje, tendo lançado esse Brutal Planet no ano 2000. No começo, a banda era mais adepta de um rock/hard rock bem empolgante e com alguns toques comerciais, mas sem soar apelativa ou manjada, e hoje em dia o som anda mais "moderno" e sensivelmente metalizado, mantendo a qualidade e originalidade indiscutível que Alice construiu ao longo das décadas.
Muitas coisas boas podem ser ditas sobre esse álbum, mas, a meu ver, o ápice aqui são as letras, dotadas de realismo (com o título de "Planeta Brutal" o que mais poderia ser?). São letras violentas, a maioria bem "na cara", relatando cenas tristes sobre o cotidiano, coisas que muitas vezes nos deixam chocados quando assistimos na Tv ou lemos no jornal. Às vezes, quando leio ou assisto isso, fico pensando: "Isso é desumano!". Leia a letra de "Pick Up The Bones" que você entenderá o que eu quero dizer. Na minha opinião isso é algo que deve ser feito, mostrar a todos a realidade do planeta, que cada vez piora. E se já não fosse o bastante tudo isso, o CD ficou com uma atmosfera bem variada, com algumas pegadas mais rock e outras mais sombrias, tudo isso soando com uma afinação bem metalizada, fazendo este ser um dos discos mais pesados da carreira de Alice Cooper.
Na primeira faixa, "Brutal Planet", você já confere umas passagens macabras de teclado acompanhadas do peso do baixo e da guitarra. O vocal de Alice é muito massa, além disso o cara faz uma interpretação excelente, e no meio dessa "brutalidade" há uma parte mais reflexiva com uma espécie de coro no fundo, simplesmente genial! "Sanctuary" é outro baita som, possui uma pegada mais hard rock, uma velocidade mais avançada e aquelas típicas linhas vocais do estilo. "Eat Some More", nossa, esse som tem um refrão muito marcante! O lance simplesmente ficou gravado na minha mente. "Pick Up The Bones", como foi dito ali em cima, possui uma letra totalmente desumana, e, infelizmente, existem casos disso, de pessoas que matam parentes e os deixam em pedaços ou ossos! Certa vez li sobre um cara que matou a avó e guardou os pedaços no freezer, essa música fez eu me lembrar disso. A intro com os vocais mais lentos e os solos de guitarra são pra arrepiar os cabelos do meu braço! Ah, quer saber? Chega de falar sobre esse grande CD! Baixa logo clicando aqui que tu não vais te arrepender.

sexta-feira, abril 06, 2007

Dio - Holy Diver


Como hoje é Sexta-feira Santa, nada mais justo do que trazer o Santo Dio para o nosso blog. Essa é a primeira aparição do cara aqui com a sua "carreira solo", mas ele já esteve aqui antes, pois, caso alguém não sabia, ele já cantou no Black Sabbath! Não só isso: O anão santo já cantou no Rainbow e em várias outras bandas.
Pra ser intimado a cantar nessas bandas o cara tem que ser bom, não acha? Bom, pra mim o Dio é o melhor vocalista de heavy metal, "apenas" isso! :D
Timbre de voz único, interpretações excelentes, carisma com o público e fãs em geral, carreira de respeito e postura 100% correta de vocalista, ou seja, livre de drogas e outras coisas que podem prejudicar a voz.
Galera, vocês sabem como o Ozzy está, né? Nem precisava dizer que as drogas consumiram mais da metade do cérebro dele e que o cigarro detonou sua voz. E o Ian Gillan? Pff, perdeu tudo de bom que tinha! Hoje é apenas um vocalista mediano, e por quê? Porque fumou, bebeu, fumou mais um pouco e bebeu até se desgastar completamente com os anos. Já o Dio, esse está inteiro até hoje! Cantando muito bem, segurando as coisas como antigamente e agora está em uma banda "nova", o Heaven And Hell. Sabe quem são os membros? Dio, Tony Iommi, Geezer Butler e Vinny Appice. Sim, é a mesma formação do Black Sabbath em algumas épocas, mas a banda chama-se Heaven And Hell.
Mudando de assunto, vamos voltar para o ano de 1983, ano no qual esse clássico do heavy/rock foi lançado. Dio saiu do Black Sabbath e decidiu montar uma nova banda juntamente com Vinny, porém com o nome "Dio" pode parecer que ele quis seguir carreira solo, mas não foi isso. Após algum tempo de procura, Vivian Campbell foi chamado para a guitarra e o ex-companheiro de Rainbow, Jimmy Bain, para o contra-baixo. Com a banda formada, foram para o estúdio e lá Dio gravou também os teclados. Bom, Holy Diver realmente é um trabalho muito bom, todas as músicas são boas e não tem nenhuma que seja meia-boca! Muitos fãs (como eu) consideram esse o melhor disco da banda, e não à toa, pois tem uma pegada muito louca, variando entre o heavy metal e o rock. Quando você escutar "Stand Up And Shout" e "Gypsy", vai sentir o clima rock! Quando escutar "Holy Diver", "Caught In The Middle" e "Don't Talk To Strangers" vai sentir o clima heavy. Além dessas excelentes músicas, você pode conferir também a clássica "Rainbow In The Dark", música mais conhecida do nosso querido Ronnie.
Muitas outras coisas poderiam ser ditas sobre esse brilhante álbum, essa brilhante banda e esse genial vocalista/compositor, mas se você baixar ou comprar o disco vai sentir algo que eu não consigo explicar aqui nem com mil palavras!
Download.

