segunda-feira, novembro 19, 2007

Biosphere - Substrata


Em meio a esse mundo caótico em que vivo, andei procurando por sons mais relaxantes pra ver se me distraio e esqueço coisas que me deixam realmente estressado e magoado. Já passei por momentos em que preferi afundar de vez, fiquei escutando Sephiroth e Dahlia's Tear, no quarto, trancado e até feliz, pois me afastei de todo mundo. Mas hoje, há horas em que a única coisa a se fazer é relaxar, e nessas horas que eu escuto Isis, Biosphere ou Karl Sanders.
Substrata, de 1997, é considerado pela crítica como o melhor álbum do Biosphere, o melhor de todos os discos lançados por Geir em sua carreira, e um dos melhores álbuns de música ambiente da história. Pra vocês terem idéia, ultimamente esse tem sido um dos arquivos mais requisitados pelos usuários do meu eMule, já que tudo que vem pra cá é baixado de lá. É um álbum conceitual, porque todas as faixas estão interligadas. Com melodias repetitivas e leves, teclados atmosféricos, samples de mar, insetos e derivados, altas durações e bastante criatividade, esse é o CD recomendado para escutar naquela hora que você quer pensar sobre tomar uma decisão complicada, relaxar ou simplesmente dar uma boa viajada, se você tiver esse dom, é claro. Destaques para "Poa Alpina" e "Antennaria".
Download.

domingo, novembro 18, 2007

Chico Science & Nação Zumbi - Da Lama ao Caos


E lá se vão 10 anos sem o principal colaborador do "movimento" Manguebeat, torçam os narizes, mas pra mim, Chico Science foi um gênio em misturar elementos do Maracatú, com o Hip Hop e Rock, ta aí o primeiro trabalho dele com a Nação Zumbi, lançado em 1994, e recheado de coisa boa.
Quando se escuta o disco faixa a faixa, você tem a impressão "Ja ouvi esse refrão", "Peraí, o cara do ... não canta isso?", parece que toda música você já ouviu, mesmo conhecendo a banda agora, pot curto e sem mais, deixo o disco pra vocês baixarem aqui.

Pura vida!, um abraço.

sábado, novembro 17, 2007

Metallica - St. Anger


Muito bem, quem se arrisca a erguer o primeiro tijolo e mirar na minha mente antes de ler o post?
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Extremamente polêmico é o mínimo que se pode dizer pelo CD mais esperado da carreira do Metallica. Lembro bem do bafafá que voou entre as bocas antes do lançamento. "Vai ser o mais pesado!"; "É o que terá as letras mais fortes!"; "Faz tempo que eles não lançam, devem ter carregado as energias para fazer o melhor CD da carreira". É, filho(a), a expectativa estava lá nas alturas, parecia um extasy. Até o dia que o disco vazou. Depois? Então, depois disso foi só ódio aos caras por parte da maioria dos ex-fãs. Sem dúvida alguma é o CD mais pesado e tem as letras mais fortes, mas por quê tanto ódio nos coraçõezinhos 'redbens'? Porque o Metallica remodelou o som, apenas por isso. Rotulados como "new metal", foram enquadrados na mesma estirpe de bandas como o Linkin Park e o Limp Bizkit, o que eu acho muito distante. Na verdade, o Metallica fez uma espécie de som punk, relaxado, com produção largada e sem muito trampo na estrutura musical. Não é punk rock, mas tem a atitude punk, compreende? O fato de Lars Ulrich ter gravado o CD todo com latões do AfroReggae realmente irrita, mas é aturável. St. Anger é melhor que muito álbum que a banda já lançou, isso é óbvio. Não adianta querer comparar com os antigos, pois toda banda muda, porém parece que só o Metallica não podia mudar.
"Frantic" é um som que empolga bastante, "St. Anger" tem interpretações muito sinceras de James com seu vocal, "Sweet Amber" tem um riff muito marcante, "Purify" tem um refrão ótimo, e por aí vai. Dá para tirar algo legal de todos os sons, apesar da carência de solos. Até hoje o mundo espera por um novo disco do Metallica, longe das mãos do produtor Bob Rock. Vai mudar algo? Lógicnão, né, siu? (vide Jeremias III para compreender). Os caras provaram muito do Dollar recheado, da fama subindo à cabeça, e até disseram o seguinte: "Não nos incomodamos se você jogar bosta no palco, mas não jogue na nossa cerveja - é o nosso combustível". Esqueçam um Metallica heavy/thrash, vocês apenas escutarão o novo Metallica até a banda acabar - o que será difícil, já que a conta bancária deles anda só crescendo, principalmente pela má fama que a maioria de vocês fazem.
Download.

