terça-feira, abril 24, 2007

Kid Rock - Live Trucker (ao-vivo)


Kid Rock é um artista nato! Digam o que quiserem dele, o cara vai continuar sendo um puta músico e um dos mais originais que eu conheço.
Adepto de um "crossover" entre o rap/hip-hop, rock, funk e country; o cara e a sua Twisted Brown Trucker Band podem ser considerados como os únicos a executarem tal estilo de som.
Live Trucker é seu primeiro álbum ao-vivo, lançado em 2006, com gravações efetuadas em diversos shows que vão do ano 2000 até 2004, todas captando diretamente o carisma que Kid possui com os fãs e a energia surpreendente da massa que vai ao delírio com os seus "refrãos chiclé", solos e riffs de guitarra e também com as paradas e arranjos de contato direto com o público. Esse CD aqui é um exemplo de como se fazer um bom show, é aquele que o artista e o público saem satisfeitos, bem como o ouvinte que pode ficar surpreendido (como eu fiquei) com a qualidade do material.
O show começa com "Son of Detroit", já nessa primeira música a galera grita insanamente por diversas vezes seguidas o nome: "KID ROCK! KID ROCK! KID ROCK!" quando entra o instrumental e o guitarrista faz uma apresentação ao público, até que entram todos os instrumentos para explodir tudo (sim, há o barulho de uma explosão) e na seqüência Kid manda seus vocais sustentados pelas bases de guitarras sempre empolgantes e com a participação de um coro de mulheres no refrão, interagindo muito com o público e com direito a solos de guitarra e teclado. Típica intro foda! :D
"Bawitdaba", sucesso do filme Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio, vem para manter o clima de empolgação, mas desta vez trazendo os vocais no estilo rap que, em algumas horas, Kid deixa por conta da galera que canta cheia de vontade e sem errar uma palavra! O duelo de guitarras é muito massa também, sendo que cada uma ficou em um lado do rádio (estéreo, manja? xD ) e a hora que Kid intima a galera a ficar fazendo "Hey, Hey, Hey!" é empolgante demais. Antes de mandar a clássica "Cowboy", a banda manda uma intro bem lentinha e irônica, pois na letra Kid esculacha algumas bandas e pessoas como o Radiohead e a Britney Spears. Feito isso, os primeiros acordes da guitarra bem funkeada surgem, bem como a gaitinha de boca e os demais instrumentos, para mandar aquele refrão grudento: "I wanna be a cowboy, baby!...". E a banda continua metendo só as melhores faixas do álbum Devil Without A Cause, como a título e uma jam de "Fistful of Rage" e "Somebody's Gotta Feel This" (essa ae quem jogava Road Rash 3D deve ter escutado). Após essa parte mais funk, vem "Picture", que tem a participação especial de Gretchen Wilson, cantora que possui uma voz realmente muito linda! A música é uma balada, mas o clima não dura muito, porque na seqüência vem "American Bad Ass", famosa por ter como base a música "Sad But True", do Metallica.
E a sonzeira segue, são 14 músicas totalizando aproximadamente 1 hora e 13 minutos de show! Sinceramente, recomendo o material para todos aqueles que procuram algo empolgante e animador.
O único ponto negativo, a meu ver, é quando Kid deixa os vocais por conta daquele muleque anão (não sei o nome, mas dá para vê-lo no clipe ali do link) que desafina mais que aquela vitrola velha que sua avó tinha guardada no porão da casa, mas sabe-se lá aonde foi parar após algum tempo.
Kid Rock, além de uma discografia vasta e cheia de sucessos, casou-se com a Pamela Anderson e é ator de filmes hollywoodianos. Atualmente está separado, mas garanto que comeu-a até enjoar! XD
Para fazer o download do CD clique aqui. Ah, quem não baixar, pelo menos, sabe o que vai estar perdendo.

segunda-feira, abril 23, 2007

Fozzy - Fozzy


Qualquer semelhança com o nome de Ozzy Osbourne não é mera coincidência, porque a proposta inicial da banda era ser apenas uma cover do mesmo. Mas o destino reservou algo muito mais valioso ao Fozzy, e a vida lhes deu um pouco de talento para ir mais adiante.
A banda foi formada por Rich Ward, guitarrista, que um dia conheceu Chris Jericho numa luta de wrestling e convidou-o a participar da banda. Alguém olha WWE? Ou alguém olhava a antiga WWF? Então, quem olha ou já olhou deve ter visto o Chris Jericho lutar alguma vez, porque o cara é uma das cabeças mais "top" do programa de entretenimento. Chris aceitou o convite, pois canta muito e é fã de rock em geral. Entretanto, não ficaria na banda como membro fixo, pois seus outros compromissos eram mais importantes. Certo dia, após um acidente de trabalho que deixou seu tornozelo fraturado, Chris decidiu levar a banda mais a sério, mudando assim o nome da banda para Fozzy (em homenagem aos covers que faziam) e tornando-se membro fixo.
Os 2 primeiros álbuns da banda são, basicamente, formados por músicas covers, e o terceiro é composto só por músicas próprias. Fozzy é o primeiro, trazendo covers de Mötley Crüe, Dio, Twisted Sister, Krokus, Iron Maiden, Judas Priest e muitos outros. Algumas dessas músicas, na minha opinião, ficaram melhores que as originais. Todas são muito bem executadas, não há erro algum nas interpretações. Fozzy é o típico álbum de covers que soa bem, ao contrário de outras bandas que gravam apenas por obrigação ou sabe-se lá porque diabos decidem coverizar algo.
Devido à popularidade de Jericho, a WWE decidiu adotar algumas músicas do Fozzy para suas propagandas ou temas de lutadores, e devido a isso a banda já é mundialmente conhecida.
Em seu último álbum, All That Remains, a banda investiu mais em um rock moderno, deixando muito de lado o hard rock executado nos 2 primeiros. Todavia, não pense que isso seja ruim, pois todos os materiais são legais. Falando nisso, há uma participação especial de Zakk Wylde no último álbum e, devido à turnê, Chris Jericho foi "demitido" da WWE.
Baixe aqui e saia cantando vários clássicos do rock!

