sexta-feira, setembro 28, 2007

Nile - Amongst The Catacombs Of Nephren-Ka


Há tantas coisas para falar sobre essa magnífica banda chamada Nile que eu fico até sem saber direito por onde começar. Pois bem, vou pela grande influência da banda: Egito Antigo.
A cultura que surgiu há milhares de anos antes de Cristo, sempre é estudada quando estamos no primeiro ou segundo grau. Nunca me aprofundei muito no assunto, mas, quando conheci o álbum Annihilation Of The Wicked, e ouvi aqueles sons épicos e surreais, meu interesse cresceu muito. Primeiramente, comecei a ler todas as letras e pesquisar sobre os personagens contidos nelas. Tudo é baseado em estudos feitos pelo líder, guitarrista e vocalista Karl Sanders (um gênio). Baseando-se em lendas, papiros, escritas nas paredes e descobertas arqueológicas, Karl escreve as letras de todos os cd's. Como ele consegue tirar sons de arrepiar a espinha, bem, isso é um mistério.
Aliado a Chief Spires (vocais, contra-baixo) e Pete Hammoura (vocais, bateria), Karl fundou o Nile em 1993. Amongst The Catacombs Of Nephren-Ka, de 1998, é o primeiro CD da banda. Há começar por ter músicas cantadas no idioma egípcio, a banda já mostrava certa originalidade. Com a incorporação de elementos de música oriental, bem como instrumentos e elementos típicos (cítara, percussões, vocais), o Nile mostrou que muita pedra ainda ia rolar. Se fosse fazer uma resenha a fundo do álbum, a leitura acabaria se tornando cansativa, pois o material é extraordinariamente rico. Isso não é desculpa ou encheção de lingüiça, pois quem baixar o CD poderá conferir a aula musical e cultural que a banda passa. Mesmo assim, me sinto na obrigação de dizer que "Ramses Bringer Of War" passa um clima macabro com seus teclados e batidas, algo que realmente cairia bem de trilha sonora de um filme que retratasse a guerra na era do Império Egípcio. "Kudurru Maqlu" é uma instrumental com vocais femininos que remete muito ao que Karl foi fazer no futuro, em seu trabalho solo. No último álbum, Ithyphallic, a música "The Infinity Of Stone" tem uma estrutura semelhante. "Die Rache Krieg Lied Der Assyriche" tem vocais no estilo grito de guerra medieval, outros no estilo "pôr do sol em filme épico", percussões em ritmo de marcha. Cacete, essa ae arrepia os cabelos do meu braço! "The Howling Of The Jinn" é uma das mais brutais, e, incrivelmente, consegue misturar vocais femininos no estilo oriental, ou seja, limpos e marcantes. Uma banda que faça som assim, garanto, nunca escutei. Behemoth possui também elementos de música oriental, principalmente da egípcia, mas não chega a soar tão profundo assim.
Recomendado a todos que curtem som pesado, rico e trabalhado, mas principalmente àqueles que querem ser surpreendidos por algo bem inimaginável.
Download da pérola.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Destruction - Sentence Of Death


Os alemães (visualmente) terroristas do Destruction começaram a carreira nos anos 80 (1982) e até hoje seguem espalhando o thrash metal pelo mundo. Sentence Of Death, de 1984, foi o primeiro material "pra valer" lançado pelo grupo, porque, antes disso, chegaram a lançar uma demo chamada Bestial Invasion Of Hell.
Se o objetivo era chamar a atenção, com certeza eles conseguiram. Além de serem notáveis pelo visual, o Destruction começou quebrando tudo com esse álbum. Já na intro, que está grudada na faixa "Total Desaster", há uma rifferama de guitarra suja e rápida, que perde a sua velocidade com o tempo e, quando você menos esperar, na hora que tudo parece acabar, "BUUUUUM"!!! Uma bomba explode e começa "Total Desaster", com seus riffs totalmente hardcore, empolgantes e criativos. O vocal de "Schmier" (apelido do baixista Marcel Schirmer), é sujo e não tem muita técnica nem habilidade, porém é o tipo de voz que se encaixa perfeitamente com o som, compreende? Principalmente se você ler a letra, que é blasfêmia pura. Os gritos "possuídos" deixam um clima bem massa durante o som. O solo de guitarra é para quebrar tudo, o guitarrista Mike se puxou nessa aí. Na seqüência, "Black Mass" mostra um lado da banda mais influenciado pelo heavy metal. Os riffs são típicos do estilo, e essa música é legal também, mas não tem nada de tão grandioso como a seguinte, a clássica "Mad Butcher". Esse som serviu para batizar um outro álbum da banda e foi regravado diversas vezes, inclusive no recente CD Thrash Anthems. Som típico pra deixar o pescoço com lesões durante um show ou "headbang caseiro". A gritaria macabra de pessoas agoniadas abre "Satan's Vengeance", outro som que mostra o lado anticristo da banda. Hoje em dia, eles se preocupam mais em falar de temas do cotidiano, como guerras e violência. O álbum Metal Discharge deixou isso bem claro. Para fechar a bolacha (quem não se lembra dos carinhosos apelidos dos discos de vinil?), "Devil's Soldiers" não deixa a menor dúvida de que a banda tinha tudo para seguir em frente; e seguiu. Os outros álbuns lançados fizeram o sucesso mundial aparecer. Apesar da recaída nos anos 90, hoje em dia eles seguem firme tocando pelos maiores festivais de metal - Wacken, por exemplo - e com formação nova. Marc Reign, o baterista, veio com sua juventude para trazer a pegada destruidora de volta. Ao lado de Kreator e Sodom, Destruction é o outro pilar do Trio Alemão.
Sentence Of Death, alguns anos após o lançamento, foi re-lançado junto com Infernal Overkill, portanto, se você procurar o original, de fato, só achará "2 em 1". Mais que bom isso, né?
Download.

