terça-feira, maio 08, 2007

Bombshell Rocks - From Here And On


Apesar de serem suécos, os rapazes do Bombshell Rocks parecem ter o sangue californiano correndo por entre as veias, pois é bem isso que conferimos nesse trabalho do grupo: Um punk/ hc melódico no melhor estilo da escola americana.
From Here And On é o terceiro álbum do grupo e os mostra bem mais leves que no grande Street Art Gallery, mas, mesmo assim, sem perder a energia do punk e fazendo alguns sons até mais rápidos e pesados do que antigamente, soando melhor que no segundo álbum, o Cityrats and Alleycats.
A mudança talvez ocorreu pelo fato de que, quando Street Art Gallery foi lançado, a banda fez mais de 130 shows no mesmo ano viajando pela América e pela Europa tocando ao lado de nomes como Millencolin e Anti-Flag. Pode não parecer tanto, mas se você analisar a fundo, verá que a mudança é inevitável e necessária, pois fazer a mesma coisa todos os dias enjoa, não? A mudança de rumo foi legal, na minha opinião.
Músicas como "Begging For Mercy" e "Almost Free" seguem na linha de velocidade, já "On My Way" e a faixa título no trabalho mais melódico e "Warpath" num equilíbrio entre estas duas situações.
Após a turnê, o vocalista Marten deixou a banda para seguir carreira de tatuador. Uma pena, pois o vocal do cara é muito bom e o carisma dele com o público era enorme.
Atualmente, com um line-up renovado, a banda diz estar compondo material novo. Em 2006 o álbum The Conclusion foi lançado e eu, infelizmente, achei ele ruim. Ficou muito diferente MESMO, nem parece Bombshell Rocks.
Resta aguardar para ver o que vai acontecer. Enquanto isso, vai curtindo esse belo CD clicando aqui.

segunda-feira, maio 07, 2007

Led Zeppelin - Led Zeppelin I


Sem dúvida alguma, Led Zeppelin é uma banda de importância extrema para o rock. Não só para ele, pois muitos dizem que eles foram fundamentais também para o surgimento do heavy metal e até do hard rock. Além disso, é nome imortal e uma das poucas bandas que eu escuto desde os meus 12 anos de idade até os dias de hoje.
Contando com músicos de imensa capacidade, técnica, criatividade, versatilidade e uma porrada de adjetivos que você não encontra em qualquer banda por aí, não demorou muito para os caras lançarem discos e terem o merecido reconhecimento.
Foi fundada por Jimmy Page após sua saída dos Yardbirds (grupo no qual tocava ninguém menos que Eric Clapton), com o nome de "The New Yardbirds". Falae, é um nome idiota pra cacete, né? Felizmente esse nome foi trocado para "Lead Zeppelin" quando Keith Moon, baterista do The Who, disse que o som da banda "era pesado como o de um zeppelin". Para não haver confusão com o outro significado de "lead", que pode ser "vocalista principal" se for seguido da palavra "singer", a grafia foi mudada para "Led", porque a pronúncia é única.
Esse disco aqui foi gravado e lançado em 1969 e, para a época, foi uma revolução. Nele há uma mistura de blues e rock indo muito mais afundo na ousadia, prova de que a banda não queria ser apenas mais uma. Jimmy Page usa distorções marcantes, faz solos estilosos e grandiosos, John "Bonzo" Bonham forrava o bumbo com papel alumínio (se não é isso, é algo semelhante e eu confundi o nome xp ) para que o lance soasse como um canhão, Robert Plant é um dos únicos vocalistas de voz aguda e rasgada ao mesmo tempo, com interpretações únicas nas músicas e John Paul Jones era multi-instrumentista.
Recheado de músicas excelentes, o disco começa num clima bem blues-rock-heavy com "Good Times Bad Times" e na seqüência vem "Baby I'm Gonna Leave You", som principalmente tocado no violão, cheio de feeling e uma interpretação matadora de Robert Plant. Dá para viajar muito nesse som, só não dá mais porque neste mesmo disco está a música mais louca do Led, a famosa "Dazed and Confused", que usa umas distorções atordoantes na guitarra, uma linha de baixo bem naquele clima de "suspense", muito peso na bateria e um Robert Plant novamente quebrando tudo com a sua interpretação que ultrapassa os limites de consciência humana, ou seja, ele canta isso muitoooo chapado. Incrivelmente, a música passa de um clima depressivo para algo totalmente agitado e rápido, com um solo muito plausível de Jimmy Page e Bonzo socando a bateria com gosto enquanto Robert grita vários "Ahhhh, AHHHH, Ohhh!!!". Antes dela, "You Shook Me" aparece num clima bem variado, com diversas passagens incluindo solos de gaita de boca e teclado. O Led é acusado de ter plagiado Willie Dixon nesse som, e, se eu for explicando tudo, o assunto vai longe, longeee... "Black Mountain Side" é uma instrumental muito boa, comandada principalmente pelo violão, aonde Jimmy Page mostra sua versatilidade como músico, bem como Bonzo que utiliza umas percussões fora de série. É uma música que me passa a sensação de estar olhando aquele típico filme de "Western", aqueles que passam na Guaíba, manja? Aheuhauhe! Talvez só pegue aqui no Sul esse canal, mas beleza, vocês entenderam. Mas o rock não pára não, meu filho! "Communication Breakdown", a mais empolgante do CD, chega com seu riff mega clássico e repetitivo pra te deixar com a alegria lá nas alturas, principalmente no refrão e no solo de guitarra. Após essa viagem, a banda te acalma denovo com "I Can't Quit You Baby", bem no melhor estilo do blues, aquele com um mini solo de guitarra após cada verso do vocal e a bateria mais lenta, mas cheia de viradas e arranjos inesperados. Para terminar o disco com chave de ouro, "How Many More Times" vem com seus 8 minutos e intro mais experimental, riffs heavy metal (Black Sabbath tem uns na mesma linha, principalmente no álbum Paranoid), muitos efeitos de estéreo e por aí vai! :D
Por mais que pareça difícil, comporam, gravaram e lançaram o Led Zeppelin II no mesmo ano. Turnês gigantes ocorreram pela América e pela Europa, e o Led pode ser coniderado como a maior banda de rock do final dos anos 60, início dos anos 70, sendo que até já recebeu CD tributo.
Possivelmente, esse CD aqui é a recomendação mais sincera da semana, para todo mundo que gosta de escutar MÚSICA. :)
Download.

