sexta-feira, junho 29, 2007

Bombshell Rocks - Cityrats & Alleycats


Desde a estréia com o Street Art Gallery, sempre tocando um punk rock audível, empolgante e memorável, não demorou muito para que o BsR lançasse seu segundo full-lenght (o ep Underground Radio não conta) para provar que muitas pedras ainda iriam rolar.
Começando com "21st Century Riot" e terminando com "20 Days", a banda mostra seguir a mesma linha do álbum anterior, porém com uma pegada mais veloz e alguns riffs e refrãos mais marcantes. As provas disso estão em "Tonight I'm Burning" (com uma intro dotada de um riff muito marcante, daqueles que você escuta uma vez e o lance não sai da cabeça, aliás, até a minha banda faz cover, porque a pegada desse som é fantástica), "Seen It All" (que refrão! Minha banda faz cover de tanto que curtimos) e "The Wakeup Call" (mais um riff marcante). Claro que os outros sons não deixam a desejar! No fundo prefiro o Street Art Gallery, mas curto bastante esse aqui também.
Como no álbum anterior, o impacto foi tão grande na cena européia que eles voltaram a fazer turnês não só por lá, mas também pelos EUA com bandas como The Offsspring e Millencolin.
Após isso, 2 anos de silêncio foram quebrados de maneira leve, porque a banda lançou From Here And On, o álbum mais melódico e o que mostra o lado mais light da banda. Não que seja ruim, todavia dou preferência aos álbuns mais energéticos, como esse aqui.
Bombshell Rocks realmente é muito tri, curto muito! Você também ou não conhece? Seja lá qual for a resposta, baixe clicando aqui.

quinta-feira, junho 28, 2007

Nic Endo - Cold Metal Perfection


Nic Endo, ex-integrante do Atari Teenage Riot, entrou na banda durante a turnê de 1997 e ficou até o triste final em 2001. Para quem não sabe, Nic foi a responsável por transformar o ATR na banda mais furiosa a misturar o techno underground com o hardcore/metal no álbum 60 Second Wipeout, em 1999. Esse álbum realmente é algo muito potente, com batidas eletrônicas de deixar seu vizinho que curte jovem pan cair duro no chão e tudo mais... Portanto, não preciso repetir o que já foi dito, e sim entrar na questão do trabalho solo de Nic Endo; mas, só pra enfatizar mais uma vez, nunca ouvi banda alguma elevar a música eletrônica a tais níveis.
Logo que a banda dissolveu-se, todos os membros foram fazer carreira solo. Nenhum alcançou musicalmente e popularmente o mesmo nível que o ATR, mas Nic Endo destaca-se por ter recebido certo reconhecimento a mais que os outros. Ela lançou 3 álbuns solos, e esse é o terceiro. Cold Metal Perfection foi eleito um dos 20 melhores álbuns alternativos de 2001 pela "Alternative Press" (não sei o que é isso). O som aqui em questão não remete à loucura desenfreada do ATR, mas sim a um clima mais experimental, sombrio, "videogamezado", etc... Algo não muito empolgante nem surpreendente, porém diferente. Não curti muito, todavia achei legal compartilhar com vocês porque, sem dúvidas, sei que alguém curtirá.
Filha de mãe japonesa e pai alemão, nasceu nos EUA e, alguns anos depois, mudou-se para a Alemanha.
Algum tempo depois de ter esse álbum lançado, trabalhou na produção do álbum solo de Alec Empire (ex-vocalista do ATR) e a parceria dura até os dias de hoje, porém num certo silêncio.
A pintura no rosto e marca registrada de Nic significa "resistência" na simbologia japonesa.
Download.

Kyuss - Welcome To Sky Valley

Terceiro disco do Kyuss e o primeiro a ser lançado por uma gravadora major, neste caso, a Elektra. Também foi marcado pela saída do baxisita Nick Olivieri, que saiu pra formar o Mondo Generator, e ficou bem famoso aqui no Brasil, quando se apresentava com o Queens Of The Stone Age no Rock In Rio III, subiu no palco peladão e logo depois foi levado pra delegacia, que deu lugar pra Scot Reeder e o último disco do baterista Brant Bjork, que largou fora pra formar outra grande banda do gênero, o Fu Manchu.
Esse contrato com a Elektra veio depois que a banda lançou o clássico Blues For The Red Sun, o álbum que marcou a carreira da banda e levou o stoner rock um pouco pro mainstream nos anos 90. Então com o contrato na mão, a banda resolveu mudar um pouco a fórmula, não só da banda, mas a forma convencional de se lançar um disco. Gravaram 10 músicas e lançaram em apenas 4, todas com mais de 15 minutos, com exceção da última, que é uma faixa escondida. Um tempo depois perguntaram para o até então baixista da banda, Josh Homme sobre este lançamento, e ele disse que fizeram isso só para ser um inferno para os CD-Players. Realmente, é bem estranho escutá-lo desta maneira, por isso foi lançado algumas versões com as 10 músicas separadas na Europa, e essa a versão que eu estou disponibilizando.
O som é o stoner de sempre, melodias viajadas, ritmos Sabbáticos, guitarras sujas e cozinha pesada e bem marcada. A idéia de postar o Kyuss veio quando alguém nos perguntou sobre os Queens Of The Stone Age que haviam sido apagados, pois para mim as bixonas da idade da pedra são uns bostas e fazem um som podre, Kyuss é o verdadeiro ovo do Colombo.
Pra baixar? clica na capa e curta um som afude pra valer!