sexta-feira, novembro 16, 2007

Mastodon - Remission

Surgido na mesma onda de bandas de Sludge-hardcore metal-diabo-a-quatro, como Isis, Dillinger Escpape Plan e Converge, desde o início, o Mastodon se preocupou muito mais em chutar o balde ao invés de fazer o caos de forma muito "matemática". Desde a primeira vez que eu escutei Leviathan, mesmo não sabendo o que eu estava fazendo, de onde vinham aquelas criaturas, tinham certeza que os caras eram do Mal. Eu estava certo.
Como o nome exatamente sugere, a banda sôa tão animalesca como um Mastodonte, porém com a velocidade e a técnica de um Tigre Dentes de Sabre, um som totalmente místico e pré-histórico. Pude comprovar essa teoria enquanto subia a montanha escutando Blood Mountain, outro ótimo disco, e talvez até, um dos melhores do ano passado.
Foi então que eu resolvi dar uma olhada no passado da banda. Remission, no caso, foi o primeiro disco lançado pela banda (Após o seu EP de estréia chamado de Lifesblood, que viria a ser lançado novamente dentro da compilação Call Of Mastodon) lá em 2002. Ao contrário dos álbuns posteriores à este, esse é o único que não se trata de um álbum conceitual, porém, descobri via wikipedia, que cada álbum do Mastodon se basea em uma elemento da natureza, sendo este sobre o Fogo.
Quanto a sua musicalidade, como é de esperar, a produção não é de tanta qualidade como o último, mas também não é nada terrível, tudo muito bem perceptível e audível, como deve ser. Aqui o som é muito mais baseado no Hardcore e no Sludge Metal, do que no Prog que a banda costuma fazer, aqui a patada do Mastodonte é muito mais intensa. Mas há sua exceções, e é isso que faz do som do Mastodon, um som muito agradável, entre as riferamas, gritos e muito peso, eles mostram toda sua habilidade e fazem passagens progressivas, numa viagem muito gostosa, na medida exata do instrumental habilidoso, sem sôar chato ou dificultoso.
Posso afimar que este é um "Tão bom quanto os outos". Pra quem não conhece ou não tem, este é um disco que vale a pena, e pra que tá ligado no disco, sabe do que eu falo, então clica na capa e te diverte.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Ed Gein - It's A Shame A Family Can Be Torn Apart By Something As Simple As A Pack Of Wild Dogs


Falae, um banda com esse nome e que lança um disco com um nome mais cabuloso não pode ser normal, não? Obviamente. O power trio insano vem de Nova York e detona um misto de grindcore com mathcore/math metal muito hiperativo, insano, doentio, por aí.
O nome da banda é inspirado no famoso serial killer americano Ed Gein, que desde cedo era espancado pela mãe. Ed, ao virar adulto, sentia fortes vontades de "estudar" a anatomia feminina e, para isso, começou a desenterrar cadáveres para praticar canibalismo e necrofilia. Segundo Ed, era o fantasma da sua falecida mãe que o mandava cometer tais atos. Ed até demonstrava certa tendência homossexual, já que mutilava vaginas e socava-as dentro de calcinhas que, em seguida, eram vestidas por ele que saía saltitando feliz pela casa. Filmes como "O Massacre da Serra Elétrica", "O Silêncio dos Inocentes" e "Psicose" possuem vilões que cometem crimes idênticos aos de Ed.
Sem dúvidas, esse louco ainda influencia muita gente. A princípio, a banda deveria falar de assassinatos, algo meio gore, porém não é assim. O nome vem de um assassino, mas a ideologia da banda é política, semelhante às bandas de hardcore de Nova York.
Não adianta tentar descrever muito o som, pois é caótico e complexo, manja? Mas tá aí, atendendo a um pedido feito há certo tempo atrás.
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terça-feira, novembro 13, 2007

Eighteen Visions - Vanity


Quem só conhece o Eighteen Visions dos trabalhos mais recentes, como o self-titled de 2007 ou o Obsession, de 2004, não imagina o quanto eles eram pesados. Famosos mais pela fase post-hardcore, o 18V é uma daquelas bandas que não caiu na orelha daquela mulecada que dizem que toma conta da Galeria do Rock, apesar de terem os adjetivos nacessários (leia-se nos últimos CD's, não nesse).
Vanity, de 2002, é o terceiro álbum e mostra todo o sentimento de depressão de um screamo com o instrumental e o peso metálico, fazendo o 18V soar bem original em meio às outras bandas que já existiam na época. James Hart, o vocalista, é um dos responsáveis por isso. Dotado de um timbre que soa belo quanto cantado limpo e de um rasgado meio indefinido - às vezes até parece falhado -, ele soa bem único em sua interpretação, mesmo chupinhando certa influência de James Hetfield em uma ou outra música. Com aproximadamente uma hora de duração, o álbum tende a agradar desde 'emos' a metalheads, devido às influências da banda. Eu, particularmente, curto bastante.
Notáveis por um visual extremamente "emo" e pelas capas cute, eles surpreendem quando sobem no palco e detonam músicas como "Vanity" ou "Sonic Death Monkey", deixando a semelhança com bandas como My Chemical Romance só no visual - aleluia!
Quer conferir?
Click Here.

English Dogs - To The Ends Of The Earth e Forward Into Battle

English Dogs - To The Ends Of The Earth

O Pedido foi feito há muito tempo, mas agora vai. English Dogs surgiu no início dos anos 80 na Inglaterra, junto com outras bandas da tal "segunda onda punk" ou "Punk's Not Dead", como G.B.H., Varukers e Discharge. Como as outras bandas, começaram tocando um punk-rock extremo, porém com o tempo, a banda começou evoluir e acrescentar elementos metálicos no som da banda. To The Ends Of The Earth foi o primeiro registro dessa fase, lançado em 1984, um EP com apenas 5 músicas, todas elas muito rápidas e nervosas, andamento punk com guitarras mais thrash, com bastante solos também, tudo sem muita produção, um prato cheio para aqueles que são fãs de bandas de Thrash genuinamente oitentistas.