Naked City - Radio


John Zorn, musicista americano multi instrumentista é para mim, ao lado de Frank Zappa, os músicos de Avant-Garde que são mais conheçidos pelo público geral. Mentes insanas que alidas com a música fizeram trabalhos pra lá de estranhos e que dispertaram a atenção de muita gente.
Naked City foi um dos seus primeiros projetos, onde o cara era o líder e compositor da banda, e era responsável também pelo Sax. Com um line-up de rock tradicional, contando com bateria, baixo guitarra e vocal, a banda experimentou em todos os elementos musicais possíveis, mas a base para toda essa loucura é o Jazz.
O mesmo que o Julio falou do Painkiller, Jazz clássico, guiado pelo sax, porém, muitas vezes o som toma um rumo inesperado para o lado do Surf Music, para a música clássica, legal não? Mas o mais é legal é quando eles misturam tudo isso com grindcore, heavy metal ou com pitadas de punk-rock, tudo na base da improvização. O mínimo que se tem a dizer, é o resultado é um tanto quanto bizarro, mas é um som extremamente delicioso para as orelhas.
A banda teve pouco tempo de vida, surgiu em 88, e já em 83 resolveram parar, pois Zorn gostaria de experimentar outras coisas, musicalmente falando, é claro. A banda teve o fim em 93 e durante o tempo de vida da banda, eles lançaram 7 discos, que tal? Esse disco, Radio, foi lançado no último ano, e foi o sexto da banda. Eles ainda tiveram uma reunião em 2003 em um festival de Jazz, que são uma parcela dos admiradores da banda, ao lado de muitos headbangers, como fãs de Napalm Death e Carcass, e o mais óbvio, entusiastas de música experimental, como os projetos do Sr. Mike Patton, Mr. Bungle e Fantômas. Falando no Patton, que todo mundo aqui, ou pelo menos boa parte, sabe que eu sou fãzaço do cara, mas claro, não dá pra dizer amém a tudo que ele faz, mas enfim, ele e o Zorn são grandes amigos e já fizeram inúmeras músicas juntos, inclusive, Mike Patton já foi o responsável pelos vocais em alguns shows do Naked City.
Radio é um disco extremamente legal de se escutar, com quase 20 músicas, nas quais você não sabem quando começam e quando chegam a seu fim, devido as estruturas complexas, claro, se você estiver prestando a atenção no seu player, não fica tão difícil. Mas o lance é loucura total, quase sempre como base de Jazz, o som é recheado de gritos esquizofrênicos, alternância drástica de ritmos, do grind ao ambient, e um sax desenfreado e infernal acompanhando toda a loucura, com fortes influências de música de Cartoon.

quarta-feira, setembro 26, 2007

Splitter - Avskrackande Exemplar


Falta de originalidade é um problema freqüente em bandas de grind. Por se tratar de um estilo bem reto, é natural que as bandas soem parecidas. O Splitter, da Suécia, sofre desse mal. O grindcore do grupo lembra muito o dos conterrâneos do Nasum, em várias partes do trabalho. Apesar de alguns toques mais diferenciados e da sujeira explicitamente maior, acaba lembrando sim. Deathbound, da Finlândia, é outra banda que sofre do mesmo. Mas se você aprecia um bom grindcore, isso não é problema. O som da banda é altamente competente e nota 10 naquilo que se propõe a ser: Caótico, esquizofrênico, veloz, sujo, etc.
Avskrackande Exemplar, lançado esse ano, traz 21 pauladas, digo, músicas gritadas em sueco com aproximadamente 32 minutos de duração total.
A banda é muito underground, portanto, não há como saber muito da mesma e nem se encontra muita info na net. O que sei, é que eles possuem um mais EP na discografia, bem como alguns splits e mcd's. Nas fotos da banda, um dos integrantes usa uma camiseta do Rotten Sound.
A banda foi formada em 2003 e, como várias outras, surgiu de uma brincadeira.
Atualmente, encontram-se em turnê pela Holanda. Dei uma olhada no site oficial e, pelo que percebi, eles estão sem shows para alguns dias do mês que vem. A banda procura desesperadamente um lugar para tocar antes de ir à Áustria.
Baixe o cd e, se curtir, contrate-os.

Sonic Youth - Goo


Só faltava mais um disco para completar a trilogia "Pop" do Sonic Youth, e justamente por isso que faltava, tá vendo essa capa aí do lado? Se você é fã da banda, já deve ter cansado de ver, mas se não é, é a melhor opção pra começar.
Goo é o sexto álbum desses Nova Iorquinos, lançado em 1990, então, é aquela velha história, alt rock em alta, a banda assinou contrato com a gravadora milionária de David Geffen, e esse foi o primeiro disco a ser lançado. Motivo? Por que motivos? Eles sabem o que fazem.
-Ai, que grosso que você é!
-Ah, bom, desculpa, então vou te explicar. O álbum anterior, Daydream Nation é uma obra de arte, feito pela banda, hoje, super reconheçido, porém na época, por um selo independente, a banda quase não tinha distribuição dos discos, se pondo no lugar na banda, faz sentido.
-Ah, mas em uma major eles deve ter mudado o som, não é?
-Hum, não. Apesar de ser ao lado de Dirty e Daydream Nation os discos mais "Pops" da banda, a musicalidade continua aquela de sempre. Algumas músicas são mais acessíveis, como "Kool Thing", com participação do rapper Chuck D, do Public Enemy, em uma conversa emblemática, por muito tempo foi a música que alguns ouvintes casuais costumam ouvir, hoje em dia, não sei mais, acredito que não.
Tá, chega desse lance de post em forma de conversa, era só uma forma de fazer um post, como a música "Kool Thing", sacou? Então, continuando, neste álbum, a banda pegou tudo que já haviam feito nos ábuns anteriores e resolveram lapidá-los perto da perfeição. Tudo está aqui, distorção, sujeira, non-sense, melodias e muito ruído e claro, as letras doidas do casal Kim e Thurston. "Tunic (Song for Karen)" por exemplo, é uma das músicas que mais me chamam atenção, não pela musicalidade, mas sim pela letra, é uma homenagem a Karen Carpenter, baterista e cantora da banda Carpenters, sobre sua anorexia: Na música, cantada em primeira pessoa, Kim imagina uma Karen no céu, tocando bateria e fazendo novos amigos como Elvis Presley e Janes Joplin. (Karen é uma grande influência para muitas cantoras que viriam a seguir, como Madonna, algo que eu vou explicar em um post a seguir, fiquem atentos.)
Por enquanto, já são três discos do SY, o bastante para fazer você pirar, nos próximos posts sobre o quarteto (Agora quinteto) nova iorquino, vou começar mostrar o lado mais noise/experimental e de vanguarda desses doidos. Digo doido, pois tive a oportunidade de poder ver eles pessoalmente, peguei o mesmo vôo que eles para Dublin, porém não cheguei perto, os caras realmente me assustaram. Ah, quer saber, clica na capa e baixa logo essa bagaça.
P.S.: Após escutar muito SY, Felipe está começando a ter sérios problemas mentais. Ou não. Foda-se!
This is Non-Sense, se ligou? Cala essa maldita boca Felipe!

