segunda-feira, novembro 12, 2007

The Berzerker - Animosity


Há dois estilos de música que me agradam muito: Death metal e industrial. Já pensei em criar uma banda de "industrial death metal" no computador, mas não deu muito certo. Ao menos a idéia é original, né? Errado! Já existe o The Berzerker fazendo isso, e, acredite, é muito além disso, pois essa banda é uma porrada que mistura death/grind com industrial e techno extremo. É pouco? Talvez lendo seja, todavia a audição é o que mais surpreende, independente do que digam, porque, convenhamos, quando se trata de mixar coisas diferentes, muitos são céticos.
Naturais de Melbourne, na Autrália, os rapazes já estão há 12 anos tocando e há 7 lançando. Animosity, lançado em fevereiro desse ano, é o 10º material oficial e o 4º full-lenght, e o que dizer sobre ele? É maravilhoso! Quem escuta e não conhece deve duvidar que são apenas dois caras que fazem esse som todo. Luke Kenny grava os vocais e realiza as insanas programações de bateria; Jason V. grava o contra-baixo e as guitarras. É o típico exemplo de dupla que surra bandas formadas por 9 palhaços (hihihihi), e é uma banda que deveria ser mais conhecida pelo público mundial. Aqui na nossa terrinha, não tem muita gente que conhece, portanto, trate de baixar esse CD e adquira mais conhecimento. Retornando ao assunto, nos shows ao-vivo a banda se apresenta com músicos contratados, um para cada função.
Mais info em um próximo post não muito futuro, porque viciei nisso aqui!
Download.
PS: Não venham reclamar do narrador, pois essa foi a única versão que consegui baixar até o momento. A quem não sabe, o narrador é aquele cara que diz: "You're listening to The Berzerker - Animosity, bla bla bla records..." em todas as músicas.

sábado, novembro 10, 2007

Incubus - Make Yourself

Incubus sempre foi uma banda que eu nunca dei muita bola, apesar de saber que eles são um dos maiores nomes do "Metal Alternativo", isso nunca foi argumento para que eu tivesse interesse. Baixei o primeiro disco da banda, chamado S.C.I.E.N.C.E. e confirmei que não havia nada de mais, além de um som fortemente "influenciado" (Pra não dizer copiado) de bandas da década passada, como o RHCP e o Primus, principal influência das bandinhas de Nu-Metal. Apesar de tudo isso, ainda existia uma música deles que eu achava muito legal; "Stellar", e foi por esse motivo que eu resolvi baixar o disco para ver como era o resto.
A banda surgiu lá em 91, na Califórnia, fazendo Funk Metal, mas no decorrer do tempo foram misturando elementos mais thrash e rap-metal, e também com a entrada de um DJ para o grupo, foram até comparados com Deftones e Korn, porém nunca receberam o rótulo de New-Metal, apesar de a banda emergir junto com essas bandas. O primeiro disco da banda, que eu falei no início, saiu só em 97, e além de um som copiado do Primus com algumas intervenções de scratches e alguns elementos eletrônicos, o que eu realmente não gostei foi os vocais rap, algo que não combina nem um pouco com o estilo do vocalista Brandon Boyd.
Make Yourself é o segundo cd, lançado em 1999 e foi o disco que eu me interessei (Mais pelo disco e não por toda a carreira da banda). Este cd que deu credibilidade para a banda, hoje, sendo uma das bandas de rock alternativo mais populares. Com os singles "Stellar" e "Pardon Me", os disco vendeu muito bem, mas apenas em 2001 que o álbum foi "descoberto", com o lançamento do single "Drive", que explodiu as vendas e caiu na boca do povo. Daí pra frente todo mundo sabe.
Mas o que realmente eu acho interessante é o "resto" do disco. Tirando algumas músicas meio "mela-cueca" que nem"I Miss You" e a própria "Drive". Ótimas melodias, vocais "rap" quase nulo, ótimas refrões e músicas bem criativas, como "Battlestar Scralatchtica", um funk cheio de grooves e "The Warmth", de ritmo leve e guitarras maneiras. Com uma ótima produção, mostravam uma prévia do que viria no próximo disco, Morning View, sucesso de vendas, mas que na minha opinião, ainda fica atrás desse. Pra conferir um som bem legal, clica na capa.

sexta-feira, novembro 09, 2007

Dying Fetus - Destroy The Opposition


Esse CD tem hora para ser escutado, e essa hora é aquela que você está com raiva do mundo, de alguém ou de algo. Dying Fetus é uma pura demonstração do mais puro death metal brutal aliado à técnica instrumental e aos ideais grindcore! Cara, eu escutei esse CD duas vezes antes de resenhar, em um estado de consciência normal, e achei meramente bom. Hoje eu escutei com raiva de umas coisas, e, porra, destruidor demais, sonzeira do caralho e que tem tudo a ver com o título do álbum! As linhas de guitarra são velozes e virtuosas, fazem a adrenalina subir; em seguida, quando você percebe a velocidade da bateria e a ferocidade com a qual é tocada, o sangue ferve; no fim, o vocal gutural e agressivo completa o clima e lhe mostra a verdadeira máquina mortífera que é o Dying Fetus, essa banda que pode ser a única a unir sons extremamente complexos com músicas extremamente brutais. Não me entenda mal, pois existem diversas bandas técnicas e brutais, todavia Dying Fetus é a que vai mais longe (que eu conheço).
"In Times Of War" e "Praise The Lord (Opium Of The Masses)" são verdadeiras pauladas na nuca que eu garanto que vão lhe deixar muito eufórico, juntamente com a faixa título.
Após esse álbum, lançaram Stop At Nothing em 2003, outro exemplo de brutalidade que merece ser escutado. E 4 anos depois, que é o momento que nos encontramos hoje, lançaram War Of Attrition, um dos melhores álbuns desse ano, sem dúvidas.
Quanto mais antigo, mais sujo. Killing On Adrenaline é outro disco muito cultuado pelos fãs da banda, devido a enorme veia grindcore presente em suas faixas. Desde o início, em 1991, a banda nunca deixou as raizes de lado, portanto, se você curtir esse álbum, pode mergulhar de cabeça nos demais, só tenha cuidado: Você pode ter uma overdose e acabar inconsciente da maioria de seus atos. Os sintomas mais comuns em ouvintes viciados são: Vontade de socar quem tem opinião oposta, vontade de chutar pessoas chatas e ouvir os discos cada vez mais alto.
Quanto a alguns membros, sairam da banda para entrar no Misery Index.
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quinta-feira, novembro 08, 2007