quinta-feira, abril 05, 2007

Samhaim - Initium

Garanto que todo mundo curta punk-rock, conheçe uma das bandas mais geniais e importantes para o gênero, o Misfits. Com um som rápido, letras macabras e um estilo Dark de ser, conquistaram fãs de todo o mundo, desde punks até headbangers, porém em 83, o vocalista original largou a banda e ali acabava o Misfits "de verdade". Glenn Danzig estava procurando algo a mais que o Misfits, e como ja tinha o Samhain como um projeto paralelo, virou seu trabalho principal e em 84 lançaram seu primeiro disco, chamado Initium, algo como "Começo" em português, mas que em latim fica bem mais macabro do que "Beginig".
Samhain (Pronunciado "Sow-Win" por Glenn nas músicas, mas chamado por "Sãm-Hane" pela simplicadade) é o nome da virada do ano Celta, que influenciou o atual Halloween, um dos temas prediletos de Danzig, pois foi o principal letrista do Misfits, e de suas outras bandas. No início o Samhain foi acusado de fazer um som igual do Misfits, porém um pouco mais lento e que Danzig não conseguiria se desprender do trabalho de sua banda anterior. E de fato, é mais ou menos isso que acontece com esse primeiro disco, é um som um pouco mais pesado e mais lento, agradando muitos fãs Hardline do Misfits, pois o trabalho que a banda fez após esse disco foi mudando radicalmente. É a estória que eu contei no post do primeiro disco do Danzig. Rick Rubin, aquele famoso produtor que dispensa comentários, descobriu o Samhain e resolveu contratar eles pro selo Def Jam, mas para isso mudaram o nome, de Samhain para Danzig e o som se tranformou naquele Heavy Hard Horror Punk, que eu particularmente, acho bem legal.
A produção do disco ficou por conta de Danzig mesmo, e como dito antes, não foi muito além da sonoridade do Misfits, então prepare-se, pois a qualidade é bem parecida com a do último disco Earth A.D. (Detalhe que duas músicas desse disco tinham sida escritas por Gleen para o Samhain, mas acabaram parando nesse disco: "Death Comes Ripping" e "Bloodfeast"). Além disso, Danzig faz os vocais (Lógico) e guitarra. O disco ainda contou com gravações do guitarrista Lyle Preslar, que tocava no Minor Threat e o baixista Al Pike, do Reagan Youth. Se ficou afim de conferir esse disco, clica na capa e faz o download.

