sexta-feira, julho 18, 2008

Anthrax - Sound Of White Noise

O Anthrax é uma das pricipais bandas de thrash metal da história. Surgiu no início dos anos 80, e até hoje é considerada uma das referências no estilo. É também uma das minhas bandas favoritas (tá bom, vai... a minha favorita). Esse é o primeiro álbum do Anthrax com John Bush nos vocais, que entrou com a responsabilidade de substituir o vocalista Joey Belladonna. John era vocalista da banda Armored Saint, que apesar da qualidade, nunca alcançou o sucesso merecido. A principal impressão que se tem nesse cd é justamente a de que o Anthrax mudou. Mudou para algo maior, com uma visão mais ampla. A impressão é que eles se cansaram de fazer thrash metal tradicional (se bem que quem grava "I'm The Man", ou uma música com o Public Enemy nunca foi lá tão tradicional assim) e agora, aproveitando que têm um estilo vocal diferente para explorarem, querem experimentar um som mais arrojado. E apesar dessa tentativa de mostrarem que eles são mais que thrashers, as palhetadas thrash das guitarras ainda se fazem presentes durante todo o álbum, que alem do thrash, traz influências fortes de grunge, e um som característico do Pantera. É um amadurecimento da banda, que mostra novas empreitadas, sem perder a energia, que eles SEMPRE demonstraram, durante toda a carreira. A música "Only", certa vez foi citada por James Hetfield (o próprio, do Metallica) como uma "música perfeita" (tenho que concordar). Já em "Packaged Rebellion", percebe-se como a voz de John Bush é boa. Ele nunca vai soar melhor que o Belladonna em "Now It's Dark", por exemplo. São vocalistas diferentes, e comparar é muito complicado. Só posso dizer que o Bush não fez nada feio quando regravou músicas da fase pré-Bush da banda no The Greater Of Two Evils. Várias músicas, na minha opnião, ficaram inclusive melhores na voz dele. Como eu disse, é uma banda que mudou. Mudou e ampliou a base de influências no seu som. Isso com certeza fez muitos fãs antigos torcerem o nariz, mas também trouxe fãs novos. Voltando às músicas, destaque também para a introdução de "1000 Points of Hate" e para "Black Lodge", que tem a participação indispensável de Angelo Badalamenti, compositor da trilha sonora do filme Twin Peaks, dando um clima totalmente particular à música, diferente do resto do álbum. Download.

quinta-feira, julho 17, 2008

Botch - We Are The Romans


Se até um tempo atrás, ninguém sabia o que se tratava o termo "Mathmetal", hoje em dia é até "comun" o seu uso, tendo em vista que o nosso blog usa, seguidamente. Pois bem, o Botch é uma banda classificada dessa maneira, mas surgiu muito antes de alguém pensar em Math - Core ou Metal.
Vindos da costa Oeste dos Estados Unidos (Tacoma, Washington), formaram a banda alí pelo início dos anos 90, tentando fugir da música que predominava o local, e até conseguir lançar o primeiro disco, foi longe. Pra conseguir lançar um disco decentemente, tiveram que ir até a outra costa, em Boston, onde lançaram o segundo disco, American Nervoso, pelo selo de Aaron Turner, Hydra Head (na época, um selo recém nascido, mas que tinha interesse em artistas desse "gênero"). Isso em 98 já.
Foi um cd bom, mostrando a técnica, dentro das quebras de ritmo e a intesidade hardcore, fazendo muito barulho, na época, Noisecore. Não desmerecendo aquele disco, mas em comparação com We Are The Romans, não faz nem cócegas. Nessa época, já existiam outras bandas do gênero, até mais antigas, como o Converge, e outras de mesma idade, Coalesce e Cave In, mas nenhuma delas conseguiu fazer um disco com tanta maestria como este terceiro do Botch, verdadeiramente, uma jóia, escondida nas profundezas do underground da música pesada.
We Are The Romans é uma amostra do que seria desta data pra frente, o Hardcore Metálico (Metalcore?), dos andamentos quebrados e complexos, guitarras desenfreadas e baixos graves e distorcidos, aliados a uma bateria raivosa e barulhenta, e um vocal gritadaço, caos total, o que hoje parece até algo comum, 10 anos atrás não era bem assim.
Por não ter medo em inovar e experimentar, o Botch virou uma daquelas bandas com status de cult, dentro da música pesada, por todo o impacto que teve. Ainda no mesmo ano, o Dillinger Escape Plan também lançava Calculating Infinity, e definiam o que seria o Mathcore (porém o DEP fazia isso bem mais rápido). Quem conseguiu escutar esses discos na época do seu lançamento teve sua vida mudada, e isso não é mentira.
Por alguma razão que eu não sei, eles acabaram em 2002, e formaram algumas bandas como o Minus The Bear, que eu gosto muito e não tem nada a ver com o Botch e o These Arms Are Snakes, Post-Hardcore mais próximo do Botch. Destaques nesse disco é quase impossível, mas quero ver tu não ficar com vontade de pegar teu monitor e tocar pela janela do quinto andar, quando escutar "C. Thomas Howell As The "Soul Man"" ou primeiros acordes de "To Our Friends In The Great White North", no volume médio, pois no volume máximo, não há ser humano que agüente. Download obrigatório.