The Black Dahlia Murder - Nocturnal


Pra quem gosta de música, e que ainda continua comprando CD's, apesar de ter tudo em Mp3, ir até uma Virgin Mega Store pode ser um perigo, pois tu encontra "tudo" que tu anda procurando, e no fim, fica até difícil de escolher o que levar, mediante a tantas opções. No meio de uma porrada de discos, encontrei vários Nocturnal's, um dos álbuns que mais me chamaram atenção neste ano, e me lembrei que há muito tempo, havia gente pedindo por postar esse discão.
Nocturnal estava na sessão dos mais vendidos de Metal, ao lado de outras bandas novas do ramo como o Mastodon, Trivium e Job For A Cowboy, cada um com seu estilo próprio dentro do termo "Metal". The Black Dahlia Murder é uma banda, que entre as citadas anteriormente, se assemelha mais com a última, que é também um dos nomes que anda na boca do povo antenado no mundo metálico.
O Black Dahlia Murder, como eu costumo chamar, sem o "The", é uma banda relativamente nova, formada em 2000 na cidade de Waterford, em Michigan, local onde dificilmente surgem bandas de Death Metal que chega em nossos ouvidos, então são considerados como os líderes deste estilo, em sua terra natal. Com várias mudanças de line-up e dois EPs lançados independentemente, o BDM assinou com a Metal Blade, onde lançou três discos, sendo este Nocturnal, o terceiro trabalho, que fez com que a banda figurasse entre outras bandas novas de respeito como Throwdown e o já citado, Job For A Cowboy, sem contar nas várias matérias em sites e revistas e reviews positivos que a banda acumulou este ano.
O que se nota neste disco é uma evolução sonora da banda, com a entrada do baterista Shannon Lucas, a banda ganhou muito mais credibilidade na hora de compôr as linhas de bateria que ficaram, sem dúvida, um arregaço. Combinando blast-beats insanos com riffs rapidíssimos no melhor estilo Death Metal (Numa mistura entre At The Gates com Morbid Angel), e com muita melodia, que acaba sendo chamado de Death Metal Melódico, o que não deixa de ser errado, pois os trabalhos das guitarras são dignos de nota, desde o mais simples riff ao mais complexo solo, o som fica completo com o vocal extremo do frontman Trevor Strnad, que alterna entre um vocal rasgadão um gutural macabro, e sem desmereçer o ótimo trabalho do baixo neste disco, que deu uma sustentabilidade incrível no peso das canções.
E como se não fosse bastante, gostei muito da mixagem e masterização dos instrumentos, não desfavoreceu e nem favoreceu nenhum instrumento, deixando tudo totalmente audível em meio ao caos sonoro que a banda faz. Se você ver a lata dos magrões da banda, não acreditará no absurdo que eles fazem: São cinco gurizões com naipe de nerd de braço tatuado, porém fazem um Death Metal de gente grande. Pra conferir, um clique na bela capa.

terça-feira, novembro 06, 2007

Agnostic Front - Warriors


Mais um dos grandes lançamentos deste álbum, um dos mais esperados álbuns para o pessoal do Hardcore: Warriors, o décimo e "la vai pedrada" disco do Agnostic Front, uma das maiores figuras, e se não, a maior, figura dentro da cena do Hardcore Nova Iorquino.
Apesar de ser uma das bandas que eu mais respeito dentro do Punk-Rock, nos últimos anos eles vêm me decepcionando um pouco. Desde o lançamento de Another Voice, a banda andou mudando o seu som, perdendo a velocidade e ganhando muito peso e entrando num processo de metalização do som, acompanhando o rastro de muitas bandas atuais, como o Hatebreed e o Born From Pain, que tem o Agnostic Front como uma influência no som da banda, e eu não fui o único que ficou meio chateado com a o rumo que a banda tava tomando.
Mudar a sonoridade e tentar algo novo é algo totalmente compreensível, porém, para mim o Agnostic Front é uma banda líder, que devia mostrar o caminho para as bandas, abrindo novas portas, porém nesses últimos anos, fez ao contrário, e seguiu a tendência de outras bandas que usam o NYHC como elemento para o seu som pesado.
Se tem outra coisa que também anda me encomoda, é o rumo que o "NYHC" anda tomando, isso é o motivo que o AF é tão conheçido, e é uma parte do som que eles mais deixaram esqueçido, aquele som afudê de discos como o Victim in Pain. Muita gente hoje em dia, eu vejo confundido o NYHC com Metal, só porque algumas rápidas há breakdowns, já dizem que é NYHC. Embora alguns andem perdendo um pouco o rumo, como o Madball e Sick Of It All, que são grandes nomes, que também andam se envolvendo fortemente com esse tipo de som metalizado, estereotipado de som de Tough Guys, existe muita banda boa que continua na briga, com som maloqueiro, como o 25 Ta Life e o extinto Kill Your Idols.
Na primeira audição do disco, fiquei totalmente desnorteado, pensando em todas as coisas que eu disse antes. Na segunda vez também. Depois o álbum começou a soar mais familiar aos ouvidos e a coisa fluiu. Apesar de tudo que foi tido em cima, e eu devia escrever isso, pra expressar a minha opinião, o disco tem músicas bem empolgantes, um prova disso é "For My Family" e "No Regrets", com uma quantidade absurda de bumbos duplos e ritmos explosivos.
A qualidade do som está impecável, apesar da produção ter ficado totalmente metalizada (Isso tá ficando massante), mas até é compreensível, quando fica sabendo quem foi o produtor do disco: Freedy Cricien, irmão mais novo de Roger Miret do AF, e líder do Madball, pois fez o som igual ao último disco da sua banda, que também não me agradou muito. Faça o teste que eu fiz: Pegue o último disco das bandas citadas anteriormente, e ponha elas intercaladas, no seu player e note que a diferença fica quase que basicamente na voz.
Tenho certeza que escutarei algumas reclamações aqui, pois de todas as pessoas que eu falei, adoraram o disco, porém, opinião cada tem a sua. Para baixar o disco, clique na capa, que é outra coisa que eu detestei no disco, de toda a carreira, acho que é a pior arte que a banda já teve, mas enfim, chega de falação e tire sua conclusão.

