sexta-feira, agosto 08, 2008

Intronaut - Void


Intronaut é uma banda relativamente nova, já que seus primeiros trabalhos são datados de 2006.
Eles começaram com um EP/Demo chamado Null, lançado por eles próprios. Depois, arrumaram um selo e relançaram o mesmo EP.
Void veio na seqüência, sendo o primeiro full-lenght. Sua sonoridade é complexa. Ouvimos de metal lentamente progressivo a alguns toques de drone/dark ambient, atmospheric sludge e toques experimentais, portanto, não se surpreenda caso ouça alguém os chamando de post-metal. Isso tudo resulta num álbum de difícil aceitação na primeira audição, porém muito prazeroso com o tempo. Das bandas que já passaram aqui pelo blog, creio que o The End Of Six Thousand Years é a que mais se assemelha, para vocês terem noção. Mesmo assim, Intronaut é bem mais rico em elementos.
Por ser uma banda formada por um ex-membro do Impaled e do Exhumed, também fico abismado, pois não há traços de death na musicalidade do Intronaut, se tirarmos alguns vocais guturais.
Escutar "Nostalgic Echo" é até um pouco triste, pois, sabe-se lá porque, o som é nostálgico, mesmo. "Iceblocks" consegue soar limpa, suja, caótica e harmoniosa ao mesmo tempo, portanto, tiro o chapéu pros caras e recomendo o álbum como um todo.
Download.

terça-feira, agosto 05, 2008

Brutal Truth - Sounds Of The Animal Kingdom

O Brutal Truth é mais uma banda da mente insana do ex-baixista do Anthrax, ex-baixista do S.O.D., baixista do Nuclear Assault (puta lista longa, hein... isso que só falei dos projetos principais dele), Dan Lilker. Não vou falar o quanto respeito o Dan Lilker. Resumindo, vou dizer que o cara é foda, e só gravou coisa boa até hoje... Com o Brutal Truth não foi diferente.
A primeira vez que ouvi falar de Brutal Truth, foi procurando mais sobre o titio Dan, e numa página com a discografia da banda, as capinhas e as listagens das músicas, me impressionou a quantidade de músicas nesse cd (22), e a CAPA. Foi o primeiro cd que ouvi do Brutal Truth, e tenho que dizer que a capa por si só já foi motivo pra ouvir o álbum. Que músicas teriam num cd com um meio-homem-capitalista/meio-macaco-selvagem na capa? Enfim, esse cd é uma prova, do início ao fim, que grindcore não é música de "músico que não sabe tocar". Com elementos de death, thrash, rock experimental, e uma bateria vinda diretamente do INFERNO, o cd é um dos melhores da banda.
Ouça por exemplo, "Jemenez Cricket", que é um death/rock muito experimental... fugindo um pouco do grindcore. Ou a "Blue World", com sua introdução apocalíptica. "It's After The End of The World" é outra que me assombrou a mente por semanas. A ultima musica, "Prey", e recomendada apenas aos fortes de ouvido... repetição incessante por mais de 20 minutos. Curiosidade: Em 2001, o Brutal Truth apareceu no Guiness Book, com o recorde de MENOR VÍDEO DE MÚSICA, pro clipe de "Collateral Damage", de outro álbum da banda, Extreme Conditions Demand Extreme Responses, que também é um puta discão! A duração do clipe? 2.18 segundos. Download.