English Dogs - Forward Into Battle

Já conhecida por mistura Hardcore Punk com elementos de Heavy e Speed Metal após o lançamento do disco anterior, a banda foi uma das pioneiras do que mais tarde ficaria conhecido por Crossover, a sonoridade metálica foi ganhando cada vez mais espaço no som da banda, como este Forward Into Battle, que chega lembrar muito o primeiro disco do Metallica, Kill Em' All, seja pelo andamento das músicas "tum-pá-tum-pá" ou pela produção crúa, sem contar com a semelhança vocálica.
Aqui a coisa ficou mais séria, agora com 10 músicas, todas elas com maior duração e uma preocupação maior no resultado final, acabaram sendo de melhor composição e produção, porém perdeu um pouco da intensidade do primeiro. Eu indico vêemente esta banda para aqueles que são fãs de Crossover ou Thrash Metal oitentistas, ou Punk-Rock antigão, um som direto e sem frescura.
Atualmente, foi lançado uma versão em CD com os dois plays em um só, então tu pode conferir eles clicando em qualquer capa, pois virá o mesmo arquivo com os dois LPs's.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Big Black - Songs About Fucking


Famosa por ter sido a primeira banda de Steve Albini, o Big Black foi um grupo de rock alternativo que teve suas atividades durante os anos 80. Acredito que dentro do circuito de bandas de rock, Steve Albini é um dos grandes nomes de produtores, ao lado de Rick Rubin. O cara trabalhou com grandes nomes como Pixies, Nirvana, Neurosis e foi o escolhido para produzir o último dos Stooges, porém o que temos aqui é algo bem diferente.
O Big Black surgiu 82, no quarto de Albini, quando estava na faculdade, com uma guitarra e um sintetizador de bateria, que foram os membros até o final da banda, fazia um som altamente pós-punk, influenciado por Killing Joke e Public Image Limited. Com o baixista Dave Riley e o guitarrista Santiago Durango a banda gravou a maioria dos seus registros, incluindo este disco, Songs About Fucking, o segundo e último full-lenght, lançado em 87, pela Touch And Go, também, ultimo ano da banda.
No início, chamei a banda de rock alternativo, pois eles abrangem certos estilos, porém foram uma das importantes bandas do cenário underground americano. Com guitarras sujas e barulhentas mais uma bateria eletrônica, capaz de esmagar cérebros, o Big Black é também muito conhecido por Noise-Rock, graças às dores de cabeças para ouvidos despraparados. Com certas passagens de pós-punk, letras grotescas da dupla Albini e Durango, gritados por um vocal nervoso e sufocado, faz dessa banda uma das mais barulhentas da história. Ritmos massantes, guitarras barulhentonas e viscerais, batidas provocantes e destruidoras com letras doentias, fazem em forma de música o que seria um bigfoot em cima de passat.
O som da bateria programada deu a base pra muita gente como o Ministry e o NIN, ou os maiores aprendizes; Jesus Lizard (Com que Albini trabalhou posteriormente), sem contar tantas outras bandas industriais. Porém, apesar de toda essa ligação com o rock cibernético, eu considero o Big Black muito mais como um banda punk, com a postura de música barulhenta e letras, apesar de sarcásticas, serem críticas. Pra conferir esse puta marretaço, basta clicar na capa.
Créditos ao blog http://less-talk.blogspot.com/, onde consegui achar este disco para download, que estava procurando por um bom tempo.

The Berzerker - Animosity


Há dois estilos de música que me agradam muito: Death metal e industrial. Já pensei em criar uma banda de "industrial death metal" no computador, mas não deu muito certo. Ao menos a idéia é original, né? Errado! Já existe o The Berzerker fazendo isso, e, acredite, é muito além disso, pois essa banda é uma porrada que mistura death/grind com industrial e techno extremo. É pouco? Talvez lendo seja, todavia a audição é o que mais surpreende, independente do que digam, porque, convenhamos, quando se trata de mixar coisas diferentes, muitos são céticos.
Naturais de Melbourne, na Autrália, os rapazes já estão há 12 anos tocando e há 7 lançando. Animosity, lançado em fevereiro desse ano, é o 10º material oficial e o 4º full-lenght, e o que dizer sobre ele? É maravilhoso! Quem escuta e não conhece deve duvidar que são apenas dois caras que fazem esse som todo. Luke Kenny grava os vocais e realiza as insanas programações de bateria; Jason V. grava o contra-baixo e as guitarras. É o típico exemplo de dupla que surra bandas formadas por 9 palhaços (hihihihi), e é uma banda que deveria ser mais conhecida pelo público mundial. Aqui na nossa terrinha, não tem muita gente que conhece, portanto, trate de baixar esse CD e adquira mais conhecimento. Retornando ao assunto, nos shows ao-vivo a banda se apresenta com músicos contratados, um para cada função.
Mais info em um próximo post não muito futuro, porque viciei nisso aqui!
Download.
PS: Não venham reclamar do narrador, pois essa foi a única versão que consegui baixar até o momento. A quem não sabe, o narrador é aquele cara que diz: "You're listening to The Berzerker - Animosity, bla bla bla records..." em todas as músicas.