The Dillinger Escape Plan - Irony Is A Dead Scene

Dillinger Escape Plan, conheçi faz um tempo, quando estava baixando alguns tributos ao Black Flag, que deve existir no mínimo uns 5, descobri uma banda totalmente caótica, que tocava duas músicas mais estranhas do Black Flag, que são "Damaged pts. I & II".
Nem fui atrás, e achei até meio impossível de alguém curtir aquilo, e foi exatamente isso que eu disso pro Julio: "Duvido que alguém curta essa banda pra valer". Diz ele, que isso foi o suficiente pra ele ir atrás da banda e baixar, tanto que faz um tempo já que ele postou um disco deles, chamado Calculating Infinity.
Se tu ler o post do disco, vai ver um explicação bem detalhada do que é o som da banda, um tipo de som que está ficando bem difundido nesses nossos dias de hoje, o Mathcore, ou Mathmetal, ou uma serra elétrica na tua pingola. Uma coaticagem com forte influência Jazz, batera quebrada e sem um ritmo definido, guitarras e baixo sempre bem trabalhados, e o vocal. Bom, após eles lançarem e divulgarem o disco, o vocalista largou fora e eles ficaram sem ninguém pra cantar, então resolveram procurar um novo vocal pela internet. Enquanto isso, a banda resolveu gravar um EP com um vocalista que tem tudo a ver com a banda, o senhor Mike Patton.
Essa parceria resultou nesse EP, Irony Is A Dead Scene, com apenas 4 músicas e criatividade para dar e vender. Nesse disco rola uma lance muito legal, pois Patton dá um novo horizonte para banda usando sua "mesa de bizarrices", ou samples, como preferir. Toda a experiência com o Faith No More, Tomahawk, Bungle e Fantômas ele trouxe para esse disco, e muito vezes parece que tu tá escutando uma mistura de todas essa bandas ditas antes, de uma maneira muito, mas muito mais rápida. Tem certas partes que até parece que tu tá escutando aquela banda Locust, que rola uns lance eletrônico, que ficou muito afude. Não gosto muito do trabalho do Dillinger sozinho, mas como um grande fã do Patton, fui obrigado e escutar esse trabalho e me abri pros caras, realmente ficou muito fodão.
Só um lance que eu não entendi, foi que este EP saiu pela Epitaph Records, e não pela Epicac, manicômio do Patton, ou pela Relapse que o Dillinger grava, se você souber de algo, diz aí nos coments. E agora se tu ficou afim de escutar um som doido, com os gritos alucinados de Patton, clica na capa e seja feliz.

domingo, maio 06, 2007

Pig Destroyer - Prowler In The Yard


Vindos da Virginia, EUA, os caras do Pig Destroyer conseguiram elevar seu grindcore a um nível mais extremo do que o comum, talvez pelo fato de terem outras influências em menor grau, como death, black e até industrial no som. Não bastasse isso, os álbuns não possuem contra-baixo, ou seja, é uma sujeirada muito filha da puta das guitarras competindo pau a pau com a bateria pra ver quem consegue tocar mais alto e acompanhar os vocais gritados e insanos, para te deixar com aquele sentimento de euforia e agressividade que é transmitido ao seu cérebro através dos insanos blast beats e da distorção empolgante! :)
Criada em 97 por Scott Hull (Agoraphobic Nosebleed, Anal Cunt) e pelo vocalista J.R. Hayes (Enemy Soil), a banda tinha (e ainda tem) o espírito hardcore fervendo no sangue, e decidiram batizar a banda de "Cop Killer" ou "Cop Destroyer". Como esses dois nomes soavam clichês demais, decidiram mudar para "Pig Destroyer" (Pig é igual a "porco", uma gíria americana para denominar policiais. Em algumas regiões do Brasil essa gíria também existe).
Prowler In The Yard foi lançado em 2000 e é o primeiro álbum da banda, após algumas demos uma porrada de splits com bandas mais variadas, passando do screamo até o rock experimental. O álbum foi bem recebido pelo público e pela crítica. Eu, particularmente, gostei muito também, porque as músicas são curtas, grossas e empolgantes, na maioria das vezes. Uma ou outra que chegam a passar dos dois minutos, sabe? >:D
Então, filho, se você acompanha o blog já sabe como funcionam as coisas aqui, não?
Trabalho curto e grosso = Post curto e grosso. ^^
Download link.

sexta-feira, maio 04, 2007

Ministry - The Mind Is A Terrible Thing To Taste

Alguém aí andou em falando em Metal Industrial? Acho que tá na hora de botar um dos clássicos do gênero, ou talvez até uma definição do estilo, e é justamente que hoje é dia de postar Ministry, a única banda de industrial que eu curto.
A banda começou a tocar faz um bom tempo, lá pelo início dos anos 80, Illinois, Chicago, liderado pelo vocalista e cabeção da banda, Al Jourgensen, que ficava nos vocais e no teclado, e junto com um baterista, fazia um som clássico dos anos 80: New Wave e Synth-Pop, um som que não há muito em comum com o barulho da banda. Gravando, se apresentando e passando os anos, a banda conseguiu um contrato com a Warner, e na gravação do disco The Land Of Rape And Honey, fortemente influênciados pelos ingleses do Killing Joke, a banda resolveu optar por um lance mais obscuro, de usar a energia do eletrônico junto com uma porrada metaleira.
E aí que junto com o outro disco falado antes, junto com este, de 89, foi definido o estilo de música do Ministry e também, as bases para as bandas que viriam depois para tocar a guitarreira junto com a batida eletrônica, Rob Zombie, Fear Factory, Static-X e outras bandas que fazem o estilo Matrix Music. A Mente é algo terrível de se provar, é a aviso final antes de você botar esse disco pra tocar e estourar seu miolos, devido ao barulho ensurdecedor emitido por essa banda massacrante que é o Ministry. Altas doses de guitarras saturadas e pesadas, unidas aos barulhos dos sintetizadores mais a batera bate-estaca que não para um minuto, fazem sua cabeça explodir em questão de minutos.
As temáticas têm tudo a ver com a banda e o som, são letras sombrias sobre Corrupção e Política (Tema muito batido nos álbuns atuais, como House Of The Molé e Rio Grande Blood, decepando o Mr. Bush), guerras nucleares, insanidade e drogas. É o disco que mostra que durante os anos 80 já era possível fazer um som pesado e forte aliado ao som da e-music, de uma forma inovadora e armônico (Ou não), então clica já na capa e saia quebrando tudo por aí.