Dying Fetus - War Of Attrition


Porra!!! Difícil não começar um post assim, levando em consideração que estamos apenas no quarto mês do ano e já tem muita banda quebrando tudo com lançamentos excelentes.
Dying Fetus lançou esse War Of Attrition, Aborted lançou o Slaughter & Apparatus - A Methodical Overture e o Immolation vai lançar o Shadows In The Light em Maio (todavia os mais apressados podem ir baixando-o aqui enquanto eu não tenho a capa para postar).
O Dying Fetus vem dos Estados Unidos, está na cena musical desde o começo dos anos 90 e sua música é a resultante da fusão de dois estilos com alguns subgêneros: Death metal e hardcore. Além dos toques mais tradicionais do death, há também a presença de riffs muito técnicos, lembrando o technical death metal. Existe também um peso crucial, lembrando o brutal death. Já na parte dos "cores", existem muitas letras de conteúdo 100% hardcore, e algumas até estão nesse CD, como "Raping The System" e a faixa título. Sobre o título e capa do álbum, considero muito hardcore também. Por que? Estados Unidos e guerra, compreende? É uma forma de protesto.
Várias passagens da bateria lembram muito o grindcore, principalmente quando o cara manda uns blast-beats por vários segundos, demonstrando toda a garra e competência que possui para tocar. Mas não pense que o Dying Fetus baseia-se apenas na velocidade, porque existem uns "breakdowns" muito loucos e algumas passagens nem tão rápidas e nem cadenciadas. O vocal alterna entre o gutural profundo e outro mais rasgado, e, em algumas partes, fizeram eu me lembrar do God Dethroned.
Sobre a produção, está como deve ser para o ano em que vivemos, ou seja, utilizando os recursos modernos para se beneficiar! Existe o peso e existe a sujeira, mas estão muito bem gravados e mixados, todos em volume bom e com uma tonalidade muito interessante. É isso que as bandas devem fazer, quem baixar aquele álbum do Immolation (que ainda não saiu, mas já está masterizado) vai pereceber que o único problema é a masterização, bem fraca. Já o Dying Fetus aqui e o Aborted me deixaram completamente satisfeito.
Então, meu caro leitor ou leitora, confira esse lançamento clicando aqui e pire no som dos caras!

quarta-feira, abril 04, 2007

P.O.D. - Payable On Death

Acho que todo mundo lembra lá por 2000, quando apareceu uma febre na mídia, chamada Nu-Metal, e no Brasil como New Metal. Linkin Park lançava o disco Hybrid Theory, Limp Bizkit mandava todo mundo se foder com o Chocolate Starfish And The Hotdog Flavored Water, O Papa Roach soltava o raivoso Infest e o P.O.D. no ano seguinte lançava o álbum Sattelite. Esses foram os principais lançamentos que infernizaram a vida de muita gente, mais ou menos o que acontece conosco em relação à tal modinha do emocore.
Então, já se passaram 7 anos depois do acontecimento e não se ouve falar mais quase nada sobre essas bandas, e foi nesse meio tempo que eu me interessei o P.O.D. Eu devia estar no primeiro ano quando comprei esse cd, ainda hoje não sei o por quê, só sei que não me arrependo nada de ter comprado, hum, muito pelo contrário, só agradeço. Este disco me acompanhou boa parte do segundo ano no colégio em viagens e tal, e mesmo sendo o tal malfalado Nu-Metal. Porém como todo mundo ficou com um preconceito das bandas não se deram o trabalho de escutá-las, e esse disco se mostra bem mais Rock/Metal do que Nu, propriamente dito. Perdeu aquele lançe do vocal rap, para umas melodias bem mais legais.
Mas o que mais me chama a atenção no P.O.D. é esse lançe da banda ser chamada de "Cristã" e todo o bafafá que rolo sobre isso. Lógico, isso não é uma banda de igreja, mas o nome sa banda (Payable On Death) surgiu da idéia do vocalista Sonny Sandoval, sobre como Jesus pagou pelos pecados da humanidade. O cara se converteu logo após a morte da mão, antes ele era mais um xicano californiano que fumava Marijuana o dia todo. Não estou querendo converter ninguém, só contando a história. O P.O.D. têm um lance legal que é o uso de elementos do Reggae tanto na musicalidade, quanto nas letras, que faz com muitas pessoas não entendam as letras, como pode alguém misturar Jesus com Zion e o Leão de Judá? Bom, sei lá, a música é deles.
Payable On Death é o quinto disco em estúdio da banda, foi lançado em 2003, e não ficou muito famoso, com exceção do single "Will You", que teve clipe veículado na MTv e a lado B "Sleeping Awake", que saiu na trilha do Matrix: Reloadead, com direito a clipe no estilo Matrix. Pra conferir o disco, clica na capa e faz o download.