The Dillinger Escape Plan - Ire Works


Quem conhece o DEP dos excelentes trabalhos Calculating Infinity e Miss Machine, certamente ficou ansioso quando começaram a rolar os boatos sobre um disco novo. Ao ver vídeos da produção de novas músicas, tudo se confirmou, e as expectativas cresceram como fungos em um corpo que ingere antibióticos.
Finalmente o disco vazou, e agora todos podem ouvir mais um grande trabalho dos rapazes. Enganou-se quem pensou que eles se limitariam a repetir algum dos outros álbuns, ou simplesmente fazer um CD qualquer. O DEP decidiu jogar todo o experimentalismo que perambulou em suas cabeças nos últimos anos para cima do microfone, das guitarras, do baixo, da bateria e do computador. Isso mesmo, meu(minha) caro(a)! A começar por vários efeitos eletrônicos de computador que não haviam sido utilizados antes, todos perceberão algumas inovações. A princípio, creio que essa versão que eu escutei e que vocês poderão baixar é NÃO-MASTERIZADA. Crua demais, indefinida em alguns momentos e diferente. Se isso é proposital, ou seja, se essa versão é a finalizada e masterizada, os caras decidiram ir looonge demais, porque realmente ficou diferente. A quebração vem furiosamente já na primeira música, e esquizofrênica - e poderia ser diferente? Eles sempre começam assim! - "Fix Your Face", onde Greg Puciato faz um duelinho vocal com o ex-vocalista Dimitri. Escalas de fim de mundo, tempo quebrado, enfim, quem conhece sabe do que estou falando. Mas na terceira faixa em diante, a inovação predomina. "Black Bubblegum" chega a soar bizarra, lembra muito o Sugar Ray ou o RHCP dos tempos antigos, totalmente alternativa. Em seguida, "Sick On Sunday" mostra os tais efeitos de computador, e após isso vêm duas faixas instrumentais e outra porrada curta e grossa. O tempo das músicas ficou bem extremo; curtas ou longas. "Milk Lizard" é memorável demais, possivelmente a mais viajante do CD, pois é acompanhada de instrumentos típicos de jazz. Chega a lembrar muito aqueles filmes de ação Hollywoodianos.
DEP é DEP; loucura, experimentalismo, hardcore e metal em níveis fora do comum, resultando em uma banda única e que merece o espaço que vem conquistando.
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UPDATE: Versão masterizada upada (a de cima é NÃO masterizada). Baixe aqui.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Dead Kennedys - Bedtime For Democracy


Que os Kennedys foi uma das bandas que mais fez barulho durante os anos 80 não há o que duvidar. Não só apenas barulho com seu punk rock veloz e irônico, mas fizaram uma bagunça enorme no cenário da música underground e a imagem de que uma banda pode sim se meter com política e não de uma forma tão babaca como o U2, rock engajado é para baitolas.
Jello Biafra continua até hoje sendo uma das grandes figuras quando se trata de oposição à qualquer governo ou qualquer organização de direita, mas as vezes eu acho que os caras foram até longe de mais. Arrumaram inúmeras tretas com a justiça americana, primeiramente com o nome, batizado após a morte dos irmãos Kennedys, que era forma de dizer que era o fim do American Dream. Um dos problemas legais mais conhecido e mais divertido, ocorreu em 85, no lançamento do disco Frankenchrist, o terceiro disco da banda. Dentro do encarte do disco, havia um pôster que contia uma arte com pirocas enfileiradas, acredito que mais uma arte de Winston Smith, que acabou em tribunal, após a mãe de uma menina que comprou o álbum ver o pôster e as letras e ter ficada chocado com a atitude da banda. Por fim que o disco foi banido na época e uma multa para os integrantes da banda.
Essa encheção de lingüiça foi para contar um dos capítulos mais comentados da carreira dos Kennedys, e que foi exatamente após esse episódio que a banda lançou Bedtime For Democracy, o último disco antes da banda se dissolver, chateado com o rumo que a cena do punk rock estava caminhando. Lançado em 86, originalmente como um LP duplo, mostra exatamente o que foi dito antes, uma banda já de saco cheio, pois achavam que o movimento punk que eles estavam já não era mais um lugar seguro, já cheio de neo-Nazis, brigões, que iam nos shows apenas para arrumar briga e não tinham nada na cabeça, indo totalmente contra a ideologia da banda. Um disco cheio de ecletismo dentro do hardcore, misturando com alguns outros elementos, mas principalmente aquele som clássico da banda, hardcore veloz e rude, carregado de passagens de altas doses de irônia.
Como de costume, no geral são todas músicas são de conteúdo radical, metendo o pau no governo Americano (E isso nunca vai acabar), sobre militarismo, conformismo, sobre a violência e principalmente criticando o movimento punk. A arte da capa ilustra muito bem o que eles quiseram passar, não só neste cd, mas em toda a carreira: Uma estátua da Liberdade totalemente desfigurada, em meio a nazistas, oportunistas, oficiais do governo, zumbis religiosos, envolvidos por agentes da imprenssa. Um carreira curta e um legado enorme, que até hoje conquista jovens que começam se interessar por este tipo de música. Vamos deixar para outra conversa o fato dos acontecimentos pós o final da banda, enquanto isso, clica na capa e explode as neurônios dos vizinhos com Kennedys no último volume.

