quarta-feira, janeiro 30, 2008

Rancid - B Sides And C Sides


Trazendo mais um disco da repescagem de 2007, o Rancid lançou uma compilação que ficou bem apagada, até por que fiquei sabendo a poucos dias. Como sugere o nome, é um amontoado de todos os B Sides e C Sides da carreira inteira.
O Material vai para os fãs que já estão há tempos esperando algo novo que não vem. O último disco, foi o bom Indestructible, lançado lá em 2003, e depois a banda entrou um hiato e de vez em quando temos notícia, por exemplo quando a banda teve a primeira perda, o baterista Brett Reed resolveu largar a barca, deixando as baquetas para Branden Steineckert, que foi chutado de sua antiga banda, o The Used, ou então, quando o vocalista Tim Armstrong lançou seu primeiro disco, ano passado, intitulado A Poet's Life, um disco bem meia boca.
De certa forma, dá para encarar até como um disco novo, pela quantidade de músicas que dificilmente foram ouvidas antes, porém, são músicas tiradas de gravações desde 93 até de 2003, tirados do singles, versões especiais, compilações, trilhas sonoras e EPs, tendo algumas bem conhecidas como "I Wanna Riot", "The Brothels" ou "Just A Feeling", todas na linha clássica da banda, indo do ska ao do punk rock, sempre com muita qualidade.
A banda atualmente tá em estúdio, com aquela conversa mole que já estamos acostumados, de promessa de um novo disco, pelo menos não tão fazendo que nem a maioria, dizendo que será "o melhor disco deles", mas fica aí a expectativa, até porque será o primeiro álbum sem a formação clássica, mas aí fica a dica pra quem gosta dessa puta banda chamada Rancid, uma das melhores bandas punk surgidas na década passada, e que esperamos que siga firme e forte por mais tempo.

Trap Them - Séance Prime


Esse EP aqui foi uma das últimas maravilhas que 2007 nos proporcionou. Os americanos do Trap Them são uma banda bem confusa, ao menos nesse EP conceitual, onde nas 5 músicas todas se diferem um pouco. Ora soa bem crustcore, ora soa puro hardcore, ora soa mathcore, e por aí vai. Tudo isso é tocado nos balanceados 15 minutos de porrada, que possui uma masterização típica de grindcore moderno (à la Rotten Sound, mais exatamente). Se você curte todos esses estilos de música pesada (como eu), vai se prender ao EP.
A banda foi formada em 2001 por Ryan McKenney (vocalista do Backstabbers Inc.) e por Brian Izzi (guitarrista do December Wolves) quando Izzi estava entrando como segundo guitarrista dos Backstabbers. Nunca ouvi falar de nenhuma das duas bandas, portanto é bem provável que eles se saíram bem melhor no Trap Them, que continua tocando e elevando o metal e o hardcore ao seu nível mais extremo quando misturados.
O nome da banda foi retirado de um filme chamado Trap Them And Kill Them. Quanto à discografia, possuem uma demo, um CD e dois EP'S - contando esse aqui.
Banda iniciante, mas que pode render ótimos frutos se continuar desempenhando seu trabalho. Se poder fazer isso mais rápido, melhor, pois, caso contrário, o mercado engole e já era.

sábado, janeiro 26, 2008

Cypress Hill - Skull & Bones


O Cypress Hill não precisa mais de introduções por aqui, pois fui ver e já tem dois discos por aqui, mais do que bom. Essa introdução também fica meio desnecessária, pois eles são um dos grupos de raps mais populares, e é essa popularidade que eu acho interessante. Não é aquela coisa mainstream, eles têm meia dúzia de músicas "bem conhecidas", mas a popularidade deles vai desde aquele cara que só curte rap até aos metaleiros de cabeça aberta, pois o som é de altíssima qualidade; isso que eu chamo de ter credibilidade.
Começaram com um grupo de rap clássico, com a maioria de descendência latina, com batidas pesadas e samples funkeados e sempre com esse estilo macabro nas capas, reflexo das letras, sobre morte, violência, gangs e o mais conhecido: Marijuana. O segundo disco deles, Black Sunday é o exemplo perfeito, e até hoje é considerado um dos melhores trabalhos que a banda já fez. Mas como é a ordem natural, as coisas evoluem, e à medida que a banda ia crescendo, o som mudava, adicionando elementos de música latina até a gravação de um cd todo em espanhol, que todo mundo deve lembrar: O clássico Los Grandes Éxitos En Español.
Skull & Bones é um álbum que foi mais longe ainda, foi a primeira vez que a banda se envolveu diretamente com o rock, no final dos anos 90, época em que Kid Rock e Limp Bizkit andavam em alta. Com a volta de Sen Dog, a idéia deste quinto disco era dividí-lo em dois; Skull é o rap clássico e a melhor parte, enquanto Bones apresenta o lado pesado do disco. Apesar da novidade estar na mistura do rap-rock, o disco Skull é que rouba a cena, desde Black Sunday, o grupo não fazia um trabalho tão memorável, o DJ Muggs estava em ótima forma e a criatividade afiada, criando um ambiente musical funk com uma sinfonia hostil, onde flui as rimas no vocal enjoado de B-Real. O disco é cheio de músicas boas, mas a que garantiu o sucesso foi "Superstar", que recebeu uma versão rap e uma rock, para que pudesse figurar nas diferentes tipos de rádio.
O disco Bones chama bastante a atenção pelo uso de instrumentos de verdade, guitarra, baixo, guitarra e tal, e principalmente quem os gravou. Nas guitarras, Dino Cazares, ex-Fear Factory, ex-Brujeria e atual Divine Heresy, no baixo Christian Olde Wolbers ex-Fear Factory também e Brad Wilk do Rage Against The Machine na bateria. O clima do disco é pesado e meio assustador, assim como as capas do grupo, e fazem o uso de guitarras distorcidas e pesadas, assim como o baixo, que dá uma sustento enorme. Pra quem gosta do híbrido Rap-Rock de Korn e Limpbizkit, segue bem a linha, porém na minha opinião, não é o ponto forte.
Definitivamente, o Cypress Hill é uma banda que tem nosso respeito, não que seja grandes coisa, mas é o mínimo que você deveria dar a uma banda desse nível. Não viva no preconceito, e dá uma curtida nesse som.

