terça-feira, abril 22, 2008

Dias de Fúria - Coletânea Vol. 1


Entre uma bela parceria do site Dias de Fúria com várias bandas nacionais resultou essa coletânea de 2 CD's literalmente furiosos. A galera do site se inspirou na hora de escolher as bandas, pois a coletânea é um quebra-pau de bandas boas do começo ao fim, do primeiro ao segundo CD. Nela temos o prazer de conferir bandas de diversos estilos, mas todas atuais, desde o mais puro hardcore, passando pelo metalcore, rap e até pelo death metal, sem esquecer das bandas que dão a cara à tapa se desprendendo dos rótulos, buscando uma sonoridade completamente diferente.
São mais de 20 bandas marcando presença, e com certeza você conhece e desconhece algumas. Muitos podem se lembrar melhor daquelas que obteram resenhas repletas de elogios aqui no blog, tais como Itsari e Retturn, mas o CD, felizmente, nos traz também muitas bandas do mesmo nível, tais como a porto-alegrense Disrupted Inc. e a furiosa Alto Teor de Revolta. Confesso que até acho injusto ficar citando nomes, pois todas as bandas aqui presentes se empenharam muito, seja na composição dos sons que tocam ou no modo como encaram a (árdua) vida de ser músico no Brasil. Essa coletânea é mais uma prova de que o nosso país possui um arsenal de bandas excelentes e o que mais falta é a galera conhecer. Agora, já que vocês têm a chance de baixar e curtir esse exército de bandas, cadastrem-se (é grátis) e baixem. O site e as bandas agradecem o seu interesse!
Link.

sexta-feira, abril 18, 2008

Poison The Well - Versions


É impossível não começar esse post sem falar de uma grande banda que serviu de, no mínimo, grande influência para esse álbum: Pink Floyd. Sim, por mais que não haja ligação alguma de sonoridade, estilo, composição e tudo mais em qualquer um dos álbuns anteriores do Poison The Well, aqui em Versions fica clara uma enorme influência de Pink Floyd, consciente ou inconsciente, notada por passagens que se você conhece o extenso trabalho do Pink Floyd certamente entenderá.
Lançado em 2007, esse é o último álbum da banda até o momento. Até hoje a maioria dos fãs alega que esse é um álbum fraco, totalmente distantes das raízes. A minoria não joga o álbum na lata do lixo, mas diz que ele é aproveitável. Bom, na época de lançamento eu fiquei chocado, tanto que escutei 3 faixas e já deletei, mas deixei o arquivo .rar guardado em alguma pasta para escutar algum dia. Esse dia ocorreu nessa semana. É bem notável que em You Come Before You eles estavam remodelado minimamente o estilo, mas em Versions a mudança foi brusca. Lembro até que comentaram aqui: "Posta o último álbum deles, um divisor de águas no estilo". Agora vou mais além: Um divisor de fãs, de estilo e um demolidor de barreiras na proposta de explorar os sentimentos humanos. É o único álbum do Poison The Well que vai afundo numa produção diferenciada.
Tive um grande susto ao escutar "Breathing's For The Birds". O vocal limpo é idêntico ao de Roger Waters nos anos 70, a sonoridade da guitarra, bem como os acordes tocados, são típicos de David Gilmour, e a bateria lembra muito Nick Mason. Soa absolutamente igual às músicas que o Pink Floyd fez sem distorção. E isso é muito bom, pois leva o ouvinte para longe. Até na primeira música do CD, a porrada "Letter Thing", já percebe-se tais semelhanças. Mas o hardcore não ficou esquecido. Bateria veloz, guitarras rápidas, o vocal único e rasgado e grave ao mesmo tempo de Jeffery Moreira não deixam tudo leve e, é claro, mostram traços próprios do PTW. Apesar das similaridades, esse é um trabalho muito original e que merece respeito. Pode até parecer contraditório, mas nunca alguma banda foi tão afundo a ponto de criar músicas assim, portanto, é único.
Não digo mais nada. Resta a você baixar o disco e comprovar tudo isso. Download.