Job For A Cowboy - Genesis


Agilizando já aí pra galera, segue (quase) em primeira mão o tão esperado CD novo do Job For A Cowboy. Fiquei surpreso, pois ontem entrei no orkut e lá estava o CD na comunidade da banda, mesmo com muita gente dizendo que seria impossível vazar antes do lançamento porque os "promos" foram distribuídos com Watermark, ou seja, se alguém ripasse e largasse na net, teria como as autoridades saberem quem foi o "esperto" através de uns lances de freqüência enbutidos na "bios" do CD. Tratei logo de baixar antes que deletassem o arquivo e re-upar com uma qualidade mais acessível a todos (128, a que eu sempre uso), e, em seguida, postei o link lá também. Para a minha surpresa novamente, fui conferir hoje e já são 28 downloads! Sem dúvidas era o álbum mais esperado do ano, até ontem, para mim e muitas outras pessoas.
O EP Doom é algo maravilhoso e brutal. Infelizmente, Genesis não superou minhas expectativas e, até agora, não me satisfez! :/ Não pense que é um CD ruim, pois está longe disso, e leve em consideração que opiniões são diferentes, porque vi muita gente falando já que ele já é até melhor que o Doom. O fato é que, na minha opinião, as músicas deveriam ser, por natureza, mais técnicas e diferenciadas, porque essa é a linha seguida no trabalho anterior. Aqui os caras fizeram músicas mais retas, sem muitas variações, mas com um trabalho indiscutivelmente bem feito e, em alguns pontos, as coisas evoluiram de forma muito significativa. O exemplo mais notável é a presença de solos de guitarras, que eram inexistentes no Doom, e só apareceram após o mesmo na demo "Entities". A influência de Nile e Behemoth nos mesmos é indescutível, bem como em algumas passagens mais "épicas" em alguns riffs das guitarras.
O vocal de Johnny mudou um pouco, e, já na primeira faixa, lembra muito o de Gorge "Corpsegrinder", vocalista do Cannibal Corpse. Os famosos "bree-breee-breee" são inexistentes, e, por conseqüência disso, as letras estão mais entendíveis. Aliás, as letras melhoraram muito. Esse é um fator que quase ninguém avalia, pois todo mundo só está interessado no som. Como eu sou "crítico", avalio tudo! Sejam pontos negativos ou positivos, estrutura dos sons e letras. Se alguém leu a letra de "Entombment of a Machine", certamente percebeu que ela não faz sentido algum.
Não existem músicas ruins aqui, apenas duas faixas desnecessárias. "Upheaval" e "Blasphemy" são duas espécies de "intro" que, na minha opinião, só servem para encher lingüiça. Já "Embedded" eu viciei! Tem uns riffs extremamente marcantes, um solo bem épico e uma linha vocal agressivíssima. "The Divine Falsehood" é outra que me agradou bastante. Há alguns dias atrás ela vazou com uma qualidade horrível, e eu não tinha gostado de escutá-la. Prestando mais atenção e com uma qualidade decente de bit-rate, vi que é uma das melhores do CD e a mais diversificada de todas, pois é baseada numa velocidade mais cadenciada. "Coalescing Prophecy" segue na mesma linha de "Embedded", bem como a maioria das outras faixas que totalizam 26 minutos de som (fora as duas intros). Todo mundo esperava, no mínimo, uns 30 minutos, creio eu.
Sobre a masterização e a mixagem, deixaram as músicas extremamente audíveis, até demais. Aí é que está o que não me agradou, porque eu queria algo mais sujo e pesado. Todavia, tende a agradar uma enorme quantidade de pessoas.
Para concluir, digo que inovar é legal, mas nem sempre a melhor escolha. Genesis é um bom álbum até o momento, leve em consideração que eu só escutei ele durante um dia. Quem sabe, com o tempo eu vou achando alguns toques mais atrativos e vicie incondicionalmente no álbum. É, espero que isso aconteça...
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quinta-feira, maio 03, 2007

Immolation - Close To A World Below


Muitas referências já foram feitas à essa grande obra, e me senti na obrigação de repostá-la, pois, além de um álbum que qualquer fã de death metal deve ter o prazer de conhecer, é um dos meus cd's preferidos dentro do estilo e a resenha que eu havia feito em Outubro do ano passado é caso para reler e rir, devido à tamanha mediocridade com a qual foi escrita.
Eu fico espantado quando vejo que a popularidade do Immolation na cena death não é grandes coisas, e o número de pessoas que conhecem a banda, então, é quase mínimo. Fato lamentável, porque, surpreendentemente, álbuns bons é o que não faltam na história da banda. O que falta é a divulgação, só pode ser isso.
Desde a metade da década de 80 até os dias de hoje, seus álbuns são muito marcantes e, incrivelmente, conseguem soar diferentes um dos outros, sem sair fora do estilo. Fiquei feliz em ver que não sou o único a pensar deste modo, pois, em uma entrevista concedida à revista Rock Brigade, o vocalista do Behemoth disse exatamente a mesma coisa, e por isso considera o Immolation uma banda clássica.
Dotados de riffs marcantes e repetitivos, acompanhados de linhas de bateria muito complexas, rápidas ou técnicas e um vocal sempre gutural, a banda é muito original. Eu, pelo menos, reconheço de cara ao escutar.
Close To A World Below é de 2000, e logo na primeira faixa, "Higher Coward", você pode ficar atordoado! Começa com uma intro só de guitarras, logo na seqüência vem uma voz dizer que "alguém falou que Jesus estava voltando", e após isso o silêncio aparece para ser quebrado bruscamente em um mínimo segundo com a entrada de todos os instrumentos que executam aquilo que eu falei ali em cima, ou seja, riffs marcantes e repetitivos com a linha de batera muito cabreira. "Furthest From The Truth" é outro som destruidor, talvez por ter a execução instrumental mais rápida do CD e um refrão viciante. Já a que vem após essa, "Fall From A High Place", tem uma linha mais progressiva, pois muda muito no seu decorrer e os arranjos são nota 10, tanto em execução como criação, pois a versatilidade é extrema. "Unpardonable Sin" começa só com riffs de guitarras, estes estão entre os mais marcantes do CD. Aliás, esse som é um dos melhores, porque me surpreende muito, devido ao seu tempo geralmente quebrado, solo grandioso e as letras extremamente inteligentes do Immolation, cheias de contestação, críticas inteligentes e linguagem culta. "Lost Passion" tem uns arranjos de bateria muito massa, e, novamente, um andamento mais progressivo. Porra, já falei quase do CD inteiro! Também, recheado de músicas boas do jeito que é, fui me empolgando e já leu né... Ah, dê uma escutada também na faixa título, que é a mais longa do disco. Esse som, que, aparentemente, fala sobre o Inferno, me passa uma sensação cabreira! O modo como os riffs são tocados, a velocidade, a masterização/mixagem do disco que deixou tudo muito único, algo que só ouvi nesse álbum até hoje. Mas, se você analisar a letra afundo, verá que esse "Inferno" é justamente o planeta no qual vivemos. Corrupção, dor, pessoas cegas, auto-destruição, luxúria, ganância e falta de esperanças, são sentimentos que descrevem, no mínimo, 80% dos habitantes do planeta.
O melhor do Immolation, sem sombra de dúvidas.
Hoje em dia, infelizmente, a banda parece estar decaindo. Quem escutar o Shadows In The Light (só sai oficialmente terça-feira, dia 8, mas você pode baixá-lo no link) vai perceber que, a começar pela gravação, a banda anda meio desleixada e a composição dos sons um tanto quanto largada.
Close To A World Below é death metal pra quem realmente curte peso, velocidades alternadas e um trabalho indiscutivelmente bem feito. Não são só blast-beats, não são só cadências. Não é só técnica, não é só coisa simples. Não é death qualquer, é death à la IMMOLATION!
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The Clash - Combat Rock