domingo, abril 22, 2007

Bret Michaels - Songs Of Life


O hard rock é um estilo muito bom que geralmente você vai encontrar por aí misturado com algum outro, como no caso do Rush com o progressivo; o Mötley Crüe com o heavy metal ou o Bon Jovi com o pop.
Bret Michaels faz um hard rock de primeira linha com uma pequena dosagem de música pop, mas não fique pensando que isso seja ruim, pois eu considero esse CD excelente.
Para quem não sabe, Bret é líder, vocalista, compositor e guitarrista do Poison, banda de "glam metal" que estourou nos anos 80 com suas baladas extremamente bem feitas e marcantes e que existe até hoje, só que praticamente parada. Além disso, Bret toca violão e gaita de boca, ou seja, é multi-instrumentista.
Em sua carreira solo, diferentemente do que costuma fazer no Poison, costuma colocar alguma influência de blues ou country nos sons, sendo que possui um álbum chamado de Country Demos. Na verdade é uma espécie de demo, e não um álbum oficial.
Mas o que importa aqui é Songs Of Life, trabalho bem variado e altamente recomendado.
Sabe aquele CD para todas as horas? Aquele que possui as músicas que te levantam até quando você está caído no chão? Aquele que tem as baladinhas perfeitas para escutar bem agarradinho com a namorada? Aquele que tem os riffs e refrãos que ficam grudados na tua cabeça por muito tempo? Aquele que você escuta do começo ao fim e não enjoa? Então, Songs Of Life é esse álbum! Para mim, pelo menos, ele passa tudo isso. É um CD que eu escuto desde o ano passado e cada vez fico mais fã. Uma pena não ter encontrado o original por aqui, se não já teria comprado. :/
Dizem que, em alguns casos, a estrada só tende a trazer mais experiência aos músicos e bandas, fazendo de cada trabalho novo uma nova oportunidade para ir aprimorando as músicas e algum dia, quem sabe, dar o máximo de si e fazer o melhor álbum da carreira. Eu creio que esse álbum aqui é o ápice da carreira do Bret Michaels, melhor álbum solo e melhor que qualquer coisa que o Poison já tenha lançado. Claro que gostos e opiniões são diferentes, então arrisca algum fã do Poison querer me contrariar, mas isso será completamente aceitável.
E você pensa que é só isso? Não, não é só isso. Vamos relembrar: Carreira de sucesso nos anos 80, carreira solo de sucesso nos anos 2000 e... e... Comeu a Pamela Anderson!!! Sabem quem mais cometeu essa façanha? Que eu me lembre, só Tommy Lee e Kid Rock. Claro que isso depois de ela ficar famosa, porque na época que era uma "groupie underground" eu prefiro nem imaginar quantos caras foram às alturas com ela. O mais curioso é que tudo isso está registrado em uma fita de vídeo (eu tenho baixada! auhehuae), que acabou vazando na net (assim como as com o Tommy Lee) para a alegria dos garotinhos juvenis desse mundão que sonham com os peitos da Pam, e talvez até para a alegria das mocinhas que não se contentam só em ficar olhando essa capa um tanto quanto "apelativa" do abdômen de Bret.
Para o download do CD clique aqui, para o download da fitinha pornô recomendo eMule ou Ares.

sexta-feira, abril 20, 2007

A Day To Remember - And Their Name Was Treason


É um tanto quanto bizarro o modo como algumas pessoas tentam classificar o som do A Day To Remember. Já ouviu falar de "pop-mosh"?! "Emo violence"?! "Screamo metalcore"?! É...
Independente de rótulo, A Day To Remember é uma banda nova e bem interessante que vem dos Estados Unidos e lançou esse primeiro álbum em 2005.
Fazendo um som que é composto por interpretações vocais que vão dos guturais à la death metal até aqueles agudinhos melodiosos e dramáticos (algumas horas bem comerciais), guitarras bem pesadas e com influências diversas, mas geralmente tocando uns riffs que, para mim, são do NYHC, já para o Lipe são do new metal, e baixo e bateria sem maiores destaques, mas que também não são ruins.
As letras podem até soar meio clichês, cheias de sentimentalismo baseado em temas pessoais ou não, mas se diferenciam muito dessas bandas que você deve estar imaginando da escalinha de Simple Plan e MCR, pois são muito mais bem estruturadas.
Aliás, repito aqui: Quando o assunto é emocore você pensa em bandas como essas que foram citadas? Por favor, vá estudar que você ganha mais! Emocore não é essa boiolagem toda de Mtv e TV Globo. Escute algumas das bandas que o Lipe postou, como Fugazi e Rites of Spring, que são bem old school, pioneiras do estilo. O A Day To Remember é, de certa forma, influenciado por elas, e também por várias bandas de metal e hardcore, fazendo esse som que pode lembrar um pouco algumas bandas como Atreyu e até mesmo o hardcore extremão do First Blood (existem riffs um tanto quanto idênticos), mas sem perder a cara própria que vem criando.
Se você ficou interessado(a), baixe clicando aqui.

quinta-feira, abril 19, 2007

Born From Pain - In Love With The End


Estes dias, conversando com o Felipe, eu disse a seguinte frase: "Mastodon humilha tal banda!" e ele respondeu: "Realmente, Mastodon é muito foda! "Blood And Thunder" é capaz de destruir uma parede!".
A tal banda prefiro nem citar, em respeito aos fãs, mas essa frase de quebrar uma parede me fez lembrar muito do som do Born From Pain.
Vindos lá da Holanda, os caras são uma das bandas mais pesadas que eu conheça! É peso bruto e sólido de primeira linha, capaz de quebrar um muro já nos primeiros acordes da primeira faixa do CD.
In Love With The End é de 2005, sucessor de Sands Of Time, e mostra o Born From Pain bem mais dedicado na composição dos sons, com mais riffs, solos e muito mais criativo no geral. Quando postei o War, eu disse uma frase que hoje considero extremamente besta, ela era +/- assim: "... desde Reclaiming The Crown os discos não tinham a mesma pegada, escute o In Love With The End que você entenderá...".
Realmente foi uma frase muito infeliz, e hoje discordo completamente da mesma. Porra, esse CD aqui é matador! Brigando parelho com o War para ver qual é o mais foda, e provando junto com o mesmo que o Born From Pain não veio para esse mundo a passeio, pois, além das músicas quebrarem tudo misturando velocidade, cadência e peso, as letras são de um protesto realista muito violento! Entretanto não fique pensando que eles só passem essa mensagem "negativa" (realista), porque há um lado de certo positivismo, basta ler um trecho de "Rise Or Die" que diz: "Nunca desista! Nunca perca as esperanças! Brilhe ou morra!".
São temas extremamente cotidianos, mas muita gente ainda não leva a sério, uma pena. Pelo menos, não vai ter como alguém dizer que "não sabia", pois a mensagem foi passada através da música.
Voltando ao assunto do início, se o Muro de Berlim ainda existisse, o Born From Pain seria um dos fortes candidatos a reduzi-lo à poeira com sons do nível de "The New Hate" (assistam a esse clipe, por favor!), "Suicide Nations", "Judgement" e "Renewal"!!! >:D
Altamente recomendado para fãs de música pesada, sólida e protestante! Num equilíbrio excelente entre hardcore de NY e o metal, o Born From Pain é uma banda que eu recomendo sinceramente.
Agora uma triste notícia: Recentemente o vocalista Ché abandonou a banda. O som nunca mais será o mesmo, isso eu garanto, mas como os próprios caras passam a mensagem de não desistir, não desistiram e ainda estão tocando e fazendo a turnê, que conta com Carl Schwartz (First Blood) no posto de vocalista temporário.
Download.

