sexta-feira, outubro 12, 2007

Saint Vitus - Born Too Late

Formado em 79, no ensolarado sul da Califórnia, o Saint Vitus surgiu para fazer um som bem diferente que a mulecada andava fazendo naquela época e algo bem inusitado e que eu acho até engraçado: Fazer Doom Metal na Califórnia.
A banda começou com o nome de Tyrant, mas logo mudaram o nome para Saint Vitus, vindo da música "Saint Vitus Dance", do Vol. 4 do Black Sabbath, que ao lado do Pentagram eram a grande influência para o som da banda. A banda consistia em 4 membros, guitarrista Dave Chandler, baterista Armando Acosta, baterista Mark Adams e o vocalista Scott Reagers, amigos de longo data e a grande admiração pelo Heavy Metal setentista como fator comum, que foi o motivo para a formação da banda.
Só em 84 eles conseguiram lançar o seu primeiro disco, auto intitulado, pelo selo Californiano SST, que é sinônimo de boas bandas. Porém a banda nunca conseguiu grande reconhecimento, e isto vale até os dias de hoje, na época os caras mal conseguiam tocar nos EUA, normalmente para platéias de 30-50 pessoas. Em 87, como forma de tentar reverter essa situação, a banda mudou de vocalista, outro Scott, Scott "Wino"Weinrich, que era frontman do Obsesed (banda do mesmo nível e estilo do Saint Vitus). Neste ano eles lançaram o disco Born Too Late, considerado o melhor trabalho dos Californianos.
O som da banda é fundamentado principalmente no Sabbath, riffs ultra demorados e densos, que nunca quebram para uma arrancada de ritmo, cada acorde é uma martelada e as músicas parecem que não irão acabar nunca, não por serem compridas, mas por serem executadas, com muita força e bem lentamente, soando como uma nostalgia setentista. O som também é marcado por solos sem muito sentido e um vocal forte que certas vezes até se assemelha com o do Ozzy. Mas nem só de Sabbath que a banda vivia, neste disco há um cover de "Thirsty And Miserable", do Black Flag, talvez a banda mais importante para o Hardcore Americana, que também tinha grande influência do Sabbath, e claro, era a banda do dono da gravadora.
O nome do disco passa exatamente essa idéia, uma banda que está na época "errada", que todos olham para eles de maneira estranha, pois eles iam na contramão de tudo aquilo que se fazia na época. Mas justamente aqueles que riam, eram aqueles tinham noção de onde a banda chegaria: Lugar algum. Porém, eles nunca imaginariam que o som deles iria ser usado como base para novas bandas e tido como ídolos para alguns. O som da banda se assemelha muito com o do Melvins, porém sem tanto experimentação, e junto com eles foram o alicerce para o Grunge e Stoner Rock, dois estilos que costumam beber muito da água do Doom Metal, de melodias pesadas e melancólicas (aka L7, Monster Magnet, Kyuss, Nirvana).
Como é de esperar, se tu gosta de Sabbath, é bem provável que irá pirar no som dos caras, pra conferir é só clicar na capa.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Misfits - Earth A.D. & Wolfsblood


Até semana retrasada, nunca tinha escutado Misfits com a devida atenção. Havia escutado alguma coisa por cima e nem tinha me animado a correr atrás de material (apesar das inúmeras oportunidades surgidas). Me arrependo muito disso, porque, depois que escutei esse álbum aqui em questão, percebi o quanto é empolgante e original o som dos caras.
Estava na casa da minha namorada, e há tempos sabia que ela é grande fã da banda - por sinal, pintou uma bela camiseta dos moços -, até que achei a discografia no pc, e, entretanto, não exitei em escutar. Cacete, que surpresa agradável! Logo na primeira música, a ótima "Earth A.D.", já fiquei empolgado com os gritos nervosos de Glenn Danzig e companhia. O instrumental é aquele tipo punk rock composto por 3 acordes e linhas carismáticas, mas anda sobresaindo no meu gosto por ser bem mais pesado que o de qualquer banda punk da época. E a porrada não pára, pois em "Queen Wasp" e "Devilock" (essa última se refere ao visual da banda, uma espécie de "Elvis Presley" versão zumbi) a banda continua a surrar seus ouvidos com as letras terroríficas. O mais legal desse disco, é que quase todas as músicas foram coverizadas por outras bandas em décadas ou anos depois. "Death Comes Ripping", por exemplo, foi coverizada pelas drag queens satânicas do Cradle of Filth. Já os tios do Metallica, por vez, pegaram as músicas que mais curti no disco: "Green Hell" e "Dye Dye My Darling". Galera, eu recomendo de olhos fechados! Quem não tiver vontade de cantar algum desses sons, ou de sair pulando e chutando tudo e todos ao redor quando tocar "We Bite", bem... Atire-se de cabeça de cima de um viaduto!
Esse disco foi lançado em 1983, e o mais impressionante é que soa bem até hoje, servindo de base e influência para qualquer banda do estilo. Até bandas que não são do estilo têm admiração pelos Misfits e por Danzig, como, por exemplos, Bleeding Through (fazem covers e algum membro tem tatuagens) e Nergal, líder do Behemoth, que deixou explicitamente claro em uma entrevista que li que é "grande fã de Danzig".
Agora, resta a mim escutar os discos que faltam (escutei grande parte aqui já, Famous Monsters está a caminho), e a vocês, baixar esse aqui.
Download.

