sábado, dezembro 01, 2007

Obituary - Xecutioner's Return


Se a região Scandinava ou Norte Europeu ficou conhecido pelo seu Death Metal nos anos 90, é importante lembrar que nos anos 80, quem começou tudo isso foram bandas Americanas (Morbid Angel, Deicide, Death) e Britânicas (Napalm Death e Carcass). Entre as americanas, uma das mais importantes foi o Obituary, que levou o Thrash Metal aliado ao Punk e o Hardcore, à dimensões muito mais extremas.
Formado 1984, na Florida (terra das outras bandas americanas citadas antes), este ano comemoram 23 anos de estrada, e para presentear os fãs, este ano voltaram a lançar disco de inéditas, este chamado Xecutioner's Return, em agosto, porém estou diponibilizando só agora, antes tarde do que nunca.
Obituary, dentro do gênero Death Metal, é a minha banda preferida, por justamente ser a banda de Death, menos Death que existe e este disco continua com a mesma sonoridade, não espere nada de inovador, porém prepare-se para a porrada que a banda continua a executar. Eles continuam tocando de maneira focada e rápida, num som bem Thrash, que chega até dar espaço para sons mais Doom, como "Feel The Pain" ou "Bloodshot", mas que em geral é o som clássico da banda, de batera e baixo pesadão, guitarras sujas e o vocal inconfundível de John Tardy.
A diferença deste disco para o penúltimo lançamento, o Frozen in Time, de 2005, fica mais na parte da gravação e mixagem, deixaram o som mais crú, principalmente na parte da bateria, mas ao mesmo tempo, acertaram o pulo no vocal, que não ficou abafado como no outro. Mudanças na banda também ocorreram: Este é o primeiro disco sem o guitarrista Allen West, que já dado bastante dor de cabeça pra banda com seu lado alcoólico, avacalhando em shows, fazendo merda no palco, acabou sendo preso por dirigir bebado e será solto apenas ano que vem! No lugar dele, a banda recrutou Ralph Santolla e em entrevista para a revista Terrorizer, os membros se mostram bastante contente com a presença do cara, que não só está em turnê, mas também gravou o disco. Outra mudança, foi o selo, com problemas com a Roadrunner, este é o álbum de estréia com a Candlelight, selo de bandas Death/Black/Thrash mais underground, e talvez esse foi um dos motivos pela opção de produção mais crú do disco, pois a banda fez o trampo todo sozinho.
Se tu é fã da banda, clica na capa e faz o download que tu não vai te arrepender, se tu não conhece, clica na capa e fica por dentro do som da banda. Se tu conhece e não gosta, epera até a gente postar algo que tu goste.

Matanza - A Arte do Insulto


"Porra... camisa de banda de rock branca?”, foi essa a indagação quando ganhei uma camisa da banda carioca Matanza em 1998. Eu nem conhecia a trocenta da banda, mas usava a camisa. É até compreensivo que também nem me preocupei em procurar os sons de uma banda que se classificava como “Country Hardcore”, mas no meio de 2007 eu vi um clipe de “Bom É Qaundo Faz Mal” do Música Para Beber e Brigar e resolvi ouvi-los. Nem precisei forçar a barra pra gostar. Depois fui atrás dos outros cds e hoje sou fã de carteirinha. Posso até dizer que eu não tinha o menor saco pra ouvir Johnny Cash, mas depois que ouvi a faixa "Busted" e o cd To Hell with Johnny Cash, onde eles mandam só covers do Homem de Preto em versões porrada, também fui procurar e hoje sou fã do blues pra lá de punk do falecido veinho.
Aos primeiros acordes de "A Arte Do Insulto” eu quase conclui que era Lemmy do Motorhead cantando em português! Muito bom o som e o clima das músicas: bar, birita, briga, morte... coisas leves.
"Clube Dos Canalhas" e "Chamado Do Bar" é tudo o que as mulheres não querem dos homens. O que mais acho legal na banda são as letras muito inteligentes e sem necessidade de refrões melosos e idiotas. “Sabendo Que Posso Morrer” começa com um banjo muito escroto, mas depois entra a cacetada de um hardcore muito pesadão. Interessante da banda o guitarrista Donida e o baixista China sempre saem com camisetas de bandas como Dark Funeral e Venom nas fotos promocionais da banda, mas essas influências nem são sentidas no som.
"Quem Perde Sai" é quase uma aula de Black Jack, mas "Meio Psicopata" e "Eu Não Gosto De Ninguém" são puras aulas de antisocialismo. Gosto muito da primeira porque a letra demonstra que o cara mesmo sendo pacato é incitado por alheios a perder a calma. Imagina você na situação de “Estava parado, bebendo cerveja, sozinho na porta do Bar, Mas como nada é perfeito, to vendo um sujeito que vem reclamar Dizendo que a vaga em que eu tinha parado meu carro era particular de um tal que é dono da rua, e fica na sua que o cara já ta vindo aqui Te matar...”
"O Caminho da Escada e a Corda" fala das últimas horas de um condenado à forca que deixa um relato ao filho. Como não deixa de ser uma música do Matanza, tem que ter a citação à bebida, pois sugere-se erguer os copos por quem vai partir! Nem vou comentar o tema de “Ressaca sem fim”. Mas a minha favorita ainda é “Whisky Para um Condenado”. Levada hardcore, mistura de guitarra estilo country, letra inteligente, desesperada e etílica (claro!) Eu acho até que Jimmy (vulgo o gigante escocês do Rock Gol) estava meio deprimido quando escreveu algumas dessas letras, porque o cara oscila momentos de tristeza com desespero e vontade de morrer, mas tudo recheado com cerveja, uísque, gim e o diabo a quatro!Para finalizar o cd, tem uma musica muito engraçada chamada "Estamos todos bêbados", bem no estilo "Somos a turma" do Ratos de Porão, só que neste caso a temática é apenas bebida (a dos Ratos é bebida e drogas) e o ritmo aqui entorta mais. Tem banjo, flauta, bateria abafada... tem horas que se você tirar as vozes, pensa que ta ouvindo um cd do Tuatha de Dannan.
Bem, quem gosta de Motorhead ou não tenha frescuras em ouvir rock n’roll inteligente e bem sacado, pode ouvir que é garantia. Quem não gosta, ouça assim mesmo porque a banda é boa e se não gostar da banda, vá pra um bar, peça uma garrafa de uísque e quando voltar pra casa ouça novamente porque vai achar maravilhoso!
Então abra uma cerveja, pegue uns petiscos e baixe o cd clicando na capa para garantir sua diversão!

