segunda-feira, junho 04, 2007

Blind Melon - Soup

Blind Melon, um nome estranho para uma banda, uma banda não convencional, uma banda conheçida por "banda de um único sucesso", mas que eu prefiro chamar de uma banda "tesouro escondido", Blind Melon é o tipo de banda que fez o sucesso com um single, o "No Rain", não há quem não conheça, e sempre é um dos temas principais quando se trata de Blind Melon, não tem como falar de Blind Melon sem falar de "No Rain", e também não há como falar de Blind Melon sem tocar no nome de Shannon Hoon, o líder da banda. Este dois (E as drogas) foram os pontos de argumentação no post do primeiro disco e sempre estão presentes em qualquer conversa Blind Melon.
Então, pra ler a história da banda, você pode entrar no post do disco anterior, e baixá-lo, é lógico, pois vou fazer algumas comparações. Lá eu conto que eu conheçi ele ainda esse ano, e aconteceu o que eu comentei no início, encontrei um "tesouro escondido". É uma banda que me surpreendeu e me surpreende a cada audição dos discos, e que não são poucas, escuto, escuto e escuto novamente e não enjôo, incrível.
Quando eu escutei esse disco pela primeira vez, tive uma péssima impressão, assim, de cara, pois a primeira música, "Galaxie" era uma baita avacalhação, um instrumentos de sopros descordenados e Shannon cantando qualquer coisa: "Putz, que merda é essa?" Aí que entrava as guitarras e batera e baixo, num som que eu não tava acostumado escutar deles, mais pesado, mais ousado, mas que no refrão, de forma maestral, soava uma melodia doce e maravilhosa, assim como a maior parte do disco.
Porém, na parte das letras do disco, que sempre é algo legal da banda, esse disco se mostra bem mais obscuro que o primeiro, como a segunda música "2x4", que é um puta som, com um riff viciante, fala exatamente de um vício: As experiências de Hoon com as drogas, que irão ser comentadas em seguida. Ou então o som chamado "Skinned", um country bluegrass, que parece ser uma música totalmente inofenciva, mas se for ver a letra, ela fala de um Serial Killer, para o pessoal que curte filme, devem saber quem é, Ed Gein, personagem real, que foi inspiração para personagens fictícios como Leatherface (Massacre da Serra Elétrica), Norman Bates (Psicose), entre outros. Há outra também que é bem "Dark", chamada "St. Andrew's Fall", com um ritmo pop acústico característico, trata sobre suicídio, mais específico como um pulo de um prédio, num clima meio assustador, com uma passagem louca, que dá arrepios.
Enfim, um disco bem mais experimental ("Car Seat", um som Jazz com atmosfera de música erudita) que o primeiro, com ótimas canções, que não fogem muito da proposta sonora da banda, com músicas com instrumentação de cortas acústicas, riffs de guitarras extremamente criativas, aparições de banjos, gaitas de boca e violinos, cozinha de acompanhamento com muitos grooves e levadas funkeadas certas horas, com algumas quebradas afude. Apesar de tudo isso, o disco não fez nem 30% do sucesso do antecessor (Mas há uma enorme importância para os fãs), pois não havia nenhuma "No Rain" aqui, e além disso, houve um outro fator importante para que o disco não fosse reconheçido pela massa, foi o fim prematuro da banda.
O CD foi lançado em Agosto de 95, e em Outubro do mesmo ano, Shannon foi encontrado morto por overdose de heroína, sua companheira desde jovem, e assim acabava de forma inesperada e muito comum mais um ótima banda. A banda chegou a lançar ainda outro disco, Nico, nome da filha de Shannon, que tinha apenas 13 semanas quando aconteceu o fato, com algumas gravações perdidas e que ficaram de fora, mas que não deu em nada, e a banda realmente não tinha vontade de continuar, então em 99, oficialmente, o Blind Melon estava acabado.
Mas como nada é pra sempre, ano passado os membros resolveram fazer uma reunião com outro vocalista e essa estórinha de sempre, mas eu não tive a mínima vontade de ir atrás pra escutar, não troco estes dois discos por nada. Se ficou afim de ver qual é do disco, clica aí na capa e escute até não puder mais.

Misery Index - Retaliate


Misery Index, uma banda que tem tudo e mais um pouco para me agradar.
Death metal de qualidade, músicas trabalhadas e com arranjos simples (porém eficazes), velocidades alternadas (entretanto é quase sempre no melhor estilo grind), gravação sem erro algum e... e... Alguém arrisca a chutar o que falta? Aparentemente nada, né? Mas os rapazes aí em questão possuem letras bem construídas, estruturadas e de conteúdos infinitamente melhores do que aqueles abordados pelas bandas mais tradicionais do estilo. Nada contra letras gore ou satânicas, mas dou preferência às letras de um conteúdo mais realístico e presente no dia-a-dia. As letras do Misery Index são na linha hardcore, ou seja, protesto, realidade cruel, abordagem de fatos históricos que causam impacto até os dias de hoje (em "Great Depression" dá para conferir bem isso) e muito mais. Com uma audição profunda, percebe-se que o hardcore aparece não só nas letras, mas também em algumas partes do instrumental. Geralmente, o death metal ruleia com suas escalas técnicas e peso, mas o hardcore aparece em alta dosagem com suas bases simples e empolgantes. Sendo assim, não vejo erro algum em classificar a banda como "deathcore", mas dae já é outro assunto que geralmente só serve para criar conflitos.
Sinceramente, muito bom e empolgante! Entretanto, parece que faltava alguma coisa mínima e eles alcançaram isso num trabalho futuro, o Discordia, de 2006.
Aguardem, vou postá-lo em breve! Enquanto isso, baixe esse Retaliate de 2003 clicando aqui.

domingo, junho 03, 2007

Amon Amarth - Fate Of Norns


Não sou grande conhecedor da banda e nem de seus álbuns, mas uma coisa eu aifrmo: Não precisa conhecer muito deles, aliás, não precisa conhecer muito de música para ver que os caras têm talento e fazem algo muito acima do padrão. Se é bom ou ruim, fica a seu critério. No meu, é algo excelente.
O Amon Amarth é uma banda de viking metal. Suas letras falam sobre temas épicos relacionados à mitologia nórdica, mas a banda não é "viking" só por isso. O instrumental é algo profundamente marcante, principalmente pelas guitarras e alguns ritmos da bateria. O trabalho na melodia é intenso, ocupa quase 100% do tempo, mas, felizmente, essa melodia não soa forçada ou exagerada em momento algum (vivaaaaa, pois eu odeio metal melódico do estilinho do Hammerfall e outros). O trabalho das guitarras realmente é lindo, nossa, eu pago o pau pro trabalho que os caras fizeram aqui, e creio que não seja exagero. Dou um prêmio para quem me trouxer uma intro mais marcante que a de "Where Death Seens To Dwell". O vocal, mais felizmente ainda que as guitarras, é gutural e agressivo, passando longe daquelas, digo, daqueles vocalistas de bandas como a já citada Hammerfall. Na boa, se tem alguém ae que curte bandas como essa que estou a esculachar, por gentileza não continue lendo o post! xD Zoeira, só peço que lembrem que "opiniões são opiniões e cada um tem a sua". Então, quando digo que a banda tem um trabalho intenso na melodia, não leve para o lado ruim.
Como eu estava falando lá em cima, esse instrumental é exepcional. Não à toa, creio que cairia perfeitamente de trilha sonora em filmes épicos como Rei Arthur, principalmente na parte que os romanos duelam com os saxões sobre o gelo. Esses sons, esses ritmos e essas melodias, não sei explicar o porquê, mas tem uma ligação com os países nórdicos. Parece algo que faz parte da identidade desses povos, e talvez seja. Caso alguém não saiba, o Amon Amarth vem da Suécia, por isso que talvez eles saibam encarnar completamente esse espírito nórdico. Novamente repito que essas linhas de guitarra são lindas! Cara, são tão lindas que me emocionam! Estou escutando nesse exato momento e é até difícil expressar o que sinto! *-*
Curti bastante esse álbum, por isso não vou ficar destacando faixas. Cada uma tem algo de bom a apresentar, então escute com ATENÇÃO! Só digo isso. Ah, esse post também serve para atender ao pedido de Amon Amarth que fizeram há algumas semanas. ;)
Baixe clicando aqui e vista seu chapéuzinho viking com guampinhas! Hihi!

