segunda-feira, abril 07, 2008

Earth - Earth 2: Especial Low-Frquency Version & Phase 3: Thrones And Dominions

Earth 2: Especial Low-Frequency Version

  Sempre que se fala de som de Seattle, não é nem preciso falar do que a cabeça, porém de toda aquela leva de bandas que faziam aquele som barulhento, convencionado por Grunge, muitas atrás ficaram de lado, por não estar no mesmo padrão, se é que podemos dizer que há um padrão para o "grunge".
  Onde eu quero chegar com essa papagaiada toda? O local de surgimento dessa banda e como se comportavam em um cenário totalmente hypado, fazendo um som nada convencional.
   Sim, o Earth é proveniente de Washington, mais exatamente na cidade de Olympia, cidade mais o sul de Seattle. Considerada como banda-de-um-homem-só, Dylan Carlson é o idealizador, membro fundador, integrante fixo, produtor, responsável pelas melodias e rumo da banda, e mais alguma função de livre escolha.
  Formado exatamente no ano de 1990, o Earth era um trio, fortemente influenciado pelo Black Sabbath e as experimentações dos conterrâneos,e amigos, Melvins, fugindo da estrutura guitarra-bateria-baixo; a banda tocava com duas guitarras e sintetizador, e foi um dos resposáveis do que ficou conhecido como Drone, uma das subdivisões do Doom (para quem gosta de rótulos, isso é interessante).
  Após se mudarem para a cidade de Seattle, houve a primeira mudança e um integrante notável se juntou a banda, Joe Preston, que logo saiu para se juntar aos Melvins (e mais atualmente participou do Sunn O)))High On Fire), deixando Carlson e Harwell para gravar o primeiro disco da banda, com apenas guitarra e baixo, fizeram este disco, Earth 2, um marco para a música Doom, conseguiram fazer um som que nunca tinha sido ouvido antes.
   Apenas com dois instrumentos, a banda conseguiu encher 73 minutos de uma massa sonora totalmente densa com riffs lentos e ultra distorcidos, pegando todo o experimentalismo que artistas haviam desonvolvidos na música ambiente, Earth 2 é considerado um álbum visionário, dado a audácia da dupla; fazer um disco com apenas 3 "músicas", sem nada de vocais, riffs repetitivos e massantes e algumas batidas de fundo que alguns insistem em chamar de bateria, fez o molde pra muita gente que entraria no ramo mais tarde (vide o nome da segunda música: "Teeths Of Lions Rules The Divine", é o nome de um supergrupo Drone Doom, com integrantes do Sunn, Electric Wizard, Cathedral e Iron Monkey).


Phase 3: Thrones And Dominions

  Hoje em dia, o primeiro disco do Earth é considerado um marco na música experimental, uma obra a ser superada, sempre é citado com fervor, porém em 93, em meio a Nirvanas e Soundgardens, o selo SubPop, ícone da "geração Grunge" não gostou nenhum um pouco do que viu, e ouviu, naquele disco e em questão mercadológicas, estava longe do que eles esperavam. Por mais que o Hype era música alternativa, o Earth estava muito mais longe do que o ouvinte convencional estaria apto para ouvir.
  Foi com esta situação, de tentar fazer um som, o mínimo que fosse, mais acessível que o Earth entrou em estúdio no mesmo ano, de 93 para a gravação do próximo disco. Dado os problemas com a gravadora, a impaciência por um modelo mais vendável, troca de integrantes, adição de outros integrantes, entre outras desavenças, em 95, finalmente o segundo disco é lançado: Phase 3: Thrones And Dominions.
  Guitarras mais limpas (para se ter uma idéia do que era a distorção da banda, pois o Grunge é conhecido pela distorção), melodias mais assimiláveis em conjunto com músicas mais curtas: Uma idéia boa para quem gostaria de encontrar um público maior, e para ser encontrado por aqueles que estavam garinpando bandas mais escondidas dentro do cenário de Seattle. Pena que não deu muito certo no sentido ecônomico da coisa, pois resquícios de experimentalismo ficaram em várias músicas, além de muita brincadeira com a música ambiente aliado os riffs monolíticos, não foi o suficiente para se entregarem para o público que esperava por mais uma banda de Seattle.
  Agora, sem olharmos para o lado ecônomico e apenas direcionarmos o olhar para a música deste disco, dentro da primeira fase da banda, antes de entrarem em hiato, é o melhor disco para iniciação, pois traz muito do Drone metálico e pesado e arrastado do início, mas já tem algum apelo mais popular, que dominou o sucessor a esse: Pentastar: In The Style Of Demons, e que poderia até ser confundido com outros discos da época. Cansados de arrumarem confusão com a banda e a decadência do grunge, a banda perdeu o contrato com a gravadora, e assim anunciou o fim das atividades, por tempo indeterminado, porém esta história continua, mas eu falo em um outro post especial.