PsyOpus - Our Puzzling Encounters Considered


Puta que pariu! Ai, meu caralho! Boceta! Bala na testa! ... Por mais que a expressão tenha um sentido forte, não há uma sequer que se encaixe aos pensamentos na primeira audição dessa obra do PsyOpus! Lembro-me claramente: Passei o CD para o MP3, coloquei os fones, dei o play e... Creeeeedo! Já tinha ouvido falar que eles eram do mathcore, mas, repito, não há expressão que sirva para descrever isso. Logo no primeiro som, "The Pig Keeper's Daughter", com intro mega-técnica-mais-que-trabalhada-sem-noção-insana-sabe-se-lá-de-onde... Fiquei com os cabelos do braço arrepiados. Os caras não tocam mathcore, eles avacalham no mathcore! Para provar que não estou forçando, pesquise sobre o guitarrista da banda - ele teve que provar que conseguia tocar as músicas ao-vivo para ganhar patrocínio, e conseguiu.
O som dos caras é gritado de uma maneira exagerada, sem um estilo definido, pois passeia pelo rasgado, gutural, gritado sem técnica e até umas coisas bem indefinidas, enquanto a guitarra faz o semi-impossível, o baixo acompanha com maestria e o batera deve ser descendente do Goro. Mas é mais que isso! Muitas bandas podem ser descritas assim, mas os caras são isso e mais... Cacete! Não consigo mais digitar nada, porque "Scissor Fuck Paper Doll" não me deixa escrever bem, apenas escutá-la com atenção, pois, nossa, o que é esse breakdown acelerando para introduzir o arranjo de fim de mundo?!?!? Oh, não... Uma criança gritando sobre um gravity blast-beat em "Whore Meet Liar"?!???! Ufa, há uns minutos para tomar fôlego em "Siobhanis Song", menos mal. Por falar nela, é relaxante e atmosférica, ou seja, é também uma prova de versatilidade. Depois disso, como diria um amigo meu: "Paaaau e paaaau!".
Não é um álbum composto de músicas memoráveis, e nem haveria modo de ser. Como já foi dito: Não possui estrutura, não possui estilo definido, e ainda trambita pelo jazz técnico e a caoticagem. A única certeza é que isso aqui é único! E olha que conheço outras bandas do estilo (The Tony Danza Tapdance Extravaganza, Virulence, Monogono), e nenhuma é tão ousada.
Procurar vida extra-terresstre em Marte ou qualquer outro planeta é perda de tempo! Os caras do PsyOpus são desumanos e estão bem aqui, na Terra. Escute alto e fique apavorado! Download.

segunda-feira, agosto 04, 2008

Carnifex - Dead In My Arms


Da onda de bandas recentes do estilo death metal/hardcore que surgiram nos EUA, o Carnifex é uma das menos interessantes, mas não chega a ser ruim.
O som dos caras é extremamente bruto e sujo, arrisco a dizer que é de uma maneira que deixa muitas bandas consagradas no chinelo - porém, como todos sabem, só isso não forma uma banda extraordinária. Falta muita criatividade no som deles, pois, em 90% das músicas, o andamento é totalmente genérico, não mostrando sequer um tracinho próprio. Lógico que é destruidor, mas há bandas melhores e mais empolgantes para escutar. Por falar em empolgação, há aumentos da mesma em alguns breakdowns. Dead In My Arms foi o primeiro CD deles, e tudo dito ali em cima se deve a ele. Hoje, já estão com um álbum novo, o qual deve estar melhor, pelo que ouvi no MySpace.
Tudo pode ser questão de gosto. Esse álbum é só mais um entre tantos, para mim. Para outros, é excelente! E para você? Baixe e descubra, caso não conheça.

sexta-feira, agosto 01, 2008

Dropdead - Discografia


Dropdead é uma banda curta e grossa! Influenciados pelas vertentes mais sujas e podres do hc, como powerviolence, grind e crust (estilos muito próximos, se você escutar bem), os caras continuam na ativa até hoje, desde a formação em 1992.
Adeptos da política do "faça você mesmo", gritando enraivecidamente pelos direitos dos animais, anti-autoritarismo, pacifismo e outros motivos de luta, lançaram diversos álbuns e splits.
Esse "CD" aqui em questão deve ser realmente a discografia, pois possui 95 músicas, sendo as iniciais diferentes em andamento e produção/mixagem das últimas. Isto é, se você gostar, terá material deles até enjoar - isso se enjoar, pois o som é altamente empolgante, gritado desesperadamente, com baixo e guitarra ultra-sujos, bateria socada sem dó algum, cheia de blast-beats, e tudo mais que você imaginar.
Quanto ao nome da banda, tiraram de um material do Siege, outra banda das antigas e de estilo bem semelhante.
Quer fazer um circle pit violento em sua própria casa, curtir um som de bater cabeça e sair socando tudo, ou apenas curtir um bom hc bem raw? Então, não exite e baixe clicando aqui.