quinta-feira, abril 17, 2008

Lolita Storm - Sick Slits


Quem se lembra dessas garotinhas, hein? Elas tiveram uma estréia bem elogiada aqui no blog, há certo tempo atrás, caso alguém não lembre. E tudo merecido, lógico, pois o som delas é nota 10 naquilo que se propõe a ser. Escute o Girls Fucking Shit Up! Ou é quase isso que relatei anteriormente. Pelo menos aqui, nesse EP Sick Slits, é quase. Pois é, meus caros leitores, esse material delas não é lá grandes coisas. Numa tentativa clara de mudar o som (e sabe-se lá por que?!?), até que tem uma boa intenção, mas peca em quase tudo. O pior que esse EP foi lançado apenas 1 ano depois do outro CD mencionado. Talvez foi um golpe para tentar escapar de um esperado fim de carreira, ou não, mas deu no que deu...
Possui músicas meio empolgantes, arranjos meios legais, linhas vocais meio animadas, e tudo mais no meio ou um pouco acima, mas nada comparado às antigas.
Mesmo assim, é legalzinho de conferir. Além disso, a tracklist é toda composta por nomes de garotas, talvez uma provável "homenagem" às garotas de quem elas não gostam. Se considerarmos a quantidade de expressões de baixo calão, deve ser isso mesmo.
Este é um belo exemplo de rebeldia camuflada! Para conferir? Só clicar aqui ou na capa.

terça-feira, abril 15, 2008

Biosphere - Shenzhou


Se me permitem, gostaria de deixar claro aqui que me sinto muito bem sendo uma pessoa que escuta da música mais extrema até a mais leve. Fico completamente feliz por não ser mais aquele moleque de 14 anos que só escutava heavy metal e achava aquilo o máximo, sendo, portanto, um bitolado de visão reta. Ainda bem que desenvolvi um gosto por música mais extrema (brutal death metal, grindcore, entre outros), também por música mais fora do padrão (ambient, dark ambient, eletrônica alternativa) e até por sons mais leves, porém ricos em cultura (Chico Buarque de Hollanda é o melhor exemplo que posso citar) no decorrer destes que anos se sucederam. E dentre todas as bandas e artistas que descobri nesse tempo, um dos mais interessantes é o Biosphere.
Shenzhou, originalmente lançado em 2002, é um álbum de progressão e regressão em altíssimos níveis. É, também, um pouco diferente daqueles outros 2 que já foram postados aqui (Substrata e Dropsonde). Nele encontramos músicas que podem conter vários elementos, tais como percussões, teclados, ou algo de sopro, e até músicas que podem ser apenas atmosferas. Em resumo, é mais uma bela obra que proporciona grandes momentos de descontração, desconexão da realidade, prazer e/ou desconforto. "Ancient Campfire" poderia ser incluída na trilha sonora de algum game do tipo Silent Hill ou Resident Evil em alguma passagem por uma floresta, pois possui um clima de suspense, ora agradável e ora estranho. "Green Reflections", como pressupõe o nome, tem uma atmosfera relaxante, é algo que permite uma concentração elevada para refletir, meditar, pensar em algo ou simplesmente para esquecer pensamentos ruins. A obra termina com "Gravity Assist", uma das melhores músicas entre todas as que já foram lançadas pelo músico. É dotada de encantadores 7 minutos que são recheados de sons/samples variados. Trouxe a mim um pouco de nostalgia. Isso é algo muito pessoal, a você pode ser bem diferente. De fato, remete um pouco a "Chukhung", do já mencionado Substrata.
Biosphere é música para escutar, de preferência sozinho. Para relaxar, dormir, refletir ou a realizar qualquer ação que exija um afastamento da rotina tradicional. Simplesmente um artista que eu admiro muito.
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segunda-feira, abril 14, 2008

Nasum - Doombringer


Quem se lembra dos terríveis tsunamis que arrasaram a Indonésia no final de 2004? Pois é, entre os milhares de mortos estava Mieszko Talarczyk, vocalista do Nasum. E foi por causa disso que a banda acabou. Uma lástima!
“Má como é que eles lançam um álbum em 2008, hein?! Me explica essa porra!” – É simples, leitores: Esse álbum foi gravado em 2004, pouco tempo depois do Helvete. Entre vários shows gravados, esse foi o melhor - segundo o guitarrista Anders. E realmente, o álbum é um exemplo nu e cru de massacre sonoro! Brutal até o limite, veloz, sujo e completamente raivoso. Uma pena, contudo, que o vocal ficou estranho. Compreendo a dificuldade de gritar músicas deste estilo ao-vivo, mas as interpretações ficaram – no mínimo - bem distantes das originais. Tirando isso, seria a despedida perfeita ao fãs do Nasum. Mas fazer o que? Pelo menos está longe de ser ruim.
Confira músicas que passam desde o clássico e primeiro full-lenght Inhale/Exhale até o último e já citado full-lenght de despedida em estúdio. Fodástico também o modo como inicia: "Hello! We're Nasum from Sweden... Groooaaaahhhhh!!!".
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sexta-feira, abril 11, 2008

