sábado, janeiro 12, 2008

Lighting Bolt - Hypermagic Mountain


Lighting Bolt é o que eu costumo chamar de "banda Grindcore de nerd". Formado em 94, em uma local onde não costumamos ter muitas notícias sobre música, que é o estado de Rhode Island, na cidade de Providence, o Lightning Bolt é uma dupla que toca Noise Rock barulhento e extremo.
O grupo se conheceu na faculdade de Design de Rhode Island (RISD, lugar que já deu origem para outras bandas como os Talking Heads e Black Dice), e no seu início, tocavam em forma de trio, mas pouco tempo a banda decidiu seguir apenas com Brian Chippendale na bateria e "vocal" e Brian Gibson no baixo, fazendo um dos sons mais desconcertantes que eu já ouvi.
Extremamente influênciado pelo Noise japonês, como o Melt Banana, por exemplo, e avant-garde jazz, o duo faz com que bandas de Grindcore tirem o chapéu pra som dos magrões. É impressionante ver o que Chippendale é capaz de fazer com um drumset tão simples, pois a simplicidade acaba quando o cara monta no banco e desce o sarrafo no seu "kitzinho", mandando linhas de bateria totalmente alternadas, cheio de quebras de ritmo e improvisação, que ainda sobra tempo para soltar uns vocais doidões, com seu microfone de contato socado dentro da garganta. O trabalho de Gibson também é impressionante, o jovem tira sons inimagináveis de um baixo, com uma afinação totalmente bizarro, com milhares de efeitos, abusando da distorção e principalmente a habilidade do monstrengo, faz da audição da banda como uma bigorna caindo do céu, direto no teu melão.
Por mais estranho que Hypermagic Mountain possa ser, ele é considerado como o disco "pop" do grupo, por ser o mais audível e de mais "fácil acesso". Hypermagic Mountain, de 2005, é o quarto disco da dupla, e por enquanto o trabalho mais atual, ele é sucessor do aclamado Wonderful Rainbow, de 2003, e como todos os álbuns da banda, são lançados pelo selo Load, referência da música noise / experimental / underground americana. Pro inferno com "pop" e "mais audível", essa porra é um dos lances mais infernais que podem existir, pra provar, clica aqui e te prepara pro pior.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

At The Drive-In - Relationship Of Command


At The Drive-In foi uma das bandas mais intensas surgidas na década passada e até hoje está por ser superada, dentro da sua área, que á facilmente conhecida como Post-Hardcore, porém todo o hype criado em volta da banda, fez com que eles dessem um tempo indeterminado e o que acabou no episódio mais conhecido, que é o Mars Volta (Bixler-Zavala e Rodriguez-Lopez) e o Sparta (Jim Ward).
A banda começou em 93, no Texas, onde eles costumam chamar de Hell Passo, tocando um som extreamente explosivo e complicado, seguindo o passo de bandas como Fugazi, Cap'n Jazz e Jawbreaker, mas não se restrigindo apenas à pauleira, as letras refletiam com o gosto dos integrantes pelo rock inglês dos Smiths e do Pink Floyd, gerando uma das misturas mais originais e uma das bandas mais destruidoras.
Todo o hype que se criou em torno da banda foi mérito do próprio grupo, pois cada lançamento ia chamando mais atenção, até que o reconhecimento definitio veio com o último disco do conjunto: Relationshio Of Command, a obra definitiva do quinteto texano. A banda que começou tocando em bares quase vazios, terminou fazendo shows em mega festivais como o Big Day Out na Australia, pouco antes do final da banda, por tensão interna e pressão externa, no início de 2001, nem um ano após o lançamento do último disco.
Não é normal uma banda ter seu último disco, o motivo para ter seu nome elevado às alturas, mas como o ATDI não é uma banda comum, sua caminhada também não. Vocais gritados e descompassados, ritmos quebrados com andamentos malucos, misturam-se com melodias fortes e guitarras capaz de te deixar surdo! E como se não fosse o bastante, a banda ainda teve participação do mestre Iggy Pop nos backvocals do single "Rolodex Propaganda" e de seqüestrador em "Enfilade", duas músicas que se estivessem em algum outro álbum já valeriam, porém esse não é apenas um cd normal, é a obra definitiva; desde o início com a arrasa quarteirões "Arcarsenal", passando por "One Armored Scissor" e "Quarantied" e fechando com nervos à flor da pele em "Catacombs".
Se tu gosta do tal Post-Hardcore e não conhece esse disco ainda, te mata, meu jovem. Caso não queira se suicidar e quer escutar o disco, tenho certeza que não vai te arrepender, pode começar clicando aqui. Depois de escutar, procure algum vídeo da banda, e veja o que é PRESENÇA DE PALCO. Até logo.