quarta-feira, julho 16, 2008

Exit - Sleep


Existem muitas bandas e artistas com esse nome, infelizmente. No meio de todos e todas, inúmeras bandas cristãs, de rock ou de algum outro estilo. Como nesse caso o Exit é um projeto de ambient, imagine a dificuldade para encontrar informação. Porém, há um felizmente. Curto, mas existe. Esse artista faz parte do selo Dark Winter (falarei sobre ele mais detalhadamente num post já programado), o qual disponibiliza os CD's dos artistas para download, juntamente com algumas informações.
Sleep foi criado em 1997. No mesmo ano, foi incluído em uma compilação de um selo que reunia diversos artistas parecidos. Diz-se que, feito isso, as fitas originais foram perdidas e encontradas apenas em 2003, ano no qual foram finalizadas (em termos de composição). Eis que o selo Dark Winter decidiu relançar o material. O responsável pela criação das músicas e da capa é Ben Londa. Apesar de possuir apenas duas músicas em aproximadamente 18 minutos, o CD é lindo, ótimo para relaxar, surreal e diversos outros adjetivos. Ultimamente, tenho escutado quando estou com insônia, pois é tão agradável, mas tão agradável, que faz dormir. Não à toa o título é "durma" ou "dormir".
Prefiria nem falar a respeito do mesmo, apenas colocá-lo para download, mas não é a nossa política. Baixe e escute com atenção, de prefêrencia a segunda música, chamada de "parte 2", pois essa é um grande exemplo de como fazer música ambient bem versátil e trabalhada.

terça-feira, julho 15, 2008

The Rotted - Get Dead Or Die Trying


O Gorerotted foi uma boa banda de death metal, mas, como já aconteceu com tantas outras, foi se desgastando com o tempo e teve membros trocados. Hoje em dia chegou a um ponto em que com tantas mudanças seria difícil e anti-ético não mudar o nome, portanto, The Rotted passa a ser o novo Gorerotted.
Os ingleses não quiseram saber de muito papo e já foram lançando Get Dead Or Die Tryng - um ótimo álbum para estrear. Logo na primeira faixa, a ótima "Nothin But A Nosebleed", já dá para perceber a alma do álbum, que é death rápido e um tanto quanto técnico sem extrapolar. Mas não pense que ele se restrinja a isso, pois "A Brief Moment Of Regret" é uma instrumental linda e limpa (destoa muito de qualquer estilo de metal) e o CD ainda fecha com a cover "28 days Later", arrastada e melancólica. Apesar da boa intenção de não fazer o trabalho reto, as melhores músicas são as porradas, como a faixa-título (essa é um bom exemplo de como fazer algo virtuoso e empolgante), "Fear And Loathing In Old London Town" (rápida pra cacete e ainda mostra certa influência punk da terra natal dos caras).
É um ótimo álbum, independente do ponto de vista analisado. O único fato que deixa a desejar um mínimo é a produção, pouco pesada em várias partes, ocultando um pouco o contra-baixo, mas nada que decepcione completamente. Baseado nos últimos trabalhos do Gorerotted e nesse, dá para dizer que eles ainda têm muita coisa boa para lançar! Download.

segunda-feira, julho 14, 2008

Metallica - ...And Justice For All


É com grande sentimento de honra que, na minha estréia aqui no fukt, estou resenhando esse álbum. Um dos melhores cds de thrash metal da história, se me permitem afirmar. Riffs matadores. Thrash como deveria ser: cru, rápido, na sua cara. Distorção ensurdecedora e a bateria incessante de Lars, que NUNCA esteve tão presente em nenhum cd do Metallica, como nesse. Com certeza, um dos melhores cds que já ouvi na minha vida. Com músicas relativamente longas (a mais curta tem 5 minutos e 12 segundos), algumas acabam sendo um tanto quanto repetitivas, mas nem isso diminúi a energia e o brilho das mesmas. Destaque óbvio para a música "One" (clássico-mor do álbum, contém alguns dos solos de guitarra mais lindos - e difíceis - da história da música), e destaques nem tão óbvios, porém merecidos: "Blackened", a própria "...And Justice For All"," The Shortest Straw", "Dyers Eve" (uma das músicas mais rápidas que o Metallica já gravou) e a belíssima instrumental "To Live Is To Die", última composição do falecido Cliff Burton junto ao Metallica. Enfim, o AJFA é o álbum mais agressivo que o Metallica já fez, e também o mais "progressivo", instrumentalmente. As músicas viajam por solos e riffs diferentes. Muitas músicas poderiam facilmente ser de um cd do Coroner, banda de thrash metal conhecida por ter influências progressivas. Este é o primeiro álbum de Jason Newsted substituindo Cliff, porém quase não ouvimos o baixo nas gravações, que foi sacrificado nas mixagens. Hoje, graças ao jogo Rock Band, um cara conseguiu isolar as faixas da mixagem original do baixo, e deu um volume decente às mesmas. Ouça aqui a faixa-título do álbum, com o baixo num volume mais alto, como exemplo. Para baixar o cd, da forma como foi gravado, Download.