sábado, junho 02, 2007

Charlie Brown Jr. - Nadando Com Os Tubarões


Já consigo ver pelo monitor a expressão de desprezo em seu rosto. Consigo também ler seus pensamentos, e sei que você pensa algo do tipo: "Porra, Charlie Brown?! Ah, vá se foder!".
Mas vá se acalmando e, por gentileza, leia esse post atentamente até o final.
Ok, começarei pelo término. Hoje em dia, a banda faz um popzinho manjado e distorcido que só tende a agradar os fãs de Malhação. Não por coincidência, a música que toca na intro da novelinha infantil é tocada pelo Charlie Brown. A formação não é a mesma do princípio, quer dizer, creio eu, porque nem acompanho mais a banda, então não sei a formação com certeza. Creio que só o Chorão remanesce, e os bons músicos como o Champignon (baixista) foram para outras bandas ou pararam de tocar, justamente devido às brigas com o Chorão que é muito conhecido pelas suas outras brigas com outros músicos (leia-se Los Hermanos).
É, galera, dá para perceber que os últimos tempos não foram bons para o Charlie Brown, ou melhor dizendo, foram excelentes (para eles, é claro). Nunca a banda fez tanto sucesso, apareceu tanto na mídia ou vendeu milhares de cd's como acontece hoje em dia e começou a acontecer há algum tempo atrás, mais precisamente do quinto álbum em diante.
Eu digo, sem vergonha alguma, que curto Charlie Brown Jr., mas faço questão de especificar que curto só até o terceiro disco, porque até aí eles realmente faziam músicas legais e tinham letras boas.
A maioria deve conhecê-los apenas pelas letras mais zoadas, chapadas ou sem noção; porém, poucos sabem das suas letras sérias.
Nadando com os Tubarões é, na minha opinião, o CD que mais nos mostra essa cara séria e protestante da banda, a começar que no encarte existe a seguinte citação: "Muitos pensam que o diabo é um ser feio, vermelho e com um tridente; na verdade, ele se veste bem, fala bem e pede seu voto pela TV!”.
Não é bem assim a frase, pois faz tempo que não pego esse CD em mãos, mas expressa algo mais ou menos assim.
Esse é o terceiro deles, já muito diferente do primeiro, o Transpiração Contínua Prolongada, que era na linha SKA! Sim, isso mesmo. Era uma mistura de surf music com rock, etc... No segundo, Preço Curto... Prazo Longo, a banda investiu em algo mais pesado, algumas horas até beirando o metal e em outras umas bizarrices puras, uns efeitos meio "alternativos" e o escambau, até que chegou esse terceiro para mostrar a banda mais versátil no quesito de fusão de estilos.
São vários que compõem o CD, não necessariamente misturados dentro de uma música, pois isso é muito raro aqui, mas sim uma música +/- em cada estilo.
Começa com um som que, provavelmente, a maioria já ouviu, que é uma das responsáveis pelo sucesso deles. Alguém se lembra? "Rubão, Rubão, pagou pra ver !*&#@$!@&*$@" (até hoje não sei o que o Chorão canta ali, mas beleza...).
"Rubão" é um som legal, tem um riffzinho maneiro, um pouco de velocidade e conta a história de um sem-futuro que foi atropelado por um ricão, que, sem querer, deixou a carteira cair na rua de bandeja para o Rubão que aproveitou e fez a farra.
Na seqüência, "Ralé" aparece numa saladinha de estilos bem massa, surpreendentemente com uns solos de saxofone lembrando muito o jazz e Chorão mandando umas rimas ao estilo hip-hop. "Não é Sério" foi outra música que deu certa popularidade à banda. Dessa vez, a letra é sobre um assunto sério. Fala sobre a juventude, drogas, sistema podre e etc... Tem a participação especial de Negra Li que canta um trecho muito marcante e triste, infelizmente também é realista, contando sobre o "maravilhoso" país em que vivemos. O videoclipe desse som
causou certa polêmica. Nele, a banda tocava dentro da água e rodeada por tubarões. No final, os tubarões se levantam e você pode perceber que todos eles são políticos, ainda mais porque há um locutor falando que são tantas horas na capital do país.
E o cd vai indo e mostrando os outros estilos com os quais a banda trabalhou. A música "A Banca" é 200% rap, seja pela letra, instrumental ou as participações especiais de vários cantores como o finado Sabotage. Como era de se esperar, segue a linha daquele rap típico do Brasil, com letra violenta e batidas macabras. Até eu que não sou fã de rap curti o som, creio que este fato merece um destaque especial.
"Fichado", com uma introdução muito foda do Champignon no baixo, tem também uma letra foda pra caralho! A princípio, fala sobre um cara que é fichado por causa de um baseado, mas na hora que a crítica à TV, Política e o Governo em geral predomina, puta que pariu, eu fico eufórico. Nessa época era passada uma mensagem de conscientização, hoje o Chorão só quer saber de agradecer a Deus por tudo que tem.
Algumas músicas adiante, vem a instrumental "Fundão. Esse som é totalmente influenciado pelo funk americano no baixo e na bateria, pois a execução é cheia de slaps e batidas alternadas e quebradas. "Somos Extremes No Esporte E Na Música", porra, esse som aí eu escutei muito na época que andava de skate. Quem não andou? Falae... Andei aproximadamente uns três anos, foi uma fase muito boa na minha vida. A letra desse som é dedicada aos esportes, mas tem uma parte com uma "crítica poética" muito boa, curte só: "Uma cigarra se encantou na minha mão/Anunciando a chegada do verão/Verão aqui é legal! Brasil, bunda, carnaval.../Mas na verdade todo mundo quer ver sangue, ver sangue é que é legal!/Todo mundo pára para ver o caos!".
"Talvez a Metade do Caminho" é mais um som que me marcou muito, traz boas lembranças. A letra combina com uns lances que aconteceram comigo, porra, é foda isso! Vocês devem estar falando aí "Esse cara é emo! Hahuehua!", mas eu não ligo, bem de boa.
Além de ser um grande CD (para mim, pelo menos), faz-me lembrar da minha pré-adolescência, lá quando eu tinha meus 12 anos. Foi nessa época que eu comecei a curtir esse CD, apesar de ele ser de 2000. Como eu já falei antes, a música "Talvez a Metade do Caminho" me traz algumas lembranças remotas. Algumas boas, outras ruins... A melhor é que o Charlie Brown ERA uma banda boa. Hoje, infelizmente, não posso mais dizer o mesmo! :/
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sexta-feira, junho 01, 2007