terça-feira, setembro 25, 2007

Rattus - Levytykset 1981-1984


Rattus é uma banda de punk/hardcore vinda da Finlândia. A história da banda ficará por conta do Felipe, em outro post, pois eu me dedicarei exclusivamente a falar dos 4 álbuns que constituem esse box.
O primeiro é Uskonto On Vaara, onde a banda tocava um punk bem tosco e pesado. A gravação é meio largada e o vocal soa bem estranho, mas músicas como "Sotahullut" e "Epäjumala" empolgam bastante. Alguns pequenos solos de guitarra, que são simples e funcionais, dão mais gás ao som. O material é todo escrito e cantando em finlandês, portanto, não há como ter sequer uma noção do conteúdo. Mas pela capa (e pelo estilo de som), dá para imaginar que a banda fale sobre anarquia e estilo de vida punk.
WC Räjähtää, na minha opinião, é o melhor de todos os materiais aqui em questão e talvez o melhor álbum do Rattus. O estilo continua sendo hardcore, porém bem mais veloz que no álbum anterior. Um pouco mais limpo também, de fato, mas com uma pegada absurdamente mais empolgante e firme. O vocal, se não me engano, foi substituído, porque é bem mais limpo. Se não foi isso, ele apenas mudou um pouco o estilo de cantar. Parece-se até com Dead Kennedys, em algumas passagens. Falando neles, o Rattus ia abrir vários shows para eles, mas devido a uns rolos (coisa de organizadores sacanas), o fato não ocorreu. Algum tempo depois, Jello Biafra ficou triste e irritado ao saber da notícia, pois não soube antes que a banda ia abrir para eles. Jello disse que o som da banda era "excelente" e que teria sido muito bom fazer tour com eles. Voltando ao álbum, esse possui linhas de contra-baixo que chegam a lembrar muito o crossover, devido à velocidade e agilidade com as quais é tocado. O som é realmente muito contagiante, dá vontade de sair correndo pela casa e chutando tudo! Como o Lipe diz, "é pra chutar o balde"!
Rajoitettu Idinsota é o EP que foi lançado na seqüência, com uma produção mais cuidadosa e com mais peso, principalmente na bateria. O som continua empolgante para cacete, e logo na primeira faixa, "Keppiä Ronaldille", dá para conferir uns coros furiosos e solos de guitarra despreocupados de virtuosismo e dotados de feeling. A capa apresenta a explosão de uma bomba, então, por dedução, o EP deve fazer críticas severas ao armamento nuclear, à guerra, e derivados.
No disco que fecha o box, Rattus On Rautaa, o som é bem mais light e sem muita velocidade. O estilo é mais ou menos um "ska", legalzinho até. Músicas como "Turhaa Valitusta" até têm certa velocidade, mas nada que se compare à energia passada pelas músicas do já mencionado WC Räjähtää.
Dia 11/10, a banda tocará em Sapiranga, Rio Grande do Sul. A cidade onde eu resido, fica ao lado. É claro que eu vou ao show, e com certeza comprarei alguns cd's por lá.
Download.

Asesino - Cristo Satánico


Pensei, pensei e acho que a melhor definição para este último disco é: Pancadaria Musical com ótima gravação. É aquela velha história que tô acostumado a ouvir o Julio falar, quando uma banda de Death ou Grind, enfim, algo brutal, resolve gravar um disco e para fazer isso, capricha totalmente na produção.
Bom, a proposta do Asesino, desde o início foi essa, após Dino Cazares largar o Brujeria, resolveu fazer o mesmo tipo de som, porém de maior qualidade. O Brujeria, pra quem não sabe foi um super grupo que começou tocando grindocre toscão em espanhol e tal (Pra maiores informações clica na link anterior, ou vai no google). Em 2002 eles lançaram o primeiro disco, o ótimo Corridos de Muerte, que para mim, está na lista dos melhores disco de música pesada, realmente, acho um ótimo disco, pois você consegue distinguir todos os intrumentos, o som tem graves e agudos, tudo muito bem feito para o tipo de som, chamado de Deathgrind.
Muito se especulou nesse longo intervalo até o lançamento do tão esperado Cristo Satánico, como novos integrantes e participações especiais, até que em Julho do ano passado foi lançado oficialmente este disco, o segundo álbum do grupo, que já tinha vazado na net, e algumas informações já tinham sido passadas pelo myspace da banda, sobre as participações especiais da banda. O line-up que gravou o disco e continua em turnê ainda é Dino Cazares (Asesino) na guitarra e vocal, seja o gutural ou o rasgado agudo, Tony Campo (Maldito X), baixista do Static-X, no baixo e na bateria Emilio Marquez (El Sadistico).
Este álbum apresentam os mesmos elementos que o álbum anterior, que ficou conheçida como a sonoridade da banda, riffs macabros, batera sempre veloz e muito peso e sujeira por parte do baixo, tudo com letras em espanhol, no estilo Narco Satánico. Sobre as participações, na música "Regressando Odio", o primeiro som após a introdução, temos Andreas Kisser (Sepultura) na guitarra e Jamey Jasta (Hatebreed) nos backvocals. Duas novidades neste disco, uma que foi 2 covers do Brujeria: "Missas Negras" e "Matando Güeros", mas felizmente, no estilo Asesino de tocar. A outra novidade, é a música "Y Tu Mamá También", um som totalmente estranho, comparado com o resto, começando com os riffs macabros clássicos na banda, acaba se tornando um certo "New Metal Asesino", se tem como imaginar isso, com um refrão com vocal melódico, resulta em uma música diferente, mas bem legal até, principalmente pelo parte lírica.
Enfim, um disco pra quem curte uma desgraçeira bem gravada, clica na capa e te diverte.