Mudhoney - The Lucky Ones


Se alguém ainda considera Grunge um variável dentro do rock alternativo, o Mudhoney pode ser o único sobrevivente desta época, e francamente, não é nenhum motivo de orgulho.
Desde o lançamento do Superfuzz Bigmuff, já se vão 20 anos, e ao invés da SubPop apenas fazer uma edição especial, resolveram ajudar Mark Arm e cia para fazer um trabalinho novo, e por mais estranho que pareça, não ficou ruim.
Tá, claro que não é nenhum Every Good Boy Deserves Fudge, ou My Brother The Cow, mas até hoje, é o mais rápido (estranho, vão ficando velho e começam a tocar rápido). Rápido, isso mesmo, até a gravação foi dessa maneira, em menos de uma semana, já tinha feito toda a parte "grossa" do trabalho, e a produção ficou a cargo de um rapaz meio desconhecido, Tucker Martine, "o cara que fez o som de abertura do Windows Vista".
A velha fórmula do rock garageiro foi resgatada, certas vezes até lembra o velho Stooges. Com algumas canções inspiradas, e outras nem tanto, Mark Arm ainda consegue usar a voz pra fazer aquele jogo de músicas bêbadas/deprimidas e gritado/angústiado, enquanto Turner, Peters e o "novo baixista", Guy Maddison, dão conta do clima sessentista, com muita distorção, coisa de quem sabe.
Se foram eles que criaram esse bicho, chamado Grunge, é só eles mesmo que podem continuar a alimentar ele. Um cd legal, que pode passar batido, pois ninguém vai dar muita bola e muito menos, conseguir fãs novos, quem gosta da banda, vai gostar do disco, simples. Download.

George Thorogood and The Destroyers - Bad To The Bone


George Thorogood é aquele tipo de músico que todos (pelo menos os que nos visitam) já ouviram, porém poucos sabem quem é. Tudo porque quando uma banda ou artista lança um álbum ou música que venha a se tornar um hit mundial, muitos acabam por ouvir sem saber quem é. Mesmo no mundo de hoje, recheado de informações pela internet e Televisão, as pessoas acabam por ficarem desinformadas em algum caso. Pode parecer tudo encheção de lingüiça, mas a verdade é que isso possui profunda ligação com o Thorogood e os Destroyers. Mesmo com mais de 30 anos de carreira, a banda continua no underground para muitos, apesar de seu super-ultra-mega-hit "Bad To The Bone", e de seu quinto álbum também com esse nome.
O álbum em questão é de 1982, e provavelmente o melhor. Conferimos aqui porradas como "Nobody But Me", um ótimo som totalmente influenciado pelo punk, porém adaptado para o blues, mas sem abandonar o "tu-pá-tu-pá" da bateria. "Back To Wentsville" parece até um tributo a Chuck Berry, devido a sua guitarra muito similar a "Johnny B Goode" e quase todas as outras músicas do velho, bom e (ainda) vivo Chuck. O único problema do disco é quando George e seus destruidores decidem fazer baladas... Aí, leitor(a), queima o pão da vó! Baladas manjadas, previsíveis e que não acrescentam nada. Porém, como não vale a pena ficar falando da parte ruim, continuarei falando do melhor, e, agora, de "Bad To The Bone". Como já foi dito em outro post, esse som foi trilha sonora de vários filmes e jogos (incluindo o lendário Rock and Roll Racing), sempre garantindo muita agitação com seu riff imortal e mais que memorável, bem como com os solos furiosos de slide guitar e saxofone. Por falar nele, é um dos instrumentos que dão um ar de originalidade à banda, junto com a voz de George. O sax sempre esteve presente no jazz e no rock das antigas, mas aqui foi levado mais adiante de uma maneira bem mais extravagante. Dá para apreciar também "Wanted Man", guiada no violão e bem country.
Em 2007, foi lançada uma versão especial do CD para comemorar seus 25 anos, incluindo várias bonus-tracks ao-vivo.
Certamente um maravilhoso álbum de rock/blues, cheio de slide guitar e outras características marcantes. Download.