Katalepsy - Musick Bring Injuries


Desumano é o mínimo que pode ser dito sobre o vocalista dessa banda. O timbre do cara é animal (literalmente), lembrando muito um porco só que com uma tonalidade única. É perceptível que, em algumas passagens, existem alguns sobrepostos, mas, mesmo assim, não deixa de soar desumano. Com esse fator, arrisco dizer que a banda tem tanto um ponto positivo como um negativo. Analise comigo: 1º A voz é única, portanto é um grande sinônimo de originalidade. 2º Muita gente não vai agüentar escutar duas músicas porque já vai ficar enjoada e saturada.
O Katalepsy vem de Moscou, Rússia, e, como dá para perceber, o vocal é o destaque maior. Não pense que o instrumental seja ruim, pois não é. O instrumental é legal, não possui nada de tão excepcional mas também não é aquela coisinha simples e bonitinha que "aqueles boys que se acham por tocar Jack Johnson no violão para suas colegas" irão aprender a tocar da noite para o dia, ou sequer gostar.
Apesar de ser uma banda de gore/porn, o Katalepsy investe (sábia inteligência) numa gravação primorosa e característica do ano em que estamos vivendo: 2007. Como eu já falei em outros posts, é assim que tem que ser, porra! >:D
Musick Bring Injuries é o primeiro full-lenght dos caras, entretanto eles já acarretavam certa fama lá pelo mundo underground de suas terras por terem participado de um tributo ao Mortician, que saiu em CD. A música do tributo foi inclusa nesse CD aqui, bem como um cover do Megadeth que tem absolutamente NADA a ver com a original. Apesar dos covers, o mais legal aqui são os sons próprios da banda, principalmente por terem várias passagens cheias de gritos de uma mulher que está explicitamente trepando (ou sendo estuprada, se bem que ela parece gostar) loucamente e histericamente. Porra, tô vendo que vai ter muito marmanjo baixando o CD só para escutar a mina gemendo! HUhuahuahuHUAaHa! Ok, eu confesso: Eu também baixaria só por isso! ^^
Mas resumindo, o material é legal, porém não recomendo para todo mundo não. Baixe só se ficou interessado na proposta da banda, o porcão de timbre esquisito ou a mocinha dando a bunda (ou sendo molestada, vai saber?!).
Baixe clicando na palavra "Baixe".

quinta-feira, maio 31, 2007

Fozzy - All That Remains


O Fozzy começou sua carreira sendo apenas uma banda cover. Seu primeiro álbum, que leva o mesmo nome da banda, possui apenas covers de grandes bandas de rock/heavy metal e é muito bom.
O segundo, Happenstance, serviu para apresentar algumas canções próprias, entretanto possui alguns covers também, mas não é só isso, já mostrava uma banda muito boa e que com certeza explodiria, não apenas pelo fato de Chris Jericho lutar na WWE - e ser um grande wrestler, ou entretenedor -, mas porque os caras realmente têm algo de bom a mostrar.
Eis que, em 2005, saiu o primeiro full-lenght apenas com músicas próprias da banda. Esse CD é esse que eu trouxe para vocês hoje, o All That Remains.
A princípio, tudo levaria a banda a ser mais uma de hard rock ou heavy metal, pois esse é o estilo preferido dos caras, entretanto não é isso que conferimos nesse excelente álbum. Particularmente, gosto muito mesmo dele, e não curto ficar falando de rótulos, se bem que não há como escapar deles. Então, o som é uma mescla de rock moderno (não pense nessas bandas modistas e idiotas, por favor!) e heavy metal. Alguns refrãos mais leves e reflexivos fundem-se com algumas linhas vocais normais ou mais puxadas para a agressividade, fazendo essa combinação excelente que não soa extrema para nenhum lado; nem muito pesada nem muito leve ou melosa. Falando em melodia, o trabalho das guitarras baseado na melodia é marcante e lindo. Como eu já havia ressaltado no outro post, a voz de Chris Jericho é muito boa e agradável; gosto muito de escutá-lo! Sou suspeito para falar, apesar de conhecer a banda há pouco mais de um ano e meio.
Músicas como "Enemy", "All That Remains" e "The Way I Am" possuem linhas vocais marcantes e refrãos lindos. Já outras como "Born Of Anger" e "The Test" possuem certo peso e, surpreendentemente, algumas partes mais leves. Tudo muito bem estruturado, por isso eu repito: Não soa extremo para nenhum dos lados. Existe um equilíbrio muito bom entre o peso e a harmonia.
O material possui também vários solos de guitarras e algumas passagens bem trabalhadas, algo raro nas bandas que investem numa linha de som parecido com o deles.
Outro fato interessante de destacar são as participações especiais dos guitarristas Zakk Wylde (Ozzy Osbourne, Black Label Society) e Marty Friedman (ex-Megadeth).
Material recomendadíssimo, principalmente para aqueles que pedem sons mais "modernos" aqui nos comentários.
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quarta-feira, maio 30, 2007

Meat Puppets - Up On The Sun

Mais uma vez para atender pedidos, agora de nosso amigo "hermano", que esses dias nos pediu mais um disco dos Puppets, então resolvi botar mais um clássico de uma das bandas que eu mais ando escutando esses últimos anos: Up On The Sun.
Como eu já falei da história da banda em outros dois posts, não vou ficar aqui escrevendo a mesma coisa, mas também não vou escrever qualquer merda pra encher lingüiça (Ou não). Bom, conheçi os Bonecos de Carne (Adoro esse nome) lá pela época do Rock In Rio III, tava lendo aquelas revista Bizz, e aparecia no contra capa uma propaganda dos Puppets, que os discos tavam sendo relançado nos Brasil, e algo do tipo "A banda que influênciou o Nirvana", e resolvi ir atrás pra escutar algum tempo depois. Primeiro disco foi o Meat Puppets II, uma obra de arte.
Dai eu te pergunto, depois de uma banda lançar um disco Masterpiece, o que pode se esperar? Porra, mais um!?!? Exato, Up On The Sun é o terceiro disco do trio de Arizona, lançado no ano de 85. A mudança de um disco para o outro é bem notável, mas o que se tem de diferença, se têm em ganho em qualidade de música. Este disco, mostra o progresso da banda, em letras mais focadas, as vezes falta delas (Há 3 canções instrumentais), a banda com um som um pouco mais relaxado, e aquele toque sempre de um funkquizinho-psicodélico-sessentista característico da banda, assim como a voz de Curt, que está bem melhor, não mais tão desafinado, enfim um disco essencial para quem curte o iníco do Rock Alternativo ou de uma das bandas que iniciaram o Hardcore Americano, pois quem não sabe, boa parte da discografia deles, foi lançado pela SST. Então se deu vontade de escutar o som desses Cowpunk, clica aí na capa e faz o download, e se quizer mais um disco, clica aqui ó, é o outro disco já postado que eu falei no início, que se chama Huevos e saiu 2 anos após esse.

Atari Teenage Riot - Delete Yourself!