quarta-feira, julho 30, 2008

Ion Dissonance - Minus The Herd


O Despised Icon mudou a vida de muita gente. Não falo só dos ouvintes que ficaram obcecados pelo som, pois falo mais precisamente de bandas que mudaram seu estilo de som para algo totalmente similar ao Despised Icon atual.
Coincidência ou não, as duas bandas que mais absorveram são conterrâneas: Cryptopsy (difícil de acreditar, mas aconteceu - postarei em breve) e Ion Dissonance.
Nesse último caso, particularmente, considero uma mudança não muito boa. Eles eram uma das poucas bandas insanas de mathcore à la DEP, Botch e similares, e agora são hardcore moderno e grooveado, com poucos traços progressivos e experimentais. Bom... na verdade não são poucos. Eles existem em quantidade considerável, mas são todos colados a pedaços monotônicos, repetitivos, bruscos e grooveados, balançados, ou como você preferir.
Minus The Herd, de 2007, é o álbum que marca essa mudança. Deve-se ressaltar, primariamente, que apesar da mudança, o som não é ruim, mas era melhor. Logo nas primeiras faixas você já poderá conferir o peso bruto e seco das bandas mais recentes, bem como o vocal gritado e sujo, com alguns rasgados. Se você gosta de hardcore da nova escola, esse é um material de audição obrigatória! E quem não gostar de "Kneel" tem ouvidos frágeis. Em suma, bem empolgante em diversas passagens e altamente funcional naquilo que se propõe a ser - uma nova proposta de som, para eles, principalmente pela mudança do vocalista.
Quanto à história da criação e da melhor fase dos músicos (obviamente na minha opinião), fica para um próximo post, não remoto, provavelmente do álbum Solace. Todavia não pense que esse álbum seja ruim, pois, caso fosse, não estaria aqui. Há materiais melhores por parte deles, de fato, mas não dá para jogar esse fora. Download.

Consumed - Breakfast At Pappa's

Hardcore rápido e legal de se ouvir! Coisa que empolga mesmo, te dá vontade de pegar um skate e sair andando (ok, eu nunca andei de skate, mas quando ouço Consumed, sinto vontade =D). Pra quem já jogou Tony Hawk's Pro Skater 2, vai reconhecer a primeira música, "Heavy Metal Winner"(que de heavy metal não tem nada...), que estava na trilha sonora do jogo... Aliás, trilha sonora fodida aquela. Apesar de curto, esse EP é melhor que muito cd por aí. Tem solos muito legais (não que sejam solos difíceis, ou virtuosos, mas sim legais, pô). No fim das contas é isso aí mesmo, muito curto. Não cheguei a ouvir os outros cds da banda, mas creio que em breve eles estarão aqui no Fukt.
Por enquanto, ouçam esse registro de 6 das melhores músicas de hardcore que eu já ouvi. Download.

terça-feira, julho 29, 2008

Aeon - Rise To Dominate


Aqui está um grande exemplo de banda que se deu bem em tudo num único álbum. Por quê? Porque o Aeon vem de um dos principais países a revelar bandas de death e black metal, a Suécia (Entombed, Unleashed, Amon Amarth). Também porque a produção é uma jóia, feita por quem já produziu Dark Funeral e Marduk. Não há como deixar de citar o vocal altamente compreensível - o que conta pontos, já que sempre há alguém para dizer "só não entendo/não gostei do vocal".
Rise To Dominate é um ótimo álbum! Essa introdução acima já seria mais que necessária, mas há tanta coisa na musicalidade da banda, mas tanta, que eu prefiro ir mais além. Por partes: Pegue tudo aquilo citado. Depois, imagine andamentos criativos e nada monótonos, beirando uma grande progressividade. Quer saber bem honestamente? É algo que parece aquele andamento "imperial" e negro do Behemoth com diversas bandas de death dos EUA (Cannibal e Deicide) e solos de guitarra com feelings exorbitantes. Recuso-me a citar faixas principais, pois esse aí agradou do início ao fim em cheio. E apesar de ser uma banda nova (o primeiro EP saiu em 2001 e o primeiro CD em 2005, sendo que este é o segundo), já vem influenciado e agradando muita gente. Quem? Alex Webster, do Cannibal Corpse, declarou-se fã número 1 (ele que gravou o baixo no último álbum do Hate Eternal), e um cara do TBDM (sim, não sei o nome dele e nem me interesso, já que não é uma banda que me atrai).
Bem criado, bem gravado, bem produzido... Dispensa mais comentários! Baixe e confira um som de primeira qualidade, em todos os quesitos. Download.