sexta-feira, julho 11, 2008

Neurosis - Souls At Zero


Talvez se pensarmos em música pesada nos anos 90, os nomes que logo surgem na nossa cabeça, costumam ser Pantera, Fear Factory ou Sepultura, por questão de importância e "sucesso", mas se a gente der uma olhadinha mais underground, a questão "influência", logo surge Meshuggah e Neurosis, no campo mais experimental.
O Neurosis surgiu em Oakland, na Califórnia, na metade dos anos 80, fazendo um som bem nervoso, mistura caótica de Crust Punk, Hardcore e um forte lado Doom, que sempre os acompanhou. Com o tempo, o negócio começou a ficar mais pesado, mais complexo e melhor, e por isso falar deles, é uma batalha enorme contra rótulos e estilos.
Souls At Zero foi o terceiro disco da banda, lançado em 92, e o primeiro que pode ser considerado clássico, pois mudaram aquele crueza pra algo mais abstrato. Até hoje não entendo o porquê, mas esse disco foi lançado pela Alternative Tentacles, selo independente punk do Mr. Biafra, talvez numa tentativa de conseguir entrar mais no cenário metal, mas com aquele background Hardcore, sempre característica da banda.
Sludge, Doom com influência do Folk e andamentos bem devagares, altas passagens tribais e os vocais gritados do trio Steve Von Till, Scott Kelly e Dave Edwardson (guitarra - guitarra - baixo) são as marcas registradas do disco. Essa álbum pod sôar apocalíptico, épico, monstruoso e até medieval, devido ao grau de nervosismo passado no som; "Flight" são 4 minutos de puro drama, enquanto "Takeahnase" e "To Crawl Under's One Skin" transformam angústia em forma de música, e a faixa-título é a monotonia da forma mais macabra: uma mistura entre Celtic Frost, Melvins, Black Flag e Amebix.
Atualmente, a banda é sempre motivo de discussão para o uso do termo "Post-Metal", pois eles são responsáveis por influenciar 99% das bandas que são rotulados dentro do "estilo", vide Isis e Cult Of Luna e Rosetta, os mais famosos. Aqui o lance é quase nada atmosférico, que marcou bastante a carreira da banda mais pra frente, mas é um disco marcante. Download.

Whitechapel - This Is Exile


Torci o nariz na primeira vez que escutei esse CD. Ainda empolgado com o ultra-brutal The Somatic Defilement, esperava mais um disco super-pesado, sujo e com aquela sonoridade à la Suffocation das antigas; tomei um grande choque no primeiro som, o qual nos mostra um Whitechapel mais veloz e menos pesado, com uma produção totalmente semelhante a do Genesis, do JFAC, ou seja, meio cristalina para death metal. Se você já escutou e acha que não, escute qualquer virada de bateria desse disco e compare com as da intro de "Strings of Hypocrisy" (essa é a que aparece mais rápido, mas pode ser qualquer outra). Isso é triste! Mesmo assim, algumas tonalidades das três guitarras e o vocal continuam a deixar alguns traços da penúltima obra. Hoje, após concluir que mais um Somatic Defilement seria extremamente raro, escuto esse This Is Exile e vejo que não é de se jogar fora, mas também não é uma maravilha. De fato, "Daemon (The Procreated)" e "Possession" são petardos, mas, no geral, o álbum é um pouco melhor que mediano. Mais interessante que grande parte das músicas são os efeitos de estúdio, onde você só percebe os baixos nos breakdowns e ainda confere vários efeitos interessantes de delay dinâmico. Numa análise profunda, há maior trabalho de guitarras e uma atitude mais séria da banda por parte das letras, mas tudo em vão, se pensarmos que o melhor deles (até o momento) está no disco antecessor a esse. Realmente é muito chato ficar batendo nisso, mas é inevitável. Download.

quinta-feira, julho 10, 2008

Alexisonfire - Crisis


Como você lerá em qualquer artigo relacionado à banda, os canadenses do Alexisonfire são quase adeptos daquela estilo de música e vida "8 ou 80". Por que quase? Porque eles são 8 e 80.
A princípio, se você apenas ler, a fórmula parece manjada: Mix de vocais limpos com gritados rasgados, guitarras ora pops ora pesadas, letras mesclando amor e ódio na mesma música, e por aí vai... Parece até demais! Entretanto, a diferença está na hora de dar o play no dito Crisis, álbum que os fez estourar e alcançar o primeiro lugar nas paradas canadenses. Para uma banda do estilo é até difícil, pois qual rádio comercial tocaria uma banda cheia de gritos?! Independente, o feito é merecido, pois Dallas canta lindamente e George manda uns gritos estranhos, porém únicos em tonalidade.
Lançado em 2006, cinco anos após a formação, esse CD é realmente muito bom. Difícil não sentir alguma sensação diferente ao escutar a guitarra de "This Could Be Anywhere In The World", ou não se empolgar com os refrãos em coro de "We Are The Sound" e "We Are The End". O álbum todo possui músicas com particularidades, não caindo na mesmice. Fecha com a linda "Rough Hands". Talvez tudo nesse álbum (e nos outros) venha do fato de todos os membros terem vindo de bandas com estilos, no mínimo, inusitados: Tech-metal, "pop punk", rock alternativo. É interessante também ler as letras ao escutar as músicas, pois assim você entenderá bem tudo que foi dito logo acima.
Atualmente, Dallas Green (guitarrista e vocalista) dedica-se um pouco mais a seu projeto solo, City And Color, pelo qual lançou um álbum no ano passado. Há rumores de que o Alexisonfire já está em estúdio para um novo álbum, desde dezembro do ano passado. O que virá dessa vez? Inimaginável, francamente. Download.