quinta-feira, abril 03, 2008

Socialmente Incorreto - Socialmente Incorreto


Vem da conturbada cidade de Foz do Iguaçu, Paraná, essa banda de hardcore que gosta de letras nuas e cruas, ou seja, letras bem “na cara” do ouvinte!
Detonando um som bem simples e genérico, - todavia bem empolgante - a banda chega ao seu primeiro CD após 5 anos de existência e esforço.
A começar pela capa, já podemos entender. A quem não sabe ou não compreendeu, a ilustração representa um menino cruzando a fronteira entre Brasil e Paraguai de uma maneira ilegal (por baixo da ponte). Músicas como “Guerra na Fronteira” abordam bem este assunto. A própria intro deste som, que apresenta um diálogo entre o “chefia” e o “comprador”, destaca a triste realidade do cotidiano, tudo com muitos tiros e barulhos de carros ao fundo. Outra que é um belo exemplo de violência lírica é a faixa que leva o nome do álbum e da banda. “Socialmente Incorreto” fala sobre a repressão da prefeitura aos que se opõem a ela, também do fato de não haver fronteiras com a música e que muitos dos delitos cometidos pela maioria são feitos por necessidade, não por gosto.
Como dá para perceber, o forte da Socialmente Incorreto são as letras, não muito a música em si. Contudo, “Ninguém se Move” empolga bastante, bem como “Luto Porque Acredito”. Meu conselho – se é que posso dar – à banda: Empenhem-se um pouco mais no instrumental, pois o resto está excelente.
Confira esta banda!

Links:
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E-mail
para contato/compra do CD.

quarta-feira, abril 02, 2008

Dying Fetus - Stop At Nothing


Dying Fetus é um bom exemplo de banda cuja técnica e brutalidade são exorbitantes. É um som que prova aos descrentes que existe, sim, bandas inteligentes no estilo, tanto musicalmente como liricamente falando. Fato que existem bandas que fazem um som sem nexo somado a letras inúteis e que estão dentro do estilo death metal, mas é preciso saber separar.
Stop At Nothing foi lançado três anos depois do Destroy The Opposition, já nos mostrando a banda bem mais evoluída. Eles já faziam um som excepcional antes, mas aqui definitivamente ficou mais técnico, brutal, surpreendente e empolgante. Por conseqüência, também prende mais à audição. Se você ainda não conhece, tente imaginar uma banda tocando um som com uma bela mistura de death metal (vocais guturais; bateria com blast beat), hardcore (versos com bases de guitarras simples, geralmente em power chords; bateria característica do estilo; letras) e math metal/core (arranjos absurdos e repentinos; caoticagem técnica; estruturas fora do padrão). Difícil, realmente bem difícil descrever assim. O melhor de tudo é que existe um bom equilíbrio, com cada estilo tendo pinceladas discretas no seu decorrer. No final, acaba sendo exorbitante, como foi dito, mas não soa forçado. Escute Beneath The Massacre - é uma das bandas mais técnicas do mundo, mas enjoa rápido; Dying Fetus não! Para comprovar o que digo, escute "One Shot, One Kill".
Se gostar, escute também o mais recente álbum War Of Attrition. Não é tão bom como esse, mas indiscutivelmente possui qualidades. E não deixe de escutar Misery Index, outra ótima banda que possui ex-membros do DF na formação.
Download.

terça-feira, abril 01, 2008

Lamb Of God - Ashes Of The Wake


Ashes Of The Wake: Uma evolução na música do Lamb of God. Alguns motivos: Os dois guitarristas trabalharam como uma verdadeira dupla, ficando ambos destacados e fazendo coisas que realmente só podem ser feitas por uma dupla. A produção ficou bem mais limpa e rigorosa, sem erro algum. O vocal ficou gritando de uma maneira compreensível, de uma forma que você pode entender a letra. E é justamente por isso que eu prefiro os antigos.
Pegue, por exemplo, o New American Gospel. É um álbum completamente largado, numa veia bem mais hardcore, com vocais incompreensíveis e com tudo muito sujo.
É estranho, mas cada caso é um caso. Algumas bandas mudam para melhor, outras para pior. E o bom é que sempre vai ter alguém para curtir os dois lados da moeda. Como eu não gostei desse álbum, mas sei que outros gostarão, está disponível para download. Onde? Aqui.