sexta-feira, novembro 30, 2007

Raimundos – Raimundos


Eu tenho que admitir que tão importante quanto a década de 1980 foi a de 1990. Devido a sérias restrições geográficas, monetárias e de faixa etária, só pude acompanhar uma parte da década de 1980 via televisão e revistas. Mal a década de 1990 começou eu já comprava vinis, revistas e fanzines, recebia catálogos de gravadoras e procurava novidades... tudo isso morando no interior de Pernambuco. Por volta de 92 a música brasileira tornou-se mais popular e variada graças a uma leva de artistas como Chico Science & Nação Zumbi, Planet Hemp e Mundo Livre SA. Claro que existiam várias bandas mais underground e outras que só estouraram depois, mas foi uma época muito boa.
O Raimundos surgiu da união de quatro amigos que gostavam basicamente dos mesmos estilos musicais e, criativamente, montaram uma banda cover dos Ramones. Tudo era muito parecido. O estilo do nome, o estilo do som , a quantidade de músicos, a atitude. Por volta de 93 eles alcançaram mais destaque e o selo Banguela, que pertencia a alguns membros dosTitãs resolveu investir nessa nova leva de músicos. Foi desse selo que grande parte dessa moçada lançou seus discos. Em 94 saiu “Raimundos”, um disco divisor de águas, pois quebrava muitos paradigmas. Infelizmente em algumas partes ele ficou meio esteriotipado, graças as forçadas de barra de algumas músicas, mas no geral é um cd de punk rock, hardcore e forró!
Já na abertura, o sanfoneiro Zénilton, um maluco que canta forró de qualidade com letras de duplo sentido, avisa que quer rock e que os “meninos” estão abusando dele por tocarem um sonzinho bobo. Depois da reclamação começa “Puteiro em João Pessoa”, que fala das aventuras de um virgem (para nós, nordestinos, donzelo) na primeira noite que foi a um famoso puteiro (cabaré, zona, casa de putas) da Paraíba (hoje extinto). O som tem uma certa levada Suicidal Tendencies e quase não flerta com forró. Já “Palhas do Coqueiro” é lapada na orelha! Falando da história de um corno que espera a mulher embaixo das palhas de um coqueiro enquanto a sujeita está “debaixo de um teto de espelhos a o chifrar”. Em “MM’s” tem a participação de João Gordo nas partes com palavras delicadas. “Rapante” tem uns riffs muito pesados que até soam diferente do restante do disco. É a primeira faixa do cd que toca no assunto das drogas (que um dia acabaria a banda). No final, o hardcore come solto. “Carro forte” e “Minha cunhada” tem letras bastante sexistas e me fazem pensar que na época que os caras moravam em Brasília conviviam demais com o povo do DFC! A primeira vez que ouvi e vi os caras foi no clipe pra lá de tosco de “Nega Jurema”. Essa música parece não mudar com o tempo e é um clássico dos caras. A pobre da Nega da música era uma traficante presa no interior!
No lado B o forró come solto! Já começa com “Deixei de fumar cana caiana”, uma música do Trio Nordestino que aqui virou um Hardcore ultra rápido. Uma vez eu li alguém que se impressionou com Jello Biafra cantando num dos cds do Dead Kennedys, mas em algumas músicas Rodolfo canta tão rápido quanto o punk americano! “Cajueiro & Rio das Pedras” tem letra bisonha, levada porrada e termina com Zenilton cantando em cima de uma base que mistura sanfona, guitarra, triângulo e bateria! Frases como “abra as pedras, meu amor! É aí que o peixe se esconde quando vê o pescador” ainda me fazem rir! “Beabá” fala dos efeitos “positivos” das drogas e “Bicharada” fala do sabiá, que segundo eles é um passarinho viado! A seqüência “Marujo” e “Cintura Fina” é minha favorita. Muito forró, muito hardcore e letras hilárias. O cd fecha com a descarada “Selim”, onde o desejo do cara era ser o banquinho da bicicleta, pra ficar bem no meio das pernas e sentir o ânus da menina suar. Pura putaria adolescente. Muito bom ter vivido essa época. Depois desse cd, ainda veio o Lavô, Tá Novo e o Lapadas Do Povo que ainda tem muita coisa legal, mas o sucesso subiu pra cabeça dos caras e, praticamente atiram no próprio pé, se vendem ao estrelismo, lançam um cd fraco "Só no Forevis” e acabam após um MTV ao vivo. Segundo meu irmão, tem bandas que lançam MTV ao vivo e, ou acabam (infelizmente o Ira, o Barão) ou não vendem porra nenhuma e não fazem o menor sucesso e continuam na mesma merda (graças a Deus, Jota Quest, Skank).
Depois de tudo isso só resta você clicar na capa pra curtir um forrozim!

The Berzerker - World Of Lies


Metralhadora mortal e eletrônica nos ouvidos; extasy para pessoas que gostam de som extremo; máquina de tortura para quem odeia; esse é o The Berzerker, banda australiana que pode ser considerada como única na cena "mainstream" mundial a executar death metal industrial - e olha que até são bem desconhecidos.
É totalmente empolgante ouvir baterias de speedcore ou techno somadas ao instrumental caótico e complexo do death metal, sem esquecer os vocais sempre guturais ou rasgados. O mais curioso desse álbum é que, segundo as fontes seguras da banda, ele foi gravado em uma semana! A guitarra foi plugada diretamente num laptop, sem cubo, e a bateria programada. Impressionante como uma banda que começou a carreira remixando músicas de Morbid Angel e Deicide veio a ficar tão grande. Como eu disse no post do último disco deles, são apenas 2 caras que criam tudo.
Uma fato interessante: Há um dragão em todas as capas, a diferença é que ele sempre sofre alguma mutação, sendo ora mecânico ora de carne e osso.
Após esse álbum aqui, terceiro da carreira, os rapazes decidiram parar de usar máscaras. Isso mesmo, nos primeiros shows e anos de turnê, os caras usavam um visual mais loucão que o do Slipknot.
Se houvesse uma comparação extrema para eles, diria que é o Kiss do metal (em termos de presença de palco) e a continuação do trabalho do Atari Teenage Riot (em termos de som, que era extremizar cada vez mais). Creio que eles poderiam ter mais elementos eletrônicos no som, já que quase só a bateria é eletrônica, mas isso é só opinião.
Download da belezinha.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Silversun Pickups - Carnavas