Semana passada tive um problema no meu computador, passei ele pra Vista, e não achei driver pro som, aparentemente, fiquei brabo, como eu ia escutar música? Quase louco sem som, catei meu radinho e começei a escutar meus cds, e nossa, fazia um bom tempo que eu não curtia um bom cd. Na verdade, eu nem sabia mais que eu tinha uns cds tão afude, tipo, muito bom escutar o The Wall inteiro, ou curtir a porrada do Death By Stereo ou do Slayer. Mas o mais legal, foi reecontrar esse discão do Clash, pequena jóia chamado de Combat Rock.
Com certeza, o Clash é uma das bandas que eu mais admiro, logo que eu criei esse maldito blog, uma das primeiras coisas foi por o London Calling, obra-prima da banda, com uma das capas mais bonitas da história do rock, é um cd de escutar do início ao fim, sem achar um defeito. Infelizmente na época, eu tava começando essa aventura de disponibilizar discos e escrever alguma coisa, e lendo agora, dá pra ver que o texto era bem tosquinho, mas a intenção era ótima, tratando-se de Clash. Um tempo depois resolvi botar o primeiro disco da banda, o self-titled, que é uma pedrada, e daí sim, já havia uma experiência maior na escrita e tal e já dava pra passar uma imagem melhor dessa banda, pra quem não os conheçem.
Vindo da primeira geração do Punk Britânico, chocaram o mundo, com uma musicalidade nem tão violenta, misturando o rap, o reggae, o dub, o funk num estilo próprio, que trazia a revolta nas letras, nas apresentações e nos atos. Negaram o niilismo e o anarquismo, e se propuseram a ser uma banda verdadeiramente protestante, não apenas chingando todo mundo, o Clash se metia pra valer na política, se envolvendo com grupos anti-nazismo e marxistas.
Impossível falar de Clash sem tocar nesse assuntos, mas quem sabe vamos para o que interessa, que é o disco dos caras. Combat Rock foi lançado em 82 e nesse tempo, a banda já fazia enorme sucesso nos EUA, talvez até mais que no Reino Unido (Quando eu comprei o DVD deles, deu pra tirar uma idéia do que era a idolatração deles na terra do Tio Sam). Até aí tudo bem, porém esse disco trouxe duas músicas que fizeram ser o disco mais vendido da banda, que eram o mega sucesso estilo rock arena "Shoul I Stay Should I Go" (Chópis Centis) e a dançante pop new wave "Rock The Casbah".
Mas não estou postando esse disco por causa destas duas, e sim por todo o conjunto das músicas. Já perdi a noção de quantas vezes escutei esse disco e não enjôo, claro, não é mais o punk 77 da banda, mas são ótimas composições como o funkzão do "Overpowered by Funk", a quebra barraco "Know Your Rights", que tem uma letra afude com um som direto e reto. Composições estranhas como "Atom Tam" e "Gettho Defendant", num reggae-soul, com ótimas linhas de baixos de Simonon, juntam-se ao time de boas músicas com a surpreendente (Para mim) "Red Angel Dragnet". Surpreendente? É, realmente, há um filme que eu já perdi a noção de quantas vezes já olhei, que é Taxi Driver, e nessa músicas há várias passagens das falas de Travis, pois a música se trata exatamente sobre o filme. Essa não é a primeira vez que eu associo o Clash com De Niro e Scorcese, pois no filme O Rei da Comédia, Strummer, Simonon e Jones fazem uma ceninha lá de uns 4 segundos, e são creditados como Street Scum.
Infelizmente, esse foi o último disco da formação clássica, com os três citados antes e mais o baterista Topper Headon, que após a turnê desse disco, sofreu alterações na formação e acabaram lançando apenas um álbum, bombardeado por todos e assim dando fim a uma banda genial. Bom, acho que já falei de mais, tá na hora de clicar na capa e curtir mais um discão de uma banda de rock de verdade.

quarta-feira, maio 02, 2007

Kreator - Enemy Of God


Que o Kreator não é mais o mesmo dos anos 80 quase todo mundo sabe, e até os que não sabem devem imaginar, pois quando lançaram Enemy of God, em 2005, faziam exatos 20 anos que o bestial Endless Pain havia estremecido a cena da época. As coisas mudam naturalmente com o tempo, as bandas também. É difícil encontrar alguma banda que manteve-se sempre na mesma linha, sem dar uma mínima desviada em algum ponto da carreira.
Falando assim, até parece que o Kreator mudou bruscamente, né? Mas não é isso. O fato é que a maioria dos fãs rejeitam essa nova fase porque os caras andam fazendo gravações mais primorosas e limpas com músicas possuindo trabalhos minúsculos voltados mais à melodia, coisa que não existia lá nas antigas, onde a brutalidade comia solta, sem dó nem piedade. Indiscutivelmente, os últimos trabalhos do Kreator possuem peso e agressividade, mas, para alguns, parece que essa incrementada da melodia mandou a vaca para o brejo. Não é o meu caso, porque curto muito esse CD, considero um dos melhores que a banda já lançou. Levando em consideração a grande queda dos anos 90, com álbuns que não chegam a ser ruins, mas também não são excelentes, os anos 2000 já começaram muito melhores, pois já são 2 álbuns de estúdio e um duplo ao-vivo.
Enemy of God eu considero como um álbum muito bom, pois possui a matadora faixa título, a violenta World Anarchy, a trabalhada Dystopia, as crítica "Suicide Terrorist" e "Impossible Brutality" juntamente com a melódica "Voices of the Dead".
Atualmente, Mile Petrozza diz estar compondo material para um próximo álbum que tem grandes chances de sair nesse ano ou no próximo.
Enquanto isso, baixe e curta Enemy of God, que com certeza é porrada!

Brain Drill - The Parasites


Agressividade, velocidade e técnica são palavras que descrevem a maioria das bandas de death metal, mas aqui podemos acrescentar um pouco mais de técnica e muita, muuuiiitaaa velocidade! Para ser bem franco com vocês, digo que essa é a banda mais rápida que eu escutei nos últimos tempos, e talvez a mais rápida que eu conheça também!
Já imaginou um batera que consegue dar mais de 5 batidas na caixa por segundo? Então, esse cara existe, não precisa ficar só tentando imaginar. O nome dele é Marco Pitruzzella, e o cara tem em seu currículo algumas bandas como Vital Remains, Vile, Vornagar e mais um monte que não são tão conhecidas, mas são mestres em brutalidade e bem cultuadas no exterior.
Se você analisar a capa e o nome da banda, pode pensar que trata-se de um goregrind qualquer, mas não é, pois o trabalho dos caras passa looooonge da tosqueira de um To Separate The Flesh From The Bones, por exemplo.
Lançaram esse EP ano passado, e realmente nem há muito o que dizer sobre a história da banda, pois é novata. Porém, não fique surpreendido se em breve esses caras tornarem-se um dos nomes mais tops do metal, pois qualidade musical é o que não falta à banda.
São 6 músicas, todas muito empolgantes, técnicas e extremamente rápidas em execução. A velocidade é surpreendente, porque, além do batera, o contra-baixista e o guitarrista se puxam numas escalas mega cabreiras de tão técnicas. Tudo isso somado ao vocal ora gutural ora rasgado fazem do Brain Drill uma banda que deve ser conferida por qualquer fã de metal, ou até por qualquer pessoa que quer ouvir algo que soe, no mínimo, desumano.
A gravação é excelente! Peso e sujeira existem, mas todos os instrumentos são completamente audíveis, sendo assim, a estréia da banda foi realmente foda! Nota 10! :D
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terça-feira, maio 01, 2007