terça-feira, outubro 09, 2007

Fu Manchu - Start The Machine

Surgido no finalzinho dos anos 80, o Fu Manchu é um dos grandes nomes do Stoner Rock. Começaram misturando som pesado com psicodelia, com um som bem harcore, grande influência das bandas nativas da terra da banda: Califórnia. Assim como todas as bandas deveriam ser, o Fu Manchu veio através dos anos aprimorando muito a sua maneira e o estilo de fazer seu som, tendo hoje um identidade própria.
Na medida que a banda ia evoluindo foram deixando de lado um pouco as letras "idiotas" e um pouco da influência de Space Rock setentistas, e no final dos anos 90, investiram pesado na sua própria sonoridade dentro do Stoner, com um som extremamente enérgico, cheio de groove e riffs rock'n'roll.
Apartir do disco The Action Is Go, um divisor de águas, lançado em 97, a banda começou a ganhar um reconhecimento dentro do circuito underground americano e com os seus cds posteriores como o California Crossing de 2001, ganharam terreno e firmaram seu nome entre muitas outras bandas do estilo e hoje figuram entre as mais importantes quando o assunto é Stoner Metal.
Start The Machine foi lançado em 2004 e apresenta justamente esse estilo adotado pela banda nos últimos discos, um rockzão encorpado, com riffs vicerais, no maior estilão Hard-Rock, distorçido na última e com muita energia. É um som simples mas de efeito, som fácil de tocar e é esse o lance mágico do som deles, quando tu escuta, dá uma puta vontade de tá ali tocando junto, pois a gravação é impecável, cada instrumento super audível, escutar esse disco com Headphones no último volume é o mesmo efeito de uma injeção de adrenalina direto na veia! Além do lado porrada do disco, os caras não esqueçeram o seu lado Stoner, "Out To Sea" é uma canção típica de rock setentista, de ritmo leve e melodia viajante, mas que se perde no rastro de pedradas como "Hay", "Written In Stone", "I Wanna Be" e "Make Them Believe".
Se eu fosse vendedor de disco e tu viesse pra mim e pedisse:
-Quero o disco mais empolgante que tu tem aí pra vender.
Então, toma, pega esse Start The Machine que tu não vai se arrepender, sonzeira fudida.
Mas como a gente ainda não vende discos, fica no download, clica na capa e escuta esse puta disco, e se por acaso tu achar esse disco pra vender, me avise. Download.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Anthrax - Persistence Of Time

Se há uma coisa engraçada que eu acho sobre o Anthrax, é que normalmente quando se fala sobre a banda, algo que sempre se comenta é que eles são uma das 4 maiores bandas de Thrash Metal de todos os tempos, ao lado do Metallica, Slayer e Megadeth. Mas alguma vez quando se fala sobre as outras bandas se toca nesse assunto? Hum.. dificilmente.
Além de engraçado, acho um lance estranho, pois com certeza, entre as quatro, eles são a menos conheçida, parece que a banda vive na sombra das outras, que não tem seu devido reconheçimento, nunca conseguiram um hit como "Enter Sandman" ou "Symphony Of Destruction" ou o status que o Slayer tem no mundo do metal, não sei se é pelo fato de eles virem de outra região que a das outras ou pelo não interesse da mídia, pois se for pelo seu trabalho, a banda merecia estar em uma posição muito melhor, pois uma banda que lança um disco como Among The Living, merece todo o crédito possível.
Persistence Of Time foi o quinto disco do quinteto nova iorquino, lançado em 1990, época em que o estilo estava perdendo muito o interesse por parte do público. O disco saiu após o bom State Of Euphoria, e que mostrava uma banda um pouco diferente, pois o Anthrax ficou conheçido por ser uma das únicas bandas de Thrash Metal que escreviam letras com humor, e com esse disco eles inverteram o jogo, e fizeram um álbum muito mais sério, tanto pela parte lírica, quanto a parte musical, com músicas mais longas e técnicas.
Essa seriedade pode ser vista logo pela capa, que pra mim tem certa ligação com o quadro de Salvador Dalí, Persistência da Memória, esse lance da paisagem apocalíptica e relógio, nunca li ou ouvi algo a respeito, mas para mim, essa influência fica meio clara. As músicas tem uma progressão maior, passando por várias fases e mostrando bem o lado técnico da banda, que nos outros álbuns era mais concentrado na pancadaria. Pancadaria? Por falar nisso, apesar de muitas músicas terem duração maior que 5 min., é um dos álbuns mais agressivos, com batidas rápidas, riffs cortantes e um baixo encorpado, compõe o último disco com participação do vocalista Joey Belladona.
Após esse disco, a banda mudou para o vocalista John Bush, e inaugurou um nova era pra banda, não querendo ser muito tr00, é uma fase que eu não sou chegado muito, como o disco Stomp 442. Hoje em dia a banda anda nessas frescuras de bandas que já deviam ter acabado, fazendo reuniãozinhas, Best Of, e showzinhos para ganhar uns trocados, um meio de ganhar de dinheiro que eu não acho muito honesto, assim como o The Cult (Eu sei que não tem nada ha ver, mas foi lago que me deixou estramamente brabo) uma banda que anda na mesma onda e acabou de lançar um disco, material desprezível, que após uma audição, foi reto pra lixeira. Mas como o papo aqui é Anthrax e a Persistência do Tempo, clica na capa e te diverte com mais um ótimo disco de Thrash Metal.

Black Sabbath - Sabbath Bloody Sabbath


Após ser submetido a duas cirurgias no pé, tive que ficar em repouso por, no mínimo, 6 dias. Deitado lá, pela manhã, sem nada para fazer, era obrigado a permanecer com o pé imóvel. Me sentia tão mal, e (talvez) por isso que me lembrei da letra de "Sabbra Cadabra": "Me sinto bem, eu me sinto tão bem..." - Claro que foi irônico, mas por que não? Pensar em coisas ruins só pioraria.
Felizmente, algumas pessoas se importaram comigo - agradeço muito a elas - e fizeram visitas ou desejaram melhoras. Outros, por outro lado, não deram a mínima. É foda isso, porque é gente que se considera "amiga". Nessas horas que se enxerga a realidade, e nessas horas que cai bem escutar uma música como "Sabbath Bloody Sabbath".
Fica até repetitivo dizer que o Black Sabbath é uma banda de importância extrema para o rock/heavy metal e que influenciou 90% das bandas de metal que surgiram na seqüência. Não é nenhuma novidade também que eu aprecio a música deles desde os meus 12 anos de idade, portanto, sem mais delongas, vamos ao que interessa: O disco!
Considerado como clássico e indispensável para a maioria dos fãs da banda, Sabbath Bloody Sabbath carrega consigo grandes "hits" da época (algumas são contempladas até hoje), como as já citadas logo acima, a linda instrumental "Fluff", a memorável pelos riffs "A National Acrobat" e também "Killing Yourself To Live", música dotada de uma letra muito bem feita.
É o típico disco que nem precisa escrever muito para o leitor saber o quanto é bom, pois, quando ele virar ouvinte, perceberá sozinho.
Hoje em dia, estou numa época em que quase só escuto sons velozes, ou seja, de thrash pra cima; fico, geralmente, no grindcore. E o que isso tem a ver? Tem a ver que não tenho mais paciência para escutar Iron Maiden e derivados, mas Black Sabbath continua caindo bem. Não na mesma proporção de alguns anos atrás, mas indiscutivelmente agradável, pois, acredite, o riff de "Sabbra Cadabra" me faz viajar e pirar loucamente! Hahahahaha!
Download.