Silversun Pickups foi uma das grandes revelações da música indie no ano passado, numa onda de shoegaze revival, no entanto, eu não tinha tido nenhum interesse, apesar das milhares babações de ovos pra esse conjunto californiano, e principalmente pra este disco, o meu interesse surgiu apenas esse ano. Navegando na blogosfera, em um certo blog que eu infelizmente não lembro qual foi (do'oh), o que mais me chamou a atenção foi algo mais ou menos do tipo: "Para os fãs órfãs do velho Smashing Pumpkins e não satisfeitos com o último trabalho".
Claro, tava meio longe do que eu esperava pelo "anúncio", mas eu agradeço pra cara-de-palmito que escreveu isso, pois se não fosse ele, provavelmente eu não estaria escutando Carnavas pela vigésima vez. Muito comparado com o já dito Pumpkins, o SSUP tem um som altamente influênciado por banda de rock alternativo do tipo Sonic Youth e My Bloody Valentine, este último principalmente, que fica bem evidente no sonoridade da guitarra, forrado de camadas e texturas de distorção guitarrísticas e overdubs, é um ótimo misto entre o Shoegazer britânico com o lo-fi americano, resultando em um dos discos mais surpreendentes da música pop independente que eu ouvi nos últimos tempos.
Carnavas por enquanto é o único disco completo da banda, que além desse disco, tem um EP, de estréia, chamado Pikul, lançado em 2006, também. A banda toca em forma de quarteto, com Brian Aubert "Voz de Mulher" na guitarra e nos vocais, Nikki Monninger "Quase Muda" no baixo e vocais (era pra ser), Christopher Guanlao "Coadjuvante" na bateria e Joe Lester "Cara de Nerd" nos teclados.
Pra finalizar de vez esse caroço, o lance é o seguinte: Se tu procura pôr um disco gostoso de ouvir, que vai te dar uma audição prazerosa (por favor, nada de interpretações adversas), esse é uma ótima pedida; som feito de maneira honesta e o mais surpreendent, uma banda que vem do circuito de bandas bunda-mole, tocam com uma vontade admirável.
É, eu acho que eu não sei escrever sobre bandas indies. É, eu acho que não sei escrever sobre bandas. É, eu acho que eu não sei escrever.

quarta-feira, novembro 28, 2007

High On Fire - Death Is This Communion


Criado em 1999, em Oakland, Califórnia, High On Fire é um trio que surgiu após o final de um dos pilares do Doom/Stoner Metal, chamado Sleep. Matt Pike, um garoto arruaceiro e ladrão de som, descobriu no rock uma maneira melhor de se divertir e arrumar dinheiro pra comprar drogas, quando se juntou com o Sleep, porém com final da banda, e já adulto, sentiu seu chão desmoronar e antes que a depressão tomasse conta dele, o cara chamou alguns brothers pra fazer umas jam sessions da sua garagem e assim surgiu o High On Fire, uma versão mais intensa e rápida que sua banda anterior costumava ser.
Com a passagem dos baixistas George Rice (de uma banda chamada Dear Deceased e o qual era para ficar responsável pelos vocais) e o "famoso" Joe Preston (que teve passagem por grupos de drone/doom/sludge como Melvins, Sunn O))) e Earth, entre outros), hoje a banda conta com Jeff Matz (que tocou bom tempo com a banda Zeke) no baixo, o baterista Des Kensel e o já apresentado, guitarrista e vocalista Matt Pike.
Death Is This Communion é o quarto full lenght da banda, e foi lançado esse ano, em Setembro e chamou a atenção de muita gente, inclusive a minha, que tinha ficado só no Sleep e não passado adiante. O disco foi lançado pelo selo independente, e muito respeitado pelo público da música pesada, Relapse e teve produção de Jack Endino, que já trabalhou com Mudhoney, Soundgarden e inclusive o Titãs!.
Após toda essa conversa mole e um saco de batata cheio de informações que tu pode encontrar facilmente em sites ou blogs musicanalhicos, vamos dar alguns comentários sobre o que importa, o barulhão abrupto do High On Fire: Apesar de terem na rótulos do discos coisas como Doom/Stoner Metal, o som da banda vai muito, muito mais adiante. Carregando as fortes influências de Sludge Metal, num apanhado de influências que todas as bandas do gênero, eles fazem de uma maneira muito mais rápido e cruel, com um instrumental de tirar o chapéu e o vocal, que não tem como não comparar, extremamente similar à de Lemmy Kilmister do Motörhead (comentário que todo mundo fez e que não agradou muito Pike), dão a entender o porquê de tanto interesse na banda.
Com certeza, um dos melhores materiais do estilo durante o ano, ou talvez até, dos últimos anos. Pra conferir, dá um clique na capa e faz o download. Depois disso, repire fundo e dê o play, pois tu só vai ter um pouco de descanço quando chegar em alguma das faixas instrumentais.

Yakuza - Transmutations


Não se trata da gangue japonesa mais famosa do mundo lançando um disco. Não se trata também de uma banda do Japão. Essa Yakuza é uma banda americana, de Chicago, que foi fundada em 1999. Até o momento, possuem 3 álbuns; Transmutations é o terceiro e foi lançado esse ano.
Conheci a banda recentemente, quando o meu "patrão" no blog Hornsup.net me deu a tarefa de resenhar esse disco. Nunca tinha ouvido falar sobre, portanto escutei o disco com atenção e depois fui ler a respeito da história desses rapazes. Nas primeiras vezes, confesso que não gostei. Hoje, após analisar com calma a proposta, acho esse disco muito bom. Misturando doom metal, death metal, jazz (de saxofone), progressões assustadoras e influências de música oriental, Yakuza é uma banda bem original e que merece ser apreciada com a cabeça aberta. É surpreendente ouvir a música começando bem lenta, com vocais no ritmo árabe, surgindo um saxofone, quando, não de repente, a progressão aparece acelerando a música e apresentando vocais guturais ou macabros. As músicas, no geral, possuem de 6 a 7 minutos. Algumas poucas outras têm duração bem curta, mas não é por isso que deixam de ser progressivas ou trabalhadas. Se fosse resumir, diria que é um trabalho bem assustador! Totalmente fora dos padrões que estamos acostumados a ouvir, geralmente fundindo de um a dois estilos. Aqui os caras misturam a água com o óleo e o drink fica gostoso. Ok, a linguagem figurada pode ter sido idiota, mas dá para perceber claramente o que eu quis dizer, não?
É tanto estilo de música que dá até para dizer que é uma banda "experimental". Escute com muita atenção, garanto que você encontrará até toques de atmospheric sludge.
Destaques para a macabra "Meat Curtains", a linda "Raus", a pedrada "Praying For Asteroids" e também para a chapante "The Blinding", sem querer desmerecer o restante do disco que possui muitas outras músicas excepcionais em quase uma hora de duração total.
Download.