Pennywise - Reason To Believe

 É isso mesmo macacada, o nosso querido grupo americano, Pennywise está nos presenteando com mais um disco, novinho em folha e pronto pra te tirar da cadeira.
 Reason To Believe surgiu antes mesmo da banda saber: na gravação de seu penúltimo disco, The Fuse, sobraram milhares de músicas escritas que podiam até fazer um cd duplo, mas isso não era bem o que a banda queria. Mais um tempo em turnê e algum tempo sem fazer shows, diz o guitarrista Fletcher que a banda estava com mais ou menos 60 músicas, e iam gastar o tempo para discutir quais que iriam para o disco, apenas 14.
  Em Outubro do ano passado começaram as gravações que acabaram numa atitude nova para a banda, aquela que todas as bandas que se prezam estão fazendo: Liberaram o álbum para download gratuito em seu Myspace (e quem tiver conta lá, ainda pode  conseguir). Apenas com essa jogadinha simples, os downloads superam a espectativa da banda, e já está em numeros absurdos, fora outros links (como os nossos) divulgando mais um ótimo disco, e se equiparando ao destruidor Land Of The Free? (no sentido de divulgação, e não musical).
 Assim como fez o Bad Religion (com New Maps Of Hell) ano passado, a sonoridade não traz novidades para os fãs ou para o estilo, mas ao mesmo tempo, é altamente bem gravado, ótima produção e energia de sobra, é tacar o disco no volume máximo e sair socando as paredes. Quanto ao quesito letras, acho que a capa já deixa bem clara a idéia, continuando esse trabalho sócio-político que começou a ser bem explorado após a morte de JMT.

segunda-feira, março 31, 2008

Vomitory - Primal Massacre


Vomitory é uma banda de death metal oriunda da Suécia. Segundo os próprios membros, possui forte influência de Sodom, Venom, Slayer e Napalm Death. Surgiram no final de 1989, na mesma época que nasci, ou seja, eles têm 18 anos de estrada.
Sete álbuns são os frutos de todos esses anos, sendo que o mais recente é de 2007. Primal Massacre, de 2004, é o sexto da carreira. A sonoridade desse álbum entra em contradição com as palavras da banda, já que não há nenhum traço notável de influência alguma das bandas citadas acima. O que encontramos aqui é um death metal mais carregado de sujeira do que de peso, viariando bastante de faixa a faixa no quesito velocidade, ora marcante ora igual a milhares de outras bandas, e nessa linha segue. Como não conheço outro álbum além desse, peço a quem conheça que indique outro que possa ser melhor.
"Primal Massacre", "Stray Bullet Kill" e "Retaliation" são os petardos do álbum. Em suma, não há músicas ruins, mas a maioria fica na média ou um pouco além. Para resumir bruscamente, dá para dizer que é um álbum legal de conferir, mas nada essencial. Atendendo ao pedido...
Download.

Jerry's Kids - Is This My World?


  Já é de costume associar sempre a costa oeste americana com o surgimento do Hardcore Americano, e não é por menos, inumeras bandas vêm a cabeça, como Black Flag, Circle Jerks e Bad Religion, e assim esconde outras relíquias que a terra do Tio Sam tinha para apresentar durante os anos 80.
  O Jerry's Kids começou justamente com essa mentalidade, sua primeira gravação foi em 82, na "famosa" coletânea This Is Boston Not LA, ao lado de outros nomes da cena hardcore de Boston, do calibre de Gang Green e The Freeze, que executavam um som mais raivoso que o "convencional", algo que lembra muito o Poison Idea, de Oregon.
 Is This My World? foi o primeiro disco, propriamente dito, que saiu um ano depois, em 83, pelo selo X-Claim, que foi fundado pelo guitarrista do SSD, mas que não pertencia a ninguém (isto é ser punk!) e que existe até hoje, mas sem funcionamento. Esse é um daqueles tesouros secretos que o Hardcore Americano tem para oferecer, muita velocidade, vocais ríspidos e letras de protesto, com gravação porca e produção mínima, um "luxo".
   Nesse disco, a banda já havia mudada a formação: o guitarrista Dave Aronson e o vocalista Bryan Jones, saem da banda, deixando espaço para Ricky Jones (irmão de Bryan) assumir o vocal e continuar no baixo e passam a tocar em quarteto, com Chris Doherty (do Gang Green) nas guitarras. Mais tarde, com a onda do Crossover, a banda começou também a se meter com o Metal, o que não é algo ruim, mas esse é um registro do puro Hardcore, em sua forma bruta, escuta "Break The Mold" e "Vietnam Syndrome" e tenta ficar parado: Não há como, filha da puta!