sábado, novembro 10, 2007

Incubus - Make Yourself

Incubus sempre foi uma banda que eu nunca dei muita bola, apesar de saber que eles são um dos maiores nomes do "Metal Alternativo", isso nunca foi argumento para que eu tivesse interesse. Baixei o primeiro disco da banda, chamado S.C.I.E.N.C.E. e confirmei que não havia nada de mais, além de um som fortemente "influenciado" (Pra não dizer copiado) de bandas da década passada, como o RHCP e o Primus, principal influência das bandinhas de Nu-Metal. Apesar de tudo isso, ainda existia uma música deles que eu achava muito legal; "Stellar", e foi por esse motivo que eu resolvi baixar o disco para ver como era o resto.
A banda surgiu lá em 91, na Califórnia, fazendo Funk Metal, mas no decorrer do tempo foram misturando elementos mais thrash e rap-metal, e também com a entrada de um DJ para o grupo, foram até comparados com Deftones e Korn, porém nunca receberam o rótulo de New-Metal, apesar de a banda emergir junto com essas bandas. O primeiro disco da banda, que eu falei no início, saiu só em 97, e além de um som copiado do Primus com algumas intervenções de scratches e alguns elementos eletrônicos, o que eu realmente não gostei foi os vocais rap, algo que não combina nem um pouco com o estilo do vocalista Brandon Boyd.
Make Yourself é o segundo cd, lançado em 1999 e foi o disco que eu me interessei (Mais pelo disco e não por toda a carreira da banda). Este cd que deu credibilidade para a banda, hoje, sendo uma das bandas de rock alternativo mais populares. Com os singles "Stellar" e "Pardon Me", os disco vendeu muito bem, mas apenas em 2001 que o álbum foi "descoberto", com o lançamento do single "Drive", que explodiu as vendas e caiu na boca do povo. Daí pra frente todo mundo sabe.
Mas o que realmente eu acho interessante é o "resto" do disco. Tirando algumas músicas meio "mela-cueca" que nem"I Miss You" e a própria "Drive". Ótimas melodias, vocais "rap" quase nulo, ótimas refrões e músicas bem criativas, como "Battlestar Scralatchtica", um funk cheio de grooves e "The Warmth", de ritmo leve e guitarras maneiras. Com uma ótima produção, mostravam uma prévia do que viria no próximo disco, Morning View, sucesso de vendas, mas que na minha opinião, ainda fica atrás desse. Pra conferir um som bem legal, clica na capa.

sexta-feira, novembro 09, 2007

Dying Fetus - Destroy The Opposition


Esse CD tem hora para ser escutado, e essa hora é aquela que você está com raiva do mundo, de alguém ou de algo. Dying Fetus é uma pura demonstração do mais puro death metal brutal aliado à técnica instrumental e aos ideais grindcore! Cara, eu escutei esse CD duas vezes antes de resenhar, em um estado de consciência normal, e achei meramente bom. Hoje eu escutei com raiva de umas coisas, e, porra, destruidor demais, sonzeira do caralho e que tem tudo a ver com o título do álbum! As linhas de guitarra são velozes e virtuosas, fazem a adrenalina subir; em seguida, quando você percebe a velocidade da bateria e a ferocidade com a qual é tocada, o sangue ferve; no fim, o vocal gutural e agressivo completa o clima e lhe mostra a verdadeira máquina mortífera que é o Dying Fetus, essa banda que pode ser a única a unir sons extremamente complexos com músicas extremamente brutais. Não me entenda mal, pois existem diversas bandas técnicas e brutais, todavia Dying Fetus é a que vai mais longe (que eu conheço).
"In Times Of War" e "Praise The Lord (Opium Of The Masses)" são verdadeiras pauladas na nuca que eu garanto que vão lhe deixar muito eufórico, juntamente com a faixa título.
Após esse álbum, lançaram Stop At Nothing em 2003, outro exemplo de brutalidade que merece ser escutado. E 4 anos depois, que é o momento que nos encontramos hoje, lançaram War Of Attrition, um dos melhores álbuns desse ano, sem dúvidas.
Quanto mais antigo, mais sujo. Killing On Adrenaline é outro disco muito cultuado pelos fãs da banda, devido a enorme veia grindcore presente em suas faixas. Desde o início, em 1991, a banda nunca deixou as raizes de lado, portanto, se você curtir esse álbum, pode mergulhar de cabeça nos demais, só tenha cuidado: Você pode ter uma overdose e acabar inconsciente da maioria de seus atos. Os sintomas mais comuns em ouvintes viciados são: Vontade de socar quem tem opinião oposta, vontade de chutar pessoas chatas e ouvir os discos cada vez mais alto.
Quanto a alguns membros, sairam da banda para entrar no Misery Index.
Download.