Dub Trio - New Heavy


Noise Rock e Dub são dois tipos de música que geralmente não são encontrados no mesmo local, pois são dois gêneros bem distantes, um do outro, mas como não estou falando de nenhuma banda oridnária, o Dub Trio consegue fazer essa mistura, e o melhor; fica muito bom.
O Grupo surgiu no início da década, contando com DP Holmes na guitarra e teclado, Stu Brooks no baixo e teclado e Joe Tomino na batera e escaleta, três nomes bem desconhecidos, mas de jovens ultra talentados e que carregam uma grande experiência na bagagem: Os membros do Dub Trio já trabalharam com grandes nome do Rap e da música Pop como Tupac, The Fugees, Mos Def e Macy Gray.
Os três magrões tem maior pinta de nerdzão fãs de indie rock, mas como aprendemos nas lições passadas, não podemos julgar alguém apenas pela sua aparência. O som que esses rapazes fazem é uma das melhores coisas que já me aconteceram nesses últimos tempos, em matéria musical. Com uma grande técnica e habilidade, o grupo começou fazendo a mistura do Dub clássico do Lee Perry, e faz ótimas experimentações com musical ambiental, ou post-rock, como quiser, e além do noise rock, da distorção e do barulho, nos últimos 2 discos começaram a brincar também com rock mais pesado, som que deve deixar os caras do Bad Brains orgulhosos.
New Heavy é o segundo disco da banda, e foi lançado não faz muito tempo, em 2006, pela ROIR (que ficou famosa por lançar o primeiro álbum do Bad Brains) e apresenta a primeira música da banda a ter uso do vocal. Para quem lembra do Peeping Tom, banda do Mike Patton, que gravou uma música com o Dub Trio, é exatamente essa música que se encotra no cd: "We're Not Alone". Essa parceria com o cara, fez com que o próximo disco da banda, que será lançado logo mais, dia 29 de Janeiro, ganhará uma versão em cd pela Ipecac, e assim ganhar uma distribuição melhor (acredito que daqui um tempo, vocês verão esse último disco por aqui).
Se tu já ta cansado de ouvir sempre a mesma coisa, esse é um dos melhores conselhos que eu posso te dar, reggae relax com punk e noise rock na medida certa, ótima pedida. Essa banda realmente merece mais espaço e ganhar mais reconhecimento: Escute Logo!

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Suicidal Tendencies - How Will I Laugh Tomorrow When I Can't Even Smile Today


Que o Suicidal Tendencies foi uma das maiores bandas do Hardcore americano não é novidade para ninguém, mas também são conhecidos por misturar esse estilo com o Metal e foram um dos pioneiros do tal Crossover, que gera muita discussão da real origem, o que eu acho que é bobagem saber quem foi "o primeiro", pois essa época existia muita gente que gostava de Punk e de Metal, e o Suicidal foram um deles.
Seus primeiros discos já apareceram por aqui, os clássicos Join The Army, de 87 e o Suicidal Tendencies, de 83. Esses dois discos tem uma veia mais hardcore, a origem da banda, combinando com alguns elementos metálicos, que iam sendo moldados a medida que a banda ia mudando de line-up e as suas idéias sobre a música também se transformavam. O único membro que sempre fez parte da banda e é o símbolo do ST foi Mike Muir aka Cyco Miko, e ele foi responsável por toda a mudança, pois como era a cabeça da banda, decidia o caminho a ser tomado, com influência dos membros que iam se juntando à ele ao decorrer do tempo.
How Will I Laugh Tomorrow When I Can't Even Smile Today é o terceiro álbum de estúdio do grupo, e o primeiro a ser lançado de forma não independente, pelo Epic, subisidiária da Sony. A mudança de som pra esse é quase drástica, não por ter trocado de gravadora, isso é bobagem, mas pela formação e circunstâncias que a banda se encontrava. Eles largaram quase por completo o Hardcore e partiram para o Thrash Metal clássico dos anos 80, agora com composições mais complexas e mais longas também, primando para a habilidade musical dos músicos, assim como a melhor produção.
O cenário era favorável a banda de Thrash Metal e o Suicidal já tinha seu nome consolidado dentro da cena underground, que garantia respeito, então com a entrada do quinto integrante, Mike Clark na guitarra base, deu brecha para que Rocky George pudesse botar pra fora toda sua habilidade nas seis cordas. Para os fãs de Thrash Metal, é uma ótima pedida, e para aqueles que gostam do velho ST também é recomendado, um dos melhores discos da carreira. Dou o destaque para faixas arrasadoras como "Trip At The Brain", "Hearing Voices", "How Will I Laugh Tomorrow?", "Suicyco Mania" (música qual saiu apenas na versão em cd) e "Sorry?!", quero ver tu escutar isso e ficar paradão, não há como.