sexta-feira, março 28, 2008

EC8OR - World Beaters


EC8OR (com a pronúncia inglesa de "Ecator") é uma dupla alemã cujo som pode ser descrito como digital hardcore. Para variar, é mais uma banda que se envolveu com o selo de Alec Empire e que possui grande semelhança com o Atari Teenage Riot. De fato, quase todas as bandas lembram a criadora do estilo. Prova disso são as que já deram as caras aqui. Quer outro exemplo? Lolita Storm. Sem querer desviar do assunto, eu sei que existem outras bandas de digital hardcore que não lembram muito o ATR (Ambassador 21, por exemplo), mas com a postura e sonoridade deles, lhes digo que a maioria das bandas realmente lembram.
World Beaters é um dos 5 álbuns que a dupla lançou entre o ano de 1995 (época em que surgiu) até 1999. A sonoridade é suja, experimental e até caricata. Pegamos, por exemplo, os vocais de Gina. Parecem-se com aqueles de desenhos animados japoneses, bem de boa. É um CD legal, mas não há nenhum toque extra, nenhuma música que empolga muito. Espero que seja apenas nesse álbum, pois não conheço os outros.
Hoje em dia, cada um dos membros está envolvido com seus projetos. A última apresentação do grupo foi em 2005. Pelo que li, não possuem mais contrato com a Digital Hardcore Recording, justamente por algumas tretas ideológicas com o senhor Alec.
Repetindo: Legal de conferir, mas nada excepcional.
Download.

ATUALIZAÇÃO:
- Reupado o disco Beneath The Shadows, do T.S.O.L.

Garage Fuzz - Turn The Page.. The Season Is Changing

"Abril de 1991. Ensaiávamos em um quarto pequeno e quente na cidade de Santos, escutando Hüsker Dü, Celibate Rifles e The Saints. Era o início de uma banda que, com duas semanas e meia de existência, já faria sua primeira apresentação ao vivo."

É quase sempre com esse texto que a parte da biografia da banda é completa nos poucos sites que tratam da banda, entretanto, só essa parte da influência,   já nos dá uma idéia bem paupável do que se trata, quando ainda não se escutou o trabalho dos magrões lá de Santos.
Sendo hoje, uma das mais importantes bandas de Punk-Rock/Hardcore (como preferir) nacional, são uma das poucas que continuaram vivas após 15 anos na vida independente. Com som característico e inconfundível, de um punk-rock mais guiado pelas guitarras, influência de guitar-bands anos 90, muita energia e melodia pra fuder, se encaixam nos mais diversos rótulos; desde skate punk até emo/post-hc, passando por hardcore melodico, mas como "todo mundo" diz: "O que importa é a música", então vão se fuder.
 Turn The Page... foi o segundo disco que a banda gravou, isso, lá em 99, pela Onefoot Records (o primeiro disco foi lançado pela multinacional Roadrunner). Nesse disco, a música é mais direcionada para o Post-HC e o emo de bandas seminais como Embrace e Fugazi. Falando em Fugazi, neste mesmo ano, o Garage dividiu palco com eles, além de outras bandas internacionais, algo como Sick Of It All, Shelter e Down By Law, entre outras. Que tal?
  Hoje, esse disco é uma raridade, assim como o primeiro disco da banda (Relax In Your Favorite Chair), e não existe mais nenhum site que tenha esses discos para venda, por isso que resolvi fazer uma exceção, e disponibilizar o disco, para mostrar um ótimo trabalho, nacional, para ajudar e divulgar muito mais, para aqueles infelizes que ainda não conhecem. Abaixo, vai o link do Trama Virtual, onde tem o lance do Download Pago, que a cada música baixada, a banda ganha uns centavos, então, se gostou do som e quiser mais algumas, tu também vai ta ajudando a banda.

Links:
Site Oficial (atualmente fora do ar)

ATUALIZAÇÃO:
-Reupado o novíssimo disco do R.E.M., chamado Accelerate (2008).

quinta-feira, março 27, 2008

Buried Yesterday - Only Salvation For Us


Buried Yesterday é uma banda bem nova, vinda de Curitiba, Paraná, - por sinal, a cena anda forte por lá! - que toca um som bem massa na linha de death metal melódico e bruto ao mesmo tempo com traços de hardcore da cena de NY.
Completando seu primeiro ano de vida nesse mês, a banda já tem certo reconhecimento (merecido, convenhamos) e lançou esse EP. Podemos caracterizar a sonoridade como algo bem parecido de bandas gringas à la The Black Dahlia Murder e Job For A Cowboy, e até com algum toque bem parecido de Avenged Sevenfold (na passagem limpa, principalmente). E antes que alguém fale algo, vale a pena ressaltar que isso é plenamente normal em bandas novas, pois apenas o tempo dá a liberdade aos músicos de crescer e achar o caminho próprio. Francamente, os guris têm talento para isso, sim! Resta aguardar. Mesmo assim, as músicas são boas e empolgam bastante! Encontramos belos trabalhos de guitarras em dupla, bateria com pedal duplo comendo, baixo gravezão soterrando tudo nos breakdowns e vocais extremamente rasgados e/ou guturais profundos. A fórmula é excelente, falae?!
E quem mora em SP terá a chance de ver os rapazes e outras bandas um dia antes do show do Black Dahlia Murder. Por falar nisso, dizem que a banda tem uma performance de palco bem explosiva, mas, pelo que vi no youtube, não dá para perceber tanto assim. Os vídeos são meio escuros, mas beleza...
Por se tratar de uma banda nacional, não teria o link para download, como todos aqui devem saber; mas, porém, todavia, de qualquer maneira, a própria banda disponibilizou tudo para download e você pode conferir clicando aqui.