Eighteen Visions - Obsession


Geralmente abreviada para "18V", a banda foi formada em 1996 e acabou mês passado. Durante todos esses anos, passaram por mudanças severas de estilo e formação, mas sempre manteram certa popularidade lá na gringa e quase nada de reconhecimento aqui no Brasil.
Obsession foi lançado em 2004, e, em diversas passagens, lembra muito algumas das bandas que explodiram recentemente por aqui, tais como The Used e Finch, mas sem perder os traços próprios. Óbvio que o som dos caras é mais maduro e trabalhado, mas, de uma forma ou de outra, inevitavelmente, tem certa semelhança com essas já citadas. O fato é que o som deles me agrada (quase) em cheio, ao contrário das outras. Até escuto-as de vez em quando, e canto numa banda que faz covers, mas, sinceramente, não sou fã.
Eighteen Visions é aquele tipo de banda que eu curto escutar quando estou mais reflexivo, porque o som deles passa por linhas que são um pouco agressivas ou agitadas, mas descambam para a melodia no refrão, sempre com letras sobre situações que podem acontecer ou já aconteceram a qualquer um que lê este post que aqui escrevo.
A própria banda não é fã de rótulos, e eu nem sei como classificá-la direito, devido às diversas influências no som. Talvez com uns toques de post-hc e screamo fundindo-se com o metal você chega ao que o 18V toca.
O CD começa com a faixa título, e, infelizmente, ela é uma música um tanto quanto chata e repetitiva, mas, felizmente, na segunda faixa, "I Let Go", o 18V mostra um trabalho bem melhor. Com um refrão grudento e uma linha de guitarra simples e viciante, esse som é um dos melhores do disco, tanto que foi parar na trilha sonora do game Burnout 3 - Takedown, para Playstation 2, que foi por onde que eu conheci a banda. "Crushed" vem na seqüência, desta vez com o vocal mais agressivo, uma prova de que o vocalista é esforçado e versátil, mas não necessariamente bom em tudo, pois peca MUITO nos rasgados. Todavia, manda uns limpos bonitos e outros mais "roucos" que são legais pra cacete! Digo que essa é a melhor faixa do CD, sem sombra de dúvidas. As demais músicas são legais também, tais como a linda balada "Said and Done" e a empolgante "Sun Falls Down", e não existem músicas ruins, entretanto, não existe nada que possa ser chamado de "espetacular", "fenomenal" ou "extremamente brilhante".
Para resumir: Álbum bom. Recomendado apenas paras os fãs do estilo ou para quem se interessou pelo que foi dito no post.
Não sabe ainda se você vai gostar ou não? Baixe clicando aqui e assassine essa dúvida.

Saliva - Blood Stained Love Story


Este CD é tudo de bom, mas apenas se você escutá-lo levando em consideração a proposta do Saliva ou se você for fã do estilo. O que ouvimos aqui, é +/- uma mistura de rock moderno e alternativo com new metal e pitadas de música pop. Ultimamente andei escutando umas bandas assim, e vou postá-las aqui, pois vi que os sons que eu posto andam meio repetitivos, então é bom dar uma variada, não?
Com um pouco mais de uma década de estrada, o Saliva ainda é uma banda meio desconhecida, apesar de ter músicas que podem explodir facilmente nas rádios. Blood Stained Love Story é o quinto álbum da banda, lançado esse ano, e é resultado de muitas coisas que ocorreram nos últimos anos. Alguns membros tiveram filhos, pararam de beber, terminaram relacionamentos longos, casaram, deixaram a banda e todas essas experiências de vida estão refletidas nas letras e na música da banda. É um álbum bem diversificado, com várias partes visando trabalhar mais a melodia, mas nem por isso deixando o peso de lado. Creio que há um equilíbrio muito bom aqui, deixando o CD não soar extremo para nenhum dos lados e sem mudanças bruscas de clima, se bem que a parte "rock ballad" predomina. Além disso, sinto que há uma ligação profunda entre a música e a realidade, tanto que diversas passagens fizeram eu me lembrar de diversas situações já vividas, apenas por ouvir certo ritmo ou levada de alguma música. Não há como explicar isso, sabem? É algo que é meio surreal, a música tá tocando e te faz lembrar de algo que você viveu claramente. Claro que isso é comigo, não sei se com vocês será igual, mas isso aqui é sincero.
O vocalista Josey Scott deu a seguinte declaração sobre o álbum: "Creio que todos nós já estivemos sobre uma história de amor escrita com sangue, de um tipo ou de outro". Disse também, dentre outras coisas, a seguinte frase: "Estas músicas falam sobre acordar após uma festa e ver que sua mulher se foi, seu dinheiro se foi e seu carro se foi! Ae você se pergunta: "Que diabos aconteceu?" ". "É algo que fala sobre querer uma segunda chance para pegar as coisas de volta, ter uma segunda chance e começar tudo novamente".
Eu, particularmente, gostei muito de "Never Gonna Change" (tem um refrão lindo e reflexivo), "One More Chance" (melodia e riffs marcantes casam perfeitamente com o refrão e as linhas vocais bem pensadas) e "Black Sheep" (é a única que pode ser considerada realmente pesada).
Bem legal o CD, mas recomendo só para quem se interessa nesse estilo de som. Quem curte as pauladas extremas que rolam por aqui, certamente irá repudiar o disco. Já quem tem a cabeça mais aberta, talvez acabe gostando.
Na dúvida, baixe aqui e tire a própria conclusão.