Burning Heads - Bad Time For Human Kind


Quem acha que a França só tem perfume, certamente não conhece as bandas de rock que surgiram ou que tocam por lá. Recentemente conheci diversas, e posso afirmar que tem uma cena bem legal, recheada de punk rock mais moderno ou hardcore melódico, além de uns rocks mais puxados para o lado alternativo. Apesar das influências serem - na sua grande maioria - chupinhadas dos americanos do Rancid ou Pennywise, o som possui algumas particularidades, como no caso dos Burning Heads. A priori, o hardcore do grupo lembra muito essa cena californiana, seja no tipo de afinação usado ou no andamento dos sons, que até possui certas passagens de ska/surf, como na faixa "Glass Ceiling". As mais legais são "After Me The Storm" (refrão grudento e linha de guitarra bem forte) , "Nice Time To Fall (lindo refrão) e "Get That Gun Of My Chest" (coros no estilo protesto e vocais rápidos), se bem que quase todas são legais. Mas falae, pra uma banda que lança há mais de 15 anos, não podia ser ruim, né? Dentre todos esses anos, o único "mau momento" foi no álbum Opposite, onde que o reggae predomina. Apesar disso, a banda já fez turnê com grandes nomes como Bad Religion. Um outro detalhe legal sobre esse Bad Time For Human Kind é que ele foi todo produzido, gravado e lançado pela própria banda. Só por isso já mereciam estar aqui, mas os moços ainda fazem um som legal e isso torna a postagem mais agradável, bem como a audição do material.
Download aqui ou na capa.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Smashing Pumpkins - Gish


Que o Smashing Pumpkins é uma das maiores bandas de rock alternativo de todos os tempos não é novidade pra ninguém, então não necessita nenhuma apresentação, pois a maioria deve saber quem são.
Ano passado ganharam bastante notoriedade novamente, após o lançamento de um álbum de inéditas, Zeitgeist, com metade da formação original e apresentação em grandes eventos, como Live Earth, e muita gente desceu o sarrafo no disco, de modo injusto, pois estavam querendo comparar o disco com os clássicos Siamese Dreams e Mellon Collie and The Infinite Sadness, é como botar o Vanderlei Cordeiro de Lima brigar com o Goldberg, sem chances.
Ainda com toda essa conversa furada, eu não tentei nem comparar com eles, e muito menos são os meus preferidos. Reconheço toda a importância dos dois discos para a banda e para a música, toda a o trabalho, de composição, gravação, produção e o caralho a quatro dos ábuns, mas Gish, o primeiro disco, acho que vai ser pra sempre, o meu preferido da banda.
Pelas palavras de Billy Corgan, Gish foi um álbum que ele reconheceu que a banda foi um pouco imatura na hora da gravação e produção (junto com Butch Vig, que trabalhou com Die Kreuzen, Nirvana, Sonic Youth, entre outros) do disco, no sentido de pouca exeperiência, que poderiam ter feito coisas muito melhores, mas pára aí, na minha opinião, a graça do disco ta justamente nesse ponto, pois ele tem um peso absurdo, e como foi gravado em pouco tempo, mostra muita intensidade na música e pouco das músicas bonitinhas com violinos e melancolia.
Esse disco foi lançado poucos meses antes do Nevermind, e era uma prova do que alt rock era capaz, mas ao invés de ser uma banda punk como o Nirvana, os Pumpkins investiam muito mais no rock arena, com altas doses de riffs matadores de Corgan e Lha, numa véia mais heavy metal, assim como o baixo pesadíssimo de D'arcy e a bateria monstruosa, característica de Chamberlin. Mas pra quem conhece a banda pelo seu lado Dream Pop, melancolia miturada com psicodelia, que é uma das marcas registradas, tem pra ti também, "Windows Paine" e principalmente "Daydream", canção acústica com celos e violinos, que leva a voz de D'arcy, fazem o povo delirar.
Essa é minha opinião e cada um tem a sua, se tu não conhece esse disco, baixa clicando na capa ou aqui, e tire a sua própria. Caso já tenha a tua formada, e descorda de mim, fica quieto, digo, deixe um comentário.


Ainda em tempo, gostaria de comunicar que a nova administração do blog está com uma comunidade no orkut do Fukt, pode acessar por aqui. Com o mesmo propósito do grupo no last.fm, a comunidade é para trocar opiniões, sugestões e dúvidas. um Muito Obrigado à todos.

Lärm - Extreme Noise


Essa banda, cuja tradução do nome significa "poluição sonora, barulho ou ruído", foi formada em 1982, na Holanda, primeiramente com o nome de Total Chaoz. São considerados como a primeira banda sXe (Straight Edge) e Comunista da Europa, além de criadores do "proto-grind" (ínicio do grindcore, ou powerviolence) e influenciadores de muitas das bandas que surgiram na seqüência. Eram uma das bandas mais diferentes da cena, porque, mesmo sendo punks, os caras não usavam droga alguma (lícita ou ilícita), e condenavam o uso - raridade na cena da época.
Lançaram 4 materiais oficiais, de 1984 a 1987. Esse Extreme Noise foi lançado em 2005 (algumas fontes dizem 2003) e reúne esses 4 discos em um CD, ou seja, é a discografia de barbada na sua mão. A quantidade de informação sobre a banda na net é um tanto quanto escassa, mas sabe-se também que a maioria dos integrantes partiu para uma banda chamada Seein' Red, logo após o fim do Lärm. Como dá para imaginar pelo nome, é uma banda comunista. Por mais que pareça irônico, o fim da banda se deu quando arrumaram um selo, o Nuclear Blast.
Material muito recomendado, principalmente para quem curte e sabe o que é hardcore, ou àqueles que curtem velocidade e sujeira sem peso, tudo muito gritado e em menos de 1 minuto de duração total de cada faixa. Títulos como "Crucify The Pope", "Metal Attitude Sucks" e "Animals Have Feelings Too" devem lhe dar uma idéia a mais sobre a banda. É perceptível a mudança na sonoridade de estúdio com o passar dos anos, que ficou mais limpa e audível. Eu, particularmente, curto mais os primeiros, totalmente crus.
Download aqui ou na capa.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Acid Junkies & Miss DJax - 303 (Split/EP)