segunda-feira, setembro 24, 2007

7 Seconds - The Crew


Música anos 80, quando muitos ouvem falar isso, se lembram na hora de teclados, baterias eletrônicas e sintetizadores, não é mesmo? Claro, a música popular nessa década era fortemente constituído por essas tendências e até Artistas da década passada ousaram provar dessa tendência para fazer, quase sempre, músicas toscas, mas tem suas raras exceções.
Mas eis que para outros, os anos 80, pelo menos até a metade, foi a era dourada para o Hardcore e Punk-Rock Americano, que é base para muita gente até hoje. Se você é visitante aqui do Blog, sabe muito bem, há inúmeros exemplos de bandas, do conheçido Hardcore Americano Oitentista, ou o termo mais popular Old School. 7 Seconds é outra exemplo de outra grande banda da velha escola do Punk Rock, formado em 1980 pelos irmãos Kevin Second e Steve Youth em Reno, Nevada, um local onde não ouvimos falar muitos sobre bandas do gênero, como Califórnia, Washington ou Nova Iorque. Esse é um lance extremamente legal sobre o movimento Punk na época, pois em todos os cantos haviam bandas de Hardcore surgindo, mas que não receberam tanto reconheçimento por estarem fora desse eixo. São bandas extremamente importante como os Texanos do MDC ou D.R.I. ou o Poison Idea de Portland, independente do lugar, existiram inúmeras bandas que adotaram a causa, não era só música, era atitude! (Existem outras inumeras bandas, é lógico, mas se fosse pra citar todas, ia desviar bastante o release).
Bom, a diferença do 7 Seconds para as outras bandas é que você pode falar deles no presente e não apenas no passado, pois a banda continua na ativa, e são considerados uma "Lenda viva", o último disco foi lançado em 2005 e tem o mesma energia, característica principal da banda. The Crew foi o primeiro disco da banda, e saiu só em 84, antes disso a banda ralou muito, gravou demos, EP e o diabo a quatro, até conseguirem o lançamento de um álbum, não apenas um álbum, um clássico para o estilo. The Crew caracteriza bem o som da banda, Punk-Rock rápido, com muitos backvocals e ôôô's, com letras de sXe positivistas e contestadoras, batera tum-pá-tum-pá e vocal melódico, ótimo convite pra pular no Moshpit.
A banda foi uma das principais integrantes do Youth Crew, grupo sXe ao lado de Youth Of Today e Gorilla Biscuits. Enfim, uma grande banda que teve e tem pouco reconheçimento, comparado com colegas da mesma época, justamente por isso que a banda está aí, disponível para download para ter o reconheçimento que merece. Download? Aquele clique na capa.

Between The Buried And Me - Colors


É com uma intro lindíssima de piano e vocais no melhor estilo Pink Floyd que o Between The Buried And Me abre seu novo CD, ou melhor, sua nova obra-prima.
O metal progressivo, matemático, técnico, alternativo, ou seja lá qual for o nome que as pessoas dão à "salada" inexplicável de estilos que o quinteto americano da Carolina do Norte executa com competência, está realmente muito surpreendente. A princípio, o material parece ser conceitual. Ainda não tive a oportunidade de ler as letras, todavia as músicas estão ligadas uma à outra, do começo ao fim. É tudo tão bem feito que mal dá para perceber quando troca de faixa, e devido à mistureba de elementos no som, às vezes chega a parecer que está tocando outra música, mas não, é a mesma.
Fiquei impressionado com a riqueza de estilos. Vocês encontrarão aqui músicas que passam por um feeling mega-extraordinário de música egípcia/árabe até algo que se assemelha a um bizarro infantil com vocais bizonhos e tecladinhos bestas. Também, pudera, né? Com músicas de "10" e "13" minutos dá para experimentar de tudo. Muitos classificam a banda como "metalcore" - isso é um erro. Se o som for classificado somente assim, muita gente deixará de ouvir, e muita gente ficará braba a ponto de dizer que não é metalcore. Obviamente existem diversas passagens que remetem ao NYHC, com bases pesadas, cadenciadas e repetitivas, mas o som não se limita a isso. É simplesmente inexeplicável! A melhor definição para o som deles é "estilo próprio".
Com outros cd's, como o excelente Alaska, o BTBAM despertou a atenção da cena mundial. Com esse novo álbum, não só despertarão como ganharão mais reconhecimento. Admito que até eu, que não gosto de escutar metal progressivo por achar "muito firulento", adorei esse álbum. Os caras fizeram tudo de uma maneira atraente, algo que prende à audição do começo ao fim. Se você é uma pessoa, digamos, eclética, que escuta de Behemoth a Pink Floyd, tem tudo para viciar no álbum também. Amantes do som progressivo, mergulhem de cabeça! Àqueles que curtem tocar coisas impossíveis, ouçam com atenção, tranquem-se no quarto e passem horas tentando tirar "Ants of the Sky".
O disco só deve ser lançado daqui um ou alguns meses, mas já vazou na net há algumas semanas. Dizem que essa versão pode não ser definitiva, então, se realmente não for, não há como imaginar isso "mais pronto". Estou com medo! Hahaha!
Se levada em consideração a proposta, merece nota 10, pois é bom demais naquilo que se propõe a ser. Se levar em consideração meu gosto, dou nota 8 por não gostar de músicas extremamente longas.
Download.

domingo, setembro 23, 2007

Painkiller - Guts Of A Virgin


Isso é que eu chamo de som insano! Já ouviu alguma banda que toque jazz e grindcore ao mesmo tempo? Não? Pois o Painkiller é a banda que eu trago para lhe apresentar.
Formada no início dos anos 90 pelo ex-baterista do Napalm Death, o memorável Mick Harris, pelo saxofonista John Zorn e pelo baixista Bill Laswell; insano e experimental é o mínimo que pode se dizer sobre a música do conjunto.
Quando eu digo jazz, tô falando do clássico aquele, na linha John Coltrane, praticamente guiado pelo sax. É claro que aqui o John ficaria, no mínimo, chocado, provavelmente diria que isso é uma ofensa ao jazz, mas enfim...
Um saxofone desenfreado, tocado de maneira livre e bizarra é acompanhado por uma bateria que alterna entre as bases de tempo quebrado do jazz e os blast-beats do grindcore com um contra-baixo extremamente sujo que chega a parecer uma guitarra. Pra loquear mais, vocais agudos e rasgados com muito efeito! Tenho certeza absoluta que os caras do Pig Destroyer foram influenciados pelo Painkiller, pois os vocais chegam a soarem idênticos em algumas passagens.
Guts Of A Virgin é o primeiro material do grupo, que seguiu na ativa até 1995, quando acabou. Nos álbuns seguintes, foram acrescentados elementos de dub e música ambiente. Mas esse final não foi definitivo, pois há rumores não confirmados de que um novo álbum de estúdio está para sair.
A banda contou também com a ajuda de muita gente famosa nos outros álbuns, como, por exemplo, o Sr. Mike Patton e uns japas sobre os quais eu nunca ouvi falar antes.
É música diferente e legal, gostei muito de conhecer. Em breve postarei outros álbuns deles ou de bandas do estilo, porém, por enquanto, você só pode conferir esse. Então, filho(a), não perde tempo e vai baixando.