The Acacia Strain - The Dead Walk


Se você procura por peso bruto e sólido, acaba de encontrar um prato cheio, pois os americanos do The Acacia Strain chegam para arregaçar com tudo. Na estrada desde 2002, os rapazes aprenderam bem a afinar guitarras em tons extremamente baixos, executar breakdowns em versos vocais e praticamente em toda estrutura das músicas, criar riffs bem grooveados e a deixar a bateria socada com gosto e vontade. Por falar na bateria, não é lá muito veloz, mas percebe-se claramente a força do baterista surrando seus pratos. Definitivamente uma violência sonora!
The Dead Walk, de 2006, é o terceiro álbum do grupo. A princípio, pode parecer um Hatebreed ou Born From Pain mais pesado, contudo, uma audição cuidadosa revela uma estrutura de composição bem mais trabalhada. Por serem adeptos de "downtempo", alguns solos de guitarra, um ou outro vocal gutural e algumas características de death metal, são rotulados de "metalcore", mas esse é um fato ambíguo; por outro lado, outros apenas dizem hardcore e outros tantos apenas metal. Mas sabe a verdade? A verdade é que o som é inrotulável. Essa banda, se manter o ritmo, tende a ir soando mais autêntica. Resta pouco para sabermos isso: Esse ano sai CD novo deles!
Vai curtindo ae "Burn Face" (surpreendente) e "Angry Mob Justice", depois me diz o que achou. Ok? Simplesmente uma das bandas mais brutas e secas dos últimos tempos.
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quinta-feira, abril 10, 2008

Command.dat - Demo


Command.dat é uma one mand band do Brasil, criada em 2007 por um camarada meu chamado de Zé. O cara já teve várias bandas assim, como posso dizer, "experimentais", ou seja, feitas no computador. Suas músicas sempre misturaram bastante caoticagem com outros elementos inusitados, e o Command.dat é uma das bandas mais legais por tocar - como dizem os ouvintes do last.fm - "8-bit deathcore" ou "nintendocore".
Essa demo foi lançada ano passado. Possui 4 músicas, todas elas beeem loucas. Duas são apenas instrumentais, as outras duas têm vocais. É tudo bem surpreendente! Com uma sonoridade "8-bit" (similar ou igual à sonoridade do velhaco Nintendinho 8-bits), parece uma mistura de video-game com vocais urrados e guturais, tudo numa programação de bateria bem caótica, executando até blast-beats.
Muitos podem dizer que é música de louco ou retardado, mas eu gostei. Simplesmente diferente! Experimental, caótico, pesado e bizarro - esse é o Command.dat! "Do Say" pode representar tudo isso e mais um pouco. E aí, encara?
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quarta-feira, abril 09, 2008

Johnny Winter - Barcelona Boogie


Quando o assunto é álbuns ao-vivo, sempre rola certa polêmica sobre a passagem pelo estúdio para ajustar os volumes e demais detalhes. Geralmente é assim, mas não quando se fala em bootlegs. Resumo: Gravações não oficiais de ensaios, shows ao-vivo, apresentações em rádio e derivados. Uma bootleg é isso. Portanto, não pode ser considerada como pirataria, pois o "produto" não está disponível oficialmente no mercado. Para mais detalhes, clique no link logo acima.
Barcelona Boogie, de 1990, é uma bootleg de Johnny Winter gravada por uma mesa de som profissional. Não possui masterização nem produção, apenas o ajuste dos volumes dos instrumentos. Em suma, esse material serve para mostrar de vez que o velho albino sempre foi um verdadeiro guitarrista! Você pode perceber a raça, o feeling, a energia, a atmosfera presente em seus solos e vocais, tudo sem um truque. Rola, ao mesmo tempo, um sentimento feliz e um triste. Feliz por poder apreciar tão belo material, triste por saber que nunca mais o veremos nessa forma, já que hoje ele tem que fazer seus shows sentado em uma cadeira. Mas é a vida... Bom, escute empolgantes canções próprias de Johnny, tais como "Mojo Boogie" e "Serious As A Heart Attack", sem esquecer dos covers de Jimi Hendrix ("Red House"), Chuck Berry ("Johnny B. Goode") e Rolling Stones ("Jumpin' Jack Flash" - infinitamente superior à original!).
Solos grandiosos, músicas aumentadas, vocal roucão e tudo mais que um bom álbum de rock ao-vivo precisa! Download.