segunda-feira, abril 30, 2007

Sodom - Agent Orange


Sodom é a única banda do Trio Alemão que ainda não tinha dado as caras por aqui. Admito que realmente foi mancada minha não ter postado antes, pois são, além da melhor banda de thrash da Alemanha, uma das melhores do mundo! Ok, mas para me "redimir" decidi postar o Agent Orange, que é um dos mais clássicos deles.
A banda surgiu em 1982, fundada pelo líder, vocalista e baixista Thomas Such, mais conhecido por Tom "Angelripper" (estripador de anjos) e o guitarrista Frank Testegen, conhecido como "Agressor" e um baterista que foi brevemente substituído por Christian Dudeck, mais conhecido como "Witchhunter" (caçador de bruxas). Com essa formação estável, gravarm duas demos muito influenciadas por Venom. A proposta inicial da banda, como era de se esperar, era executar o black metal ao estilo do já citado Venom, hoje em dia chamado de "black metal old school" por soar muito diferente das bandas de black atuais, tais como Dark Funeral e Marduk.
Em 1984, sai In The Sign Of Evil, primeiro EP e material oficial da banda. Esse disco é considerado por muitos como um disco de black metal, devido à sua temática satânica. Após isso, com mais algumas mudanças na formação, o Sodom foi amadurecendo e mudando sua temática juntamente com o instrumental. As músicas começaram a ser mais trabalhadas, a banda deixou de lado as gravações tosqueiras e Tom começou a cantar com um timbre mais próprio, bem como a tratar de assuntos mais sérios como as guerras. Essa mudança mais brusca começou no álbum Persecution Mania, de 1987.
Eis que, em 1989, os caras lançaram essa porrada clássica do thrash! Com letras muito inteligentes contra as guerras e músicas muito mais elaboradas, Agent Orange é, possivelmente, o melhor álbum do Sodom. É difícil dizer isso com precisão, levando em consideração que os caras surgiram em 82 e até hoje lançam discos, como o auto-intitulado Sodom, de 2006. Porém, uma certeza existe, que esse aqui é um dos melhores. E agora você vai saber o porque em dois motivos:
1º - Acharam o caminho próprio! Depois desse disco, Sodom começou a ser conhecido por ser "Sodom", e não uma banda semelhante ao Venom ou outra qualquer de black metal. Ah, e músicas como "Baptism Of Fire" e "Ausgebomt" empolgam geral! Com riffs marcantes de guitarras, refrãos grudentos, solos destruidores e a bateria super pegada, creio que são as melhores do disco.
2º - Outras são mais trabalhadas, passando por diversas velocidades e com uma duração maior, tais como a faixa título e "Tired And Red".
E não pense que o restante do CD fique atrás, pois é bem parelho.
Para a época, a masterização/mixagem deixou o lance classe A, soando muito boa até hoje.
Curto muito Sodom e até sou meio suspeito pra falar da banda, mas, se você curte um bom thrash metal com umas pegadas de hardcore, baixe clicando aqui que você não irá se arrepender.

Job For A Cowboy - Doom


Mais um álbum que já havia sido postado, e agora é repostado pelos mesmos motivos do Speed/Kill/Hate, ou seja, é uma banda que vale a pena ouvir! Esse foi um dos primeiros que eu postei, e, como expliquei antes, não haviam muitos visitantes e os cd's expiravam. Felizmente, hoje a situação é outra, e agradeço novamente a todos vocês por nos visitarem, baixarem os álbuns e comentarem. Valeu mesmo! :D
É sempre muito bom ver que algumas bandas ainda prezam pela originalidade em vez de ficarem copiando umas às outras descaradamente. Começo falando isso porque essa banda aqui soa como única, para mim.
Tive uma grande surpresa e enorme satisfação quando ouvi este EP do Job For A Cowboy pela primeira vez, e isso só aumentou com o tempo.
De começo, pensei que fosse mais uma banda gringa ao estilo do Massacration (garanto que vocês também acharam o nome estranho, não?), mas não é zuação nenhuma. O negócio aqui é sério mesmo, apesar do nome soar estranho. Na verdade, parece que virou "moda" lá no exterior os caras batizarem as bandas com nomes gigantes ou estranhos e executarem som extremo e trabalhado.
Doom é o primeiro trabalho dos caras após uma demo, e o que se ouve aqui nesse EP é um tipo de death metal muito trabalhado, muito bem executado e muito bem gravado. Algumas pessoas dizem que o estilo da banda é "deathcore", mas eu, particularmente, não vejo traço algum de hardcore no som deles. Não é um death metal puro, seria algo sem rótulo. Existem bandas que estão acima de rótulos, e o JFAC é uma delas, com certeza.
É uma das melhores bandas atuais e esse ano promete, pois está para sair o full-lengh, entitulado de Genesis.
Sobre as músicas da demo, a meu ver, não possuem nada de excepcional. O legal é que a mudança foi enorme dessas demos para o EP, e os caras fizeram algo normal virar algo matador e surpreendente.
Começa com uma intro bem bizarra chamada "Catharsis for the Buried", aonde você escuta alguém que parece estar sendo enterrado vivo gritar desesperadamente: "Let me out!" e logo em seguida, grudada no fim dessa intro, vem "Entombment of a Machine", uma porradaria insana com alterações de velocidade e muita variação. Pouca coisa se repete, não conheço banda que faça som parecido com o do JFAC, por isso você só entenderá ouvindo. E após ela o som não baixa o nível em momento algum, pois todas, eu disse TODAS, as músicas são digníssimas de nota. "Suspended By The Throat", "The Rising Tide", "Relinquished" ou "Chicken So Delicious" (também conhecida como "Knee Deep") são músicas excelentes e realmente não consigo destacar uma entre elas.
De bônus para vocês, acrescentei as faixa "Entities" e "Embedded". "Entities" saiu como faixa "oculta" em algumas prensagens americanas, e "Embedded" é uma das músicas do CD novo que vazou antes de ser mixada/masterizada.
Já começam a ganhar seu merecido reconhecimento, e eles têm tudo para serem um grande nome do metal mundial. Apesar da maioria dos fãs de death metal old school estarem torcendo a cara para o Job For A Cowboy, eu apóio e recomendo a banda. Já mandei pintar camiseta dos caras e só não comprei o material porque existe apenas na gringa. :/
Download.

Cypress Hill - Black Sunday

O nosso blog aqui é "conheçido" por postarmos discos clássicos de Rock, algumas desgraçeiras e algo meio underground, mas na medida do possível, sempre tento variar isso, postando alguns eletrônicos e alguns discos de Rap, que possam agradar o mesmo público. Meu último disco do estilo não faz muito tempo que foi para o ar, trata-se de uma das minhas bandas favoritas, que é os Beastie Boys, mas antes disso, eu tinha postado o maravilhoso It Takes A Nation Of Million To Hold Us Back, do Public Enemy, mas isso foi lá em fevereiro, mas e daí? Grandes coisas, vamos de som.
Passei o fim de semana inteiro sem som no computador, pois eu instalei Vista e o Driver de som não deu certo, mas me deu um preguiça enorme de ir atrás de algum que funcionasse que eu preferi ficar escutando meu CDs, e nossa, nem eu sabia que eu tinha tantos, e durante essa semana isso vai refletir aqui no blog, vou botar alguns dos discos que eu achei lá em casa. Black Sunday eu comprei ano passado, numa daquelas promoções de balaio, vendendo discos por preço de banana, comprei ele junto com um Meat Puppets, e se eu tivesse que pagar R$20, pagaria, pois esse disco realmente vale a pena. Esse é o disco mais importante pra carreira dos Xicanos do Cypress Hill, lançado em 93, com singles maravilhosos no calibre de "Insane In The Brain", "When The Shit Goes Down", "Lick a Shot" e a manjada "I Wanna Get High", fez o nome da banda, e atingiu cifras astronômicas, e algo como platina tripla, algo que nenhum conjunto de Rap tinha conseguido até então.
O Cypress Hill já apareceu aqui no blog há um tempão atrás, com outro ótimo disco, o Los Grandes Éxitos En Español, que traz algumas das músicas desse cd em versão Latina. Famosos por seus shows polêmicos (Um bom exemplo, foi a apresentação da banda no Saturday Night Live, em que após executarem uma música, quebraram todo os instrumentos enquanto o DJ fumava um Beckzão), fazem um rap de primeira linha, com letras que lembram o gangsta rap, militando pela liberação da Marijuana, violência, tudo cantada pela voz nasal de B-Real, que muitos acham enjoada, mas que eu acho muito massa, junto com as batidas pesado e ritmos e samples afude, fazem desse disco essencial para quem quer começar curtir o som do Cypress. Clica na capa e faz o download.