Sepultura - Beneath The Remains

Sepultura foi sempre uma banda constante aqui no blog, pois eu e o Julio têmos muita admiração pelos trabalhos da banda. O Julio curte mais os trabalhos dos primórdios da banda, como o que ele postou, Morbid Visions, onde o Sepultura ainda era uma banda com temática fortemente influênciada pelo Black Metal, e que a medida que ia crescendo, e com a entrada do guitarrista Andreas Kisser, começaram a fazer um som um pouco mais elaborado, e ganham também nas letras, que ficam mais sérias e largam o Death crú.
Beneath The Remains foi o terceiro disco que banda lançou, e saiu em 89, época que os estilos Thrash/Death estavam em formação. Se você achava que esses estilos foi apenas gringos como o Death e Morbid Angel que criaram, enganam-se, o Sepultura teve uma importância imensa para a cena do Metal pesado, rápido e blasfemador. E é por este fato que você ouve pessoas falando coisas do tipo "O Sepultura é mais conheçido no resto do mundo, do que no Brasil". Bom, conheçido até é, como "Rock Pauleira", mas não é reconheçido como um grande nome da música, por isso que tiveram que tomar o mercado internacional, para depois começarem a tocar aqui.
Este disco é um dos mais importantes da carreira dos mineiros, com a formação clássica, conseguiram fazer um cd rápido e pesado, o puro Thrash. Com o nome já divulgado dos outros dois discos, Beneath The Remains foi o primeiro disco do Sepultura a ter um enorme reconheçimento internacional, e que daí não parou mais, com o Arise e Chaos A.D., já não havia mais o que fazer, a banda já tinha seu sucesso garantido.
Logo de cara, na música que leva o nome do disco, você já consegue sentir o ódio da bateria do incasável Igor Cavalera, que soca a bateria com uma vontade e uma força desumana, aliados aos riffs cortantes e rápidos de Kisser e o baixo pesadíssimo e inconfundível voz de Max um dos melhores sons do disco. Outras grandes músicas como "Lobotomy" (Que intro mais foda!), "Inner Self", "Mass Hypnosis", "Slaves Of Pain" e até um cover dos mutantes cantado em inglês, "A Hora E A Vez Do Cabelo Crescer" um dos grandes discos do metal mundial. Ta afim de conferir? clica na capa e faz o download, e se curtir compra esse disco aí, se encontra em quase todas lojas de cd por R$20 ou R$25,00, pouco comparado com o resto.

quarta-feira, abril 18, 2007

Kill Your Idols - From Companionship To Competition

Quando se fala em NYHC, com certeza a primeira coisa que vem na cabeça é Agnostic Front, e se pra você não é assim, deveria. Pois foram um dos pioneiros do som Harcore naquela cidade e continuam até hoje destruindo tudo, como é o caso do seu último cd, que o Julio postou, o Another Voice, que é muito bom por sinal. Claro que há inumeros outros grandes nomes como o Madball e o Sick Of It All e alguns tesouros do estilo ficam meio ofuscados por causa dessas bandas, como é o caso do Gorilla Biscuits e esse que eu trago pra vocês, Kill Your Idols.
Claro que este lance de ser underground é por escolha da banda, com sua postura Punk de não se render a grandes gravadoras, de não fazer vídeos para veícular na tv, a divulgação da banda é feita de maneira punk, a base só de splits e turnês e forte base de fãs. Desde 95 esses americanos vêm apavorando a cena Hardcore de Nova Iorque, e muitas vezes nem são considerados NYHC, pois seu som é muito forte, vigoroso e rápido. Altamente influênciados por Black Flag, Minor Threat, Poison Idea e 7 Seconds, fazem um barulho altamente rápido e agressivo, num estilão Hardcore Punk, com vocais "chutados", que as vezes parece baixo, pois o som da batera toma conta, uma batera rápida, que não para um minuto, junto com o peso do baixo e uma guitarra direta e com riffs bem interessantes e fica um som bem fiel às origens do Hardcore 80's oldschool, porém com uma qualidade bem mais superior.
From Companionship To Competition foi o último disco de estúdio lançado pela banda, em 2005 e conta com 16 músicas, que tratam de política, trabalho duro em vão, garotas, e aquelas temáticas do NYHC, de lealdade e positivismo. O Destaque fica para o nome de uma música, chamada "Only Dicks Don't Like Black Flag", que o nome já diz tudo e não necessita comentários. Se você ta afim de sentir uma patrola atacar tua orelha, é só clicar na capa e pular no mosh!

The Faceless - Akeldama


Não há outra maneira de começar a falar sobre essa banda sem destacar dois fatores: 1º: Técnica, peso e variações em dosagens certas que me surpreenderam positivamente e tornam a banda uma das mais originais do estilo.
2º: Como pode ser tão desconhecida assim, se faz música extremamente competente?
Mas é para mudar isso que existem pessoas como o Zé, que me apresentou a banda, e eu, que vou lhes apresentá-la agora. ^^
The Faceless vem de Los Angeles, California, e detona no seu som um poderoso metal que passa do death ao melódico soando sempre bem técnico, diferenciado e, acima de tudo, audível. Com as guitarras fazendo belíssimos riffs marcantes em dupla e seguindo escalas técnicas ao extremo (mas sem soar massante), bateria pegada, muito rápida e precisa, vocais potentes, guturais e rasgados, contra-baixo um pouco discreto, mas nem por isso totalmente oculto, pois em faixas como "Ghost Of Stranger" possui uma importância fenomenal e, além desses instrumentos obrigatórios, a banda tem também um teclado único, diferente de todas as outras bandas que possuem teclado que eu conheço. The Faceless é uma banda que merece, sem sombra de dúvidas, sair do mundo underground e ficar conhecida por qualquer pessoa que curta um bom metal baseado num trabalho forte.
Aliás, outro ponto muito forte é que o disco não é reto. Se você não gostar de um som, arrisca gostar de outro, e assim vai, bem ao contrário do que eu disse no post do Beneath The Massacre.
"An Autopsy" é um som realmente muito bom, já começa quebrando tudo com uma intro de bateria e depois nos mostra uns riffs de guitarra e teclados que soam IGUAL ao som de um video-game! Algo realmente muito interessante e diferenciado, pois esses sons geralmente são usados por bandas de "nintendocore". Já "Akeldama" é uma faixa só instrumental, muito intensa, realmente é algo muito trabalhado, com passagens que dão destaques em especial às guitarras e ao teclado em quase 6 minutos, e, como eu já disse antes, a tonalidade dos instrumentos e a gravação tornam tudo muito audível, às vezes até parece que falta um pouco de peso ou sujeira, mas nada que "mande a vaca para o brejo"! Hueuhehue! "Pestilence" tem uma parte com um cântico feminino, algo bem oriental e até sombrio, marcante demais.
E não pense que os outros sons fiquem atrás, porque é tudo de nível. Não falo mais nada porque dae EU estarei soando massante, falando a cada CD que aqui é postado uma porrada de coisas sobre todas as músicas.
Além de tudo isso, a banda já tocou com nomes "top" do metal mundial, tais como Impaled e Vital Remains, e alguns outros nem tão "top", mas que fazem música indiscutivelmente muito boa, como Job For A Cowboy (vou repostar em breve, pois é uma banda que merece ser conferida).
Para conferir, baixe clicando aqui.