segunda-feira, abril 07, 2008

Circle Of Dust - Disengage


Durante uma carreira não muito longa, o Circle Of Dust nos presentou com vários materiais, desde remixes a álbuns longos, transitando pelo metal e terminando no rock, sempre mixado ao eletrônico industrial. Sem dúvida alguma, foi uma das melhores bandas da dark/coldwave dos anos 90, sendo também, curiosamente, uma banda cristã - apesar de não haver nada de pregação explícita, muito menos algo que lembre música de igreja.
Disengage, lançado em 1998, é o último álbum da "banda". Entre aspas porque, caso alguém ainda não saiba, Klayton (atual Celldweller) era o responsável por aproximadamente 90% de tudo, desde composição à produção e tudo mais.
A priori, é um ótimo álbum. Com uma hora de duração, consegue fundir o assustador à beleza; provoca de calafrios a sensações agradáveis; revive muito do que foi feito na dance music dos anos 80 e ainda consegue incorporar novos elementos, tais como vocais guturais ou sujos em ritmo de hip-hop; do comercial ao underground. Dessa maneira, pode até parecer que as transformações são bruscas, porém não são. Tudo é muito bem arranjado e colocado no seu devido espaço e hora. De fato, carece da pegada metálica presente nos álbuns anteriores, como no empolgante Brainchild. Anyway, os destaques ficam para as arrepiantes instrumentais "Thulcandra" e Parelandra", à longa, trabalhada e linda "Mesmerized" e às dançantes "Waste of Time" e "Hate Opened Wide". Francamente, todas têm algo de bom a mostrar.
O Circle Of Dust nos deixou um dos melhores legados dentro do som industrial da década passada, e o atual Celldweller promete fazer o mesmo nessa década.
Download da jóia.

Earth - Earth 2: Especial Low-Frquency Version & Phase 3: Thrones And Dominions

Earth 2: Especial Low-Frequency Version

  Sempre que se fala de som de Seattle, não é nem preciso falar do que a cabeça, porém de toda aquela leva de bandas que faziam aquele som barulhento, convencionado por Grunge, muitas atrás ficaram de lado, por não estar no mesmo padrão, se é que podemos dizer que há um padrão para o "grunge".
  Onde eu quero chegar com essa papagaiada toda? O local de surgimento dessa banda e como se comportavam em um cenário totalmente hypado, fazendo um som nada convencional.
   Sim, o Earth é proveniente de Washington, mais exatamente na cidade de Olympia, cidade mais o sul de Seattle. Considerada como banda-de-um-homem-só, Dylan Carlson é o idealizador, membro fundador, integrante fixo, produtor, responsável pelas melodias e rumo da banda, e mais alguma função de livre escolha.
  Formado exatamente no ano de 1990, o Earth era um trio, fortemente influenciado pelo Black Sabbath e as experimentações dos conterrâneos,e amigos, Melvins, fugindo da estrutura guitarra-bateria-baixo; a banda tocava com duas guitarras e sintetizador, e foi um dos resposáveis do que ficou conhecido como Drone, uma das subdivisões do Doom (para quem gosta de rótulos, isso é interessante).
  Após se mudarem para a cidade de Seattle, houve a primeira mudança e um integrante notável se juntou a banda, Joe Preston, que logo saiu para se juntar aos Melvins (e mais atualmente participou do Sunn O)))High On Fire), deixando Carlson e Harwell para gravar o primeiro disco da banda, com apenas guitarra e baixo, fizeram este disco, Earth 2, um marco para a música Doom, conseguiram fazer um som que nunca tinha sido ouvido antes.
   Apenas com dois instrumentos, a banda conseguiu encher 73 minutos de uma massa sonora totalmente densa com riffs lentos e ultra distorcidos, pegando todo o experimentalismo que artistas haviam desonvolvidos na música ambiente, Earth 2 é considerado um álbum visionário, dado a audácia da dupla; fazer um disco com apenas 3 "músicas", sem nada de vocais, riffs repetitivos e massantes e algumas batidas de fundo que alguns insistem em chamar de bateria, fez o molde pra muita gente que entraria no ramo mais tarde (vide o nome da segunda música: "Teeths Of Lions Rules The Divine", é o nome de um supergrupo Drone Doom, com integrantes do Sunn, Electric Wizard, Cathedral e Iron Monkey).