quarta-feira, julho 09, 2008

Yakuza - Samsara


Conheci Yakuza através do ótimo Transmutations (de fato, a resenha está equivocada! Ele é ótimo, mais que o "muito bom" lá escrito), e afirmo que escutar Samsara dá uma sensação completamente diferente. Porém, dessa vez, a diferença faz bem aos ouvidos, já que é um álbum bem diferente em alguns termos e muito semelhante em outros.
Ele foi lançado em 2006, e é surpreendente que Transmutations foi de 2007. O correto seria não fazer comparações, mas como nesse caso elas são todas positivas, tá valendo. Em apenas um ano, eles incrementaram muito peso e cadência, ou seja, Samsara é mais veloz e sujo. Um pouco mais reto também, se bem que nenhuma música deles é "reta", justamente porque todas são ricas em elementos de criatividade, progressividade e ousadia. Certamente algumas características são estranhas, como a ausência do vocal mais "morto" do Transmutations. Aqui a proposta é bem mais hardcore, o que leva muitos a classificá-los como "jazzcore", já que há um saxofone em grande estilo e presença, lembrando muito os músicos de jazz que optavam por guiar tudo através do sax. E não pense que o som seja uma 'barulheira' à la Painkiller, pois passa longe. O instrumental acompanha o sax com maestria, não se limitando a apenas acompanhar, mas, sim, a fazer bases agradáveis. Várias batidas da bateria tem sons de percussão, pratos e diversos instrumentos orientais, o que pode ser imaginado através da capa. Importante ressaltar que existem diversos elementos de metal, tais como linhas de guitarras bem técnicas e trabalhadas, vocais guturais, ocasionais blast-beats, e vai longe a competência dos caras. Para não deixar de citar os destaques, já que o álbum é uma pérola, lá vão: "Monkeytail" (technical jazz-metal empolgante e sedutor), "Dishonor" (deathcore experimental), "Back To The Mountain" (algum som indescritível e atmosférico, o qual resulta em uma trip de 9 minutos).
Quer mais? Download, então.

terça-feira, julho 08, 2008

Melvins - Nude With Boots


Até um tempo atrás, quem "andava" pelas páginas do last.fm, tava de saco cheio de ver aqueles banners de uns magrões sem roupa atravessando uma estrada... promoção do último disco dos Islandeses do Sigur, mas agora, nos últimos dias, o que mais deu foi aquele chihuahua raquítico, com cara de quem tava esperando um biscrock, num fundo vermelho, e todos se perguntavam: Melvins fazendo publicidade?
Pode até parecer estranho, pra uma banda que sempre tenta ser anti-comercial, anti-convencional e anti-qualquer coisa, encher de banners para promover o lançamento de um disco, mas o lance foi meio em parceria com a Ipecac, e é uma boa jogada, pois disponibilizaram todo o disco pra escutar, assim como no myspace, nada além do que já foi feito, assim como o disco novo.
A formação é aquela mesma que gravou o último disco (A) Senile Animal), Buzzo na guitarra, e o Crover na bateria, mais Coady Williams no outro lado da bateria (é.. dois batera) e Jared Williams no baixo (últimos dois a.k.a. Big Bussines) e ficou legal. O clime experimental reina total em quase todo o disco, ainda mais agora, com dois baterista (lindo trabalho), naquele sludge avant-boogie metal, típico da casa.
O que chama a atenção nesse disco, é que ele sôa como um tributo ao rock setentista, com a cara da banda. A primeira impressão que eu tive, na primeira audição (já vasou há alguns meses) era que eles estavam a fazer mais algum cover do KISS - "Kicking Machine" - e logo depois, algum cover estranho do Zeppelin - "Suicide In Progress" - sem nuca deixar de lado, a velha comparação com o Sabbath.
Não muito harmonioso, e ritmos desconcertantes, bem variado, vai desde riffs selvagens e pesados de "Dog Island", até instrumentais Morricone-style, de nome bonito, "Dies Iraea", o qual lembra bastante a fase Hex do Earth, em poucos minutos. O lindo mesmo são os títulos das músicas, assim como do próprio álbum.
Humor afrodescendente e um caralhada de canções aspirantes a hinos do rock clássico dentro de um vidro de pepino em conserva, quando acabar "It Tastes Better Than The Truth", tu vai continuar com essa mesma cara de cu.
Caso tu seja um bunda-mole fã de Spinal Tap se aventurando na música underground e tem medo de fazer o donwload e se arrepender depois, seus problemas "se acabaram-se"! Pode escutar todo o cd aqui ou aqui. Mas se tu insitir em ter ele no teu querido HD... download.