fIREHOSE - Ragin', Full On


o fIREHOSE foi uma banda de rock alternativo que surgiu no meio dos anos 80 no Estados Unidos de uma maneira trágica: A morte prematura do guitarrista D. Boon, do Minutemen, em um acidente de van fez com que a banda acabasse e que quase desistissem da carreira musical. Realmente, foi uma baita perda, pois o Minutemen foi uma das bandas mais importantes da cena underground americana nos anos 80, e Boon era peça vital para banda.
Nesse ponto que surge um dos maiores fãs da banda, chamado Ed Crawford aka Ed fROMOHIO, o cara mandou uma carta para Mike Watt e George Hurley, propondo criar uma nova banda, diferente da banda original, para botar eles de volta em atividade, ao mesmo que o Sonic Youth também ajudava, criando o Ciccone Youth com a ajuda de Mike Watt e foi aí que surgiu o fIREHOSE, uma das únicas histórias que conheço onde um fã se junta com sua banda.
O nome veio de uma música do Dylan, cantor cujo Mike Watt era fã e a maneira de escrever o nome veio da assinatura de Ed. Em 86 a banda estava reunida já fazendo suas jam sessions em San Pedro, Califórnia, cidade natal do Minutemen e no final do ano, lançavam seu primeiro LP com o nome de fIREHOSE, chamado Ragin', Full On, pela SST.
Como era de se imaginar, o som mudou quase drasticamente, mas ainda trazia alguns resquíçios do Minutemen, porém o som é bem mais focado, sem tanta experimentação e viradas de ritmos tão imprevisíveis, como a grande mudança de voz, pois Ed Crawford tem uma voz mais profissional para cantar. Como a banda recém estava começando, teve ajuda de Kira, que foi baixista do Black Flag e esposa de Watt para escrever algumas músicas, como a quase instrumental "Under The Influence Of Meat Puppets", uma singela homenagem ao companheiros de selo.
Como todos os discos que Mike Watt lançou após o final do Minutemen, esse foi o primeiro em homenagem ao guitarrista e amigo D. Boon. O disco não é a maior maravilha do mundo, mas mostra o início da banda, que chegaria em momentos melhores anos mais tardes, com o seu fim na metade dos anos 90, mas fica a dica, baixa aí e confere.

Sistema De Mentiras - Utopia Social


A partir de hoje, bandas nacionais terão seu review e link para compra. Download somente se autorizado pela própria banda, bem como distribuído em Myspace, Purevolume ou Website.
A Sistema de Mentiras é uma banda gaúcha, mais precisamente da minúscula cidade de Campo Bom. Formada no começo do ano de 2005, já teve em seu line-up diversas formações, mas estabeleceu-se em 2007 com Alexandre "Foguinho" (vocal/guitarra), Max (bateria/backing vocals) e Omar "Médi" (contra-baixo). Essa formação conseguiu com muito esforço e dedicação gravar e lançar de maneira independente esse excelente EP, que possui 5 músicas e uma intro, lançado dia 18/01/2008. O som pode ser caracterizado como hardcore (influenciado altamente tanto pela escola californiana quanto pela de NY) e metal. Essa banda certamente tem futuro, pois suas músicas são ótimas e seus shows são realmente muito energéticos. O que falta, na minha opinião, é cair no conhecimento do público, e esse review está aqui para isso. Primeiramente, antes de falar das músicas, deve-se dar um grande destaque às letras, pois estão todas com um ótimo conteúdo, passando uma mensagem ao ouvinte. O encarte é violento! Formado por fotos das tristes realidades das ruas da capital Porto Alegre (fotos que certamente não aparecem nos programas políticos) onde aparecem pessoas desabrigadas, crianças com fome e cães abandonados. Além disso, há uma dedicatória do baterista Max à sua mãe que morreu em 2004, onde ele diz que está se esforçando para melhorar esse mundo. E mais: Agradecimentos às bandas que tocaram junto nesses anos, pessoas que ajudaram e amigos, tudo na humildade. Isso que é uma banda de atitude hardcore, compreende? Sem mais delongas, vamos ao som. Empolgante, trabalhado, pesado e coeso! Tudo muito bem gravado no Estúdio Hurricane, do uruguaio Sebastian Carsin (que já teve banda de death metal e fez tour pela Europa), o melhor estúdio da região, que trabalha com bandas de qualquer estilo. O CD ficou muito profissional, pois Sebastian sabe bem como masterizar e mixar para deixar os instrumentos com uma tonalidade bem forte. Escute "Pior Cego" e "G. War B." que você entenderá! O EP termina com "E.U.S.H.M.P." (Esta é uma singela homenagem ao meu patrão), totalmente grindcore e ofensiva.
Material extremamente recomendado. Apóie o underground nacional, compre!!!
E-mail para compra: maxhc666@hotmail.com
UPDATE: Download do EP inteiro disponibilizado pela banda. Aqui.
Download - "G. War B.", lançada nesse EP.
Download - Demo de "Agentes do Governo", lançada em 2005.

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Sodom - Sodom


Sodom, a banda alemã que sempre permaneceu firme e forte, desde os anos 80 - inclusive nos anos 90, época de decadência do thrash metal -, é uma das únicas que não foi apedrejada pelos fãs, justamente por lançarem álbuns que sempre foram bons ou muito bons. E essa força fenomenal de álbuns como Agent Orange e Tapping The Vein pode até ter diminuído, mas não foi apagada, e esse self-titled é uma das provas. Lançado em 2006, 5 anos após o M-16 e 3 após o ao-vivo One Night In Bangkok, é um álbum que rendeu bastante discussão. Em momento algum foi considerado ruim, mas teve gente que disse que faltou originalidade. Já alguns outros falaram que foi a superação do Sodom, ou seja, o melhor. Uns dizem que ele fica neutro; eu digo que é muito bom e ponto final. E é bem simples responder o porquê: "Wanted Dead" empolga muito, "City Of God" tem riffs completamente memoráveis e "Lords Of Depravity" tem uma pegada que remete muito aos dourados anos 80. Todas as músicas têm algo de bom, seja um solo, um riff ou um refrão. Download aqui ou na capa.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Concealment - Leak