terça-feira, novembro 27, 2007

Iron Maiden - No Prayer For The Dying

Se for comparar esse disco com outros do Iron, a reação vai ser: Holly shit! Mas tenho coisas a dizer: Infelizmente este é um trampo muito mal interpretado pela massa metaleira que gosta de comparar. Descem a lenha, falam merda, dizendo que o disco é mal-gravado, que ficou amador, blabla, que as melodias são fézes, etc. Conclusões precipitadas, caros amigos, sobre esta fabulosa pérola.
Era uma época triste para o Iron: Adrian Smith, o synth-guitarrista fodão, acabara de sair, deixando o posto vazio. Bruce Dickinson, estava um pouquinho insatisfeito, queria seguir carreira solo. A coisa estava preta pro Iron. Steve Harris decide contratar um tal de Janick Gers, e convida o time pra ir fumar maconha no sítio dele e gravar um novo disco por lá mesmo, no estudiozinho meia-boca que ele construiu. O resultado do processo é esse disco, que soa "fraco" e "diferente" quando comparado aos trabalhos anteriores. Se você ainda não conhece, é hora de fazer download clicando na capa. Se você ja conhece mas não gosta, porque não experimenta ouvir 10 horas de música sertaneja moderna e em seguida ouvir novamente esse disco? Técnica de psicologia metaleira heheh.
Destaco "Public Enema Number One" (sonzera demais, nego ainda fala merda desse disco... o mesmo para a próxima musica), "Fates Warning" (que tem uma introdução muito muito legal soando similar a linha do 7th Son...), "Hooks In You" e "Run Silent Run Deep". Essas quatro são as minhas favoritas do disco. Na real gosto de todas, mas essas são as mais batutonas. Pra mim esse é um disco punk, pq acho simples, som rústico, o Bruce começa a arriscar uns vocais mais "ásperos" à-la Death de 1998 hehe. Uma pequena curiosidade: "Mother Russia" (que é um som meio querendo puxar pra tipo mais um "épico apoteótico") é sobre o fim do socialismo e da antiga URSS, ja que o ano é 1990. Lembrando que neste mesmo ano saiu Rust In Peace do Megadeth e Seasons In The Abyss do Slayer, um ano bastante fudido, vamos ser francos.
Apesar de No Prayer... não se enquadrar no nível de fodelância musical desses discos do Mega e Slayer, continua sendo uma obra louvável. Gostaria de aproveitar a oportunidade para deixar aqui meu protesto, contra a mudança da capa que fizeram, trocando a do Eddie levantando o tiozinho pela gola por uma do Eddie com olho vermelho sozinho, porra, vai pra pqp, quem mandou mexer? caralho! kkkkkkkkkkkkkkk
ps. mesmo esquema, fazer download é só clicar na capa do disco! qualidade 320 kbps + bonus tracks live + lyrics

Saron Gas - Fragile


Que confusão, galera! Baixei esse disco como se fosse de uma banda chamada Seether. Então, meses depois procurei informações sobre o Seether (sim, demoro meses a escutar as coisas que baixo), porém o álbum não constava na discografia. Apesar de notícias semelhantes, esse álbum não aparecia na história da banda. Que diabos era, então?! Na verdade, as bandas em questão são a mesma, mas Saron Gas só veio a se tornar Seether após o lançamento desse CD, que foi um registro exclusivo lançado apenas na África do Sul, o país de onde a banda vem. Ouvi falar muito de Seether, mas nunca tinha ouvido falar de Saron Gas. Diziam que parecia Fozzy e Saliva, mas, nesse material, está a léguas de distância. O que importa, é que isso não faz diferença alguma pra mim, já que achei o disco beeeem fraco. Já vou avisando que recomendo quase só para quem curte baladas no estilo Nirvana ou "post-grunge", música melosa com minúsculos toques de distorção e letras depressivas. Não que isso seja ruim, apenas quero deixar claro que é algo que não me agrada em cheio, não. Agradou aos grandes selos, porque vários colocaram o olho mas apenas um deles contratou a banda e, a partir daí, o sucesso mundial estava a caminho. Nunca foi algo extremamente grande, tanto que eu creio que muitos sequer ouviram falar. Talvez eu deva procurar os álbuns seguintes (dizem que são bem melhores).
Bom para dar uma variada ou conhecer, mas bem chatinho quando o vocalista fica lamentando sua provável infância em "Dazed and Abused".
Download.

segunda-feira, novembro 26, 2007

Celldweller - The Beta Cessions


Sou muito grato ao leitor desbocado que, certo dia, comentou em um CD: "que merda! acho que deveriam postar cellweller". Sim, o cara pediu de forma errada, mas lembrei de já ter escutado algo parecido. Era Celldweller, e não "cellweller". Ah, eram bons e velhos tempos de Road Rash: Jailbreak, embalados por trilhas que iam do punk rock ao industrial alternativo. Celldweller era uma das inúmeras bandas inseridas no game, possivelmente a mais famosa. Nunca mais tinha ouvido, e decidi baixar, não porque o cara pediu, sim porque me deu vontade. Surpresa total! Baixei o primeiro e "único" disco da "banda" (na verdade 90% das coisas são feitas pelo vocalista/programador/guitarrista/diabo a 4 Klayton) e viciei. Passou a ser meu álbum mais escutado nos últimos tempos, algumas faixas são tão marcantes que eu gosto de escutar todos os dias.
The Beta Cessions, de 2004 (há sites como o Amazon.com que dizem que o lançamento foi em 2007; vai saber?!), é um presente aos fãs. CD duplo de edição luxuosa, feito especialmente para quem realmente curtiu o som. No primeiro CD, você pode conferir as primeiras versões de alguns sons, demos, remixes, mixes, instrumentais e unreleaseds. No segundo, você encontrará todas as músicas do primeiro álbum em versão instrumental. Para uns isso não pode passar de mera babaquice, mas quem escutar o segundo disco com atenção, poderá ter noção de vários efeitos de edição, mixagem e masterização. Aos que não conhecem, Celldweller é uma banda de metal industrial, que perambula pelo acid trance, pelo som acústico, pelo rock, pelo dark wave (o que remanesceu do extinto Circle of Dust) e por aí vai, tudo isso resultando numa sonoridade única, porém que vem influenciando gente como os rapazes do AP2 (antigo Argyle Park).
É provável que esse ano saia o segundo full-lenght do Celldweller, pois Klayton já está gravando e produzindo o álbum. Segundo as promessas, é algo que promete ir muito além novamente, utilizando ao máximo todos os recursos para fazer o álbum soar muito futurista e nunca envelhecer.
Downloads:
CD 1.
CD 2.

Megadeth - The System Has Failed

Pra começar a semana arregaçando a boca do balão, decidi que a pegada é a seguinte: ]\/[egadet]-[ again, mutherfockers hehehe.....
O ano é 2001, Megadeth acaba de lançar The World Needs A Hero. A galera não está muito satisfeita: depois do guitarrista-vocalista-fundador e líder da banda, Dave Mustaine, cagar no pau com Risk, Mr. Friedman abandonar o grupo e o contrato com a Capitol ir pro abraço, o que esperar da banda? Com uma aceitação mediana por parte da audiência, o então novo album saía pela Sanctuary, o selo do Iron, e trazia o bom e velho Mega botando pra quebrar (apesar do disco não ser tão bem aceito). Infelizmente em 2002, Mustaine sofre um acidente e acaba machucando o braço, o que o deixa impossibilitado de tocar guitarra (tempos depois o baixista David Ellefson deixa a banda e começa uma guerra judicial contra Mustaine, exigindo direitos sobre o nome Megadeth). Mustaine fica recluso por um tempo, mas não joga a toalha, decide lançar uma versão melhorada de "Killing is My Business... and Business Is Good" todo remixado e remasterizado, soando mais intenso com instrumentos e vocais mais altos e qualidade de som fantástica. Ótima surpresa para os fãs recalcados. Mas o melhor estava por vir...