Quando você ver um CD ou um vinil com aquele simpático "doce" sorrindo, pode ter certeza que se trata de Acid Junkies, uma dupla holandesa que toca música eletrônica. Notórios por serem da subdivisão classificada como "acid", que é um tipo de som originário do sintetizador Roland TB-303, que produz seqüências de "baixo" com uma sonoridade ácida, se é assim que podemos dizer. Outros estilos que usam o mesmo recurso são o acid trance e o acid house (dããã). Começaram a carreira no início dos anos 90, quando tocavam só acid house na veia oitentista. Com o passar dos anos, a banda foi lançando muito material, e, ao longo destes, percebe-se leves mudanças que hoje já os fazem nem ser mais do acid. No início, era formado só por Steffan Robbers, na tentativa de recriar todo o psicodelismo que foi injetado no som eletrônico, para fazer algo realmente chapante. Harold de Kinderen chegou na seqüência, emprestando o sintetizador e, por conseqüência, tornando-se membro fixo. Com a dupla formada, foram fazendo diversas apresentações ao-vivo e lançando uma porrada de material - alguns bem legais. Esse 303 é só uma pequena amostra, e eu recomendo escutar apenas com fone de ouvido. "Take Control" é a música mais legal, pois utiliza sons binaurais (aqueles mesmos do I-Doser) e uns samples muito psicodélicos.
Miss DJax é o nome artístico de Saskia Slegers, a dona do selo Djax Records (o que lançou esse EP), uma loira gostosa e tatuada que produz som na mesma linha dos Acid Junkies. Fã de hardcore techno e acid house, a moça nos presenteia apenas com uma faixa. Nessa faixa, chamada de "Evil Machines", percebe-se uma velocidade um pouco acima da média e um bumbo bem hardcore, recheado de peso e sujeira. Bem viajadão também, mas um tanto quanto repetitivo (como quase todas as outras bandas do estilo, infelizmente). Famosa mundialmente por ter sido considerada como DJ do ano em concursos mundiais, a loira prova que manda melhor que muita gente e prova que sexismo musical é coisa do passado.
Ficou interessado? O download é aqui ou na capinha alegre.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Death By Stereo - Day Of The Death


Hardcore misturado com Metal já resultou em algumos rótulos como Metalcore e o Crossover, mas nenhum dos dois estão perto de poder demonstrar o som que o Death By Stereo faz, é uma mistura própria entre o metal e o Punk-Rock agressivo.
Vindos do sul da Cafifórnia, formaram a banda no metade dos anos 90, no auge do punk-rock californiano, tem uma forte influência desse tipo de som, como o Bad Religion e o Pennywise, bandas de muita pegada e melodia. Porém o som vai muito mais além, a velocidade e agressividade de certas músicas são vindas do Hardcore Americano dos anos 80, do Bad Brains, Minor Threat e Dead Kennedys, e os riffs melódicos de bandas de Metal como Maiden, Judas Priest e Van Halen, mostrando a grande variedade de influencias que ajudaram a moldar o som da banda, resultando em um som bem único e original.
Em forma de quinteto, a banda conseguiu um contrato com a Indecision Times e lançou o primeiro disco, o If Looks Could Kill, I'd Watch You Die, um baita disco Punk, muita energia e pouca produção e som abafado, bem parecido com a do Black Sails On The Sunset do AFI, mas nada que pudesse obscurecer a qualidade das músicas e a criatividade da banda. Tal cd caiu nas mãos do Tio Brett Gurewitz, e não pensou duas vezes em prôpor um contrato com a banda, que foi aceito na mesma hora. Após o final da turnê do primeiro álbum, que o DBS estava promovendo, entraram no estúdio e em 2001 foi lançado via Epitaph, o segundo disco da banda, este aí mesmo, chamado de Day Of The Death. Novamente produzido pela própria banda, o disco traz bastante da sonoridade do álbum anterior, Punk-Hardcore-Metal, de gravação mais bem cuidada, sem deixar de lado a energia e velocidade, com melodias que alternam entre ríspidas e cativantes, assim como a voz de Efrem Schulz, com algum apelo melódico, é uma música que conquista muitos fãs, por fazer essa mistura de estilos.
Muitos fãs tem Day Of The Death como seu álbum preferido, por ter o som mais calcado no Hardcore, ao contrário do(s) últimos disco(s), que investem mais no metal, vide Death For Life, meu preferido, então se tu se interessar pela proposta da banda, pode escutar que não vai te arrepender, download aqui ou na capa.