terça-feira, abril 17, 2007

Beastie Boys - To The 5 Boroughs

Quando o Du fez o post do Vaughan(Pessoal, escutem esse disco!), eu li um lance que ocorria mais ou menos comigo. Só escutava metal e punk-rock, não sei se era a tal da "rebeldia" ou se era resistência em escutar bandas de outros estilos. Mas então, como todo mundo, tu cresce e começa a abrir a caxola pra escutar outras coisas e foi então que eu me interessei pelos Beastie Boys, talvez por aquele motivo que eu disse no disco Licensed To Ill, de ser uma banda de Hip-Hop que é mais escutada por "rocker" do que "rappers", mas quase sempre, por quem busca por música de boa qualidade.
Foram uma das primeiras bandas de Hip-Hop, apesar de poucas pessoas saberem disso, e menos ainda que eles eram uma banda punk, e esse que é o lance legal da banda, levaram a influência punk de Bad Brains e Dead Boys para o Hip-Hop, e em durante toda a carreira, ficaram conheçidos por fazerem um som que muitas vezes parece "chato", algo inovador e experimental. Como é o caso do discos Check Your Head e Paul's Boutique, dois grandes discos admirados pelo público e pela crítica, principalmente. Esse disco aí é de 2004 e foi o último disco de estúdio da banda, chamado To The 5 Boroughs, que é uma homenagem a cidade natal deles, Nova Iorque.
O disco é basciamente uma homenagem a cidade e aos "5 Borough" (Brooklynx, Bronx, Queens, Staten, Manhattan) e uma protesto ao querido governo americano. Esse disco foi o primeiro a ter produção própria da banda, e para mim, é um dos melhores disco musicalmente falando. São ritmos doidos, um "bounce" fudido e alegre, com samples muito bem sacados com batidas simples e efetivas, que quando entra no teu ouvido, é impossível tu ficar parado, simplesmente fantástico. Escute "An Openletter To NYC", "Ch-Check It Out", "Right Right Now Now" ou "Triple Trouble" e tu vai ver, que não vai conseguir ficar sentado na cadeira sem balançar o melão. Então clica na capa e baixa esse discão.

Beneath The Massacre - Mechanics Of Dysfunction


Banda canadense de death metal EXTREMAMENTE técnico! E não é só isso, os caras possuem muito e peso e velocidade no som, fazendo os "malabarismos" não soarem uma charopice, como é no caso de diversas bandas de bandas de metal progressivo que eu prefiro nem citar nomes, pois são, na minha modesta opinião, algo totalmente repulsivo aos meus ouvidos.
Com vocais extremamente guturais, bateria muito influenciada pelo grindcore, guitarras desumanas (no mínimo), breakdowns poderosos, baixo bem destacado, tempo quebrado e letras extremamente violentas e protestantes, a banda não é daquelas que fazem jus ao nome! Beneath The Massacre é realmente um massacre sonoro e, apesar de eu conhecer a pouco tempo, já curto muito os materiais deles.
O único problema aqui, é que a técnica realmente é EXTREMA e INTENSA, soando um pouco massante algumas vezes. Por isso, não é aquela banda que eu vou escutar o dia inteiro, porque curto pouco desses sons extremamente técnicos ou progressivos, mas certamente escutarei com vontade quando escutar.
Então já vou avisando o que penso: Se você curtir uma música, provavelmente irá gostar do CD inteiro; se não curtir nenhuma, não gostará do CD inteiro. Beneath The Massacre é o típico caso extremo dentro de um som extremo! ;)
Apesar da discografia ainda minúscula (um EP de 2005 e esse full-lenght desse ano) a banda já é conhecida mundialmente, e não à toa, né?! Porque para criar som assim tem que ter muito conhecimento da causa. Influências de Suffocation, Cryptopsy e Dillinger Escape Plan são grandes, mas a banda é bem original, e, se continuar assim, com certeza vocês ainda ouvirão falar muito desses caras.
Esse ano promete ser muito importante para a banda, pois os caras já partiram em turnê mundial, e, como vocês todos devem saber, a estrada só tende a trazer mais experiência. Confira esse massacre sonoro clicando aqui e surpreenda-se com a técnica e o peso extremo!

segunda-feira, abril 16, 2007

Agnostic Front - Another Voice


O hardcore de Nova York possui diversas bandas excelentes, mas quando se toca nesse assunto SEMPRE há um nome que aparece (e aparecerá) entre os primeiros: Agnostic Front.
Na cena desde o começo dos anos 80, os caras tornaram-sem não só o grande nome do hardcore de NY, mas sim um grande nome do hardcore mundial, sendo banda obrigatória para qualquer fã do estilo.
Passaram do punk sujo e tosco para o crossover, depois para o hardcore puro e hoje em dia quebram tudo com um hardcore new school e bem metalizado, que é o estilo praticado neste excelente Another Voice.
O que eu tenho a dizer sobre ele, é que realmente é um estilo bem único do AF, cheio dos "Hey! Hey! Hey!" e o vocal único de Roger Miret, que pode não agradar a todos e até soar meio estranho. Por que? Porque ele é meio agudo e limpo, e o instrumental é bem metálico e um pouco sujo. Quem está acostumado com bandas como o Throwdown pode achar um tanto quanto estranho, mas eu curto pra cacete. Cadências? Não existem! \o/ Aqui é tudo executado muito rápido, seja o tempo das músicas, geralmente de 1 a 2 minutos, ou a velocidade da música em si, que é sempre bem rápida. Letras 100% hardcore, com conteúdos de protesto e outros sobre a convivência humana, algo bem típico do hardcore de NY, que é passar aquela mensagem de positivismo falando que com união e respeito entre as pessoas é possível melhorar a sociedade em que vivemos. Aliás, muita gente acusa o AF de ser uma banda nazista, e isso está completamente errado! Por favor, se você ouvir alguém falando isso, simplesmente ignore ou corrija a pessoa. O motivo disto tudo é que o primeiro EP deles (se não me engano) foi lançado juntamente com o de uma banda white power, e o AF até tocava nos mesmos show que algumas bandas desse estilo. Por causa daquela frase que eu acho 100% errada, a clássica de Jesus, "Diga-me com quem andas que eu te direi quem és!", a banda foi rotulada erroneamente de ser nazista.
E como no caso de outros cd's que aqui foram postados, eu digo que é difícil destacar alguns sons em especial, porque que o CD inteiro é realmente excelente! Um dos melhores cd's de hardcore que eu conheço, juntamente com o Underdogs do Terror. Mas dá uma olhada no clipe de "Peace", que tem a participação especial do Jasta, do Hatebreed. ;)
Então, galera, baixem clicando aqui e curtam uma verdadeira banda clássica do hardcore em um dos seus melhores momentos.

L7 - Hungry For Stink

Agora, que eu estou começando a escrever algo sobre o L7, me vem à cabeça a primeira coisa que está escrito no post do Bleeding Trough, que algumas bandas estão acima dos rótulos e o que acontece com o L7, é mais ou menos o que eu vejo com o Nirvana, eles são taxados de Grunge, mas se você for ver, bem na real, eles são punks.
O L7 não vêm de Seattle, e não tem nenhum integrante que tocou em uma banda de lá, as integrantes são todas de L.A., terra de muita banda punk, e que começaram a gravar por um selo punk, a Epitaph, e isso tudo tá escrito no post do disco Bricks Are Heavy, um baita discasso da banda. Hungry For Stink, veio depois deste disco, em 94, época que o Grunge estava perdendo espaço já para outros estilos como o Punk-Rock bôbo do Green Day e Offspring e os eletrônicos que tomariam conta de boa parte da outra metade de década, e talvez foi por isso que esse disco passou meio desperçebido, ao contrário do outro. A crítica em geral, achou o disco ruim, com músicas mais pesadas e agressivas, mas o que importa são os fãs, e não a crítica, pois boa parte da galera que curte L7, acha esse disco muito animal.
O disco saiu apenas um single, que é a primeira música "Andres", o que comprove que o disco realmente foi quase um fracasso, mas essa música é realmente muito boa, com peso e sujeira e uma voz agressiva e desleixada da baixista Jennifer Finch (Que teve a sua última participação neste disco). Um ponto forte da banda sempre foi as letras, aqui mais debochadas, mais sarcásticas e mais punk, quando tu escuta "The Bomb", você se liga que essas minas realmente são revoltadas "Plastic peoples with their plastic lives/ Plastic drivers in plastic cars". As música continuam com aquele som punk, de poucos acordes, com linhas de baixo quadradonas e guitarras saturadas com ritmos alucinantes e viciantes como "Riding With A Movie Star" ou a arrasa quarteirões "Fuel My Fire", que foi feito cover pelo Prodigy, no Fat Of The Land, e que ficou afude pra caralho.
Bom, quer saber? clica na capa e faz o download e confere o som dessas minas doidas loucas pra chutar tua cabeça.