Genghis Tron - Dead Mountain Mouth


Alguns brasileiros tiveram o grande prazer de ver o show de uma das bandas mais originais da atualidade, no mês passado. Estou falando deles, dos inteligentes e insanos músicos que compõem o trio Genghis Tron, o qual teve certo reconhecimento mundial com seu mais recente álbum, o bom (porém repetitivo) Board Up The House.
Dead Mountain Mouth, de 2006, foi o primeiro CD deles, após alguns EP's e demo. Aqui já está mais que clara a proposta deles, que é de fazer uma mistura entre música extrema com música eletrônica, mas sem cair na mesmice de repetir as bandas de industrial, digital hardcore e derivados. O som deles, de fato, é único. Difícil de explicar, mas soa como um mathcore somado a algo eletrônico e frio dos anos 90. A porradaria pode lembrar tanto um SYNT como um Depeche Mode, Kraftwerk... Enfim, lembra bandas que fizeram e fazem algo de bom, mas apenas lembra, pois é claro que nada aqui é copiado. E mais: Fazer misturas assim (principalmente como eles fizeram no Board Up The House) é ultra-raro. Eles se orgulham disso, já que afirmam serem uma das poucas bandas que já tiveram o prazer de tocar tanto com o Despised Icon como com as Slits (banda britânica de dub, dos anos 70). Foram vítimas de preconceitos porque em shows extremos o público odiou os teclados, e em shows mais leves odiaram os gritos. Poucos conseguem fazer isso, realmente.
Dead Mountain Mouth é um ótimo álbum, indicado principalmente para quem é fã de música extrema (não só em peso), alternativa, experimental, e, acima de tudo, como já foi dito várias vezes, original. Download.

segunda-feira, julho 07, 2008

Black Sabbath - Mob Rules


Falar da importância, magnitude e essencialidade da obra do Black Sabbath já não é algo necessário, pois a maioria aqui já deve curtir muito metal extremo ou outras vertentes do rock, e, portanto, sabem já como tudo iniciou, quais os principais álbuns, quem foram os vocalistas, qual a característica mais marcante do guitarrista e etc...
Mob Rules, de 1981, é o segundo disco com Dio nos vocais. Lançado pouquíssimo tempo após o Heaven and Hell, nos mostra a banda com algumas características do mesmo, como palhetadas de guitarra, andamento de bateria mais "na manha" e diversas outras qualidades. A diferença de Mob Rules está na aura que o envolve, bem mais extrema (não em termos de peso) em todas as músicas. Pode reinar um clima de rock (como na faixa-quase-título) como pode também algo mais acústico e místico ("The Sign Of The Southern Cross" é a que melhor mostra isso!). De fato, em quase todos os sons há riffs marcantes de Toni ("Country Girl" tem um verso de guitarra mais que memorável), interpretações inigualáveis de Dio, o baixo encorpado de Geezer (que tinha ficado extremamente oculto no último álbum com a formação preferida dos fãs, aquela com Ozzy nos vocais, o Never Say Die!) e andamentos funcionais de Vinny Apice, estreando em estúdio no grupo.
Da turnê desse álbum renderam bons frutos, os quais resultaram no Live Evil, álbum ao-vivo, o qual é ótimo, mas foi soterrado por um ao-vivo do Ozzy. Houve várias brigas também durante essa época, e, entre outros boatos ou fatos, há rumores de que Dio teria modificado às escuras a produção do álbum, se auto-beneficiando e prejudicando Toni. Após isso, Ian Gillan assumiu os vocais e gravou o lindo Born Again, não durando muito tempo na banda também. Diversos line-ups vieram na seqüência, bem como discos fracos ou medianos. A volta total veio novamente com Dio, em 1992, com Dehumanizer, o provável melhor álbum da carreira de todos eles.
Mob Rules é um ótimo álbum, reunindo quase todo o potencial dos músicos envolvidos em sua criação, resultando em grandes sons dos criadores do heavy metal - que por sinal, ninguém mais faz como antigamente.
Download.