The Donnas - Spend The Night


E já que falaram em Ramones, por quê não postar uma banda descendente deles? É fato que, após eles, a maioria das bandas que tocaram som com 3 acordes, vocais simples e cativantes, músicas rápidas e "o escambau" passaram a ser classificadas como influenciadas por eles. O fato é que, independente de classificação, tem banda que assume publicamente, e esse é o caso das moças do The Donnas, que declaram que os Ramones são seus ídolos máximos.
Formada lá em 1993, a banda só conseguiu lançar o primeiro CD em 1997. O mais legal de tudo é que a banda é formada só por mulheres, todas cheias de energia. A fórmula dos álbuns são basicamente a mesma: Simplicidade, empolgação e muita festa. Tal fato leva muita gente a rotular o som de punk, mas, a meu ver, disso só tem o instrumental. Como já foi dito, as letras são quase exclusivamente sobre festas, garotos, carros e etc. Há boatos de que a maioria das letras realmente aconteceram, principalmente as desse Spend The Night em questão, porém foram "levemente" aumentadas. Não conheço os primeiros álbuns, mas dizem que aqui a música ficou mais pop. Se isso for verdade, não deve ser encarado como algo ruim. O som é bem legal, tem tudo para conquistar o ouvinte e foge daquela mesmice babaca que muitos chamam de pop.
Quer conferir? Baixe clicando aqui, então. E, se curtir, baixe Sahara Hotnights, que é uma banda no mesmo estilo e muito boa também.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Cap'n Jazz - Analphabetapolothology


“O som emo é pesado, rápido, quase punk!” Pedro Bial.
Fugindo um pouco da declaração do nosso sábio da música, Cap’n Jazz foi sim uma banda emo (ok, podem rotular seus filhas da puta).
Em 1989, Chicago (cidadezinha legal, lembram da Punky?), os irmãos Tim e Mike Kinsella formaram a banda e começaram seus trabalhados de garagem junto com Sam Zurick e Victor Villareal, tudo isso depois de algumas mudanças no conjunto e com a adição do guitarrista Davey von Bohlen.
Ta, e qual a moral daquela bosta no começo do post? Simples, a “missão” do Cap’n Jazz foi tirar o emo (assim por dizer) do underground (lembre-se, estamos no começo da década de 90) e o trazer para a luz do mainstream, fazendo uso de guitarras sujas, porém melódicas, baterias rápidas, ritmos quebrados, e, principalmente, um vocal mais limpo, apesar dos berros. Eles foram e são extremamente influentes, sendo reconhecidos por muitas bandas, e, apesar do pouco sucesso fora da sua região, eles ajudaram a modelar esse estilo de som na época, deixando-o mais fácil e mais comercial (vendido é a puta que pariu).
Foi uma banda de vida curta e poucos discos, o Analphabetapolothology (ufa!) foi lançado em 1998 (ironicamente 3 anos depois do fim da banda), via Jade Tree Records e contém todas as músicas lançadas pelo grupo, incluindo algumas ao vivo.
O som deles é incrível, o vocal é muito bom, os backing vocals são lindos, as guitarras magníficas e a bateria forte. São muitas músicas neste disco duplo, algumas melhores, outras nem tanto, mas preciso destacar algumas: "Rocky Rococo" (a melhor deles na minha opinião, com backing vocals e berros simplesmente indescritíveis), "Puddle Splashers", "Que Suerte!", "AOK", enfim, colocaria o álbum inteiro aqui.
Mas agora, chega de falar, baixa logo o álbum e tire a dúvida se eu sou um fanboy idiota da banda ou se ela realmente merece atenção.

Ramones - Ramones


Esses pirralhos não tem jeito mesmo, com tanto tempo de blog e tantos disco, não nada dos Ramones, absolutamente NADA, nem se quer alguma coletânea, então vou corrigir o erros desses bastardos, preenchendo essa lacuna com o primeiro disco de uma das maiores bandas de toda a história, fato.
Contar a história da banda é algo desnecessário aqui, pois no mínimo, 50% das pessoas que estão lendo isso devem saber, pelo menos deveriam, coisas como: De onde surgiu o nome da banda e o nome dos quatro integrantes.
O fato mais interessante da longa carreira que deve ser sempre comentado é como eles começaram a tocar o som chamado de Punk-Rock. Em forma de trio, e um nome bizarro, Tangerine Puppets, a banda era fã de Beatles, Beach Boys e Stones, porém eles não conseguiam, de tão péssimo que eram. Com um pouco da influência das bandas de proto-punk que fervilhavam na metade dos anos 70 em Nova Iorque, CBGB's e tal, os Ramones resolveram fazer seu próprio som para nossa alegria e podem ser creditados como a primeira banda de Punk-Rock.
Sempre que se fala em movimento Punk na mídia, falam em 77, Pistols e Clash, descrevendo a música como "basicamente 3 acordes". Nenhuma banda no mundo se encaixa nessa descrição, muito mais que as bandas inglesas, que até solo faziam! Nada disso, Johnny e Dee Dee eram só a base de power chords e com muita velocidade. Apesar da banda ter sido um dia, uma das mais rápidas do mundo, tocarem mal e gravarem com muito do espírito DIY, desde o início a banda teve contrato com uma major, a Sire Records, da Warner. Isso é facilmente intendível quando voltamos um pouquinho atrás, e lembramos das influências da banda, pois eles queriam ser uma banda pop acima de tudo, e por isso sempre tem músicas como "I Wanna Be Your Boyfriend", porém ao mesmo tempo, eram um bando de babaca, e escreviam músicas sobre cheirar cola ou sobre filmes de terror, facinante!
Muita gente prefere ouvir os discos ao-vivo dos Ramones, pois em estúdio elas são mais lentas e com uma "certa produção", enquanto no show a banda botava pra fuder e tocava rápido pra cacete e é por isso que o primeiro disco da banda é tão bacana. Gravado em menos de 20 dias, de forma mais simples possível, e mais barata, essa jóia foi lançada em 76, pouco tempo depois da gravação; som crú e tosco, nada de produção ou efeitos, punk-rock simples e direto na tua face em 30 minutos cravados.
O álbum inteiro é formado só por sons clássicos do quarteto, que tocava metade do disco até os últimos dias da carreira, como por exemplo, no último show deles, gravado o disco We're Outta Here, temos 5 das 14 de todo o disco: "Blitzkrieg Bop" (Precisa dizer algo?), "Beat On The Brat", "Listen to My Heart", "53rd & 3rd" e "Today Your Love, Tomorrow the World". Se até hoje tu nunca ouviu esse disco, eu tenho que te perguntar "Em que caverna tu andou morando tua vida inteira?". Levando em conta tudo que eu escrevi, a verdade é que eu não tenho palavras pra dizer o que é Ramones, então faz, o seguinte, escuta logo essa bagaça e para de ouvir merda.