sexta-feira, setembro 21, 2007

Amon Amarth - With Oden On Our Side


Os suecos do Amon Amarth chegaram ao sexto álbum com esse With Oden On Our Side, lançado em 2006.
O metal baseado em composições melódicas e cheias de feeling, sempre com letras sobre mitologia viking e livros/obras de Tolkien, foi o ponto forte da banda. Em álbuns como Versus The World e Fate Of Norns, dá para sentir algo excepcional na atmosfera criada. A banda é conhecida popularmente como "viking metal", todavia o vocalista Johan Hegg disse em uma entrevista que eles são apenas "death metal com letras vikings" e que não consegue imaginar vikins tocando um som assim. "Creio que eles só batiam em escudos e bongos, algo assim..." - Disse ele.
Não sei se é conseqüência do tempo ou se os caras realmente quiseram remoldar o som, mas esse último álbum aqui perdeu muito do feeling e ganhou muita velocidade, principalmente na bateria. Esses andamentos de deixar os 2 bumbos soando e dar uma batida por segundo na caixa não era típico deles, e sim de bandas de metal melódico que não me agradam. Os ritmos de marcha ou mais cadenciados - que são de enorme presunção em músicas como "Pursuit of Vikings" - foram praticamente esquecidos. A produção ficou bem moderna, soa muito "limpa", se é que posso dizer assim.
Não preciso dizer que o álbum não é o que eu esperava, né? Apesar disso, "Asator" é uma música que tem um refrão legal e uma bela linha de guitarra. "Under The Northern Star" possui riffs lindos, mas a masterização desse CD parece não ter favorecido muito. O vocal ficou excelente, bem definido e marcante. "Gods Of War Arise" é a música que mais lembra as antigas e, portanto, é também a melhor do CD.
São 9 faixas que compõem esse bom álbum. Repito: Deixa a desejar, a meu gosto, se comparado aos materiais antigos. Não vou escutar tanto como os outros, e deixo explícito aqui que é pela sonoridade - não pela popularidade da banda ou algo do gênero.
Mas cada pessoa tem uma opinião, não é? Forme a sua baixando o álbum aqui.

Slayer - Seasons In The Abyss


Quem se lembra do velho Nostradamus? aquele senhor que já morreu, faz tempo, mas que ficou bem conheçido alí em 1999, quando sua previsão para o final do mundo estava prestes a acontecer. Bom, eis que na virada do milênio, o máximo que aconteceu foi o "Bug do Milênio", apenas uma erro dos programadores, não sei se eles acreditavam na mesma previsão, mas se o mundo tivesse acabodo naquele dia, com certeza, os nossos últimos minutos na terra teria sido ao som do Slayer, com toda certeza, o capeta ia pôr pra rodar algum dos discos de sua discografia, eu ousaria dizer que seria, ou Reign In Blood, ou Seasons In The Abyss, pôr ter a mesma atmosfera apocalíptica.
Então, pra qualquer conheçedor do gênero, ou não, é quase sempre unânime a resposta para o melhor trabalho do Slayer: Reign In Blood. Uma das maiores maravilhas do mundo metálico catequizado pelo Demo, um show de habilidade musical brutal, com muito sangue e cruzes viradas. O disco foi sucesso de crítica e dos fãs, e fez mais outros admiradores, e estavam todos sedentos por material novo, como a banda não é boba, Jeff Hanneman disse que eles resolveram fazer um disco mais lento, pois se fizessem qualquer som rápido, seria na hora comparado com o disco anterior, eis que lançaram o "estranho" (na minha opinião) South Of Heaven, um disco com boas músicas, e que fez com que a banda tirasse uns trocos, já que tocar Thrash Metal não é o melhor jeito de ganhar dinheiro no mundo musical, pelo eras assim, pois há pessoas que discordam disso hoje em dia.
Após uma turnê não muito matadora e um disco de ouro, em 89 o Slayer voltou para estúdio para a gravação de seu próximo álbum, e agora poderiam descer o sarrafo, fazer um disco extremamente rápido, pesado e barulhento, e claro, foi isso que eles fizeram. Seasons In The Abyss, é para mim um dos melhores trabalhos da banda, e o que eles fizeram foi chutar os groovezinhos e mid-tempo do álbum anterior e recuperar toda a vigorisidade do clássico de 86, por isso, é pedrada atrás de pedrada.
O disco começa num chute só, com "War Ensamble", um dos clássicos do disco, com um riff de introdução emblemática, é um som pra fuder o cu do palhaço! O destaque foi para o disco inteiro, mas se você gosta de clássicos, ainda têm "Hallowed Point" e "Dead Skin Mask", uma das músicas mais macabras e cabulosas do disco, inspirada na história do serial killer Ed Gein, que já expliquei de quem se trata anteriormente, mas o final dessa música é de arrepiar! Ah, não posso terminar sem também falar da música que leva o título do cd, a maior música do disco, que tem uma super composição, cheia de progressão e arranjos macabros, sem dúvida, não haveria maneira melhor de fechar o disco.
Em 1990, o disco foi lançado, e a banda saiu em turnê de festivais co-capitaneando junto com Megadeth, Suicidal Tendencies, Anthrax e Testament, nos EUA e pela Europa, e com abertura de uma banda iniciante na época: Alice In Chains. Essa turnê trouxe para os fãs um grande presente e uma grande perda. A parte boa foi o lançamento do ótimo ao vivo Decade Of Agression, que até eu, que não sou muito fã de ao-vivos, tirei o chapéu, um álbum duplo gravado em diferentes cidades da Califórnia e do Reino Unido. A má notícia, foi que o contribuidor de longa data e um dos maiores nome da bateria, Dave Lombardo, largava a banda, para voltar em 2006 com o ótimo Christ Ilusion.
Outro detalhe que eu acho legal deste disco é a arte da capa, muito parecida com a utilizada no último disco da banda. Falando em capa, já que perdeu tanto tempo lendo isso tudo, clica nela e faz o download e não perde mais tempo, download obrigatório para Headbangers ou apreciadores de música rápida e pesada!