domingo, abril 29, 2007

Damageplan - New Found Power


Banda criada pelos irmãos Dimebag e Vinnie Paul, após a separação do Pantera.
Damageplan teve uma vida curta, nos deixando apenas esse grande New Found Power, e de uma maneira muito infeliz, pois, caso alguém não se lembre, um FILHO DA PUTA chamado Nathan Gale entrou no último show da banda e assassinou o guitarrista Dimebag Darrel, juntamente com mais alguns espectadores e acabou sendo assassinado por um dos seguranças antes de derramar mais sangue inocente à toa.
Fazendo uma mistura muito louca de metal moderno com thrash e o famoso "power groove" criado pelo Pantera nos anos 90, Damageplan agradou a muita gente e com certeza iria render ótimos frutos no futuro, porque esse CD aqui é uma pedrada na nuca! É uma hora de som bom, passando por diversas situações e soando nem um pouco reto.
São 14 músicas que compõem New Found Power, e eu gosto em especial de "Breathing New Life (Darrel escancara naqueles guitar screams bem típicos dele), "Save Me" (tem um refrão lindo e marcante), "Fuck You" (puta rifferama desgraçada e vocal agressivo! Esse som tocava muito no Gordo Freak Show), "Blink Of An Eye" (tem um trabalho muito bom baseado na melodia da guitarra) e "Explode" (uma das mais pesadas).
Para ser sincero, gosto do CD inteiro, pois a guitarra de Dimebag Darrel é marcante e única, Vinnie Paul é um dos bateras que mais gosta de sentar o sarrafo no instrumento, os vocais de Pat Lachman são muito agressivos e rasgados e o contra-baixo de Bob Zilla tem um peso surreal, chega a fazer as caixinhas de som do PC tremerem! >:D
Lamentável, realmente é muito lamentável que a banda tenha acabado dessa maneira.
Dimebag foi um músico que sempre será lembrado por ter gravado grandes cd's como The Great Southern Trendkill e por ter consolidado seu nome na cena da música pesada mundial. Que descanse em paz.
Download.

sábado, abril 28, 2007

Cryptopsy - None So Vile


Cryptopsy sempre será lembrada como uma das primeiras bandas de death metal técnico e esse seu None So Vile como um clássico absoluto, muito cultuado entre fãs de metal ao redor do mundo até os dias de hoje.
Já vou avisando agora para não ouvir reclamações depois: Se você NÃO CURTE vocais não entendíveis, não baixe o CD; pois os vocais de Lord Worm são totalmente urrados, guturais e rasgados, cantados de uma forma que não se entende porra nenhuma da letra. Tirando isso, o restante do CD pode agradar a muita gente. Eu gosto deles com ou sem vocais entendíveis, pois é uma das bandas mais competentes do estilo, fazendo em todos os seus trabalhos músicas que me prendem muito à audição, me fazendo prestar atenção em cada arranjo ou detalhe mínimo que exista nas músicas.
O nome do estilo diz tudo, é um death metal com músicas de técnica extrema! Sejam riffs ou solos de guitarras, slaps de contra-baixo ou viradas cabreiras e bumbos alternados na bateria. Quem gosta de escutar um som trabalhado e presta atenção em todos os detalhes das músicas, vai se amarrar no som do Cryptopsy!
Após o lançamento dessa porrada, a banda recebeu proposta de uma gravadora major, a Century Media, que é muito conhecida por ter em seu cast muitas bandas de metal extremo, dentre elas o Krisiun. Por causa disso, o álbum seguinte, batizado de Whisper Supremacy, teve distribuição mundial e esse foi mais um passo importante para a banda consolidar seu nome na cena. Após o lançamento, a banda partiu em turnê pela Europa e América, fazendo também algumas apresentações no Japão.
Além disso tudo, servem de inspiração para muitas das bandas que hoje em dia executam o estilo de forma mais técnica, tais como Beneath The Massacre e The Faceless.
Isso é compreensível, pois estamos em 2007 e None So Vile é de 1996.
Download.

sexta-feira, abril 27, 2007

Monster Magnet - Monolithic Baby!

Lembro exatamente da última vez que eu postei um cd do Monster Magnet, era a primeira também, foi atendendo alguns pedidos, e teve uma discussão aí por causa dos tais "bitrates". Bom, lá eu expliquei que a gente tenta aí botar o que pedem, e aquele cd em especial, eu tinha achado só naquela qualidade, e realmente, pra quem curte o som no MP3 ou meio baixinho, não faz muita diferença, mas se tu quer arregaçar o som, faz toda a diferença, e ainda mais se tratando de Monster Magnet, que é o tipo de banda que tu tem que escutar muito alto, pois o som passa uma energia muito alta.
Conheçi a banda quando me interesse pelo tal rótulo Stoner Metal, eles são uns grandes nomes do tal rótulo, mas depois escutando pra valer, quando postei o disco Dopes To Infinity, eu percebi que os últimos discos podem ser considerados muito mais Metal Alternativo, ou Rock Alternativo, do que o Stoner. Monolithic Baby! é o último disco lançado pela banda liderada por Dave Wyndorf, em 2004, e assim como nosso amigo Kid Rock, os caras tiveram músicas veículadas em filmes de "ação", como é o caso do filme Fúria em Duas Rodas, a tal versão "Velozes e Furisoso em Moto", com participação do Ice Cube. A música foi "Master Of Light", e não só simplesmente tocado no filme, a música foi tocado numa performance da própria banda em show durante o filme. Além disso, a banda também tem um flerte com o pessoal da briga, tendo músicas tocada pro pessoal do Smackdown vs. Raw.
Rock de ótimo qualidade, guitarreira comendo solto a todo instante, com ritmos que vezes lembram o MC5, com um bem de Detroit mesmo, e com a forte influências do rock setentista viajão, fazem deste, mais um ótimo disco dessa banda de New Jersey. Após o lançamento do disco a banda deu um tempo, mas fontes indicam que eles voltaram esse ano, nessa onda de bandas ressucitadas, ou de tiozões mostrando que ainda podem chutar alguns traseiros. Então clica na capa e curta o sonzão que não sai mais da minha playlist.

