segunda-feira, abril 07, 2008

Earth - Earth 2: Especial Low-Frquency Version & Phase 3: Thrones And Dominions

Earth 2: Especial Low-Frequency Version

  Sempre que se fala de som de Seattle, não é nem preciso falar do que a cabeça, porém de toda aquela leva de bandas que faziam aquele som barulhento, convencionado por Grunge, muitas atrás ficaram de lado, por não estar no mesmo padrão, se é que podemos dizer que há um padrão para o "grunge".
  Onde eu quero chegar com essa papagaiada toda? O local de surgimento dessa banda e como se comportavam em um cenário totalmente hypado, fazendo um som nada convencional.
   Sim, o Earth é proveniente de Washington, mais exatamente na cidade de Olympia, cidade mais o sul de Seattle. Considerada como banda-de-um-homem-só, Dylan Carlson é o idealizador, membro fundador, integrante fixo, produtor, responsável pelas melodias e rumo da banda, e mais alguma função de livre escolha.
  Formado exatamente no ano de 1990, o Earth era um trio, fortemente influenciado pelo Black Sabbath e as experimentações dos conterrâneos,e amigos, Melvins, fugindo da estrutura guitarra-bateria-baixo; a banda tocava com duas guitarras e sintetizador, e foi um dos resposáveis do que ficou conhecido como Drone, uma das subdivisões do Doom (para quem gosta de rótulos, isso é interessante).
  Após se mudarem para a cidade de Seattle, houve a primeira mudança e um integrante notável se juntou a banda, Joe Preston, que logo saiu para se juntar aos Melvins (e mais atualmente participou do Sunn O)))High On Fire), deixando Carlson e Harwell para gravar o primeiro disco da banda, com apenas guitarra e baixo, fizeram este disco, Earth 2, um marco para a música Doom, conseguiram fazer um som que nunca tinha sido ouvido antes.
   Apenas com dois instrumentos, a banda conseguiu encher 73 minutos de uma massa sonora totalmente densa com riffs lentos e ultra distorcidos, pegando todo o experimentalismo que artistas haviam desonvolvidos na música ambiente, Earth 2 é considerado um álbum visionário, dado a audácia da dupla; fazer um disco com apenas 3 "músicas", sem nada de vocais, riffs repetitivos e massantes e algumas batidas de fundo que alguns insistem em chamar de bateria, fez o molde pra muita gente que entraria no ramo mais tarde (vide o nome da segunda música: "Teeths Of Lions Rules The Divine", é o nome de um supergrupo Drone Doom, com integrantes do Sunn, Electric Wizard, Cathedral e Iron Monkey).


Phase 3: Thrones And Dominions

  Hoje em dia, o primeiro disco do Earth é considerado um marco na música experimental, uma obra a ser superada, sempre é citado com fervor, porém em 93, em meio a Nirvanas e Soundgardens, o selo SubPop, ícone da "geração Grunge" não gostou nenhum um pouco do que viu, e ouviu, naquele disco e em questão mercadológicas, estava longe do que eles esperavam. Por mais que o Hype era música alternativa, o Earth estava muito mais longe do que o ouvinte convencional estaria apto para ouvir.
  Foi com esta situação, de tentar fazer um som, o mínimo que fosse, mais acessível que o Earth entrou em estúdio no mesmo ano, de 93 para a gravação do próximo disco. Dado os problemas com a gravadora, a impaciência por um modelo mais vendável, troca de integrantes, adição de outros integrantes, entre outras desavenças, em 95, finalmente o segundo disco é lançado: Phase 3: Thrones And Dominions.
  Guitarras mais limpas (para se ter uma idéia do que era a distorção da banda, pois o Grunge é conhecido pela distorção), melodias mais assimiláveis em conjunto com músicas mais curtas: Uma idéia boa para quem gostaria de encontrar um público maior, e para ser encontrado por aqueles que estavam garinpando bandas mais escondidas dentro do cenário de Seattle. Pena que não deu muito certo no sentido ecônomico da coisa, pois resquícios de experimentalismo ficaram em várias músicas, além de muita brincadeira com a música ambiente aliado os riffs monolíticos, não foi o suficiente para se entregarem para o público que esperava por mais uma banda de Seattle.
  Agora, sem olharmos para o lado ecônomico e apenas direcionarmos o olhar para a música deste disco, dentro da primeira fase da banda, antes de entrarem em hiato, é o melhor disco para iniciação, pois traz muito do Drone metálico e pesado e arrastado do início, mas já tem algum apelo mais popular, que dominou o sucessor a esse: Pentastar: In The Style Of Demons, e que poderia até ser confundido com outros discos da época. Cansados de arrumarem confusão com a banda e a decadência do grunge, a banda perdeu o contrato com a gravadora, e assim anunciou o fim das atividades, por tempo indeterminado, porém esta história continua, mas eu falo em um outro post especial.

3 comentários:

JIM disse...

muchas gracias por los discos..por la reseña parecen que van a estar buenos..

PD:Dylan Carlson no es el mismo que aparece en el documental de la BBC sobre la muerte de Kurt Cobain como amigo de el y supuesto confidente y dealer al alvez...un abrazo de argentina

Anônimo disse...

i don't speak- or write spanish- so here in english ;-) thanks a lot!! excellent stuff!

Anônimo disse...

&-) sorry: portugese...