Phase 3: Thrones And Dominions

  Hoje em dia, o primeiro disco do Earth é considerado um marco na música experimental, uma obra a ser superada, sempre é citado com fervor, porém em 93, em meio a Nirvanas e Soundgardens, o selo SubPop, ícone da "geração Grunge" não gostou nenhum um pouco do que viu, e ouviu, naquele disco e em questão mercadológicas, estava longe do que eles esperavam. Por mais que o Hype era música alternativa, o Earth estava muito mais longe do que o ouvinte convencional estaria apto para ouvir.
  Foi com esta situação, de tentar fazer um som, o mínimo que fosse, mais acessível que o Earth entrou em estúdio no mesmo ano, de 93 para a gravação do próximo disco. Dado os problemas com a gravadora, a impaciência por um modelo mais vendável, troca de integrantes, adição de outros integrantes, entre outras desavenças, em 95, finalmente o segundo disco é lançado: Phase 3: Thrones And Dominions.
  Guitarras mais limpas (para se ter uma idéia do que era a distorção da banda, pois o Grunge é conhecido pela distorção), melodias mais assimiláveis em conjunto com músicas mais curtas: Uma idéia boa para quem gostaria de encontrar um público maior, e para ser encontrado por aqueles que estavam garinpando bandas mais escondidas dentro do cenário de Seattle. Pena que não deu muito certo no sentido ecônomico da coisa, pois resquícios de experimentalismo ficaram em várias músicas, além de muita brincadeira com a música ambiente aliado os riffs monolíticos, não foi o suficiente para se entregarem para o público que esperava por mais uma banda de Seattle.
  Agora, sem olharmos para o lado ecônomico e apenas direcionarmos o olhar para a música deste disco, dentro da primeira fase da banda, antes de entrarem em hiato, é o melhor disco para iniciação, pois traz muito do Drone metálico e pesado e arrastado do início, mas já tem algum apelo mais popular, que dominou o sucessor a esse: Pentastar: In The Style Of Demons, e que poderia até ser confundido com outros discos da época. Cansados de arrumarem confusão com a banda e a decadência do grunge, a banda perdeu o contrato com a gravadora, e assim anunciou o fim das atividades, por tempo indeterminado, porém esta história continua, mas eu falo em um outro post especial.

quinta-feira, abril 03, 2008

Socialmente Incorreto - Socialmente Incorreto


Vem da conturbada cidade de Foz do Iguaçu, Paraná, essa banda de hardcore que gosta de letras nuas e cruas, ou seja, letras bem “na cara” do ouvinte!
Detonando um som bem simples e genérico, - todavia bem empolgante - a banda chega ao seu primeiro CD após 5 anos de existência e esforço.
A começar pela capa, já podemos entender. A quem não sabe ou não compreendeu, a ilustração representa um menino cruzando a fronteira entre Brasil e Paraguai de uma maneira ilegal (por baixo da ponte). Músicas como “Guerra na Fronteira” abordam bem este assunto. A própria intro deste som, que apresenta um diálogo entre o “chefia” e o “comprador”, destaca a triste realidade do cotidiano, tudo com muitos tiros e barulhos de carros ao fundo. Outra que é um belo exemplo de violência lírica é a faixa que leva o nome do álbum e da banda. “Socialmente Incorreto” fala sobre a repressão da prefeitura aos que se opõem a ela, também do fato de não haver fronteiras com a música e que muitos dos delitos cometidos pela maioria são feitos por necessidade, não por gosto.
Como dá para perceber, o forte da Socialmente Incorreto são as letras, não muito a música em si. Contudo, “Ninguém se Move” empolga bastante, bem como “Luto Porque Acredito”. Meu conselho – se é que posso dar – à banda: Empenhem-se um pouco mais no instrumental, pois o resto está excelente.
Confira esta banda!

Links:
Myspace.
Comunidade no orkut.
Perfil no orkut.
E-mail
para contato/compra do CD.