sábado, janeiro 05, 2008

Ministry - The Land Of Rape And Honey

Já se foi o tempo em que misturar música eletrônica com rock pesado era novidade. Existem toneladas de bandas que utilizam do recurso eletrônico pra incrementar seu som, e muito poucas que se sobresaem, por ter uma proposta diferente, mas a bola da vez, é da época em que essa mistura gerava pesadelos.
Dentro deste cenário, o Ministry foi uma das bandas mais assustadoras que a humanidade já teve conhecimento. Estre monstro ciborgue chamado Ministry, foi criado nos Estados Unidos, no começo dos anos 80 e teve dois discos "de teste" com um eletrônico mais convencional, típico da época, até que o pai da criança, Al Jourgensen teve uma uma idéia que mudaria pra sempre o rumo de sua banda; aliar instrumentos convencionais, como guitarra e baixo, com batidas estraçalhadoras, samples malditos e uma atmosfera pós-apocalíptica, que já estava começando a ser utilizada.
Com essa proposta, o Ministry convida todos vocês para um passeio na Terra do Estupro e do Mel, um título nada delicado, assim como seu som. Esse foi o terceiro play e o que inaugurou a entrada no rótulo Metal Industrial, som paranóico, barulhento e muito intenso. As primeiras faixas caracterizam muito bem a nova técnica, do uso da guitarra dissonante, junto à paredes de samples pra lá de obscuros, vocal grunido e muita agressão nas batidas do bate estaca, são elas: "Stigmata", "The Missing" e "Deity".
Um dos maiores trunfos de Al Jourgensen e cia. foi conseguir uma base muito grande de fãs Headbangers, que dificilmente se interessariam por som eletrônico (Igualados algum tempo depois pelo Fear Factory), e durante os anos foram ganhando cada vez mais fãs do estilo, pois de álbum em álbum, iam aproximando cada vez mais essas duas vertentes, fazendo um som cada vez mais destuidor; um bom exemplo é o álbum que sucedeu este, chamado The Mind Is A Terrible Thing To Taste, que deu continuidade ao pesadelo, e muita dor de cabeça a ouvidos mais sensíveis.
Infelizmente ano passado o grupo assumiu definitivamente seu fim quando lançou seu último disco, o ótimo The Last Sucker. Então o que nos resta fazer é escutar tudo que eles nos deixaram durante os anos de atividade, começando por estre pimoroso The Land Of Rape And Honey, o verdadeiro som do ferro velho. O Download tu faz aqui, ou na capa, não importa, pois a dor de cabeça será inevitável.

Gadget - The Funeral March


Após o excelente Remote, os suecos do Gadget lançaram esse The Funeral March em 2006. Muito mais pesado que o anterior, o álbum tende a agradar uns e desagradar outros. Na minha opinião, o álbum poderia ter sido melhor. Ficou quase só à base de power chords na guitarra e raramente nos mostra aquelas escalas técnicas, caóticas e velozes que preenchem quase todo o Remote. Aqui a composição ficou bem mais simples, e é até interessante que eles tenham feito isso, porque perecebe-se que eles não quiseram se repetir. Por um lado é bom, por outro é ruim. A idéia é ótima, mas, a meu ver, o outro CD ficou bem melhor e mais empolgante. Enfim, se não considerarmos comparações, dá para dizer que The Funeral March é um álbum pesado e veloz. Para quem curte death e grind é um prato cheio, sinceramente. Na audição, vale mais a pena já ir direto às melhores, como "Let The Mayhem Begin", "Vägen Till Graven" e a instrumental e macabra "Everyday Ritual". No momento, não há notícias sobre um novo álbum, mas espero cheio de esperanças que eles voltem a executar um grind caótico, sujo, técnico e sem muito peso.
Download aqui ou na capa.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Camper Van Beethoven - Key Lime Pie


Devido a corrupção dos membros criadores deste maldito blog, estamos assumindo as pontas por aqui, se você não gostou, vamos ver na queda de braço quem é melhor. Para cuidar desses problemas, o Cap. Nascimento também foi recrutado para botar ordem por aqui.