segunda-feira, julho 28, 2008

Motörhead - Snake Bite Love


Se existe uma banda que é um grande exemplo de perseverança, essa banda é o Motörhead.
Tio Lemmy e cia já foram chamados de pior banda do mundo (isso antes do On Parole), perderam gravadora (tiveram de lançar um disco por conta própria, mesmo após a fama), tiveram altos e baixos, mas, no fim das contas, estão aí, tocando seu rock sujo e original até os dias de hoje.
Snake Bite Love, lançado em 1998, é um dos álbuns mais criativos. Ao contrário da maioria, a qual era composta basicamente só de sons que beiravam um único estilo, esse CD passa daquele rock animado e oldschool altamente influenciado por Chuck Berry até a um metalzão com pitadas de hardcore ("Dogs of War", além de melhor música do CD, é a prova disso). Há também excelentes interpretações vocais de Lemmy ("Assassin" é como ouvir um assassino falando de si, com voz de mal e citando suas características monstruosas), belos arranjos criativos de Mikkey Dee em todas sua bateria, sem esquecer da guitarra suja e do baixo mais sujo ainda, que parecem até um único instrumento, pois, se você conhece Motörhead, sabe que isso existe em qualquer álbum, independente do guitarrista. Lemmy gosta de sujeira e velocidade, e isso é o básico para ser guitarrista do Motörhead! E para finalizar: "Joy of Labour" é um dos sons mais marcantes da banda! Dotado de uma rifferama atraente e recheado de um ótimo clima, é mais uma prova da versatilidade do disco.
Pode não ser conhecido como um Ace of Spades ou Overkill, mas, de fato, é a nível ou tão bom quanto os mesmos. Duvida? Baixe e comprove!

sexta-feira, julho 25, 2008

Discordance Axis - The Inalienable Dreamless


Discordance Axis é uma das bandas mais estranhas que eu já escutei dentro do gênero grindcore.
Talvez por seus vocais extremamente agudos, imagino. Não é algo que se escuta todo dia ou em qualquer banda por aí. Apesar de ser claramente grindcore, há algumas características diferentes também na guitarra. Algo que parece destoar um pouco, mas não soa mal. Alguns vocais extremamente guturais e arrastados aparecem aqui e ali, mas o agudo - às vezes nem é rasgado - soa caótico, tenso e até agoniante.
Olhe para a capa. Qual banda de grind que lança um álbum com capa assim? Aí já está uma amostra de que eles são diferentes. Capa bonita e tranqüila, som sujo e caótico pra cacete!
Possuem uma discografia semelhante às das bandas do estilo: Diversos EP's (um com as japas do Melt Banana), mais de meia-dúzia de CD's, vídeos, DVD's e etc, mas não existem mais. Acabaram no ano de lançamento desse CD aqui - uma porradaria insana e espancada sem dó através de 17 músicas (tapas) na orelha.
Recomendadíssimo para quem curte bandas como Pig Destroyer, Destroyer Destroyer, SYNT e congêneres. Download.

quinta-feira, julho 24, 2008

Ambassador 21 - Ambassador 21 vs. The World


Quando as pessoas são DJ's, revoltam-se contra as FM's e perdem seus empregos, há fortes motivos para criar uma banda de digital hardcore. No caso do duo de Belarus (país cercado pela Rússia e Ucrânia), Natasha e Alexey foram mais além, pois criaram um som que mistura metal, breakcore, noise e o já citado DH.
O início de tudo pode ser dado após a publicação de um artigo de Alexey, o qual se chama "FM's devem morrer!". Passado isso e as demissões, começaram a compor as músicas, para, na seqüência, criar um selo próprio. Até hoje os álbuns são lançados por esse selo, o "Invasion Wreck Records". Eles possuem diversos álbuns, mas o assunto de hoje é Ambassador 21 vs. The World, sem dúvida alguma é um dos melhores exemplos de terrorismo eletrônico.
Logo na primeira faixa já dá para curtir as viagens dos dois, algo meio inexplicável, um tipo de som eletrônico bem futurista. No decorrer das músicas, muito barulho, distorção, batidas hiper-densas e sujas, mais aquelas distorções de doer o ouvido, fora as paradas repentinas e mudanças típicas de breakcore.
Para quem curte Atari Teenage Riot, EC8OR, Lolita Storm e derivados, mas acha que falta um pouco mais de peso nos mesmos, esse CD aqui é um presente. Mas caso você não se interesse por nada assim, nem perca tempo, porque tudo vai soar como barulho puro e desnecessário. Um álbum para poucos, francamente. Download.