quarta-feira, abril 02, 2008

Dying Fetus - Stop At Nothing


Dying Fetus é um bom exemplo de banda cuja técnica e brutalidade são exorbitantes. É um som que prova aos descrentes que existe, sim, bandas inteligentes no estilo, tanto musicalmente como liricamente falando. Fato que existem bandas que fazem um som sem nexo somado a letras inúteis e que estão dentro do estilo death metal, mas é preciso saber separar.
Stop At Nothing foi lançado três anos depois do Destroy The Opposition, já nos mostrando a banda bem mais evoluída. Eles já faziam um som excepcional antes, mas aqui definitivamente ficou mais técnico, brutal, surpreendente e empolgante. Por conseqüência, também prende mais à audição. Se você ainda não conhece, tente imaginar uma banda tocando um som com uma bela mistura de death metal (vocais guturais; bateria com blast beat), hardcore (versos com bases de guitarras simples, geralmente em power chords; bateria característica do estilo; letras) e math metal/core (arranjos absurdos e repentinos; caoticagem técnica; estruturas fora do padrão). Difícil, realmente bem difícil descrever assim. O melhor de tudo é que existe um bom equilíbrio, com cada estilo tendo pinceladas discretas no seu decorrer. No final, acaba sendo exorbitante, como foi dito, mas não soa forçado. Escute Beneath The Massacre - é uma das bandas mais técnicas do mundo, mas enjoa rápido; Dying Fetus não! Para comprovar o que digo, escute "One Shot, One Kill".
Se gostar, escute também o mais recente álbum War Of Attrition. Não é tão bom como esse, mas indiscutivelmente possui qualidades. E não deixe de escutar Misery Index, outra ótima banda que possui ex-membros do DF na formação.
Download.

terça-feira, abril 01, 2008

Lamb Of God - Ashes Of The Wake


Ashes Of The Wake: Uma evolução na música do Lamb of God. Alguns motivos: Os dois guitarristas trabalharam como uma verdadeira dupla, ficando ambos destacados e fazendo coisas que realmente só podem ser feitas por uma dupla. A produção ficou bem mais limpa e rigorosa, sem erro algum. O vocal ficou gritando de uma maneira compreensível, de uma forma que você pode entender a letra. E é justamente por isso que eu prefiro os antigos.
Pegue, por exemplo, o New American Gospel. É um álbum completamente largado, numa veia bem mais hardcore, com vocais incompreensíveis e com tudo muito sujo.
É estranho, mas cada caso é um caso. Algumas bandas mudam para melhor, outras para pior. E o bom é que sempre vai ter alguém para curtir os dois lados da moeda. Como eu não gostei desse álbum, mas sei que outros gostarão, está disponível para download. Onde? Aqui.

Pennywise - Reason To Believe

 É isso mesmo macacada, o nosso querido grupo americano, Pennywise está nos presenteando com mais um disco, novinho em folha e pronto pra te tirar da cadeira.
 Reason To Believe surgiu antes mesmo da banda saber: na gravação de seu penúltimo disco, The Fuse, sobraram milhares de músicas escritas que podiam até fazer um cd duplo, mas isso não era bem o que a banda queria. Mais um tempo em turnê e algum tempo sem fazer shows, diz o guitarrista Fletcher que a banda estava com mais ou menos 60 músicas, e iam gastar o tempo para discutir quais que iriam para o disco, apenas 14.
  Em Outubro do ano passado começaram as gravações que acabaram numa atitude nova para a banda, aquela que todas as bandas que se prezam estão fazendo: Liberaram o álbum para download gratuito em seu Myspace (e quem tiver conta lá, ainda pode  conseguir). Apenas com essa jogadinha simples, os downloads superam a espectativa da banda, e já está em numeros absurdos, fora outros links (como os nossos) divulgando mais um ótimo disco, e se equiparando ao destruidor Land Of The Free? (no sentido de divulgação, e não musical).
 Assim como fez o Bad Religion (com New Maps Of Hell) ano passado, a sonoridade não traz novidades para os fãs ou para o estilo, mas ao mesmo tempo, é altamente bem gravado, ótima produção e energia de sobra, é tacar o disco no volume máximo e sair socando as paredes. Quanto ao quesito letras, acho que a capa já deixa bem clara a idéia, continuando esse trabalho sócio-político que começou a ser bem explorado após a morte de JMT.

segunda-feira, março 31, 2008

Vomitory - Primal Massacre


Vomitory é uma banda de death metal oriunda da Suécia. Segundo os próprios membros, possui forte influência de Sodom, Venom, Slayer e Napalm Death. Surgiram no final de 1989, na mesma época que nasci, ou seja, eles têm 18 anos de estrada.
Sete álbuns são os frutos de todos esses anos, sendo que o mais recente é de 2007. Primal Massacre, de 2004, é o sexto da carreira. A sonoridade desse álbum entra em contradição com as palavras da banda, já que não há nenhum traço notável de influência alguma das bandas citadas acima. O que encontramos aqui é um death metal mais carregado de sujeira do que de peso, viariando bastante de faixa a faixa no quesito velocidade, ora marcante ora igual a milhares de outras bandas, e nessa linha segue. Como não conheço outro álbum além desse, peço a quem conheça que indique outro que possa ser melhor.
"Primal Massacre", "Stray Bullet Kill" e "Retaliation" são os petardos do álbum. Em suma, não há músicas ruins, mas a maioria fica na média ou um pouco além. Para resumir bruscamente, dá para dizer que é um álbum legal de conferir, mas nada essencial. Atendendo ao pedido...
Download.