O que falar de uma das bandas mais expressivas da Europa underground? Da banda que criou o termo "digital hardcore"? A banda que mixa de maneira energética e explosiva (sim, explosiva MESMO, pois em muitos dos lugares aonde ocorriam os shows os esquipamentos explodiam!!!) o hardcore com o techno? Bom, o que tenho a dizer sobre eles é que UMA LÁSTIMA o fato de a banda ter acabado! É uma pena também que pouca gente conheça o som deles, mas, pelo menos, isso eu posso mudar, apresentando-a para vocês que ainda não conhecem. ^^
Talvez alguém esteja lembrado de já tê-los visto por aqui, porque esse é o terceiro CD deles que eu posto. De todos, esse é o que eu posto com mais prazer, pois é, sem dúvida alguma, um dos melhores deles, se não o melhor! :O
A porradaria começa com a matadora "Start The Riot!", cheia de vocais gritados e protestantes no melhor estilo punk, juntamente com o "drum n' bass" explosivo e a bateria eletrônica. As bases de guitarra extremamente sujas dão uma cara underground ao som, e isso gera uma confusão na hora das pessoas calissificarem o estilo do ATR. Já ouvi falarem que é "industrial", "noise", "technopunk", "noisepunk", etc. Creio que seja "techno hardcore", porque é exatamente isso que eles tocam! Batidas eletrônicas de techno com linhas, letras e postura hardcore. Na seqüência, "Into The Death" vem com seu riff de guitarra matador e uma linha vocal agressivísima, sem esuqecer, é claro, do surpreendente "drum n' bass duplo" utilizado em algumas passagens. Os vocais alternados entre Alec Empire e Hanin Elias (a moça) são matadores, realmente bem pensados. Por mais que pareça estranho, eles conseguem ir mais afundo na loucura com a faixa que se segue, outra porrada no seu ouvido chamada "Raver Bashing". Aqui, rola um clima mais experimental em algumas partes, até parece que você está escurando I-doser! Tiros de metralhadora, gritos eufóricos, bateria rápida típica do techno e mais uma porrada de elementos fazem dessa uma das minhas preferidas do CD. E a energia dos caras não acaba aí, não! "Speed", galera, "Speed"! Porra, "Speed" é realmente de foder, tanto que foi parar no filme Velozes e Furiosos 3, isso mais de 10 anos após ter sido criada! E a linha de todos os instrumentos é empolgante demais, mas o refrão arregaça!!! >:D Após essas 4 voadeiras de 2 pés na sua nuca, eles dão uma relaxada com "Sex", que soa bem ambiente. É uma faixa mais experimental, tem uns efeitos interessantes, bem boa e agradável. Quando a faixa título chega, existe uma narração falando algo como "... a realidade é uma merda! Dentro do espaço é legal!", eis que vem O grito "Gooooo!!!" e entram todos os instrumentos, com um sample da guitarra de "God Save The Queen", dos Sex Pistols, e muitos efeitos eletrônicos. Os caras também decidiram incluir uma faixa ao-vivo no material, e a escolhida foi "Hetzjagd au Nazis!" (Cacem os Nazis!), um dos primeiros sons que a banda criou. O lance ficou fodástico, dá pra sentir a energia da galera gritando como louca! Percebe-se também o auto nível de euforia dos integrantes, gritando muito nas partes que possuem linhas e vocais e viajando demais nos samples. Quanto aos outros sons, nem falarei mais nada, é seu dever baixar.
E, se você não conhece a banda e acabar curtindo, aproveite para baixar a coletânea Burn, Berlin, Burn! e o full-lenght de 1999, o 60 Second Wipeout.
Enquanto isso, pegue Delete Yourself! clicando aqui, esse incrível álbum que nem parece ter sido feito em 1995.

terça-feira, maio 29, 2007

Tomahawk - Mit Gas

Aqui no blog, se tu gritar "MIKE PATTON!", com certeza, vai chuver disquinho no teu colo, devido ao enorme número de discos que eu já botei aqui, como diz o Julio, "figurinha que bate cartão no blog" (Assim como o Véio Albino), e também pelo fato de eu ser um baita fã dele. São inúmeros projetos e bandas que o cara teve e tem, porém o diferencial para o Tomahawk, assim como o EP do Dillinger, é que Patton não é o cabeça pensante da banda, e sim um ator coadjuvante.
Tomahawk é uma banda que pode ser definido como Metal Alternativo ou até Rock Experimental, graças aos sons estranhos que a banda faz. É uma banda psicótica, louca, doentia ou até mesmo, Psicopata. E tudo isso leva o nome de Duane Denison, guitarrista formado durante os anos dourados do Punk Americano (Leia-se ANOS 80) e teve uma da bandas mais animalescas da cena indie, o Jesus Lizard, sinônimo de barulho e loucura. Além disso, a banda ainda conta com o baterista John Stanier, que tocava no Helmet, outra ótima banda, e o baixista Kevin Rutmanis, que trabalhou com os Melvins, banda que dispensa comentários, então apresentado esse time, você já deve imaginar um som nada convencional e linear.
Se você já escutou o primeiro disco da banda, de 2001, auto-intitulado, deve saber exatamente o que eu falo, um disco com climas que iam de uma extremo ao outro, que chegava dar medo a quem ouvia, com passagens meio punk e gritos alucinados. Não que Mit Gas seja um álbum ruim, longe disso, mas peca um pouco nisso, soa um "pouco" mais linear, algo como uma "banda de metal vindo do hospício". São músicas que fazem a gente lembrar um pouco a época do King For a Day do FNM, um punk hard rock, escuta aí a primeira música "Birdsong", uma abertura, até que normal, que continua na insana "Rape This Day", a trilha sonora para seu primeiro homicídio, ou então a música "Aktion 13F14", que ensina todas as lições de uma briga, que seu único objetivo é matar o oponente.
Mentes maníacas em prol da música, clica na capa e prepare-se para cometer algum crime.

Impending Doom - The Sin And Doom Of Godless Men


Há até pouco tempo atrás, eu me negava a escutar qualquer banda cristã, independente do estilo de som. Pensava algo como: "Estão louvando a Deus nas letras? Foda-se, eu que não escuto!". É, meu caro, mas as coisas mudam e as mentes crescem, tanto que eu percebi que esse pensamento que eu tinha era típico de um bitolado idiota, e não de alguém que curte música. Comecei a escutar mais bandas, independente de serem cristãs ou satânicas; entretanto não pense que eu fui procurar por bandas cristãs especificamente. Mas beleza, a vida foi seguindo até que eu conheci o Impending Doom.
Existem duas bandas com esse nome. Uma é da Alemanha e toca um black metal furioso. Essa aqui em questão vem da Califórnia, Estados Unidos, e já chega falando: "Somos uma banda cristã e tocamos death metal!!!". Duvida? Pois então eu vou mais adiante! Eles tocam brutal death metal com influências de grindcore e com alguns vocais na linha do gore, os famosos "pig squeals" ou "breee-breee-breee!". Fico muito feliz por ter deixado o preconceito de lado, porque, se continuasse besta daquele jeito, não teria conhecido essa grande banda aqui. Óbvio que vocês nunca me verão escutando ou postando algo do estilo do Padre Marcelo Rossi, mas é provável que apareçam por aqui mais bandas cristãs, desde que façam som bom. Outra coisa que eu acho meio impossível: Essa banda aqui tocando em uma igreja. Puta que pariu! As coroinhas iam pensar que o demônio entrou lá disfarçado de bonzinho para tocar o terror, pois, acreditem em mim, o negócio é terrorífico! >:D
Esse Ep, cuja tradução significa algo como "O Pecado e o Futuro Dos Homens Sem Deus", foi lançado em 2005 e eu curto todas as músicas. As letras, como dá para imaginar, abordam temas típicos do cotidiano das igrejas, como falar em pecados, impor medo em quem não acredita em Deus e etc.
A gravação é boa, percebe-se que poderia ser melhor, mas tá na cara que os malucos quiseram deixar aquela cara mais underground no som, só para dizer denovo: "Somos cristãos e tocamos death metal!".
Tende a agradar todos que curtam um bom death metal, independente da temática abordada nas letras ou das atitudes da banda.
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segunda-feira, maio 28, 2007