sábado, outubro 06, 2007

Down - Down III: Over The Under


O que começou como apenas um projeto paralelo para todos integrantes, hoje para mim, é uma das melhores bandas de Southern Heavy Metal, não só por ser uma super banda, como o membro mais notório, Phil Anselmo, e outos integrantes, não menos importantes, do Crowbar e Corrosion Of Conformity, grandes nomes dessa cena musical. O que faz do Down ser para mim uma das melhores no estilo é como o primeiro disco deles, um álbum meio descompromissado conseguiu reunir um número enorme de músicas fodas!
Eis que em 2007, após 16 anos de banda, com direito a pausa dos membros e reforma, sai o terceiro disco do quinteto que reside em Nova Orleans, no estado da Lousiana, Estados Unidos. Até aqueles que têm memória fraca podem muito bem se lembrar, foi justamente nesta cidade, onde aconteceu o pior desastre pelo furacão Katrina, em 2005, que arrasou a cidade, destruindo boa parte das casas e levando várias vidas, que tomou proporções mundiais, e mais questionamentos sobre o governo norte americano, sobre a indiferença sobre uma cidade onde concentra grande população negros.
Isso tudo já dá uma raiva e revolta enorme para a banda compôr músicas, porém foi ainda somado mais a angústia e pesar de Anselmo sobre a perda do ex-companheiro de Pantera, o eterno Dimebag "Diamond" Darrel, pois como todos sabem, os caras estavam brigados por um bom tempo, após o fim do Pantera, então esse foi o combustível usado para fazer um dos cds de música pesada que é para mim, fácil-fácil, um dos destaques deste ano, muito bem recebido pelo público e pela crítica.
O som deste disco segue na mesma linha dos outros, com um Southern Rock com toque de Doom Metal e Stoner Rock, com um peso incrível (Rex Brown no baixo) e riffs matadores, do Blues até Sabbathicos, combinados com o vocal incofundível do Phil, que vai desde o rasgado estilo The Great Southern Trendkill, até vocais arrastados, mas na maioria, apresenta sua voz no timbre normal, limpo e grave. Sonzeira pra balançar a cabeça mesmo, clica na capa e confere.

quinta-feira, outubro 04, 2007

Vandals - Peace Thru Vandalism

Vandals, dentro de todo o cenário punk, para mim e para muitos, e com certeza a banda mais besta que já existiu até hoje. Punk-Rock era som para expressar o seu ódio contra o sistema, governo, política, enfim, protesto em geral, que depois, deu lugar para problemas pessoais e psicológicos e acabou se tornando até um meio de expressar os sentimentos e que hoje é extremamente mal visto (Sabem muito bem do que eu falo).
Então, por que os Vandals são tão imbecis? Bom, já expliquei no outro sobre as origens da banda, surgidos no início dos anos 80, num dos maiores berços do Hardcore Punk americana, a Califórnia, porém a banda optou por fazer um som na mesma linha mas com letras cheias de humor, de idiotice mesmo, e não o humor ácido e irônico que os Kennedys usavam.
Em 82, com a formação ainda original, eles foram a primeira banda a ser contratada pelo selo Epitaph, e lançaram o primeiro EP, que é exatamente esse, chamado de Peace Thru Vandalism. Esse disco foi o primeiro registro do som que os Vandals inauguravam, um punk-rock intenso, com letras de humor envolvendo assuntos sérios ou não, usando a música como um veículo para a diversão e o sarcasmo. Um disco com apenas 6 músicas, na maioria retratavam experiências vividas pelos membros da banda, como "Wanna Be Manor", sobre os menores que não podiam entrar nos shows Punk (Já passei por isso), "Pirate's Life", experiência muito interessante do ex-baterista e atual baixista Escalante, uma volta no Piratas do Caribe na Disney após usar LSD. Há Também "Urban Struggle", música que conta as brigas que eles enfretavam na época, e que incrivelmente ganhou até presença em rádios, e "Legend Of Pat Brown", a música que eles tocam no filme Suburbia, de 84, um filme que todo o fã de Punk-Rock americano oitentista deveria ver.
Bom, o som da banda nessa época era bem mais crú, rápido e sem muita frescura, mas claro, com avacalhações, como um cover de Elvis e uma leve riff de The Good, The Bad and The Ugly. Bem diferente do som da banda atualmente, que é totalmente polido e engraçadinho, muito por causa da mudança de vocalista, Peace Thru Vandalism foi o único disco gravado com o vocalista original e membro fundador, Stevo, e hoje contam com Dave Quackenbush, e nos últimos discos fizeram alguns discos meio fézes. Pra quem ta afim de conferir o som inicial e enérgico dos Vandals, clica aí na capa.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Butthole Surfers - Locust Abortion Technician


Há muito tempo atrás, havia um preconceito enorme sobre bandas que misturavam Punk-Rock com Metal, e hoje em dia é algo tão comum, que nem chama mais a atenção, mas é claro, há quem não goste, gosto é gosto, não é? Mas então, você acha que punk-rock com metal e rock psicodélico seria uma boa mistura? Bom, o Butthole Surfers são uma das bandas que tentaram, apesar de serem tachados com o rótulo genérico de Rock Alternativo, o que não deixa de ser errado, ou então, algo que encaixa melhor, como Noise Rock.
Formado em 81, no Texas, o BH Surfers já deu suas caras aqui anteriormente, com o disco Electriclarryland, de 96, o disco mais popular da banda e o mais acessível. A postagem desse álbum foi proposital, com o intuito de divulgar primeiro o material mais "Simples", para depois, como usei o termo para responder um e-mail, "Fuder com o cu do palhaço". Coincidências com a capa a parte, recebemos esses dias um e-mail de um leitor do Blog, chamado Danilo, que contribui com 2 links, de álbuns diferentes da banda. Por irônia do destino, já tinha "programado" para postar este disco, o qual foi enviado por e-mail, então, primeiro gostaria de agradeçer pela atitude, e segundo, quem quiser fazer o mesmo, pode me mandar um e-mail.
Bom, Locust Abortion Technician, foi lançado em 86, e tem uma musicalidade que segue mais ou menos na linha que o nome do álbum leva: Doidera! Gravado inicialmente no estúdio caseiro da banda, com uma fita de 8 faixas e apenas um microfone, a banda precisou botar pra fora toda sua criatividade, e claro, com auxílio de muitas drogas (Alucinógenas, é lógico), conseguiram gravar a fitinha na qual seria editada depois e que viria ser um dos maiores e mais curiosos trabalhos da banda, que este disco.
Desde o início, a bizarrice come solta, com um cover debochado de "Sweet Leaf" do Sabbath, chamado aqui de "Sweet Loaf", continuando com a louca "Graveyard", que aparece duas vezes no disco, também tem a "pop" "Human Cannonball", a erudita "Kuntz" e totalmente noise "Hay", numa "suruba" de sons. Maluquices por parte dos cabeças Gibby Haynes e Paul Leary, este disco marca a volta da segunda baterista, Teresa Nervosa. Isso mesmo, segunda baterista, imperciptível ao ouvido, mas alucinante aos olhos, quando em shows (Procure por vídeos no YouTube para ter uma idéia, pois claro, algo que o BH Surfers ficou muito conheçido, foi seus shows nada convencionais). Além da volta de Teresa, a banda teve outro "upgrade", que foi a estréia do baixista Jeff Pinkus. Enfim, acertou em cheio, um grande disco para estréia, e talvez um dos melhores trabalhos da banda. Pra conferir, clica na capa e foda o cu do palhaço!

