quarta-feira, março 19, 2008

Rise Against - Revolution Per Minute


Pensa para você, o que é ter fama? O que é ser conhecido? Para alguns, ter fama é nadar em piscinas de champagne, limpar o rabo com notas de dólares e tudo mais. Ser conhecido para alguns, é consequência de trabalho sério e uma oportunidade de poder passar suas idéias, onde se encaixa o Rise Against. (Claro que existe aqueles outros que fazem de tudo para evitar a tal "fama")
 Esse papo furado de introdução deve-se ao curto tempo em que uma banda se formou e conheceu alcançar um patamar invejável. Se alguém lembra, o Rise Against já deu as caras por aqui, com o seu primeiro disco em uma gravadora major, o Siren Song Of The Counter Culture, ótimo álbum, que deixou a banda mais conceituada ainda - e o principal fator que espanto todos, é que a banda foi formada apenas 1999.
 Agora vamos a algumas considerações, pois a banda não foi formada por novatos e sim músicos que já tinham experiência, que se juntaram após o fim de uma banda importante do cenário de Chicago, o 88 Fingers Louie e outro menos importante, chamada Baxter, que deu origem para o The Lawrence Arms.
  Tendo mais claro as "origens" do grupo, vamos ao ponto em que a banda começou sua decolada, a sua obra chamada Revolutions Per Minute. Lançado de forma independente, pelo selo Fat Wreck Chords, de propriedade de Fat Mike, da banda NOFX, é um grande mix entre canções sócio-políticas e relacionamentos, com toda aquela mensagem positivista do hardcore. Produzido por Bill Stevenson (ex-Black Flag e Descendents e produtor de mão cheia), é um disco furioso, com aquela velocidade do Hardcore Punk e a melodia do Hardcore Melódico, uma forma meio batida, mas que sôa de maneira original, nos riffs cabulosos, no baixo distorcido, batera fuderosa e os vocais inconfundíveis de Tim Mcllrath.
  Até hoje, esse disco, permanece em minha opinião, como o trabalho mais fino do grupo, forrado de músicas cacete, como a primeira "Black Masks And Gasoline", uma aula de como se fazer música empolgante. Também temos "Dead Ringer", "Broken English", "Torches"  e os singles "Like The Angel" e "Heaven Knows". O único ponto fraco, é o cover escroto de Journey, em "Anyway You Want".
  Após todo o boom gerado por esse disquinho, ele passaram para uma major, que foi dito logo de cara, mas a intenção da banda, não é a de ser a opção 1 dos famosos, e sim, de passar sua mensagem para o maior número de pessoas, mesmo que sua músicas tenha que mudar de alguma forma, mas sempre se mantendo fiel as ideologias; veganismo, filosofia política e problemas de meio ambiente.
 Como já foi dito, "é modernizar a mensagem que já foi passada por bandas como Minor Threat", porém numa musicalidade diferenciada, mas talvez com a mesma energia. Para mim, um dos melhores discos no estilo. Download.

3 comentários:

Mute disse...

bom album mas pra mim o melhor mesmo dele é o The Sufferer & The Witness
mas esse é muito bom tambem

Lord Acton disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lord Acton disse...

Por gentileza, renova esse link man!

vlw!