Rolling Stones - Exile On Main Street


Quando se estuda a história do rock, inevitavelmente os Stones aparecem como uma das primeiras bandas a chocar o público conservador com suas atitude rebeldes e referências ao sexo. Assim como no caso dos Stooges, os Stones sempre tiveram um front-man viciado em sexo; não, não era só isso, Mick Jagger gosta(va) de referências e gestos sexistas nos shows. Lembro-me de ler uma matéria lançada lá pelos meados de 1965, época em que eles começaram a explodir, que perguntava: "Você deixaria sua filha sair com um Rolling Stone?". O que isso tem a ver com esse CD? Não muito, mas isso aconteceu lá nos primóridos da banda, e hoje eles são todos velhos e não mudaram absolutamente nada. Jagger tem uma dúzia de filhos espalhados pelo mundo; Richards afirma que o segredo de sua longevidade são as drogas que ele toma; Charlie Watts continua tocando do mesmo jeito; Brian Jones morreu de overdose e Ron Wood foi aceito como membro oficial. Por mais que o tempo passe, essas figuras continuam intactas. Hoje não causam o mesmo impacto de décadas atrás, obviamente porque hoje é tudo liberado e tem gente que gosta até de tocar sem roupas, como os funkeiros do Red Hot Chili Peppers.
Exile On Main Street, de 1972, é o 17º material da discografia oficial da banda e foi lançado depois do maravilhoso Sticky Fingers. É considerado como o melhor álbum deles pelo próprio Mick Jagger, mas as opiniões diferem bastante. Há quem prefira a primeira fase deles, bem leve; Há quem goste da fase mais rock; há também os que gostam dos álbuns mais recentes e há aqueles que ainda nunca ouviram um disco inteiro. Esse disco é muito bom, bem diferenciado, tem músicas empolgantes ("Rocks Off", "Shake Your Hips", "Happy"), tem outras que lembram um clima de blues/country ("Sweet Virginia", "Sweet Black Angel"), outras puro R&B e por aí vai. Oficialmente lançado como álbum duplo, mostra toda a criatividade da banda em mais de uma hora de música.
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sexta-feira, novembro 02, 2007

Motörhead - 1916

Acho que o início ideal seria uma pegunta: Tu gosta de Metal? Tu gostal de Blues? Então que tal os dois juntos? 1916 é mais um dos grandes discos da imensa discografia do Motörhead e dentro todos, é o que mais fica evidente a presença enorme de blues e do rock'n'roll de base ao lado do seu rock clássico, inigualável e inconfundível, que acaba virando quase que um "Punk Blues".
Lançado em 92, este álbum foi o décimo terceiro disco da banda, após resolveram as tretas com sua ex-gravadora, assinaram com uma subisidiária da Epic, e lançaram este ótimo disco, que foi candidato à receber o Grammy de melhor performance de Metal, mas concorriam com o humilde The Black Album, do Metallica. Apesar de eu não achar o melhor álbum da banda, foi o maior sucesso de vendas até hoje e o que garantiu o seu nome, então não é preciso dizer quem levou o prêmio.
O nome do álbum, está relacionado com uma das paixões de Lemmy: Guerra. O cara é colecionador de artefatos da Primeira e da Segunda Guerra Mundial, e por isso tem gente que diz que o cara é nazista! Claro, eu nunca vi isso pessoalmente, apenas em comunidades do orkut, o que acontece freqüentemente, assim como o Slayer, mas isso fica para discutir nos comentários, se quiserem. Mais especifcamente, o disco se trata da Primeira Guerra Mundial, e carrega a música de mesmo nome, que batizou o disco: "1916", uma canção atípica, soando como um hino com apenas teclados e batidas marciais acompanhando a voz de Lemmy, que canta suas reflexões sobre a vida e a morte durante a guerra.
Em forma de quarteto neste disco, o único membro original e alma da banda, Lemmy Kilmister trabalhou com todos os integrantes na hora de escrever as músicas, resultando em clássicos como "R.A.M.O.N.E.S" (Música qual os Ramones regravaram e tocaram com a participação de Lemmy em seu último show), uma homenagem à uma das maiores bandas de Punk Rock da história, e também "Going To Brazil", outra clássica que não pode faltar nos shows. Enfim, escutar Motörhead é sempre um bom negócio, então clica na capa e se divirta.