domingo, abril 15, 2007

Blind Melon - Blind Melon

Blind Melon, disco emblemático da década passada, uma banda que eu conheço faz um bom tempo, mas que só fui escutar pra valer a algumas semanas atrás e acabei me surpreendendo com o som da banda, que faz um rock alternativo acústico psicodélico caipira anos 60 com doses de Heavy Metal e Grateful Dead.
Assim como boa parte das pessoas, eu conheçi a banda através da MTv, com o clipe de "No Rain", ou também conheçido como o "Clipe da Abelinha". Na época que o single da música foi lançada, era exaustivamente rodado na Tv, ficando quase sempre em 1º nas paradas. Mas nem só de "No Rain" que o Blind Melon é formado, há muito mais sons bacanas por trás deste cd que tem uma capa diferente do convencional.
O Blind Melon começou no ano de 1989, quando o vocalista Shannon Hoon, mudou-se do seu estado natal, Indiana, assim como seu conterrâneo Axl Rose do GNR, e foi para L.A. formar sua banda de rock. Com músicas de outros estados, se estabeleceram na Califórnia, e em 91 a banda conseguiu um contrato muito bem pago pela Capitol Records e gravaram seu primeiro disco, auto intitulado, que é este que você esta lendo, e foi lançado no ano seguinte. Nessa mesma época, o vocalista Shannon, líder da banda, é convidado para gravar alguns vocais no cd Use Your Ilusion, do GNR, em músicas do calão de "Don't Cry" e "November Rain", duas músicas famosíssimas da banda, e como se ainda não bastasse, Shannon participou clipe de "Don't Cry", mas preferido ainda é "November Rain", que para mim é um dos melhores clipes da história, e assim a banda estava feita, todos queriam saber quem era aquele cabeludo que cantava ao lado de Axl.
Como se isso não fosse o suficiente, em 93 o banda mandou "No Rain" como single e daí sim, o sucesso foi elevado a 2x10³. Clipe que não parava de rodar na tv e várias cópias do disco sendo vendida, mas hoje infelizmente dificilmente você ouve alguém falar da banda e muito menos acha os cds deles para vender, pois pouco tempo depois disso a banda acabou. Em 95 foi lançado o segundo disco e nesse mesmo ano, Hoon foi encontrado morto, pela mesma causa de muitos outras artistas que são adeptos do "Live Fast, Die Young", com 28 anos, Shannon estava morto por overdose de cocaína, sua parceira desde os 17 anos.
Em seu túmulo foi inscrito uma parte da música "Change", sua primeira canção, que é mais ou menos assim: "I Know we can't all stay here forever, so I want write my words on the face of today, and they'll paint it" (Eu sei que nós todos não podemos ficar aqui para sempre, então eu quero escrever minhas palavras nos dias de hoje, e eles irão pintar isso". Ninguém pensaria que numa música tão calma e bonita, seria alguma "mensagem". Há outras inúmeras músicas boas nesse cd, como a primeira "Soak the Sin", com guitarras gritantes e vocais agressivos, fazem uma ótima canção assim como a Heavy Funk "Tones Of Home" que me lembra muito o Jane's Addicition, outro grande nome do alt rock. Bom, se é pra enumerar as músicas, escolheria o cd inteiro pois é um disco realmente excelente, se você não conheçe vale a pena dar uma ouvida, e se você curtir, esta encrencado, pois é um disco extremamente viciante, escuto ele sem parar. Para baixar, clica na capinha.

Bleeding Through - The Truth


Metalcore? Hardcore? New metal? Brutal black sinfônico? Para algumas bandas os rótulos são desnecessários, pois elas estão acima deles, e o Bleeding Through é uma dessas.
Vindos dos Estados Unidos, eles trouxeram uma mistura muito boa de estilos e bem difícil de definir, tanto que eu falei isso em todos os cd's deles que aqui foram postados.
The Truth foi lançado em 2006 e nos mostra o que já estava acontecendo nos 2 álbuns anteriores: Uma evolução constante. Chega a ser meio estranho escutar o primeiro CD deles, o Dust To Ashes, que possuía uns deslizes meio cabreiros na execução e uma mixagem muito fraca, até deixando umas microfonias aparecerem. Portrait of the Goddess veio em seguida, no ano de 2002, muito melhor e trazendo até umas regravações das músicas que mais fizeram sucesso no primeiro disco. Na seqüência, This Is Love, This Is Murderous, de 2004, trouxe algo muito mais brutal e maduro, fazendo a banda ganhar seu reconhecimento mundial. Eis que, ano passado, os caras voltaram com mais esse disco e o resultado foi surpreendente! Manteram a boa linha, só que agora com refrãos mais marcantes, execução mais precisa, vocais mais graves (e outros mais melódicos) e o teclado com um destaque muito, mas muito maior!
Eu fiz questão de comprar o CD original, que além de ser excelente possui um encarte belíssimo e mais uma espécie de "segunda capa", um lançamento realmente matador a nível de Brasil. Quem não comprar, pelo menos sabe o que está perdendo.
E no meio de tanta coisa boa fica até difícil achar destaques, pois a banda se puxou muito na composição dos sons, sinceramente. Mas creio que "os detalhes fazem a diferença", então escute com atenção as músicas "Dearly Demented" (tem a participação especial de Nick 13, vocalista do Tiger Army, mas eu jurei que era Anthony Kiedis, do RHCP oO ) e "Line In The Sand" (balada como eles nunca haviam feito antes, simplesmente lindíssima). As outras estão muito boas, então nem falo mais nada! :]
Infelizmente eu tenho que comunicar que semana passada o guitarrista Scott Danough deixou a banda. O BT não vai acabar, mas a mudança será altamente perceptível! Só espero que seja para melhor, né? Torçam comigo, pois se a banda ir mantendo a linha eu fico até muito ansioso com o futuro.
Download.