quinta-feira, novembro 08, 2007

The Black Dahlia Murder - Nocturnal


Pra quem gosta de música, e que ainda continua comprando CD's, apesar de ter tudo em Mp3, ir até uma Virgin Mega Store pode ser um perigo, pois tu encontra "tudo" que tu anda procurando, e no fim, fica até difícil de escolher o que levar, mediante a tantas opções. No meio de uma porrada de discos, encontrei vários Nocturnal's, um dos álbuns que mais me chamaram atenção neste ano, e me lembrei que há muito tempo, havia gente pedindo por postar esse discão.
Nocturnal estava na sessão dos mais vendidos de Metal, ao lado de outras bandas novas do ramo como o Mastodon, Trivium e Job For A Cowboy, cada um com seu estilo próprio dentro do termo "Metal". The Black Dahlia Murder é uma banda, que entre as citadas anteriormente, se assemelha mais com a última, que é também um dos nomes que anda na boca do povo antenado no mundo metálico.
O Black Dahlia Murder, como eu costumo chamar, sem o "The", é uma banda relativamente nova, formada em 2000 na cidade de Waterford, em Michigan, local onde dificilmente surgem bandas de Death Metal que chega em nossos ouvidos, então são considerados como os líderes deste estilo, em sua terra natal. Com várias mudanças de line-up e dois EPs lançados independentemente, o BDM assinou com a Metal Blade, onde lançou três discos, sendo este Nocturnal, o terceiro trabalho, que fez com que a banda figurasse entre outras bandas novas de respeito como Throwdown e o já citado, Job For A Cowboy, sem contar nas várias matérias em sites e revistas e reviews positivos que a banda acumulou este ano.
O que se nota neste disco é uma evolução sonora da banda, com a entrada do baterista Shannon Lucas, a banda ganhou muito mais credibilidade na hora de compôr as linhas de bateria que ficaram, sem dúvida, um arregaço. Combinando blast-beats insanos com riffs rapidíssimos no melhor estilo Death Metal (Numa mistura entre At The Gates com Morbid Angel), e com muita melodia, que acaba sendo chamado de Death Metal Melódico, o que não deixa de ser errado, pois os trabalhos das guitarras são dignos de nota, desde o mais simples riff ao mais complexo solo, o som fica completo com o vocal extremo do frontman Trevor Strnad, que alterna entre um vocal rasgadão um gutural macabro, e sem desmereçer o ótimo trabalho do baixo neste disco, que deu uma sustentabilidade incrível no peso das canções.
E como se não fosse bastante, gostei muito da mixagem e masterização dos instrumentos, não desfavoreceu e nem favoreceu nenhum instrumento, deixando tudo totalmente audível em meio ao caos sonoro que a banda faz. Se você ver a lata dos magrões da banda, não acreditará no absurdo que eles fazem: São cinco gurizões com naipe de nerd de braço tatuado, porém fazem um Death Metal de gente grande. Pra conferir, um clique na bela capa.

terça-feira, novembro 06, 2007

Agnostic Front - Warriors


Mais um dos grandes lançamentos deste álbum, um dos mais esperados álbuns para o pessoal do Hardcore: Warriors, o décimo e "la vai pedrada" disco do Agnostic Front, uma das maiores figuras, e se não, a maior, figura dentro da cena do Hardcore Nova Iorquino.
Apesar de ser uma das bandas que eu mais respeito dentro do Punk-Rock, nos últimos anos eles vêm me decepcionando um pouco. Desde o lançamento de Another Voice, a banda andou mudando o seu som, perdendo a velocidade e ganhando muito peso e entrando num processo de metalização do som, acompanhando o rastro de muitas bandas atuais, como o Hatebreed e o Born From Pain, que tem o Agnostic Front como uma influência no som da banda, e eu não fui o único que ficou meio chateado com a o rumo que a banda tava tomando.
Mudar a sonoridade e tentar algo novo é algo totalmente compreensível, porém, para mim o Agnostic Front é uma banda líder, que devia mostrar o caminho para as bandas, abrindo novas portas, porém nesses últimos anos, fez ao contrário, e seguiu a tendência de outras bandas que usam o NYHC como elemento para o seu som pesado.
Se tem outra coisa que também anda me encomoda, é o rumo que o "NYHC" anda tomando, isso é o motivo que o AF é tão conheçido, e é uma parte do som que eles mais deixaram esqueçido, aquele som afudê de discos como o Victim in Pain. Muita gente hoje em dia, eu vejo confundido o NYHC com Metal, só porque algumas rápidas há breakdowns, já dizem que é NYHC. Embora alguns andem perdendo um pouco o rumo, como o Madball e Sick Of It All, que são grandes nomes, que também andam se envolvendo fortemente com esse tipo de som metalizado, estereotipado de som de Tough Guys, existe muita banda boa que continua na briga, com som maloqueiro, como o 25 Ta Life e o extinto Kill Your Idols.
Na primeira audição do disco, fiquei totalmente desnorteado, pensando em todas as coisas que eu disse antes. Na segunda vez também. Depois o álbum começou a soar mais familiar aos ouvidos e a coisa fluiu. Apesar de tudo que foi tido em cima, e eu devia escrever isso, pra expressar a minha opinião, o disco tem músicas bem empolgantes, um prova disso é "For My Family" e "No Regrets", com uma quantidade absurda de bumbos duplos e ritmos explosivos.
A qualidade do som está impecável, apesar da produção ter ficado totalmente metalizada (Isso tá ficando massante), mas até é compreensível, quando fica sabendo quem foi o produtor do disco: Freedy Cricien, irmão mais novo de Roger Miret do AF, e líder do Madball, pois fez o som igual ao último disco da sua banda, que também não me agradou muito. Faça o teste que eu fiz: Pegue o último disco das bandas citadas anteriormente, e ponha elas intercaladas, no seu player e note que a diferença fica quase que basicamente na voz.
Tenho certeza que escutarei algumas reclamações aqui, pois de todas as pessoas que eu falei, adoraram o disco, porém, opinião cada tem a sua. Para baixar o disco, clique na capa, que é outra coisa que eu detestei no disco, de toda a carreira, acho que é a pior arte que a banda já teve, mas enfim, chega de falação e tire sua conclusão.