quarta-feira, julho 23, 2008

Unleashed - Hammer Battalion


Em seus quase 20 anos de carreira, o Unleashed chegou ao seu nono álbum de estúdio (fora um ep e dois ao-vivo). Hammer Battalion é o nome da nova obra, e foi lançada oficialmente em meados de Junho desse ano.
O álbum é muito bom, todo com seus pontos altos e médios - porém sequer um ruim. Certamente é fruto de toda experiência de Johnny Hedlund e companhia, cuja união está quase intacta, possuindo apenas um membro não-original. A porradaria começa com uma das melhores - se não a melhor - faixas do álbum, a empolgante "The Greatest Of All Lies", dotada de bases velozes, guitarras poderosas e tudo de bom que faz uma grande música. No decorrer do disco, vamos percebendo solos extraordinários como o de "Entering The Hall Of Slain", riffs muito trabalhados como o de "Carved In Stone", uma bela intro em "Warriors of Midgard". Poderia finalizar com "Home Of The Brave" - mais uma que quebra tudo para terminar o álbum em grande estilo. A única coisa desnecessária e feia foi usar a mesma intro vocal na primeira faixa e na "Black Horizon". Creio que Johnny sequer gravou outro grito, pois ambos soam idênticos, bem de boa. Tirando isso, tudo muito recomendado.
Para quem é fã do death mais old-school, esse é um ótimo álbum, ainda mais levando em consideração a produção moderna. É para curtir a "velharia" soando mais produzida. Ótimo disco para agradar a todos os tipos de fãs dentro do estilo, também, sem exceção. Download.

Asian Dub Foundation - Community Music


Pra quem acha a revolução musical é feito através do Rock, nunca ouviu falar do coletivo Asian Dub Foundation, a mistura entre dub, punk, funk, dancehall, Bollywood, world music, e usam as batidas e-music (breakbeat) para destilar todos os letras polêmicas de política.
Formado na Inglaterra, o conjunto é um coletivo multi-étnico, com decendentes dos mais diversos locais do globo (Asian? Oi?), e que se uniram com ideal de fazer música para se expressar, atitude Punk? atitude Hip-Hop? Simplesmente atitude.
A mistura de ritmos também surge essa idéia, misturando sons do oriente com leste europeu, mais vocais rap, fazem do sonoridade um atrativo tão grande quanto a sua posição política e suas ações, anti capitalista, mas não da forma planfetária e clichê, de maneira inteligente e engajada.
Community Music foi o disco que botou o ADF no mapa, lançado em 2000, por um selo de música eletrônica, FFRR, subsidiária da London. O leque de influências e de temas aberto nesse disco é imenso, das guitarras punk até grooves dançantes, do reggae dub sossegado até batidas de breakbeat alucinadas, revisitando capítulos da história, e te chamando para a dança da luta contra a injustiça, instigando a auto-defesa e auto-consciência, provando que a música eltrônica pode fazer muito mais que dança.
Além de Clash e Public Enemy, ainda existem bandas que lutam pela diferença, e fazem música de qualidade, ao contrário da "falação" de outros (leia-se U2). Download.