Mudhoney - Superfuzz Bigmuff plus Early Singles


Nos meu últimos posts, estou basicamente só mais atendendo pedidos, pois o tempo que sobra, acho mais legal atender alguns pedidos do que fazer como nos tempos de início de blog, onde se escrevia pra quase ninguém, mas mesmo assim, era muito legal, continua sendo um dos hobbies mais afudes que existe, mas o mais importante do pedido, é quando a gente conhece, tem interesse na banda ou tem interesse no estilo.
O Mudhoney é mais ou menos por aí, gosto de grunge, sabia que os caras eram roots da música de Seattle, mas faltava vontade de baixar e ver "qualé". Ano passado ainda baixei um disco mas não escutei pra valer, mas agora com o pedido, aconteceu que nem o Trivium, vi que o cd é bom pra caralho, e entendi por que há tanta gente que paga pau pra eles. Se tu não sabe, o Mudhoney foi uma das mais importantes bandas do rock sujo chamado de Grunge, e a história da banda começa muito antes da banda surgir, lá, no início da década de 80, quando o líder da banda, Mark Arm, criou um grupo Mr. Epp, e logo depois o Green River, que teve alguns integrantes que formariam mais tarde o Pearl Jam. Após quase toda a década de gravações (Boa parte, tosqueira), turnês e shows, em 88 que o vocalista Mark Arm e guitarrista Steve Turner resolveram criar o Mudhoney, junto com o baterista Dan Peters e o membro fundador e ex-baixista dos Melvins, Matt Lukin (O forte do Melvins nunca foi arrumar baixistas), e assim estava completo o quarteto.
Nesse mesmo ano eles lançaram o clássico do Grunge, o EP Superfuzz Bigmuff, com 6 músicas e também o primeiro single da gravadora Sub Pop (Gravadora de renome dentro da cena independete americana e mundial), o tijolaço "Touch Me I'm Sick", que é o som que define o que hoje nós chamamos de Grunge. Mas esse disco que eu to disponibilizando é o que foi lançado no ano de 1990 e que será o único jeito de comprá-lo, com o EP e mais os trabalhos velho da banda, e maravilhoso. Como a primeira, e já comentada faixa, "Touch Me I'm Sick", hino dos grunges Junkies de Seatlle e também "Sweet Young Thing Ain't Sweet No More", que é B-side. Covers, como dos Dicks e do Sonic Youth, que fizeram um split com a banda, e assim conseguiram algum reconhecimento no underground. No final das contas, a banda teve importância enorme, mas nunca chegou a ter repetução como o Pearl Jam ou Stone Temple Pilots, mesmo que no auge do Nevermind, a banda teve contrato com a Reprise, mas que não resultou em nada muito lucrativo.
Bom, mas se tu curte um som feito com vontade, no estilo DIY, de maneira rápida, desleixada e barulhenta, Mudhoney é a melhor pedida, só clicar na capa e fazer o download.

Johnny Winter - Captured Live! (Ao-vivo)


A grande lenda viva do blues, o fabuloso Johnny Winter, estava sumida do blog. Não por falta de material, muito menos porque eu parei de curtir o cara. Johnny continua sendo o músico que eu mais escuto, o "Overall Top Artist" no meu Last. Fm, um cara que eu curto todos os materiais e que um dia ainda conhecerei pessoalmente. Seu desaparecimento se deve ao fato de que já existem muitos discos dele postados aqui, e com isso dá para vocês já encherem alguns cd's de músicas dele. Pois é, mas sentiram falta, tanto que eu li nos comentários uma "intimada" para postar algo. Vocês sabem, pedido é ordem (quase sempre xP )e nós atendemos com prazer. E atender a um pedido de disco do Johnny é algo muito prazeroso, então, para vocês, segue mais uma obra registrada ao-vivo, capturando todo o feeling e a energia que só o grande Albino sabe tirar de uma guitarra! :D
Já de cara, começa com a galera gritando muitooo e Johnny manda uma rifferama muito empolgante com alguns solinhos, até chegar na intro de "Bony Moronie" (clássica do álbum Saints & Sinners). Esse som já é muito bom, ao-vivo Johnny decide dar uma aumentada e deixa-o com quase 7 minutos! É solo para dar e vender, energia que não se esgota, vozeirão rouco reconhecível à distância e milhares de outros adjetivos. Na seqüência, "Roll With Me" aparece com o seu refrão viciante e, "pra variar", muitos solos de Johnny. Quem não conhece ainda e baixar o disco, vai ver que não é à toa que Johnny é considerado como o mestre do estilo "slide guitar" e porque a galera paga O pau pra ele nos comentários. "Rock & Roll People", pelo que li, foi composta por John Lennon e dada para Johnny de graça. Talvez seja só um boato, porque não tem cara de John Lennon nesse som. É tudo na linha do Winter, cheia dos mini-solos após cada estrofe e uns riffs de slide bem marcantes. Eu, particularmente, piro demais nisso tudo! Não são só as coisas que são tocadas, mas a tonalidade que Johnny tira da guitarra! É tudo muito único, empolgante e surpreendente, tanto que eu escuto o cara já faz um tempo e nunca enjoei. A banda também é ótima, Rick Derringer é um ótimo guitarrista, algumas vezes chegando a executar duelos com Johnny. Os outros músicos fazem coisas que vão além de simples acompanhamentos. Pra empolgar mais ainda, "It's All Over Now" vem num clima mais country-rock, dotada de um refrão tão viciante quanto o de "Bony Moronie" e, "pra variar" mais uma vez, Johnny arregaça demais no solo. Agora você deve estar pensando algo como: "Já mandaram 4 sons, devem estar um pouco cansados!". Que é isso, meu filho? Daonde já se viu Johnny acabar um show sem mandar um som com mais de 10 minutos? "Highway 61" chega com seus 10:38 com OS solos, OS riffs e A energia! Sem dúvidas é o melhor som do disco! Além disso, é a prova da Teoria da Relatividade de Einstein, pois nem parece ser uma música tão longa assim. Fico tão preso a ela que o tempo voa! :D E pra fechar em grande estilo, "Sweet Papa John" com 12:20.
Chega de falação! Baixa logo, rapá! Esse disco aqui só perde para o And...Live, mas, mesmo assim, é fantástico como qualquer obra vinda de Johnny Winter.

