sexta-feira, agosto 29, 2008

Motörhead - Motörizer


Mesmo se o Motörhead tivesse acabado em 83, ou 84, eles ainda seriam uma das bandas mais importantes dentro da história da música pesada. Pra quem não tem idéia do que é representa a instituição Motörhead, eu primeiro pergunto; de onde tu vem? e sabendo que a reposta é "de outro planeta", e que ainda não é uma desculpa muito razoável, te digo que o Motör foi a banda responsável por aproximar o Punk do Metal, escrevendo as primeiras linhas do que seria chamado de Thrash e Speed Metal, que continuou ao redor do mundo com Venom, Metallica e Slayer.
O que acontece é que desde que começaram, já se passaram alguns anos... alguns 30 e tantos anos, e ao contrário de outros, que consideram "estar na ativa" como lançar coletâneas e ao vivos, fazer shows comemorativos, a filosofia bêbada de Lemmy e cia. é outra; gravar cd's e pé na estrada, chutando o que vier pela frente, afinal, Lemmy é O cara e sabe o que faz.
Refrescando a memória, Motörizer é o vigésimo disco de estúdio da banda, e posso dizer que ele não nem melhor, e nem pior que os útlimos 5 álbuns, é o mesmo álbum. Então tu me pergunta "qual a graça em ouvir sempre a mesma coisa?". Entendo muito bem tua pergunta, é justamente por que tu não gosta de Motörhead. Desde os anos 80, a sonoridade pouco mudou e isso só ajudou a consolidar mais a carreira; se tu diz que gosta de Motörhead é sinônimo de bom gosto musical e além disso, te dá uma certa credibilidade nas ruas.
Caso tu seja fã do bom e velho metal, iria quere ver o Iron Maiden tocando Metalcore, ou quem sabe o Judas Priest fazendo um Rap Metal? Bom... a resposta serve aqui também. O que se espera do Motör é barulho, confusão e doses de Whisky, ou seja; o de sempre, nenhuma pretensão de criar algo novo, quebrar paradigmas ou inventar novos rótulos, o que a gente quer é Heavy Metal bem feito, e sim, nós conseguimos.
Pra quem começou a acompanhar o processo de gravação do disco, rolou um certo frio da barriga logo no início, quando o trio anúnciou que: Faria toda a gravação no estúdio de Dave Grohl, na Califórnia; o produtor seria Cameron Webb, que trabalhou com Limp Bizkit, Orgy e Monster Magnet e por final, que a arte da capa não seria de autoria de Joe Petagno.
Eis que o resultado acabou com qualquer chance do disco novo sôar um pouco pop ou alternativinho, porra nenhuma, Rockão classudo, rápido, pesado e básico, cheio de solos blues-rock e o vocal mais rabujento do rock, o bom e estúpido metal motoqueiro. E acontece a mesma "lenga lenga" dos últimos anos; todo dizem que é um baita disco mas que não se compara com clássicos como Ace Of Spades ou Overkill, mas ninguém se arrisca a sentar o cacete, justamente pois são discos bons e que provavelmente irão ser a trilha sonora da sua próxima briga de bar.
A única coisa que eu me arrisco a dizer é que perderam muito, foi no quesito "capa", e perderam pra caralho. Famosos por sempre terem artes sinistras, a capa de Motörizer é uma idéia simplista e meio sem graça, a maioria sabe da relação entre Lemmy e sua adoração por guerras, e por isso o uso dos brasões dos países dos integrantes: Inglaterra (Lemmy), Suécia (Mikkey "alemão loco" Dee) e País de Gales (Phil Campbel), que é completo pelo nosso querido Snaggletooth, como a última nação, nação Motörhead.
"ô magrão, para de papo furado um pouco e me diz um pouco sobre as músicas". Ok, acredito que isso é o que mais interessa, e tu tá lendo isso só pra ver o que outras pessoas acharam do novo disco antes de baixar, digo, comprar. Se prepare para o chute na cara, "Runaround Man", a faixa que começa o disco é um convite pra uma bebedeira desenfreada, o tipo de festa que toca Motörhead. "English Rose" é talvez o ponto alto do disco, e serviria muito bem para o primeiro single, se a SPV estive procurando por uma. Só para não perder o costume, "The Thousand Names Of God" é a música rebelde sociopolítica, que junta com a primeira citada, foram as escolhidas pela banda para tocar no programa de música de Bruce Dickinson na BBC, mês passado.
Qualquer review que disser que Motörizer é melhor ou pior que o útlimo álbum, ou então decepcionante e até maravilhoso, estão enganados. Motörizer é exatamente o mesmo que o útlimo disco e é o mesmo que o próximo (se isso chegar a se concretizar, levando em conta que Mr. Kilmister está com 62 aninhos) álbum, e isso é algo bom, a não necessidade de mudar.
"Se não mudam, pra que gravar disco novo?" Duas boas respostas: Uma banda deve encher o saco de tocar a mesma música há 20 anos, no caso a imoral "Ace Of Spades", uma música que com certeza, eu, tu e todo mundo gostaria de ver num show deles e é sobre isso a segunda resposta: "Quando eles não tiverem mais aqui, tu vai sentir falta, então não critique o álbum por ser o mesmo que os outros; é o mesmo que criticar o sol por brilhar todo dia." disse o sábio da Thrash Hits.
Já sabem que dificilmente irão se decepcionar, a não ser que você leitor, seja um bunda mole, e pra comprovar isso, basta entrar no last.fm e escutar todo o disquinho na íntegra, se não gostar, já sabe. Download.

5 comentários:

chucknorris disse...

Não sou fã do Motorhead, mas também não reprovo nem um pouco quando ouço. Só passei pra dizer que a rensenha foi inspirada Lincoln, gostei de ver hehehehe
Grando abraço a todos do Fukt

Felipe disse...

fala mal do motorhead fala

Anônimo disse...

eu sou um bunda mole e acho motorhead um lixo !

é isso ai

vao se fuder, babado novo na veia \o/

Nitram disse...

sobre essa parte final do texto, o próprio lemmy já disse: "miss me when I'm gone, you'll be the one to sing the blues!"

Nitram disse...

a propósito, eu cheguei um pouco atrasado. lemmy já está com 63.