quarta-feira, junho 27, 2007

Cult Of Luna - Somewhere Along The Highway


Vem da Suécia essa banda que consegue mixar diversos estilos sem transforma-los em "água e óleo".
Cult Of Luna (lindo nome, não?) toca um tipo de som que não existe há muito tempo, porém que já começa a ganhar certa popularidade, inclusive aqui no blog, porque, recentemente, eu e o Lipe viramos fãs de Isis. O que é esse estilo ninguém sabe dizer ao certo, mas muitos arriscam: "Progressive Doom Metal", "Sludge Metal", "Atmospheric Metal", e vai... vai... vai e cada vez mais os caras vão aperfeiçoando o som e se afastando dos rótulos. De certa maneira, pode ser um "doom progressivo", porque algumas músicas passam um clima bem sombrio e assustador, longo, cadenciado e que muda bastante no seu decorrer. Pode ser algo "atmosféricos", aliás, pode não; É! O som tem uma atmosfera muuuuiiito doida, algo de deixar o ouvinte chapado. No final das contas, é acima de rótulo e, talvez por isso, eu prezo muito.
Somewhere Along The Highway, de 2006, é, até o presente momento, o último álbum lançado pela banda. Começaram a carreira em meados de 1999 e esse álbum é o 4º. Existe um fato curioso que o rodeia: Após o lançamento, a banda regravou a música "Marching To The Hearbeats" e lançou-a no myspace com o nome de "Heartbeats". Após alguma semanas, foi removida para verem se a mesma sobreviveria em algum programa de compartilhamento. Segundo o tecladista Anders Teglund, isso foi um golpe contra a indústria fonográfica conservadora.
Segundo a crítica especializada, o Cult of Luna vem, pouco a pouco e juntamente com o Isis, revolucionando a cena musical contemporânea. Concordo com eles. Há muito tempo diversas bandas juntam agressividade com harmonia nos seus sons, mas nunca alguém fez dessa forma.
Extremamente preocupados em passar uma mensagem no som, os rapazes falam sobre os perigos do mundo globalizado e também dos direitos dos animais, sendo que 3 membros são vegetarianos. Algumas mensagens "ocultas" mostram que a banda possui também um pensamento um tanto quanto anárquico. Corram atrás das letras, de preferência as do primeiro álbum, que vocês entenderão. Quanto ao som, não precisa correr atrás. Tá aqui, ó: Download.
Trabalho realmente muito lindo e apavorante.

terça-feira, junho 26, 2007

Silent Drive - Love Is Worth It


Não sei se temos visitantes e/ou leitores que gostem de post-hc ou emocore (o verdadeiro), mas, se temos, esse CD aqui é um belo presente a todos eles, porque Silent Drive é A banda, apesar de ser desconhecida, e uma das poucas que me agradam dentro deste estilo.
Criada em Massachussets, Estados Unidos, por gente que já estava na cena hardcore/metal há muito tempo, entretanto com planos diferentes, pois, acredite se quiser, o som do Silent Drive absorve diversas influências, entretanto não beira o extremo destes dois estilos em momento algum. Porra, como vou explicar isso? É pesadinho e leve ao mesmo tempo, algo que não precisa utilizar a força brusca para chegar a tais níveis. É algo não tão pesado a ponto dos ouvidos da sua querida mãe regurgitar e nem algo leve a ponto da sua irmã virar fã número 1 da banda!
Conheci jogando Burnout 3, pois há um som deles incluso na trilha sonora. Este som chama-se "4/16" e é, sem dúvidas, uma das melhores da banda. É algo que começa relativamente calmo e, quando você menos espera, o peso estrondoso e veloz entra, guiado pelos gritos agoniados do vocalista Zach Jordan. Esse é o som de abertura desse CD também. Os demais sons, como era de se esperar após essa intro, vão mantendo a linha que me surpreendeu, pois não soam maçantes nem repetitivos, e sim variados e agradáveis de escutar. Vocês podem achar até estranho um cara como eu, que vive postando quase só metal extremo aqui, curtir uma banda assim, por isso eu digo de boa a todos vocês: Existe música boa e ruim, músicas para determinadas horas e músicas para todas as horas. Silent Drive faz música boa, tem sons para determinadas horas e outros para todas as horas.
Segundo fontes confiáveis, a banda deve entrar (se já não entrou) em estúdio esse ano para gravar um novo CD. Resta aguardar curtindo esse lindo Love Is Worth It.
Curiosidade: Esse disco foi produzido por Bill Stevenson, membro da clássica banda de hardcore Descendents. Não por coincidência, o material é extremamente dotado de uma gravação excelente e sem erros.
Download.