sexta-feira, setembro 28, 2007

Nile - Amongst The Catacombs Of Nephren-Ka


Há tantas coisas para falar sobre essa magnífica banda chamada Nile que eu fico até sem saber direito por onde começar. Pois bem, vou pela grande influência da banda: Egito Antigo.
A cultura que surgiu há milhares de anos antes de Cristo, sempre é estudada quando estamos no primeiro ou segundo grau. Nunca me aprofundei muito no assunto, mas, quando conheci o álbum Annihilation Of The Wicked, e ouvi aqueles sons épicos e surreais, meu interesse cresceu muito. Primeiramente, comecei a ler todas as letras e pesquisar sobre os personagens contidos nelas. Tudo é baseado em estudos feitos pelo líder, guitarrista e vocalista Karl Sanders (um gênio). Baseando-se em lendas, papiros, escritas nas paredes e descobertas arqueológicas, Karl escreve as letras de todos os cd's. Como ele consegue tirar sons de arrepiar a espinha, bem, isso é um mistério.
Aliado a Chief Spires (vocais, contra-baixo) e Pete Hammoura (vocais, bateria), Karl fundou o Nile em 1993. Amongst The Catacombs Of Nephren-Ka, de 1998, é o primeiro CD da banda. Há começar por ter músicas cantadas no idioma egípcio, a banda já mostrava certa originalidade. Com a incorporação de elementos de música oriental, bem como instrumentos e elementos típicos (cítara, percussões, vocais), o Nile mostrou que muita pedra ainda ia rolar. Se fosse fazer uma resenha a fundo do álbum, a leitura acabaria se tornando cansativa, pois o material é extraordinariamente rico. Isso não é desculpa ou encheção de lingüiça, pois quem baixar o CD poderá conferir a aula musical e cultural que a banda passa. Mesmo assim, me sinto na obrigação de dizer que "Ramses Bringer Of War" passa um clima macabro com seus teclados e batidas, algo que realmente cairia bem de trilha sonora de um filme que retratasse a guerra na era do Império Egípcio. "Kudurru Maqlu" é uma instrumental com vocais femininos que remete muito ao que Karl foi fazer no futuro, em seu trabalho solo. No último álbum, Ithyphallic, a música "The Infinity Of Stone" tem uma estrutura semelhante. "Die Rache Krieg Lied Der Assyriche" tem vocais no estilo grito de guerra medieval, outros no estilo "pôr do sol em filme épico", percussões em ritmo de marcha. Cacete, essa ae arrepia os cabelos do meu braço! "The Howling Of The Jinn" é uma das mais brutais, e, incrivelmente, consegue misturar vocais femininos no estilo oriental, ou seja, limpos e marcantes. Uma banda que faça som assim, garanto, nunca escutei. Behemoth possui também elementos de música oriental, principalmente da egípcia, mas não chega a soar tão profundo assim.
Recomendado a todos que curtem som pesado, rico e trabalhado, mas principalmente àqueles que querem ser surpreendidos por algo bem inimaginável.
Download da pérola.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Destruction - Sentence Of Death


Os alemães (visualmente) terroristas do Destruction começaram a carreira nos anos 80 (1982) e até hoje seguem espalhando o thrash metal pelo mundo. Sentence Of Death, de 1984, foi o primeiro material "pra valer" lançado pelo grupo, porque, antes disso, chegaram a lançar uma demo chamada Bestial Invasion Of Hell.
Se o objetivo era chamar a atenção, com certeza eles conseguiram. Além de serem notáveis pelo visual, o Destruction começou quebrando tudo com esse álbum. Já na intro, que está grudada na faixa "Total Desaster", há uma rifferama de guitarra suja e rápida, que perde a sua velocidade com o tempo e, quando você menos esperar, na hora que tudo parece acabar, "BUUUUUM"!!! Uma bomba explode e começa "Total Desaster", com seus riffs totalmente hardcore, empolgantes e criativos. O vocal de "Schmier" (apelido do baixista Marcel Schirmer), é sujo e não tem muita técnica nem habilidade, porém é o tipo de voz que se encaixa perfeitamente com o som, compreende? Principalmente se você ler a letra, que é blasfêmia pura. Os gritos "possuídos" deixam um clima bem massa durante o som. O solo de guitarra é para quebrar tudo, o guitarrista Mike se puxou nessa aí. Na seqüência, "Black Mass" mostra um lado da banda mais influenciado pelo heavy metal. Os riffs são típicos do estilo, e essa música é legal também, mas não tem nada de tão grandioso como a seguinte, a clássica "Mad Butcher". Esse som serviu para batizar um outro álbum da banda e foi regravado diversas vezes, inclusive no recente CD Thrash Anthems. Som típico pra deixar o pescoço com lesões durante um show ou "headbang caseiro". A gritaria macabra de pessoas agoniadas abre "Satan's Vengeance", outro som que mostra o lado anticristo da banda. Hoje em dia, eles se preocupam mais em falar de temas do cotidiano, como guerras e violência. O álbum Metal Discharge deixou isso bem claro. Para fechar a bolacha (quem não se lembra dos carinhosos apelidos dos discos de vinil?), "Devil's Soldiers" não deixa a menor dúvida de que a banda tinha tudo para seguir em frente; e seguiu. Os outros álbuns lançados fizeram o sucesso mundial aparecer. Apesar da recaída nos anos 90, hoje em dia eles seguem firme tocando pelos maiores festivais de metal - Wacken, por exemplo - e com formação nova. Marc Reign, o baterista, veio com sua juventude para trazer a pegada destruidora de volta. Ao lado de Kreator e Sodom, Destruction é o outro pilar do Trio Alemão.
Sentence Of Death, alguns anos após o lançamento, foi re-lançado junto com Infernal Overkill, portanto, se você procurar o original, de fato, só achará "2 em 1". Mais que bom isso, né?
Download.