Manowar - Kings Of Metal


Reis do Metal é a minha pica com leite condensado no testículo esquerdo e catchup no direito! Manowar era uma ótima banda, mas quando começavam com essas conversas bestas e sem fundamento de "irmandade do metal", "reis do metal", "somos os melhores do mundo", etc; porra, parece o Oasis mais pesadinho - em termos de atitude.
Apesar da falação e da capa "mãe, sou power metal!", o disco Kings of Metal, de 1988, é um dos melhores lançados por eles, sem dúvidas. Produzido na época que a banda ainda contava com o guitarrista Ross The Boss (o mais criativo de todos), esse foi o quinto álbum de estúdio.
"Wheels Of Fire" é a música de abertura, chega com uma linha vocal realmente muito empolgante e uma rifferama legal e repetitiva. Essa conversa fica bem enjoante, portanto, cabe a mim dizer que é um excelente disco de heavy metal e hard rock (sim, hard rock! escute "Kings of Metal" que você vai entender, e isso não é irônico por minha parte, e sim por parte deles). A faixa instrumental "Sting of the Bumblebee" mostra todo o talento de Joey DeMaio, que utiliza de escalas técnicas e velozes no seu contra-baixo. A balada "Heart Of Steel" mostra o lado versátil da banda, que podia fazer um álbum bem diferenciado. Creio que eles atiram cocô no ventilador em faixas como "Kingdom Come", porque a tentativa deles de soarem medievais nunca deu certo - a não ser nas fotos com cueca de He-Man atochadas no ânus. A empolgação fica por conta de "Hail and Kill", música dotada de um solo lindo de guitarra e refrão memorável. Fecha com "Blood Of The Kings", onde Eric Adams consegue dar gritos tão agudos quanto uma virgem perdendo sua virgindade com um rapaz extremamente dotado e sem paciência. Esse álbum me lembra de uma época não remota, mais precisamente quando tinha 14 anos. Eu queria porque queria uma camiseta do Manowar, assim eu poderia caminhar na rua mostrando que eu curtia uma "banda foda". Ainda bem que não encontrei! Mas coincidencialmente ou não, com 16 anos meu pai me deu uma camiseta deles, e, como presente é presente, não recusei. Não fico assim pela música deles, pois é boa. Fico triste pelas atitudes deles, e não quero apoiá-los.
Como vocês podem perceber, é um disco muito legal de ser conferido. Minhas zoações para com a banda se devem ao fato de que eles mesmo pedem por isso.
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quinta-feira, novembro 01, 2007

Johnny Winter - Let Me In


Johnny Winter será a tatuagem que farei atrás do meu ombro esquerdo. Como amante da música do homem desde a primeira vez que ouvi, cada vez mais apreciador de seus álbuns e suspeito para falar dos mesmos, fico na dúvida sobre o que falar, porque realmente sou suspeito. Mas é a vida, não? Lá vai...
Let Me In, lançado em 1991, é o "20º alguma coisa" da discografia de Johnny. Não há como dizer com precisão, pois esse é o número aproximado de discos oficiais lançados até a época. Se fosse considerar as coletâneas e demais materiais, vish, perdia a conta, filho! É um de seus melhores álbuns, pois é tocado com uma energia gigante. Apesar de ser basicamente guiado só pela voz e guitarra de Winter (ou seja, os demais músicos se limitam a simples arranjos), vale a pena conferir, porque os solos são tocados de uma maneira fora do comum. "Illustrated Man", música de abertura, já deixa isso bem claro. Mas não é só de velocidade que são feitos os discos de Johnny, pois "Life Is Hard" é um blues bem na manha, mais soft, bem lentinho e com cada nota tocada no lugar correto. Para mim, é algo bem único. Gosto muito de várias bandas e estilos, mas quando escuto Johnny Winter é que sinto uma energia maior.
Esse álbum é composto por diversos ritmos e estilos. Um pouco de blues, um pouco de rock, um pouco de jazz, um pouco de country, e por aí vai. Essa é basicamente a alma do discos de Johnny - obras-primas, na minha opinião. E caso queira saber mais sobre ele, siga os hiperlinks que levam às postagens antigas, pois lá está recheado de informações e história.
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Iron Maiden - Virtual XI

Iron Maiden, a banda que me apresentou ao Metal, aquela que eu escuto desde jovem e que dispensa qualquer comentários, apenas para dizer que todos os posts que eu já fiz sobre começa com esse mesmo papo furado, que serve como intodução, ou não.
Virtual XI, como sugere o nome, é o décimo primeiro disco dos britânicos, segundo, e último, com o vocalista Blaze Bayley. O disco que menos vendeu e uma das maiores decepções dos "fãs". Boa parte do pessoal que gosta de Maiden, normalmente, abomina a era em que Blaze se manteve como frontman, ou até pior, apenas ignoram esse fato, negando ótimos trabalhos, porém para aceitá-los, é necessário entender alguns fatos, que foram importantes para a construção destes discos, em especial este que está sendo postado.
Desde a época em que o vocalista Bruce Dickinson começou sua carreira solo, paralela com o Maiden, após o guitarrista Adrian Smith já ter se demitido, a banda começou a entrar em ruinas, até tendo a possibilidade de acabar, a saída de Dickinson foi quase a gota d'água. Foi quando resolveram escolher Blaze para assumir o microfone, após fazerem teste com uma lista enorme de vocalista, de famosos até zé-ninguém, optaram pela voz da banda Wolfsblane.
O primeiro disco com ele, The X Factor, é realmente um disco que não gosto muito, porém as suas músicas ao vivo ficam muito legais. Aí então que surge o problema, a voz de Blaze é totalmente diferente dos outros dois vocalistas, cada qual conseguia agudos mais obsurdos que o outro, e Blaze com sua voz rouca e seu jeito animalesco, ficava devendo na hora de tocar os clássicos que a platéia queria ouvir, e assim perdia sua credibilidade com os headbangers.
Assim como o álbum antecessor deste, são os dois álbun mais obscuros que o Maiden já fez, que combina totalmente com o estilo de Blaze cantar, e esse é o ponto alto do disco. Anos 90 não foram bons para o Metal, além disso, Steve Harris enfrentava um processo de divórcio, o que fazia a banda entrar mais em paranóia, resultando neste amontuado de músicas. Gosto da variedade de velocidades usadas aqui, desde a velocidade de "Futureal", em umas das músicas mais pauladas, até um metal embromado com teclados de blues, usado extensivamente, de "The Angel And The Gambler". Boa parte das músicas, mostram a fórmula que a banda usaria bastante em seus álbuns seguinte, de canções começando suavemente e vão ganhando ambientação e velocidade durante sua execução, como exemplo máximo o clássico absoluto "The Clansman".
É um álbum que tem que aprender a escutar, por isso que está aqui, ao invés de botar qualquer outra da era Dickinson, ou esses últimos discos meia boca. É digamos que um dos álbuns alternativos da banda, mas que eu te digo novamente: Vale à pena! Pra conferir, clique na capa, que sinceramente, é uma das mais animais, que coincidencialmente, ou não, faz bem o estilo do Blaze.