terça-feira, julho 22, 2008

Biosphere - Cirque


Cirque... Primeiramente, questionei a mim mesmo se isso seria um circo ou algo similar. Vindo do Biosphere, seria bem provável que não fosse, e, de fato, não é. Cirque (que significa circo em francês) geograficamente falando é um "vale" formado em frente a uma montanha de gelo, por motivos de erosão. Após ler isso, fica evidente que este trabalho possui forte ligação com o clima polar. Aí está o início da obra!
O álbum foi inspirado em um pedaço da história da vida de Christopher McCandless, um americano que decidiu trocar sua vida já formada (tinha dinheiro, casa, graduou em universidade) por uma vida selvagem e nômade, vivendo sozinho e retirado. Antes de fazer isso, doou 24 mil dólares a uma instituição de caridade e alegou que não agüentava mais a sociedade materialista da época. Sua história é longa. O álbum é inspirado na parte em que ele isolou-se no Alaska, em meio ao gelo, sem muitos equipamentos e comida. Esse período foi extremamente complicado, e notamos certas referências nos títulos das músicas. Christopher morreu dentro de um resto de ônibus, não muito longe do Alaska, em uma floresta, na qual alguns caçadores de alce encontraram um pedido de socorro escrito na porta do resto do ônibus. Nele estava escrito algo como "estou aleijado, continuem me procurando", entre outras frases - mas tudo isso pode ter sido alucinação, pois o corpo encontrava-se dentro de um saco de dormir e a causa da morte foi dada como fome (há rumores também de que ele possa ter comido frutos venenosos, sem saber). A música que fecha o álbum é a referência mais explícita ao caso: "Too Fragile To Walk On".
Além de possuir essa história inspiradora (que inspirou também um escritor, cujo livro inspirou um filme com a atuação de Sean Penn), Cirque é, sem dúvidas, um dos mais relaxantes
e trabalhados álbuns do Biosphere. Ele soa como um resgate a certas características dos primeiros discos com a continuação dos trabalhos mais recentes. Isso quer dizer que há baterias ou batidas, mas bem camufladas. As atmosferas existem em enorme grau, os samples vocais (creio que a maioria esteja em francês) dão um toque a mais... Bom, os trabalhos de Jensen realmente possuem um plus, totalmente difícil de explicar, mas que você perceberá ao escutar outros artistas considerados do estilo.
Biosphere, com absoluta certeza, tornou-se um artista muito original com o passar dos anos, fato esse que resultou em parcerias com The Higher Intelligence Agency, Pete Namlook, entre outros músicos. Sem se desviar de Cirque, escute "Iberia Eterea" e sinta o frio eletrônico, com um incrível sax de jazz ao fundo, o qual é somado a baterias do mesmo estilo, com o passar dos minutos. Se isso não for o suficiente, "Moistened & Dried" parece uma caverna de gelo sendo derretida. E as outras músicas? Todas boas, todas com suas particularidades, todas agradáveis.
Escute com fones, num volume pouco mais que médio, e perceba a riqueza de elementos.
Cirque: Uma viagem ártica de 47 minutos! Biosphere: Música viva. Download.

segunda-feira, julho 21, 2008

Descendents - I Don't Wanna Grow Up

Depois do mito Milo Goes To College, Aukerman e sua turma voltam neste trabalho, datado de 1985. Eu, sinceramente, fiquei uns 3 ou 4 dias pensando exatamente que tipo de coisa eu escreveria aqui. Depois de muito pensar, eu decidi que vou simplesmente escrever o que me vem na cabeça.
Ok, direto ao ponto então. Este CD é, sem dúvida alguma, o melhor CD da historia do planeta Terra. Forcei a barra? Não, para um fan de carteirinha de Descendents, eu realmente não peguei pesado. Se eles tivessem parado no MGTC eles seriam apenas uma banda fudida de punk/hardcore, que dividiu águas numa época em que tudo andava na mesmice para a cena. Acontece que no I Don’t Wanna Grow Up, Milo e Bill mostram todo o seu espírito teenager, com composições belíssimas e melodias realmente extraordinárias. A tracklist é uma seqüência de clássicos que eu nem saberia por onde começar a falar qualquer coisa. Entre outros, as musicas falam de garotas, sexo, existência e comportamento, perfeito, tudo o que a dupla sabe fazer de melhor.
Outra coisa interessante de ser analisada neste álbum é a atitude de Milo perante o mundo da musica como um todo, mostrando sua ira com rockstars e atitudes poser. Milo sempre falou em suas entrevistas que o Descendents é uma banda que não segue modismos e não prega nada, eles apenas tocam punk rock do jeito que gostam e estão pouco se fudendo para o que a critica vai achar.
Acho que já perdi o fio da meada. Falando rapidamente das musicas, “Silly Girl” e “Good Good Things” são as mais belas musicas que eu já ouvi na vida. Do lado mais punk (por assim dizer) do álbum contamos com “Descendents”, “Rockstar”, “No FB” e “My World”, esta última passa exatamente o que Milo passou (presumo eu) durante sua vida adolescente, sempre se fudendo e tomando no cu. “I Don’t Wanna Grow Up” conta com um baixo bem catchy e vocais aloprados, que deixam transparecer bem a ira de Milo peranta a sociedade e sua vontade de ser um eterno adolescente.
Baixe, ponha para tocar o cd do começo ao fim, sem pular nada, abra uma pagina com as letras e acompanhe cada uma delas e descubra porquê Aukerman/Stevenson é melhor que Lennon/McCartney.
Download.