Naked City - Radio


John Zorn, musicista americano multi instrumentista é para mim, ao lado de Frank Zappa, os músicos de Avant-Garde que são mais conheçidos pelo público geral. Mentes insanas que alidas com a música fizeram trabalhos pra lá de estranhos e que dispertaram a atenção de muita gente.
Naked City foi um dos seus primeiros projetos, onde o cara era o líder e compositor da banda, e era responsável também pelo Sax. Com um line-up de rock tradicional, contando com bateria, baixo guitarra e vocal, a banda experimentou em todos os elementos musicais possíveis, mas a base para toda essa loucura é o Jazz.
O mesmo que o Julio falou do Painkiller, Jazz clássico, guiado pelo sax, porém, muitas vezes o som toma um rumo inesperado para o lado do Surf Music, para a música clássica, legal não? Mas o mais é legal é quando eles misturam tudo isso com grindcore, heavy metal ou com pitadas de punk-rock, tudo na base da improvização. O mínimo que se tem a dizer, é o resultado é um tanto quanto bizarro, mas é um som extremamente delicioso para as orelhas.
A banda teve pouco tempo de vida, surgiu em 88, e já em 83 resolveram parar, pois Zorn gostaria de experimentar outras coisas, musicalmente falando, é claro. A banda teve o fim em 93 e durante o tempo de vida da banda, eles lançaram 7 discos, que tal? Esse disco, Radio, foi lançado no último ano, e foi o sexto da banda. Eles ainda tiveram uma reunião em 2003 em um festival de Jazz, que são uma parcela dos admiradores da banda, ao lado de muitos headbangers, como fãs de Napalm Death e Carcass, e o mais óbvio, entusiastas de música experimental, como os projetos do Sr. Mike Patton, Mr. Bungle e Fantômas. Falando no Patton, que todo mundo aqui, ou pelo menos boa parte, sabe que eu sou fãzaço do cara, mas claro, não dá pra dizer amém a tudo que ele faz, mas enfim, ele e o Zorn são grandes amigos e já fizeram inúmeras músicas juntos, inclusive, Mike Patton já foi o responsável pelos vocais em alguns shows do Naked City.
Radio é um disco extremamente legal de se escutar, com quase 20 músicas, nas quais você não sabem quando começam e quando chegam a seu fim, devido as estruturas complexas, claro, se você estiver prestando a atenção no seu player, não fica tão difícil. Mas o lance é loucura total, quase sempre como base de Jazz, o som é recheado de gritos esquizofrênicos, alternância drástica de ritmos, do grind ao ambient, e um sax desenfreado e infernal acompanhando toda a loucura, com fortes influências de música de Cartoon.

quarta-feira, setembro 26, 2007

Splitter - Avskrackande Exemplar


Falta de originalidade é um problema freqüente em bandas de grind. Por se tratar de um estilo bem reto, é natural que as bandas soem parecidas. O Splitter, da Suécia, sofre desse mal. O grindcore do grupo lembra muito o dos conterrâneos do Nasum, em várias partes do trabalho. Apesar de alguns toques mais diferenciados e da sujeira explicitamente maior, acaba lembrando sim. Deathbound, da Finlândia, é outra banda que sofre do mesmo. Mas se você aprecia um bom grindcore, isso não é problema. O som da banda é altamente competente e nota 10 naquilo que se propõe a ser: Caótico, esquizofrênico, veloz, sujo, etc.
Avskrackande Exemplar, lançado esse ano, traz 21 pauladas, digo, músicas gritadas em sueco com aproximadamente 32 minutos de duração total.
A banda é muito underground, portanto, não há como saber muito da mesma e nem se encontra muita info na net. O que sei, é que eles possuem um mais EP na discografia, bem como alguns splits e mcd's. Nas fotos da banda, um dos integrantes usa uma camiseta do Rotten Sound.
A banda foi formada em 2003 e, como várias outras, surgiu de uma brincadeira.
Atualmente, encontram-se em turnê pela Holanda. Dei uma olhada no site oficial e, pelo que percebi, eles estão sem shows para alguns dias do mês que vem. A banda procura desesperadamente um lugar para tocar antes de ir à Áustria.
Baixe o cd e, se curtir, contrate-os.

Sonic Youth - Goo


Só faltava mais um disco para completar a trilogia "Pop" do Sonic Youth, e justamente por isso que faltava, tá vendo essa capa aí do lado? Se você é fã da banda, já deve ter cansado de ver, mas se não é, é a melhor opção pra começar.
Goo é o sexto álbum desses Nova Iorquinos, lançado em 1990, então, é aquela velha história, alt rock em alta, a banda assinou contrato com a gravadora milionária de David Geffen, e esse foi o primeiro disco a ser lançado. Motivo? Por que motivos? Eles sabem o que fazem.
-Ai, que grosso que você é!
-Ah, bom, desculpa, então vou te explicar. O álbum anterior, Daydream Nation é uma obra de arte, feito pela banda, hoje, super reconheçido, porém na época, por um selo independente, a banda quase não tinha distribuição dos discos, se pondo no lugar na banda, faz sentido.
-Ah, mas em uma major eles deve ter mudado o som, não é?
-Hum, não. Apesar de ser ao lado de Dirty e Daydream Nation os discos mais "Pops" da banda, a musicalidade continua aquela de sempre. Algumas músicas são mais acessíveis, como "Kool Thing", com participação do rapper Chuck D, do Public Enemy, em uma conversa emblemática, por muito tempo foi a música que alguns ouvintes casuais costumam ouvir, hoje em dia, não sei mais, acredito que não.
Tá, chega desse lance de post em forma de conversa, era só uma forma de fazer um post, como a música "Kool Thing", sacou? Então, continuando, neste álbum, a banda pegou tudo que já haviam feito nos ábuns anteriores e resolveram lapidá-los perto da perfeição. Tudo está aqui, distorção, sujeira, non-sense, melodias e muito ruído e claro, as letras doidas do casal Kim e Thurston. "Tunic (Song for Karen)" por exemplo, é uma das músicas que mais me chamam atenção, não pela musicalidade, mas sim pela letra, é uma homenagem a Karen Carpenter, baterista e cantora da banda Carpenters, sobre sua anorexia: Na música, cantada em primeira pessoa, Kim imagina uma Karen no céu, tocando bateria e fazendo novos amigos como Elvis Presley e Janes Joplin. (Karen é uma grande influência para muitas cantoras que viriam a seguir, como Madonna, algo que eu vou explicar em um post a seguir, fiquem atentos.)
Por enquanto, já são três discos do SY, o bastante para fazer você pirar, nos próximos posts sobre o quarteto (Agora quinteto) nova iorquino, vou começar mostrar o lado mais noise/experimental e de vanguarda desses doidos. Digo doido, pois tive a oportunidade de poder ver eles pessoalmente, peguei o mesmo vôo que eles para Dublin, porém não cheguei perto, os caras realmente me assustaram. Ah, quer saber, clica na capa e baixa logo essa bagaça.
P.S.: Após escutar muito SY, Felipe está começando a ter sérios problemas mentais. Ou não. Foda-se!
This is Non-Sense, se ligou? Cala essa maldita boca Felipe!