Jerry's Kids - Is This My World?


  Já é de costume associar sempre a costa oeste americana com o surgimento do Hardcore Americano, e não é por menos, inumeras bandas vêm a cabeça, como Black Flag, Circle Jerks e Bad Religion, e assim esconde outras relíquias que a terra do Tio Sam tinha para apresentar durante os anos 80.
  O Jerry's Kids começou justamente com essa mentalidade, sua primeira gravação foi em 82, na "famosa" coletânea This Is Boston Not LA, ao lado de outros nomes da cena hardcore de Boston, do calibre de Gang Green e The Freeze, que executavam um som mais raivoso que o "convencional", algo que lembra muito o Poison Idea, de Oregon.
 Is This My World? foi o primeiro disco, propriamente dito, que saiu um ano depois, em 83, pelo selo X-Claim, que foi fundado pelo guitarrista do SSD, mas que não pertencia a ninguém (isto é ser punk!) e que existe até hoje, mas sem funcionamento. Esse é um daqueles tesouros secretos que o Hardcore Americano tem para oferecer, muita velocidade, vocais ríspidos e letras de protesto, com gravação porca e produção mínima, um "luxo".
   Nesse disco, a banda já havia mudada a formação: o guitarrista Dave Aronson e o vocalista Bryan Jones, saem da banda, deixando espaço para Ricky Jones (irmão de Bryan) assumir o vocal e continuar no baixo e passam a tocar em quarteto, com Chris Doherty (do Gang Green) nas guitarras. Mais tarde, com a onda do Crossover, a banda começou também a se meter com o Metal, o que não é algo ruim, mas esse é um registro do puro Hardcore, em sua forma bruta, escuta "Break The Mold" e "Vietnam Syndrome" e tenta ficar parado: Não há como, filha da puta!

sexta-feira, março 28, 2008

EC8OR - World Beaters


EC8OR (com a pronúncia inglesa de "Ecator") é uma dupla alemã cujo som pode ser descrito como digital hardcore. Para variar, é mais uma banda que se envolveu com o selo de Alec Empire e que possui grande semelhança com o Atari Teenage Riot. De fato, quase todas as bandas lembram a criadora do estilo. Prova disso são as que já deram as caras aqui. Quer outro exemplo? Lolita Storm. Sem querer desviar do assunto, eu sei que existem outras bandas de digital hardcore que não lembram muito o ATR (Ambassador 21, por exemplo), mas com a postura e sonoridade deles, lhes digo que a maioria das bandas realmente lembram.
World Beaters é um dos 5 álbuns que a dupla lançou entre o ano de 1995 (época em que surgiu) até 1999. A sonoridade é suja, experimental e até caricata. Pegamos, por exemplo, os vocais de Gina. Parecem-se com aqueles de desenhos animados japoneses, bem de boa. É um CD legal, mas não há nenhum toque extra, nenhuma música que empolga muito. Espero que seja apenas nesse álbum, pois não conheço os outros.
Hoje em dia, cada um dos membros está envolvido com seus projetos. A última apresentação do grupo foi em 2005. Pelo que li, não possuem mais contrato com a Digital Hardcore Recording, justamente por algumas tretas ideológicas com o senhor Alec.
Repetindo: Legal de conferir, mas nada excepcional.
Download.

ATUALIZAÇÃO:
- Reupado o disco Beneath The Shadows, do T.S.O.L.

Garage Fuzz - Turn The Page.. The Season Is Changing

"Abril de 1991. Ensaiávamos em um quarto pequeno e quente na cidade de Santos, escutando Hüsker Dü, Celibate Rifles e The Saints. Era o início de uma banda que, com duas semanas e meia de existência, já faria sua primeira apresentação ao vivo."