Em 2004 toda a discografia da banda é relançada nos moldes do "Killing..." e uma surpresa: um álbum de estúdio novinho em folha. A idéia inicial era acabar com o Megadeth e dedicar-se à carreira solo, mas como devia mais um disco à gravadora, Mustaine chama seu velho amigo Chris Poland (guitarrista dos 2 primeiros discos) para dar uma "ajudinha" nas gravações, fazendo solos e contribuições em geral (sabe-se que Mustaine chamara Ellefson para gravar o disco também, que só aceitaria se fosse recrutado baixista oficial novamente, o que não ocorre). O resultado é este disco fantástico que vos disponibilizo. Um disco que marca o retorno triunfante da banda gerando forte expectativa depois de muitos altos-e-baixos.
Começando com "Blackmail the Universe", Mustaine mostra que não está pra brincadeira, é um petardo sonoro apropriado digno de primeira faixa, a bateria não dá descanso, bumbo duplo que do começo ao fim rasga riffs e solos a fio. No decorrer
do play, o côro come: destaque para "Kick The Chair" (preste atenção ao solo final made by Chris fucking Poland), "Tears in a Vial" (supostamente dedicada a Ellefson), "Back In The Day", "Of Mice and Man" dentre outras. "Shadow of Deth" traz o bíblico Salmo 23 completo, Mr. Mustaine convertera-se evangélico e começa a refletir sua condição nas letras.
A estrada novamente é o destino, juntamente com o guitar Glen Drover, batera Shawn Drover, e o baixista James MacDonough, fazem a "Blackmail the Universe World Tour" (passando inclusive pelo Brasil cujo o humilde ser humano que vos escreve pôde estar presente), oficializando o renascimento da banda, a ressurreição, de um dos fundadores do thrash americano.
Posso dizer que sinceramente, quando ouvi "The System Has Failed" pela primeira vez, não me empolguei muito, talvez pelo fato de eu estar bitolado em punk rock na época. Mas conforme passou o tempo, fui digerindo lentamente o trabalho, hoje posso dizer com convicção: puta disco bem feito, produzido com cuidado, traz músicas meticulosamente trabalhadas, faz com que qualquer true headbanger chacoalhe seu traseiro enquanto aprecia uma cerveja gelada.
Macacada, não se assustem com o tamanho do arquivo, provavelmente o badongo vai dividir em duas partes pois o tamanho total deu 140 MB. As MP3 tão com qualidade máxima (320 kbps) e ta incluso letras e bonus tracks ao vivo de alguns sons, pode ter certeza que vale a pena baixar essa pérola!
Mesmo esquema de sempre, para fazer o download clique na capa do disco. Como eu sou bonzinho, incluí junto algumas bonus tracks ao vivo de musicas deste play, alright? E pra você que achou bacana a idéia dos posts anteriores, segue junto com as mp3 um html com as letras e imagens da capa e verso do disco, porque "já que é pra fazer, vamo fazer direito, porra!" kkkkkkkkkkkkkkk um abraço a todos!

Corrosion Of Conformity - Deliverance

Surgido em 82, em meio a muitos outras bandas de Hardcore/Punk, no estado de Carolina do Norte, o Corrosion Of Conformity teve três fases distintos e hoje sustenta um nome forte dentro da cena da música pesada. Começando com a fase Hardcore, num punk-rock rápido e agressivo, transitando entre o Crossover, com o clássico do gênero Animosity, e tomando forma um som Heavy Metal, com elementos do Sludge/Stoner e Southern.
Com uma formação que nunca foi estável, acontece como muitas bandas, que vão mudando a direção do som a medida que os membros originais vão saindo e com eles, as idéias e a visão que a banda tinha quando começou. No entanto, o CoC sempre teve um integrante em toda sua história, com apenas um hiato de pouco tempo, Mike Dean é o nome do baixista fundador e por algum tempo, vocalista.
Porém, durante a caminhada do CoC, que tocava em forma de trio, a entrada de Pepper Keenan como guitarrista e logo após como vocalista principal, ofuscou a figura de Dean, que hoje é tido por muitos como um simples coadjuvante, enquanto todos os holofotes estão direcionados para Keenan, que atualmente está em turnê com seus parceiros do Down, na divulgação do último disco, que tem uma grande semelhança sonora, justamente por tocarem o mesmo estilo de música, do'oh.
Deliverance, que foi lançado em 1994, é considerado como uma das pérolas da década passada, num Heavy Metal Sabbathico, ofuscado pelo interesse Grunge-garageiro-alternativo e blá blá blá. É Stoner meu filho, riferrama lenta e marcante cheia da pegada, com muito peso e um groove chapadinho. Com os singles "Clean My Wounds" e "Albatross" os caras venderam uma penca deste disco, num som muito explorado atualmente, mas fica aí o registro de uma banda que sabia muito bem o que tava fazendo: Sonzeira.
Pra baixar essa bolacha, clica na capa e quem tiver interesse em Crossover, fica esperto, que em no futuro ponho mais.