The Locust - Plagues Soundscapes

Falar de Locust não é uma tarefa muito dificíl, o dificíl mesmo é escutar. Olhando aí do lado, na capa, já dá uma prévia do que te espera, caso baixe esse disco. Em metáfora, esse disco seria como "Uma banda vinda do hospício".
Formado em 94, em San Diego, Califórnia, o Locust é a banda que até hoje mais me surpreendeu pela sua proposta musical, ou melhor, o seu caos musical. O Locust é um quarteto que faz um som nada normal e nada estruturado, é um synth-noise-rock-punk-hardcore-crust, entende?
São quatro animais vestidos de gafanhotos, que com uma batera, um guitarra, um baixo e um teclado podem ser o seu pior pesadelo. Músicas rápidas, ríspidas, sem muita ordem e "ritmos" quebrados, guitarra e baixo bases e um teclado extremamente destacado. Muito da loucura é baseado no teclado, que os caras tiram cada som que é de se espantar, aliado à um vocal esguelado compõe músicas de, na maioria delas, menos de 1 minuto e um álbum de 23 "músicas".
Plagues Soundscapes é o primeiro disco mesmo da banda, lançado em 2003 pela ANTI-, selo da Epitaph, que lança artista mais alternativos. Anteriormente já lançaram uma porrada de EPs, Splits (Inclusive com o Melt Banana) e uma variedade de LPs. Foi com este disco que eu conheçi a banda e pra mim, até hoje, é a maior loucura musical que existe, esses rapazes certamente devem ter problemas mentais, dá uma olhada nos nomes das músicas: "Anything Jesus Does I Can Do Better" ou "Priest With the Sexually Transmitted Disease, Get Out of My Bed". Apesar de parecerem músicas bestas, as letras são sérias, são sátiras da cultura americana, da política e da sexualidade, e isso fez com que a banda conseguisse uma ótima reputação no cenário noise e uma péssima imagem com a sociedade e a indústria musica, exatamente como eles queriam.
Enfim, se tu tá afim de curtir esse "Inferno na Terra", clica nessa linda capa e preparesse para ter uma para cardíaca.

segunda-feira, junho 25, 2007

Nile - In Their Darkened Shrines


Como Nile é bom demais, não dou folga e aqui está mais um clássico deles para vocês desfrutarem de uma excelente aula de música e cultura.
In Their Darkened Shrines, lançado em 2002, é um (se não o mais) dos mais perfeitos trabalhos que já tive o prazer de conhecer e escutar. Numa mistura muito expressiva entre death metal brutal e técnico com cultura egípcia e elementos de música oriental, o Nile é uma banda que se destaca entre as milhares de outras que existem no gênero.
Contando com músicos dotados de uma originalidade única para compor músicas e letras, a banda é liderada pelo grande Karl Sanders, um dos melhores guitarristas do mundo! É normal você não ter lido muito sobre ele, pois a mídia só dá destaque a esses guitarristas de bandas que - na modesta opinião deste que lhe escreve -, no fundo, só sabem fritar escalas e servem para fazer propagandinha das marcas que anunciam na mesma revista que elege os tops. Karl Sanders, além de extrair linhas técnicas e um tanto quanto progressivas, consegue executar solos e criar riffs que remetem a um clima totalmente épico, e não me pergunte como ele consegue. E não é só isso, ele possui um tipo de afinação única, algo totalmente perceptível em todos os discos do Nile. Para surpreender mais, tem um trabalho solo lançado que é todo feito à base de violões, cítaras e alguma coisa de guitarra, algo muito lindo e que deve ser conferido por qualquer fã de música, pois é realmente um trabalho magnífico. O nome? Saurian Meditation. Ah, já ia me esquecendo... Ele também toca teclado e faz umas passagens cabreiras, algo de arrepiar os cabelos do braço ou dar um frio na espinha dorsal. George Kollias, o baterista, é um dos mais rápidos e ágeis do mundo, dando uma encorpada violenta no som. Nesse cd aqui em questão, o peso da bateria é surpreendente! Tão surpreendente que, nos trabalhos seguintes, eles deram uma abaixada no volume. Dallas, o outro guitarrista, não é do mesmo nível que Karl, entretanto é excelente também. Para fechar o time, o baixista Joey Pane fica na responsabilidade para conseguir segurar esses outros mestres.
Novamente eu repito: Me nego, jamais citarei destaques, porque esse CD é inteiramente excelente! Raridade, viu? Mas devo ressaltar um fato: As últimas quatro músicas são faixas ligadas, isso mesmo, um trabalho conceitual dividido em 4 partes e levando o nome do disco.
Não bastasse isso tudo em mãos, no encarte existe uma espécie de explicação para cada letra que, caso alguém ainda não se tocou, aborda os temas relacionados ao Egito Antigo, passando por religião, mitos e fatos históricos.
Após essa pérola, a banda manteve-se em silêncio por três anos. Em 2005, lançaram Annihilation Of The Wicked, outro grande álbum, mas não me agrada tanto quanto esse. Este ano, a banda lançará Ithyphallic, outro grande CD que está pau a pau com esse aqui. Sim, você leu bem: "Lançará", mas o CD já vazou na net e você pode ler o review e baixa-lo clicando sobre o hiperlink. É complicado resenhar Nile, pois cada vez que está se escutando um álbum, o pensamento é: "Esse é o melhor!" Ae você escuta outro deles e "Não, esse é o melhor". Mas, no momento, In Their Darkened Shrines é o melhor e fim de papo. xP
Surpreendente, ótimo e único. Nile é exceção, meus caros!
Download.