quarta-feira, outubro 31, 2007

Kill Your Idols - This Is Just The Beginning


Boa noite amigos!, estou de volta pra falar um pouco do que sei de música
Ao falar de NYHC muitos pensam em Agnostic Front, Gorilla Biscuits e Cro-Mags, mas pra mim, falar de NYHC é falar de Kill Your Idols, mesmo anunciando seu fim em 2006, com 10 anos de estrada, a banda lançou muita coisa boa.
Os caras começaram em 1996, com letras "sentimentais" berradas na voz de Andy West, e 3 anos depois lançam o ótimo This Is Just The Beginning, que realmente, foi só o começo, 1 ano depois lançam o No Gimmicks Needed, mas em outro post falo deste.
O disco abre com a pesadíssima "Can't Take It Away", seguida do hino "Falling", com 16 músicas
Difícil é escolher uma, mas ao baixarem esse álbum, confiram com mais atenção a "I'm Still Here", que pra mim, é a melhor disparada, sem mais, post breve pra essa pancada do Kill Your Idols que fará falta nesse cenário tão crescente que apesar dos "Know It All" criticarem tanto, ainda acredito que só ta saindo coisa boa, clique aqui e confira!

Pura vida!, um abraço.

terça-feira, outubro 30, 2007

Misfits - Famous Monsters


Após a saída de Danzig e suas constantes brigas com Jerry Only pelos meados de 1983, o nome Misfits ficou inativo até 1995, quando Jerry conseguiu ficar com os direitos autorais para si. Obviamente não seria fácil achar uma vocalista que agradasse a gregos e troianos, mas as audições foram sendo realizadas. Entre os testes, diversos nomes conhecidos e desconhecidos apareceram, entre eles o de Peter Steele (Type O Negative). A idéia de Jerry era remontar os Misfits de uma maneira bem diferente, por isso que a vaga ficou com um cara que mal tinha ouvido falar da banda. Seu nome? Michale Emmanuel, mais conhecido como "Michale Graves". A idéia era fazer algo mais original, para evitar de ouvir o Danzig falar que o novo vocalista tentaria o copiar. A idéia deu certo, pois Graves tem uma interpretação bem diferente de Glenn. Apesar de querer algo mais feroz e violento, Jerry não conseguiu. Graves tem uma voz limpa, direta e eficaz, porém não tem agressividade e nem ousa lançar um "UOU" que foi marca registrada da banda nos primeiros álbuns, como, por exemplo, no clássico Earth A.D.
Famous Monsters é de 1999, é o segundo disco da nova formação. Possui músicas legais e cativantes ("The Forbidden Zone", "Descending Angel"), outras excelentes ("Crawling Eye", "Helena 2") e até provocações a Glenn Danzig (leia a tradução de "Fiend Club").
São 19 músicas que o compõem, que agradam a alguns e são odiadas por outros. Eu gosto, escuto de boa. Creio que não possui a mesma pegada dos anteriores, mas é infinitamente melhor gravado e masterizado que qualquer material lançado por eles anteriormente.
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segunda-feira, outubro 29, 2007

Nuclear Assault - Handle With Care


1989 foi um ano em que poucas pessoas davam importância às questões que envolviam o futuro do meio-ambiente. Aquecimento global, lixo nuclear, queimadas; poucas pessoas mesmo e quase ninguém da mídia dava importância a isso. Surpreendentemente, o Nuclear Assault deixou suas piadas e letras humorísticas de lado para abrir os olhos da humanidade a um futuro não muito distante. Não que isso não fosse feito antes, mas os discos eram ora sérios ora zoados. Handle With Care é uma obra-prima! Clássico absoluto do metal e hardcore ao mesmo tempo (crossover?), recheado de músicas nota 10 e com uma atitude radical! A capa e sua profunda ligação com o título, as letras, o clipe de "Critical Mass", o nível das composições. Para mim, sem dúvidas, esse é o melhor disco dos caras. Há um feeling matador, os rapazes conseguiram pôr nas músicas e em suas velocidades todo aquele feeling raivoso que havia preso dentro deles. Tudo isso está reunido aqui, para fraturar alguns pescoços. Nesse disco que houve a explosão total da banda, tanto que os álbuns seguintes não foram muito bem-sucedidos e incrivelmente a banda não perdeu estabilidade no cenário mundial. Ficou parada por algum tempo, de fato, mas existe até hoje. Muita gente criticou o último álbum do grupo, o Third World Genocide. Não entendo o porque! É um álbum ótimo... É, a galera parece que quer mais um Handle With Care. Só em sonho, filho! Isso aqui foi um momento único de inspiração.
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domingo, outubro 28, 2007