sexta-feira, maio 25, 2007

Beneath The Massacre - Evidence Of Inequity


Ao baixar, é melhor já ficar preparado para o que virá: 17 minutos de um massacre sonoro de pura técnica nos seus ouvidos. Técnica³²³²³, por sinal.
Beneath The Massacre é atualmente uma das bandas mais técnicas do mundo. Os caras realmente dominam muito os instrumentos, principalmente os guitarristas.
"Pliu-pliuiu-plói-uai-ói-lilili", manja? E dá-lhe blast beat na batera enquanto os guitarristas se matam nessas escalas mega cabreiras de tão fodidas que são de executar. Você deve estar achando esse post meio frio e direto. Realmente é. Não estou fazendo isso à toa, estou fazendo assim porque é assim o som deles. Muita técnica e pouco feeling. De qualquer maneira, é bom. Muita gente vai achar excelente. Algumas pessoas podem não achar bom. Creio que todo mundo deve, pelo menos, admitir que os caras tocam muito. Fato é fato, não? PLIUPLAPLEPAUIUUPLIIRALPLA. Turum, tum, tum, tum, turum... Plaioepálpelpaiuiuui!!! Tatatatatatatata. Quem toca algum instrumento, certamente vai gostar de ouvir o som dos caras. Quem não toca nada, talvez ache o som charope. Quem curte metal progressivo e extremo (não é "progayssivo"), vai curtir muito. Quem não curte coisas trabalhadas e prefere som mais direto, odiará.
Plaiplaaiuiuuipleiu, tãrã (agora muda de caixa, é estéreo), tararã (muda denovo) tanã! (Agora volta para as duas) Pliuaplwpleplaplalpeiuoiuowwwóóui!!! Como vocês devem estar percebendo, falta um equilíbrio entre os power-chords e as escalas ultra-mega-técnicas, e creio que eles poderiam ter mudado isso no trabalho que chegaria depois desse, aquele que já esteve aqui e foi lançado esse ano, o Mechanics Of Dysfunction. Pliu, não eles não, pliuplaiueaiu, mudaram absolutamente nada, pliuuiplapliupliuiu, apenas incrementaram mais pliiiuouaheapleiu, digo, técnica. A gravação foi melhorada também. Ah, por ser um full-lenght, o tempo é maior.
Se você não conhece, mas quer conhecer os pliup´lairpleuiiplaiu, quero dizer, o Beneath The Massacre, baixe clicando aqui. Se você já conhece, curtiu e quer curtir mais, baixe também. Se você conhece e não curtiu, não baixe porque não vai curtir do mesmo.
Falou ae, galera! Até a palpelpalpeiuapleiuya, ops, próxima! :)

quinta-feira, maio 24, 2007

Trivium - Ascendancy

Já que no post anterior andaram falando em Metal atual, e esses dias ainda fizeram pedido de Trivium, agora é mais do que a hora de postar mais um disco desses Americanos, que vêm da Flórida e fazem um som que passa do Metalcore para o Thrash Metal. Surgidos em 2000 foram gravando demos e EPs, até que em 2003 saiu o primeiro EP, o Ember To Inferno, que teve boa repercutição, dentro dos fãs de Metalcore e da Roadrunner.
Com o lançamento de Ascendancy, de 2005, a banda sim conseguiu um lugar ao sol, e virou um dos artistas principais da gravadora. Esse disco têm uns 2 ou 3 singles que garantiam a banda no mainstream americano, como MTV, e isso fez com que todos abrissem os olhos para banda. Eu vi um vários blogs e saiu até em Revista (Leia-se Veja) matéria sobre a tal "New Wave Of American Heavy Metal" ou "Metal Inteligente" ou qualquer porra, que inclua grupos como Mastodon e Lamb Of God. Antes, já conhecia o Mastodon e sem ler tudo isso já dizia que esses caras iam longe (confira aqui) e o Trivium eu conheci através da internet, pois o metal anda meio Hypado.
Taxados de "Novo Metallica" a banda lançou o disco The Crusade, ano passado, e eu realmente tirei o chapéu para eles. Viciei no CD, tanto que escuto direto ele, porém não tinha curtido muito os outros trabalhos, porém o pedido de algum cd da banda fez com que eu escutasse novamente e desse uma atenção maior, pois os estilos dos dois discos ficam um pouco longe. Ascendancy é um disco de Metalcore, com bumbos dulpos All the Time, riferama nervosa, vocais gritadas, com refrões mais leves, e dando espaço para vários solos de Power Metal, mas basicamente um disco forte, com ritmos rápidos e pesados e com muitos vocais gritados, bem no estilo "Metalcore" enquanto o The Crusade foi criticado por muitos por soar muito Metallica, voz bem mais limpa, pouco uso de gritos, e grande uso do bumbo duplo e muita melodia, um disco que eu realmente GOSTO. Mas o Ascendancy, agora, que está bem escutado por mim, merece minhas desculpas por pensar que ele era meio féses, pois na verdade ele é verdadeiramente um ótimo disco.
Escute "Pull Harder The String Of Your Martyr" ou "Departure" e vibre na musicalidade de ótima qualidade, guitarras afinadícimas e ritmos rápidos com melodia em boa parte, muito bom. Não sei se eles podem ser algo do tipo "Novo Metallica", mas podem ser os grandes representantes do Metal no nosso futuro próximo, pois é uma excelente banda. Pra baixar, clica na capa.