quarta-feira, setembro 19, 2007

Hatebreed - Supremacy


É Jamey Jasta mandar aquele gritão na intro de "Defeatist" para o instrumental entrar com toda velocidade e você perceber como Hatebreed é foda!
Também não é à toa, porque a banda existe desde 1993 e tem em seu currículo alguns dos melhores álbuns de hardcore que foram lançados nos últimos anos. Quais são eles? Perseverance e The Rise Of Brutality. Esse último citado, é uma paulada na nuca! Sem dúvida alguma é o melhor álbum deles, na minha opinião, mas isso não vem muito ao caso, pois Supremacy não deixa nada a desejar.
Jasta tem um vocal inconfundível e os cd's da banda sempre possuem muito peso e arranjos metálicos, fatos que levam a discussões intermináveis sobre a banda ser NYHC, metalcore, moshcore, etc; desnecessárias, pois, no fundo, independente de rótulo, o que muda no som da banda? Nada! Agrada tanto a headbangers como 'hardcorers'. "Destroy Everything" está aqui para provar isso.
O modo como a banda iniciou sua carreira é um exemplo de força de vontade. Gravaram uma demo de 3 sons que saíam vendendo nos shows pela região, até conseguirem um bom número de fãs e começar a ter o merecido reconhecimento. O álbum Satisfaction Is The Death Of Desire, que foi lançado por uma gravadora menor, foi essencial para despertar o interesse por parte dos grandes nomes. Até hoje, foi o álbum mais vendido pelo selo.
Não muitos anos depois, já começaram a tocar com bandas grandes do porte de Slayer, Deftones e Napalm Death.
Uma notícia triste, é que no dia 13 de Setembro de 2006, o ex-guitarrista Lou "Boulder" Richards suicidou-se aos 35 anos de idade. Richards tocou nos já citados álbuns Satisfaction is the Death of Desire e Perseverance. Jasta deu a seguinte declaração para o Punknews.org sobre a morte de Richard: "Como muito de vocês já sabem, e nós sentimos muito em saber, nosso ex-guitarrista Lou "Boulder" Richards faleceu ontem. É muito triste que ele não pode ver nenhuma outra maneira de controlar seus demônios. Esperamos que finalmente ele tenha encontrado paz. Nossos corações estão com os de Vera e seus amigos e família."
Jasta também é apresentador do programa "Headbangers Ball", da MTV2.
Escute também "Spitting Venom" para ter certeza de que o som deles é altamente empolgante.
Download.

PS: Atendendo a um pedido, re-upei o álbum Desperately Insensitive, do Cripple Bastards.

Beastie Boys - Check Your Head


Após o sucesso do disco Paul's Boutique, o segundo disco do grupo, lançado no final dos anos 80, deixaram os fãs sedentos por material novo e que tivesse a mesma qualidade, eis que em 92, os magrões lançam Check Your Head, um dos grandes discos da década passada, não só de Hip-Hop, mas da música em geral. Como são sempre rotulados como Hip-Hop, este disco traz de volta toda a energia do BB em forma de música, e pela primeira vez, gravando com seus próprios instrumentos (Por esse motivo, que a capa é a banda com seus cases).
É exatamente essa a parte boa do disco, não se restringiram em apenas fazer seu Hip-Hop de samples e rimas, viajaram no Jazz, no Funk, no Soul, Arena Rock, Folk Rock, com Bossa Nova e o Pop, mais ao menos o experimento que andaram fazendo nesse último disco, totalmente instrumental. O disco foi o primeiro a ser gravado no próprio estúdio da banda (G-Son), na Califórnia, e o primeiro a sair pelo selo próprio da banda, Grand Royal, que havia sido criado a pouco tempo, e de propriedade de todos os membros da banda (Em 2001 fecharam as portas).
Bom, passado todas as informações do disco, gostaria minha própria impressão, a cada vez que eu escuto esse disco. Seguinte, conselho pra quem for baixar, escute com fones de boa qualidade ou com o som bem alto. O lance do disco ter instrumental de verdade, e poucos samples faz desse cd uma ótima experiência, pra escutar os graves dos grooves, ao prestar atenção nos mínimos detalhes das guitarras funkeadas ou na batida da batera esperta e os sons maravilhosos dos teclados. São 20 músicas, que eu particularmente, adoro escutá-las enquanto estou andando de ônibus, carro, ou até mesmo a pé, dentro da cidade, é o verdadeiro som de centro urbanos.
Enfim, os Beastie Boys são uma das banda que estão na ativa que eu mais admiro, e que têm uma grande culto de fãs que conquistaram através de muito tempo de trabalho. E esse é um disco primoroso, escuta aí "Gratitude", "P.O.W.", "Groove Homes" ou a punk-rock "Time For Livin'", que são músicas afudes, que dou destaque maior do que os singles "So What'cha Want" e "Pass The Mic". Que saber? Clica na capa logo e não perde tempo, principalmente para aqueles frequentadores openheads do blog.

terça-feira, setembro 18, 2007

Destroyer Destroyer - Littered With Arrows


Você tem cabeça fraca? Se a resposta for "sim", não escute esse CD.
Destroyer Destroyer é caoticagem infernal vinda direto de Oklahoma, Estados Unidos, para causar fortes dores de cabeça com seu som que mistura grindcore com experimentalismo e mais algo que não possui nome.
Resumindo, é uma gritaria desenfreada com guitarras sujas, pesadas e descontroladas somadas a um sintetizador aterrorizante e mais uns graves anormais que podem te deixar louco, filho!
Sua mãe lhe xinga quando você escuta rock? Não há dúvidas de que ela cortará seus testículos fora quando pegar você ouvindo isso aqui.
Sua irmã curte Simple Plan? Orra, prenda-a no quarto e largue a faixa "A Golden Technique" no volume máximo.
Seu pai acha que você fuma droga? Bom, depois de te pegar ouvindo Destroyer Destroyer ele terá certeza - mas você não precisa fumar para isso.
Está com visitas indesejadas no quarto? Não há dúvidas de que esse CD serve para espantar pessoas alheias.
Mas se você curte som pesadão e caótico, rapaz, esse CD é o presente do ano para você!
Alguém se lembra dos holandeses maníacos do Machinist? Pois bem, Destroyer Destroyer segue na mesma linha, só que aumentado umas 9³. ^^
Falar mais pra que? A audição lhe conta o resto (se você agüentar tudo).
Download.