Minutemen - Double Nickels On The Dime

Se há alguém aqui que nos acompanha faz tempo, provavelmente vai lembrar, que ano passado foi postado o primeiro disco do Minutemen, e nunca mais haviado postado nada, então numa falta do que postar, começei a revirar meus arquivos, e lembrei que eu não havia postado esse álbum "putz, seu babaca, tá na hora de pôr ele então, hein ô..."
Então, Double Nickels On The Dime é um álbum com um combinação bem diversa, de Punk com Funk, rock setentista, instrumentação acústica e até Jazz, na mandeira Minutemen de se fazer tudo isso. Pra quem não sabe, o Minutemen foi uma das bandas mais importantes para o Hardcore no início dos anos 80 nos EUA e também para o nascimento do rock alternativo, assim como os colegas de selo Hüsker Dü e Meat Puppets.
A banda surgiu no ano de 1980 com o power trio D.Boon nas guitarras, Mike Watt no baixo e George Hurley na batera, e gravaram seu primeiro disco The Punch Line, em 81, altamente influênciados por bandas como Wire e Pop Group, misturado com Bob Dylan e Creedence com a velocidade e punch do Punk Rock. Em 83, eles já haviam lançado o segundo disco e estavam preparando material para o terceiro disco, foi quando descobriram que seus colegas do Hüsker Dü estavam planejando lançar um disco conceitual e duplo, chamado Zen Arcade, e isso era um ato de extrema audáçia, imagine, uma banda de punk lançando um disco duplo?
Foi o suficiente para a banda resolver gravar mais um pouco de material e poder lançar também seu álbum duplo pela SST. Em maio de 84 o disco já estava gravado e numa sessão apenas a banda remixou tudo e pelo custo de R$1.000, estava produzido o terceiro disco do Minutemen que viraria uma lenda na música. Com 40 e tantas músicas a banda resolveu dividir elas como o Pink Floyd fez com o Ummagumma, cada um escolhia suas músicas, mas já que eram um trio, a quarta parte, foi posto o "resto" do material como "Chaff", em português, o debulho, de plantação.
Aclamados pela crítica especializada como um dos maiores disco dos anos 80, Double Nickels On The Dime traz vários clássicos como "History Lesson Part II", "Jesus and Tequila", "Political Song For Michael Jackson To Sing", "June 16th", "This Ain't No Picnic" (Primeira e única música da banda a ter um clipe) e claro, "Corona", que é a mais música mais conheçida do trio de San Pedro, a tal "Música de abertura do Jackass". Enfim, um puta discão, atolado de músicas fudidas, clica na capa e confere.

sábado, junho 23, 2007

Brodequin - Methods Of Execution


Matadouro sonoro de Knoxville, Estados Unidos. Formado em 1998 pelos irmãos Mike (guitarra) e Jamie Bailey(baixo/vocais), os caras têm, até o momento, 3 cd's lançados.
Executando um som caracterizado por linhas extremamente retas (não existe pausa alguma para tomar fôlego!), gravação desleixada propositalmente, guturais profundos com tonalidade de porco (entretanto o vocalista não fica só fazendo "bree-bree") e guitarras na velocidade da luz, bem como um baterista muito pedreiro que consegue incrivelmente acompanhar tudo isso para formar uma parede sonora! O único fato estranho é que o som só fica pesado mesmo quando o batera manda uma virada nos tons. Gravação assim nunca havia escutado, fato, no mínimo, curioso.
É altamente notável que a banda é fã de temas relacionados à tortura nas diversas épocas da humanidade. O nome Brodequin, segundo os irmãos Baylei, significa um instrumento de tortura usado na Idade Média, que consistia em algo como amarrar as pernas da vítima e começar a martela-las até os ossos saltarem fora da pele. Todas as linhas são nessa linha, mas quase nunca as mesmas têm ligação com a época na qual estamos vivendo, pois tudo é basicamente baseado em casos reais da Idade Média. Jamie tem diploma de História, e isso facilita muito na hora de compor, segundo o próprio.
Entre os outros materiais, temos Instruments Of Torture como mais um trabalho curioso.
Então, meus caros, tá aqui mais um CD matador, recomendado pra quem gosta de velocidade e peso do começo ao fim, tudo muito brutal e "sem frescura"!
Download.

sexta-feira, junho 22, 2007

Krisiun - Conquerors Of Armageddon


Krisiun é aquela banda que me dá motivos a mais para escuta-la. Além de serem uma das maiores e melhores bandas de brutal death de todos os tempos, eles ainda são do Rio Grande do Sul (terra minha e do Lipe), e sempre fazem questão de levar a bandeira do nosso estado para os países estrangeiros nos quais tocam, tais como Escandinávia, Suécia, Alemanha, etc., honrando e mostrando ao mundo não só o nosso Estado, mas também o país como um todo, que possui outras excelentes bandas.
Conquerors Of Armageddon é o terceiro full-lenght da banda, lançado em 2000, não levando em consideração o split Curse Of The Evil One e o EP Ummerciful Order. Foi e ainda é um álbum de importância extrema na carreira, tanto que muitos fãs consideram-o como o melhor e mais matador de todos. Por parte da mídia especializada, a banda sempre recebeu diversos elogios desde seu primeiro CD, o macabro Black Force Domain, mas a banda ganhou enorme reconhecimento mundial apenas com esse álbum. Para melhorar, no álbum seguinte, Ageless Venomous, os rapazes ganharam o prêmio de "melhor cd de metal" de uma revista especializada no assunto. Mas por que só com Conquerors Of Armageddon que a banda explodiu mesmo? Meu caro, esse álbum é tão bom que até quem não curte o som deles admite que é algo muito bem feito. Riffs de guitarras rápidos e empolgantes, bem como os solos apocalípticos de Moyses Kolesne deixam o ouvinte atordoado, aí entra a batera mega rápida do seu irmão Max Kolesne que tem aqueles bumbos no estilho "metralhadora" que quase nunca pára e depois o vocal gutural de Alex Camargo (que também é irmão deles, mas utiliza o sobrenome da mãe) e seu contra-baixo técnico e rápido como a guitarra. "O que? É um power trio?" Sim, com apenas 3 membros na banda os caras reduzem diversas bandas à poeira, como os 9 palhaços do Slipknot, por exemplo! Todos os sons destroem, não tenho como destacar algo em especial, mas o refrão de "Conquerors Of Armageddon" é brutal demais! "Kill, Kill, Lord Jesus Christ!". Blasfêmia pura!
Atualmente, após o lançamento de Assassination, a banda encontra-se em estado de descanso após ter feito uma turnê na Europa, ao lado do Immolation, e alguns shows aqui no Brasil.
Download dessa brutalidade pura e sem sentimentos benignos: Aqui.