Links:
Comunidade no orkut.
Fotolog.
Myspace.

quarta-feira, março 26, 2008

Meat Puppets - Forbidden Places

  Todo mundo sabe que o início dos anos 90, foram os "anos dourados" do Rock Alternativo. Bandas underground recém nacidas apareciam para o mundo e as mais importantes, que vinham desde uma década anterior fazendo história, começaram a ganhar mais atenção.
Como boa parte das bandas do selo SST, os Puppets se entregaram para uma gravadora major, mas nem tão capitalista assim como Sony e afins - a escolihda foi a London Records, que é até mais desconhecida que selos indies como SubPop ou Touch and Go (eu ainda acredito que eles assinaram com eles, pois o ZZ Top, ídolos dos irmãos Kirkwood, lançavam discos pela London)
O Primeiro disco foi este, Forbidden Places, lançado em 91, um cd bem massa, com o estilo clássico da banda, que não perde nada para alguns discos da fase SST (muito melhor que o antecessor - Monsters, de 89).
  Enquanto a banda ganhou "fama", sendo convidado para tocar ao lado de Cobain e cia, no seu acústico, tocando três músicas ("Oh Me", "Lake Of Fire" e "Plateau") do clássico Meat Puppets II, em termos de venda e popularidade, esse disquinho foi meio desastrazo e passou em branco. Hoje está até fora de catálogo e dificílimo de achar, exatamente por isso que foi feito pedido dele. 

Retturn - Sounds Of An Empty Gun


Está aí um belo exemplo de música boa e, infelizmente, desconhecida. Apesar de estarem há mais de uma década na estrada, os paulistas da banda Retturn são minusculamente conhecidos - pelo menos aqui no Brasil. Mesmo sendo este o terceiro CD da banda.
O que eu tenho a dizer: Isso mudará, sem dúvidas, pois a qualidade deste álbum está nas alturas e em todos os quesitos. A começar pelas composições, que só podem ser frutos de mentes que passaram a adolescência curtindo Pantera e Sepultura. Depois, pelas letras que são um exemplo de tapa na cara, na veia do verdadeiro hardcore. Por fim, a produção que deixou tudo com uma sonoridade muito boa, valorizando todos os instrumentos da banda e deixando com muito ênfase as alternâncias vocais, que passam de um limpo agressivo a berros agonizados. Tudo muito acima da média e empolgando em todas as faixas!
Fiquei realmente impressionado com esse álbum! É mais uma das provas que temos bandas que não deixam nada a desejar se comparadas às gringas. Vale a pena ressaltar que os rapazes moraram alguns anos na Holanda, vivendo apenas de música. Aí é que está o segredo de fazer um álbum tão bem feito: Amor à música! Sem muito mais o que dizer, corra atrás do original, pois eu certamente farei isso!

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terça-feira, março 25, 2008

Little Richard - Here's Little Richard


Little Richard, ao lado de Chuck Berry, Jerry Lee Lewis e Elvis Presley, pode ser considerado como o precursor do rock and roll. Apesar da semelhança sonora que todos esses músicos tinham, cada um apresentou também suas individualidades, e Little Richard destacou-se por sua voz grave, forte, característica dos negros americanos, e também por dar alguns gritos agudos e exaltados. Músico multi-instrumentista, está na ativa até os dias de hoje, ostentando enorme respeito e popularida no mundo inteiro, sem esquecer que já tem seus 75 anos de vida.
Ele começou sua vida musical quando era bem novo, na época em que cantava numa igreja. A influência cristã continua até hoje, mas em termos de influência, a maior influência é ele mesmo. Isso mesmo. Ele é um artista original! Certo dia, Elvis chegou a ele e disse: "Você é o maior!". Bob Dylan escreveu em um livro que queria tocar como Little Richard. Outros que dizem ser influenciado por ele são John Lennon e Paul McCartney (Beatles), John Fogerty (Creedence Clearwater Revival), Mick Jagger (Rolling Stones), Jimi Hendrix, David Bowie e muitos outros.
Além disso, é consagrado com muitas honras e prêmios. A lista é imensa! Se você tem interesse em saber, clique aqui.
Esse é o primeiro álbum dele, lançado em 1957. É um som bem contagiante, dançante, empolgante. Certamente nota-se traços que vieram a ser aperfeiçoados por outras bandas, mesmo que tardiamente. Escute "Tutti Frutti", "Long Tall Sally" e "Ready Teddy" para apreciar os primórdios de todas as variantes extremas do rock que existem hoje. Pode parecer até sem noção, mas é a verdade! E por mais que o tempo passe, esses artistas antigos não envelhecem. Creio que seja um som que sempre vai ser adorado, mesmo que por uma minoria.
Download.