Concealment é uma banda portuguesa que agora tem sua grande chance de ir para frente com seu novo álbum chamado Leak. Apesar de estarem dando as caras ao mundo agora, a banda já existe desde 1995. Antes disso, passaram por várias mudanças de line-up e usavam outro nome. Em 1997, lançaram uma demo-tape que rendeu vários shows. Agora, 10 anos depois, lançam seu possível melhor trabalho, um full-lenght com 46 minutos recheados de um metal pesado, caótico, cadenciado e até experimental. Impressionante como a brutalidade é misturada com a harmonia em algumas músicas, como na excelente "Acanthous". Apesar de muitas bandas executarem tal proposta de som, o Concealment subiu no meu conceito por não fazer isso de maneira clichê, manjada ou previsível. Essa música possui um lindo refrão que é mesclado a gritos sofridos e uma linha de guitarra hipnotizante. Não é à toa que alguns ouvintes no Last.fm classificaram a banda como "Psycho Metal", "Avantgarde Death Metal" e "Math Metal". Se voce procura por uma banda com uma proposta nova, escute Concealment. Em alguns momentos até lembra o excelente The Dillinger Escape Plan, mas é muito mais pesado. Bom que os caras não foram felizes só na composição, mas também na masterização do CD, que deixou tudo muito encorpado. Outras músicas que merecem destaque são "Resonance" (com fortes pegadas de jazz) e "Catalyst" (parece uma fábrica a todo vapor no ouvido). Boa sorte aos amigos portugueses na estrada, pois talento não falta.

terça-feira, janeiro 22, 2008

Dance Club Massacre - Feast Of The Blood Monsters


As aparências enganam - já diz o velho ditado. E quem comprova isso são os caras do Dance Club Massacre, essa banda formada aparentemente por um bando de nerds que a melhor coisa que devem saber tocar é punheta! Mas é botar a tocar o CD para o suspense pairar no ar. Com a intro cheia de suspense batizada de "Dios Mio El Diablo Es Muy Picante", eu fiquei naquela expectativa, mas aí veio "Meet Me In The Pub For A Shot Of Dignity", que é totalmente destruidora, mostrando um tipo de som que muita gente duvidou que existiria um dia: Grindcore técnico. É, galera, muita técnica somada à velocidade e à caoticagem do grindcore. É o mesmo tipo de som de bandas na linha do See You Next Tuesday, Destroyer Destroyer e Machinist. "Devon Butler's Dying Wishes" vem grudada nessa, e a partir daí tá garantida a porradaria até o fim do CD, que ainda conta com excelentes passagens de teclado. "Que?! Teclado?!" É, teclado. Considerados também como uma banda de "grindcore técnico e experimental", esses moços ae estão crescendo rápido como Candida Albicans em uma pessoa com o Vírus da Imunodeficiência Humana. Vale ressaltar que o grind em questão é somente instrumental, pois as letras da banda são dedicadas exclusivamente a humor negro, massacre e temas bizarros.
Começaram a carreira profissional em 2005, com uma demo EP. Logo em 2006, essa beleza de CD aqui foi lançada de maneira independente, ou seja, pela própria banda e, feito isso, conseguiram contrato com um selo que relançou (e remasterizou) esse mesmo CD em 2007. Essa versão aqui para download é a primeira. Além de uma certa mudança na sonoridade, a capa também foi modificada. Baixe!

segunda-feira, janeiro 21, 2008

A Day To Remember - For Those Who Have Heart


Quem não conhece a banda e sai escutando de cara a primeira faixa desse CD, deve pensar que aí vem mais um Blink 182 da vida, só que mais veloz. O bom é que essa idéia deve ser logo esquecida quando o vocalista mandar um gutural extremamente sujo sob um breakdown cabuloso de pesado, com bateria bem lenta e guitarras graves até o talo, tudo sustentado pelo peso do baixo que é de intimidar até algumas bandas de death metal. Sim, A Day To Remember é uma banda que surpreende! Adeptos de um som na linha do screamo (geralmente limpo e melódico, mas que de repente fica gritado e pesado) com influências claras do hardcore de Nova York e mais umas pitadas de metal, os caras são uma das melhores bandas dessa nova safra. Começaram lançando seu primeiro CD em 2005, o maravilhoso And Their Name Was Treason (que já foi postado aqui com um review mediano). Esse aqui em questão é o segundo, lançado em 2007, e mostra uma gravação bem mais profissional, bem como mais firmeza e vocais mais definidos nas composições. Pode ficar um pouco atrás na criatividade, mas em peso esmaga qualquer música antiga. Escute "The Danger In Start A Fire", pois essa possui o breakdown mais pesado e caótico (é recheada de notas em "sétima", aquelas que era proibidas na Idade Média por possuirem uma sonoridade satânica). Os coros ficaram muito agressivos, não só nesse som, felizmente. É realmente aquele tipo de banda que você vai gostar ou odiar. Eu gosto muito. Recentemente, partiram em turnê pela Europa. Mais coisa deve vir em breve, provavelmente em 2009, e, caso siga na mesma linha, vai ficar bem extremo.