Dinosaur Jr. - Beyond

Primeira novidade deste ano no blog, o oitavo cd do Dinosaur Jr., lançado no dia primeiro do mês passado. Após a informação de que a formação original tinha se juntado no ano passado para fazer alguns shows, muitos ficaram na esperança da gravação de um novo disco, e eis aqui, Beyond, para relembrar os bons tempos do Dino, que não tocava junto desde o disco Bug.
Pois bem, então J. Mascis resolveu chamar Lou Barlow de volta para o baixo e Murph para batera, pra lançar esse disco, que completava mais ou menos 10 anos sem lançar nenhum material novo, seguindo a tendência de bandas "ressucitadas", como os Smashing Pumpkins, Police, Stooges, Genesis e nossos conterrâneos dos Mutantes, de um jeito totalmente capenga.
O resultado? Bom, o resultado já era de se esperar, os caras já não são garotos, e dificilmente alguma banda com esse histórico, consegue lançar um disco excelente nessa fase da vida, não sei se todo mundo concorda, mas eu pelo menos, acho que deve ser uma explicação. Porém há músicas que são muito boas, como é o caso da música de abertura "Almost Ready", bem animada e que começa com Mascis já metendo um solo, avisando que esse disco será mais um cheio de solos loucos e sem fim. "Crumble" a segunda música, já mais melancólica, me lembra a época do Green Mind, com ritmo leve e voz arrastada. Outra música legal é "Pick Me Up", que nem parece ser Dinosaur Jr., parece um metal em uma versão rock alternativo, bem interessante. "Been There All The Time" já lembra um pouco a época do You're Living All Over Me, com refrão bom e lotado de loucuras guitarrísticas. As outras músicas não passam muito mais de meia boca, mas que valem uma escutadinha.
É como aquela música do Sílvio, "A Pipa do Vovô não sobe mais, apesar de fazer muita força, o vovô foi passado pra trás", mas você que é fã vale a pena dar uma escutada, e pra escutar basta clicar na capa.

Cattle Decapitation - Karma.Bloody.Karma


Se Humanure foi um álbum bom, mas a gravação deixou a desejar e a banda ainda tinha algo a evoluir, aqui nesse Karma.Bloody.Karma, de 2006, os caras se superaram! É um álbum muito mais violento, muito mais intenso, muito mais trabalhado, muito mais surpreendente e a gravação ficou excelente! Realmente dá gosto de escutar um trabalho assim. Se você fica decepcionado com as bandas que lançam um álbum bom e no seguinte não conseguem manter a linha ou evoluir, com certeza você vai ficar (como eu fiquei) muito contente com o Cattle Decapitation, que com certeza está quebrando tudo!
Cara, eu estou escutando esse álbum todos os dias, fazem já umas duas semanas, porque ele é viciante! É um brutal death metal com várias passagens de technical e outras de goregrind, algumas outras, surpreendentemente, possuem uns toques de cadência e quando você acha que tudo vai parar de vez, BAAAAMMMM!!! Os caras voltam mais insanos com uma rifferama de guitarra muito desgraçada, esquizofrênica (?!), trabalhada e rápida demais, contra-baixo gravezão seguindo as guitarras e a bateria extremamente viva! Como eu disse antes, em Humanure a gravação deixou um pouco a desejar, principalmente pela bateria soar abafada. Problema corrigido, galera! Aqui a bateria tá muito bem gravada. Os 2 bumbos ficaram bem gravezões, pra quem não curte aqueles bumbos mais agudos, isso aqui tá um prato cheio. Ah, e lembram daqueles vocais totalmente desumanos? Parece que ganharam algo a mais com esse tipo de gravação. A junção de vozes ainda existe, entretanto em níveis mais equilibrados. Outra coisa, as músicas são totalmente imprevisíveis à primeira audição. Isso é uma das coisas que eu mais curto em um CD, pois é algo totalmente inesperado.
Destaques? Porra, difícil destacar uma música, o CD inteiro está de nível com as composições totalmente destruidoras, por isso eu só vou dizer qual não é destaque: A última faixa, "Of Human Pride & Flatulence", pois é mais um lance que nem é uma música tocada, são umas vozes insanas com um barulho de fundo. :P
Pra finalizar, repito: Um dos trabalhos mais surpreendentes que eu ouvi nos últimos tempos! Download.