Exodus - Bonded By Blood


Formada em 1982, em San Francisco, Califórnia, por 5 cabeças, entretanto apenas 3 delas são mundialmente conhecidas. Quem são? Kirk Hammett, que no ano seguinte debandou para o Metallica; Gary Holt, um dos melhores guitarristas de metal de todos os tempos e Paul Baloff (R.I.P.), vocalista que tinha muito carisma com os fãs e uma das vozes mais raras e agressivas já escutadas no mundo da música. Não que os outros membros não eram competentes, mas realmente não há porque ficar falando deles, tanto que foram substituídos antes do primeiro álbum e devemos levar em consideração que Bonded By Blood é um clássico absoluto do thrash com muitas coisas boas a serem ditas a seu respeito.
Mesmo sendo uma banda de alto nível e sempre lançando álbuns que vão de "bom" a "ótimo", nunca conseguiram o mesmo reconhecimento de nomes como o Megadeth, e digo que isso é um absurdo, a meu ver. Mas o nosso blog pode mudar isso, né? Vocês tem a oportunidade de conhecer o som dos caras e tirarem as próprias conclusões sobre se eles são ou não melhores que muita banda renomada.
Não tenho certeza quanto a data de lançamento, mas creio que foi no final de 1984 ou começo de 1985. Independente disso, continua soando violento e original até os dias de hoje. Músicas como "A Lesson In Violence" e "Piranha" te mostram todo o poder do Exodus, e eu nem precisava falar mais nada, mas, mesmo assim, quero falar mais sobre esse álbum, pois não ficaria satisfeito em resenhá-lo sem dar alguns outros destaques que são merecidos.
A pancadaria começa com a faixa título, esse som é caracterizado pelos riffs e solos de guitarra bem típicos de Gary Holt, um refrão agressivo em coro e os vocais agudos e ao mesmo tempo rasgados de Paul Baloff. Na seqüência, "Exodus" aparece com um riff de introdução matador, e depois os demais instrumentos entram numa velocidade muito empolgante. Esse riff é repetido inúmeras vezes, e novamente Paul Baloff manda uma linha vocal bem ao seu estilo, juntamente com alguns coros em algumas partes. Os solos, puta que pariu, são excelentes! Cada um dos guitarristas manda um, os dois de nível. "A Lesson In Violence" é uma das mais rápidas do disco, muito bem composta e trabalhada. O modo como Paul canta dizendo que "vai lhe ensinar uma lição na violência" é cheio de feeling, pura agressão mesmo! >:D Eu canto em bandas já fazem uns 3 anos, e afirmo a vocês: Mandar uns vocais assim é extremamente difícil. Mesmo quem tem a voz aguda (não é meu caso, mas...) sente dificuldade para fazê-la soar rasgada e agressiva ao mesmo tempo, tanto que se você escutar um metal melódico à la Stratovarius vai perceber que o lance é totalmente "inofensivo". E o que falar de um dos hinos do metal? A música "Metal Command" tem a letra que representa fielmente os headbangers da época, a instrumental mais empolgante do disco e o refrão mais chiclé, aquele que te obriga a gritar junto "METAAAALL COMMAAAAND!"! "Piranha" já começa rasgando tudo com uma intro de bateria e uns riffs muito bons de guitarra. O solo de Gary Holt é fenomenal, o cara realmente é bom naquilo que se propõe a fazer. As outras músicas seguem a mesma linha de violência, fazendo esse disco ser o melhor deles (na minha opinião, claro) sem nenhuma faixa ruim!
Bom, agora vou lhes falar sobre algo que, creio eu, deve ser exclusividade do nosso blog. Lembram quando eu disse no post do D.R.I. sobre o Combat Tour, de 1985? Então, foi um evento com shows do Slayer, Exodus e Venom. Eu tenho esse show em vídeo, e usei um programa para extrair o áudio e transformá-lo em mp3. Essas músicas só existem em vídeo, nenhuma está registrada em CD ou vinil oficial. Como esse aqui é o post do Exodus, coloquei de bônus duas faixas do Combat Tour, "Piranha" e "Metal Command" (clique no link para assistir), para vocês verem como a banda era excelente ao-vivo. Infelizmente, Paul Ballof foi substituído e o único material ao-vivo com ele é essa apresentação do Combat Tour.
Como todos devem saber, devido ao ano, a gravação não é das melhores se comparada ao que existe hoje em dia. Por isso, saiba que isso tudo que eu falei deve ser analisado com ouvidos dos anos 80. ;)
Download da pérola: Aqui.

Hate Eternal - I, Monarch


Só por ser a banda de Erik Rutan, ex-guitarrista do Morbid Angel, já dá para ter certa noção de que não é uma banda qualquer, e sim uma banda de death metal muito mortífera.
Nascida em 1996, a banda tinha e ainda tem a proposta de executar um death metal rápido e cheio de ódio, movido a blast-beats, vocais guturais, rasgados e agressivos e um trabalho muito intenso de guitarras.
Após longa procura de Erik por músicos capazes de executar tal proposta, foram encontrados o baterista Tim Yeung, o baixista e backing vocal Jared Andersons (R.I.P.) e o guitarrista Doug Cerrito (ex-Suffocation). Com o line-up firme e forte, veio o primeiro cd, no ano de 1999, chamado Conquering The Throne. Com o instrumental poderoso e as letras de Rutan abordando temas como filosofias antigas, escrituras, opiniões pessoais, profecias e diversos outros temas, a banda despertou a atenção da crítica e de boa parte dos deathbangers do mundo, provando que muita coisa ainda estava para acontecer. Em 2002, lançaram King of all Kings, seguindo a mesma linha de brutalidade. Após problemas com a estabilidade da formação, Rutan chamou o baterista Derek Roddy (ex-Nile e Malevolent Creation) e o baixista Randy Piro para gravar essa porrada chamada I, Monarch.
Lançado em 2005, esse CD aqui é pra quem curte aquele death metal baseado na velocidade, sem toques de cadência e sem deixar a empolgação cair por um segundo! É death metal sólido e muuuito rápido, com riffs de guitarras muito bem construídos e execução precisa, sustentados pelos vocais ora guturais ora rasgados e muito violentos, porém, acima de tudo, altamente compreensíveis. As letras, como era de se esperar, abordam temas diversos. Algumas são totalmente interessantes, letras que eu tiro o chapéu para o compositor, tais como "Behold Judas" e "The Victorious Reign".
Todas as músicas tem um trabalho legal, e a última-faixa, "Faceless One", é uma instrumental digníssima de nota.
Se há um problema nesse disco, é só um, o volume do contra-baixo. Creio que DEVERIA ser mais alto e grave, pois assim I, Monarch poderia ser um clássico e item indispensável na coleção de qualquer fã de death metal. Já que não é assim, soa como um álbum muito legal de ser conferido, mas não chega a ser obrigatório.
Atualmente, Erik Rutan é dono de um estúdio de gravação na Flórida e vem marcando o seu nome como produtor, pois como guitarrista já é consagrado.
Download.