terça-feira, setembro 25, 2007

Rattus - Levytykset 1981-1984


Rattus é uma banda de punk/hardcore vinda da Finlândia. A história da banda ficará por conta do Felipe, em outro post, pois eu me dedicarei exclusivamente a falar dos 4 álbuns que constituem esse box.
O primeiro é Uskonto On Vaara, onde a banda tocava um punk bem tosco e pesado. A gravação é meio largada e o vocal soa bem estranho, mas músicas como "Sotahullut" e "Epäjumala" empolgam bastante. Alguns pequenos solos de guitarra, que são simples e funcionais, dão mais gás ao som. O material é todo escrito e cantando em finlandês, portanto, não há como ter sequer uma noção do conteúdo. Mas pela capa (e pelo estilo de som), dá para imaginar que a banda fale sobre anarquia e estilo de vida punk.
WC Räjähtää, na minha opinião, é o melhor de todos os materiais aqui em questão e talvez o melhor álbum do Rattus. O estilo continua sendo hardcore, porém bem mais veloz que no álbum anterior. Um pouco mais limpo também, de fato, mas com uma pegada absurdamente mais empolgante e firme. O vocal, se não me engano, foi substituído, porque é bem mais limpo. Se não foi isso, ele apenas mudou um pouco o estilo de cantar. Parece-se até com Dead Kennedys, em algumas passagens. Falando neles, o Rattus ia abrir vários shows para eles, mas devido a uns rolos (coisa de organizadores sacanas), o fato não ocorreu. Algum tempo depois, Jello Biafra ficou triste e irritado ao saber da notícia, pois não soube antes que a banda ia abrir para eles. Jello disse que o som da banda era "excelente" e que teria sido muito bom fazer tour com eles. Voltando ao álbum, esse possui linhas de contra-baixo que chegam a lembrar muito o crossover, devido à velocidade e agilidade com as quais é tocado. O som é realmente muito contagiante, dá vontade de sair correndo pela casa e chutando tudo! Como o Lipe diz, "é pra chutar o balde"!
Rajoitettu Idinsota é o EP que foi lançado na seqüência, com uma produção mais cuidadosa e com mais peso, principalmente na bateria. O som continua empolgante para cacete, e logo na primeira faixa, "Keppiä Ronaldille", dá para conferir uns coros furiosos e solos de guitarra despreocupados de virtuosismo e dotados de feeling. A capa apresenta a explosão de uma bomba, então, por dedução, o EP deve fazer críticas severas ao armamento nuclear, à guerra, e derivados.
No disco que fecha o box, Rattus On Rautaa, o som é bem mais light e sem muita velocidade. O estilo é mais ou menos um "ska", legalzinho até. Músicas como "Turhaa Valitusta" até têm certa velocidade, mas nada que se compare à energia passada pelas músicas do já mencionado WC Räjähtää.
Dia 11/10, a banda tocará em Sapiranga, Rio Grande do Sul. A cidade onde eu resido, fica ao lado. É claro que eu vou ao show, e com certeza comprarei alguns cd's por lá.
Download.

Asesino - Cristo Satánico


Pensei, pensei e acho que a melhor definição para este último disco é: Pancadaria Musical com ótima gravação. É aquela velha história que tô acostumado a ouvir o Julio falar, quando uma banda de Death ou Grind, enfim, algo brutal, resolve gravar um disco e para fazer isso, capricha totalmente na produção.
Bom, a proposta do Asesino, desde o início foi essa, após Dino Cazares largar o Brujeria, resolveu fazer o mesmo tipo de som, porém de maior qualidade. O Brujeria, pra quem não sabe foi um super grupo que começou tocando grindocre toscão em espanhol e tal (Pra maiores informações clica na link anterior, ou vai no google). Em 2002 eles lançaram o primeiro disco, o ótimo Corridos de Muerte, que para mim, está na lista dos melhores disco de música pesada, realmente, acho um ótimo disco, pois você consegue distinguir todos os intrumentos, o som tem graves e agudos, tudo muito bem feito para o tipo de som, chamado de Deathgrind.
Muito se especulou nesse longo intervalo até o lançamento do tão esperado Cristo Satánico, como novos integrantes e participações especiais, até que em Julho do ano passado foi lançado oficialmente este disco, o segundo álbum do grupo, que já tinha vazado na net, e algumas informações já tinham sido passadas pelo myspace da banda, sobre as participações especiais da banda. O line-up que gravou o disco e continua em turnê ainda é Dino Cazares (Asesino) na guitarra e vocal, seja o gutural ou o rasgado agudo, Tony Campo (Maldito X), baixista do Static-X, no baixo e na bateria Emilio Marquez (El Sadistico).
Este álbum apresentam os mesmos elementos que o álbum anterior, que ficou conheçida como a sonoridade da banda, riffs macabros, batera sempre veloz e muito peso e sujeira por parte do baixo, tudo com letras em espanhol, no estilo Narco Satánico. Sobre as participações, na música "Regressando Odio", o primeiro som após a introdução, temos Andreas Kisser (Sepultura) na guitarra e Jamey Jasta (Hatebreed) nos backvocals. Duas novidades neste disco, uma que foi 2 covers do Brujeria: "Missas Negras" e "Matando Güeros", mas felizmente, no estilo Asesino de tocar. A outra novidade, é a música "Y Tu Mamá También", um som totalmente estranho, comparado com o resto, começando com os riffs macabros clássicos na banda, acaba se tornando um certo "New Metal Asesino", se tem como imaginar isso, com um refrão com vocal melódico, resulta em uma música diferente, mas bem legal até, principalmente pelo parte lírica.
Enfim, um disco pra quem curte uma desgraçeira bem gravada, clica na capa e te diverte.