segunda-feira, março 24, 2008

Maroon - When Worlds Collide


Vou classificar a sonoridade do Maroon em um único estilo: Música muito boa! Devido aos diversos estilos aqui presentes, mesmo que apenas em discretas pinceladas, não vale a pena dizer "é metal!", "é hardcore" ou "é metalcore". É música das boas e. - Viu o ponto final?
A banda foi formada na Alemanha, em 1998. São considerados como uma banda vegan/straight edge, devido às letras e à postura da banda durante essa primeira década de existência.
Começaram com uma demo no ano de 1999 e, apenas um ano depois, lançaram o primeiro álbum. When Worlds Collide é o 4º da carreira e foi lançado em 2006. Pode ser resumido em poucas palavras que, apesar de serem poucas, expressam o feeling do álbum de uma maneira bem melhor do que outras milhares de palavras. Quais? Vocais agressivos; Belíssimos solos de guitarras e breakdowns cabulosos. Essa é a alma do álbum, galera. E alguns sons são realmente muito surpreendentes, como, por exemplos, "Annular Eclipse" (tem a participação de um vocalista de metal melódico, e, por incrível que pareça, o resultado ficou bom) e "There is something you will never erase" (só pode ter participação especial de Roger Miret, do Agnostic Front. Se não é ele, imitaram bem!).
Vale a pena conferir! Download.

sexta-feira, março 21, 2008

All Shall Perish - The Price Of Existence


Já que hoje é Sexta-feira Santa e o mundo pára para louvar a Jesus e ao Criador, vou postar um CD que fala sobre a realidade desse mundo supostamente amado por Eles.
The Price Of Existence, segundo álbum do All Shall Perish, é um material digno de nota 10! E seria completamente injusta qualquer outra nota, mesmo que fosse um 9, pois os rapazes evoluíram do último CD para esse - e de uma maneira bem incomum. A começar pelo instrumental, aumentado ao cubo em todos os quesitos e estilos do primeiro álbum Hate, Malice Revenge, seguido pelas letras bem mais violentas e, por final, a produção classe A, que deixou o álbum com uma sonoridade cativante. Se antes era uma mistura mais ou menos normal (diga-se parecida com outras bandas) entre hardcore moderno e death metal, agora é de technical death metal, brutal death metal e o hardcore mais pesado ainda! Alguns solos épicos e lindos dão um toque a mais, deixando uma atmosfera muito boa pairando no ar. Esse, sim, é um álbum do All Shall Perish que dá saudade e vontade de escutar! E não cito nenhuma música como destaque, pois eu aprecio o álbum do começo ao fim sem pular faixas. E como ele é de 2006, é bem provável que esse ano eles nos presenteiem com mais uma porrada sonora.
Além de a música ser muito boa, passa uma mensagem. Uma mensagem que quer dizer “abra seus olhos, veja os problemas do mundo e resolva as coisas por você mesmo!”. Você espera por um Jesus ou Deus para resolver seus problemas? Eu que não!
Download.