sábado, novembro 24, 2007

Rush – Moving Pictures


Todas as minhas postagens até agora têm uma história! O Megadeth foi o primeiro LP que comprei na vida. O Slayer e o Napalm Death é porque formam o trio de minhas bandas favoritas. O trio se completa com o Rush!
Um dia desses eu tava conversando com o Júlio no MSN e ele me disse que não gostava do Rush. Tudo bem que no texto que eles colocaram para selecionar outro colaborador tinha descrito que o cara não podia gostar de Dream Theater nem do Iced Earth, então fiquei calado porque esses doidos podiam não gostar do Rush também, mas como eu sou do contra... lá vai o primeiro de um monte!
Eu ainda era pivete (e acho que muitos de vocês ainda nem eram nascidos) quando esse álbum foi lançado, mas é um álbum que parece não ser datado. Tudo bem que o Rush sempre primou por ótimas produções e esse é um exemplo. Quem tem a oportunidade de ouvir esse cd remasterizado até se assusta com a riqueza de detalhes.
Uma coisa que sempre me impressionou no Rush é a riqueza dos detalhes das músicas. Como alguns devem saber da história dos caras, vou tentar resumir: o primeiro cd deles, de 1974, era muito “influenciado” pelo Led Zeppelin e Yardbirds; no segundo, o “quase-gênio” Neil Peart entrou na banda, no terceiro eles ainda eram considerados rock n’roll; à partir do 2112 eles passaram por uma fase progressiva que durou até o início da década de 1980 (depois postarei alguns dessas épocas), quando lançaram Permanent Waves, que precedeu esse Moving Pictures e mostrou que eles estavam voltando ao rock, mas aí é outra história.
O difícil desse álbum vai ser falar pouco dele, mas juro como vou tentar resumir! Os mais saudosistas devem lembrar que “Tom Sawyer” era o tema de abertura de Profissão Perigo, um seriado pra lá de mentiroso e mais conhecido pelo protagonista: o Mc Gyver. Essa música tranquilamente enquadra-se como um clássico do rock, mas eu considero “Red Barchetta” excelente. É uma música “simples”, que fala da história do tio de Peat que possuía um carro da marca Barchetta da cor vermelha (um falecido colega meu, uma vez “traduziu” esse título como Baqueta Vermelha! Osmar, RIP, bro). O que mais me impressionava quando eu ouvia esse cd era como o som do contrabaixo se destacava. Os sininhos de abertura em “YYZ” não estão ali por acaso. A sigla é um código enviado pelos aeroportos canadenses aos pilotos. Para quem não sabe, Alex Lifeson adora pilotar e nessa época ele ainda tentava tirar o brevê de piloto. É uma faixa instrumental como não se fazem hoje em dia. Tem velocidade, solo muito bom, baixo marcante e bateria com direito a pequenos solos. Outro fato a ser considerado é que, reza a lenda, Neil Peart gravou a bateria dessa música apenas ouvindo o som do aparelho que sincronizava o tempo dos compassos. “Limelight” é linda. Sempre me emociono quando ouço essa música. O instrumental é bem marcante e o refrão tem uma cadência diferente e mostra os tempos quebrados que Peart imprimia no som da banda. Eu sou saudosista pra caramba, então, pra quem lembra, aqui acabava o lado A do vinil.
O lado B inicia com “The Câmera Eye”. Putz... eu não tinha muita disposição pra ouvir essa música na adolescência, mas com a idade aumentando e a paciência pra ouvir detalhes se apurando hoje em dia considero esse épico de 10:59 min tem momentos incríveis. “Witch Hunt”, para quem não conhece, completa uma trilogia começada com “Cygnus X1” do A Farewell to Kings, intermediada pela faixa títudo do Hemispheres (uma suite de mais de 20 minutos de duração) e completada aqui com uma faixa curtinha. Nos antigos cds dos caras, as músicas seqüenciadas sempre eram no mesmo cd, mas eles mudaram com essa, chamada “trilogia do medo”. Para terminar o cd, vem “Vital Signs” (junto com "Red Barchetta" e "Limelight" formam minha trilogia de preferidas). Nessa época, o Rush passava por um momento tão criativo que essa faixa nem entraria no LP. Ela foi composta completamente no estúdio, mas não destoa em nada as outras faixas.
Após esse álbum, os caras passaram por uma fase muito eletrônica que durou todo o restante da década de 1980, mas hoje em dia lançam cds cada vez mais modernos e interessantes, isso sem contar os excelentes albúns ao vivo! Pra baixar, clique na capa.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Napalm Death – Utopia Banished

Há exatos 15 anos atrás o cenário death metal/grindcore já efevercia com excelentes bandas, mas um dos mestres lançou uma obra de arte. Após o esporro dos dois primeiros lançamentos (Scum e F.E.T.O), da mistureba do terceiro álbum (Death By Manipulation) e da evolução do seguinte (Harmony Corruption), os caras novamente mudaram de formação e voltaram com o que eu considero o mais completo álbum de sua coleção: Utopia Banished é clássico e ponto final! Infelizmente alguns álbuns posteriores a ele não apresentaram o mesmo poder, mas à partir de 2000 quando lançaram Enemy Of The Music Business parece até que eles resolveram ouvir novamente este Utopia Banished para ter inspiração e eliminar de vez o experimentalismo.
As constantes mudanças de formação cessaram neste cd e por muito tempo eles não mudaram o time, exceto quando Barney decidiu sair por volta de 1997, quando discordava do som mais experimental que a banda fazia. No álbum anterior estrearam Mickey Harris, vindo do Hardcore Righteous Pigs, Barney Greenway vindo do Death Metal Benediction e Jesse Pintado, vindo do espetacular Death/Grind Terrorizer e a estréia neste foi Danny Herrera, que era amigo de longa data dos caras. Lembro de uma reportagem da "extinta" Bizz que nada menos que João Gordo praticamente declara seu amor pelo Napalm Death ao ouvir esse cd e ver que os caras melhoraram a incrível mistura de death metal, hardcore e grindcore. E não era por menos!
A seqüência apresentada neste cd é fantástica. Sinceramente não dá para ficar parado com o poder de cada som. Em "Discordance" eles preparam o terreno com um som meio industrial muito utilizado na época por influências do Ministry e do Nine Inch Nails, mas "I Abstain" bota o trem nos trilhos e "Dementia Acess" (a minha favorita) quebra tudo! Quando a MTV ainda esboçava qualidade, era normal ver o clipe de "The World Keeps Turning" nos programas específicos de metal (É... um dia a MTV já teve programas só com clipes, entrevistas, notícias e até bandas ao vivo nos estúdios. Ahhh... por favor não venha dizer que hoje ainda aparecem bandas como o NX Zero tocando ao vivo lá!). Os riffs criados pelo mestre Jesse Pintado (R.I.P) são claros em "Idiosyncratic", enquanto a porradaria característica de Harris em "Aryanism" formam uma dobradinha que remete aos antigos shows de Hardcore, ou seja, sem espaço para descanço.
Para falar do Napalm Death é necessário um comentário a parte sobre Mark "Barney" Greenway. O cara usa e abusa de vocais extremamente rápidos, guturais e entendíveis. As letras do cara também são um caso à parte. Em "Distorting The Medium", o cara critíca aqueles que não têm identidade e ainda dá um recado: Don't let them mould your identity. Em "Got Time To Kill" ele prega que os conceitos ideológicos ultrapassados precisam ser eliminados. Há ainda espaço para "Contemptou" que finaliza o cd de maneira industrial e é a maneira que nos dias de hoje eles costumam finalizar seus cds.
Há uma versão nacional que contém mais seis sons gravados em 1995 e que, certamente, decidiram tirar do Fear, Emptiness, Despair ou nem incluir no Diatribes, porque todas são tão brutais quanto as faixas do cd. Esta versão completa você baixará clicando na capa do cd.
Como sempre posta Shane Embury...
Cheers!!!