terça-feira, abril 03, 2007

Iron Maiden - The Soundhouse Tapes


A carreira do Iron Maiden, no seu início, foi algo espetacular. Não foram muitas as bandas que começaram a carreira como esses caras, explodindo, literalmente, e juntando fãs por todos os continentes do mundo. Bom, talvez na África eles ainda sejam meio desconhecidos, mas a explosão na Europa e na América do Norte foi algo muito, muito forte, e até hoje os caras conquistam vários fãs pelo mundo, tendo aqui, na América do Sul, uma grande legião deles! Para ser mais preciso, dá para dizer que o Brasil é um dos países que mais ostenta fãs do Maiden pela Terra.
O que muita gente não sabe é que Maiden não é só Bruce Dickinson. Apesar de Paul Di'Anno ter gravado essa espécia de "demo", 2 álbuns de estúdio (Iron Maiden e Killers), vários singles e 1 ao-vivo (Maiden Japan), muita gente sequer ouviu falar seu nome. Talvez vocês já tenham percebido que a minha fase preferida é essa, com ele nos vocais. Realmente é, após escutar Iron Maiden por 5 anos eu concluí que Maiden com Di'Anno me agrada muito mais que qualquer disco ou CD gravado com Bruce Dickinson ou Blaze Bayley. Se Paul não tivesse feito essas gravações, Bruce nunca seria vocalista do Maiden, continuaria em sua ex-banda chamada Samsom e o Maiden dificilmente teria algum futuro.
Lançada em 1979, The Soundhouse Tapes é uma espécie de demo. Foram fitas que a banda gravou e que acabaram vendendo tanto que decidiram transformar em material oficial. São apenas 3 músicas, "Prowler", "Iron Maiden" e "Invasion", gravadas de maneira bem crua e sem muito truque de estúdio. De bônus, dedicada especialmente a vocês, nossos leitores, incluí a demo de "Strange World". Não conhece? Baixe logo então o álbum Iron Maiden, pois ela é a música mais linda que eles já fizeram, e com certeza é uma das músicas mais lindas que já foram feitas nesse planeta.
Então é isso, tentarei postar os outros trabalhos do Maiden com o Paul, pois com certeza vale a pena escutar. Enquanto isso, sinta-se livre para baixar The Soundhouse Tapes clicando aqui.

Death - Scream Bloody Gore

Já que fazer Death Metal não é para qualquer um, nada mais justo que postar um dos clássicos absolutos deste estilo, o primeiro disco do Death, banda que foi um dos grandes nomes da música pesada durantes as últimas duas décadas, e junto como Possessed e o Morbid Angel, moldaram o estilo, que nos dias de hoje, há uma quantidade enorme de seguidores, dentro de suas variações, como o recém postado Nile, num Death temático, ou no outro extremo que é o Krisiun, num Death Metal Extremo e Brutal.
Esse disco é o primeiro disco da banda, que foi formada em 83, na Florida, e que só lançou o primeiro disco em 87, chamado Scream Bloody Gore. Se você está acostumado a escutar Death Metal cheio de blast beats, e instrumentos na velocidade da luz, este disco mostra algo um pouco diferente, com uma sonoridade, que muitas vezes lembra o Hardcore, com letras do mal, e riffs cabreiros. Eu e o Julio estavamos comentando, esse disco sôa muito Punk mesmo, bem crú, e foi um dos motivos para muitos Headbangers virarem a cara pra banda. Porém o destino reservou coisa melhor, e o disco foi extremamente importante para o gênero e hoje é considerado um clássico absoluto, mas mesmo assim, há Headbanger que não gostam, não é Julio?
Bom, a gravação e a mixagem não é das melhores, pois em 87, não havia muitas pessoas capazes para poder fazer uma ótima produção, e boa parte foi feito por Chuck Schuldiner, idealizador da banda, guitarrista, vocalista, líder, ícone e único membro da banda original a ir até o final. Batera rápida, "tum pá tum pá tum pá" com alguma variações e viradas muito bem sacadas, guitarras sujas e agressivas que fazem riffs espetaculares, baixo marcante e a voz "proto-gutural" de Chuck.
Clica nessa capa macabra e faz o download.