Zeke - Kicked In The Teeth

Zeke é uma banda de Hardcore Punk nada convencional. Eles são americanos, da cidade de Tacoma, Washington, e tocam em forma de trio, nada de novidade. A diferença só é notável quando tu dá o play e escuta a guitarra.
Guitarra, ou melhor, GUITARRA!, maiúscula e com exclamação. Até hoje, não ouvi uma banda punk que fizesse o uso tão exagerado deste instrumento, seja nas composições, riffs, solos e o mais absurdo, o volume, chega a deixar o Motörhead com inveja.
O som é rápido, é crú e é barulhento, uma mistura monstruosa de Hard Rock com Hardcore, bem animal. Kicked In The Teeth , se não me engano, é o terceiro cd da banda, foi lançado há 10 atrás, pelo selo Epitaph, bem diferente do resto das bandas do cast deles.
Riffs eletrizante de puro rock'n'roll na velocidade da luz, com agressividade bestial do punk rock, 17 músicas que passam num piscar de olhos, o que deve fazer o show deles ser algo único. Eu tenho é pena dos amps desses malucos, pois o que fizeram no cover de Kiss, "Shout It Out Loud", deve ter feito Paul Stanley tremer na base. Zeke não é um simples chute no dente, é sim um bicudão de coturno bico-de-ferro, no meio da face. Download.

sexta-feira, julho 04, 2008

Severa - Severa


Não resta dúvida de que o cenário brasileiro revelou muitas bandas de metal nas décadas passadas. O fato é que, recentemente, o Brasil tem se mostrado portador de grandes bandas de hardcore moderno, bandas que têm tudo para ir bem adiante, como Sistema de Mentiras, Children of Gaia (acabou mesmo?) e Paura.
Não longe deles vem chegando a Severa, oriunda de Minas Gerais, a qual surpreende muito pelo fato de só ter 1 ano e já mostrar um trabalho bem maduro!
O Ep é uma típica porradaria sonora! A começar pela bateria, que foi absurdamente beneficiada pela produção, cujo som é forte e definido como o de algo bruto demais se chocando a algo também sólido, para criar aquela sonoridade violenta, ou contra algo muito frágil.
É escutar a batida do china para sentir algo como uma enorme pedra a estraçalhar um frágil vidro. Depois, as guitarras sujas são fundidas ao baixo muito grave, sem esquecer do vocal
também muito agressivo. Imagine todos esses instrumentos e a voz juntos, a detonar breakdowns cabulosamente lentos (devem deixar algumas pessoas bem fraturadas nos shows), versos com bases meio lentas e carregadas, ou até mais rapidinhas (como em "Caminho Estreito"), e intros memoráveis como a de "Minha Guerra".
Conseguiu imaginar? Caso não, já sabe o que está perdendo. Corra atrás do material e apóie mais uma promissora banda nacional!

Links:
Myspace.
Orkut.

quinta-feira, julho 03, 2008

Arsis - We Are The Nightmare


É com muita técnica e melodia que os caras do Arsis, vindos Virgínia, EUA, nos apresentam We Are The Nightmare, o terceiro trabalho oficial desde a formação, em 2000.
Apesar de várias semelhanças com o Necrophagist, o Arsis até que possui sua originalidade, esbanjando demais a mistura não muito comum do death técnico com o mais melódico possível, com exceção do vocal, que lembra muito algumas bandas de black metal.
Não se trata de um trabalho inovador, porém é indiscutivelmente eficiente. Os arranjos e quebradas de fim de mundo (sem explicação alguma), empolgam muito, juntamente com o blast-beats massacrantes, enquanto os solinhos em dupla e a produção totalmente cristalina deixam aquela sensação de "não vou agüentar isso por muito tempo". Todos os músicos são competentes e certamente sabem o que fazem, provavelmente devido aos anos de experiência. No geral, soa com muita técnica e pouco feeling, mas não chega a ser 100% "mecânico" como muitas das diversas bandas dentro do estilo. Uma pena mesmo que investe muito mais na melodia em vez de apostar na brutalidade e no absurdo.
Legal, porém nada mais que isso! Download.

quarta-feira, julho 02, 2008

Johnny Winter - The Best Of Johnny Winter


É provável que esse foi e seja um dos primeiros álbuns escutados por quem conheceu o Johnny via P2P. E é uma bela maneira de conhecer o trabalho do bluesman, pois encontramos músicas que vão de 1969 a 1980, focando o grandioso trabalho em suas diferentes fases, apresentando músicas que vão do country ao blues e sem esquecer dos momentos ultra-energéticos de rock.
Lançada em 2002, antes do último álbum até o momento (I'm a Bluesman), é aquela típica coletânea que pode não agradar aos fãs mais "encarnados" em cheio, porque certamente alguns dirão "faltou aquela", como é o meu caso. Mas não tenha dúvida de que os grandes clássicos estão aqui, como "Dallas" (quem é que consegue esquecer as linhas técnicas e memoráveis do violão de Johnny?), "Highway 61 Revisited" (cover do Bob Dylan, e absolutamente muito melhor e mais trabalhada que a original!), "Mean Town Blues" (em versão ao-vivo, com direito a uma paradinha para um duelo de guitarras entre Johnny e Derringer) e diversas outras, que, caso fossem citadas, deixariam o post muito gigante.
Se você ainda não escutou nenhum dos mais de dez álbuns que já foram postados aqui, não perca tempo e baixe esse aqui para iniciar. Se você já conhece, é fato que deve ter a maioria das músicas, porém é muito agradável escutar essa seleção de melhores em uma seqüência. Vale a pena lembrar que ainda há uma música inédita, "Come On In My Kitchen" - cover do Robert Johnson, originalmente gravada em 1936 . Dá-lhe Johnny!
Download.