The Dillinger Escape Plan - Ire Works


Quem conhece o DEP dos excelentes trabalhos Calculating Infinity e Miss Machine, certamente ficou ansioso quando começaram a rolar os boatos sobre um disco novo. Ao ver vídeos da produção de novas músicas, tudo se confirmou, e as expectativas cresceram como fungos em um corpo que ingere antibióticos.
Finalmente o disco vazou, e agora todos podem ouvir mais um grande trabalho dos rapazes. Enganou-se quem pensou que eles se limitariam a repetir algum dos outros álbuns, ou simplesmente fazer um CD qualquer. O DEP decidiu jogar todo o experimentalismo que perambulou em suas cabeças nos últimos anos para cima do microfone, das guitarras, do baixo, da bateria e do computador. Isso mesmo, meu(minha) caro(a)! A começar por vários efeitos eletrônicos de computador que não haviam sido utilizados antes, todos perceberão algumas inovações. A princípio, creio que essa versão que eu escutei e que vocês poderão baixar é NÃO-MASTERIZADA. Crua demais, indefinida em alguns momentos e diferente. Se isso é proposital, ou seja, se essa versão é a finalizada e masterizada, os caras decidiram ir looonge demais, porque realmente ficou diferente. A quebração vem furiosamente já na primeira música, e esquizofrênica - e poderia ser diferente? Eles sempre começam assim! - "Fix Your Face", onde Greg Puciato faz um duelinho vocal com o ex-vocalista Dimitri. Escalas de fim de mundo, tempo quebrado, enfim, quem conhece sabe do que estou falando. Mas na terceira faixa em diante, a inovação predomina. "Black Bubblegum" chega a soar bizarra, lembra muito o Sugar Ray ou o RHCP dos tempos antigos, totalmente alternativa. Em seguida, "Sick On Sunday" mostra os tais efeitos de computador, e após isso vêm duas faixas instrumentais e outra porrada curta e grossa. O tempo das músicas ficou bem extremo; curtas ou longas. "Milk Lizard" é memorável demais, possivelmente a mais viajante do CD, pois é acompanhada de instrumentos típicos de jazz. Chega a lembrar muito aqueles filmes de ação Hollywoodianos.
DEP é DEP; loucura, experimentalismo, hardcore e metal em níveis fora do comum, resultando em uma banda única e que merece o espaço que vem conquistando.
Download.
UPDATE: Versão masterizada upada (a de cima é NÃO masterizada). Baixe aqui.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Dead Kennedys - Bedtime For Democracy


Que os Kennedys foi uma das bandas que mais fez barulho durante os anos 80 não há o que duvidar. Não só apenas barulho com seu punk rock veloz e irônico, mas fizaram uma bagunça enorme no cenário da música underground e a imagem de que uma banda pode sim se meter com política e não de uma forma tão babaca como o U2, rock engajado é para baitolas.
Jello Biafra continua até hoje sendo uma das grandes figuras quando se trata de oposição à qualquer governo ou qualquer organização de direita, mas as vezes eu acho que os caras foram até longe de mais. Arrumaram inúmeras tretas com a justiça americana, primeiramente com o nome, batizado após a morte dos irmãos Kennedys, que era forma de dizer que era o fim do American Dream. Um dos problemas legais mais conhecido e mais divertido, ocorreu em 85, no lançamento do disco Frankenchrist, o terceiro disco da banda. Dentro do encarte do disco, havia um pôster que contia uma arte com pirocas enfileiradas, acredito que mais uma arte de Winston Smith, que acabou em tribunal, após a mãe de uma menina que comprou o álbum ver o pôster e as letras e ter ficada chocado com a atitude da banda. Por fim que o disco foi banido na época e uma multa para os integrantes da banda.
Essa encheção de lingüiça foi para contar um dos capítulos mais comentados da carreira dos Kennedys, e que foi exatamente após esse episódio que a banda lançou Bedtime For Democracy, o último disco antes da banda se dissolver, chateado com o rumo que a cena do punk rock estava caminhando. Lançado em 86, originalmente como um LP duplo, mostra exatamente o que foi dito antes, uma banda já de saco cheio, pois achavam que o movimento punk que eles estavam já não era mais um lugar seguro, já cheio de neo-Nazis, brigões, que iam nos shows apenas para arrumar briga e não tinham nada na cabeça, indo totalmente contra a ideologia da banda. Um disco cheio de ecletismo dentro do hardcore, misturando com alguns outros elementos, mas principalmente aquele som clássico da banda, hardcore veloz e rude, carregado de passagens de altas doses de irônia.
Como de costume, no geral são todas músicas são de conteúdo radical, metendo o pau no governo Americano (E isso nunca vai acabar), sobre militarismo, conformismo, sobre a violência e principalmente criticando o movimento punk. A arte da capa ilustra muito bem o que eles quiseram passar, não só neste cd, mas em toda a carreira: Uma estátua da Liberdade totalemente desfigurada, em meio a nazistas, oportunistas, oficiais do governo, zumbis religiosos, envolvidos por agentes da imprenssa. Um carreira curta e um legado enorme, que até hoje conquista jovens que começam se interessar por este tipo de música. Vamos deixar para outra conversa o fato dos acontecimentos pós o final da banda, enquanto isso, clica na capa e explode as neurônios dos vizinhos com Kennedys no último volume.