sábado, abril 14, 2007

Karl Sanders - Saurian Meditation


Faltam-me conhecimentos lingüísticos e culturais para fazer uma resenha decente e
a nível dessa grande obra feita por Karl Sanders.
Para quem não sabe, Karl Sanders é guitarrista do Nile, banda de death metal brutal e técnico com algumas passagens épicas. Entretanto não fique pensando que você vai encontrar um trabalho metálico por aqui, pois a música executada nesse CD é algo muito distante do metal, algo muito distante mesmo, algo que deve ser apreciado com calma e atenção.
O metal surgiu, aproximadamente, alguns 1980 anos depois de Jesus Cristo, e o estilo que aqui é executado existe há milhares de anos ANTES de Jesus Cristo. Creio que seja um dos primeiros estilos musicais a serem criados.
Provavelmente todo mundo aqui já cursou ou vai cursar o primeiro ano do Ensino Médio, e lá eu e vocês estudamos sobre o Egito Antigo e as primeiras civilizações do Planeta.
Sim, você vai encontrar aqui um trabalho que retrata fielmente a música egípcia da Antigüidade! Uma obra genial e totalmente épica tocando esse estilo que foi, praticamente, dizimado pelas outras culturas que se infiltraram no Egito e pelo tempo, o mesmo tempo que é capaz de tornar coisas imortais é capaz de destruí-las num piscar de olhos que para nós pode ser uma eternidade, mas a ele nunca será algo, pois ele é infinito.
Karl Sanders não é um humano qualquer, creio que ele talvez nem seja um ser humano, ou então ele é um ser humano muito avançado dos outros. No Nile, Karl compõe todo o material de guitarras e letras, canta e ainda toca teclado. Aqui ele toca quase todos os instrumentos. Os de cordas, pelo menos, eu tenho certeza que são executados por ele, tais como violões, cítaras, banjos e guitarras. Alguns desses, como a cítara, por exemplo, foram instrumentos criados pelos próprios egípcios, e são também alguns dos primeiros instrumentos musicais a serem criados pela humanidade.
Eu, particularmente, sou aficionado por cultura egípcia, apesar de ser leigo no assunto. Penso que foi uma das mais (se não a mais) rica civilização que já viveu na Terra, pois os caras fizeram coisas que muita gente não consegue explicar até hoje, muito menos refazer, pirâmides são um exemplo disso.
Mas sem se desviar muito do CD, existem aqui muitos outros instrumentos, tais como flauta, teclados e diversos estilos de percussão, sem esquecer dos vocais no estilo de "coros épicos". Cara, falar sobre esses vocais é algo muito difícil, pois não tem como dizer como eles são através de palavras. As vozes de "espíritos" também, não que eu creia em espíritos, mas essas vozes realmente parecem de almas vagando solitárias e sofrendo por aí. Chego a me arrepiar quando escuto isso! :O
Sinto-me na obrigação de resenhar todas as músicas, porque são dotadas de um material muito rico e extremamente raro nos dias de hoje! Este CD é muito mais que uma obra-prima, é algo que está acima de ser 100% compreendido por um humano, e não me surpreenderei se alguém falar "Este CD é um porre! Não consigo escutar uma música inteira" ou se outro alguém falar "Julio, nunca ouvi algo parecido! Concordo com tudo que você disse!".
A primeira faixa chama-se "Awaiting The Vultures", é uma música ambiente bem dark! Imagino-me caminhando em um templo escuro e cheio de inscrições na parede, iluminado apenas por algumas tochas que existem no decorrer do caminho. O ritmo hipnótico do violão me assusta, e as vozes de fundo parecem-se com alguns espíritos a me rodear e dizendo "Não avance, não há retorno!", mas, mesmo assim, eu insisto em prosseguir, e vou indo até chegar à segunda música, "Of The Sleep Of Ishtar", que não é tão sombria, é algo mais calmo, faz eu me sentir como se eu estivesse saído do templo. Para ser sincero, tive uma ascensão e agora caminho pelas nuvens numa noite estrelada, observando o rosto dos faraós desenhados pelas estrelas. A linha vocal é linda, ela me leva diretamente a ver a imagem da Deusa íris, e, em seguida, o solo de flauta é algo tão lindo e marcante que não existem palavras que descrevam como eu me sinto ao escutá-lo. Os solos de guitarra me fazem lembrar bruscamente de todas as coisas que eu deixei de fazer na minha vida, também muitas coisas erradas que eu fiz, muita gente que eu machuquei por motivos bestas e diversas outras coisas que não precisavam ser como hoje são. A linha de cítara é como a flauta, ou seja, não há como explicar. Essa música possui 9 minutos e meio de duração, mas, para mim, passam tão rápidos que nem parecem serem 9.
"Luring The Doom Serpent" é uma das músicas que mais tem ligação com o título, pois o modo como a cítara é executada lembra muito o som de uma serpente que está prestes a atacar, balançando aquelas espécies de "chocalhos" que só algumas espécies possuem. Os tambores são hipnóticos, e as vozes de espíritos aparecem novamente, parecem os escravos do faraó vagando por aí e sofrendo eternamente.
“Contemplations of the Endless Abyss“ é composta apenas por vozes e ventos, parece até cena de filme épico! Me lembrou muito o jogo God Of War, nas partes em que o herói Kratos está dentro dos templos entrando em contato com diversas divindades do além.
“The Elder God Shrine” criou a cena de um ritual em minha mente, um ritual em homenagem a algum deus com muita bebida, fornicação e escravas fazendo aquelas danças pra lá de sensuais. As percussões são bem rápidas e intensas, os instrumentos de cordas fazem um trabalho excepcional e os coros cantam algo, provavelmente, no idioma egípcio ou árabe. Uma guitarra distorcida aparece incrivelmente para fazer uns riffs sujos e um solo estridente, tornando essa uma das mais surpreendentes do CD.
“Temple of Lunar Ascension” traz novamente um clima de ambiente bem dark, parece um ritual de sacrifício, com percussões bem lentas e umas vozes bem graves, digo que até soam muito mórbidas. Os instrumentos de cordas fizeram eu me lembrar de um jogo que eu joguei muito no Playstation 1, o Yu-Gi-Oh!, que também tinha muito conteúdo egípcio.
“Dreaming Through the Eyes of Serpents” me espanta com a sua tonalidade, a música parece estar sendo tocada dentro de uma pirâmide cheia de ecos, é um som que faz vir em minha mente a imagem de várias pessoas num estado avançado de meditação, todas sentadas e iluminadas pelas tochas e cheirando uma espécie de incenso. Como essas coisas aparecem na minha cabeça eu não sei explicar, mas é realmente essa a imagem que vejo quando escuto a música.
“Whence No Traveler Returns” começa só com instrumentos de cordas, um fazendo uma base e outros 2 solando, algo realmente muito lindo e uma prova da versatilidade e feeling de Karl. Um teclado faz um fundo meio macabro, fazendo algo totalmente a surreal; a beleza suave com o medo pesado e obscuro.
“The Forbidden Path Across the Chasm of Self-Realization” me faz ter a visão de uma pirâmide totalmente retirada no deserto, algo que pode ser a salvação um homem que caminha lentamente, totalmente torturado pelo sol e quase morrendo de sede. Ela parece estar próxima, mas quanto mais ele caminha, mais ela se afasta, até que ele cai e morre, enquanto vem à noite para esfriar tudo de vez. Essa música tem também uma narração em inglês, algo bem diferente e que ainda não havia sido usado.
Para fechar o CD, "Beckon the Sick Winds of Pestilence" vem com umas percussões que também não haviam sido usadas e umas vozes altamente terroríficas! Às vezes até dá para confundi-las com o barulho de uma ventania, mas são realmente apenas vozes. A guitarra de Karl Sanders chega gritando, parece com uma daquelas almas que caminham sem destino apenas para sofrer. Com um efeito que deixa ela dobrada, a percussão vai perdendo o volume até que ficam apenas as guitarras soando de forma assustadora juntamente com alguns pratos para acabar ao som dos teclados.
Sobre o título do disco, segundo o que li na net, foi uma idéia que Karl teve enquanto passeava com seu filho no zoológico. Observando atentamente todos os animais, Karl reparou que alguns répteis (o Saurian vem daí, pois os répteis são uma espécie de "saurinos") estavam totalmente imóveis, paralisados, sem ao menos piscar, como se estivessem num estado de transe e meditação profundo. Coincidencialmente ou não, a música executada nesse CD pode servir como base para uma boa meditação.
Também segundo o próprio Karl, essas músicas ele compôs para relaxar, geralmente quando estava em casa e longe da correria das turnês do Nile.
É um CD que, assim que possível, estarei comprando original.
Detalhe: Demorei mais de 2 horas para escrever esse post.
Então, meus caros, escutem essa grande obra feita por esse gênio multi-instrumentista e cultural clicando aqui.
Ps: Escutem com calma e atenção, de preferência dediquem toda a atenção somente à audição desse CD.
Esqueça MSN, Orkut, problemas caseiros, escola, faculdade e etc...
Boa audição!