PS: Essa não é uma resenha negativa.

Circles Jerks - Golden Shower Of Hits


Durante todo este tempo de blog, mais de um ano aí neste hobbie super divertido, uma das bandas que se tornou preferência da casa foi Circle Jerks (Carinhosamente apelidados de "Gonha Boys"). Group Sex é um disco forrado de clássicos, rápidos e crús, que tá seguidamente em nossas playlists, justamente por isso que tô postando mais material deles, pro delírio da galera que curte Hardcore de base.
Formado em 79, em Hermosa Beach, Los Angeles, logo após o vocalista Keith Morris largar o Black Flag e criar sua própria banda, junto com o guitarrista Greg Hetson, que também toca com o Bad Religion, até os dias de hoje e o baixista Roger Rogersons. Com diferentes bateristas, essa banda gravou 3 cds clássicos, com seu som fortemente influênciado por Ramones e Sex Pistols, misturando mais a agressividade da galera do Surf e Skate do Sul da Califórnia e mais o humor escrachado da banda, resultaram em três clássicos do Hardcore: Group Sex, Wild In The Streets e Golden Shower Of Hits (A banda gravou mais cds após estes, mas eu considero estes como essênciais).
Este aqui, foi o terceiro da banda, lançado em 83, e apresento os elementos principais que todos fãs amamos, como, músicas rápidas, vocais doidos (Keith Morris é para mim um dos melhores no estilo) cheios de humor, guitarras gritantes, e ritmos frenéticos da cozinha do Circle Jerks. Comparado com os outros discos, tem uma qualidade de gravação de dár inveja nos outros, em questão, a gravação deixou os instrumentos bem claros, e não tirou a sujeira da banda. Algumas mudanças, como um disco que não tem clássicos consagrados como os outros, mas são músicas fudidas, como a faixa de abertura "In Your Eyes", 0:41 segundos para apavorar o ovinte.
Algumas outras mudanças são a presenças de músicas mais longas, que o normal para banda, como "Under The Gun", "Rats Of Reality" e "When The Shit Hits The Fan" (Lindo nome), que tem em média 3:00 minutos. Esta última música trata-se de uma música acústica, que é a única porcaria do disco, levando-se em conta a parte musical, quanto a letra, uma das melhores. Enfim, um puta discão, faz o download clicando na capa.

sábado, setembro 15, 2007

Shelter - Attaining The Supreme

Como o Julio mesmo disse, "Sempre que possível atendemos aos pedidos da galera. Pedimos desculpas pelas demoras e pelos não realizados, mas realmente é foda conseguir tudo". Shelter é um pedido bem velho, mas demorou até eu achar material deles, apesar de eu já ter ouvido falar muitos sobre a banda, está meio escasso material da banda na internet, acabei achando este disco em um dos meus discos de backup.
O Shelter surgiu após o final da banda Youth Of Today, grande nome do Hardcore oldschool sXe Nova Iorquino. Ray Cappo que era o líder da banda, e um dos fundadores do selo Revelation Records, começou se interessar pelo movimento Hare Krishna, e após uma viagem para India, onde virou devoto, trouxe toda a ideologia e montou o Shelter como uma banda, que passasse essa ideologia, junto com o sXe que já era adepto. Em 1990, com ex-colegas do Youth Of Today e outros membros da cena de NY surgia o Shelter.
Um pouco distante do Youth Of Today, Shelter é uma banda que tocar um Hardcore mais melódico e não tão agressivo quanto a banda anterior de Cappo, que também deixou de lado seu vocal gritado e começou cantar de forma mais polida, e as vezes é até engraçado, logo que eu botei a tocar esse disco, não reconheçi que era a voz dele, de tão drástica a mudança, na minha visão, é lógico. É aí que surge um dos rótulos mais bestas que eu já vi dentro Punk-Rock e derivados de Core: Krishna Core, pra classificar bandas que tocavam Hardcore com letras de ideologia Krishna, como o Cro-Mags, banda importantíssima na cena Nova Iorquina, que resolveram por optar a ideologia, ao lado de outros como 108. Eu disse rótulo besta, não por causa da ideologia, que pelo contrário, acho bem interessante, mas separar as bandas só por causa disso? Cada um, cada um...
Então, Attaining The Supreme foi lançado em 1993, e apresenta um hardcore melódico bem legal, logo na minha primeira audição não me prendeu a atenção, mas após mais algumas escutadas, achei um disco bem legal. Antes de conheçer, eu esperava por algo como H2O, ou alguma mistura de Hardcore com música Indiana, mas nenhuma das alternativas estavam corretas, apesar de este disco ter a última música no estilo. Enfim, disco pro nosso amigo que vinha pedindo há algum tempo, clica na capa e faz o download.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Lamb Of God - New American Gospel