Fu Manchu - The Action Is Go


Quando a banda é boa, e tem pelo menos um membro original, não importa muito a formação, pois a sonzeira é garantida. Assim aconteceu com o Scott Hill, líder do Fu Manchu, lá em 96.
Após gravar a obra-master In Search Of, um hardcore stoner chute na bunda, Eddie Glass e Ruben Romano passaram a perna em Hill, e largaram a banda pra formar o power trio Nebula, muito bom por sinal. Sem ressentimentos, foram recrutados Bob Balch na guitarra solo e na bateria, ninguém menos que Brant Bjork, famoso por ter tocado no Kyuss e que não faz mais parte do Fu Manchu (largou fora depois de gravar California Crossing).
Com esse line-up afudê, gravaram The Action Is Go em 97, cd que hoje é tido como clássico, entre nós, fãs, e até pelos não fãs, só pelo fato desse cd ter a música "Evil Eye", som que apareceu no jogo de skate Tony Hawk 2, que na época saíu em tudo quanto era console e que fez a trilha sonora de muitas tardes de sábado, destruindo no backflip... coisas de video game.
Não sei o motivo, mas a produção do disco ficou a cargo do estranho Jay Noel Yuenger, do White Zombie, que felizmente, não destruiu o disco, não botou nenhuma influência em cima e até deu um "quê" a mais, deixando aqueles riffs matadores setentistas mais mofados ainda, junto com o baixo groove pesadão, cheio do wah-wah e a batera matadora do Bro Bjork.
Energia pura, rock clássico, ritmos alucinantes e climas piscodélicos, tá legal assim? Mas nem tudo são rosas, se a tracklist fosse organizada melhor, acho que ficaria bem mais massa, pois alguma das músicas lentas, quebram muito o clima. Só mais algumas informaçõe adicionais: essa versão disponível para download, é a versão européia, que tem duas bônus, "Swami's Last Command" (trilha sonora do filme Chicago Cab, que até onde eu sei, não saíu no Brasil) e "Module Overload" (do EP Godzilla) e a música "Nothing Done" é cover da banda Hardcore de Boston, SSDescontrol.
Me corrijam se eu estiver errado, mas pelo que me consta, quem está na capa, dentro do DogBowl é o histórico badass dos Z-Boys, Tony Alva... esse disco sôa bem Sul Californiano, vai encarar magrão? Download.

terça-feira, julho 01, 2008

Crossbreed - New Slave Nation


Crossbreed é uma banda americana de metal industrial. Bem extrema, por sinal, já que são adeptos de efeitos muito eletrônicos e pesados, alguns até bem característicos de raves. Na parte do metal, não perdoam e socam pedal duplo, guitarras carregadas e vocais bem gritados e sujos,
lembrando muito o Rob Zombie em seus momentos agressivos (na parte vocal) e também o Ministry (instrumentalmente).
Iniciaram a jornada em 1996, mas só vieram a lançar o primeiro material em 1998, limitado a 1000 cópias e que não despertou muito interesse. Porém, em 1999, com a entrada de um DJ e segundo tecladista, aperfeiçoaram a performance no palco e conseguiram um selo pouco depois.
O grande sucesso (se é que podemos dizer grande, pois a banda é bem desconhecida aqui no Brasil) veio com Synthetic Division, mas o melhor deles é, sem dúvida alguma, esse EP aqui chamado de New Slave Nation.
Lançado em 2005, possui 7 faixas bem variadas, alternando entre andamentos medianos e velozes, sempre com muitos elementos no som, passando por passagens mais reflexivas e cheias de samples vocais e chegando até a a velocidades absurdas e incomuns no estilo, com uma gritaria desenfreada. Os destaques ficam para "New Slave Nation" (todos os instrumentistas dedicaram-se nessa música, pois tudo, certamente tudo, é empolgante demais! O refrão é viciante) e "Saints Of Grey" (isso é puro rave metal, haha! Metal com drum and bass, techno e o que você imaginar). A produção de estúdio ficou a cargo deles também, provavelmente por isso que ficou tão bom, pois ficou como eles queriam.
Há rumores de um novo álbum prontinho para sair nos próximos meses, portanto mantenham os olhos abertos! Download.