segunda-feira, setembro 24, 2007

7 Seconds - The Crew


Música anos 80, quando muitos ouvem falar isso, se lembram na hora de teclados, baterias eletrônicas e sintetizadores, não é mesmo? Claro, a música popular nessa década era fortemente constituído por essas tendências e até Artistas da década passada ousaram provar dessa tendência para fazer, quase sempre, músicas toscas, mas tem suas raras exceções.
Mas eis que para outros, os anos 80, pelo menos até a metade, foi a era dourada para o Hardcore e Punk-Rock Americano, que é base para muita gente até hoje. Se você é visitante aqui do Blog, sabe muito bem, há inúmeros exemplos de bandas, do conheçido Hardcore Americano Oitentista, ou o termo mais popular Old School. 7 Seconds é outra exemplo de outra grande banda da velha escola do Punk Rock, formado em 1980 pelos irmãos Kevin Second e Steve Youth em Reno, Nevada, um local onde não ouvimos falar muitos sobre bandas do gênero, como Califórnia, Washington ou Nova Iorque. Esse é um lance extremamente legal sobre o movimento Punk na época, pois em todos os cantos haviam bandas de Hardcore surgindo, mas que não receberam tanto reconheçimento por estarem fora desse eixo. São bandas extremamente importante como os Texanos do MDC ou D.R.I. ou o Poison Idea de Portland, independente do lugar, existiram inúmeras bandas que adotaram a causa, não era só música, era atitude! (Existem outras inumeras bandas, é lógico, mas se fosse pra citar todas, ia desviar bastante o release).
Bom, a diferença do 7 Seconds para as outras bandas é que você pode falar deles no presente e não apenas no passado, pois a banda continua na ativa, e são considerados uma "Lenda viva", o último disco foi lançado em 2005 e tem o mesma energia, característica principal da banda. The Crew foi o primeiro disco da banda, e saiu só em 84, antes disso a banda ralou muito, gravou demos, EP e o diabo a quatro, até conseguirem o lançamento de um álbum, não apenas um álbum, um clássico para o estilo. The Crew caracteriza bem o som da banda, Punk-Rock rápido, com muitos backvocals e ôôô's, com letras de sXe positivistas e contestadoras, batera tum-pá-tum-pá e vocal melódico, ótimo convite pra pular no Moshpit.
A banda foi uma das principais integrantes do Youth Crew, grupo sXe ao lado de Youth Of Today e Gorilla Biscuits. Enfim, uma grande banda que teve e tem pouco reconheçimento, comparado com colegas da mesma época, justamente por isso que a banda está aí, disponível para download para ter o reconheçimento que merece. Download? Aquele clique na capa.

Between The Buried And Me - Colors


É com uma intro lindíssima de piano e vocais no melhor estilo Pink Floyd que o Between The Buried And Me abre seu novo CD, ou melhor, sua nova obra-prima.
O metal progressivo, matemático, técnico, alternativo, ou seja lá qual for o nome que as pessoas dão à "salada" inexplicável de estilos que o quinteto americano da Carolina do Norte executa com competência, está realmente muito surpreendente. A princípio, o material parece ser conceitual. Ainda não tive a oportunidade de ler as letras, todavia as músicas estão ligadas uma à outra, do começo ao fim. É tudo tão bem feito que mal dá para perceber quando troca de faixa, e devido à mistureba de elementos no som, às vezes chega a parecer que está tocando outra música, mas não, é a mesma.
Fiquei impressionado com a riqueza de estilos. Vocês encontrarão aqui músicas que passam por um feeling mega-extraordinário de música egípcia/árabe até algo que se assemelha a um bizarro infantil com vocais bizonhos e tecladinhos bestas. Também, pudera, né? Com músicas de "10" e "13" minutos dá para experimentar de tudo. Muitos classificam a banda como "metalcore" - isso é um erro. Se o som for classificado somente assim, muita gente deixará de ouvir, e muita gente ficará braba a ponto de dizer que não é metalcore. Obviamente existem diversas passagens que remetem ao NYHC, com bases pesadas, cadenciadas e repetitivas, mas o som não se limita a isso. É simplesmente inexeplicável! A melhor definição para o som deles é "estilo próprio".
Com outros cd's, como o excelente Alaska, o BTBAM despertou a atenção da cena mundial. Com esse novo álbum, não só despertarão como ganharão mais reconhecimento. Admito que até eu, que não gosto de escutar metal progressivo por achar "muito firulento", adorei esse álbum. Os caras fizeram tudo de uma maneira atraente, algo que prende à audição do começo ao fim. Se você é uma pessoa, digamos, eclética, que escuta de Behemoth a Pink Floyd, tem tudo para viciar no álbum também. Amantes do som progressivo, mergulhem de cabeça! Àqueles que curtem tocar coisas impossíveis, ouçam com atenção, tranquem-se no quarto e passem horas tentando tirar "Ants of the Sky".
O disco só deve ser lançado daqui um ou alguns meses, mas já vazou na net há algumas semanas. Dizem que essa versão pode não ser definitiva, então, se realmente não for, não há como imaginar isso "mais pronto". Estou com medo! Hahaha!
Se levada em consideração a proposta, merece nota 10, pois é bom demais naquilo que se propõe a ser. Se levar em consideração meu gosto, dou nota 8 por não gostar de músicas extremamente longas.
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domingo, setembro 23, 2007

Painkiller - Guts Of A Virgin


Isso é que eu chamo de som insano! Já ouviu alguma banda que toque jazz e grindcore ao mesmo tempo? Não? Pois o Painkiller é a banda que eu trago para lhe apresentar.
Formada no início dos anos 90 pelo ex-baterista do Napalm Death, o memorável Mick Harris, pelo saxofonista John Zorn e pelo baixista Bill Laswell; insano e experimental é o mínimo que pode se dizer sobre a música do conjunto.
Quando eu digo jazz, tô falando do clássico aquele, na linha John Coltrane, praticamente guiado pelo sax. É claro que aqui o John ficaria, no mínimo, chocado, provavelmente diria que isso é uma ofensa ao jazz, mas enfim...
Um saxofone desenfreado, tocado de maneira livre e bizarra é acompanhado por uma bateria que alterna entre as bases de tempo quebrado do jazz e os blast-beats do grindcore com um contra-baixo extremamente sujo que chega a parecer uma guitarra. Pra loquear mais, vocais agudos e rasgados com muito efeito! Tenho certeza absoluta que os caras do Pig Destroyer foram influenciados pelo Painkiller, pois os vocais chegam a soarem idênticos em algumas passagens.
Guts Of A Virgin é o primeiro material do grupo, que seguiu na ativa até 1995, quando acabou. Nos álbuns seguintes, foram acrescentados elementos de dub e música ambiente. Mas esse final não foi definitivo, pois há rumores não confirmados de que um novo álbum de estúdio está para sair.
A banda contou também com a ajuda de muita gente famosa nos outros álbuns, como, por exemplo, o Sr. Mike Patton e uns japas sobre os quais eu nunca ouvi falar antes.
É música diferente e legal, gostei muito de conhecer. Em breve postarei outros álbuns deles ou de bandas do estilo, porém, por enquanto, você só pode conferir esse. Então, filho(a), não perde tempo e vai baixando.

