segunda-feira, outubro 01, 2007

Butthole Surfers - Locust Abortion Technician


Há muito tempo atrás, havia um preconceito enorme sobre bandas que misturavam Punk-Rock com Metal, e hoje em dia é algo tão comum, que nem chama mais a atenção, mas é claro, há quem não goste, gosto é gosto, não é? Mas então, você acha que punk-rock com metal e rock psicodélico seria uma boa mistura? Bom, o Butthole Surfers são uma das bandas que tentaram, apesar de serem tachados com o rótulo genérico de Rock Alternativo, o que não deixa de ser errado, ou então, algo que encaixa melhor, como Noise Rock.
Formado em 81, no Texas, o BH Surfers já deu suas caras aqui anteriormente, com o disco Electriclarryland, de 96, o disco mais popular da banda e o mais acessível. A postagem desse álbum foi proposital, com o intuito de divulgar primeiro o material mais "Simples", para depois, como usei o termo para responder um e-mail, "Fuder com o cu do palhaço". Coincidências com a capa a parte, recebemos esses dias um e-mail de um leitor do Blog, chamado Danilo, que contribui com 2 links, de álbuns diferentes da banda. Por irônia do destino, já tinha "programado" para postar este disco, o qual foi enviado por e-mail, então, primeiro gostaria de agradeçer pela atitude, e segundo, quem quiser fazer o mesmo, pode me mandar um e-mail.
Bom, Locust Abortion Technician, foi lançado em 86, e tem uma musicalidade que segue mais ou menos na linha que o nome do álbum leva: Doidera! Gravado inicialmente no estúdio caseiro da banda, com uma fita de 8 faixas e apenas um microfone, a banda precisou botar pra fora toda sua criatividade, e claro, com auxílio de muitas drogas (Alucinógenas, é lógico), conseguiram gravar a fitinha na qual seria editada depois e que viria ser um dos maiores e mais curiosos trabalhos da banda, que este disco.
Desde o início, a bizarrice come solta, com um cover debochado de "Sweet Leaf" do Sabbath, chamado aqui de "Sweet Loaf", continuando com a louca "Graveyard", que aparece duas vezes no disco, também tem a "pop" "Human Cannonball", a erudita "Kuntz" e totalmente noise "Hay", numa "suruba" de sons. Maluquices por parte dos cabeças Gibby Haynes e Paul Leary, este disco marca a volta da segunda baterista, Teresa Nervosa. Isso mesmo, segunda baterista, imperciptível ao ouvido, mas alucinante aos olhos, quando em shows (Procure por vídeos no YouTube para ter uma idéia, pois claro, algo que o BH Surfers ficou muito conheçido, foi seus shows nada convencionais). Além da volta de Teresa, a banda teve outro "upgrade", que foi a estréia do baixista Jeff Pinkus. Enfim, acertou em cheio, um grande disco para estréia, e talvez um dos melhores trabalhos da banda. Pra conferir, clica na capa e foda o cu do palhaço!

4 comentários:

Juarez disse...

Amigos.

Estou usando esse comentário para agradecer pelos MC5 que achei no blog de vcs.
Realmente muito obrigado!
Se não for muito inconveniente, poderiam-me postar o último deles, o High Times??

Muito Obrigado e continuem o bom trabalho...

Anônimo disse...

poem o novo do melt banana

etorigan disse...

SANTA MARIA!
pobre adolescente q teve esse album em mãos assim que foi lançado... em 86 já existia esse tipo de coisa e eu aqui me achando radicalzinho! minha favorita foi KUNTZ, sem dúvida, parece um remix noise de música cambojana (falo, pq tenho uma compilação de rock cambojano, parece isso aí... mas pode ser filipino, tailandês, sei lá). Ótimo cd!

kuntz KUNTz kunTZ...

Anônimo disse...

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