quinta-feira, junho 21, 2007

Nile - Ithyphallic


"Novo álbum do Nile. Como era de se esperar, material pesado, épico, trabalhadíssimo e com uma face única!"
O trecho acima serviria perfeitamente de propaganda em uma revista, mas o Nile não merece só isso; não no nosso blog. É o típico caso que não merece um resumo, pois é de uma grandeza incalculável, todavia podem ser escritas diversas linhas que, mesmo assim, não será o bastante para deixar 100% explícito o que a banda é capaz de fazer.
Muitos podem achar que estou exagerando. Não, não estou. Nile é desumano! Karl Sanders, além de dominar completamente a guitarra e o vocal, sabe como dar alma aos sons, usando e abusando de elementos orientais que são somados às linhas de bateria extremamente técnicas e rápidas de George Kollias que passam por mais uma fusão, dessa vez com o contra-baixo gravezão e cabreiro do monstro Joey Pane e mais guitarras de Dallas Toler-Wade.
Me recuso a redigir detalhadamente o que cada faixa nos apresenta, pois - acreditem, meus caros - iria ficar um texto gigante e saturado, culpa da riqueza que os caras utilizaram para compor esse álbum. Todas as faixas são boas, não há uma ruim ou uma meia-boca, todas estão beirando a perfeição.
Ithyphallic mostra o Nile num clima que remete a algo parecido com as raízes do grupo. O peso e a sujeira estão surpreendentemente maiores que no CD anterior, outra pérola matadora chamada de Annihilation Of The Wicked, e as músicas prendem mais ainda à audição, deixando no ar uma das questões mais difíceis de responder quando o assunto é Nile: Seria esse o melhor álbum da banda? Segundo os próprios membros, sim. Vou ficar calado. Quando escuto o In Their Darkened Shrines, sempre penso que é o melhor. Aí começo a escutar esse e penso "não, esse ficou melhor!", mas o processo vai mudando sempre.
Só mais uma coisa: "The Infinity Of Stone" merece atenção especial pois é uma faixa instrumental no melhor estilo do projeto solo do Karl Sanders, aquele CD de música egípcia que esteve aqui há certo tempo, o Saurian Meditation.
Baixe clicando aqui e aprecie o melhor álbum do ano empatado tecnicamente com o The Apostasy, do Behemoth.

Bad Religion - New Maps Of Hell

2007 está sendo realmente, um bom ano para a música, especialmente para o rock, vários lançamentos de ótimas bandas de deixar nós de queixo caído, e pra não ser diferente, o Bad Religion resolveu fazer a mesma coisa, com o seu novíssimo New Maps Of Hell, e é com o maior orgulho que compartilho esse baita trabalho com vocês.
Esse é o décimo quarto disco da banda, sucessor do disco The Empire Strikes First de 2005. Há muito tempo a banda vinha anunciando esse disco, com previsão de lançamento para a metade de 2006, passando para o iníco de 2007 e agora, vazando na internet no meio de 2007, mas vai ser lançado oficialmente no mês que vem, na Nova Zelândia, Europa, Estados Unidos e Canadá, vamos ver se sai uma versão nacional, assim como The Process Of Belief, quem tem um lindo encarte, coisa de primeira, nem parece com os outros cds comparando com as americanos.
Fazia tempo que eu não ouvia um Bad Religion tão cheio de raiva assim, até parece aquela energia do How Could Hell Be Any Worse, mas claro, com uma produção bem melhor e no estilo punk rock clássico do Bad Religion, com músicas rápidas, refrões e back vocals de arrepiar e ótimas melodias. As letras, como de costume, são extremamente politizadas e parece que nesse álbum, Greg Graffin e Mr. Brett se puxaram de mais para fazer as letras serem mais críticas que o normal, disparando críticas para todo o lado, e principalmente par ao governo americano, alvo preferido da maioria dos artistas.
Enfim, é um disco muito bom, não pensei que eles consegueriam fazer um disco tão afude, as músicas estão realmente bem gravadas e não muitas inovações no som, é o som clássico do Bad Religio, e isso garante o disco. Desde que eu baixei, não paro de escutar, e se você curte a banda, provavelmente vai fazer o mesmo. Clica aí na capa e baixa o cd, e escute porradas como "Heroes & Martyrs" ou "Dearly Beloved".