Avenged Sevenfold - City Of Evil


Falar desse CD aqui é cabreiro, porque ele foi e ainda é um divisor de fãs na carreira do Avenged Sevenfold. Não só por isso, mas também pelo fato de que isso aqui é um exemplo puro de originalidade e inovação. Muita gente pode discordar, e não sou eu quem pode dizer "Eu estou certo!" ou "Eles estão certos!". Ninguém pode dizer, na real. O que existem são opiniões, e a minha já está formada: Esse CD do Avenged Sevenfold é uma jóia rara, digam o que quiserem.
Foram 3 anos de silêncio após outro álbum muito bom, o Waking The Fallen. O primeiro CD deles também é bom, o Sounding The Seventh Trumpeth (Warmness On The Soul é single, não conta como full lenght), mas este e o segundo são trabalhos que parecem-se com outras bandas; City Of Evil não.
Como eu falei antes, é um divisor de fãs na carreira da banda. A maioria dos fãs antigos não curtem o CD, mas, em compensação, a banda ganhou muitos (milhares) com esse álbum novo. A diferença entre os álbuns realmente é gigante, esse fato é inegável, basta analisar que M. Shadows não manda mais vocais rasgados e gritados, apenas limpos. Não pense só em coisas melodiosas, pois não é bem por aí, todavia os gritos não existem mais. Muita gente diz até hoje algumas coisas do tipo: "Ficaram pop demais!", "Tão fazendo músicas para as pessoas entenderem!", "Ficou muito gay!", "Não é mais metalcore!" (quem pensa assim deveria se internar, porque A7X nunca foi metalcore. Hahahaha!), etc. Independente de qualquer coisa assim, esse trabalho é realmente muito bem feito. Talvez mais que isso: Surpreendente.
Eles são rapazes novos, devem ter todos os seus 20 e poucos anos e quase uma década de experiência musical, mas City Of Evil soa como algo de uma banda realmente muito mais experiente, tanto que eu acho que eles estão dando uma surra feia numa das bandas mais famosas do heavy metal. Quer saber o nome? Pois eu lhe digo sem medo algum de ouvir um xingamento: Iron Maiden (o atual). Muita gente deve estar querendo ver a minha cabeça exposta em praça pública após isso, mas saibam de uma coisa: Achas que Maiden é uma grande banda atualmente? Tente escutar mais coisas, apenas isso.
Criatividade, ousadia, energia e inovação são as palavras que descrevem esse disco aqui. Criativo? Sim! Primeiramente, creio que todas as músicas apresentam algo de bom, tanto que o álbum soa bem variado no seu decorrer e os arranjos são muito bem pensados. Ousado? Muito! Os caras conseguiram fazer um heavy metal soar bem comercial (sem soar manjado ou ruim, aí é que está o complicado na questão) e ainda incrementaram umas partes mais melodiosas e "emo"tivas. Energia? De sobra! Escute os solos de guitarra de Synyster Gates e as linhas de pedal duplo do baterista The Reverend que você entenderá. Inovador? Sem dúvidas, pois não conheço banda que fez ou faz algo parecido. Para ser sincero, talvez nem exista banda que fez algo assim. Não fique aí esperando que o CD seja o Paraíso, pois depende muito de gosto, mas uma coisa eu garanto: É único. Não importa se você vai gostar ou não, mas o lance é original.
Começa com "Beast And The Harlot", numa intro muito bem feita e, em seguida, com uma linha de guitarras muito empolgante. Tem um refrão bem comercial e bem "criança" (lembra essas bandas de pop adolescente), mas eu curto muito, principalmente pelos solos de guitarra. Grudada nela, vem a fodástica "Burn It Down" com uma intro aonde The Reverend deixa os bumbos comendo soltos igual uma metralhadora para a entrada dos riffs à la power metal (ou melódico, são tudo a mesma coisa e eu odeio, mas curto A7X) e um refrão bem emotivo. Novamente, tirando o refrão, a linha vocal bem como o resto do instrumental são empolgantes e a música ainda tem um solo furioso! Depois dessas duas músicas que soam, no mínimo, surpreendentes para uma banda que se veste como eles (todo mundo pensa que é mais um Good Charlotte da vida, só que com um vocalista bombado), vem uma das músicas de maior sucesso deles, principalmente porque parou num game de Playstation 2, o Need For Speed (se eu não me engano é esse), a trabalhada "Blinded In Chains". Não gosto muito dela, mas admito que é bem feita. Agora vem uma das mais legais, uma das que caiu nas mãos da Mtv Brasil, para infelicidade de quase todos os fãs "verdadeiros" da banda. Esse som chama-se "Bat Country", e é realmente uma pena que existam pessoas que se dizem fãs de A7X conhecendo apenas esse som, porém acontece com várias bandas, fazer o que?! Começa com uma intro bem empolgante e a linha vocal entra no melhor estilo, com The Reverend quebrando tudo nos rufos, viradas e pedal duplo. Tem um refrão bem grudento, um tanto quanto comercial e uma passagem lentinha que destoa muito, principalmente porque após ela existem 2 solos muito loucos de guitarras, um em dupla e, como o Lipe me disse uma vez, parece que o espírito "power metal" baixou de vez na banda. Só parece, porque ele definitivamente possui a banda no som seguinte, a louca "Trashed And Scattered". Louca mesmo, porque a linha principal é à base de um instrumental "power metal" (dá no mesmo que melódico), mas no refrão descamba para o rock esquisitóide. O que mais se destaca nesse som é a linha do baixo, bem excepcional. Novamente, tem vários solos de guitarras bem como o CD inteiro. "Seize The Day" é a mais comercial, sem dúvida alguma. Lembra muito as baladas das bandas de hard rock, tanto que os próprios caras dizem que Guns N' Roses é uma das maiores influências deles. Não vejo influências explícitas assim não, mas percebe-se que os caras são fãs de longa data da banda. É um sonzinho legal de se curtir com a namorada, até garanto isso por experiência própria. Nunca me esquecerei os bons momentos que passei agarradinho com a minha ex-namorada curtindo esse som. Daqui em diante o CD não fica tão atraente aos meus ouvidos, pois não sou fã de músicas extensas. E sabem as durações das próximas faixas, respectivamente? 7:11, 9:14, 6:47 e 8:46. São sons muito voltados para o metal, tanto que o lado comercial foi literalmente deixado de lado nessas faixas. Não é nada pesadão, como eu já disse antes, o trabalho deles é mais baseado na melodia. São belos riffs de guitarras em duplas, levadas de pedal duplo na bateria e uns refrão mais variados. Na faixa "Strength of the World" o refrão lembra muito o Manowar no álbum Fighting The World, aonde os refrãos eram tudo no estilo "grito de guerra".
Uma pena que ao-vivo o vocalista M. Shadows ande deixando muito a desejar, porque seu rendimento é fraco e looonge do que conferimos no CD. Já os guitarristas mandam bem, bem como os demais integrantes.
Pois é, além de mais de 3 clipes (que lembre, só assisti a 3), o disco rendeu à banda o prêmio de "Revelação do ano de 2006" em um desses festivais da Mtv americana, o VMA, creio eu. Palhaçada total! Primeiro porque a banda existe há varios anos, segundo porque City Of Evil é um álbum de 2005. Pensa que é só a Mtv Brasil que dá suas mancadas? Taí o exemplo de que os gringos cometem uns erros até mais bárbaros.
Para finalizar, creio que vocês só entenderão esse álbum se o baixarem. Por mais que eu escreva inúmeras linhas aqui, o sentimento de vocês tem 99% de chances de ser diferente de tudo que descrevi ali.
Download: Aqui.
Xingamentos, elogios, discussões variadas e etc.: Nos comentários.

quarta-feira, maio 23, 2007

Walls Of Jericho - The Bound Feed The Gagged


Esse é mais um pedido que eu faço questão de dizer que atendo com gosto, porque Walls Of Jericho é muito foda!!! :D
Não é qualquer banda hoje em dia que causa o mesmo impacto que esse grupo americano de Detroit. Com guitarras venenosas de tanta distorção, bateria pegada e os vocais poderosos da bela Candace Kucsulain, essa banda me agrada em cheio em todos os seus cd's. Não só a minha pessoa, mas à legião de fãs que eles conquistaram com muito esforço e trabalho duro, começando por este álbum aqui.
Lançado em 1999, foi fundamental para mostrar às pessoas o que estava por vir: Uma banda cheia de energia, garra, vontade e o espírito do hardcore/punk correndo solto por entre as veias. Para uma estréia, a banda foi excelente. Esse não é o melhor álbum deles, entretanto é pesado, rápido, empolgante e bem cru! É algo que soa mais para o old-school do que para o new-school mais metalizado que eles tocam hoje em dia, como vocês podem conferir no último lançamento, o excelente With Devils Amongst Us All. A banda manteve praticamente a mesma linha no álbum seguinte, só que com os arranjos muito mais aperfeiçoados, talvez por isso que seja o meu preferido de todos, o maravilhoso e lindo All Hail The Dead.
Como era de se esperar, é um CD com todas as faixas muito boas. Fica difícil destacar a melhor ou as melhores entre elas, mas, particularmente, curto muito a balada "Angel", pois tem um trabalho lindo e criativo dos violões, sem contar na interpretação fantástica de Candace, que é uma das vocalistas mais versáteis (é assim que se escreve? xp ) da atualidade. Porra, ela grita mais que muito homem e ainda consegue cantar umas baladinhas com essa voz limpa e agradável, ou seja, é realmente uma cantora nota 10!
No mais é isso, baixe o CD clicando aqui, porque eu aposto que você vai curtir se você realmente curte um som com todas as características que foram citadas logo acima.