Sempre que possível atendemos aos pedidos da galera. Pedimos desculpas pelas demoras e pelos não realizados, mas realmente é foda conseguir tudo. Bom, Lamb Of God foi pedido 666 vezes, então, por isso, me obriguei a arrumar um CD e postar.
Primeiramente, a banda não é cristã. Apesar do nome ser "Cordeiro de Deus" e o título do CD ser "Novo Gospel Americano", tudo não passa de ironia e sarcasmo - e dos bons, por sinal.
O som da banda é aquele meio indefinível de sub-gênero, por isso eu digo que é metal. Pesado, sujo, gritado, caótico, veloz, cadenciado, ou seja, é uma salada metálica que serve muito bem como trilha sonora de um mosh-pit. Falando nisso, Lamb Of God chega a ser mais famoso pelo seu "Mosh Wall Of Death" do que pelas suas músicas. Clicando no link vocês podem ver o que é isso, mas eu explicarei àqueles que não querem ou não podem ver o vídeo: O vocalista manda a galera se dividir em duas fileiras, enquanto a banda vai tocando uns instrumental. Em seguida, diz que no "4" as fileiras devem ir uma em direção à outra, correndo, para haver um grande choque. Eu acho isso muito foda! Apesar de ser uma imbecilidade, tem gente que gosta de apanhar e tem gente que gosta de bater; quem não curte, simplesmente vai para trás e já era. Organizar isso num show é massa também, eu já fiz e digo que é muito satisfatório ver a galera se pegando assim sob influência do som.
Mas sem sair fora do assunto, New American Gospel é o segundo CD da banda e foi lançado em 2000. Não dá pra entender muito do que o vocalista grita, mas as letras são sobre política e principalmente de questionamentos à religião. A banda foi formada em 1991 e chegou a se chamar "Burn The Priest", mas mudaram logo para o nome atual. Apesar disso, o primeiro cd da banda, lançado em 1998, chama-se Burn The Priest.
A influência de Pantera é gigantesca, portanto, se você gosta de Pantera, tem tudo para curtir o som dos caras. Não chega a ser bom como o Pantera, mas dá para curtir. Como eles costumam dizer, trata-se do mais puro metal americano! Apesar do som ser bem pesado e não possuir elementos comerciais, a banda já ostenta grande popularidade mundial (milhares de fãs) e já tocou nos maiores festivais de música pesada do mundo (Ozzfest, Download, Hellfest...). O recente DVD chamado Killadelfia já ganhou platina. Bom, e é fato que eles não irão parar por aí, porque, ano passado, lançaram Sacrament, um CD que foi bem aceito.
É difícil falar sobre eles, para mim, pois, até baixar esse CD aqui, eu tinha escutado uma ou duas músicas deles e bem por cima.
Não percebi nada de extraordinário no som, mas gostei. Baseado nisso, digo que esse não é aquele CD que todos vão amar, mas vai agradar em menor ou maior grau.
Download.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Celtic Frost - To Mega Therion

Boa parte dos posts do Fukt são sobre bandas de metal, seja lá qual for sua subdivisão, ou rótulo, independente disso, o bom metal sempre esteve presente aqui, desde o início, então como foi falado em início, o post de hoje é sobre uma das mais importantes bandas do estilo na Europa, o macabro Celtic Frost.
A banda surgiu em 1984, após o sepultamento da banda Hellhammer, banda de pouco tempo de existência, mas de extrema importância também para o death e black metal. Thomas Gabriel Fischer (Tom Gabriel Warior) era o vocalista e foi o fundador do Celtic Frost, em Zurique, na Suíça, junto com outros integrantes do Hellhammer e no mesmo ano lançaram o primeiro álbum, chamado Morbid Tales e fizeram algumas turnês pela Europa. Em 1985 eles gravaram essa maravilha chamado de To Mega Therion, um disco clássico para o estilo Black/Death pois a banda fez algo inédito: Um disco de Metal com elementos de música clássica e justamente por isso alguns jornalistas e críticos resolveram classificar o Celtic Frost como uma banda de Vanguarda para o Metal, chamando de Avant-garde Metal.
Bom, se você escuta bandas de Black ou Death e nunca escutou nada do gênero da velha escola, vai achar que é uma piada, mas para época, esse disco foi uma das coisas mais brutais já lançadas, e para mim, ele continua sendo um disco com músicas muito cabreiras. Assim como o Metallica e Exodus têm sua importância para o Thrash Americano, o Celtic Frost e o Venom são as principais bandas para o gênero na Europa, um cenário onde as banda costumam ser mais extremas e mais obscuras.
Mas To Mega Therion não é apenas um disco de Death Black Metal tradicional, ele quebrou barreiras, é impressionante escutar músicas como "Dawn Of Meggido" (Minha preferida) e "The Ursurper" (Preferida do Julio), e perceber que foram feitas a mais de 20 anos atrás, pois a adição dos elementos de música clássica, combinados com uns vocais femininos pra lá de macabros deixam as músicas mais Dark e mais obscuras, enfim, influência primordial para bandas de Metal Sinfônico e para tudo que viria depois dentro do estilo.
A banda teve seu fim decretado em 93, quando Thomas Fishcer criou uma banda de Metal/Industrial chamado Apollyon Sun, que foi seu trabalho durante os anos 90, até que em 2000 remontou o grupo e ano passado lançou material novo, intitulado Monotheist, um disco que teve o intuito de buscar o espírito da gravação dos discos To Mega Therion e Into The Pandemoniun, tido como os melhores trabalhos da banda, sendo os mais pesados e intensos discos da banda.
Para provar esse clássico, basta clicar na capa.

Killswitch Engage - Alive Or Just Breathing


Os americanos do popularmente conhecido como "Killswitch" e escrito abreviadamente para "KsE", são muito competentes no que fazem: Música. Independente de como classifiquem o som deles, não há dúvida de que existe um enorme conhecimento da causa em suas composições, que sempre nos mostram algum tipo de trabalho interessante, seja maior nas guitarras, na bateria ou nos excelentes vocais do ex-vocalista (na época desse CD era vocalista) Jesse Leach.
Alive Or Just Breathing foi o disco que lançou o KsE para o mundo. Clássicas como a empolgante, furiosa e linda - adoro o modo como eles juntam os sentimentos nas músicas - "Fixation On The Darkness" e a extremamente marcante "My Last Serenade" estão presentes aqui.
Existem características que eram bem perceptivas no som deles, traços que tornavam a banda facilmente identificável. O vocal é poderoso, manda uns guturais e uns rasgados muito competentes; na bateria, uso de batidas alternadas e 2 bumbos. As guitarras, felizmente, ainda são criativas e usam e abusam de harmônicos artificais. Aqueles famosos gritos, manja? Pura influência de Pantera, a meu ver.
CD muito bom, considerado como clássico do "metalcore" (se bem que eu não aceito esse rótulo para bandas na linha do KsE).
Atualmente, a banda não possui a mesma pegada desse disco - creio que nunca mais conseguirão. O vocalista atual não é tão bom assim, tanto que a maioria dos fãs prefere a fase antiga. Alguns por pura imbecilidade, dizendo que a banda virou modinha, porque apareceu num filme do Jason Sexta-Feira 13 boquinha de cemitério... Freddy VS Jason, eu acho, não tenho certeza; outros, por achar que a banda vendeu muitos discos; alguns outros, por questão de gosto.
Nesse ano, realizaram uma enorme turnê e tocaram com nomes bem diferentes, como os 'esfomeados por velocidade' do Dragonforce. Isso se deve ao fato de que são companheiros de selo.
Na ativa desde 1999, deve a gente respeitá-los e curtir o som.
Download.