quarta-feira, junho 20, 2007

Vandals - Hitler Bad, Vandals Good

Formado em 1980, na praia de Huntington, na Califórnia, pelo vocalista Stevo e o guitarrista Ackerman, e um line-up sempre com constantes troca, até acharem o baterista Joe Escalante e o baixista Steve Human, que foi a formação que começou que gravou os primeiros trabalhos.
Fazendo alguns shows, a banda começou ganhar mais atenção como as bandas da mesma cena, como o TSOL, Bad Religion, Social Distortion e Suicidal Tendencies, a foram a primeira banda a ser contratada pelo selo Epitaph, do Mr. Brett do Bad Religion. Lançaram um EP e caíram fora pra arrumarem outra gravadora e tal.
Apesar de virem da mesma localidade das outra banda, os Vandals faziam as músicas um pouco diferente, não no som, mas nas letras. A cena do Punk Californiano nessa época era basicamente de protesto, contra política, governo, igreja e burguesia e os Vandals iam na contra mão disso, com letras humorísticas e sarcásticas, mas com o som muito parecido: Rápido e barulhento. Nessa época eles foram convidados e aceitaram para aparecer em uma cena no filme Suburbia (Ótimo filme pra quem curte, história de punk, com show de TSOL e D.I.) tocando uma música em um show. Isso foi em 84, ano de mudança pra banda, quando o vocalista original deixa a banda e entra o vocalista mais famoso: Dave Quackenbsuh.
Algum tempo depois, a banda ainda perdeu o baixista, e o então baterista e único membro original, Joe Escalante foi para o baixo e quem entrou na batera foi Josh Freese, figura conheçida entre os bateristas, trabalhou com inúmeras bandas, como Devo, A Perfect Circle, Nine Inch Nails, Rob Zombie, Ween, entre muitos outros.
Essa foi a formação que ficou famosa, com a explosão do "Pop" Punk na metade da década passada, os Vandals foram creditados como um dos criadores do estilo e isso fez que uma galera corresse atrás da banda. Foi exatamente nessa época que eu conheci a banda, eu era fã de Offspring (Ainda tenho todos os CDs deles) e um amigo meu comprou esse disco, que é o mais famoso da banda, e nós escutavamos ele muito, muito mesmo e justamente por isso que tô postando ele, pra lembrar dos tempos passados e por ser um grande fã do Punk Californiano.
Esse disco é de 98, e já mostra uma banda bem diferente daquela dos anos 80, com bem mais melodia, ritmos diferentes e de produção bem melhor, porém, sempre com as letra babacas, que caracterizam a banda.
É isso aí, se ta afim de conferir, clica na capa, e se quizerem algum dos discos mais velhos da banda, é só pedir nos comentários que eu disponibilizo aqui.

terça-feira, junho 19, 2007

Tomahawk - Anonymous

Exatamente hoje, 19 de Junho, é o dia de lançamento do último disco do Tomahawk, projeto de Duane Denison, Ex-Jesus Lizard, com Mike Patton, e John Stanier, do Helmet, e o primeiro disco sem o baixista inicial, Kevin Rutmanis. Esse cd já vazou na net faz algumas semanas, porém, eu esperei para postar especialmente hoje, no dia do lançamento dele e também, para dar o tempo de eu escutá-lo com tempo e tentar entender o que esse malucos tentaram fazer nesse disco.
Para o pessoal fã de Faith No More, como eu, de todos os projetos do Patton, o que mais se assemelhava vom o Fenemê era o Tomahawk, principalmente a época do King For A Day, e até então, de todas as bandas que ele tinha entrado, essa era a banda mais acessível, auditivamente falando (Ao lado do Peeping Tom, é claro). Mas há uma diferença, pois esta banda, não é o Patton, quem manda na jogada, ele é apenas o dono da gravadora e faz papel coadjuvante, nos vocais, pois toda a parte criativa, fica a cargo de Duane, o insano. O cara teve que fazer um trabalho imenso para ter material pra este disco, pois queria algo que tivesse a cara da cultura indígena americano, de onde surge o nome e da banda, e para isso, trabalhou com Hank Williams III, e fez inúmeras pesquisas sobre a cultura, e principalmente a música indígena, pois não haviam bandas nativas que tocassem o som nativo mesmo, e sim um country-blues ou new age.
E essa é a grande diferença desse disco para os outros dois, Duane e Stanier trabalharam juntos e gravaram toda a parte instrumental e Patton, gravou em San Francisco os vocais. São 13 sons bem cabreiros, meio ambientais e osbcuros, músicas erudtitas, de forma agressiva, insana e pertubadora, e muito diferente do que a banda já fez. Na primeira audição, pensei: "Porra! Que que os caras fizeram?", mas depois de mais algumas escutadas, eu vi que a proposta de música é bem outra, e alguns fóruns, já li fãd dizendo que esse é o melhor disco. Bom, eu não um disco tão do caralho pra matar o primeiro da banda, mas é com certeza um trabalho curioso e bem feito, merece uma ouvida. E pra fazer isso, basta clicar na capa.

Bloodlined Calligraphy - Ypsilanti


Essa é mais uma banda que eu compartilho com gosto!
Primeiro porque o nosso amigo Ernesto sugeriu que fosse postado; segundo porque é muito boa e merece ser conhecida por um número maior de pessoas.
Vinda de Michigan, Estados Unidos, a banda toca uma fusão do hardcore de NY com um metal bem pesadão, resultando num metalcore violento e - o mais surpreendente - sustentado por uma vocalista que possui um timbre agressivo e grave, deixando muito marmanjo com voz de marica, quase no mesmo estilo do Walls Of Jericho, só que com mais peso ainda!!! É, maluco, isso aqui não é brincadeira! Você TEM que ouvir essa banda.
Ypsilanti é o quarto material da banda, lançado em 2006. Não é considerado o melhor material deles, mas é indiscutivelmente um trabalho muito bom. Com guitarras sujas, baixo mega grave, bateria com uma sonoridade esmagadora e os vocais matadores de Ally French, esse CD aqui me agradou em cheio! Existe uma pegada muito boa também, alternando em usar as bases lentas do hardcore `moderno´ ou as rápidas do `antigo´, sem esquecer, é claro, quando existem passagens bem trabalhadinhas no melhor estilo do metal. Por isso, se há aqui algum indivíduo que diz que isso aqui é "hardcore puro" e não é "metalcore" nem a pau, pois "metalcore tem aqueles refrãos emo", vá se ferrar e procure estudar mais música.
Atualmente, após a departura de Ally French e do baterista Matt Carter, a banda conta com Ellen Hofman no vocal e Robbie Coran nas baterias. Provavelmente, devem estar compondo algo para lançar no ano que vem e estremecer novamente a cena local via Facedown Records.
Download? É só clicar aqui.