É quase sempre com esse texto que a parte da biografia da banda é completa nos poucos sites que tratam da banda, entretanto, só essa parte da influência,   já nos dá uma idéia bem paupável do que se trata, quando ainda não se escutou o trabalho dos magrões lá de Santos.
Sendo hoje, uma das mais importantes bandas de Punk-Rock/Hardcore (como preferir) nacional, são uma das poucas que continuaram vivas após 15 anos na vida independente. Com som característico e inconfundível, de um punk-rock mais guiado pelas guitarras, influência de guitar-bands anos 90, muita energia e melodia pra fuder, se encaixam nos mais diversos rótulos; desde skate punk até emo/post-hc, passando por hardcore melodico, mas como "todo mundo" diz: "O que importa é a música", então vão se fuder.
 Turn The Page... foi o segundo disco que a banda gravou, isso, lá em 99, pela Onefoot Records (o primeiro disco foi lançado pela multinacional Roadrunner). Nesse disco, a música é mais direcionada para o Post-HC e o emo de bandas seminais como Embrace e Fugazi. Falando em Fugazi, neste mesmo ano, o Garage dividiu palco com eles, além de outras bandas internacionais, algo como Sick Of It All, Shelter e Down By Law, entre outras. Que tal?
  Hoje, esse disco é uma raridade, assim como o primeiro disco da banda (Relax In Your Favorite Chair), e não existe mais nenhum site que tenha esses discos para venda, por isso que resolvi fazer uma exceção, e disponibilizar o disco, para mostrar um ótimo trabalho, nacional, para ajudar e divulgar muito mais, para aqueles infelizes que ainda não conhecem. Abaixo, vai o link do Trama Virtual, onde tem o lance do Download Pago, que a cada música baixada, a banda ganha uns centavos, então, se gostou do som e quiser mais algumas, tu também vai ta ajudando a banda.

Links:
Site Oficial (atualmente fora do ar)

ATUALIZAÇÃO:
-Reupado o novíssimo disco do R.E.M., chamado Accelerate (2008).

quinta-feira, março 27, 2008

Buried Yesterday - Only Salvation For Us


Buried Yesterday é uma banda bem nova, vinda de Curitiba, Paraná, - por sinal, a cena anda forte por lá! - que toca um som bem massa na linha de death metal melódico e bruto ao mesmo tempo com traços de hardcore da cena de NY.
Completando seu primeiro ano de vida nesse mês, a banda já tem certo reconhecimento (merecido, convenhamos) e lançou esse EP. Podemos caracterizar a sonoridade como algo bem parecido de bandas gringas à la The Black Dahlia Murder e Job For A Cowboy, e até com algum toque bem parecido de Avenged Sevenfold (na passagem limpa, principalmente). E antes que alguém fale algo, vale a pena ressaltar que isso é plenamente normal em bandas novas, pois apenas o tempo dá a liberdade aos músicos de crescer e achar o caminho próprio. Francamente, os guris têm talento para isso, sim! Resta aguardar. Mesmo assim, as músicas são boas e empolgam bastante! Encontramos belos trabalhos de guitarras em dupla, bateria com pedal duplo comendo, baixo gravezão soterrando tudo nos breakdowns e vocais extremamente rasgados e/ou guturais profundos. A fórmula é excelente, falae?!
E quem mora em SP terá a chance de ver os rapazes e outras bandas um dia antes do show do Black Dahlia Murder. Por falar nisso, dizem que a banda tem uma performance de palco bem explosiva, mas, pelo que vi no youtube, não dá para perceber tanto assim. Os vídeos são meio escuros, mas beleza...
Por se tratar de uma banda nacional, não teria o link para download, como todos aqui devem saber; mas, porém, todavia, de qualquer maneira, a própria banda disponibilizou tudo para download e você pode conferir clicando aqui.

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quarta-feira, março 26, 2008

Meat Puppets - Forbidden Places

  Todo mundo sabe que o início dos anos 90, foram os "anos dourados" do Rock Alternativo. Bandas underground recém nacidas apareciam para o mundo e as mais importantes, que vinham desde uma década anterior fazendo história, começaram a ganhar mais atenção.
Como boa parte das bandas do selo SST, os Puppets se entregaram para uma gravadora major, mas nem tão capitalista assim como Sony e afins - a escolihda foi a London Records, que é até mais desconhecida que selos indies como SubPop ou Touch and Go (eu ainda acredito que eles assinaram com eles, pois o ZZ Top, ídolos dos irmãos Kirkwood, lançavam discos pela London)
O Primeiro disco foi este, Forbidden Places, lançado em 91, um cd bem massa, com o estilo clássico da banda, que não perde nada para alguns discos da fase SST (muito melhor que o antecessor - Monsters, de 89).
  Enquanto a banda ganhou "fama", sendo convidado para tocar ao lado de Cobain e cia, no seu acústico, tocando três músicas ("Oh Me", "Lake Of Fire" e "Plateau") do clássico Meat Puppets II, em termos de venda e popularidade, esse disquinho foi meio desastrazo e passou em branco. Hoje está até fora de catálogo e dificílimo de achar, exatamente por isso que foi feito pedido dele.