Essa banda de nome bizarro, Camper Van Beethoven, é mais uma banda Californiana, de Santa Cruz e tomou forma em 1983, e emergiu entre bandas de hardcore da localidade. De saco cheio da conversa do Punk Rock, acabaram por tocar uma mistura absurda de Punk-Rock, com Folk, World Music (como mexicana e do leste europeu), Ska, Country e Acid Rock, só pra torrar o saco daquelas pessoas mais "hard line", e acabaram entrando no rótulo do Rock Alternativo.
Começaram tocando versões country de clássicos do punk-rock, um bom exemplo é "Wasted", do Black Flag, que foi gravado no primeiro disco, Telephone Free Landslide Victory. A adição de um "tocador de violino" no line-up da banda deu a possibilidade dessa mistura imensa de estilos, é uma ótima salada musical, sem contar as letras humorísticas e sem noção.
Sem rodeios, vamos direto ao ponto, Key Lime Pie foi o quinto disco que o CVB lançou, no ano de 89, pela Virgin e foi o último antes deles se repartirem, e passarem os anos 90 inteiro sem tocar, voltando exatamente 10 depois, com dois disquinhos. Como uma forma de apresentação da banda pra quem não conhece, este é o melhor disco pra se começar; apenas 4 anos depois do primeiro disco, o grupo já era totalmente outro, com um rock mais direto, instrumental meio folk-country-rock sem muito psicodelismo e quase zero de ska.
Outra diferença bruta foi a perda do violonista original, por um de estúdio, porém foi muito bem utilizado na gravação. Acabou virando um disco mais ameno que os outros, ou mais "dark", como queira, num conjunto de belas canções, algumas com apelo pop, mas sem perder o espírito da música experimental e mostrando uma certa posição sócio-política, em algumas músicas, utilizando do humor pra criticar, o que não era muito comum.
O ano era 89, e não me impressiona que conseguiram algum reconhecimento por parte da mídia, mas sempre foram genuinamente do underground, e dificilmente, sairão. Tenho certeza que vocês irão ver mais material deles, enquanto nós estivermos no comando, então pode começar clicando aqui, ou na capa.

Finger Eleven - The Greyest Of Blue Skies


Atençãããooo, leitores! A partir de hoje, quem postará no lugar do Julio será eu. Ele é um fanfarrão e foi demitido. Quem reclamar vai ver o saco! Tirano é o caralho!

O Finger Eleven teve uma leve explosão com seu álbum auto-intitulado, lançado em 2003. Algumas músicas conseguiram um espaço nas rádios americanas e canadenses, enquanto outras só podiam ser conferidas com o CD em mãos (apesar de serem boas). Grande parte dos brasileiros que curtem o som conheceram a banda no game Burnout 3: Takedown. O que muitos não conhecem, são os primeiros álbuns da banda, chamados de TIP e The Greyest Of Blue Skies. Após conseguirem um contrato e serem obrigados a trocar o nome da banda (se bem que eles queriam mudar mesmo), os rapazes não perderam tempo e começaram a compor. Dessas composições, saíram as músicas do TIP, um CD que possui diversas influências. Um pouco de rock alternativo, um pouco de rock depressivo, algumas pegadas mais agitadas, tracinhos de Nirvana e por aí vai. Já esse ótimo The Greyest Of Blue Skies veio 2 anos depois, muito melhor e mais pesado. Aqui os sentimentos foram aumentados. Tudo que tinha no anterior ficou mais forte, principalmente as levadas mais depressivas, como pode ser conferido em "Drag You Down". O CD começa com a ótima "First Time", dotada de uma linha de guitarra bem pesada, até. Entre as bandas do estilo, essas que utilizam somente vocais limpos, o F11 era a mais pesada. Há um teclado atmosférico que também dá uma presença a mais no som, realmente marcante. Uma das coisas mais legais no som deles, na minha opinião, é que muitas músicas começam pesadas e, de repente, tudo fica leve - mas não chega a ser piegas . São 41 minutos ao total, divididos em 11 faixas. Nem vale a pena ficar elogiando todas as faixas, pois eu gosto de todas.
Atualmente a banda anda fazendo muito sucesso, grande parte por causa do último álbum, lançado em 2007, batizado de Them vs You vs Me. Na minha humilde opinião, álbum fraco e sem atrativos, porém foi dele que saíram 2 singles que renderam top chart à banda nas paradas americanas e canadenses. Quer baixar? Clica na capa e reza pra esse servidor gratuíto cooperar contigo, porque eu tenho que subir o morro agora.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Good Riddance - Ballads From The Revolution


Santa Cruz, 1986, nascia aí uma das maiores e melhores bandas de hardcore californiano na minha opinião
Com influências claras de Black Flag e Adolescents, Russ Rankin, Luke Pabich, Chuck Platt e Sean Sellers formavam o Good Riddance, com a maioria das letras escritas pelo seu vocalista vegan/sXe Russ nota-se claramente um interesse em escrever sobre a política Americana, alienação e conflitos pessoais.
Terceiro álbum de estúdio do quarteto de hardcore californiano, lançado pelo selo Fat Wreck Chords em 1998, traz um Good Riddance mais maduro e mais pesado do que os anteriores, abrindo com "Fertile Fields" com vocal limpo de Russ e gritos nervosos de Chuck, seguida da rapida e angustiante "Sacrifice", pode-se dizer que os maiores clássicos da banda está nesse disco, destaco de todas "Salt" com uma letra criticando a atitude violenta de muitas pessoas que frequentam shows de hardcore, e "Waste" que é um total apelo para o vegetarianismo, falando sobre toda a questão dos "produtos da violência", e um cover da clássica "I Stole Your Love" do KISS, se é interessado em hardcore melódico californiano clique aqui, disco necessário na sua coleção

Pura vida!, abraço.