terça-feira, maio 22, 2007

Pavement - Slanted and Enchanted

Guitar bands, indie ou alternative nunca foi meu forte, porém entre o pessoal aqui do blog, eu sou o que mais me identifico com o estilo, pois sou um grande fã de Dinosaur Jr. e Fugazi, mas não tenho conheçimento muito mais além. O Pavement é uma dessas bandas que emergiram nos anos 90 e fizeram bastante barulho durante os anos 90 e eu nunca tive o mínimo interesse em conheçer, porém um dia desses, eu baixei "só pra ver qualé da banda". E não é que é bom mesmo?
A banda vem da Califórnia, e se formou no finalzinho dos anos 80, pelo guitarrista S.M. e o vocalita Spiral Stairs e lançaram alguns EPs até que em 92 saiu o primeiros disco, esse aí mesmo, Slanted and Enchanted, pelo selo independente Matador, a gravadora que toda banda indie bunda-mole sonha em conseguir um contrato. Esse é um lance interessante da banda, que todos os anos que esteve ativa (89-99) se manteve como independente, e não se rendeu a Majors, e mesmo assim, conseguiu um status invejável.
Começei o post falando em guitar bands, e esse é o melhor termo pra "definir" a banda, já que isso existe aos montes, como alternativo, lo-fi, indie, post-punk e mais alguma aí se você souber, mas o que mais chama a atenção, com certeza, são as guitarras, lotadas de sujeira que carregam os ritmos, sejam eles rápidos ou melancólicos, de maneira maestral. O barulho tirado das guitarras é algo estranho, as vezes não parecem notas, parecem um som tirado de qualquer maneira, o tipo de coisa que fica muito afude, quando aliam-se a alguns riffs fuderosos que carregam numa atmosfera muito massa, ainda mais junto da voz, melancólica e arrastada, que soa como um rockzinho executado de qualquer forma. Se você curte Pixies, Sonic Youth ou até Smashing Pumpkins, tem grande chance de gostar do som desses californianos, em um de seus discos clássicos, clica na capa e confere aí.

Immolation - Shadows In The Light


Lendo umas resenhas sobre esse álbum na net, percebi muita coisa verídica e também muita bobageira (a meu view). Dentre tudo isso, concordei em cheio com o que um americano disse, algo +/- assim: "Death metal é um estilo muito bom, mas, infelizmente, muitas bandas soam parecidas. Para o Immolation, achar o caminho próprio nunca foi problema...".
E é com esse 7º álbum de estúdio que eles provam isso mais uma vez, pois é um trampo com a cara 100% própria do grupo, apesar de não ser um álbum extraordinário como se esperava. Francamente, talvez seja eu que estou esperando demais das bandas, porque estamos ano ano de 2007 e só a tecnologia atual já pode fazer metade do que um trabalho precisa para soar muito bom.
Creio que, sinceramente, o CD ficou meia-boca. Por que? Simples, meu (minha) caro (a): A gravação não cooperou nada. As músicas estão excelentes, bem variadas e construídas com maestria, no melhor estilo que só eles sabem fazer; mas, com essa gravação um tanto quanto "old school", soam, no mínimo, cruas demais.
Quando fiquei sabendo da notícia de que o Immolation lançaria algo esse ano, a alegria tomou conta do meu ser. Pensei para mim mesmo: "Aí vem porrada pra marcar! Se no Close To A World Below, o clássico do ano 2000, as músicas e a produção mataram a pau, aqui só tende a estar melhor!". Mas não foi isso, aliás, nem chegou perto de matar as expectativas. Gostei do CD, mas esperava mais. Entendem o que digo? Mas é a vida... Decepções, surpresas, alegrias e tristezas.
De qualquer forma, "The Weight Of Devotion" tem o riff mais fudido que os caras já criaram e tiraram de uma guitarra em toda a carreira. Outra coisa digníssima de nota são os solos, que ficaram maiores. Algumas passagens soando um pouqinho épicas ficaram marcantes, coisa fina mesmo. Realmente é uma lástima os caras terem escolhido esse tipo de gravação, pois nem parece estar masterizado; e está!
Download link.

segunda-feira, maio 21, 2007

Poison Idea - Pick Your King


Se tem um som que eu realmente gosto e admiro é Hardcore Punk Americano dos anos 80, e isso é bem evidente nas postagens do estilo, que tu encontra aqui no blog durante quase um ano de postagens, e é justamente por isso que to compartilhando esse EP de mais uma grande banda que segue a risca a tal "filosofia hardcore".
O Poison Idea vêm de Portland, Óregon e ao contrário das bandas Californianas de punk (Apesar de ter grande influência de Black Flag e do Germs), o Poison Idea é um som realmente muito venenoso. Com letras ácidas e cheias de protesto, atirando para todo o lado, fazem um som muito rápido, com muita raiva, que me lembra bastante o som do Discharge.
A banda surgiu exatamente no ano de 1980, fundada pelo emblemático vocalista Jerry Lang, que foi extremamente influenciado pelo ícone punk de L.A., Derby Crash, do Germs, tanto em vocal, letra, roupa e atitude. Com mais um baterista, um baixista e um guitarrista, que logo foi trocado pelo mais emblemático ainda (Em questão de tamanho), "Pig Champion", e com essa formação gravaram esse que é o primeiro registro oficial da banda, lançado no ano de 83, por uma gravadorinha local, mas com um nome bem engraçado: Fatal Erection Records.
Bom, por que escolher o primeiro disco da banda? O mais sujo, o mais tosco, o mais mal gravado e o mais enérgico? Simples, a capa. Porra meu, olha que doido esse vinil, Escolha Seu Rei, Elvis ou Jesus? Humor? Crítica? ou os dois com um toque de sarcasmo, esse é o Poison Idea, é o tipo de banda que tu precisa escutar caso curta um Hardcore porrada, que apesar de ser Americano, lembra muito o Europeu, assim como as bandas mais undergrounds, como Articles Of Faith e Negative Approach. Caso você que leu até aqui se interessa por bandas de Hardcore Européias anos 80, como Lärm ou Heresy, só pede nos comentários que qualquer dia eu posto aqui. Ah, sem se esqueçer, pra fazer o download, é só clicar na capa, do seu rei preferido, é claro.

Dry Kill Logic - Of Vengeance And Violence


New metal para alguns, metalcore para outros; independente de como as pessoas tentam rotular o Dry Kill Logic, conheci faz pouco tempo e curti bastante, tanto que para mim o estilo deles é "metal" e dane-se toda essa maldita rotulagem que só serve para criar conflitos entre a maioria das pessoas.
Formada em 1995, na cidade de Nova York, a banda existe até hoje, tendo lançado esse excelente Of Vengeance And Violence no ano passado.
Como eu já falei antes, conheci a banda há pouco tempo, então não sou o cara que conhece bem a história deles, muito menos todos os álbuns. O que posso afirmar é que escutei um outro álbum deles, o The Darker Side Of Nonsense, e a sonzeira dos caras é pesadona!
Neste CD aqui, existe bastante peso, pois os vocais são agressivos, o baterista manda uns tiros de metralhadora com os seus bumbos (mas também nada exagerado e massante) junto com o contra-baixo que faz um sustento crucial. Juntando tudo isso, temos uma combinação ótima de elementos que vão agradar a todo mundo que curta um metal pesado e moderno. Não, não pense em "moda", interprete a palavra "moderno" como algo atual e que se beneficia dos métodos primorosos de gravação de hoje em dia.
Quanto às músicas, todas boas, entretanto, algumas se destacam mais. "From Victim To Killer" tem um refrão que não sai da minha cabeça; "Kingdom Of The Blind" é uma balada linda e que, em algumas passagens, possui certo peso sem, em momento algum, fazer uma mudança brusca entre os estilos, provando também que o vocalista não sabe apenas "gritar"; "Dead Mans Eyes" com uma intro furiosa, dotada de um belo solo de guitarra e "My Dying Heart" com um trabalho de guitarras muito bem feito. O único problema do CD é uma faixa besta de 25 segundos, aquela típica faixa que foi incluída para "fazer número". Tirando isso, o lance é foda mesmo! :D
Som porrada, com certeza! Baixe e comprove com seus próprios ouvidos.