sexta-feira, abril 13, 2007

Machinist - Machinist


Diretamente da Holanda para causar fortes dores de cabeça às pessoas que não estão acostumadas com o estilo e altos níveis de euforia àqueles que curtem um excelente grind/noise/industrial/mathcore moderno! >:D
Sim, não duvide do poder da mistura de música extrema e caótica com o industrial moderno, pois o Machinist executa linhas dotadas de peso, sujeira, efeitos eletrônicos e todas muito desorientadas, inesperadas e com muito efeito de distorção nos vocais.
Este EP, auto-intitulado, foi re-lançado esse ano (o lançamento foi em 2004) e, apesar da curta duração, dá para se ter uma grande idéia do que os caras devem estar criando hoje, ainda mais que os anos só trazem mais experiência às bandas. Na última faixa você pode conferir um trabalho mais experimental e cadenciado, tomando 5 minutos dos 11 que o EP possui no total, executados de forma muito rápida nas primeiras 4 faixas.
O material é interessante de ser conferidos por todos, principalmente para aqueles que não conhecem essas coisas mais insanas e querem ver até onde chega a capacidade humana de criar loucura.
São 11 MB, então não custa nada baixar. De bandas que seguem +/- essa linha e que já vieram para aqui no blog, recomendo a dupla americana 2 0'Clock Girlfriend e os "matemáticos" do The Dillinger Escape Plan.
Trabalho curto e grosso = Post curto e grosso!
Boa noite de sexta e bom final de semana a todos! o/
Ps: Agradecimentos ao Zé pelo link original e info sobre a banda.
Download link: Here.

Asesino - Corridos de Muerte

Sexta-Feira, últimdo dia, tinha programado para a sessão Psychobilly, um disco dos Cramps, porém hoje é uma sexta-feira diferente, principalmente para os mais supersticiosos, então resolvi fazer um post bem mais macabro em relação aos últimos discos que havia postado, só por diversão desta data emblemática. Tão emblemática, que o primeiro disco do Sabbath, foi lançado neste dia, no ano de 1970, a partir deste lançamento, que dizem que fiu jogada da gravadora, o rock nunca mais seria o mesmo, e é por isso que cada vez mais surgem bandas "do mal".
Ainda ontem eu falei com o Julio que queria postar um disco do Asesino, e hoje só que eu fui ver o dia, então corri para o soulseek e puxei ele pra este computador, pois tenho ele em casa, quando baixei a discografia do Brujeria, veio junto. Falar de Asesino, acaba sendo inevitável tocar em Brujeria. O Asesino surgiu após a saída do guitarrista e vocalista Dino Cazares do Brujeria, ele foi o fundador do Fear Factory, junto com o baterista Raymond Herrera (Que participou deste álbum), e que foram idealizadores do projeto/banda Brujeria.
A fama do Brujeria é enorme, porém das histórias e de todo o blah blah blah, a música propriamente dita, já é menor o número de pessoas que conheçem, e quem escuta sabe que o som deles é agressivo, sujo e acima de tudo, tosco. E essa que é a grande diferença pro Asesino, como Dino disse: "O Asesino é o novo Brujeria", então lançaram este disco, Corridos de Muerte em 2002.
O disco começa com a faixa, que leva o nome da banda "Asesino", e logo de cara, começa uma conversa em espanhol, de dois xicanos, e em seguida, bom, em seguida, sai da frente que lá vem pancadaria, e da melhor qualidade, um Deathgrind extremamente bem gravado e limpo. Vocal rasgado e algumas passagens gutural, aliados a riffs de Black, Death e Grind, num clima extremamente pesado e macabro, ficam completos pela batera na velocidade da luz que não para um instante, e tudo isso no maior estilo Brujeria de escrever, músicas de morte, tráfico, satanismo, e tudo cantado em espanhol. Tu fica assustado só de ver o nome das músicas, como "Despedazando Muertos", "Sequestro Nuestro", "Cyko Maton", "Carnicero" e o meu destaque para o cd "La Ejecucion", que é a mais macabra e obscura do disco, escute até o final e verás (A morte do Padre).
Um cd que é extramamente bom, pois eu que não sou grande adepto à música extrema, simplesmente acho esse cd muito bom, fodão mesmo, então confere clicando na capa. Célebre essa sexta-feira negra ao som do Asesino.