quinta-feira, março 20, 2008

R.E.M. - Accelerate


 Só pela atitude da banda, esse álbum devia estar aqui, mas a banda além de ter feito uma ótima jogada, ainda nos presenteou com um disco que não escutavamos a tempo, com rock com Guitarras!
  Ok, vamos explicar o que se passa: Desde a turnê do último disco, a banda ja andava experimentando sons novos, para um suposto novo álbum. Em 2007, começaram a gravação, na Irlanada, no estúdio de um dos produtores mais conceituados hoje em dia, Jacknife Lee, que gravou também o último do U2, Snow Patrol e Bloc Party. O últimos discos da banda, andavam meio mal vistos, e de sonoridade, indefinidade, então resolveram, simplificar o processo, investindo no vigor do power pop orientado pelas guitarras, e em 9 semanas de gravação e 10 dias de mixagem, a bagaça estava pronta.
  Nada de novidade até então, e nada de novo o método de divulgação, uma página na internet com vídeos e tal, mas então eles resolvem soltar o disco sobre licensa artística livre, ou seja, antes do disco estar disponível em forma física, a banda não precisa se preocupar em eliminar todos os links de download dele. Achei bem interessante a iniciativa, apesar de não são serem os primeiros a fazer isso, gera todo um buzz em volta da notícia, e até aqueles que não gostam ou que não conhecem, vão atrás pra ver do que se trata, ponto pra eles.
  Realmente, eles não são os primeiros a fazer isso, pois a criatividade da banda não é mais o ponto alto. Após mais de 25 anos de carreira, fica até difícil de esperar algo "novo", mas devemos sempre lembrar da importância da banda, da circulação do rock alternativo dos anos 80, até sua popularização nos anos 90, mas sem voltar no tempo, esse disco ficou BOM, posso afirmar com as três letras em maiúsculo.
 Até agora, não sei se foi a atitude da banda, ou se foi todo o processo de criação que me grudou tanto no cd. É um álbum curto,  apenas 11 músicas que passam velozmente, mas ao mesmo tempo, ficam grudados na cabeça, melodias e ritmos nota 10. Não sei se é a euforia ou se, no fundo, o disco vale tudo isso, então vai lá, forme tua opinião. Download (Totalmente Legal)

Twisted Sister - Stay Hungry


O Twisted Sister é uma banda de rock. Caso você goste de se aprofundar em sub-gêneros, dá para mencionar que é uma banda de "glam rock"/"hair metal" e todo o escambau que não tem um puto a ver com a música, e sim com o visual, já que as bandas não tocam rock ou metal com o cabelo. Mesma história do Kiss, sabe? Rótulos idiotas a parte, a banda foi formada em 1972 e alcançou grande sucesso de maneira rápida. Rápida após estar completa e lançar um álbum, para ser mais exato. Isso em 1982 com Under The Blade.
Em 1983, lançando You Can't Stop Rock'n'Roll, deram um salto para fora do undeground. Com algumas leves pitadinhas de heavy metal, conseguiram causar grande polêmica e dividiram fãs do estilo. Tudo isso com muito glamour, batom, calça de couro enfiada na bunda e tudo mais. Por mais que eles parecessem gays, o som era feroz - à época - e pesado, e foi aí que todas essas bandas do estilo acertaram em cheio no marketing. Se hoje você vê bandas com visual "emo" (não vou discutir isso não, pois dá para entender) tocando música pesada, como, por exemplo, Dance Club Massacre, saiba que nos anos 80 não era diferente. A única diferença era a extravagância puxada para o lado feminino, e não o sentimentalismo de hoje.
Mas foi apenas em 1984 que chegou esse clásico Stay Hungry. Dotado de hits como "We're Not Gonna Take It" (se você nunca ouviu, eu lhe pergunto: de que planeta veio?), a empolgante faixa-título, e também "I Wanna Rock". Só essas aí já valem a audição, mas tem ainda "Burn In Hell". É aquele rock com a guitarra solando furiosamente, com o vocal agudo e um tanto quanto cortante e a bateria simples e cativante. Indispensável!
Atendendo a um pedido e fazendo o favor de apresentar a quem não conhece, tá aqui o disco.
Download.

quarta-feira, março 19, 2008

The End Of Six Thousand Years - Isolation


"Uns com tão pouco e outros com tanto..." - E outros com mais ainda, como é o caso dos italianos do The End Of Six Thousand Years.
Esse quinteto chega quebrando tudo e despejando um inteligente mix de extremos no primeiro full-lenght da carreira, lançado agora após um split EP em 2006 com os americanos do Embrace The End.
O estilo do grupo é bem progressivo e abrangente, com muitos traços do death metal melódico e até uma e outra passagem de atmospheric sludge, lembrando um pouco nomes como Cult Of Luna e Isis. A viagem dos caras é tamanha, que aqueles que têm um ouvido mais atento certamente irão notar traços de hardcore e outros derivados.
É um bom álbum, mas percebe-se que os rapazes têm talento para fazer melhor. Apesar do imenso trabalho, carece de músicas mais memoráveis, daquelas que grudam na mente e não saem mais. Além das instrumentais primeira e última faixa, que são lindas e com melodias marcantes, a única música que surpreende mesmo é "In Sleepless Silence", pois tem 7:30 minutos de um andamento arrepiante. As demais ficam como meras coadjuvantes, e isso não é um bom sinal. Espero sinceramente que haja um próximo disco, pois a banda só tende a evoluir.
Download.