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Faith No More - The Real Thing


Acredito que boa parte de vocês devem saber quem é a banda em questão, o que não é muito difícil, tendo em vista que Faith No More foi uma das bandas mais populares entre os anos dourados do rock alternativo, porém o álbum que deu tal credibilidade pro grupo, nunca deus as caras por aqui, mas chegou a hora.
O Faith No More surgiu no início dos anos 80, capitaneado pelo baixista Billy Gould, sempre teve problemas pra achar um vocalista fixo, até conseguirem o beberrão Chuck Mosely. O cara combinava perfeitamente com a proposta musical da banda; Funk Metal clássico - Batidas Hip-Hop com muito groove e guitarras Heavy Metal. Assim gravaram dois disco, We Care A Lot e Introduce Yourself, dois discos que eu pessoalmente não sou muito fã, até que em 88, Chuck foi chutado do grupo por causa do seu vício por alcool, que acabava sempre em confusão.
Aí que surge um dos capítulos mais conhecidos da banda e que meio mundo sabe, mas mesmo assim, é algo interessante é vale o comentário. O guitarrista da banda, Jim Martim, havia recebido uma fita demo de uma banda que misturava Jazz com Grindcore, chamada Mr. Bungle, em algum show e a qualidade vocálica do frontman chamou a atenção da banda e fez com que convidassem o jovem rapaz, assim que estavam sem vocalista. Mal sabia, mas o moleque cabeludo Mike Patton estava dando seu primeiro passo para o estrelato, um lugar onde ele esperava nunca ter chegado, ser conhecido como um Rock Star, mas esse história fica pra outra "conversa".
Mike Patton chegou enquanto a banda ja estava em estúdio preparando seu terceiro disco, o divisor de águas The Real Thing. As músicas já estavam todas prontas, e mostravam uma evolução dos outros álbuns, encorporando elementos do Jazz e Soul, algumas pegadas mais Punk, fazendo o Funk Metal de uma maneira bem mais experimental, e extremamente genial. O que sobrou para Patton foi escrever as letras - tarefa que levou apenas 2 semanas e rendeu letras simplesmente genias. A chegada tarde na banda impossibilitou que Patton pudesse ajudar nas composições com suas idéias malucas, mas mesmo assim, essa divisão de letras para um e músicas para os outros, acabou resultando em um disco primoroso, que mais tarde seria superado pelos álbuns posteriores no quesito experimentalismo e originalismo, porém perdendo todo o interesse pop adquirido com The Real Thing, afinal, era essa a idéia.
Enfim, que em Junho de 89, finalmente é lançado álbum que iria mudar drasticamente a carreira da banda: com o sucesso dos hits "Falling To Pieces" e "From Out Of Nowhere" a banda ganhou reconhecimento na mídia, em rádios e uma boa fatia de novos fãs, mas isso nem se compara ao estrondoso single "Epic", o maior hino da banda, clipe que tocava exaustivamente na MTV, fez com que a banda caísse no gosto popular. Então leve em conta que estas são apenas três faixas do disco, há muito mais sons legais, como a instrumental "Woodpeckers From Mars", ou cover inusitado de Sabbath - "War Pigs", ou a faixa título "The Real Thing", com sua letra surreal.
É realmente um disco maravilhoso, pois já mostravam alguns sinais de mudança de som, mas nada comparado aos discos Angel Dust e King For A Day (os preferidos da casa), que é o ápice da criatividade da banda, característica que a a carreira da banda ficou conhecida durante os anos 90, sendo uma das principais bandas do rock alternativo e até hoje, uma das mais geniais de todos os tempos. Se por algum acaso tu não conheça, essa é tua chance, meu chapa.

The Locust & Melt-Banana - Split/EP


As duas não necessitam de apresentação, pois, como a maioria que nos visita deve saber, já foi postado algo das duas e muita referência foi feita. Imagina só como é a junção das duas num Split/EP de 7 minutos. Conseguiu? Não, né? É, meu caro, isso aqui só ouvindo. Nem adianta escrever muito, pois não será o suficiente. Palavras escritas raramente irão lhe passar o sentimento de uma música perfurando seus tímpanos.Mas para não ficar algo totalmente vazio, lhes digo que The Locust manda várias músicas do seu confuso Plague Soundscapes, e as japas insanas e frenéticas do Melt-Banana fizeram as músicas exclusivamente para o EP. Locust é caótico, insano e surprendente; Melt-Banana parece um video-game, uma coisa muito louca e cheia de experimentalismo.Material extremamente recomendado, ainda mais que pesa só 9 MB. Baixa logo, caralho!

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Kiss - Kiss


Nos dias de hoje, esse disco é considerado uma maravilha - e ele realmente é. Mas por que nos dias de hoje? Simples, pois na época em que foi lançado, foi um fracasso de vendas tão grande, mas tão grande que faria uma outra banda qualquer desistir. Os 4 mascarados do Kiss se salvaram não só pela persistência, mas sim pelo seu teatro em palco. Apesar do disco não chamar a atenção, os shows faziam qualquer um ficar de boca aberta, devido aos truques com fogos e as demais animações, como, por exemplo, as coreografias bem ensaiadas por todos. Em pouco tempo a situação foi revertida. Deixaram de ser banda de abertura e passaram a ser a atração principal dos shows. Mas ainda não era o bastante, pois o lucro era menor que o gasto. Eis que eles sentiram a obrigação de gravar algo novo, já que eram conhecidos o suficiente para vender mais. Hotter Than Hell foi o nome do segundo disco, e a partir dele o Kiss nunca mais parou de vender e obter lucro. Para você ter uma idéia, lá nos EUA existe Kiss em tudo que é produto, seja roupa, caneca, chaveiro, boneco, etc. A explosão mundial veio, de fato, com Dressed To Kill, mas esse disco toma uma surra feia desse self-titled, como me disse o Lincoln Hawk ontem - e eu concordo. Começando com "Strutter" (clássica, está na maioria dos Best Of), o disco nos trás outros sons que são indispensáveis nos shows até hoje, como "Cold Gin", "Black Diamond" e "Deuce" (a melhor, simplesmente espetacular!). E você acha que os outros sons ficam atrás? Não! "Firehouse" e a instrumental semi-blues "Love Theme From Kiss" mostram que esse disco é, possivelmente, o melhor deles. Pura energia positiva! Quer conferir? Clica aqui ou na capa.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Napalm Death – Scum