sexta-feira, setembro 21, 2007

Amon Amarth - With Oden On Our Side


Os suecos do Amon Amarth chegaram ao sexto álbum com esse With Oden On Our Side, lançado em 2006.
O metal baseado em composições melódicas e cheias de feeling, sempre com letras sobre mitologia viking e livros/obras de Tolkien, foi o ponto forte da banda. Em álbuns como Versus The World e Fate Of Norns, dá para sentir algo excepcional na atmosfera criada. A banda é conhecida popularmente como "viking metal", todavia o vocalista Johan Hegg disse em uma entrevista que eles são apenas "death metal com letras vikings" e que não consegue imaginar vikins tocando um som assim. "Creio que eles só batiam em escudos e bongos, algo assim..." - Disse ele.
Não sei se é conseqüência do tempo ou se os caras realmente quiseram remoldar o som, mas esse último álbum aqui perdeu muito do feeling e ganhou muita velocidade, principalmente na bateria. Esses andamentos de deixar os 2 bumbos soando e dar uma batida por segundo na caixa não era típico deles, e sim de bandas de metal melódico que não me agradam. Os ritmos de marcha ou mais cadenciados - que são de enorme presunção em músicas como "Pursuit of Vikings" - foram praticamente esquecidos. A produção ficou bem moderna, soa muito "limpa", se é que posso dizer assim.
Não preciso dizer que o álbum não é o que eu esperava, né? Apesar disso, "Asator" é uma música que tem um refrão legal e uma bela linha de guitarra. "Under The Northern Star" possui riffs lindos, mas a masterização desse CD parece não ter favorecido muito. O vocal ficou excelente, bem definido e marcante. "Gods Of War Arise" é a música que mais lembra as antigas e, portanto, é também a melhor do CD.
São 9 faixas que compõem esse bom álbum. Repito: Deixa a desejar, a meu gosto, se comparado aos materiais antigos. Não vou escutar tanto como os outros, e deixo explícito aqui que é pela sonoridade - não pela popularidade da banda ou algo do gênero.
Mas cada pessoa tem uma opinião, não é? Forme a sua baixando o álbum aqui.

Slayer - Seasons In The Abyss


Quem se lembra do velho Nostradamus? aquele senhor que já morreu, faz tempo, mas que ficou bem conheçido alí em 1999, quando sua previsão para o final do mundo estava prestes a acontecer. Bom, eis que na virada do milênio, o máximo que aconteceu foi o "Bug do Milênio", apenas uma erro dos programadores, não sei se eles acreditavam na mesma previsão, mas se o mundo tivesse acabodo naquele dia, com certeza, os nossos últimos minutos na terra teria sido ao som do Slayer, com toda certeza, o capeta ia pôr pra rodar algum dos discos de sua discografia, eu ousaria dizer que seria, ou Reign In Blood, ou Seasons In The Abyss, pôr ter a mesma atmosfera apocalíptica.
Então, pra qualquer conheçedor do gênero, ou não, é quase sempre unânime a resposta para o melhor trabalho do Slayer: Reign In Blood. Uma das maiores maravilhas do mundo metálico catequizado pelo Demo, um show de habilidade musical brutal, com muito sangue e cruzes viradas. O disco foi sucesso de crítica e dos fãs, e fez mais outros admiradores, e estavam todos sedentos por material novo, como a banda não é boba, Jeff Hanneman disse que eles resolveram fazer um disco mais lento, pois se fizessem qualquer som rápido, seria na hora comparado com o disco anterior, eis que lançaram o "estranho" (na minha opinião) South Of Heaven, um disco com boas músicas, e que fez com que a banda tirasse uns trocos, já que tocar Thrash Metal não é o melhor jeito de ganhar dinheiro no mundo musical, pelo eras assim, pois há pessoas que discordam disso hoje em dia.
Após uma turnê não muito matadora e um disco de ouro, em 89 o Slayer voltou para estúdio para a gravação de seu próximo álbum, e agora poderiam descer o sarrafo, fazer um disco extremamente rápido, pesado e barulhento, e claro, foi isso que eles fizeram. Seasons In The Abyss, é para mim um dos melhores trabalhos da banda, e o que eles fizeram foi chutar os groovezinhos e mid-tempo do álbum anterior e recuperar toda a vigorisidade do clássico de 86, por isso, é pedrada atrás de pedrada.
O disco começa num chute só, com "War Ensamble", um dos clássicos do disco, com um riff de introdução emblemática, é um som pra fuder o cu do palhaço! O destaque foi para o disco inteiro, mas se você gosta de clássicos, ainda têm "Hallowed Point" e "Dead Skin Mask", uma das músicas mais macabras e cabulosas do disco, inspirada na história do serial killer Ed Gein, que já expliquei de quem se trata anteriormente, mas o final dessa música é de arrepiar! Ah, não posso terminar sem também falar da música que leva o título do cd, a maior música do disco, que tem uma super composição, cheia de progressão e arranjos macabros, sem dúvida, não haveria maneira melhor de fechar o disco.
Em 1990, o disco foi lançado, e a banda saiu em turnê de festivais co-capitaneando junto com Megadeth, Suicidal Tendencies, Anthrax e Testament, nos EUA e pela Europa, e com abertura de uma banda iniciante na época: Alice In Chains. Essa turnê trouxe para os fãs um grande presente e uma grande perda. A parte boa foi o lançamento do ótimo ao vivo Decade Of Agression, que até eu, que não sou muito fã de ao-vivos, tirei o chapéu, um álbum duplo gravado em diferentes cidades da Califórnia e do Reino Unido. A má notícia, foi que o contribuidor de longa data e um dos maiores nome da bateria, Dave Lombardo, largava a banda, para voltar em 2006 com o ótimo Christ Ilusion.
Outro detalhe que eu acho legal deste disco é a arte da capa, muito parecida com a utilizada no último disco da banda. Falando em capa, já que perdeu tanto tempo lendo isso tudo, clica nela e faz o download e não perde mais tempo, download obrigatório para Headbangers ou apreciadores de música rápida e pesada!