Nile - Annihilation Of The Wicked


Meu amigo, fazer death metal não é para qualquer um! E fazer um death metal soar épico, então? São poucas as bandas que conseguem. O Nile é uma dessas que conseguem fazer isso, um death metal bem técnico e com toques totalmente épicos, influenciados por música oriental e com temática totalmente voltada ao antigo Egito, Mesopotâmia e outros países. É algo simplesmente fantástico! O Behemoth é outra banda que faz algo parecido, mas o Nile, creio eu, consegue ir mais adiante com algumas passagens totalmente desumanas. Se eu acreditasse em reencarnação, diria que os espíritos dos faraós reencarnaram no corpo de Karl Sanders, o guitarrista, vocalista e compositor principal da banda. Poderia ir mais adiante, pois todos os outros membros são excelentes músicos, dotados de muito feeling, técnica e criatividade. Será difícil você encontrar uma banda que consiga manter um equilíbrio entre técnica e o feeling como essa aqui. Como eu já falei antes, as letras são baseadas nas interpretações que Karl Sanders faz dos papiros, inscrições em pirâmides, esculturas, hieróglifos e pinturas das tumbas. A maioria narra batalhas, cerimônias religiosas e rituais. Tá vendo, galera, além de um som muito interessante e surpreendente, o Nile surpreende mais ainda com as suas letras, algo totalmente cultural e histórico.
A banda foi formada em 1993, com um line-up bem diferente do atual, e apenas Karl Sanders é membro original. Com o passar dos anos foi lançando material, o primeiro veio em 1995, um ep intitulado Festivals Of Atonement, e o primeiro full-lenght veio em 1998, intitulado de Amongst The Catacombs Of Nephren-Ka. A partir daí o amadurecimento musical foi algo constante, e nesse Annihilation Of The Wicked, de 2005, eu diria que a perfeição foi quase alcançada. Por que não foi? Porque ela não existe, apenas por isso.
Os destaques maiores ficam para "User-Maat-Re", com quase 9 minutos de duração, uma intro de arrepiar e diversos outros elementos. "Dusk Falls Upon the Temple of the Serpent on the Mount of Sunrise", uma instrumental muito boa, totalmente oriental. A faixa título também destrói tudo e "Cast Down The Heretic" é outro som que me prendeu demais. Claro que o CD inteiro é excelente, e a gravação impecável! Confira tudo isso e muito mais clicando aqui.

segunda-feira, abril 02, 2007

Peeping Tom - Pepping Tom

Já que o nome Mike Patton foi mencionado no post do Dillinger Escape Plan, o Julio falou em milhares bandas, e lembrei entre tantas, tem um projeto dele que eu acho primoroso, e que até então não fazia parte aqui do blog. Peeping Tom é um projeto aldacioso de Mike Patton, investindo no mundo da música pop, mas claro, no jeito Patton de fazer música "Pop".
Esse disco foi lançado em Maio do ano passado, mas havia vazaso um tempo antes do lançamento, e foi nessa época que eu descobri esse maravilhoso disco, pelo que eu lembro, foi logo após a época de trabalho/semana-praia/fim de semana. Peeping Tom me acompanhou por um bom tempo, tocando toda hora no MP3 player sem parar, então, toda vez que eu escuto as músicas, sinto essa nostalgia, mesmo que não de muito tempo, mas dá esse gostinho bom de se relembrar de coisas legais que eu fazia enquanto curtia o som deles.
Eu li uma vez uma frase do Patton falando sobre o cd, que era mais ou menos assim: "Eu não escuto rádio, mas se eu ouvisse, ela seria assim", falando do seu disco. "Essa é minha versão para a música pop, é um exercício para mim, pegando todas essas coisas que aprendi durante a vida e botar elas de uma formato pop". E surpreendão-se, o disco ficou muito bom, com músicas dos variados estilos, como trip hop, hip hop, rock alternativo, eletrônica, música soul e até bossa nova.
Tantos estilos diferente, ele precisava de uma ajudinha, e contou com vários Artistas convidados para doar sua voz para o projeto, mais ou menos, como Dave Grohl fez com o Probot, fazendo músicas já pensando no estilo de música. Como um trip hop chamado de "Kill The DJ", como Massive Attack, a bossa nova "Caipirinha" com a brasileira Bebel Gilberto, o hip hop "Getaway" com o rapper Kool Keith, a estranha e maravilhosa "We're Not Alone" com o Dub Trio e a mais
surpreendente "Sucker", com a voz de Norah Jones.
Mais um ótimo trabalho de Patton, que atualmente deve estar gravando mais um disco para o Tomahawk, com data prevista para este ano. Para conferir Peeping Tom, clica na capa.