Echobrain - Echobrain

Mudando um pouco a linha de postagens, vou colocar algo um pouco mais desconhecido... Echobrain é uma das bandas que Jason Newsted participou depois de sair do Metallica.
As referências à banda anterior dele podem parar por aí, pois isso aqui não lembra em nada o Metallica. Um rock muito bem executado, com um vocal muito bom - me faz lembrar do Chris Cornell no Soundgarden e também de Screeming Trees.
O som é difícil de definir, pois cada faixa tem seu espírito particular. O que posso dizer é que as músicas conseguem aquilo que eu acho que é o mais difícil de se fazer com música. Fazer algo bom, que grude na cabeça das pessoas (pra não dizer "pop"), mas que ao mesmo tempo, seja algo musicalmente bom, sem soar vendido ou gratuíto.
Coisa boa de ouvir mesmo... tanto pra se ouvir sozinho no quarto, ou colocar no carro pra sua namorada ouvir, por exemplo. A melhor música é com certeza a que abre o cd, "Colder World", com uma guitarra que remete a um clima meio southern a la Lynyrd Skynyrd. "Keep Me Alive" particularmente me lembra muito de Soundgarden, enquanto "Spoonfed" parece ter saído de um cd do Stone Temple Pilots. "Ghosts" por sua vez lembra muito o Radiohead. Como eu disse, cada música traz um espírito, então é um álbum que com certeza agradará a diversos ouvidos.
"SuckerPunch" é cantada pelo Josh Homme, do Queens of the Stone Age? Não? Pois pelo menos no começo parecia... detalhe: essa música tem participação do Kirk Hammet... mas não julgue errado. Como eu disse, e vou repetir, as referências ao Metallica podem parar por aí... Download.

Spineshank - Self-Destructive Pattern


O curto - porém notável - período de sucesso do Spineshank certamente está relacionado ao modo como a banda iniciou. Altamente influenciados pelo Demanufacture, do Fear Factory, os rapazes ficaram amigos de Dino Cazares e o mesmo lhes ofereceu um show de abertura. Feito isso, tocaram com mais algumas grandes bandas (como a de Danzig), e despertaram enorme interesse de vários selos, acabando por fechar com a Road Runner. Um grande incentivo inicial, concordam?
O primeiro álbum foi Strictly Diesel, do qual não me recordo claramente, mas não possui atrativos, pelo que me resta na mente. The Height Of Calousness foi o segundo, elevando as influências industriais do anterior, e, finalmente, Self-Destructive Pattern foi o terceiro e último, aliviando no industrial e incrementando elementos mais comerciais.
O disco é muito bom, apesar de alguns refrãos serem bem apelativos. Conferimos poucos, mas inteligentes efeitos eletrônicos, estruturas variadas, diversas influências de metal (tanto de death quanto do "new"), vocais gritados ou limpos e etc. Uma fórmula bem comum em bandas como Crossbreed e Static-X, todavia executada com certas particularidades. Recomendo os sons "Slavery" (geralmente veloz, empolgante e uma das mais trabalhadinhas) e "Fallback" (tem um riff simples e marcante, apesar de lembrar algo do ADTR).
Para fãs de um som moderno, com influências de metal industrial e bastante alternância entre gritaria e vocais suaves. Download.