Monster Magnet - 4-Way Diablo


Retomando as postagens de lançamentos de 2007, mais um álbum que meu surpreendeu, o sétimo álbum do quarteto Stoner de Nova Jersey, chamado de 4-Way Diablo. Na verdade, em disco o álbum ainda não foi lançado, mas como álbums vazando na net antes do seu lançamento é um realidade, há um bom tempo, a única coisa que temos a fazer é agradeçer. O Lançamento oficial foi marcado para dia 5 de Novembro e este é o segundo disco que sai pelo selo alemão SPV.
A faixa de abertura leva o mesmo nome do disco, e no geral são músicas que lembram muito o álbum que antecede este, o ótimo Monolithic Baby! e que garantem uma ótima audição. Para a produção o disco, Dave Wyndorf chamou Matt Hyde, o mesmo que fez o disco Powertrip, no intuito de conseguir o mesmo sucesso do citado antes, o álbum que a banda mais vendeu até hoje.
A receita continua a mesma, passando meio longe do "Metal" do Stoner Metal do início da carreira, o disco sôa como um rockzão com pitadas de Hard Rock e as melodias viajantes de Stoner Rock, tendo seu ponto alto em um cover dos Stones, "2000 Lightyears From Home", do disco mais piscodélico da banda, o Their Satanic Majesties Request, e que está rendendo comentários, positivos, em geral, assim como o disco, um disco que vai agradar muito os fãs da banda, mas nada muito acima da média e nada que possa arruinar o disco, apenas aquele sentimento de que faltou algo, ou que poderia ficar melhor, se fosse uma banda iniciante, poderíamos esperar algo surpreendente em um lançamento breve, porém, a banda de Wyndorf está quase comemorando seu 20 anos de estrada, e eu pessoalmente, acho que não vai mais muito além disso, ao menos não fez feio como o The Cult.
Para conferir, basta clicar na capa, que voltou a usar seu símbolo, deixado de lado no anterior, mas que não faz muito diferença, quando seus conteúdos são bem similares.

Pavement - Wowee Zowee

Passeando pelas ruas de Dublin, entrando em lojas de discos para ver o que andava tocando por essas bandas, entrei numa das maiores redes de lojas, a HMV, na qual tinha uma sessão que era algo do tipo "Indicações da Casa". Entre clássicos de Pink Floyd à Clash, consegui notar a presença de uma banda de proporções muito menores figurando entre os grandões, e que como as outras citadas, é um som que eu acho muito divertido, o Pavement, que estava com seus discos Wowee Zowee e Slanted e Enchated neste sessão, parabéns pela escolha.
Claro, essa era uma sessão na qual só fazia parte bandas de rock pop, mesmo que os caras achassem o Reign In Blood um dos melhores discos já lançados na história, ele não estaria lá. Justamente por isso que o Pavement dava o seu ar da graça em meio à uma grande quantidade de discos de Classic Rock, pois tocavam um rockzinho pé de chinelo com um apelo pop desprentencioso, e com isso conseguiram um carreira sólida e bastante crédito entre os fãs de rock alternativo nos EUA e ao redor do mundo. Eles se destacam como uma das mais influentes e criativas bandas que surgiu no underground americano no início dos anos 90.
Numa carreira de apenas 10 anos, este foi o terceiro disco da banda a ser lançado, também pelo selo Matador, e é tido por muitos como um dos melhores trabalhos da banda, o que é difícil de se escolher, com apenas cincos álbuns nas costas, sendo que todos eles são trabalhos impecáveis, porém o que faz Wowee Zowee se destacar dos outros é o seu experimentalismo, em relação aos outros discos.
Usando o seu rokzinho alternativo bunda mole de melodias cativantes e instrumental simples, se aventuraram com um pouco de country music, baladinhas acústicas, e dando espaço até para pitadas de punk rock e psicodelia, um tanto eclético, e por isso, na época, 1995, teve alguns reviews negativos, enquanto os fãs foram ao delírio. Hoje, qualquer um que trabalha na impressa, direcionada para a música, tem o Pavement como uma das maiores bandas da década passada, e falar mal deste disco, é pecado, e assim que a banda conseguiu esse status invejado.
Eu pessoalmente, acho que não é para tanto, é uma banda que eu gosto de escutar quando quero dar uma descanssada e acredito que não irá agradar boa parte de vocês, porém, lembrando novamente, o nosso lema é "Alternativa de Música", então fica dada a dica de um bom disco. Como de costume, clique na capa.