Capitão Nascimento:

Muito se discute e pouco se sabe sobre o surgimento exato do grindcore, mas que Scum é um dos primeiros - e melhores - discos do gênero, isso é unanimidade entre quem curte som extremo.
Lançada em 1987, essa bagaça tinha tudo para NÃO render nada à banda, mas rendeu. Tente imaginar um mercado totalmente diferente do atual, onde poucas bandas pesadas (diga-se as de thrash, pois death era praticamente inexistente) conseguiam seu espaço. As que tentavam extremizar o metal ou o hardcore morriam. Eis que surge o Napalm Death, nem aí para essa conversa de mercado.
Queriam tocar hardcore, só que mais veloz e sujo. Faziam barulho, tocavam com blast-beat, a sujeira estava no máximo, gritavam desenfreadamente, faziam músicas com menos de 30 segundos, e por aí foi. Tu achas que alguém iria querer financiar uma banda assim? Pois é, meu caro, mas tem louco pra tudo, inclusive para nadar contra a onda. O som chamou a atenção, e hoje Scum é uma pérola do som extremo, muito cultuado por punks a headbangers.
Na minha opinião, é som muito bom. Empolga, não tem frescura, é ríspido, curto e grosso! São 28 músicas socadas em 32 minutos. Que desgraceira, hein? Para piorar a situação, o disco foi gravado com formações diferentes, porque alguns membros já debandavam para outras bandas – provavelmente por achar que o Napalm não lhes renderia nada. Hoje, a banda não possui nenhum membro da formação original e o som é mais voltado ao death metal, porém eles sempre serão lembrados como uma banda de grindcore, criadora do termo e até do estilo.
Se alguém ainda duvida que esse disco é um clássico, digo que ele já foi relançado diversas vezes. Na última, foi remasterizado e anexado junto a um DVD.
Mas se você for um iniciante no mundo do rock/metal, daqueles que acham que Metallica é muito pesado, passe longe, pois seus ouvidos regurgitarão o Napalm lá pela terceira faixa.


Lincoln Hawk

Sempre que o assunto Grindcore surge em alguma discussão, a primeira banda que vem a cabeça é sempre Napalm Death, e isso é quase unanimidade. Claro, que existem milhares de hipóteses sobre o início desse gênero musical, de tantas bandas, mas nenhuma teve tanto impacto e importância como o Napalm Death em seu primeiro álbum, o tão aclamado e controverso Scum.
O Napalm Death surgiu como uma banda de Hardcore Punk genérica, no meio do movimento do renascimento do punk inglês, na época de bandas como Amebix e Discharge, e fortemente influenciado por bandas de Anarco Punk, de onde surgia inspiração para maioria das letras, na maioria, de cunho político. Após milhares de formações e demos gravadas, o único membro original que restava na banda ainda era o baixista e vocalita Nick Bullen, contando com Mick Harris (Painkiller) na bateria e Justin Broadrick (Godflesh e Jesu) nas guitarras, eles gravaram em 86 o que seria o lado A do disco Scum, em um estúdio em um porão em Birmingham, por meras £50,00, pouco mais de R$150. Porém agora o som era totalmente diferente do início da carreira, com a mesma sujeira, mas muita velocidade a mais, como os blastbeats doidos de Mick Harris e vocais totalmente entendíveis, reflexo do que acontecia no cenário do metal Norte Americano.
Devido a esse acontecimento, fez com que a banda perdesse dois membros, Bullen e Broadrick estavam frustados com o rumo que a banda tava tomando e largaram a barca, deixando Mick Harris no comando, até sua saída em 91. Um ano depois da gravação do lado, a banda decidiu voltar ao mesmo estúdio e preparar o lado B do Scum, agora com Lee Dorian (Cathedral), nos vocais, Bill Steer (Carcass) nas guitarras e Jim Whitely (que logo deu lugar para Shane Embury, o único que continua até hoje) no baixo, gravando clássicos do disco como “Dragnet”, “C.S” e “Point Of No Return”.
Na época o único selo capaz de lançar um material desses foi a Earache Records, e um dos únicos discos que cada lado é um line-up diferente, algo como um split de uma banda só. Na época o disco foi a maior bordoada musical que poderia existir, agradando tantos os punks como headbangers, pois combinava elementos dos dois gêneros; nunca a música tinha visto tamanha desgraça em pouco mais de meia hora.
A primeira versão do álbum em cd foi dividido metade Scum e metade From Enslavement To Obliteration, segundo disco da banda, mas como citado no texto anterior, pode ser encontrado em diversas versões, assim como as capas, se tu é fã como eu, vale comprar a versão com DVD, uma versão caça níquel que Earache fez, com documentário com Mick Harris, sobre toda os bastidores da gravação desse clássico.

Download aqui.