The Dillinger Escape Plan - Calculating Infinity


Banda americana muito louca, muito boa, muito original e que toca um estilo meio desconhecido, mas que começa a ganhar popularidade nos dias atuais: Mathmetal/Math core.
O mathmetal/math core é um estilo no qual as músicas não possuem uma estrutura definida, muito menos um ritmo. Diversos estilos compõem as músicas, tais como o metal progressivo, o jazz, o blues e o "chaoscore" (ritmo caoticante). As músicas podem variar de meros 30 segundos a até mais de 10 minutos, sempre com riffs extremamente técnicos, seja de contra-baixo ou guitarras, bateria cheia de batidas alternadas, algumas vezes tocando até blast beats, vocal gritado, rouco, sofrido e, algumas vezes, não muito entendível. Pouca coisa é repetida, refrãos são praticamente inexistentes e as mudanças de clima são totalmente imprevisíveis.
Com essa explicação básica (acreditem, existem muitas outras coisas dentro do estilo) já dá para vocês terem uma noção sobre o que o Dillinger Escape Plan toca, certo?
Lançado em 1999, Calculating Infinity é um trabalho para ser escutado com atenção redobrada. Todas as músicas, sem excessão, possuem um trabalho digno de nota! Todas apresentam arranjos muito bem pensados, mudanças de clima que conseguem desviar o som bruscamente para o outro lado, mas sem deixá-lo ruim, riffs técnicos demais, alguns na velocidade da luz e muita, mas muita caoticagem mesmo! E não pense que é caoticagem gratuíta, do tipo de ficar martelando a mesma nota na sua cabeça 10 vezes por segundo, pois não é por aí. É uma caoticagem muito bem feita, geralmente resultando da diferença entre o modo como cada instrumento é tocado.
A banda é muito conhecida também pelas suas apresentações ao-vivo, geralmente mais técnicas do que em estúdio e pela violência que rola por parte da galera. Quando Calculating Infinity foi lançado, recebeu críticas positivas por todos os lados, tanto do underground quanto da mídia maisntream, e o principal: Chamou a atenção de Mike Patton, figura que bate cartão aqui no blog devido às suas trocentas bandas e importância na cena musical. Patton convidou o Dillinger para excursionar com a sua banda Mr. Bungle, e, a partir daí, a banda realizou shows pelos Estados Unidos e começou a ganhar seu merecido reconhecimento. A parceria com Patton não parou por aí, e a banda lançou material com a participação de Patton nos vocais e samplers. Nem preciso dizer que me sinto na obrigação de postar para vocês, né? Fiquem de olho, em breve será postado.
Quanto ao nome da banda, foi inspirado no grande ladrão de bancos "John Dillinger". Agora faz sentido, não? "O plano de fuga de Dillinger".
Baixe Calculating Infinity clicando aqui e aprecie um puta trabalho!

Reverend Horton Heat - Smoke 'Em If You Got 'Em

Começando as atividades logo cedo, to aqui para atender mais alguns pedidos, desta vez trata-se do Reverendo Horton Heat. Nunca tinha ouvido falar de tal pessoa, então começei ir atrás através do last.fm, e olhando nos "Similar Artists", vi algumas bandas como Cramps, Tiger Army e Nekromantix e então olhando nas tags, pudi confirmar que era mais um artista do Psychobilly.
O Psychobilly não é um gênero muito explorado aqui no blog, tendo uma única aparição no post dos Nekromantix, e lá eu explico mais ou menos o que é o estilo, que é um Rockabilly do mal, com influência direta dos Misfits e desses lances mais Dark.
Esse foi o primeiro disco que eu achei para baixar para conheçer e poder disponibilizar e teve algo que me chamou a atenção, o selo que a banda gravava era a Sub Pop. Se você não conheçe, é uma gravadora indie, que lançou artistas como Nirvana, Soundgarden e Mudhoney, e hoje em dia, tira coisas como The Shins e CSS (Cansei de Ser Sexy), nosso "orgulho" de banda nacional, My God. Achei isso estranho, pois a maioria dos artistas de Psychobilly e afins, gravam em selos especializados, como a Hellcat, do Tim Armstrong do Rancid, que solta discos do Nekromantix, do Tiger Artmy e do Horrorpops.
A diferença é que o Reverendo, foi uma das primeiras bandas do gênero, nasceu em 85, nos Estados Unidos. A banda foi fundada pelo cantor e guitarrista que leva o nome da banda, Jim "Reverend" Heat, e por mais um baterista e um baixista, daqueles que usam contra-baixo, típico de Psycho e Rockabilly. Em 89 entrou o baixista Jimbo Wallace, que toca até hoje junto com o Reverendo, e no ano seguinte, lançam este disco, que foi o primeiro da banda, lançado pela Sub Pop. Smoke 'Em If You Got 'Em me surpreendeu muito, pois as músicas variam muito entre o country, o blues, o rockabilly e o punch punk da banda. A loucura já começa na primeira faixa "Bullet", que é um instrumental que ilustra muito bem o som Psychobilly locão, com uma grande quantia de rifferama malígna, batera batida rockabilly numa velocidade mais rápida, e aquele som cadavérico que faz um contra-baixo. E aí não para mais, na sequência rola "I'm Mad" e "Bad Reputation", dois ótimos sons. Outro destaque fica por conta do country-rock de "Big Dwarf Rodeo", faz você se sentir em um barzinho americano, jogando sinuca e metendo uma ceva, e vendo aquelas vadias rebolando, êita! E o cd ainda fecha com um Rock'N'Blues chamado "Love Whip", de tirar o chapéu! Então, ta esperando o que? baixa logo clicando na capa.