sexta-feira, outubro 26, 2007

Pink Floyd - Atom Heart Mother


"Atom Heart Mother é uma boa peça para ser mandada para o lixo e nunca mais ser ouvida por ninguém! ... Era um bocado pomposa, e não falava sobre nada." - Roger Waters, baixista/vocalista/compositor.
O Mr. Waters só poderia estar totalmente sob efeito de um ácido potente misturado com cocaína quando deu a seguinte declaração a uma rádio inglesa. Atom Heart Mother, de 1970, foi um álbum muito bem aceito pelos fãs e bem-sucedido na imprensa, pois chegou ao primeiro lugar de vendas no Reino Unido e disco de ouro nos EUA. Recheado de experimentalismo, psicodelia, passagens progressivas, lindas passagens de teclados feitas pelo Mr. Wright e até letras lindas (leiam a tradução de "If"), é um disco com a cara tradicional que o Pink Floyd tinha no final dos anos 60. Apesar da ausência de Syd Barret pelo uso abusivo de drogas (Nota: Há quem diga que ele foi demitido por problemas de relacionamento! Hahaha!), a banda continuou firme e forte. Para quem não curte a banda ou a proposta de som, a faixa título e primeira do disco pode ser uma severa tortura com 23 minutos! Já aos que curtem, aposto que é uma viagem agradável e boa de se curtir. A já citada "If" é uma música linda, com uma melodia de violão muito agradável tocada por David Gilmour, que, para mim, é um dos únicos guitarristas que conseguem botar feeling em som progressivo. Coladinha nela, "Summer '68" vem para mostrar o quanto a masterização e a mixagem desse disco foram felizes. Muitos instrumentos tocando ao mesmo tempo sem abafar um ao outro, coisa difícil para a época. É altamente agradável escutá-la, principalmente pelas vocais em dupla de Waters e Gilmour. "Fat Old Sun" lembra muito o que a banda fez no futuro, mais precisamente no clássico The Dark Side Of The Moon. Teclados marcantes e reflexivos, vocais suaves... Galera, tenho certeza que eles tomaram drogas relaxantes para compor essa. É fato que eles sempre faziam as coisas sob efeito de drogas, e é fato que houve uma época que o consumo de LSD da banda se igualava ao de um pequeno país, porém o curioso é que essas drogas parecem ter os favorecido. Para fechar o disco na mesma linha do início, "Alan's Psychedelic Breakfast" vem com 13 minutos que alternam entre várias passagens de vozes e efeitos. Refiro-me a mesma linha de tempo, pois são duas músicas bem diferentes. Prosseguindo, são apenas 5 músicas. Ah, mas essas 5 totalizam quase uma hora de som.
Quanto à capa, o dono da vaca ganhou pouco pelos direitos de imagem do animal, contudo a sua fazenda virou ponto turístico e a vaquinha apareceu em diversos programas de TV. Arrisco dizer até que essa capa foi plagiada algumas décadas mais tarde. Quer ver? Clique aqui.
Download do disco.

quinta-feira, outubro 25, 2007

Isis - The Read Sea


Isis é uma banda que anda fazendo um barulho imenso na mídia da música pesada, cada vez conseguindo mais espaço e mais admiradores, porém, contraditoriamente, a medida que eles fazem mais barulho na internet, seus últimos álbuns vêm perdendo o peso e estão se direcionando para o lado mais ambient e atmospheric da coisa, deixando meio esquecido seu lado destruidor.
Justamente por isso que The Red Sea está aqui, uma banda que está com todos olofotes direcionados, deve ter todo seu conjunto da obra reconhecido. Este é o segundo EP da banda, lançado em 1999, após Mosquito Control, um dos preferidos entre muitos fãs, e os dois apresentam a banda muito menos experimental e inteiramente baseada no Metal, Doom, Hardcore, e extremamente Sludge, influência clara dos Melvins, Godflesh e Neurosis, bandas quais eram muitas vezes comparados, pois mais ou menos nessa época, a banda começou a caminhada para o topo, onde ainda se encontram no meio da jornada.
Ultimamente ando vendo muito dessas bandas ganhando espaço em blogs e revistas especializadas, como um grande exemplo o Jesu, banda de Justin Broadrick (ex-Godflesh e Napalm Death) e Converge, banda de hardcore caótico (Mathcore?) figurando ao lado de grandes nomes do metal mundial. O som deste álbum lembro muito todos os citados à cima, com alguns elementos de cada, e o toque pessoal, The Red Sea é um disco muito porrado, recheado de gritos, peso e densidade, com guitarras dilacerantes e um pouco mais de estrutura que os álbuns subseqüentes, mas já apresentando as clássicas passagens musicais durantes as canções, que viraram marca registrada já da banda, é um álbum que eu recomendo mais para fãs da banda, ou do estilo, pois acredito que os últimos álbuns (Oceanic e In The Absense Of Truth) sejam melhores para aqueles que buscam um som mais acessível e até mais criativo que esse. Para conferir, clica na capa.

Fugazi - Repeater + 3 Songs


Mestres do Pós-Punk? Precursores do Rock Independente? Post-Hardcore de Base? Expressões e rótulos para classificar uma das bandas mais esporrentas de Washington não faltam, porém, nenhum delas consegue passar exatamente o som que a banda faz em apenas "duas ou três palavras".
Considerado um marco, seu primeiro lançamento, chamado de 13 Songs, uma compilação dos dois primeiros EPs em forma de Full Lenght, é considerado de Pós-Punk, porém nada ha ver com o mesmo estilo que bandas oitentista inglesas pseudo góticas faziam, como o The Cure ou o Echo & The Bunnymen. O Pós Punk do Fugazi é um som bem mais calcado no Punk-Rock, trazendo muito da energia de quem viveu esse momento, com uma vontade de experimentar algo novo, momento onde surge um dos quartetos mais importantes de Washington.
O LP Repeater foi lançado no ano de 1990, ano de mudança no cenário musical Mainstream, e ainda no mesmo ano, em forma de cd, saiu Repeater + 3 Songs, o mesmo disco, porém, como sugere o nome, com 3 canções adicionais, que seguem na mesma linha do disco anterior.
Canções de ritmo simples e de encaixe perfeito, baixo e bateria fazem um cozinha criativa e ao mesmo tempo sem muita frescuras, que se completam com as guitarras terroristas de Guy Piccioto e Ian Mackaye, os quais se revezam nos vocais, que é um das marcas registradas da banda.
Misturando algumas músicas instrumentais, como de costume, com outras de letras muito bem sacadas, com o grande talento lírico de Mackaye, esse é um disco recheado de músicas enérgicas, intensas e nervosas. Sempre que eu escuto Fugazi, eu me imagino andando de Skate, pelo maneira que as músicas são executadas, sincronizam perfeitamente com embaladas profundas ao mesmo tempo que dão um gás enorme. Mais um disco impecável da banda, clica na capa e faz o download.