segunda-feira, junho 18, 2007

Emeth - Reticulated


Uma banda formada por excelentes músicos que estavam insatisfeitos com suas bandas anteriores.
A princípio, o Emeth era apenas um projeto, mas, como os músicos perceberam que os materiais criados estavam soando muito acima da média, decidiram transforma-lo em uma banda séria.
Vindo da Bélgica, este quinteto toca um metal extremamente técnico e progressivo, mas sem – o que é o melhor de tudo – soar maçante ou irritante aos ouvidos.
Logo que arranjaram um line-up fixo, começaram a compor mais músicas e a fazer diversos shows por países como Suíça, República Tcheca, Holanda, Bélgica e Luxemburgo. Com essa experiência adquirida somada ao envolvimento entre os membros, Emeth começou a tocar um som caracterizado por vocais rasgados (entretanto soam bem únicos; talento do vocalista), guitarras marcantes e bateria completamente versátil, reunindo diversas influências como um "jazz acelerado ao cubo" (escute "Karmic Impediment" para entender).
Não demorou muito para que a banda despertasse a atenção de um selo e lançasse um CD, pois foi o que aconteceu em 2003 quando o álbum Insidious foi lançado.
Mas o que importa aqui hoje é essa porrada chamada Reticulated, CD matador, surpreendente, muito bem feito e viciante. Claro que tudo depende do seu gosto, no caso estou expondo aqui a minha opinião, mas lhe garanto algumas coisas: Se você curte sons compostos por músicas que são de execução complicada; andamento progressivo; tempo quebrado; arranjos inesperados; vocais insanos; gravação excelente e diversos outros adjetivos positivos, você certamente curtirá o Emeth.
Link.

domingo, junho 17, 2007

Sublime Cadaveric Decomposition - Inventory Of Fixtures


Da chiquérrima França vem o Sublime Cadaveric Decomposition, bem na contramão das tendências de moda do finíssimo país.
Os caras começaram a carreira em 1996 e estão na ativa até os dias de hoje, contando com a ajuda do selo "Bizarre Leprous Production", que lançou esse álbum aqui, nesse mesmo ano de 2007.
Os caras têm uma porrada de splits lançados, alguns com nomes até bem famosos, como os italianos do Cripple Bastards. De CD’s, os caras têm 3 full-lenghts, e, nos 2 anteriores a esse, o estilo era algo como "Brutal Speed Death/Goregrind", mas, nos dias de hoje, é um Punk/Goregrind sem muito peso, mas com bastante sujeira e velocidade (mas nada caricato e exagerado também, tudo nos conformes).
A banda sempre disse à mídia que não possui letras, ou seja, tudo é à base do improviso. Nos primeiros álbuns, nem títulos as músicas tinham; hoje, as músicas têm nomes, mas apenas gritos desorientados, guturais ou no melhor estilo punk! >:D
Contando com ex-membros de diversas bandas, incluindo o Soilwork e o clássico Aborted, Sublime Cadaveric Decomposition é aquele som pra curtir em volume altíssimo e ganhar uns xingos da mãe que está acostumada a curtir - no máximo dos máximos - um Rolling Stones (digo isso por experiência própria).
Descargar ficheiro.

sábado, junho 16, 2007

Isis - Oceanic


Escutava em alto e bom som o Leviathan, do Mastodon, quando decidi abrir a janelinha do Last.FM, como de costume, para ver aquele tradicional lance de info sobre a banda. Nunca tinha reparado muito nos "artistas parecidos" (até porque, em alguns casos, é cada coisa sem ligação que aparece...), mas um lindo nome me chamou a atenção. Qual? Isis.
Decidi correr atrás de material da banda e baixei uma música no eMule. Haviam várias opções, mas escolhi "Maritime" por ser um belo nome e imaginar que a banda poderia fazer um som atmosférico, ambiente ou algo do gênero. Para a minha surpresa, a música era apenas instrumental, nada a ver com o Mastodon, porém excelente, simples e viciante. Galera, esse som é muito lindo! Lindo mesmo! Viciei nela. É basicamente um som simples e repetitivo, mas a melodia é tão agradável que não enjoa.
Decidi baixar o CD completo, no caso esse Oceanic, para tirar uma conclusão mais "geral" sobre a banda. Para minha surpresa novamente, ao escutar a primeira faixa, a bela "The Beginning and the End", percebi que realmente a banda tem certa ligação com o Mastodon, e essa ligação está nos vocais. O som começa bem light, sem muito peso e etc, até que o vocal entra. É surpreendente que os caras colocam um puta vocal agressivo sobre bases de guitarras não muito pesadas e uns teclados meio ocultos para criar um certo clima.
Para a minha felicidade, a semelhança com outras bandas está apenas no vocal, porque o Isis - pelo que escutei e li - é uma banda com um estilo próprio, algo totalmente acima de rótulos, aquela banda que você só entende ouvindo e não consegue encaixar em nenhum rótulo. "Ambient Atmospheric Sludge"? "Progressive Drone Doom Metal"? "Post-metal"? Nunca tinha ouvido falar em 'coisas' do gênero, mas é +/- assim que algumas pessoas tentam classificar o som deles. Desnecessário, pois o talento desses caras está acima de qualquer rótulo gigantesco e absurdo, absolutamente por ser um som tão absurdo quanto esses rótulos. Não é nada impossível de executar, nem o som mais surpreendente do mundo, mas é algo que não haviam feito antes; e o melhor: Soa muito bem.
Músicas longas (geralmente mais de 6 minutos até aprox. 10), melodias marcantes, viciantes e repetitivas, estrutura arrastada, vocais agressivos e a capacidade de passar emoções através de lindas notas. Isso é Isis, um som para quem tem paciência e tempo para viajar através de ondas sonoras. Eu tive várias lembranças remotas ao escutar algumas melodias da já citada primeira faixa e imaginei lindas cenas ao som da também já citada "Maritime".
Baixe e viaje você também por esse imenso oceano sonoro.