Love In The Time Of Cholera - The Sun Through Glass


Mais uma vez com algo mais Underground, trago para todos Love In The Time Of Cholera, banda de hardcore melódico com vocais rasgados de Washington, DC.
Primeiro trabalho da banda sendo lançado em 2005, pelo selo Americano Do It Yourself Inc., International. eles trazem Micah (guitarra) John (guitarra) Ryan (baixo) Chris (bateria) e Richard (vocais) abrindo o disco com uma intro do filme "The Termnator" que parece estar sendo tocada numa jukebox com seus falantes estorados, após essa inicia "Enough Friction To Start A Fire", que pra mim é a melhor do disco, com gritos nervosos e roucos, seguidos de um vocal melódico, mas sem perder a linha hardcore, ou puxar pra um screamo, "Release" chega pra dar um soco na nuca de quem torceu o nariz para a anterior, com riffs de guitarras inteligentes e um pedal duplo comendo solto por toda a faixa, eles soltam mais uma de arrepiar, logo chega a faixa título que deixa totalmente a desejar com um instrumental pobre, mas nada de estragar um álbum, depois dessa surge os grunidos de arrepiar de Richard e mesclando gritos em "Companions And Wellwishers".
Com apenas 10 faixas e um disco recente, a banda já nos deixa a impressão que veio para ficar, dica dada e missão cumprida, se gostou da "resenha" clica aqui e confira.

Pura vida!, abraços.

Sebadoh - Bakesale


Sebadoh, uma das bandas de rock independentes que levaram o som lo-fi para um outro patamar durante os anos 90, junto com nomes do naipe de Pavement e Guided By Voices, levaram aquele som descompromissado, gravado em fitinhas em 4 canais e sem nada de produção e com aquele clima de "som de garagem" (não confundam com garage rock), provaram que se pudia fazer som honesto, sem artimanhas de estúdio, apenas com o talento e a vontade.
Conhecido por ser a segunda banda de Lou Barlow, que fundou o Dinosaur Jr. junto com J. Mascis, o Sebadoh foi fundada enquanto Barlow ainda fazia parte do Dinosaur, junto com o multi instrumentista Eric Gaffney, na metade dos anos 80 e gravavam de um método bem peculiar. Como o ego de Mascis não dava espaço para as composições de Lou na banda, ele gravava suas próprias músicas em casa, e mandava para Eric Gaffney, que adicionava a bateria, e assim lançaram as duas primeiras fitas dessa banda, que na época, era apenas um projeto.
Com o estouro do clássico, maravilhoso, fantástico, hitórico You're Living All Over Me, muitos olofotes se viraram para o Dinosaur Jr., e o selo independentes Homestead se ofereceu para lançar essas duas fitas, chamadas de The Freed Man e Weed Forestin', que logo em seguida, saíram em um único disco, o The Freed Weed, com um total de 47 músicas, número normal para as bandas de lo-fi, pois boa parte delas, nunca passam de 2 minutos, resquícios do espírito punk do DIY.
Ao mesmo tempo que o Dinosauro ia ganhando cada vez mais de fãs e elogios da crítica, eis que o surge um dos capítulos mais filha da puta que eu conheço. Após o lançamento de Bug, para mandar Lou Barlow embora da banda, J. Mascis resolve acabar com a banda num belo dia, e ressucitar no outro dia, mas dessa vez sem Barlow. Com isso, o Sebadoh acabou virando uma banda de verdade, ao invés de um projeto paralelo.
Sebadoh III, o terceiro disco da banda, virou um clássico dentro da música underground americana, e rendeu um contrato com a renomada Sub Pop. Bakesale foi o quinto cd da carreira do trio, e o segundo de inéditas pela Sub Pop, lançado em 94 e o mais bem sucedido até então.
É um disco mais conciso e direto que todos os anteriores, e um pouco mais afastado do barulho, mas sem nunca perder a essência. Algumas faixas ganharam até circulação em rádios como "Rebound" (que até clipe tem) e "Skull", mas o legal é a obra por inteiro, das músicas simples, das melodias cativantes, da mistura do barulho com o folk, nos momentos de melancolia e nos de euforia, Bakesale é meu disco preferido, sei que a maioria dos discos que eu posto parecem ser a última bolacha do pacote, mas aqui, o bagulho é sério, obra linda por inteiro.
Quem tiver interesse, pode clicar no jovem Lou Barlow com um ano de idade, e quem quiser me dá-lo de Natal atrasado, ainda estou aceitando presente.