Red Hot Chili Peppers - Californication


Sendo 100% honesto com vocês, digo de coração, mas de coração mesmo: Esse é o último disco bom do RHCP, e é um CD que mudou a minha vida.
Estava na terceira série e tinha 9 anos quando começou a pegar Mtv lá em casa. Bom, há 8 anos atrás era bem diferente de hoje, mas com certeza tinha muita porcaria também, basta se lembrar dos Backstreet Boys e do Hanson! Ahuehuauhaha! Porém foi nessa época que eu comecei a assistir um clipe que me agradou muito. Alguém se lembra de Otherside? Foi com esse clipe e música que conheci o Red Hot, e certo tempo depois comprei esse álbum original. Eu conhecia poucas bandas, creio que a mais pesada de todas era o Metallica, e olha que eu só conhecia o Black Album. O RHCP com certeza foi e ainda é uma banda muito importante para mim, pois músicas como "Around The World" me incentivaram a escutar e procurar por bandas mais rápidas, pesadas e "loucas". Com o passar do tempo vocês já sabem o que aconteceu, né? Com meus 12 anos conheci Iron Maiden e a partir daí não parei mais, continuo cada vez mais na procura por bandas novas de diversos estilos. O que eu acho interessante nisso tudo é que, de vez em quando, puxo esse CD original e começo a escutá-lo, fico relembrando de tudo que já aconteceu e viajo bastante, porque as músicas aqui são bem diversificadas.
Californication é um álbum que considero excelente. Pra mim, existe uma espécie de "Santa Trindade" nos cd's deles: Mother's Milk, o Pai. Blood Sugar Sex Magic, o Filho e Californication é o Espírito Santo.
Aqui tudo começa com a já citada "Around The World", música muito louca com bastante influência de funk, porém há um refrão mais reflexivo. Isso aqui foi muito explorado no decorrer do CD, pois na lindíssima "Scar Tissue" existem os "coros" de fundo cantados por John e Flea que são bem reflexivos também. Falando nela, tem 3 solos de guittarra muito lindos, um riff de guitarra muito marcante e a excelente interpretação de Anthony, seguida pela bateria alternada de Chad Smith. "Get On Top" é outro som bem funkeado, principalmente pelo riff de guitarra e a linha do baixo. Flea é sem noção, o cara domina a técnica do slap e não só isso, é completamente insano em cima dos palcos. A faixa título do álbum também é boa, e também estourou nas rádios, mas foi editada. Sim, cortaram os solos dela para tocar na rádio. Puta idiotice, mas fazer o que, né? Rádio é rádio, nada como ter o CD original. Rendeu também um videoclipe muito massa, algo totalmente inovador e que até gerou muita especulação sobre se a banda iria lançar um video-game. Todas as outras músicas são boas também, não tem NENHUMA ruim! Mas devo destacar também a linda "Road Trippin'" que é toda acústica, só à base de voz, violão e baixo acústico.
Esse CD marcou muito pela volta da formação clássica, tendo John Frusciante (quase)todo recuperado do seu vício de drogas. Após a explosão, o RHCP ficou em silêncio até 2002, quando lançaram By The Way (que se depender de mim não será postado), álbum totalmente levado pro lado da melodia e com 0% de locura. Ano passado lançaram o duplo Stadium Arcadium (que também não postarei) e, se continuarem assim, não lançarão mais um álbum bom. Cara, é triste ouvir esses 2 últimos álbuns que eles lançaram. O funk foi jogado de lado, e o pop ganhou um grande espaço. Pelo menos, o RHCP é uma das únicas bandas de pop que se salvam atualmente, mas quem conhece o passado deles certamente fica decepcionado.
É, meus caros, querem escutar o verdadeiro RHCP? Escutem aqui do Californication para baixo.
Download link.

quinta-feira, abril 12, 2007

Cannibal Corpse - Kill


"Simplesmente" a banda de death metal mais conhecida do mundo e também uma das mais polêmicas da história musical, devido às suas capas, letras e músicas extremamente violentas. Talvez vocês estejam cansados dessa mesma velha história a cada vez que eu posto algo deles, mas é a verdade! Realmente o Cannibal Corpse é uma banda muito polêmica, porque suas capas foram censuradas em diversos países; e não só isso, a banda foi impedidade de tocar em alguns países (até rolou um caso recente, se não me engano, na Austrália) por "incitar as pessoas a cometerem crimes". Se você vê muita banda lançando coisa desumana nos dias de hoje, não esqueça que o Cannibal foi um dos primeiros a começar isso lá no início dos anos 90.
Atualmente, o núcleo da banda são o baixista Alex Webster e o vocalista George "Corpsegrinder" Fisher, que são também os músicos mais conhecidos e com a carreira mais vasta. Mas os outros membros tocam muito também, se não o Cannibal não seria tudo que é hoje.
Lançado em 2006, Kill é um álbum muito bom, com uma porrada atrás da outra do começo ao fim e com as características que têm tudo para agradar ao fãs da banda: Músicas rápidas, trabalhadas, arranjos técnicos, vocais guturais e rasgados sofridos e muitas, mas muitas letras abordando temas como sangue, matança, tortura, sexo e etc... :D
Gostei bastante do álbum, apesar de pensar que faltou peso. A sujeira ficou maior que o peso, e eu não gosto muito disso. Porém, por outro lado, é um trabalho que com certeza vai render novos fãs à banda, porque não são todas as pessoas que curtem algo extremamente pesado, e, sinceramente, não teria graça se os caras fizessem mais um Gallery of Suicide, né?
Um dos pontos mais altos aqui é a velocidade com a qual as músicas são executadas, pois elas soam bem empolgantes assim. O trabalho das guitarras está extremamente atraente, é algo que me prendeu bastante à audição. Às vezes todos os instrumentos param, mas uma guitarra continua tocando, e fica um equilíbrio muito louco! Meio difícil descrever isso, sério. Pensando sobre todos os estilos que descrevo aqui, creio que o death metal é um dos mais complicados para tal tarefa, e quem conhece sabe o porque.
Mas então, meus caros leitores, escutem nesse CD algumas músicas como "The Time To Kill Is Now", que é curta e grossa e, mesmo assim, possui um trabalho realmente muito fodido de guitarras, sem contar o vocal que precisa de muita técnica para alcançar tais tonalidades. "Make Them Suffer", com muita velocidade e um refrão que me anima a cantar junto, aterrorizando as pessoas ao meu redor, geralmente os meus pais. "The Discipline Of Revenge" já começa com uma intro de baixo e bateria muito técnicos, Alex Webster realmente conhece muito de contra-baixo e por isso muitas pessoas o consideram como o melhor baixista do estilo. "Purifacation By Fire" tem uns solos cabreiros, muita alternância de velocidade e passa uma empolgação muito grande! Bom, eu curti todo o CD, mas os destaques, a meu ver, são essas.
Baixe essa violência sonora de uma das bandas mais clássicas do metal clicando aqui e enjoy! ;)

The Meteors - The Mutant Monkey And The Surfers From Zorch

Depois de um dia sem postar nada, agora é a vez de fazer uma session de "roots" do Psychobilly, e nada mais justo que começar com os Meteors, e falando de lema deles e de seus fãs, que é assim: "Only The Meteors Are Pure Psychobilly", ou seja, Só os Meteors são o Psychobilly puro, e muitas vezes a criação deste estilo é creditada à eles, apesar de existir bandas como o Cramps, que tiveram uma grande importância pro gênero.
Mas então, os Meteors começaram a tocar em 1980, no reino Unido, como um trio, com Paul Fenech nos vocais e na guitarra, Nigel Lewis no contra-baixo e Mark Robertson na bateria. Fenech e Lewis já eram velho na estrada do Rockabilly, tendo tocado em inumeras bandas antes de formar uma banda nova, pra experimentar essa fórmula nova, de Rockabilly que tivesse como tema principal filmes de Terror e Ficção Científica e um flerte com o punk-rock, sendo chamado o tal Psychobilly, tão explorado essa semana por mim.
The Mutant Monkey And The Surfers From Zorch foi o escolhido pra estar aqui por ser um álbum da metade da carreira da banda, lançado em 99, então já dá pra ver a experiência e uma gravação bem melhor que a dos discos do início dos anos 80. Apesar do nome extenso e bizarro, assim como a capa, esse cd é muito bom, e escutando música por música, você entende porque só os Meteors são o puro Psychobilly. Instrumental ótimo, rifferama doida da guitarra de Fenech, diretamente do inferno, com solos inacabáveis e muito bem sacados, se completam com a maravilhosa cozinha, no ritmão do rockabilly e certas passagens de surf music com punk-rock.
São 13 músicas que fazem você pirar nos ritmos alucinantes, se você ta afim de conheçer um pouco mais sobre Psycho, você é obrigado a escutar os Meteors, pois como todos dizem, "Only The Meteors Are Pure Psychobilly", então clica na capa e saia pulando pela sala.