Megadeth - United Abominations

É macacada, sim sim senhoras e senhores, aqui está, com qualidade 320kbps: United Abominations! Yeah! Nego deve tá perguntando (Os que curtiram meu post anterior) "Porra, mas ele não ia metê mais um disco do Satanic, completando uma trilogia aqui no blog?". É amiguinhos, mudei de idéia, isso devido à alguns fatores:
-Reclamaram que o UA ainda não foi postado aqui.
-Leo Duarte mandou bem upando o fodístico Rust In Peace.
-Fiquei com vontade de mudar de idéia.
-Sou fã de Megadeth, e por fim.
-Felipe, o cabeça de torta de repolho, vinha me pedindo uma resenha sobre esse disco há muito tempo, então a hora é agora pra você que quer fazer o download.
Esse álbum merece respeito, afinal, não é todo dia que uma banda tipo o Megadeth decide voltar a fazer um som fudido de novo. Andam dizendo por aí em tudo quanto é canto que Megadeth voltou às origens, e isso é uma das maiores merdas que eu já ouvi. Ok Ok amigos, esse disco é bom pra caralho, mas porra "Voltou às origens?". Na minha opinião, soa demasiadamente exagerado, visto que, interpreto origens coisas na linha de Killing Is My Business à Rust In Peace, e se você pegar esses 4 discos do começo da banda e comparar com o United, são muito, muito mais pesados. É claro, que como eu já falei, isso é minha opinião, se você discorda: Ok, mas ouça novamente o The World Needs A Hero (Puta disco injustiçado), acho que a ordem das músicas fez com que a galera ficasse com sono, pois o disco começa vagarosamente lento com a depressiva "Disconnect", mas veja, alí, em 2001, o Megadeth já tinha "voltado às origens", fazendo som fudido novamente.
Bom, não importa, é um discão, traz uma vibração forte, começando com "Seep Walker" que o Mustaine chupou uma parte do riff de "Holy Wars", música rápida, bumbo-duplo sem parar, traz uma sensação parecida a de "Blackmail The Universe", por ter essa levada bumbada no decorrer do som. "Washington Is Next", na humilde opinião de quem vos escreve, é o melhor som do disco, muito muito cabuloso, fantásticamente fudida é essa faixa, merece destaque! "Never Walk Alone" é uma musica peculiar Mustaineana (Se é que isso existe), logo percebi a experimentação vindo à tona, resgatando lembranças de sons como "Train Of Consequences" e "Moto Psycho". "N.W.A." tem uma levada bem chapada, dando uma swingada no refrão, muito bacana. Vou fazer o seguinte, não vou ficar aqui descrevendo faixa-a-faixa, clique na capa do disco e faça o download, tire suas próprias conclusões, é um disco que vale a pena conferir! Holly Fuckin' Shit!


PS.: Mesmo esquema do post anterior, letras completas + capa e contracapa.

Satanic Surfers - Hero Of Our Time


É isso aí pessoal, voltei. Desculpem todo esse tempo de ausência, acabei sendo chutado desse blog infame pelo Felipe, o administrador dessa jossa kkkkkkk, bom pessoal, como o primeiro e único disco que postei aqui foi o Going Nowhere Fast do Satanic Surfers, decidi postar (Não se assuste com a capa, é só piada de terror, afinal o nome da banda é derivado de Misfits e hard-ons) o disco que fez a banda explodir mundialmente, se não me engano foram 50.000 cópias vendidas em todo mundo, uma marca bastante razoável para uma banda punkassa independente pra chuchú.
O fato é que, estavam agora mundialmente conhecidos, e o dono da banda, o uruguaio black metal Rodrigo Alfaro estava no posto das baquetas sendo o vocalista, uma proeza e tanto, puta de um talento, mas que acabou por esgota-lo física e psicologicamente, fazendo com que o rapaz abandonasse a batera, dedicando-se assim, somente aos vocais, e o cara canta hein!
Enfim, vou dizer um pouco sobre esse disco: Ponto forte de Satanic Surfers é a experimentação com diferentes sonoridades a cada álbum, uma postura bastante interessante para uma banda punk.
O disco apresenta na mixagem, uma "pureza" meio suspeita, soando meio mofado, fazendo com que você talvez questione o ano em que foi gravado, surpreendenda-se ao saber que 1995 é a data. Isso não compromete em absolutamente nada a qualidade excepcional desse trabalho, mostrando músicas rápidas lotadas de energia do começo ao fim, no melhor estilo hardcore "melódico" seguindo a linha south california (Ei, o ano é 95!), tanto que o som "The Treaty And The Bridge" saiu na coletânea FLUIR no brasil na época, um cdzinho bastante chapado só com banda gringa (Bandas que achar cd era foda no Brasil, por ser um país bunda), catapultou o som dos caras pelas terras tupiniquins, podendo-se dizer hoje que uma boa fatia dos fãs da banda (Incluindo eu) teve conhecimento da mesma através dessa coletânea. Destaques para "Better Off Today", "Sue A Bee", a revolucionária faixa-título "Hero Of Our Time", "The Treaty.."(da fluí), "Got To Throw Up" e etc. Na real, todas músicas são fudidas, se você não gostar, experimente o meu proximo post, que é mais um disco dessa banda, lançado em 1997, um dos mais peculiares da cena punk!

CLIQUE NA CAPA DO DISCO PARA FAZER O DOWNLOAD!!!!!
(como eu sou bonzinho, incluí um negócio legal junto com o disco: as LETRAS! com foto frente e verso das capinhas num arquivo html horizontal, tipo encarte de cd, espero que apreciem)

Bom é isso aí macacada, um abraço a todos punkers headbangers motherfuckers, aguardem novas pérolas!

quinta-feira, novembro 22, 2007

Throwdown - Venom & Tears


É impossível não começar falando que o Throwdown anda soando muito Pantera/Superjoint Ritual nesse CD novo. Para mim isso não é problema, aliás, é ótimo! Levando em consideração que são duas bandas que eu curto muito e que nunca mais voltarão a tocar nem fazer shows. Para ser bem honesto, esse "plágio" é quase somente vocálico. Preste atenção no instrumental; feito isso, diga-me se não é o mais puro hardcore de New York fundido ao californiano e com umas pitadinhas de metal (solos de guitarra, por exemplo). É algo como um Pantera hardcore, mais veloz, ou um Superjoint com alterações de velocidade. Para mim, esse é o melhor CD da carreira da banda. Não conheço todos, mas já considero melhor que o Haymaker e o Vendetta, por exemplo. Creio que seja difícil alguém não bater cabeça logo no início, com a matadora e empolgante "Holly Holler", ou alguém não cantar "Americana", já que o coro-refrão é no melhor estilo grito de guerra. Em meio às 12 faixas, a música que mais chamou a minha atenção foi "Cancer", pois é uma instrumental linda, harmônica e até triste. Quando descobri que eu provavelmente teria câncer, devido a um nevo melanocítico composto na região plantária do pé, fiquei muito reflexivo, algo como esse som. Felizmente o sinal ainda não tinha virado malígno, mas, caso fosse, acho que eu me sentiria como essa música.
O único problema é que até agora a única versão que vi disponível na net para download tem um narrador muito tosco falando "Throwdown, Venom & Tears", 3 vezes em cada música (no mínimo).
Um dos melhores do ano! Quer conferir? Baixe clicando aqui, mas prepare bem os ouvidos antes e certifique-se que sua mãe não esteja em casa, para escutar no volume máximo!

quarta-feira, novembro 21, 2007

Fall Of Serenity - The Crossfire


A Alemanha é mundialmente conhecida pela sua cultura, pelas suas bebidas e pelo seu bom e velho thrash metal oitentista de Sodom e Tankard, por exemplos. Mas não se surpeenda caso aconteça, daqui a alguns anos, de a Alemanha ser lembrada também pelo seu metalcore poderoso e moderno (não é modinha, é atual em termos de produção). Pegamos, por exemplo, o Fall Of Serenity em questão, que chega ao seu 4º full-lenght nesse The Crossfire. É uma banda nova, começou as atividades em 1999 e despeja uma mistura de death metal melódico com hardcore pesado em bons níveis. Ainda não possui um extenso reconhecimento mundial, pois o estilo tocado só começou a ficar bem popular há algum tempo atrás. Sem mais delongas, o álbum possui lindos trabalhos de guitarra em dupla, bateria pegada e veloz, e um vocalista furioso, com um timbre bem raro. Apesar de ser melodioso em alguns momentos, não soa chorado em momento algum. Existe até solos de guitarras, alguns bem memoráveis, outros um tanto quanto "fritadores", mas nunca quebram o clima da música. A faixa título é o grande destaque do álbum que possui quase uma hora de duração. Os riffs memoráveis são o ponto maior deste som, porém todos os músicos se empenharam aqui. A pegada é sensacional, empolga muito! Além disso, o álbum possui também alguns títulos bem sugestivos como "A Whore Called Freedom". O estranho é que falta algo para ficar 100%. Pelo menos percebe-se que os caras têm condições de fazer melhor, e essa é a esperança para um próximo álbum que possa mostrar o FOS para o mundo com potência máxima.
Download.

