
Falar desse CD aqui é cabreiro, porque ele foi e ainda é um divisor de fãs na carreira do Avenged Sevenfold. Não só por isso, mas também pelo fato de que isso aqui é um exemplo puro de originalidade e inovação. Muita gente pode discordar, e não sou eu quem pode dizer "Eu estou certo!" ou "Eles estão certos!". Ninguém pode dizer, na real. O que existem são opiniões, e a minha já está formada: Esse CD do Avenged Sevenfold é uma jóia rara, digam o que quiserem.
Foram 3 anos de silêncio após outro álbum muito bom, o
Waking The Fallen. O primeiro CD deles também é bom, o
Sounding The Seventh Trumpeth (
Warmness On The Soul é single, não conta como full lenght), mas este e o segundo são trabalhos que parecem-se com outras bandas;
City Of Evil não.
Como eu falei antes, é um divisor de fãs na carreira da banda. A maioria dos fãs antigos não curtem o CD, mas, em compensação, a banda ganhou muitos (milhares) com esse álbum novo. A diferença entre os álbuns realmente é gigante, esse fato é inegável, basta analisar que M. Shadows não manda mais vocais rasgados e gritados, apenas limpos. Não pense só em coisas melodiosas, pois não é bem por aí, todavia os gritos não existem mais. Muita gente diz até hoje algumas coisas do tipo: "Ficaram pop demais!", "Tão fazendo músicas para as pessoas entenderem!", "Ficou muito gay!", "Não é mais metalcore!" (quem pensa assim deveria se internar, porque A7X nunca foi metalcore. Hahahaha!), etc. Independente de qualquer coisa assim, esse trabalho é realmente muito bem feito. Talvez mais que isso: Surpreendente.
Eles são rapazes novos, devem ter todos os seus 20 e poucos anos e quase uma década de experiência musical, mas
City Of Evil soa como algo de uma banda realmente muito mais experiente, tanto que eu acho que eles estão dando uma surra feia numa das bandas mais famosas do heavy metal. Quer saber o nome? Pois eu lhe digo sem medo algum de ouvir um xingamento:
Iron Maiden (o atual). Muita gente deve estar querendo ver a minha cabeça exposta em praça pública após isso, mas saibam de uma coisa: Achas que
Maiden é uma grande banda atualmente? Tente escutar mais coisas, apenas isso.
Criatividade, ousadia, energia e inovação são as palavras que descrevem esse disco aqui. Criativo? Sim! Primeiramente, creio que todas as músicas apresentam algo de bom, tanto que o álbum soa bem variado no seu decorrer e os arranjos são muito bem pensados. Ousado? Muito! Os caras conseguiram fazer um heavy metal soar bem comercial (sem soar manjado ou ruim, aí é que está o complicado na questão) e ainda incrementaram umas partes mais melodiosas e "emo"tivas. Energia? De sobra! Escute os solos de guitarra de Synyster Gates e as linhas de pedal duplo do baterista The Reverend que você entenderá. Inovador? Sem dúvidas, pois não conheço banda que fez ou faz algo parecido. Para ser sincero, talvez nem exista banda que fez algo assim. Não fique aí esperando que o CD seja o Paraíso, pois depende muito de gosto, mas uma coisa eu garanto: É único. Não importa se você vai gostar ou não, mas o lance é original.
Começa com "Beast And The Harlot", numa intro muito bem feita e, em seguida, com uma linha de guitarras muito empolgante. Tem um refrão bem comercial e bem "criança" (lembra essas bandas de pop adolescente), mas eu curto muito, principalmente pelos solos de guitarra. Grudada nela, vem a fodástica "Burn It Down" com uma intro aonde The Reverend deixa os bumbos comendo soltos igual uma metralhadora para a entrada dos riffs à la power metal (ou melódico, são tudo a mesma coisa e eu odeio, mas curto A7X) e um refrão bem emotivo. Novamente, tirando o refrão, a linha vocal bem como o resto do instrumental são empolgantes e a música ainda tem um solo furioso! Depois dessas duas músicas que soam, no mínimo, surpreendentes para uma banda que se veste como eles (todo mundo pensa que é mais um Good Charlotte da vida, só que com um vocalista bombado), vem uma das músicas de maior sucesso deles, principalmente porque parou num game de Playstation 2, o Need For Speed (se eu não me engano é esse), a trabalhada "Blinded In Chains". Não gosto muito dela, mas admito que é bem feita. Agora vem uma das mais legais, uma das que caiu nas mãos da Mtv Brasil, para infelicidade de quase todos os fãs "verdadeiros" da banda. Esse som chama-se "Bat Country", e é realmente uma pena que existam pessoas que se dizem fãs de A7X conhecendo apenas esse som, porém acontece com várias bandas, fazer o que?! Começa com uma intro bem empolgante e a linha vocal entra no melhor estilo, com The Reverend quebrando tudo nos rufos, viradas e pedal duplo. Tem um refrão bem grudento, um tanto quanto comercial e uma passagem lentinha que destoa muito, principalmente porque após ela existem 2 solos muito loucos de guitarras, um em dupla e, como o Lipe me disse uma vez, parece que o espírito "power metal" baixou de vez na banda. Só parece, porque ele definitivamente possui a banda no som seguinte, a louca "Trashed And Scattered". Louca mesmo, porque a linha principal é à base de um instrumental "power metal" (dá no mesmo que melódico), mas no refrão descamba para o rock esquisitóide. O que mais se destaca nesse som é a linha do baixo, bem excepcional. Novamente, tem vários solos de guitarras bem como o CD inteiro. "Seize The Day" é a mais comercial, sem dúvida alguma. Lembra muito as baladas das bandas de hard rock, tanto que os próprios caras dizem que Guns N' Roses é uma das maiores influências deles. Não vejo influências explícitas assim não, mas percebe-se que os caras são fãs de longa data da banda. É um sonzinho legal de se curtir com a namorada, até garanto isso por experiência própria. Nunca me esquecerei os bons momentos que passei agarradinho com a minha ex-namorada curtindo esse som. Daqui em diante o CD não fica tão atraente aos meus ouvidos, pois não sou fã de músicas extensas. E sabem as durações das próximas faixas, respectivamente? 7:11, 9:14, 6:47 e 8:46. São sons muito voltados para o metal, tanto que o lado comercial foi literalmente deixado de lado nessas faixas. Não é nada pesadão, como eu já disse antes, o trabalho deles é mais baseado na melodia. São belos riffs de guitarras em duplas, levadas de pedal duplo na bateria e uns refrão mais variados. Na faixa "Strength of the World" o refrão lembra muito o Manowar no álbum
Fighting The World, aonde os refrãos eram tudo no estilo "grito de guerra".
Uma pena que ao-vivo o vocalista M. Shadows ande deixando muito a desejar, porque seu rendimento é fraco e looonge do que conferimos no CD. Já os guitarristas mandam bem, bem como os demais integrantes.
Pois é, além de mais de 3 clipes (que lembre, só assisti a 3), o disco rendeu à banda o prêmio de "Revelação do ano de 2006" em um desses festivais da Mtv americana, o VMA, creio eu. Palhaçada total! Primeiro porque a banda existe há varios anos, segundo porque
City Of Evil é um álbum de 2005. Pensa que é só a Mtv Brasil que dá suas mancadas? Taí o exemplo de que os gringos cometem uns erros até mais bárbaros.
Para finalizar, creio que vocês só entenderão esse álbum se o baixarem. Por mais que eu escreva inúmeras linhas aqui, o sentimento de vocês tem 99% de chances de ser diferente de tudo que descrevi ali.
Download:
Aqui.
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