sábado, julho 19, 2008

Mystified - Altered Signals


Thomas Park é um americano de Saint Louis, Missouri, muito ligado à música obscura em sua forma mais bela: Dark ambient. Não apenas isso: Thomas também é muito ligado a outros sub-gêneros, como noise e drone, e freqüentemente é encontrado escutando novas bandas ou artistas, bem como incentivando outras pessoas (como eu, por exemplo) a se aventurar nestes
estilos de música. Confesso que não levei muita fé no início, mas tentei e ando criando uns sons bem influenciados.
O Mystified é seu projeto principal. Primeiramente, sinto-me na obrigação de falar de uma das atitudes de Thomas e do selo Dark Winter, os quais andam lançando álbuns assim como as grandes gravadoras (com capas, encartes e tudo registrado - vide Exit), porém deixam os mesmos liberados para download, inclusive no próprio site do selo. É uma atitude respeitável, admirável e que deveria ser seguida por mais pessoas.
Altered Signals é o mais recente álbum, lançado há poucos meses atrás. Incrível como podemos perceber músicas diferentes com bases semelhantes! "Altered Signals" é cheia de uns sons estranhos e repetitivos, algo como uma chuva de ferro sem peso (?!?!), somada a uma atmosfera densa e sombria no fundo. "Bell Cloud" segue na mesma tendência, mas sem soar tensa, e sim como algo aterrorizante e tranqüilizante ao mesmo tempo. Se acreditasse em aliens, diria que as vozes em "Vocal Tremors" seriam deles. "Octavepus" é angustiante! Imagine ver alguém correndo em câmera lenta. Conseguiu? Converta isso em áudio! A atmosfera lenta que se acelera perceptivelmente passa uma sensação de agonia, mas nada como encará-la! Agora, o grande momento! Mais de meia-hora em "Science of Change" pode tanto lhe fazer dormir como refletir, em uma progressão absurdamente lenta.
Se você tem um bom ouvido, entenderá perfeitamente o ideal do álbum e do artista! Download.

sexta-feira, julho 18, 2008

Raein & Funeral Diner - Split


Raein é uma banda italiana de screamo - o real, não o moderno. A quem não sabe, esse é um estilo de emocore (do verdadeiro) caracterizado por ser mais gritado, rápido (algumas bandas até utilizam blast-beats e elementos comuns de power-violence, o que resulta no estilo emo-violence...), e, em quase todos os casos, caóticos. Alguns membros da La Quiete também já foram dessa banda. Começaram a lançar lá por 2002 e param em 2005, mas, no fim do ano passado, anunciaram a volta. Nesse split participam com duas músicas, "This Life My Cage" e "On Air", ambas bem na proposta típica do screamo, que é misturar as melodias com as caoticagens, a lentidão com a velocidade, e por aí vai.
Funeral Diner é uma banda americana, da Califórnia, a qual teve uma "vida" extrema (acabou no ano passado). Durante todos os anos de existência (desde 1998), tocaram tanto com bandas de hard e grindcore como com bandas de post-rock. Talvez porque seu som seja mais ou menos assim, misturando tudo que há de bom entre esses estilos: Melodias mais suaves do que o comum, algumas vezes com pausas e quebradas típicas de bandas do gênero post-rock (lembra algo do Explosions In The Sky), sujeira e peso similares às das antigas bandas de hardcore, e etc. Foram, possivelmente, a mais ativa banda do estilo nos EUA. No split aparecem apenas com um som, mas que já é o suficiente para animar o ouvinte a querer mais, em seus quase 6 minutos de duração e viagem musical.
Ótimo split para conhecer as bandas e o estilo. E caso você já conhece e também aprecie Daïtro, vai de cabeça. Download.

Infected Malignity - Re:Bel


Os japas do Infected Malignity tinham tudo para construir uma carreira de sucesso entre os fãs do mais bruto, podre e rápido death metal.
Há um cd deles chamado The Malignity Born From Despair que é uma pérola! Exorbitante de tão encorpado, com uma produção bem viva, na cara, vocais sem pausa (bem slamming), riffs abafados e demais elementos de brutal death. É um CD de apavorar os caras do Hate Eternal e do Krisiun! Só que, poucos anos depois - ano passado, para ser mais preciso-, jogaram tudo por água abaixo. Re:Bel é o motivo.
Adição de melodias, vocais compreensíveis, músicas mais longas e demais elementos que fazem uma banda normal, ou, no pior dos casos, sem graça. Se assim fosse o início, sem stress. Mas como eles já tinham algo firme, bom... Dispensa comentários. Como eles causaram um forte impacto com o álbum, esse EP soa decepcionante! Tão ruim que me recuso a falar mais do mesmo. Quer baixar? À vontade! Apenas faço esse post com a intenção de ressaltar o CD, pois esse, sim, é um material a ser conferido! Já esse EPzinho aqui... Pff! Triste. Download.