The Mars Volta - De-Loused In Comatorium

Conhecida por ser uma das bandas mais dementes dos últimos tempo, de alguma maneira misteriosa, a banda caiu no gosto do pessoal, o que é fato, digamos que, no mínimo, bizarro, por fazer um som totalmente fora dos padrões.
Como a maioria sabe, a banda surgiu em 2001, quando metade do At The Drive-In, Cedric Bixler-Zavala e Omar Rodriguez-Lopez resolveu seguir novos caminhos enquanto Jim Ward e Tony Hajjar formaram o Sparta, conhecido por ser o filho meia boca do At The Drive-In, e claro, isso não é novidade para a maioria. A dupla Bixler-Zavala e Rodriguez-Lopez, desde os primórdios já flertavam com a música experimental, no seu grupo chamado De Facto, o qual menos pessoas sabem. O grupo bebia na fonte do Dub de raíz e misturava com música latina, jazz e eletrônica e contava com Jeremy Michael Ward, primo de Jim, porém o grupo teve seu fim em 2003(No mesmo ano do lançamento do primeiro disco do Mars Volta), com a morte prematura de Jeremy, por overdose de heroína, fato que chocou a cena musical de El Passo, Texas, terra de todas as bandas e nomes citados acima e fez com que a dupla cabeça do Mars Volta cortasse seus vínculos com narcóticos, porém não o fim de suas insanidades.
Jeremy foi um grande idealizador da banda Mars Volta, onde fazia a parte de técnico de som, e ajudou muito na parte de criação do primeiro disco da banda (Este que eu tô tentando escrever sobre), que teve produção de Rick Rubin. Pra quem não sabe, normalmente o Mars Volta é chamado de Rock Progressivo (Porém está londe de Pink Floyd e Rush), devido suas músicas de estruturas anormais, mistura de ritmos, experimentação, baseado na música ambiental e trazendo as guitarras ditorcidas e dissonantes e os vocais enérgicos de suas bandas passadas, numa viagem musical super intensa.
De-Loused In Comatorium, como bandas progressivas costumam fazer, é um disco conceitual e e tem como tema uma história criada por Cedric e Jeremy, sobre o personagem Cerpin Taxt, um cara que tenta se suicidar com uma overdose de morfina, porém, mal sucedido, entra em coma e é onde contam a história, sobre sua visão da humanidade e sua psique, porém acaba, quando ele acorda e encara seu desgosto pela vida real, acaba se jogando do seu prédio em direção a rua, dessa vez com sucesso. Toda essa histórinha é baseado em fatos reais, sobre um amigo da banda, também de El Passo, chamado Julio Venegas (As vezes eu fico impressionado com as informações da Wikipedia).
Enfim, um puta disco, apesar do nome estranho, o que eu acho que nunca foi o forte deles, desde a época de ATDI, mas que vale a pena para dar uma viajada, numa maneira totalmente de rock progressivo. Para provar, basta clicar na ótima capa. Te diverte!

terça-feira, novembro 20, 2007

Megadeth – Rust in Peace


Para começar meu trabalho no blog, vou comentar e postar um dos álbuns mais importantes para mim em vários sentidos.
Historicamente a década de 1990 iniciou-se com várias mudanças políticas. Caiu o muro de Berlim, mudou-se o sistema de governo russo e os Estados Unidos tinham o velho mau costume de declarar guerra. Diante de tantas mudanças históricas, musicalmente também começaram a ocorrer mudanças. Há um certo tempo que os ritmos fundiam-se e surgiram nessa época tanto excelentes grupos como ótimas fusões feitas por grupos como Bad Brains, Faith No More e Suicidal Tendencies, entre outros. Por outro lado, o thrash metal também demonstrava forças, ainda sem contar com tantas fusões. Este álbum é um exemplo claro disso.
Após três álbuns: Killing Is My Business... And Business Is Good; Peace Sells, But Who’s Buying e So Far, So Good, So What?, o Megadeth mudou em vários pontos e lançou esse ótimo cd. Conta a lenda que Dave Mustaine e David Ellefson (os únicos membros originais nesta época) resolveram parar de se drogar e contrataram dois excelentes músicos para revitalizar a banda. Não que os álbuns anteriores sejam ruins, mas este tinha um feeling diferente, uma batida mais rápida e letras mais conscientes. Parecia até que Mustaine havia exorcizado de vez o fantasma de sua saída do Metallica e resolveu lançar um álbum definitivo na sua carreira.
O álbum inicia com "Holy Wars" e daí pra frente não tem sossego. A vinda de Marty Friedman do Cacophony injetou sangue novo no som, além de incorporar mais elementos jazzísticos, principalmente nos solos. Mas o que mais me impressionou na época foram os riffs. "Hangar 18" dá continuidade a seqüência. Inicia lenta e aumenta de velocidade. No final, Mustaine faz um duelo muito bom de solos com Friedman e a música encerra com o acompanhamento de Menza, que diga-se de passagem, é um excelente baterista. "Take No Prisioners" inicia nervosa e segue assim até o final enquanto em "Five Magics" tem umas quebradas de ritmo no refrão, antes de terminar de maneira acelerada novamente. Para os mais saudosistas ou para aqueles que, como eu, adquiriram o álbum em vinil, era hora de mudar o lado.
Os dois primeiros sons têm seus bons momentos, mas destoam um pouco do restante do álbum. Há velocidade e precisão, mas moderadas. O thrash metal empolgante retorna em "Tornado of souls" (na minha opinião a melhor música do álbum). Depois disso aparece uma faixa que mais parece uma vinheta (seria por direitos autorais?), super estranha e até desnecessária, visto que a entrada da faixa-título (depois “plagiada” pelo Guns’n’Roses "You Could Be Mine") fecha com chave de ouro o álbum.
Sinceramente também gosto muito do Peace Sells, But Who’s Buying e do Youthanasia, mas esse Rust In Peace une o thrash ao melódico e é uma aula de bom gosto musical. Agora é clicar aqui para baixá-lo.