Burnout 3: Takedown - Soundtrack


Burnout 3: Takedown é um jogo de corrida para Playstation 2. Melhor dizendo, vai além disso, pois você não está limitado apenas a correr. Prepare-se para entrar de cabeça em um jogo onde não basta ser rápido - você tem que ser vivo! Arremesse seus oponentes nas paredes, faça-os baterem na traseira dos veículos normais (tá achando que a corrida é em pista?! Ha!), corte caminho quebrando as cercas das residências e - o melhor -, claro, com a trilha sonora de sua preferência.
Se eu fosse fazer um review do game em um pré-lançamento, falaria isso. Mas já que devo falar da trilha sonora, fico mais contente ainda, pois música é alma e você pode ter certeza: Elas dão um gás aqui! Nos 2 CD's, você encontrará 44 bandas diferentes. É uma ótima chance para conhecer diversas bandas, não? Falando nelas, algumas são imortais (Ramones), outras novas (Funeral For A Friend), outras bem famosinhas (New Found Glory) e por aí vai. O melhor de tudo são as bandas que já deram as caras aqui no blog. Com vocês: Jimmy Eat World, Pennywise, Sahara Hotnights, Eighteen Visions, Finger Eleven, Midtown, Silent Drive e Atreyu. Sem esquecer das bandas mais desconhecidas e que são boas, como, por exemplo o Local H e as garotas do Go Betty Go. Rise Against é outra ótima banda, até irei postar um álbum deles em breve. Tá esperando o que, hein?! São 44 bandas, se bem que tem algumas que eu prefiro pular, tipo My Chemical Romance e Fall Out Boy.
Download links:
CD 1.
CD 2.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Catharsis - Passion


Como estou de bom humor, aceito a sugestão do amigo Anônimo, e aqui estou eu postando.
"Passion", lançado pelo selo do "grupo" anarquista CrimethInc em 1999, consiste em um som nervoso com letras inteligentes mesclando morte e principalmente a capacidade humana de se libertar de vícios, líderes e preconceitos, disco classe A para quem é amante de hardcore.
Após 9 músicas de calar qualquer "Know it all", tiro minha conclusão!, se tu tem o tempo de ler isso tudo, com certeza vale o tempo de espera do download do disco.
Como é um pouco difícil de encontrar informações da banda, fica complicado de escrever algo com essência pra vocês que acompanham o blog, ainda mais com outras bandas de mesmo nome, sendo de Jazz e uma de Power "Bosta" Metal, antes que me esqueça agradeço ao amigo Anônimo por ressuscitar essa, e apresentar aos amigos do blog, lembro de ouvir Catharsis a alguns anos atrás, quando não era muito ligado em computador e tudo mais, lembro ouvir "Obsession" por horas seguidas, sem mais deixo o link aqui para baixarem esse disco, espero que gostem tanto quanto eu gostei.

Pura vida!, abraços.

terça-feira, janeiro 01, 2008

Black Flag - Slip It In

Black Flag é uma banda especial para boa parte do pessoal do blog, e justamente por isso que discos deles são postados apenas de ano em ano, pois é um tarefa muito díficil, tentar passar por qualquer palavra a importância dessa banda, e ao mesmo tempo, é um baita previlégio, tentar escrever algo sobre a maior banda de Hardcore que já se teve conhecimento.
Se é pra começar essa palhaçada de ano novo com o "pé direito", vou use esse pé pra chutar alguns traseiros ouvindo Black Flag. Informações sobre a banda são desnecessários agora, vamos se concentrar nesse ótimo disco, se tu quiser saber quem foram eles, dá um giro na wikipedia ou no google.
Slip It In é o quarto disco da curta discografia da banda, e o terceiro a ser lançado no ano de 1984. Como a maioria deve saber, Damaged, o primeiro álbum da banda, é um clássico que não tem o que por e o que tirar, e para mim, ele é até o melhor álbum do estilo, e justamente por isso que após ele, todos esperavam algo parecido. My War veio como um taco na nuca, com a mistura de músicas cacetes com outros mais experimentais, mostrava que Greg Ginn e cia. não queriam ficar sempre no "mesma coisa", e começaram a brincar com progressivismo e peso, deixando de lado um pouco a velocidade que tanto eram conhecidos, mas sem nunca deixar de lado o punch e a vontade de tocar, que para mim as vezes sôa como raiva.
Chamado algumas vezes de extensão de My War, Slip It In, segue a mesma idéia, das guitarras sujas e de riffs experimentais e ritmos quebrados, uma musicalidade que ficou eternizada por eles, em meio a músicas instrumentais e outras com duração de 5 minutos à cima. É a (r)evolução do Black Flag, faziam Punk-Rock de maneira nada tradicional, acusados de estarem tocando até Metal, este é mais um álbum visionário, basta escutá-lo e perceber as semelhanças, ou a influência que a banda deu para bandas que viriam depois, em todos os sentidos, tanto na maneira de tocar, os riffs malucos e solos descompromissados mas ao mesmo tempo hostis, a bateria de batida cafeínada e o vocal nervosíssimo e raivoso, quanto as letras, de conteúdo confrontacional (a faixa título é um bom exemplo), revolucionário e na maneira único de se tratar dos sentimentos.
Apesar dessa mudança, não é um bixo de sete cabeças, para os fãs do saudoso Hardcore rápido e crú, "My Ghetto" e "The Bars" dá conta do recado, mas o legal mesmo é escutar esse som novo que a banda tocava, como "Black Coffee" e "Wound Up", peso e agressividade de sobra! "Slip It In" é uma obra de arte, ritmo quebrado, letra da puta que pariu e a atuação de Henry Rollins dividindo os vocais com Suzi Gardner (que pouco tempo depois formaria o L7) é de perder o fôlego. Tá, chega, já escrevi mais do que devia, se tu não tem esse disco, faz o favor de baixar agora e vai escutar logo, e sinta a raiva tomar conta do teu corpo! Porra!