Rise Against - Revolution Per Minute


Pensa para você, o que é ter fama? O que é ser conhecido? Para alguns, ter fama é nadar em piscinas de champagne, limpar o rabo com notas de dólares e tudo mais. Ser conhecido para alguns, é consequência de trabalho sério e uma oportunidade de poder passar suas idéias, onde se encaixa o Rise Against. (Claro que existe aqueles outros que fazem de tudo para evitar a tal "fama")
 Esse papo furado de introdução deve-se ao curto tempo em que uma banda se formou e conheceu alcançar um patamar invejável. Se alguém lembra, o Rise Against já deu as caras por aqui, com o seu primeiro disco em uma gravadora major, o Siren Song Of The Counter Culture, ótimo álbum, que deixou a banda mais conceituada ainda - e o principal fator que espanto todos, é que a banda foi formada apenas 1999.
 Agora vamos a algumas considerações, pois a banda não foi formada por novatos e sim músicos que já tinham experiência, que se juntaram após o fim de uma banda importante do cenário de Chicago, o 88 Fingers Louie e outro menos importante, chamada Baxter, que deu origem para o The Lawrence Arms.
  Tendo mais claro as "origens" do grupo, vamos ao ponto em que a banda começou sua decolada, a sua obra chamada Revolutions Per Minute. Lançado de forma independente, pelo selo Fat Wreck Chords, de propriedade de Fat Mike, da banda NOFX, é um grande mix entre canções sócio-políticas e relacionamentos, com toda aquela mensagem positivista do hardcore. Produzido por Bill Stevenson (ex-Black Flag e Descendents e produtor de mão cheia), é um disco furioso, com aquela velocidade do Hardcore Punk e a melodia do Hardcore Melódico, uma forma meio batida, mas que sôa de maneira original, nos riffs cabulosos, no baixo distorcido, batera fuderosa e os vocais inconfundíveis de Tim Mcllrath.
  Até hoje, esse disco, permanece em minha opinião, como o trabalho mais fino do grupo, forrado de músicas cacete, como a primeira "Black Masks And Gasoline", uma aula de como se fazer música empolgante. Também temos "Dead Ringer", "Broken English", "Torches"  e os singles "Like The Angel" e "Heaven Knows". O único ponto fraco, é o cover escroto de Journey, em "Anyway You Want".
  Após todo o boom gerado por esse disquinho, ele passaram para uma major, que foi dito logo de cara, mas a intenção da banda, não é a de ser a opção 1 dos famosos, e sim, de passar sua mensagem para o maior número de pessoas, mesmo que sua músicas tenha que mudar de alguma forma, mas sempre se mantendo fiel as ideologias; veganismo, filosofia política e problemas de meio ambiente.
 Como já foi dito, "é modernizar a mensagem que já foi passada por bandas como Minor Threat", porém numa musicalidade diferenciada, mas talvez com a mesma energia. Para mim, um dos melhores discos no estilo. Download.

terça-feira, março 18, 2008

Pitchshifter - www.pitchshifter.com


O Pitchshifter é uma banda inglesa que surgiu no final dos anos 80 e passou por diversas fases. Originalmente estabilizada sob o nome de "Pitch Shifter", lançaram alguns álbuns bem na veia do metal industrial da época, ou seja, com bastante peso, samples macabros, vocais urrados e tudo que tem direito. Isso fez com que eles viessem a se tornar uma banda muito respeitada na cena underground do Reino Unido. Mas em 1996, após "enjoarem" do estilo, mudaram o nome para "Pitchshifter" e...
Em 1998 foi lançado www.pitchshifter.com, primeiro álbum da nova fase do grupo, que chegou causando estardalhaço. A postura da banda foi completamente modificada. Os vocais ficaram limpos, as guitarras mais agudas e estridentes, e as linhas de bateria bem cheias de drum and bass, trip hop e techno rápido. Tal atitude ocasionou a perda de alguns fãs e o ganho de outros.
Esse álbum é uma pérola! É uma das melhores fusões de rock com industrial que eu já ouvi na minha vida! A começar por "Microwaved" (guitarras viciantes, refrão grudento), depois por "W.Y.S.I.W.Y.G." (mais guitarras viciantes, vocais clonados de James Hetfield, bateria veloz) e "Please Sir" (certamente a que possui a melhor linha de bateria programada), sem esquecer a última faixa, a "Free Samples", que, como diz o nome, são samples e batidas isoladas. Se você é como eu, que gosta de editar e criar músicas no computador, certamente achará a música bem útil.
Pitchshiter também já colaborou em estúdio com Jello Biafra (vocalista dos Dead Kennedys), John Stanier (baterista do Helmet), Dave Jerden (produtor do Alice In Chains e Offspring) e com um tal de Machine (produtor do White Zombie). Na lista de remixes, constam bandas como Biohazard. Já na lista de turnês, constam Metallica, Black Sabbath, Bad Religion, Iggy Pop, Fugazi, Pantera, Ministry e mais uma porrada. Tiveram músicas inclusas em filmes e jogos de video-game, como Test Drive 5 e Twisted Metal III. É, não é pouca coisa!
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