Rolling Stones - Exile On Main Street


Quando se estuda a história do rock, inevitavelmente os Stones aparecem como uma das primeiras bandas a chocar o público conservador com suas atitude rebeldes e referências ao sexo. Assim como no caso dos Stooges, os Stones sempre tiveram um front-man viciado em sexo; não, não era só isso, Mick Jagger gosta(va) de referências e gestos sexistas nos shows. Lembro-me de ler uma matéria lançada lá pelos meados de 1965, época em que eles começaram a explodir, que perguntava: "Você deixaria sua filha sair com um Rolling Stone?". O que isso tem a ver com esse CD? Não muito, mas isso aconteceu lá nos primóridos da banda, e hoje eles são todos velhos e não mudaram absolutamente nada. Jagger tem uma dúzia de filhos espalhados pelo mundo; Richards afirma que o segredo de sua longevidade são as drogas que ele toma; Charlie Watts continua tocando do mesmo jeito; Brian Jones morreu de overdose e Ron Wood foi aceito como membro oficial. Por mais que o tempo passe, essas figuras continuam intactas. Hoje não causam o mesmo impacto de décadas atrás, obviamente porque hoje é tudo liberado e tem gente que gosta até de tocar sem roupas, como os funkeiros do Red Hot Chili Peppers.
Exile On Main Street, de 1972, é o 17º material da discografia oficial da banda e foi lançado depois do maravilhoso Sticky Fingers. É considerado como o melhor álbum deles pelo próprio Mick Jagger, mas as opiniões diferem bastante. Há quem prefira a primeira fase deles, bem leve; Há quem goste da fase mais rock; há também os que gostam dos álbuns mais recentes e há aqueles que ainda nunca ouviram um disco inteiro. Esse disco é muito bom, bem diferenciado, tem músicas empolgantes ("Rocks Off", "Shake Your Hips", "Happy"), tem outras que lembram um clima de blues/country ("Sweet Virginia", "Sweet Black Angel"), outras puro R&B e por aí vai. Oficialmente lançado como álbum duplo, mostra toda a criatividade da banda em mais de uma hora de música.
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sexta-feira, novembro 02, 2007

Motörhead - 1916

Acho que o início ideal seria uma pegunta: Tu gosta de Metal? Tu gostal de Blues? Então que tal os dois juntos? 1916 é mais um dos grandes discos da imensa discografia do Motörhead e dentro todos, é o que mais fica evidente a presença enorme de blues e do rock'n'roll de base ao lado do seu rock clássico, inigualável e inconfundível, que acaba virando quase que um "Punk Blues".
Lançado em 92, este álbum foi o décimo terceiro disco da banda, após resolveram as tretas com sua ex-gravadora, assinaram com uma subisidiária da Epic, e lançaram este ótimo disco, que foi candidato à receber o Grammy de melhor performance de Metal, mas concorriam com o humilde The Black Album, do Metallica. Apesar de eu não achar o melhor álbum da banda, foi o maior sucesso de vendas até hoje e o que garantiu o seu nome, então não é preciso dizer quem levou o prêmio.
O nome do álbum, está relacionado com uma das paixões de Lemmy: Guerra. O cara é colecionador de artefatos da Primeira e da Segunda Guerra Mundial, e por isso tem gente que diz que o cara é nazista! Claro, eu nunca vi isso pessoalmente, apenas em comunidades do orkut, o que acontece freqüentemente, assim como o Slayer, mas isso fica para discutir nos comentários, se quiserem. Mais especifcamente, o disco se trata da Primeira Guerra Mundial, e carrega a música de mesmo nome, que batizou o disco: "1916", uma canção atípica, soando como um hino com apenas teclados e batidas marciais acompanhando a voz de Lemmy, que canta suas reflexões sobre a vida e a morte durante a guerra.
Em forma de quarteto neste disco, o único membro original e alma da banda, Lemmy Kilmister trabalhou com todos os integrantes na hora de escrever as músicas, resultando em clássicos como "R.A.M.O.N.E.S" (Música qual os Ramones regravaram e tocaram com a participação de Lemmy em seu último show), uma homenagem à uma das maiores bandas de Punk Rock da história, e também "Going To Brazil", outra clássica que não pode faltar nos shows. Enfim, escutar Motörhead é sempre um bom negócio, então clica na capa e se divirta.

Manowar - Kings Of Metal


Reis do Metal é a minha pica com leite condensado no testículo esquerdo e catchup no direito! Manowar era uma ótima banda, mas quando começavam com essas conversas bestas e sem fundamento de "irmandade do metal", "reis do metal", "somos os melhores do mundo", etc; porra, parece o Oasis mais pesadinho - em termos de atitude.
Apesar da falação e da capa "mãe, sou power metal!", o disco Kings of Metal, de 1988, é um dos melhores lançados por eles, sem dúvidas. Produzido na época que a banda ainda contava com o guitarrista Ross The Boss (o mais criativo de todos), esse foi o quinto álbum de estúdio.
"Wheels Of Fire" é a música de abertura, chega com uma linha vocal realmente muito empolgante e uma rifferama legal e repetitiva. Essa conversa fica bem enjoante, portanto, cabe a mim dizer que é um excelente disco de heavy metal e hard rock (sim, hard rock! escute "Kings of Metal" que você vai entender, e isso não é irônico por minha parte, e sim por parte deles). A faixa instrumental "Sting of the Bumblebee" mostra todo o talento de Joey DeMaio, que utiliza de escalas técnicas e velozes no seu contra-baixo. A balada "Heart Of Steel" mostra o lado versátil da banda, que podia fazer um álbum bem diferenciado. Creio que eles atiram cocô no ventilador em faixas como "Kingdom Come", porque a tentativa deles de soarem medievais nunca deu certo - a não ser nas fotos com cueca de He-Man atochadas no ânus. A empolgação fica por conta de "Hail and Kill", música dotada de um solo lindo de guitarra e refrão memorável. Fecha com "Blood Of The Kings", onde Eric Adams consegue dar gritos tão agudos quanto uma virgem perdendo sua virgindade com um rapaz extremamente dotado e sem paciência. Esse álbum me lembra de uma época não remota, mais precisamente quando tinha 14 anos. Eu queria porque queria uma camiseta do Manowar, assim eu poderia caminhar na rua mostrando que eu curtia uma "banda foda". Ainda bem que não encontrei! Mas coincidencialmente ou não, com 16 anos meu pai me deu uma camiseta deles, e, como presente é presente, não recusei. Não fico assim pela música deles, pois é boa. Fico triste pelas atitudes deles, e não quero apoiá-los.
Como vocês podem perceber, é um disco muito legal de ser conferido. Minhas zoações para com a banda se devem ao fato de que eles mesmo pedem por isso.
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quinta-feira, novembro 01, 2007