domingo, abril 01, 2007

Rolling Stones - Sticky Fingers


Se há uma questão que muita gente considera complicada e eu considero simples de responder, é aquela clássica: "Quem é melhor: Beatles ou Stones?". Stones, minha gente. É meio errado comparar, pois no som não há muita semelhança, mas a importância das duas bandas para a música nos anos 60 foi gigante! Bem, isso é fato mesmo, as duas foram importantes, todavia creio que os Stones influenciaram muito mais as outras bandas que apareceriam na seqüência. Enquanto os Beatles cantavam sobre paz e amor, os Stones estavam cantando sobre a violência e coisas do gênero, mais precisamente sobre a REALIDADE e não sobre uma UTOPIA de todas as pessoas vivendo em harmonia e amor. Seria bom se fosse como os Beatles e o John Lennon cantavam, né? Mas é algo que, a meu ver, é bem utópico. Já os Stones estavam protestando! Claro que não há como comparar com o protesto de um hardcore anos 80, mas, se esses caras fizeram algo nos anos 80, foi porque tudo começou no final dos 60 e durante os 70 com os Stones e outras bandas.
Saindo fora dessa questão, vou falar para vocês sobre esse excelente Sticky Fingers, disco que eu considero um dos melhores deles, se não o melhor. Foi lançado em 1971 num período em que a banda estava muito inspirada, e isso você confere principalmente no trabalho de guitarra de Keith Richards. Aqui vocês têm a oportunidade de escutar vários clássicos da banda, músicas que são executadas nos shows até hoje, tais como a animadora "Brown Sugar", a balada "Wild Horses", a chapante "Sister Morphine" e muito mais. Gosto muito também da música "Sway", que não é animada mas também não é balada. Keith Richards faz solos muito marcantes e a voz de Mick é única! Não só isso, Mick é um exemplo não só de vocalista e compositor, mas sim de artista em geral, basta ver suas performances ao-vivo que sempre são pra lá de agitadas, resistindo às décadas que se passaram desde quando ele era apenas um muleque novato no programa do Ed Sullivan! "Can't Your Hear Me Knocking" é outra música excelente deste CD. O destaque maior nela é uma parte mais "experimental" com percussão, bastante solo de guitarra, saxofone e teclados. "You Gotta Move" é um som bem country/blues, com a gravação de um Mick Jagger totalmente chapado, sem sombra de dúvidas! Keith toca violão e sola bem na manha, totalmente influenciado por gente como Chuck Berry, que, segundo o próprio Keith, é quem ele sempre sonhou em ser. "Bitch" é outro som bom demais, com os riffs marcantes de Keith e o estilo de bateria bem único de Charlie Watts! Não sei como explicar, o cara tem um estilo único de tocar. Não é nada impossível de fazer, mas é bem original e me agrada. Há também a presença dos saxofones nesse som, que casaram perfeitamente com as guitarras.
Então, caros leitores, baixem esse clássico aqui e vejam como a boa música NUNCA envelhecerá! :D