sexta-feira, junho 15, 2007

Motörhead - Bomber

Fazia um bom tempo, mas bom tempo mesmo que o Motörhead não dava mais as caras por aqui. Atendendo vários pedidos e botando coisas mais underground, ou alternativas, como preferir, o rock clássico ficou meio de lado por um tempo, e é exatamente por isso que tô postando Bomber, outro disco da coleção de clássicos do Motörhead.
Pra quem não sabe, a banda foi formado em 75, em Londres, e pouco tempo depois, em 79, conseguiram uma façanha heróica: Não só lançaram dois discos, lançaram dois clássicos absolutos do Rock que todo o fã da banda deve ter: Overkill e Bomber. Até hoje eu me pergunto como eles conseguiram isso? Talvez pois era a época em que a banda estava mais em evidência, já estavam com maturidade e ao mesmo tempo, tinham todo o gás e Lemmy com uma vasta experiência, de alguém que já trabalhou com Hendrix e Hawkwind, além de contarem com a formação mais afude da banda, com Lemmy na voz e no baixo, Phil "Philty Animal" na batera e "Fast" Eddie na guitarra, um verdadeiro POWER trio.
Overkill saiu em Maio e o Bomber em Outubro e não me impressiona como os dois discos, no mesmo ano conseguiram ótimas vendas, vendo que esses dois são compostos basicamente de clássicos. Overkill é meu disco preferido, e foi o primeiro álbum a ser postado aqui, e isso já faz quase um ano, e pra lêr mais sobre ele, vai no post dele, pois agora é a vez do Bomber. É o seguinte, logo que tu dá o play, já é pra matar o véio, nada mais que "Dead Man Tell No Tales", que emenda com "Lawman", outra música fodona, uma crítica feroz à polícia. Também há "Poison", que para mim é a melhor música do disco, que tem um ritmo forte, refrão marcante e uma letra revoltante, mas que não fica muito atrás pra faixa que leva o nome do disco, "Bomber", pois aquele riff inicial é pra quebrar tudo, ritmo alucinante de mais, não tem como ficar parado, sem contar todas as outras músicas, que são do velho estilo Motörhead de se fazer Rock'n'Roll. É o tipo de som que não envelheçe, sempre vai ter alguém conheçendo a banda e pirando no som desses tios louco.
O que eu tenho pra dizer, é que você não conheçe esse cd, ou até mesmo a banda, clica na capa correndo e baixa LOGO! Pois tá perdendo um disco que como já milhares de vezes, eu falei: É FODA.

See You Next Tuesday - Parasite


Mããeã~ãã~eã~eããããeeee!!!
Instrumental mega insano (no melhor estilo mathcore) somado a riffs do NYHC, vocais death metal, letras humorísticas e pornográficas com mais uns arranjos esquisitos bem experimentais. "Que diabos é isso?" Filho, como eu vou saber? Só sei que esse é o estilo do See You Next Tuesday, banda americana de Michigan que diz tocar "brutal grind para pessoas brutais".
Vocais rasgadões nas partes rápidas e guturais profundos nos breakdowns, guitarras viajando em escalas cabreiras e técnicas, bateria frenética e um baixo que faz um puta sustento (isso se você tiver um rádio que reproduza bem os graves, caso contrário...). Inovador também, sem dúvidas. Poucas bandas que começam a fazer um som brutal assim com esses arranjos experimentais que ora soam como o Super Mario pulando na cabeça do Bowser ora como umas máquinas de lavar com problemas técnicos. O humor, sem dúvidas, dá um algo a mais, pois é difícil não rir com títulos como "Baby, You Make Me Wish I Had Three Hands" (Baby, você me fez desejar ter três mãos) ou "How To Survive A Vicious Cock Fight" (Como sobreviver a uma luta de pintos viciantes)! >:D
Fato curioso: No Last. FM, existe uma tag para o See You Next Tuesday que se destaca: "Music i listen to when i'm beating-up a bitch!". Não entendeu? Ok, segue a tradução: "Música que eu escuto quando estou detonando uma puta!".
Preciso dizer mais algo? Baixa logo, rapá!