Transplants - Transplants


Já é de muito tempo que o som arruaçeiro do Hip Hop se mistura com o saudoso rock, independente do sub-gênero, como por exemplo o Clash fazia no início dos anos 80, ou então grupos de rap do tipo Run-D.M.C. ou Cypress Hill, Public Enemy com Anthrax, e grupos mais orientados pelo rock, vide Rage Against The Machine e o Biohazard.
Toda essa conversa mole é pra apresentar o gênero de uma das bandas mais legais que são rotulados como Raprock. Os Transplants surgiu em 99, quando Tim Armstrong do Rancid, mostrou pro seu amigo Rob Aston aka Skinhead Rob, que era roadie do Rancid e do AFI, algumas batidas que ele tinha feito no Pro Tools, e pediu pro cara contribuir com letras, já que ele tinha a manha das rimas. A proposta era fazer uma mistura de rap com punk rock, mas dando espaço para o dub, drum n bass e reggae, e a medida que a coisa ia crescendo, eles foram pedindo ajuda para outros músicos como Matt Freeman e Lars Frederiksen, baixista e guitarrista do Rancid e Vic Ruggiero, da banda de ska The Slackers, que gravam pela Hellcat, selo de propriedade de Tim Armstrong.
Até que finalmente em 2002, com o disco pronto, mas não lançado, a dupla precisava de um baterista de verdade, pra poder sair em turnê com eles, aí que surge Travis Barker, atual +44 e o melhor baterista do mundo se tu tiver 15 anos, e foi nessa época que eu conheci a banda. No mesmo ano saiu o disco e eu tomei um baita susto, porque não tinha mínima idéia do que seria a banda, mas ao mesmo tempo, sôava muito bem aos ouvidos, e isso que importa.
O disco é uma mistura braba, mas que sempre deixa o punk rock e o rap em evidência, durante todo o disco, alternando os vocais entre Armstrong e Rob Aston, entre os vários convidados, como Eric Ozenne do The Nerve Agents na faixa inicial, a pesadona "Romper Stomper", com batidas drum n bass e clima hardcore, Son Dobbie do Funkdoobiest na viciante "Diamond and Guns", com um loop de piano bagaçeiro, que ganhou fama numa propaganda de shampoo (!). Davey Havock do AFI dá o seu ar da graça também, soltando o berro, assim como Rob Aston, na nervosa "Quick Death". Como não podia faltar, Lars Frederiksen também impresta sua voz em "We Trusted You", assim com Brody Dalle, ex-mulher de Tim e vocalista dos Distillers em "Weigh On My Mind", um dos sons mais legais do disco.
Se tu gosta do mix dos gêneros, vai fundo, pode baixar por aqui, e tenho certeza que eles vão dar as caras por aqui mais tarde.

terça-feira, janeiro 15, 2008

Kreator - Live Kreation


Com uma carreira de altos e baixos, glórias e decepções, fãs e ex-fãs, o Kreator tornou-se uma das poucas lendas vivas e sólidas que remanesceram do thrash metal dos anos 80. Após a decaída da popularidade nos anos 90 (sim, pois os álbuns não são de todo ruim como dizem), eles conseguiram se reerguer e chegar mais perto das origens em 2001, com Violent Revolution. O sucesso foi tão grande, que eles voltaram a dar as caras para grandes públicos e reconquistaram muitos dos fãs perdidos. Após todo esse boom, viram que era hora de lançar um ao-vivo. Não só isso, o material teria que ser duplo, abrangendo todas as épocas da banda. Foi daí que surgiu Live Kreation, o CD duplo e DVD, lançados em 2003. Definitivamente é uma porrada sonora, cheio de agressividade e com a pegada típica do Kreator, que agita muito quando ao-vivo. Logo após a intro, "Violent Revolution" chega com seu riff marcante para levar a galera ao delírio, gritando muito "hey! hey! hey!" tão alto que deve ter apavorado os rapazes! Ao escutar no CD, as músicas parecem ter sido todas gravadas no mesmo show, mas não foi assim. No DVD, percebe-se a mudança dos palcos, que passa do Brasil até a Coréia. Como vocês devem imaginar, muitos outros hinos da banda são tocados, como "Tormentor" e "Flag Of Hate" (clássicas do Endless Pain), "Coma Of Souls", "Pleasure to Kill" (onde a galera grita constantemente o nome da música), e muito mais. Há também os momentos mais lentos, como em "Black Sunrise", não tornando a audição chata pra quem não curte porrada veloz seguida de porrada mais veloz ainda. Para ser semi-perfeito, só faltaram músicas do excelente Enemy of God, mas isso não teria como exigir, pois ele só foi lançado 2 anos após esse aqui.Se você aprecia o som ou o estilo dessa banda, vá em frente e baixe ou compre.
Links: CD 1. CD 2.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Avenged Sevenfold - Avenged Sevenfold


Lançar um álbum que leva o nome da banda... Nossa, já pensou no peso da decisão? É algo como um currículo, pois quem não conhece e acaba por conhecer ali, fica com uma impressão que dificilmente será modificada. Os jovens do A7X deixaram para fazer isso só nesse 4º CD, que, na minha opinião, foi uma grande bobagem. Não pelo que as pessoas pensarão, mas, sim, porque eles sabem que já fizeram melhor. Avenged Sevenfold é um álbum que corresponde àquilo que os membros falaram que seria: Diferente de tudo que eles já fizeram. Até que não foi uma má idéia, já que o CD estreou nas paradas americanas em 4º lugar e vendeu 94000 mil cópias só na primeira semana. Quantidade nem sempre é qualidade, e é ouvindo "Scream" que eu digo: Porra, que droga de tentativa de ser alternativo que é essa?!? Puta riff chato! Aliás, já na primeira faixa, a bizarra "Critical Acclaim", a banda mostra uma linha de vocais completamente fora do estilo que os deixou marcantes, bem como uma intro num clima de ópera seguido por solos em dupla (que destoa tudo de uma vez). Quando lembro de quem ganhou ataque com o lançamento de City Of Evil, fico pensando... Ha, essas pessoas definitivamente vão parar de escutar A7X. COE é ótimo, WTF melhor ainda, e STST - apesar de ser o primeiro álbum - mostra uma banda bem mais definida que essa. Em suma, Avenged Sevenfold é o único material sem graça da carreira da banda. Não vejo atrativos na audição de nenhuma faixa, mesmo escutando várias vezes e procurando algum detalhe sequer, só pra não "enfiar o pau inteiro de uma só vez". O que chuta o pau da barraca quase de vez é a total metal melódico (com exceção do vocal, aleluia!) "Unbound The Wild Ride", que deve agradar muito aos novos fãs que não conhecem o passado ou que gostam de som levinho - pra não dizer uns adjetivos bem mais ofensivos. Já o que chuta de vez, aliás, não só chuta como incendeia a barraca, é "A Little Piece Of Heaven", num climinha 'quero ser trilha sonora de filme infantil sobre mágica e produzido pela Disney', faixa que nem merece mais nada devido a essa descrição logo atrás que deixa bem claro o que acontece em seus terríficos 8 minutos de teatro sonoro, digo, música. Encerra com "Dear God", baladinha que ficaria melhor se fosse lançada como bonus track em um Best Of no final de carreira. Para ficar uma coisa totalmente sem graça, só falta escreverem sobre dragões e cortarem fora os testículos de M. Shadows para a voz ficar fininha.