Johnny Winter - Let Me In


Johnny Winter será a tatuagem que farei atrás do meu ombro esquerdo. Como amante da música do homem desde a primeira vez que ouvi, cada vez mais apreciador de seus álbuns e suspeito para falar dos mesmos, fico na dúvida sobre o que falar, porque realmente sou suspeito. Mas é a vida, não? Lá vai...
Let Me In, lançado em 1991, é o "20º alguma coisa" da discografia de Johnny. Não há como dizer com precisão, pois esse é o número aproximado de discos oficiais lançados até a época. Se fosse considerar as coletâneas e demais materiais, vish, perdia a conta, filho! É um de seus melhores álbuns, pois é tocado com uma energia gigante. Apesar de ser basicamente guiado só pela voz e guitarra de Winter (ou seja, os demais músicos se limitam a simples arranjos), vale a pena conferir, porque os solos são tocados de uma maneira fora do comum. "Illustrated Man", música de abertura, já deixa isso bem claro. Mas não é só de velocidade que são feitos os discos de Johnny, pois "Life Is Hard" é um blues bem na manha, mais soft, bem lentinho e com cada nota tocada no lugar correto. Para mim, é algo bem único. Gosto muito de várias bandas e estilos, mas quando escuto Johnny Winter é que sinto uma energia maior.
Esse álbum é composto por diversos ritmos e estilos. Um pouco de blues, um pouco de rock, um pouco de jazz, um pouco de country, e por aí vai. Essa é basicamente a alma do discos de Johnny - obras-primas, na minha opinião. E caso queira saber mais sobre ele, siga os hiperlinks que levam às postagens antigas, pois lá está recheado de informações e história.
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Iron Maiden - Virtual XI

Iron Maiden, a banda que me apresentou ao Metal, aquela que eu escuto desde jovem e que dispensa qualquer comentários, apenas para dizer que todos os posts que eu já fiz sobre começa com esse mesmo papo furado, que serve como intodução, ou não.
Virtual XI, como sugere o nome, é o décimo primeiro disco dos britânicos, segundo, e último, com o vocalista Blaze Bayley. O disco que menos vendeu e uma das maiores decepções dos "fãs". Boa parte do pessoal que gosta de Maiden, normalmente, abomina a era em que Blaze se manteve como frontman, ou até pior, apenas ignoram esse fato, negando ótimos trabalhos, porém para aceitá-los, é necessário entender alguns fatos, que foram importantes para a construção destes discos, em especial este que está sendo postado.
Desde a época em que o vocalista Bruce Dickinson começou sua carreira solo, paralela com o Maiden, após o guitarrista Adrian Smith já ter se demitido, a banda começou a entrar em ruinas, até tendo a possibilidade de acabar, a saída de Dickinson foi quase a gota d'água. Foi quando resolveram escolher Blaze para assumir o microfone, após fazerem teste com uma lista enorme de vocalista, de famosos até zé-ninguém, optaram pela voz da banda Wolfsblane.
O primeiro disco com ele, The X Factor, é realmente um disco que não gosto muito, porém as suas músicas ao vivo ficam muito legais. Aí então que surge o problema, a voz de Blaze é totalmente diferente dos outros dois vocalistas, cada qual conseguia agudos mais obsurdos que o outro, e Blaze com sua voz rouca e seu jeito animalesco, ficava devendo na hora de tocar os clássicos que a platéia queria ouvir, e assim perdia sua credibilidade com os headbangers.
Assim como o álbum antecessor deste, são os dois álbun mais obscuros que o Maiden já fez, que combina totalmente com o estilo de Blaze cantar, e esse é o ponto alto do disco. Anos 90 não foram bons para o Metal, além disso, Steve Harris enfrentava um processo de divórcio, o que fazia a banda entrar mais em paranóia, resultando neste amontuado de músicas. Gosto da variedade de velocidades usadas aqui, desde a velocidade de "Futureal", em umas das músicas mais pauladas, até um metal embromado com teclados de blues, usado extensivamente, de "The Angel And The Gambler". Boa parte das músicas, mostram a fórmula que a banda usaria bastante em seus álbuns seguinte, de canções começando suavemente e vão ganhando ambientação e velocidade durante sua execução, como exemplo máximo o clássico absoluto "The Clansman".
É um álbum que tem que aprender a escutar, por isso que está aqui, ao invés de botar qualquer outra da era Dickinson, ou esses últimos discos meia boca. É digamos que um dos álbuns alternativos da banda, mas que eu te digo novamente: Vale à pena! Pra conferir, clique na capa, que sinceramente, é uma das mais animais, que coincidencialmente, ou não, faz bem o estilo do Blaze.