Agora, por fineza, faz o download aqui e deixa um comentário qualquer, porque não acredito que sou o único a pensar assim.

sábado, janeiro 12, 2008

Judas Priest - Sad Wings Of Destiny


Acho que quando se fala de Judas Priest não precisa de introdução, pois são um dos grandes nomes do Heavy Metal mundial, que surgiram nos anos 70 e que estão em pé até hoje.
O que faz desta banda importante para o Heavy Metal, foi que não só sobreviveram à invasão punk dos anos 70, mas conseguiram ainda assim, fazer sucesso e levar o Heavy Metal através da década, até chegar no auge, dos anos 80, além de todo o legado, uma cacetada de discos e tal, acho que não preciso falar muito.
Há alguns dias, surgiu a sugestão de postar algum disco do Judas Priest, e como eu estava ouvindo um pouco ultimamente, resolvi abraçar a causa. Nunca fui muito fã da banda, pois a som deles nunca prendeu minha anteção por completa, foi aí que decidi dar uma ouvida nos materiais mais jurássicos da banda e encontrei no clássico Sad Wings Of Destiny alguma coisa, que fez com que eu escutasse quase que o disco inteiro (sou obrigado a pular a baladinha "Epitaph" e "Dreamer Deceiver").
Não vou ser tão sacana de disponibilizar discos como British Steel ou Painkiller, porque esses aí tu pode pedir pro teu vizinho, e eu sinceramente, não gosto muito deles, apesar de serem clássicos supremos do Heavy Metal. Já o Sad Wings... tem algo que me chama a atenção, que prende meu ouvido durante os 40 minutos do disco, dividido em 9 faixas.
Esse é o segundo disco do grupo, gravado em 75 e lançado em 76, material bem antigo, e este é um ponto alto, pelo clima meio tosco da gravação, e contando com a base da formação clássica da banda: Downing, Tipton, Halford, Hill. Sobre o som, é o Heavy Metal tradicional do grupo, com poucos toques de Blues, do Heavy Metal tradicional de Deep Purple e Led Zeppelin, dando um passo a frente e dando a base para o muito do que viria após e injetando mais velocidade em algumas músicas.
Se tu tá procurando músicas clássicas, este álbum tem bastante; a épica "Victim Of Change", The Ripper" ou "Tyrant", já dão uma boa idéia do que terão pela frente, em um dos discos preferidos por boa parte dos fãs. Se tiver interesse, pode clicar aqui, ou na capa.

Lighting Bolt - Hypermagic Mountain


Lighting Bolt é o que eu costumo chamar de "banda Grindcore de nerd". Formado em 94, em uma local onde não costumamos ter muitas notícias sobre música, que é o estado de Rhode Island, na cidade de Providence, o Lightning Bolt é uma dupla que toca Noise Rock barulhento e extremo.
O grupo se conheceu na faculdade de Design de Rhode Island (RISD, lugar que já deu origem para outras bandas como os Talking Heads e Black Dice), e no seu início, tocavam em forma de trio, mas pouco tempo a banda decidiu seguir apenas com Brian Chippendale na bateria e "vocal" e Brian Gibson no baixo, fazendo um dos sons mais desconcertantes que eu já ouvi.
Extremamente influênciado pelo Noise japonês, como o Melt Banana, por exemplo, e avant-garde jazz, o duo faz com que bandas de Grindcore tirem o chapéu pra som dos magrões. É impressionante ver o que Chippendale é capaz de fazer com um drumset tão simples, pois a simplicidade acaba quando o cara monta no banco e desce o sarrafo no seu "kitzinho", mandando linhas de bateria totalmente alternadas, cheio de quebras de ritmo e improvisação, que ainda sobra tempo para soltar uns vocais doidões, com seu microfone de contato socado dentro da garganta. O trabalho de Gibson também é impressionante, o jovem tira sons inimagináveis de um baixo, com uma afinação totalmente bizarro, com milhares de efeitos, abusando da distorção e principalmente a habilidade do monstrengo, faz da audição da banda como uma bigorna caindo do céu, direto no teu melão.
Por mais estranho que Hypermagic Mountain possa ser, ele é considerado como o disco "pop" do grupo, por ser o mais audível e de mais "fácil acesso". Hypermagic Mountain, de 2005, é o quarto disco da dupla, e por enquanto o trabalho mais atual, ele é sucessor do aclamado Wonderful Rainbow, de 2003, e como todos os álbuns da banda, são lançados pelo selo Load, referência da música noise / experimental / underground americana. Pro inferno com "pop" e "mais audível", essa porra é um dos lances mais infernais que podem existir, pra provar, clica aqui e te prepara pro pior.